terça-feira, 25 de março de 2014
OUTONO....!
Como as árvores que perdem suas folhas no outono, minha árvore também está morrendo aos poucos, perdendo suas folhas, talvez para voltar mais forte como as árvores que ressurgem depois de quase parecerem mortas, mas continuarem vivas por dentro, com suas folhas verdinhas e com pássaros felizes gorjeando em seus galhos, se alimentando de seus frutos que aparecem quando também rebrotam.
Dias sim, dias não, entre remédios que tomo, dores nas costas que sinto, sonos forçados pela medicação e crônicas que escrevo por puro prazer e as posto como se fosse uma obrigação, tudo que faço agora me diluiu um pouco a cada dia e me torna como se fosse um líquido frágil, mas intragável no paladar de algumas pessoas, e que vai escorrendo aos poucos por entre os dedos de minhas mãos. Amei demais, vivi demais e hoje me recolho ao um mundo que fiz meu: eu e meu computador, tendo ao lado os remédios sempre presentes.
Nada reclamo porque como as árvores que perdem suas folhas, sei que rebrotarei mais forte das cinzas -como a Fênix da mitologia -, porque, enquanto pareço frágil, estou enchendo os pulmões com o ar que Deus, com o qual respiro a vida, mesmo frágil e sempre com mais amor, mesmo sem mudar minhas crenças católicas. Mas sinto que não ando bem, porque dias sim e dias não, sofro com dores nas costas e pressões na cabeça, o que me preocupa. Tomo remédios, descanso e, como árvores de outono, volto sempre mais forte para perfumar de alegria as pessoas que me acompanham pelo blog, pelo facebook e que me presenteiam com belos trabalhos. Acredito que esteja vivendo a idade do CON DOR. Com dor aqui, com dor ali...! Mas ficarei bem porque Deus não abandona seus filhos; e eu, como um deles, embora amando-o de forma meio torta, sei que só serei abandonado na hora certa de acompanhá-lo em definitivo!
Minha sobrevida infectado há tanto tempo é um mistério inexplicável para a ciência, mas não para Deus. Há sete anos Deus me deu onze oportunidades para viver, me tornar mais puro, ser melhor, ouvir mais e falar menos, mas nem sempre isso é possível, nessa ordem. Horas existem que “explodo” do nada! Mas é a vida que tenho, o que fazer para mudar as coisas? – desde 2006, vivo infectado por duas bactérias hospitalares incuráveis, após onze cirurgias bem-sucedidas para tratar de em empiema cerebral. Do empiema que me levou à cirurgia cerebral, estou curado; das infecções, ainda não, mas ficarei! Isso me deixa angustiado, mas caminho feliz porque estou fazendo o que gosto e Deus ainda guia meus dedos para escrever ou quando não, me guia segurando minha mão me transportando nos momentos de dificuldades. Não posso reclamar: Deus sofreu mais do que eu! Sofro pouco!
Entendo e aceito que as folhas velhas de minha árvore caiam ao chão com o sopro leve do vento porque precisarei de adubo para renascer como todas as árvores necessitam que suas folhas se projetem rumo ao chão para se decompor, criar adubos para, mais tarde, com o novo período da chuva, as folhas mortas caídas ao chão e transformadas em adubos, brotarem novinhas e mais verdes. Esse, porém, não será meu caso porque não sendo eu literalmente uma árvore, só as raízes culturais que deixarei servirão para a eternidade e precisarão ser entendidas e interpretadas em meus momentos de solidão, sofrimento, revolta social e de filosofia de vida para que outras pessoas não cometam os erros que cometi, não sofram o que vivo sofrendo, mas amem à vida, como eu amo a minha e a vivam como se sempre fosse o último segundo que todos terão.
De uma árvore quase morta poderá ressurgir uma outra viçosa e verdinha, mas quando a última folha cair de minha árvore não poderei nascer como uma nova árvore, nem que seja plantada pelas mãos de Deus, que cuida de tudo e de todos na terra, na forma que cada um o conceba ou mesmo aos não o concebam por pura ignorância filosófica-intelectual-conceitual, do que por convicção que Deus não exista mesmo!
segunda-feira, 24 de março de 2014
O ESTADO SOCIAL RECUA E OS MARGINAIS AVANÇAM
O Estado Social é extremamente burocrático em suas decisões, contra o estado bandido que é eficiente, rápido e cumpre as ordens dos marginais presos com tanta rapidez e eficiência que impõe o terror e à prisão domiciliar os pagadores de impostos e contribuintes para manter os burocráticos executores das ineficientes políticas públicas, principalmente nas de segurança, saneamento, habitação e educação que, embora tenha alguns exemplos isolados de eficiência, por decisão pessoal e corajosa de alguns milagrosos gestores, na maioria das vezes pratica uma educação exclusiva, afastando os alunos das salas de aula.
