domingo, 21 de setembro de 2014

MINHA DESIDERATA!

Crônica reposicionada por não permitir receber comentários:


Sou apenas um passageiro do tempo: estou aqui, mas já me vou.

E o que levarei...?

DEUS dentro do coração, em meu modo de compreendê-lo, muitas vezes de forma torta; lembranças e recordações prazerosas dos verdadeiros e leais amigos que fiz e que deixarei pelos caminhos da vida. Ou como os jornalistas Carlos, de A Crítica, e Sebastião Raposo e os assistentes sociais Nilo Tavares Coutinho, das lojas Bemol e Edson de Aguiar Rosas, também de carreira jurídica, que se foram me avisar que estavam partindo e nem mais poderei avisá-los de minha partida (se é que podem existir lembranças para onde partirei só de ida!), além dos bons e os vários momentos felizes que vivi profundamente em diversas fazes de minha vida.

Os momentos tristes e desesperados que vivi, na justa medida, também vivi mais esses quero esquecê-los a todos porque me foram tristes demais!

Levarei também – e mais ainda, a certeza de que a vida é passageira!

Levarei como apoio em minha cabeça, agradáveis livros de crônica de Vinicius, Drumond, Neruda, Rubens Braga, Cecília Meirelles e todos os outros que poderem ser colocados para apoiar minha cabeça inerte e sem qualquer pensamento dentro do ataúde no qual serei colocado. Quem sabe poderei lê-los, ainda?

Estou aqui, mas tenho total consciência da minha condição de ser apenas passageiro de um trem que se chama vida!

Partirei, estou e serei agradecido a Deus porque meu “trem da vida” permanece, ainda, nos trilhos e segue um caminho tranquilo e de forma perfeita, só com alguns sustos vez ou outra, mas isso faz parte da vida que levo agora!

Levarei também da vida que vivi e minhas realizações. À história deixarei alguns mistérios a serem desvendados, os escritos que produzi freneticamente, ora de forma terna, ora de forma revoltada, ora entrando dentro de meu túnel do tempo particular! Livros que escrevi, romances conclusos e inconclusos para alguém, se desejar, terminá-los. Mas acho que essa tarefa nunca será realizada porque é difícil a um escritor entrar na mente de outro...como eu, confuso, delirante, amoroso, terno e muitas vezes revoltado com  as injustiças sociais da vida!

Partirei sem levar qualquer saudade de minha vida, pois a vivi de forma plena e perfeita! Estou aqui só de passagem, ocupando um corpo; não somos nada, já disse; somos apenas mais um ser vivente!

Se produzi mágoas pelo caminho, se causei discórdias, se ofendi alguém, todos me desculpem. Não tive essa intenção e nem foi esse meu desejo! Se deixei de namorar alguém que desejei, o fiz de forma involuntária também. Às que namorei e abandonei, deixo meu pedido de perdão, se lhes produzi dissabores!

Sei que só Deus pode perdoar, mas meu arrependimento já é um bom começo!

Apenas tenho certeza disso: casei com a mulher que também amei...que me acompanhou em momentos difíceis e serei sempre grato por isso. Eu a magoei algumas vezes – estou certo disso, mas só porque outros amores apareceram que pensei serem melhores, mas vi que não eram. Minha mulher de verdade, guerreira, amiga, companheira sempre fora minha esposa Yara.

Tenho consciência que não fui o melhor homem do mundo; também não fui dos piores...tenho certeza! Na comparação, fiquei dentro da média de razoável para bom.

Nada levarei dessa vida: bens materiais, dinheiro, riqueza que nunca tive. Descerei à cova sem nada, só com a roupa do corpo, se é que haverá alguém interessado em vesti-la em meu corpo inerte.

