sexta-feira, 6 de junho de 2014

A VIDA É PASSAGEIRA E SOU UM PASSAGEIRO DA VIDA

..sei que a vida é passageira e não serei só mais um passageiro navegando pela vida, vendo-a passar por mim com suas belezas e eu impotente para poder acompanhá-la como gostaria de poder fazer; tentarei e farei a diferença por onde eu também caminhar!

...sei que a vida é passageira, mas como passageiro da vida tentarei  reconstruir a história com os restos que me sobraram, misturados com dores, amores, frustrações, felicidades, alegrias, reconstruindo a minha e melhorando a vida dos outros! Mas não desejo ser exemplo para ninguém; quero que cada pessoa viva a sua própria vida da melhor forma possível!

...sei que além de passageira, a vida também é misteriosa ao ponto de não nos deixar compreender o porquê de muitos desígnios que  Deus nos coloca pelo caminho e só nos resta aceitar tudo e transformá-los, transformando pessoas a nossa volta.

...sei que a vida não é fácil e da vida nada se levará e quem afirmar ao contrário estará mentindo; há muitas dores, sofrimentos, fome, misérias e belezas entre seus mistérios. Restar-nos-á encontrá-los e transformá-los o que de ruim caminha na longa ou curta jornada da vida.

Dos restos que me sobraram da vida que era bela, irei com ela por onde poder, sem reclamar de dores, amores perdidos, do que poderia ter feito – se o não fiz, pelo menos tentei - porque a verdadeira vida é para ser vivida e não lamentada... só Deus conhece nosso destino e é Ele que nos mantém ou nos tira do caminho!

...estou cumprindo da melhor maneira que posso no que ainda me resta de vida. Devo vivê-la intensamente, respeitando os limites, plantando rosas por onde passar, semeando flores, distribuindo perfumes, alegrias, felicidades para, na volta, colhê-los e certamente, fazendo isso, sentir-me-ei feliz com o resto que me sobrou dessa vida para vivê-la, mas que, apesar de tudo, ainda está sendo bela e perfeita...

...sei que a vida é passageira, mas não serei apenas um passageiro da vida; tenho consciência que estou fazendo a diferença e é assim que pretendo viver até meu último suspiro. 

...desejo apenas morrer em paz porque tenho plena consciência que estou cumprindo mais uma etapa que Deus colocou em meu caminho...Por quê reclamar? Estou feliz, vivo feliz, apesar de minhas grandes limitações...Isso é o que verdadeiramente importa!

...um dia terei o céu em minhas mãos! Da forma que ele for...e viverei feliz, mais ainda!

JANELAS PARA O MAR


VEM SOL
ABRE TUA JANELA PARA O MAR
TENHO QUE TE ADMIRAR TOMAR REMÉDIO,
DORMIR E SONHAR!

COM OS BRAÇOS DE MINHA AMADA VINDO ME ABRAÇAR
MAS, DE MEU SONHO DELIRANTE, NÃO QUERO ACORDAR,

PRECISO TE SEGUIR MEU MAR
E ME AFOGAR DE AMOR EM TUAS ÁGUAS
BRAVIAS QUE ME FAZEM CHORAR 
PORQUE SEI QUE


TEREI  A CERTEZA 
QUE NADA MAIS FAZIA DO TE AMAR


DORMINDO, SONHANDO COM O MAR!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

CADA POVO CRIA A SOCIEDADE QUE ESCOLHE PARA VIVER



Tomando remédios, dormindo, acordando e escrevendo, estou vendo que cada povo escolhe nas urnas a sociedade na qual deseja viver, mas essas escolhas erradas têm um preço, que pode ser sempre caro demais! Todos nós somos responsáveis pelo que queremos e escolhemos para nos representar porque, através deles surgem as leis, decretos, portarias, nomeações dos conselheiros dos Tribunais de Contas, Conselhos Tutelares e de nomeações de parentes ou amigos para compor as Comissões de Fiscalização da Merenda Escolar, da Educação, além da escolha de Secretários de Estado, dos Municípios e até dos Ministros. Todos são servidores públicos, mas parecem servidores de si mesmos e de seus interesses pessoais.