É uma questão lógica sociológica: se o Estado Social, formado por homens de bons costumes e princípios recua e não cumpre seu papel e seu dever legal, o Estado paralelo, formado por homens bandidos, milicianos, drogaditos, baderneiros, incendiários, enfim, pessoas da pior espécie, assume e passa a oferecer o que o Estado Social deixou de fazê-lo. O resultado disso é o crescimento da violência porque bandido não se entrega e não entrega suas armas, mas só dá um tempo para enganar o Aparelho de Repressão do Estado e depois voltar com mais força, tocando fogo em tudo, matando pessoas que usam farda de forma bárbara. O resto desse filme, todos veem todos os dias! O Estado paralelo manda e desmanda e o Estado Social fica acuado e sem ação imediata.
Com sua total ausência e incompetência do Estado Social organizado de forma piramidal, mas ineficiente e extremamente burocrático, o Estado paralelo se fortalece e enfrenta de forma organizada, comandando de dentro de prisões de segurança máximo, sem nenhuma burocracia o seu “exército” de malfeitores e está derrotando e amedrontando as forças de repressão do Estado. No meio do fogo cruzado, pessoas caem mortas por balas perdidas em tiroteios entre policiais e bandidos, alguns fardados tão bandidos quanto aos tatuados que dizem sofrer falta de Direitos Humanos. E os Direitos Humanos das pessoas que os bandidos executam friamente, não contam também? Quem é que criará seus filhos pelo resto da vida para que também não entrem para o mundo criminoso? O Estado Social não o será e eles terminarão sendo “adotados” pelo Estado criminoso e terminarão matando outras pessoas porque lhes será doutrinado que seus pais foram mortos porque o Estado de Bem Estar Social, muito burocrático, não foi capaz de lhes dar garantias!
É triste saber que os bandidos estão montando escritórios do crime dentro das prisões e, pelo telefone, ordenam a outros bandidos fora da cadeia o que devem ou não devem fazer, sem discussão e burocracia alguma e sem depender de ninguém: o chefe bandido preso dá a ordem ao bandido solto, através de bilhetes que escrevem e seus advogados os entregam, informando quem devem executar sem qualquer pergunta, despacho ou ato judicial. A discussão só existe mesmo entre os dois aparelhos chamados de Repressão e de Justiça. Há muito tempo, esses dois aparelhos de Estado, mas que deveriam andar de mãos dadas, deixaram de se entender porque um prende e outro manda soltar o bandido preso, conforme denunciam as mídias. O bandido que foi solto estava cumprindo prisão em regime semiaberto ou já tivera várias passagens pela polícia por crimes diversos, mas a Justiça lhes mandou soltar!
Enquanto isso, os bandidos vão ocupando espaço, impondo suas leis, divulgando seus regulamentos, criando suas regras, mandando matar pessoas e definindo preços por morte e impondo a Lei do Terror. Para piorar um pouco mais, os aparelhos de Estado que criam as Leis ficam discutindo seus próprios interesses, olhando para seus próprios umbigos e a sociedade vai ficando cada vez mais enclausurada enquanto os bandidos ficam livres, leves e solto para comandar de dentro das cadeias como deve viver a sociedade civil que no século XVI e XVII abriu da barbárie e decidiu criar um Estado que resolvesse pelos cidadãos individualmente! O Estado Social está se curvando ao Estado bandido, quer pelas manifestações violentas, destruições de patrimônio público e privado com a participação de menores que, não podendo ser presos, mas apreendidos, assumem crimes bárbaros em nome de adultos ou cometem homicídios por ordem de adultos e nada acontece contra ninguém. No mínimo, nesses casos, os pais deveriam responder pelos dados ao patrimônio público já que o Código Penal não permite que o crime de um seja respondido por outra pessoa, infelizmente, mesmo que o criminoso seja um tutelado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, já cumpriu seu papel e precisa ser modificado em alguns pontos.
sexta-feira, 21 de março de 2014
QUEM VAI QUERER...!
Comentários no link do blog: http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/03/quem-vai-querer.html
QUEM VAI QUERER...!
Para Suelem Louize Freitas, Pjc,(#)
Agora, pouco me importa saber se nos 175 confrontos entre os times do Rio Negro e Nacional, o conhecido clássico Rio X Nal, também chamado de “o clássico das multidões”, ocorreram 44 vitórias para um; 69 do outro ou que teriam sido marcados 154 gols de um e 208 do outro. Também não desejo mais saber que foram registrados nesses disputas 62 empates, com um total de 363 gols. Pouco importa saber, ainda, que o primeiro jogo entre as duas equipes ocorreu no dia 02 de março de 1914, pela Liga Amazonense de Football, no campo do Bosque Municipal, sendo considerado o confronto mais antigo entre os dois clubes.
Como rionegrino que passei a ser em razão de influência de amigos de infância, mesmo sem entender nada de futebol até meus 11 anos, porque com essa idade comecei a vender picolé e levar cascudos na cabeça dentro do Parque Amazonense, mas não podia de ver os jogos de meu time do coração, porque só ia ao estádio para trabalhar e não para ver jogos. Também não desejo saber que o Rio Negro perdeu um jogo por 9 X 0 para o Nacional na primeira partida entre as duas equipes, com cinco gols de Cícero, 3 de Paulo e l de Cazuza e outros a história futebolística do Amazonas não registra.