Aos filhos, deixarei meu exemplo: estudo, dignidade, respeito a todos, determinação, coragem para superar obstáculos! Só assim se passa de um estágio ao outro da vida social! Mas todos ficarão bem, seguindo meu exemplo! Nada mais deixarei, exceto meu profundo amor pela vida que me foi amarga e meu total silêncio sepulcral!

sábado, 20 de setembro de 2014

"POEMINHO DO CONTRA” II OU POEMA DE MINHA ILUSÃO (à Mário Quintana)


Enquanto tomo café, ouço canto de pássaros  
(ainda livres).
Da cozinha, sorrio e avisto periquitos desesperados.
(ainda livres)
No rádio, ouço promessas de políticos em campanha.
(ainda livres)
Vários e velhos políticos corruptos que estão aí 
(ainda livres)
impedindo atrapalhando o som dos pássaros e do Brasil
(prometendo o que não cumprirão)
passarão.
Continuarei, ouvindo o canto dos pássaros 
livres na árvore...
(como um prisioneiro na solidão, 
desistindo da esperança)

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A CAMPANHA POLÍTICA ESQUENTOU NO BRASIL


Como anunciava o mais famoso locutor de jóquei do Brasil, Ernani Pires Ferreira ao final de suas narrativas: “e cruzam a faixa final”, o mesmo não se poderá dizer sobre a corrida presidencial. Duas candidatas que se mantém “cabeça com cabeça” nas pesquisas, usando o condenável processo de denúncias e trocando coices ao vento. Tudo poderá acontecer até o final da corrida do jóquei, digo, da corrida presidencial, mas principalmente cobranças e protestos da sociedade dias após a vencedora assumir o cargo, seja quem for, porque terá que conceder reajustes de preços para energia elétrica e investir nas promessas que fez durante a campanha, que nem sempre serão cumpridas porque o Governo Federal está muito ingressado e com excesso de burocracia para evitar desvios de recursos e fraudes, nem sempre evitáveis por pura falta de caráter de muitos administradores públicos, que transformam o público em privado e enriquecem!

Mas, a campanha presidencial está esquentando. Denúncias preocupantes contra a candidata que mais cresceu nas pesquisas, estão sendo veiculadas pelas redes sociais. Seriam verdadeiras? Seriam mentirosas? Os que são contra Dilma, dizem que as denúncias são feitas pelo  o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva? Isso seria verdade? Lula usaria o mesmo veneno denuncista que também sofreu? Não acredito, mas tudo pode ser verdade para que o PT continue no poder. Mas, será que essa onda de denuncismo pelas redes sociais engrandece ou empobrece o regime democrático? Já vi esse filme antes, só que em preto e branco, só que menos nítido! Era um tal de dossiê contra Lula, até uma filha bastarda foi usada contra ele!

Na questão social mais grave do Brasil, o aparato policial utilizado para a desocupação de um hotel invadido por famílias integrantes de um movimento que luta por moradias em SP me pareceu coisa de filme de guerra. Durante o despejo, vândalos que nada tinham a ver com o problema de moradia se aproveitaram do tumultuo e saquearam lojas, destruiriam patrimônio público que é de todos, queimaram ônibus e outros atos não diretamente decorrentes do problema social gravíssimo que ainda é a falta de moradia no país. Por que o Governo Federal não faz um levantamento para conhecer todo o patrimônio abandonado que possui e os destina à “Minha Casa, Minha Vida”. Com pequenas reformas, poderiam servir de abrigo para muitas pessoas, do que insistir em um projeto que serve mais para desviar e enriquecer políticos com recursos públicos do que para quem precisa de moradia.  

Mesmo a presidente Dilma Rousseff, tendo anunciado em seu último programa “Café com a presidente” que “mais de dois milhões de moradias foram contratadas pelo Governo Federal”, por meio do programa “Minha casa, Minha vida” e outras 1,4 milhão de residências já teriam sido entregues à população, parece que nada aconteceu porque continuam os problemas da falta de moradia, saúde, saneamento, educação, segurança, só para citar alguns. Esses problemas continuam sendo crônicos no Brasil e aparecem mais fortemente na época eleitoral. Isso parece normal porque foi aceito pacificamente pela sociedade e os marqueteiros procuram inflamar ainda mais com novas promessas e os candidatos a cargos majoritários caem em suas “estratégias de marketing”  muito bem pensadas e elaboradas. 