No caso específico estou me referindo ao que ocorreu no RJ com o fotógrafo Luiz Cláudio Marigo, que estava dentro de um ônibus em Laranjeiras, começou a passar mal, o motorista seguiu seu itinerário normal porque passaria pela porta do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), parou, pediu socorro, mas existia atrás uma faixa “a saúde não pode ser mercadoria” e os funcionários estavam em greve e no hospital não tinha emergência, embora seja considerado um hospital de referência. Ele faleceu e seu corpo de 70 foi enterrado em um cemitério na Zona Sul do Rio de Janeiro. Para piorar mais esse quadro, pacientes foram tratados como se fossem marginais em um hospital da Paraíba, com cadeirante sendo arrastado por um policial como se ele fosse um bandido. Os policiais estão tão acostumados a dar gravatas e a conter bandidos perigosos, mas que acho que contundiram um cadeirante com bandido perigoso, armado com uma cadeira de rodas que poderia ser arremessada contra os truculentos policiais. Os acompanhantes do paciente que entraram no hospital empurrando a cadeira de rodas, saíram do hospital como se fossem também bandidos perigosos e, para piorar, o chefe da segurança do hospital ainda garantiu que todos se “defenderam” e ainda foram processados como agressores. Um absurdo!


Também me refiro aos mais de seis anos em que o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, conseguiu protelar mais de 50 processos contra ele, vários por crimes de pedofilia, até que o Tribunal de Justiça aceitasse a primeira denúncia contra ele, feita pelo Ministério Público em fevereiro! Se teve ou não o dedo do prefeito de Coari por trás de tudo isso, não me interessa saber, porque o Tribunal de Justiça sempre se defendeu e justificou de várias maneiras mirabolantes os atrasos. Agora, o prefeito é réu e responderá pelo menos por um crime de pedofilia. Menos mal.


Refiro-me também aos movimentos sociais que recebem apoio de marginais, traficantes que estão presos, mas comandam tudo de dentro das cadeias por telefones celulares que permanecem sem bloqueadores e baderneiros mascarados que após as manifestações pacíficas, terminam quebrando e saqueando lojas, depredando bens públicos, incendiando ônibus e depois reivindicando o que lhes falta: ônibus, caixas eletrônicos, melhorias em transportes, saúde, educação. Como, se os baderneiros não pensam nisso antes e não são educados. Aceito manifestações; não, badernas orquestradas e financiadas por partidos políticos, como já ficou claro e provado por ocasião da prisão de Elisa Quadros Pinto Sanzi, de 28 anos, envolvida na bomba atirada contra o cinegrafista da BAND, Santiago Andrade, que confessou coordenar manifestações de baderneiros e entregar-lhes bombas e rojões e estar ligada a partido político. Fábio Raposo e Caio de Souza continuam presos pela morte do cinegrafista, mas Sininho, seu apelido, permanece livre, leve e solta.


Cadê os movimentos dos deficientes que não protestaram contra esses marginais fardados e truculentos? Estou enojado com tanta hipocrisia social, com tanta violência, tanta depredação, tantas greves que já ocorreram e outras que ainda ocorrerão antes do início da Copa. Estou farto de crimes bárbaros e fúteis, como foram cometidos contra o zelador Jezi Lopes de Souza, pelo publicitário Eduardo Tadeu Pinto Martins, de 47 anos e o menino Bernardo Boldrini, assassinado pela madrasta Gaciele Urgulin, com a colaboração direta da “assistente social” Edelvânia Wignovicz.  Sem falar nos crimes bárbaros e fúteis praticados por adolescentes protegidos pelo ECA!