Criança, com oito anos de idade, desenhava escudos do Rio Negro em cadernos no Grupo Escolar Adalberto Valle, no Morro da Liberdade. A única coisa que importa para mim é dizer que no final da década de 70, era um jornaleiro magro, raquítico, que pegava o ônibus toda madrugada no bairro da Betânia, para vender jornais nas ruas da antiga Manaus, entrecortadas por lindos e limpos igarapés, ligados por catraias coloridas que refletiam suas cores e mostravam até os remos usados para empurrá-las; Também caminhava pelas ruas cheias de paralelepípedos portugueses e ingleses, aparecendo ainda visíveis os trilhos de bondes que, um dia, transportaram lentamente namorados com seus paletós brancos e chapéus na cabeça, pendurados às portas para pegarem ventos. Na década de 70 comecei a vender jornais no porto de Manaus, na calçada dos Correios, no mercado da Cachoeirinha aos domingos, mas a cidade já não era mais a Manaus que me viu crescer gritando “quem vai querer, quem vai querer”. Já vivia com o início do processo de implantação do comércio da Zona Franca de Manaus e tudo era frenético. As ruas fervilhavam de turistas ávidos por novidades tecnológicas e a maior delas era o videocassete, que era contrabandeado para outros Estados.
Eu, sem me importar com nada disso, nem com as maçãs geladas vendidas nas esquinas das ruas, aproveitava para fazer propaganda dos jornais que comercializava, anunciando manchetes que não existiam e acho que nem a genialidade do Editor Geral de A NOTÍCIA, Bianor Garcia, talvez as pudessem criá-las. Nessa época, diziam que se expressem um exemplar do Jornal, dele escorreria sangue, tantas eram as manchetes sanguinolentas que conseguia produzir o seu Editor Geral, um homem baixinho e rechonchudo, mas genial.
Nem o maior historiador do esporte no Amazonas, Carlos Zamith, onde estiver entre as estrelas, contando suas histórias esportivas do seu Bau Velho para Deus, poderá me desmentir: outros clubes existem ainda hoje no Amazonas, mas o clássico mais famoso era, foi e será sempre entre as equipes do Rio Negro e do Nacional. Depois, se segue o confronto “Pai e Filho”, entre o Nacional e o Fast Club, que nasceu a partir de uma dissidência no Nacional.
Mas nada disso também tinha importância, porque no início da década de 70, eu era apenas um esguio jornaleiro de 28 quilos no máximo, que acordava às 4 da madrugada todos os dias, tomava Nescau, caprichosamente feito pela minha mãe, comia um sanduíche de pão com ovo e seguia rumo à parada para entrar no ônibus de madeira da empresa Ana Cássia. No meu destino, recebia do “Buraco” o jornal A CRÍTICA, na Rua Lobo D´Almada, por uma portinhola na parede, mas que parecia um buraco mesmo,(desconfio ser essa a origem de seu apelido da pessoa maravilhosa com convivi com admiração mútua, mas que nunca tive coragem de perguntar qual era nome de batismo, até os dias de hoje).
Depois, sempre caminhando com minha sandália havaiana aos pés, seguia para um prédio um antigo e grande, localizado na Avenida Eduardo Ribeiro, onde também funcionava no segundo andar os estúdios da Rádio Baré e recebia o JORNAL DO COMÉRCIO e. por último, seguia para a Praça Tenreiro Aranha, no centro de Manaus, para apanhar o JORNAL A NOTÍCIA.
Se tivesse havido no dia anterior algum jogo entre Nacional e Rio Negro, não importando o resultado, eu pedia mais jornais e os vendia quase todos. Se tivesse carreata de bandeiras pelas ruas da cidade, uma tradição iniciada por integrantes da “Charanga”, a mais antiga torcida organizada que se tem notícia, seria melhor ainda porque eu tinha certeza que naquele dia, iria “bamburrar” em vendas! Se não os vendesse, podia devolvê-los ao X-9, um gordo e pançudo “empresário” dos jornaleiros, que nos aguardava sentado tranquilamente em um banco de madeira, no Pavilhão São José ou no Tabuleiro da Baiana com seu fusca estacionado ao seu lado, entre ônibus e táxis que usavam democraticamente o mesmo espaço. “Boiar” era o termo usado entre os jornaleiros para definir os jornais que seriam devolvidos. Todos eram recebidos e ninguém tinha nada a receber ou a pagar por eles. Era uma democracia estranha, baseada na confiança mútua.