Lembro que durante o Governo humanista de José Lindoso, no Amazonas, na década de 80, havia muitos pedintes hansenianos nas ruas da capital, em situação deplorável, se arrastando pelo asfalto a qualquer hora do dia. O governo decidiu construir casas para todos no bairro 11 de Maio, adquiriu fogão, geladeira e os colocou dentro, aprovou lei em que o Estado assumia mensalmente o pagamento de um salário-mínimo para todos, construiu hortas comunitárias, fábricas de tijolos e fez benfeitorias no bairro. Junto com essa ação social humanitária, o Governo fez campanha na TV e rádio pedindo para a população não desse mais esmolas aos pedintes  hansenianos, mas só após a provação da Lei. O que aconteceu? Uma grande maioria vendeu suas casas com tudo dentro para famílias não hansenianas e voltou a mendigar no centro de Manaus. O mesmo pode estar ocorrendo também no programa Minha Casa, Minha Vida.

De certo mesmo é que o Brasil esquentou literalmente com a campanha eleitoral e parece que está queimando o cérebro dos “assessores” políticos em busca de mais fatos nascidos “dessa militância esquerdista denuncista” como dizia o famoso e inesquecível personagem de Dias Gomes, Odorico Paraguaçu, para responder às críticas de seus adversários à administração na cidade fictícia de Sucupira. Também correm pelas redes sociais denúncias de outros tipos vindos de revistas tidas como sérias e estão garantindo que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estaria por trás de todas elas, mas não sei se isso poderia ser verdade. Até essa enorme repercussão dada a desvios financeiros na Petrobras, para atingir Dilma Rousseff, presidente de seu Conselho de Administração na época dos fatos, me parece ser fruto da inimaginável mente fértil dos marqueteiros de plantão

A polarização da campanha e as acusações entre as candidaturas do PT e PSB, o  candidato do PSDB está se aproveitando para angariar mais votos e subir nas  pesquisas pela  corrida eleitoral que entre as duas candidaturas que se polarizaram está “corpo a corpo ou parelha a parelha”, como narrava o saudoso Ernani Pires Ferreira sempre ao final das corridas de cavalo no Joquei Clube. Ele só não poderá anunciar “e cruzam a linha de chegada” porque o mais famoso locutor do turfe brasileiro faleceu aos 77 anos depois de dois dias, internado no Hospital Espanhol, no centro do RJ, vítima de parada cardiorrespiratória. 

Quem vencerá essa disputa? Nem Ernani Pires Ferreira poderá dizer, porque os candidatos continuam se dando coice na reta final de chegada e vencerá a “pangaré” que resistir a tantas denúncias, o mesmo tipo que faziam contra o ex-presidente Lula. Na democracia do Brasil, é veneno contraveneno e, se não morrer antes vítima das venenosas denúncias poderá subir a rampa presidencial, embora um pouco fragilizada e terá que unir o Brasil e enfrentar a dura realidade de ter que ser pressionada para conceder reajustes de preços para vários setores da economia que ficaram engasgados nas gavetas da burocracia da corrida eleitoral.

Quem quer que vença, seja bem-vinda ao Brasil real e não ao Brasil montado pelos marqueteiros políticos, que ora está perfeito, em outro momento está destroçado pelo partido que “ai está”, como os políticos diziam na época do Governo Militar!

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

PELO FUTURO DO AMAZONAS E DO BRASIL!


Em um passado não muito distante, o Amazonas viveu o caos com o fim da exploração do látex no Estado pelos ingleses. Contudo, lentamente, buscando alternativas de sobrevivência o Estado investiu na exploração predatória da floresta, mas se transformou em euforia com a implantação da ZFM. O comércio de importados oscilou entre forte e fraco em vários momentos, em forma de sustos e de protestos pelas entidades das classes empresariais. Foi fundada a Associação dos Importadores da ZFM, dirigido pelo empresário do comércio Aron Hakimi, para fortalecer os importadores A ACA – Associação Comercial do Amazonas já era quase centenária e tinha muita força política. A FIEAM, dirigida pelo empresário João de Mendonça Furtado, muitas vezes se juntou à ACA, dirigindo apelos ao presidente João Figueiredo. Tudo se acalmou com a perenização da ZFM na Constituição, por proposta de seu relator, Bernardo Cabral e aprovada pela Câmara Federal. Depois que a perenização foi definida, se instalou a calmaria no único modelo de desenvolvimento da Amazônia, para manter a floresta em pé. 