Sabem a razão de eu ter colocado aspeada a palavra assistente social antes do nome de Edelvânia. Porque sou assistente social também e me envergonho pelo que ela cometeu, porque somos ensinados a defender a vida dos mais carentes, defender crianças de maus tratos e não matá-las barbaramente, sem dar-lhes qualquer direito de defesa. Mas isso é um assunto que o Conselho Federal de Serviço Social terá que resolver, cassando-lhe o título e proibindo-lhe de usar essa palavra porque envergonhará toda uma categoria profissional que luta pelo bem estar das pessoas e não pratica a morte contra ninguém.


Para que tanta violência? Por que tanta barbárie? Será que desaprendemos a viver em sociedade? Cobro bastante projetos, programas e propostas, mas também sinto-me envergonhado com o que foi aprovado pelos deputados para a Educação no Brasil. No papel, ficou lindo, mas, na prática, teremos que esperar uns 40 anos ou mais para percebermos os resultados na prática.


Desejo e sonho com uma sociedade civilizada, vivendo em harmonia, defendendo e preservando direitos garantidos e conquistando de forma pacífica e ordeira novos direitos. Mas acho que vou morrer sem ter esse meu desejo concretizado, mas morrerei feliz se, pelo menos, sentir que meus filhos e netos – se os tiver, venham a viver em país ordeiro e civilizado chamado Brasil, porque cada sociedade, como afirmei no início dessa crônica, escolhe a sociedade na qual deseja viver democraticamente.


Cansei, mas enquanto tiver vida e Deus me preservar lúcido, continuarei lutando para realizar em vida esse meu sonho de ter um Brasil justo, sério, com menos impostos, mais politizado e feliz. Amem!





quarta-feira, 4 de junho de 2014

PROS E CONTRA A REALIZAÇÃO DE UMA COPA DO MUNDO



Ao aceitar realizar a Copa do Mundo, o Brasil assumiu todos os pros e contras para a concretização de seu sonho e, também, os riscos de greves, manifestações, badernas e, agora, as afirmações de que não haverá copa no Brasil! Mas, como não haverá Copa do Mundo no Brasil, se em 2006 o presidente Lula anunciou que ela seria realizada! E só porque agora começam as manifestações contra sua realização e não antes, quando apenas aplaudiam tudo! Por que comemoraram e não protestaram contra o anúncio, se sabiam dos problemas sociais do país, ainda não totalmente resolvidos satisfatoriamente?

O mesmo Brasil que foi às ruas aplaudir e comemorar pela escolha do país para sediar a Copa do Mundo, está voltando às ruas para dizer em manifestações justas e injustas, que “não existirá copa”. O que mudou em tão pouco tempo? Por que essas pessoas comemoram na escolha e agora protestam nas proximidades do evento? Tentarei explicar, mas não sei se conseguirei.

Em um primeiro momento, os brasileiros, catatônicos, massificados pela publicidade pesada em torno do desejo de realizar uma Copa do Mundo, talvez foram às ruas aplaudir e comemorar o Brasil como sede, porque não conseguiam ver além do que as suas brasilidades e espíritos de cidadania coletiva; agora, alguns mais conscientes decidiram usar a Copa do Mundo, as exigências feitas pela Fifa e cumpridas não se sabe a que preço, perceberam o que falta no Brasil é a mesma coisa. Também, de forma equivocadas, passaram a fazer protestos, paralisações, greves, manifestações contra o que muitos aplaudiram e se empenharam em nome do país para que acontecesse, porque começaram a perceber que ocorreram desvios de verbas públicas que poderiam ter sido investidos em melhoria da infraestrutura do país, sobretudo nas áreas de educação, saúde, hospitais e serviços públicos de qualidade. E vai piorar um pouco mais porque em torno dos Estádios que sediarão jogos, terão que aprovar Leis Estaduais criando o que está sendo chamado de “Estados da Copa” em cujo espaço a Fifa poderá mandar e desmandar como quiser, dentro do Brasil, seguindo os preceitos da Lei Geral da Copa, aprovada sob pressão pelo Governo Federal. 