Quando seguia para devolver os jornais, continuava mais uma vez a pé pelas ruas de paralelepípedos da Praça da Matriz, passando por entre palmeiras imperiais e vendo e passeando por trilhos de bonde que um dia circularam, mas seguia gritando “quem vai querer, quem vai querer” e anunciando manchetes que acho que nem o genial Editor Geral de A NOTÍCIA, Bianor Garcia, seria capaz de criá-las, como “pegou fogo na caixa d´água” ou “moça bonita não paga, mas também não leva” para as pessoas que estavam deixando seus empregos nas muitas lojas comerciais para almoçar em casa e retornar às 14 hs. Mas era tudo mentira que eu inventava, com minha mente criativa e criadora de um infantil de adolescente. Algumas pessoas compravam; outras, apenas riam e sabiam que era brincadeira de moleque e que nada daquilo eu anunciava a plenos pulmões. Seguia com meus jornais boiados e prestar contas, só depois que o relógio municipal anunciava que o comércio começaria a arriar suas portas às 11:30 horas, seguido de um badalar de sino na Loja Central de Ferragens S/A, que funcionava na esquina das Ruas Thedoreto Souto com Marechal Deodoro que eu, em crônica chamei de O SINO DO SILÊNCIO, maestrado pelo seu proprietário à frente de sua loja, com a calça lá no alto da cintura, presa a um cinto para que ela não caísse.
Nessa época não existia mais O JORNAL.
Dizem até hoje, porém, que lá trabalhavam só escolhidos a dedo pelo seu proprietário Henrique Archer Pinto, formando uma equipe de excelentes profissionais do jornalismo como os ainda hoje lembrados Ulisses Guimarães(falecido), Philipe Daou (empresário), Francisco Guedes de Queiroz (deputado, já falecido), Arlindo Porto (ex-deputado e governador do Amazonas em substituição),Castro e Costa (falecido), pai da apresentadora da TV A Crítica Babyrizzato. Fábio Lucena, senador do Amazonas (falecido), Almir Diniz de Carvalho (jornalista, escritor, cronista com excelentes obras publicadas), que ganhou o primeiro prêmio de jornalismo para o Amazonas e muitos outros que a memória não me permite lembrar, como eu gostaria. Mas presto tributo a todos, inclusive aos que esqueci seus nomes e que por ventura tenham trabalhado nessa “faculdade de jornalismo” porque até hoje o matutino “O JORNAL” é tido como a maior e melhor escola de formação e aperfeiçoamento de jornalistas que o Amazonas já teve e onde militaram muitos jovens idealistas, que depois se tornaram empresários, advogados, políticos importantes para a história do Amazonas, por várias razões e motivos. Dizem também, que todos os profissionais eram escolhidos pelo seu proprietário, mas não posso garantir que isso seja verdadeiro.
(#) (aluna do 7o período de comunicação da UFAM, autora da ideia dessa crônica, durante entrevista de mais de 3 horas em meu apartamento, sobre o bairro da Betânia, onde vivi minha infância e adolescência e me deixou profundas lembranças positivas em minha vida)
QUEM VAI QUERER...!
Para Suelem Louize Freitas, Pjc,(#)
Agora, pouco me importa saber se nos 175 confrontos entre os times do Rio Negro e Nacional, o conhecido clássico Rio X Nal, também chamado de “o clássico das multidões”, ocorreram 44 vitórias para um; 69 do outro ou que teriam sido marcados 154 gols de um e 208 do outro. Também não desejo mais saber que foram registrados nesses disputas 62 empates, com um total de 363 gols. Pouco importa saber, ainda, que o primeiro jogo entre as duas equipes ocorreu no dia 02 de março de 1914, pela Liga Amazonense de Football, no campo do Bosque Municipal, sendo considerado o confronto mais antigo entre os dois clubes.
Como rionegrino que passei a ser em razão de influência de amigos de infância, mesmo sem entender nada de futebol até meus 11 anos, porque com essa idade comecei a vender picolé e levar cascudos na cabeça dentro do Parque Amazonense, mas não podia de ver os jogos de meu time do coração, porque só ia ao estádio para trabalhar e não para ver jogos. Também não desejo saber que o Rio Negro perdeu um jogo por 9 X 0 para o Nacional na primeira partida entre as duas equipes, com cinco gols de Cícero, 3 de Paulo e l de Cazuza e outros a história futebolística do Amazonas não registra.
Criança, com oito anos de idade, desenhava escudos do Rio Negro em cadernos no Grupo Escolar Adalberto Valle, no Morro da Liberdade. A única coisa que importa para mim é dizer que no final da década de 70, era um jornaleiro magro, raquítico, que pegava o ônibus toda madrugada no bairro da Betânia, para vender jornais nas ruas da antiga Manaus, entrecortadas por lindos e limpos igarapés, ligados por catraias coloridas que refletiam suas cores e mostravam até os remos usados para empurrá-las; Também caminhava pelas ruas cheias de paralelepípedos portugueses e ingleses, aparecendo ainda visíveis os trilhos de bondes que, um dia, transportaram lentamente namorados com seus paletós brancos e chapéus na cabeça, pendurados às portas para pegarem ventos. Na década de 70 comecei a vender jornais no porto de Manaus, na calçada dos Correios, no mercado da Cachoeirinha aos domingos, mas a cidade já não era mais a Manaus que me viu crescer gritando “quem vai querer, quem vai querer”. Já vivia com o início do processo de implantação do comércio da Zona Franca de Manaus e tudo era frenético. As ruas fervilhavam de turistas ávidos por novidades tecnológicas e a maior delas era o videocassete, que era contrabandeado para outros Estados.