Governos sucessivos distribuíram motosserras, implantaram o III Ciclo, mas nada pensaram no sentido de criar um fundo de pesquisa para desenvolver, investir e diversificar outras áreas de desenvolvimento econômico no Estado como o turismo, a mineração, pesca, por exemplo. Algumas dessas áreas como os polos naval e mineral estão surgindo pela luta obstinada do deputado estadual Sinésio Campos. Mas, o único Governo que pensou nos interioranos até hoje, foi o de José Lindoso que, junto com o ex-Superintendente da Suframa, Rui Alberto Costa Lins decidiu interiorizar a Zona Franca, criando incentivos fiscais para indústrias que também desejassem investir em municípios. Muitas foram, mas depois, faliram porque a política governamental nunca foi perene de política pública, mas política de Governo. Um dos candidatos no passado chegou a anunciar 7 polos de desenvolvimento no interior, mas nada fez. Agora, outro volta a prometer as mesmas coisas, só em que em outras áreas de desenvolvimento. Se cumprirá ou não, só se saberá ao final de seu governo, caso venha a ser o eleito e tudo leva a crer que será o escolhido em 5 de outubro.

Contudo, a maioria dos candidatos ao Governo do Estado e à Câmara Federal está usando a prorrogação da Zona Franca como bandeira de campanha. Mas será que vale a pena todo o esforço em favor de um modelo dependente de incentivos fiscais e prorrogações sucessivos do Governo Federal?! Não seria melhor investir em biotecnologia e desenvolver de forma racional as riquezas que temos em abundância. Uma fábrica de remédios foi inaugurada, mas também é dependente de incentivos fiscais. O Estado precisa criar as mesmas condições para que outras indústrias de ponta se instalem no Amazonas e iniciem pesquisas para a produção de medicamentos e se tornem independente de incentivos. 

O Estado precisa desonerar a cesta básica e se voltar à produção de emprego e renda para o interior, se voltando à política de desenvolvimento do polo industrial e naval também nos municípios, se não em todos, pelo menos nos pertencentes a reunião metropolitana de Manaus e, gradativamente, se voltando aos outros municípios mais distantes e mais pobres. O Amazonas deve se voltar mais aos municípios do que à capital, porque o Estado precisa se desenvolver como um todo e não somente a capital que está inchada e cheia de problemas sociais.

Eleitores, votem conscientes no candidato que melhor conseguir apresentar a melhor  proposta de desenvolvimento para o Amazonas, sem depender de prorrogação da Zona Franca, mas se voltando às pesquisas para explorar de forma controlada, o potencial abundante da flora e da fauna, existentes na floresta Amazônica, cobiçada internacionalmente, mas desconhecida pelos brasileiros e, principalmente, pelos amazonenses. O Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas – Inpa possui pesquisas prontas e possíveis de serem exploradas comercialmente, voltadas à exploração racional da vasta natureza e abundante diversidade biotecnológica, em vários campos da economia, O Amazonas está perdendo tempo por não se voltar à real vocação de sua economia. que está também na exploração racional de sua fauna e flora, ainda preservada e abundante, desenvolvendo o turismo de contemplação e explorando suas riquezas minerais.

Por quais caminhos percorrerão os novos 50 da ZFM? Se não for em busca de outras formas de investimentos e desenvolvimento e deixar de depender de incentivos do Governo Federal, esse é o rumo certo. Caso contrário, a economia do Amazonas poderá estagnar e voltar a ser pior do que a falência do período de exploração do látex pelos ingleses! Nos Estados Unidos, a cidade de Detroit mudou radicalmente sua matriz econômica, depois da falência da maioria das fábricas automotivas. Por que a ZFM não poderia fazer o mesmo e se voltar a outros caminhos, aproveitando os novos 50 anos para encontrar seu verdadeiro rumo? 