Se isso será bom ou ruim para o Brasil, não saberei dizer porque sou apenas cronista, não futurólogo, mas sei dizer, com certeza, que haverá Copa do Mundo no Brasil, sim, queiram ou não os manifestantes, os baderneiros, os os aproveitadores e alguns momentos sociais legítimos que também se aproveitarão da mídia internacional, porque o país firmou compromisso mundial para sua realização e não terá horá-lo, mais terá mais como voltar no tempo, mas pagará um elevado preço porque essa será a Copa para turistas verem, mas à custa de muitos sacrifícios: ambulantes removidos das ruas tendo que se adaptar, se passou a dar importância à qualificação de profissionais, tudo para que se adaptar em novos espaços, só para que o turista seja bem recepcionado e não veja o que se esconde nas periferias das grandes cidades que sediarão as partidas de futebol. Mas, o Brasil ganhará a Copa? Talvez sim! Talvez não, já disse: não sou futurólogo, nem bruxo, nem qualquer coisa do tipo. Sou apenas cronista, que analisa fatos sociais e que me incomodam muito! O resto, a seleção de Filipe Scolari terá que fazer no campo, com 11 contra 11. Que vença o melhor, é o que desejo, mas torço pela Seleção Brasileira!

Mesmo não sendo futurólogo, posso garantir que todas as obras realizadas em função da Copa ficarão no país: ruas melhoradas, mobilidade urbana, BRTs, avenidas, aeroportos, novos hotéis, enfim, tudo ficará no país porque o turista só levará as lembranças das partidas que assistirá e a certeza que o Brasil foi capaz de realizar uma Copa do Mundo, com ou sem o apoio da maioria. As greves, manifestações, cobranças ao estilo Fifa ocorreram em outros países também, principalmente próximo a abertura da Copa no próximo dia 12 de junho. Não será diferente no Brasil porque as mesmas coisas ocorrerão aqui e seria normal e natural se fosse uma exceção de serem violentas, com saques, destruição de coisa pública, roubo a lojas, a bancos, mascarados nas ruas etc. Mas também é uma realidade que o Brasil precisará avançar muito, se redefinir como sociedade coletiva e responsável, depois da Copa! Os primeiros investimentos já foram feitos para a Copa, mas será preciso muito mais!

No início das discussões sobre qual país se candidatariam para realizar a Copa, se apresentaram Argentina, Colômbia e Brasil. O Brasil venceu e o povo foi às ruas para comemorar a escolha. Por que esse mesmo povo está voltando às ruas para dizer que não terá Copa? Uma mudança terrível para quem dançou nas ruas e fez festa quando o Brasil foi anunciado como o vencedor na disputa, com uma delegação de peso, capitaneado pelo ex-presidente Lula e o mago escritor Paulo Coelho, mais Ricardo Teixeira e o ex-capitão Dunga, além de outros. João Figueiredo, em 1986, já havia rejeitado à realização da Copa do Mundo no Brasil, talvez porque temesse ver os militares envolvidos contra os protestos, reprimindo-os e sendo acusado de truculência. Em 2006, Lula aceitou e encarou o desafio e decidiu passar o bastão para a sua sucessora Dilma Rousseff, que não mediu esforços e nem dinheiro para cumprir o acordo internacional.

Agora, só resta ao povo brasileiro, depois da Copa, voltar às ruas de forma ordeira para exigir também investimentos iguais ao da Fifa, em hospitais, escolas, saneamento básico, escolas porque como disse, o que foi feito para a Copa e em função dela, ficará aqui e só precisará ter continuidade a cobrança da sociedade.




terça-feira, 3 de junho de 2014

ENTREVISTA DO ESCRITOR OSIRIS RORIZ

  É como se dizia antigamente: prêmio de Loteria é: uma vez na vida, e outra na morte.

  E, para o cidadão comum, um tanto quanto desconhecido, participar do Programa do Jô, também é uma vez na vida e outra, na morte.
 
 E minha vez com o Jô Soares, aconteceu.

 A matéria já foi para o ar, no início da madrugada de sábado, dia 24/maio/14.
 