Eu, sem me importar com nada disso, nem com as maçãs geladas vendidas nas esquinas das ruas, aproveitava para fazer propaganda dos jornais que comercializava, anunciando manchetes que não existiam e acho que nem a genialidade do Editor Geral de A NOTÍCIA, Bianor Garcia, talvez as pudessem criá-las. Nessa época, diziam que se expressem um exemplar do Jornal, dele escorreria sangue, tantas eram as manchetes sanguinolentas que conseguia produzir o seu Editor Geral, um homem baixinho e rechonchudo, mas genial.
Nem o maior historiador do esporte no Amazonas, Carlos Zamith, onde estiver entre as estrelas, contando suas histórias esportivas do seu Bau Velho para Deus, poderá me desmentir: outros clubes existem ainda hoje no Amazonas, mas o clássico mais famoso era, foi e será sempre entre as equipes do Rio Negro e do Nacional. Depois, se segue o confronto “Pai e Filho”, entre o Nacional e o Fast Club, que nasceu a partir de uma dissidência no Nacional.
Mas nada disso também tinha importância, porque no início da década de 70, eu era apenas um esguio jornaleiro de 28 quilos no máximo, que acordava às 4 da madrugada todos os dias, tomava Nescau, caprichosamente feito pela minha mãe, comia um sanduíche de pão com ovo e seguia rumo à parada para entrar no ônibus de madeira da empresa Ana Cássia. No meu destino, recebia do “Buraco” o jornal A CRÍTICA, na Rua Lobo D´Almada, por uma portinhola na parede, mas que parecia um buraco mesmo,(desconfio ser essa a origem de seu apelido da pessoa maravilhosa com convivi com admiração mútua, mas que nunca tive coragem de perguntar qual era nome de batismo, até os dias de hoje).
Depois, sempre caminhando com minha sandália havaiana aos pés, seguia para um prédio um antigo e grande, localizado na Avenida Eduardo Ribeiro, onde também funcionava no segundo andar os estúdios da Rádio Baré e recebia o JORNAL DO COMÉRCIO e. por último, seguia para a Praça Tenreiro Aranha, no centro de Manaus, para apanhar o JORNAL A NOTÍCIA.
Se tivesse havido no dia anterior algum jogo entre Nacional e Rio Negro, não importando o resultado, eu pedia mais jornais e os vendia quase todos. Se tivesse carreata de bandeiras pelas ruas da cidade, uma tradição iniciada por integrantes da “Charanga”, a mais antiga torcida organizada que se tem notícia, seria melhor ainda porque eu tinha certeza que naquele dia, iria “bamburrar” em vendas! Se não os vendesse, podia devolvê-los ao X-9, um gordo e pançudo “empresário” dos jornaleiros, que nos aguardava sentado tranquilamente em um banco de madeira, no Pavilhão São José ou no Tabuleiro da Baiana com seu fusca estacionado ao seu lado, entre ônibus e táxis que usavam democraticamente o mesmo espaço. “Boiar” era o termo usado entre os jornaleiros para definir os jornais que seriam devolvidos. Todos eram recebidos e ninguém tinha nada a receber ou a pagar por eles. Era uma democracia estranha, baseada na confiança mútua.
Quando seguia para devolver os jornais, continuava mais uma vez a pé pelas ruas de paralelepípedos da Praça da Matriz, passando por entre palmeiras imperiais e vendo e passeando por trilhos de bonde que um dia circularam, mas seguia gritando “quem vai querer, quem vai querer” e anunciando manchetes que acho que nem o genial Editor Geral de A NOTÍCIA, Bianor Garcia, seria capaz de criá-las, como “pegou fogo na caixa d´água” ou “moça bonita não paga, mas também não leva” para as pessoas que estavam deixando seus empregos nas muitas lojas comerciais para almoçar em casa e retornar às 14 hs. Mas era tudo mentira que eu inventava, com minha mente criativa e criadora de um infantil de adolescente. Algumas pessoas compravam; outras, apenas riam e sabiam que era brincadeira de moleque e que nada daquilo eu anunciava a plenos pulmões. Seguia com meus jornais boiados e prestar contas, só depois que o relógio municipal anunciava que o comércio começaria a arriar suas portas às 11:30 horas, seguido de um badalar de sino na Loja Central de Ferragens S/A, que funcionava na esquina das Ruas Thedoreto Souto com Marechal Deodoro que eu, em crônica chamei de O SINO DO SILÊNCIO, maestrado pelo seu proprietário à frente de sua loja, com a calça lá no alto da cintura, presa a um cinto para que ela não caísse.
Nessa época não existia mais O JORNAL.