Toda euforia de agora vejo-o penas como um filme em preto e branco, repetindo o que ocorreu no ano de 1995, com o fim dos primeiros 28 anos do modelo Zona Franca! Estamos vivendo com um Polo Industrial cheio de ruas esburacadas, população pobre vivendo no entorno das fábricas e poucas indústrias sendo incubadas para gerar produtos biotecnológicos da floresta, além da total passividade dos administradores públicos em buscar alternativas de novos modelos de desenvolvimento para o Amazonas fora do que foi prorrogado, deixando embriagados os políticos em campanha, sem olhar para outros horizontes possíveis, como se a todos tivesse chegado a cegueira e atingindo seus olhos.

Na hora de votar, pensem bem nesse tema e votem apenas em quem apresentar a melhor proposta para a busca de uma nova matriz econômica para o Amazonas, mesmo que ele não venha suplantar votos de outros políticos com mandatos que tentarão provar que foram responsáveis pela prorrogação da Zona Franca! Mas essa é uma obrigação de qualquer político com mandato, ou seja, não fez mais do que o seu dever!

sábado, 13 de setembro de 2014

O SILÊNCIO FALA


O silêncio fala:
Insensibilidade
Ingratidão
Mágoa
Interesses inconfessáveis
(Não estou delirando,
nem louco)
Estou falando com meu silêncio!
(ouvindo e conhecendo a verdade da vida)!

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

A VERDADE DÓI, MAS É A VERDADE!


À professora Gleice Antônia de Oliveira 

De política, Josué Neto pode entender muito bem porque vem de uma linhagem de política que começou com seu avô, Josué Cláudio de Souza, da sempre maravilhosa e inspirada “Crônica do Dia”, ao meio dia em ponto, seguida da experiência de seu pai Josué Cláudio de Souza Filho, mas em matéria de educação não entende nada e provou pelo que fez contra a professora Eunice Oliveira, convidada para abordar “Critérios de Avaliações para Professores em Estagio Probatório” que, ao dizer que o Amazonas não tem internet nas Escolas, requisito exigido dos professores, o deputado pediu que ela encerasse seu pronunciamento e deixasse de falar a verdade, só porque era e é a mais pura verdade: as Escolas do Amazonas, com poucas exceções, não possuem internet na capital e muito menos nos municípios distantes, onde nem telefone funciona direito.


Eunice Oliveira, ao garantir que falta internet de qualidade em muitas Escolas no Amazonas e que isso tem muita importância dentro dos “Critérios de Avaliações para Professores em Estágio Probatório”, ela foi diversas vezes interrompida pelo  presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas e candidato à reeleição, deputado Josué Neto, que deseja o imediatismo, mas desconhece que esses critérios de avaliação também passam pela informática de qualidade nas Escolas públicas. Dizendo a verdade, Josué Neto garantiu que a professora estaria se desviando do tema. A professora, com muita elegância, pediu que os parlamentares fizessem uma visita de surpresa em Escolas Públicas para ver “in loco” a realidade em que os educadores são obrigados a viver, tendo que frequentar locais que possuem internet para realizar seus trabalhos.


A Akamai Tecnologies, empresa especializada em análise de internet mundial, divulgou no início de 2014 um relatório completo chamado “State of the internet”, no qual posicionou o Brasil em 83 colocado como uma das piores internet do mundo. No relatório, a empresa destacou os 10 países com as conexões mais rápidas em comparação em com a média mundial, destacando-se China em primeiro lugar, Em termos gerais, o estudo considera que o último trimestre foi positivo ao examinar as tendências a longo prazo. A velocidade de conexão da média global cresceu 13% em comparação com 2012, ultrapassando pela primeira vez 3,14 mbps em Hong Kong, na China, considerado  um dos países mais tecnológicos do mundo. O pico médio nacional é considerado quatro vezes maior do que a média global, sendo 21% mais rápido, segundo a última pesquisa feita, atingindo uma velocidade média constante de 65,4 mbps, ou mega byte por segundo, permitindo teleconferência. Os 0,2% de crescimento no Brasil, no último trimestre de 2013, a velocidade cresceu no mundo inteiro, mas no país não passou de 2,7 Mbps. Mesmo assim, foi um salto expressivo de 21%.