TODA MUDANÇA SOCIAL COMEÇA COM A EDUCAÇÃO



Todos nós somos os responsáveis pela sociedade em que vivemos porque nossas ações ou falta delas fazem uma diferença muito grande em todo o processo. Ninguém muda ninguém: só a educação é a mola propulsora de qualquer mudança, em qualquer sentido e em qualquer sociedade! Da família, desestruturada e com muita ingerência do Estado na forma de educar à Escola, que deveria ser o espelho para o exemplo de vida, cidadania, escolha e horizonte, nada ou quase nada funciona como deveria e há muitas falhas nos Aparelhos de Estado que deveriam regular a convivência social de forma abrangente e com particularidades ao ponto de dizer que uma simples palmada traumatiza a criança!


A criança de hoje, poderá ser o marginal de amanhã, isso só depende da visão social que possamos ter do mesmo problema!

Toda e qualquer mudança na estrutura moral, ética e conceitual em uma sociedade   piramidal deve sempre ter início na educação. Ela é a base de tudo, inclusive  na reconstrução de famílias, em sua convivência em meio social, perfeito entendimento do que venha a ser a composição da própria sociedade. Só com processo educacional  comprometido e compromissado com essas mudanças, trazendo de fora para dentro de sala de aula os principais problemas sociais, discutindo-os e os devolvendo em forma de criticidade responsável, será possível se fazer a perfeita separação do que seja o principal dos seus acessórios e permitirá a leitura das entrelinhas de qualquer informação, compreendendo o que se esconde por trás dela e a qual universo conceitual crítico que ela pertence.


Caso contrário, sem esse processo educacional comprometido com a realidade social em que se vive, nada mudará a curto, médio ou longo prazos. A educação  é capaz de libertar a sociedade do cabresto político-eleitoral, com as pessoas passando a ser mais conscientes e votando melhor em seus representantes políticos, mas continua sendo um jogo de faz de conta e permitirá que os eleitores deixem ser escravos de promessas eleitoreiras em momentos de campanhas políticas e passando a desconfiar de políticas mirabolantes sobre direitos sociais que já estão garantidos pela Constituição! Não vote em candidato que promete o que já é uma obrigação dele a realizar em favor da sociedade!


Como afirmei, só com uma educação de qualidade, bons salários, professores qualificados e comprometida de dentro para fora da sociedade, será possível concretizar as mudanças estrutural nos campos ético, moral, social, político  científico, econômico e em  qualquer outro  campo da atividade humana. Só  dinheiro formará a competência de um professor, mas não nego que a parte financeira também seja importante. Mais importante, porém, será a sua criatividade, a inventividade e principalmente, sua responsabilidade com o querer mudar a estrutura social são mais importantes. Também não nego que por meio de “maquiagens” numéricas propositais de qualquer Governo no mundo, com manipulações de números, também se “pode mudar” e anunciar que uma sociedade mudou, mas não se sabendo se foi para melhor ou pior. Ninguém pode anunciar crescimento, se a educação for relegada a um plano secundário, como no Brasil. Não por culpa do Governo Federal, mas por culpa da incompetência gerencial com políticos que se tornam secretários de Educação em Estados e Municípios, só porque firmaram compromissos de repartir cargos políticos, sem conhecerem muito bem ou quase nada de como funciona esse difícil e complexo  processo de ensino e aprendizagem.


Em todos seus aspectos, a educação de qualidade e comprometida com a realidade do entorno social das escolas, precisará vir primeiro. Não aceito maquiagens de números, de estatísticas, de investimentos em quaisquer áreas que não cheguem ao seu objetivo final: prestar um bom serviço ao povo, em todas as áreas de Governo. Está faltando um modelo gerencial de sociedade que está estabelecendo quotas para que o aluno possa entrar no ensino superior, mas negligenciando o verdadeiro sentido do que venha a ser a palavra educação em seu sentido mais primário.


Repudio investimentos contabilizados que não chegam a quem precisa dele ou porque foram desviados, porque foram roubados escandalosas e descaradamente do Fundepe das crianças em forma de recursos destinados à merenda escolar, por exemplo, mas esse é apenas um exemplo, porque existem outros vários tipos de desvios de medicamentos, hospitais, escolas. Mas ninguém é punido porque com o dinheiro dos roubos, os prefeitos e todos os que roubam podem pagar bons advogados, encontrar brechas na Lei recorrendo sucessivamente até que a pena inicial fique prescrita. Nem as multas que lhes são aplicadas, recolhem.