Dizem até hoje, porém, que lá trabalhavam só escolhidos a dedo pelo seu proprietário Henrique Archer Pinto, formando uma equipe de excelentes profissionais do jornalismo como os ainda hoje lembrados Ulisses Guimarães(falecido), Philipe Daou (empresário), Francisco Guedes de Queiroz (deputado, já falecido), Arlindo Porto (ex-deputado e governador do Amazonas em substituição),Castro e Costa (falecido), pai da apresentadora da TV A Crítica Babyrizzato. Fábio Lucena, senador do Amazonas (falecido), Almir Diniz de Carvalho (jornalista, escritor, cronista com excelentes obras publicadas), que ganhou o primeiro prêmio de jornalismo para o Amazonas e muitos outros que a memória não me permite lembrar, como eu gostaria. Mas presto tributo a todos, inclusive aos que esqueci seus nomes e que por ventura tenham trabalhado nessa “faculdade de jornalismo” porque até hoje o matutino “O JORNAL” é tido como a maior e melhor escola de formação e aperfeiçoamento de jornalistas que o Amazonas já teve e onde militaram muitos jovens idealistas, que depois se tornaram empresários, advogados, políticos importantes para a história do Amazonas, por várias razões e motivos. Dizem também, que todos os profissionais eram escolhidos pelo seu proprietário, mas não posso garantir que isso seja verdadeiro.
(#) (aluna do 7o período de comunicação da UFAM, autora da ideia dessa crônica, durante entrevista de mais de 3 horas em meu apartamento, sobre o bairro da Betânia, onde vivi minha infância e adolescência e me deixou profundas lembranças positivas em minha vida)
quinta-feira, 20 de março de 2014
MARCO REGULATÓRIO PARA QUE, SE NÃO TEM INTERNET?
Como o Decreto 7.175, de 12 de maio de 2010, que prometia internet banda larga de 10 megas a um custo mensal de R$ 39,90 reais, nunca chegou a sair do papel ficando só nos sonhos ideológicos de seus pensadores, embora tenha sido chamada pelo Governo Federal de a “a banda larga popular”, agora a Câmara dos Deputados está prestes a votar o Marco Civil Regulatório da Internet, uma proposta de lei que deverá garantir os direitos dos usuários de internet de todo o Brasil. Mas, marco regulatório para que se não temos internet de boa qualidade? Será que os preços baixarão e a qualidade melhorará? Não acredito!
O Plano Nacional de Banda Larga – PNBL, “Brasil Conetado”, era muito ambicioso e não nego que cheguei a acreditar na ideia, porque eram tantas tão constantes as propagandas mentirosas – uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade - (Joseph Goebbels), prática que também era usada na Alemanha nazista de Adolf Hitler quando defendia em discurso a criação de uma raça ariana pura, escrevi crônica sobre o assunto porque acreditei que o PNBL poderia ser uma solução para o Brasil. Mas como eu, tantos outros brasileiros foram frustrados pela promessa, que caiu no esquecimento da maioria, menos de quem usa a péssima internet para se comunicar. Mesmo no município que serviria de modelo, a internet foi montada por um empresário privado para suprir a sua própria necessidade e terminou expandindo também para a Prefeitura e moradores.
O PNDL previa, além de uma internet banda larga ao custo de 39,90, “cria oportunidades ao acelerar o desenvolvimento econômico e social, promovendo a inclusão digital, reduzir as desigualdades social e regional e gerando emprego e renda, ampliando os serviços de governo eletrônico e facilitando aos cidadãos o uso dos serviços do Estado....”
Tudo muito bom, tudo muito bem, teria sido ótimo se houvesse partido da ideia à prática, o que nunca aconteceu. No Amazonas, por exemplo, o valor do preço da internet baixou porque o Governo do Estado decidiu reduzir os impostos que incidiam sobre o valor da fatura e essa redução foi repassada aos usuários, mas o preço da internet continuou o mesmo e a qualidade continua péssima, caindo constantemente, ao ponto de uma pessoa navegar pela rede e no instante seguinte fazerem “manutenção na rede” . O pior de tudo é que, ao chegar a fatura da conta com o valor a pessoa ter que telefonar para o serviço com o número do protocolo para pedir o desconto à operadora.
Se não possuir o número de, pelo menos, um protocolo em mãos, o pedido de desconto dos dias de “manutenção na rede” se torna quase impossível, quando já deveria vir constando o desconto na conta em razão das manutenções para a melhoria do serviço, que sempre piorando um pouco a cada dia. Isso precisa ser visto também pelos deputados, além do elevado custo e da falta de funcionamento do Decreto 7.175, de 12 de maio de 2010 e explicar porque ele nunca saiu do papel!
Ainda bem que o governo federal ressalvou que a implantação do Programa Brasil Conetado lançou apenas as “bases” para as ações a serem construídas e implantadas coletivamente.
As diversas medidas do programa Brasil Conectado e seus distintos objetivos se perderem nas gavetas da “democracia”. Ou seria demagogia? Muitos recursos foram liberados pelo Ministério das Comunicações, muitas mentiras, desculpas e explicações esfarrapadas se fizeram ouvir no calor das palavras de autoridades. A verdade, porém, é que em termos de tecnologia de comunicação, o Brasil está muito atrasado e não tenho muita certeza se o marco regulatório da internet vai servir para alguma coisa. Serviria sim, se houvesse internet de boa qualidade, de 10 megas, ao preço de R$ 39,90. Mas eu ainda estou entre os poucos e destemidos brasileiros que pagam pesados impostos, têm uma das maiores cargas tributárias do mundo e não desistem nunca, mas já perdem a paciência com tantas promessas não cumpridas do Governo Federal!