Talvez seja por isso que há quatro anos o Governo Federal lançou com muita publicidade, o Plano Nacional de Banda Larga I, de 10 megas a um preço de 39,90. Dinheiro do Ministério das Comunicações foi liberado  à prefeitura do Município nordestino selecionado para ser o primeiro a receber a internet, mas até hoje nem telefone funciona no município. Como nada aconteceu, o Governo Federal lançou o PNBL II, sem anunciar qualquer valor e agora, em campanha, o Governo anuncia o III, para atender al 90% dos brasileiros, mas sem anunciar valor. Em matéria de tecnologia de internet, o Brasil está muito atrasado!

Lamentavelmente, a verdade dói, mas nenhum dos parlamentares que pediram a audiência pública para discutir o problema, saiu em defesa da professora que estava impedida de dizer a verdade sobre a realidade da internet nas Escolas., reinando o total em sua melancólica silêncio em sua descida do púlpito. Eunice Oliveira deixou um recado: “não se pode dizer a verdade na casa do povo.” Tudo o foi dito é mais pura verdade e pior do que está não pode ficar! Só se o Josué Neto não for reeleito e venha a ser nomeado como Secretário de Educação do Estado!

Com relação às Escolas do Amazonas, a professora Eunice Oliveira garantiu - com razão - que não existe internet banda larga na maioria das Escolas, principalmente as dos municípios, onde nem telefones funcionam de forma confiável.. O relatório da Anatel confirma isso, mas  divide a pesquisa em dois grupos: os até 2 mbps de velocidade e o outro grupo, aqueles que possuem velocidade acima dos 2 mbps. No caso das Escolas públicas, as conexões móveis só possuem internet em áreas cobertas pelas operadoras e isso é o que não existe no Estado, principalmente no interior do Amazonas. Em Manaus, os usuários de serviços da NET estão sofrendo com as constantes quedas em sinal, obrigando que seus clientes telefonem para pedir os descontos, de posse de protocolos. Se a NET sabe quando sofre paralisação em sinal, por que não emite a fatura já com o desconto?

A verdade, embora dolorida, precisa ser dita porque o Brasil e o Amazonas ainda vivem no mundo de sonhos da internet de alta velocidade.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

TESTAMENTO CULTURAL

Como já me declarei bígamo, antes que alguma namorada ou amante entre na Justiça com base no artigo 1.723 do Código Civil, reivindicando algum bem que não tenho e venha a ser condenado por bigamia cultural, declaro meus bens que adquiri da minha namorada crônica e de minha amante poesia, com quem mantenho um relacionamento há 34 anos. Declaro-me ainda lúcido, como determina a Lei: nenhum! Mesmo, os distribuirei!

Distribuirei meus poucos bens materiais com minha família. Os muitos bens intelectuais, prêmios, troféus, comendas e diplomas, os deixarei de livre e espontânea vontade, sem pressão, sem coação de ninguém, nem mesmo de minha esposa Yara Queiroz, os meus leitores. Com minha esposa Yara Queiroz, deixarei essa crônica para retirar tudo o que repeti. Ela, ao reler antes de mim me chama a atenção: “você repetiu isso”, “você repetiu aquilo” e vai tirando. Depois releio tudo de novo porque quem escreve não revisa e quem revisa não escreve, sempre digo.

Digo-lhe: - é para isso mesmo que você está lendo, mas depois lerei de novo, retire o que quiser que depois vou relê-la antes de postar e, se for o caso, recolocarsei porque já fiz minha última leitura e estou cansado! Muitas vezes Yara muda o pensamento no texto. Eu quero dizer uma coisa, ela não entende e escreve outra coisa. “Nessa, mudei pouco”, “nesa mudei muito”, diz-me e conclui satisfeita ou decepcionada: “essa gostei, essa não gostei”, sempre que lhe pergunto sobre o que acabou de ler. Digo para a Yara: “essa crônica, como é muito séria e crítica. Terá poucas leituras” e quase sempre acerto, mas nem sempre. Yara e eu, somos nossos maiores críticos! Muitas vezes, em meio a uma crônica, os leitores destacam uma frase apenas, me presenteiam com slides e me enviam. Outras vezes, nada comentam, mas sei que leem porque tenho contagem de acessos quantitativos no blog e identifico de quais países foram todos os que recebi e por qual meio acessaram, se por computador, telefone ou tablet.