Desconheço qualquer prefeito em municípios do interior que residam em suas cidades. Sempre ocupam belas mansões nas capitais dos Estados e só aparecem nos municípios que administram, poucas vezes, exceto os das capitais, mais desenvolvidas e estruturas. Há uma omissão total em todos os campos: Câmara Municipal que nada fiscaliza, prefeitos que nada fazem, comissões de acompanhamento que nada fiscalizam porque são indicadas pelos prefeitos. Por que a indicação para essas comissões democráticas de fiscalização não são nomeadas pela presidência da República? Assim, os prefeitos municipais só nomeiam pessoas de seu próprio grupo político e não pessoas que os fiscalizem de verdade! Por que tem que ser pelo prefeito e porque os prefeitos não respondem pelo que deixam de fazer?


Como disse no início o que falta para mudar todo esse cenário de caos é a Educação, que é a base de tudo. Não adianta me dizerem que algum país cresceu X, Y ou Z porque maquiou os números, se o processo de educação está sendo negligenciado – não por culpa única do Governo Federal, mas ele tem uma responsabilidade solidária pela sua omissão. Nas pontas, o dinheiro liberado nunca chega na quantidade que deveria chegar e nem é aplicado da forma que deveria ser. Vamos exigir um padrão Fifa para as Escolas também, mas com educação, civilidade e ordem, que pouco existe atualmente entre os seres sociais, infelizmente.

domingo, 1 de junho de 2014

AMIZADES VERDADEIRAS


As verdadeiras amizades são como o vento: passam e deixam saudades, depois de terem lambido nosso rosto e nos oferecido um pouco de sua brisa fresca e fincado sua marca indolor em nosso peito! Chegam de onde menos esperamos, ocupam espaço na nossa mente e em nossos sentimentos!

As amizades verdadeiras e sinceras aparecem no momento em que mais se precisa delas e vêm sem aviso, sem serem anunciadas,  alojando-se para sempre em nossos corações,  ficando impossível e dolorido demais extirpá-las de nossas vidas.

As verdadeiras amizades não precisam de autorização para nos criticar quando erramos;  e as portas lhes estarão sempre abertas, escancaradas, para chegarem ou partirem.

As verdadeiras amizades não são colocadas em redomas de vidro para a admirarmos sozinha: elas têm que ser compartilhadas com outras pessoas também, desde que a queiram receber e tenham por ela caráter para tal!

As verdadeiras amizades não precisam de nada para nos fazer felizes. Basta aparecerem e já nos tornam felizes, e nossos corações disparam e nem sabemos justificar o porquê.

As amizades verdadeiras, enfim, são como o vento: nos acariciam o rosto e nós não as vemos porque, na maioria das vezes, elas são invisíveis aos nossos olhos e só a sentimos no coração e, quando a perdemos, por egoismo, ignorância, estupidez e ciúmes, nos faz falta!

As amizades não precisam pedir desculpas quando nos magoam porque as que são verdadeiras sempre reconhecem seus “equívocos” e se desculpam naturalmente.

Ao longo de minha vida, aprendi que a amizade sempre surge de lugares inesperadas, de pessoas que aprendemos a amar sem pedirmos permissão para fazê-lo. E, depois, sofremos quando elas se vão embora e não nos oferecem despedidas. As verdadeiras amizades não precisam de nada, nunca pedem nada e nos oferecem sempre mais do que a merecemos.

Amizades verdadeiras não só amizades: tornam-se confidentes em nossas dores, doenças, saúde, enfim, passam a ser um complemento de nosso próprio existir. Se você possuir uma amizade assim, conserve-a no lado esquerdo de seu peito porque é lá que deve ficar guardada e guarde a chave em local desconhecido até para você mesmo!