A MÁQUINA DE COSTURA SINGER DE MINHA MÃE JOSEFA COSTA!

(minha mãe completa hoje 79 anos e decidi republicar essa crônica que escrevi para ela, fazendo algumas adaptações)
A bermuda de tergal marrom com dois bolsos atrás, com a qual sai do Varre-Vento e vim para Manaus, foi costurada na máquina “Singer” de minha mãe, Josefa Costa. A “ Singer” possuía pedal, correia ligando a parte inferior à superior e uma gaveta para guardar as linhas e funciona até os dias de hoje, mas serve de móvel em sua sala e ela não usa mais. Toda a parte superior da máquina podia ser baixada em um suporte estrategicamente projetado na parte inferior para recebê-lo, transformando todo o conjunto em um móvel que podia ser coberto com um pano.
Toda fundida em ferro com a palavra “Singer” gravada logo acima do pedal, projetado com uma grade de ferro fundido para apoiar os pés que minha mãe, que a pedalava em um vai e vem incessante para cima e para baixo com muito gosto, com uma fita métrica presa ao ombro, medindo, cortando, recortando e ajustando a bermuda que usaria pela primeira vez na vida na viagem em barco regional de madeira rumo a Manaus. Minha mãe é uma guerreira, mais do que eu sou!
A máquina “Singer” de minha mãe não era usada só para costurar roupa dos muitos filhos, mas também para atender aos pedidos de pessoas da comunidade.
Hoje, quando vejo sua máquina servindo como móvel, fico triste porque junto com a máquina, minha mãe também envelheceu, mas a vejo sempre como nova, como “nova” também e a antiga máquina de minha mãe, porque as duas envelheceram juntas, uma olhando fixamente para a outra, com um pouco de ciúmes, talvez, afinal só a máquina Singer é de ferro; minha mãe, não! Ela enferrujou com o tempo, mas está novinha ainda porque nunca seus filhos deixaram de lubrificá-la.
quarta-feira, 19 de março de 2014
EM POLÍTICA, O BRASIL CAMINHA ASSIM...!
Em política, o Brasil é assim:
Não sou analista político, nem me proponho a sê-lo, porque será sempre muito difícil entender e explicar tudo o que se esconde por trás de interesses escusos e nem sempre confessáveis publicamente. Tem sempre, por trás de toda e qualquer declaração, algo a ser desvendado nas entrelinhas por trás de uma palavra, uma frase, uma negativa ou uma afirmativa. Enfim, político é muito difícil de ser entendido e partidos políticos que se dizem interessados no coletivo do país, só pensam em seus próprios interesses mediatos e imediatos.
Mas, como leigo, posso garantir que existem muitos partidos pequenos e alguns grandes também, que vendem seus espaços em programas de televisão e rádios, negociando valores, cargos e funções dentro do Governo que venha a ser eleito nas urnas, pois nenhum partido político, por maior que venha a ser ou se tornar, conseguirá eleger ao mesmo tempo uma bancada majoritária na Câmara dos Deputados e no Senado para conseguir, enfim, dizer ao povo que governará sozinho e realizar todas as reformas possíveis prometidas nas urnas durante as campanhas.
Diante desse caótico quadro político e cheio de partidos, a briga entre o PMDB e PT seria inevitável e já era esperada, obrigando a presidente Dilma Rousseff a mudar parte de seu Ministério só para “agradar” aos dois partidos descontentes e de sustentação do Governo. Em seus programas eleitorais, contudo, declaram que estão tetando resolver os problemas coletivos da população, mas é tudo um engodo e uma grande mentira. Dai a necessidade de ler nas entrelinhas do que os partidos e candidatos declaram, porque pouca coisa é verdadeira, infelizmente. Mas deveria ser, pelo menos no plano das ideias e declarações.
A briga entre os dois maiores partidos que sustentam a base do governo, mesmo que em troca de chantagem ou fisiologismo barato, poderia ter sido evitada, se os interlocutores de plantão tivessem informado à presidente Dilma que essa rebelião fisiológica irresponsável estaria para eclodir. Faltou articulação política! A presidente poderia ter feito as mudanças de alguns seus ministros e teriam sido evitadas as convocações de ministros chamados para dar explicações nas duas casas legislativas sobre escândalos que há tempos todos sabiam, mas fingiam que nada sabiam na esfera política.
Com todos os defeitos que possa ter tido, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso, em entrevista, falou uma verdade: “eu fiz todas as alianças antes de ser eleito”. Talvez por isso, menos escândalos se registraram no Governo do PSDB. Mesmo assim, foram registrados alguns. Lula fez alianças antes e depois, e sofreu com o escândalo do “mensalão” e saiu chamuscado, quase o atingindo porque devia haver um chefe do esquema, mas José Dirceu assumiu tudo sozinho e ficou calado, mas tenho dúvidas, se ele comandou tudo sozinho, sem conhecimento de seu chefe imediato.