Mas voltemos à crônica: meu testamento cultural que farei. Como nunca procurei a Lei Rouanet, de incentivo a cultura, implantada por Fernando Color, em 23 de dezembro de 1991, nada publiquei com incentivos fiscais. É muito burocrática. O Ministério da Cultura aprova projetos, mas o autor é quem tem que conseguir  patrocínios de empresas privadas. Depois os valores doados serão abatidos no Imposto de Renda. Seja ele quem for o autor do projeto. Por isso, continuo vivendo na pobreza intelectual, mas produzindo freneticamente, quase todos os dias.

De novo, não consegui produzir meu testamento cultural. Mas também, quem manda o Governo criar tantas leis inúteis se tudo poderia ser feito só pela consciência de uma sociedade coletiva, ética, moral, respeitosa e com a valorização do conhecimento  educacional, intelectual ou cultural! Infelizmente todos têm que viver dentro de um Estado que aprisiona intelectual e moralmente os verdadeiros produtos de cultura, por culpa de pessoas que desviam recursos públicos e vendem dados falsificados para tudo, até atestados de óbitos, identidade, CPFs!

Talvez devido a isso, qualquer empresa de telemarketing para as quais sou obrigado a entrar em contato, vou logo dizendo: Não sou “político, você têm todos meus dados ai e vou dar apenas o número de meu CPF  e não tenho vários números de CPFs”. A pessoa do outro lado da linha me responde: “só o CPF nada prova! Se você não confirmar seus dados que estou vendo na tela, vou ter que encerrar essa ligação”. Será que tem outra pessoa com o mesmo número de meu CPF? É possível! Por que será que além de políticos que possuem mais de 2,3, e até quatro números de CPFs? Será que nem o CPF pode ser mais confiável? Outras vezes, mais irritado ainda digo à operadora, que não tem culpa de nada porque é o “procedimento”: “vou apenas lhe dar o nome de minha mãe e você confere o resto”. De novo, ouço um sonoro: “NÃO! O senhor tem que me dizer tudo o que estou lendo aqui na tela, senão terei que encerrar essa ligação!” Termino aceitando a ditadura dos telemarketing e forneço todos meus dados! A pessoa do outro lado da linha, me diz: “agora sim, podemos continuar seu atendimento” e confirma de novo todos meus dados que ela está lendo na tela, inclusive repetindo o nome de minha mãe, o CPF, o endereço etc. Será que tudo isso não poderia ser simplificado ou criado outro documento mais confiável? Uma pessoa pode ter vários pais, mas mãe será uma só, sempre! CPF era para ser assim também, mas não é! Infelizmente!

Novamente findei não escrevendo o que pretendia: deixar por escrito meu testamento cultural. Vamos a ele, finalmente. Ufa! Até que enfim:

1. Aos leitores e amigos do Brasil e de países pelo mundo, deixo meus trabalho científicos, sociais, literários e filosóficos; não os republicarei mais porque não tenho dinheiro!

2. Ao meu filho e herdeiro, além do registro de algumas obras, deixo o exemplo de vida voltado ao estudo, trabalho, determinação, coragem e superação, além dos poucos bens que consegui adquirir nesses  54 anos de vida, até agora.

3. A minha namorada crônica de tantos anos e quase diária, deixo os livros que escrevi e os publique até hoje, mesmo sem patrocínio de ninguém;

4. A minha amante, a poesia, que a visito esporadicamente e só quando estou enjoado ou com raiva de minha namorada crônica, deixo de presente meu primeiro livro (DES)Construção, publicado em 1982;

5. A minha esposa e companheira que está lendo essa crônica, Yara Queiroz, deixarei saudades, sentimentos e tristeza quando eu me for. Mas ficarei bem porque estarei ao lado de Deus, vivendo uma vida eterna.

6. Ao Brasil, deixo a fé inabalável em um futuro melhor; ao Amazonas, minha saudade e aos jovens, a esperança de que mudem o país de forma pacífica, pelo voto, sem violência e sem envolvimento de  Elisa Quadros Pinto Sanzi, a “Sininho”,  que tanto mal causou à democracia do país, recrutando e pagando a mais jovens idealistas, mas irresponsáveis iguais a ela para promoverem badernas no país!