Do Governo do “cassador e marajás”, Fernando Collor, jovem, bonito, elegante, boa pinta e pretensioso demais, por quem muitas mulheres do Brasil suspiraram antes de depositar nas urnas seus votos, ajudando-o a elegê-lo, pouco devo comentar porque ele também foi cassado pelos marajás que prometera combater. Depois, como pedra de dominó, todos os que votaram no impeachment de Collor, o primeiro eleito do Brasil pós ditadura a ser cassado pelas duas casas legislativas, mesmo depois de seu desesperado pedido de socorro aos jovens para que não o deixassem sozinho, foram às ruas com seus rostos pintados nas cores verde e amarelo e apoiaram sua queda pelo voto de deputados e senadores. Alguns parlamentares que votaram pela cassação do ex-presidente, foram depois envolvidos no escândalo dos “anões do orçamento” e caíram de um por um. Depois, veio seu vice, o José Sarney, que herdou alguns escândalos.
Mas, agora, no Governo Dilma Rousseff, o fisiologismo por cargos foi escandaloso e ela teve que mudar vários de seus ministros de uma só vez, embora tenha Michel Temer, do PMDB, como seu vice, que nada fez para impedir essa rebelião desavergonhada e prejudicial aos interesses nacionais, mas satisfatória aos interesses dos dois maiores partidos. Além da excelente análise (http://brasilemversos-am.blogspot.com.br/2014/03/pt-x-pmdb-por-quem-eles-brigam-por.html) realizada por Amarildo Patricce, de Minas Gerais, me aventuro a acrescentar que além de tudo que foi elencado e publicado, existe ainda o excesso de Partidos Políticos e a terrível dificuldade para administrar um Brasil com muitos climas e problemas variados. Para pior mais ainda existe uma Constituição que não permite nenhum partido político comande politica e ideologicamente um país de tantas dificuldades – cheia em uma parte, seca em outra e por ai vai, desbarrancamento em outra ponta, descontrole da inflação devido a essa sazonalidade, etc – sem que tenha maioria ideológica na Câmara e Senado, para caminhar junto com o presidente, sem depender de partidos fisiologistas;
E isso, contudo, será muito difícil que venha a ocorrer um dia!
Ah, ia esquecendo: a corrupção precisa acabar porque ela está dando um nó no desenvolvimento do Brasil e o poder judiciário, quando julga alguém, o faz de forma atabalhoada, ou rápido ou lento depois. Nos dois casos, a impunidade ou pela pressa ou pela demora, torna-se injustiça!
domingo, 16 de março de 2014
REGIÃO NORTE ESTÁ ENTRE O FOGO E A INUNDAÇÃO!
A região Norte está dividida entre o fogo e a água: no Estado de Roraima, fogo devido a seca; mas há muita água em municípios dos Estados Pará, Amazonas, Macapá e Porto Velho.
No meio desse contraste de fogo e água está uma população socialmente carente, sofrendo e desalojada em Escolas publicas dos municípios. Em breve, começarão a ser decretados estado de calamidade pública nas capitais também, se a água continuar subindo..
No meio de tudo isso, ambientalistas acusam as construções de duas hidroelétricas como responsáveis pelas enchentes no Rio Madeira.,atingindo municípios e até parte da capital de Porto Velho. Não existem provas técnicas e nem científicas que as duas hidroelétricas são as responsáveis pela subida das águas no Rio Madeira e muito menos que as obras foram as construtoras das duas obras foram as responsáveis pelos danos. Mesmo assim, assumiram o ônus da culpa. Mais por uma questão social do que por uma responsabilidade concreta, embora a justiça federal, baseada em laudos de ambientalistas, tenha dado ganho de causa contra as empresas.
Não discutindo a responsabilidade ou irresponsabilidade das construtoras que levantam as duas hidrelétricas; preocupo-me com as famílias que, desalojadas e morando de forma improvisada em Escolas, passam a ter necessidade de remédios, roupas, alimentos, medicamentos e tudo enfim que se precisa nessa hora.
Enquanto não se chega a uma conclusão concreta, científica e aceita da responsabilidade pela cheia do Rio Madeira, a presidente Dilma Rousseff se apressa e diz, no elevado de sua autoridade de mandatária do país, que a chuva foi a única responsável. Mas. a chuva seria mesmo a única causa da cheia do Rio Madeira? Ou teriam componentes humanos causando esse problema também?
Sabe-se que em algumas áreas da Região Norte,, temos seis meses de chuvas intensas, seguido de seis meses de sol inclemente é período chuvoso, mas ninguém pode desconhecer que a natureza tem sido muito manipulada pelo homem nos últimos anos. Essas mudanças climáticas não poderiam estar relacionadas com as ações do homem contra o meio ambiente, também?
Estudos científicos ou empíricos nunca chegaram a determinar essa ação do homem sobre essas ocorrências, mas que pode haver relação, ah, isso pode! A única coisa que posso garantir é que existem seres humanos necessitando de ajuda e de solidariedade social e das forças organizadas do Estado Social nesse momento desesperado de dor e sofrimento!
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