A sociedade apodreceu!
Os partidos políticos que falam em nome da sociedade, não representam mais a sociedade, que por estar apodrecida e já começou a feder à falta de cidadania, respeito ao próximo, movida pelo excesso de direitos e de poucos deveres, com muita ganância e pouca humanidade e, para piorar, a divisão entre classes, raças, além da humana. Nesse balaio morri também, mesmo com o gato tendo sete vidas!
Dentro da confusão em que se tornou a ideologia dos que estão no poder, o PMDB hoje se destaca: foi governo, mas sempre está na base de apoio do Governo fisiologista, trocando apoio por ministérios. Tem um vice-presidente da república no Governo e um presidente da Câmara que se declarou independente, mas não deixa a presidência, mesmo sendo investigado pelo STJ.
Os partidos políticos que deveriam ser a base piramidal do processo moral da sociedade, não o são mais porque todos os partidos que falam em nome do povo, prometem que agir em nome dos eleitores e da sociedade, representam apenas seus próprios e interesses e quase nada da sociedade que carece de modelos morais e éticos, que imbricam em um grande retrocesso de ingovernabilidade e falta de credibilidade em todos os setores. Dentro da podridão que se vive em matéria de política, fica difícil escolher os bons que ainda existem em todas as agremiações partidárias. São raríssimos, mas ainda existem, mesmo que não existe mais ideologia definida, nem de oposição ou situação. É tudo junto e misturado e todos fazem parte de uma mesma podridão!
Ah, que saudades dos bons políticos do passado, como um Pedro Simon, Ulisses Guimarães na esfera federal! Hoje é só quem era governo e quem não governa e quer governar. Dos 34 partidos políticos criados e registrados na Justiça Eleitoral, com 15 milhões de eleitores filiados, a base de formação de todos eles é a mesma: a sociedade podre de bons exemplos e boas condutas e, portanto, estão podres também na sua origem. Com o encarecimento do processo eleitoral, os políticos honestos deixaram de colocar seus nomes a crivo do voto. Poucos ainda se atrevem a fazê-lo, mas reclamam que estão sem dinheiro. Por isso, temos que escolher os melhores entre os piores candidatos, mas a sociedade apodrecida faz exatamente o inverso: escolhe os piores sem proposta, sem méritos, sem cultura, sem preparo algum e deixam de fora os melhores que fazem propostas exequíveis durante suas campanhas eleitorais e não possuem dinheiro para fazer superproduções hollywoodianas.
Contudo, em todos os partidos políticos, existem maus políticos e bons políticos. O difícil é escolher os melhores entre os piores que se apresentam sempre com mais dinheiro. Como a sociedade apodreceu em seu crescimento originário, por falta de modelos em quem possam se espelhar, se espelha nos piores, nos que ganharam dinheiro fácil.
Por falta de modelo a seguir, a sociedade brasileira caminha cega, tateando pela parede e com medo de não descer pelo em vaso sanitário da descarga do poder.
terça-feira, 29 de setembro de 2015
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
LUA DE SANGUE OU SANGUE NA LUA?
Na noite do domingo, 27 de setembro de 2015, ocorreu o fenômeno da “Lua de Sangue”, que voltará a se manifestar de novo daqui a 33 anos.
Cá com meus pensamentos que divagantes, loucos, confusos, destoantes, que não se completam e nem se entendem, a “Lua de Sangue”, não teria sido também o sangue derramado da humanidade escorrendo pela lua em forma de intolerância religiosa, imposição de vontades, mudança de paradigma social do SER HUMANO pelo TER SEMPRE MAIS?
Aos que atribuíram à “Lua de Sangue”, o retorno de Jesus à terra, recordo que minha avó Lucila, em 1969, chorou muito quando o homem pisou em solo lunar pela primeira vez, dizendo “é sinal dos tempos, o mundo vai acabar e Jesus voltará”. Minha avó se foi, o mundo continua, mas devemos nos preparar, porque Jesus voltará, na forma de quê, não sei!
Os astrônomos racionalmente, explicaram que a “Lua de Sangue”, ocorreu pela junção de dois fenômenos raros: a eclipse lunar e a aproximação máxima da Lua sobre a terra. A cor avermelhada seria resultado de partículas da terra suspensas no ar!
Na comunidade do Varre-Vento, no município de Itacoatiara, minha avó Lucila mandava se bater em latas, panelas ou qualquer coisa que produzisse barulho, para espantar o dragão que devoraria a lua. Depois, que a eclipse lunar passava, não sei se pelo barulho produzido para espantar o dragão devorador, não se podia mais bater nada para que o dragão não despertasse e, furioso, voltasse a tentar comer a lua novamente. Era quase um ritual! Um monte de menino olhando para a lua e batendo latas, panelas e outras coisas que produzissem ruído!
Hoje, se bate em tampas de panelas por razões mais nobres: espantar o dragão da inflação que está comendo o salário dos brasileiros, com toda a classe política batendo palmas para a desgraça e desviando recursos públicos para se cair nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, que vem condenando os envolvidos com muita calma, parcimônia e cautela, para não cometer injustiças, mesmo sofrendo pressão da mesma classe política que investiga separadamente, encaminhando ao Supremo Tribunal Federal para prosseguir os trabalhos. Se cumprirá ou não seu papel, não tenho certeza!
Será que o dragão que bebe o sangue do povo, continuará a fazê-lo? Não sei, mas tudo é possível!
Cá com meus pensamentos que divagantes, loucos, confusos, destoantes, que não se completam e nem se entendem, a “Lua de Sangue”, não teria sido também o sangue derramado da humanidade escorrendo pela lua em forma de intolerância religiosa, imposição de vontades, mudança de paradigma social do SER HUMANO pelo TER SEMPRE MAIS?
Aos que atribuíram à “Lua de Sangue”, o retorno de Jesus à terra, recordo que minha avó Lucila, em 1969, chorou muito quando o homem pisou em solo lunar pela primeira vez, dizendo “é sinal dos tempos, o mundo vai acabar e Jesus voltará”. Minha avó se foi, o mundo continua, mas devemos nos preparar, porque Jesus voltará, na forma de quê, não sei!
Os astrônomos racionalmente, explicaram que a “Lua de Sangue”, ocorreu pela junção de dois fenômenos raros: a eclipse lunar e a aproximação máxima da Lua sobre a terra. A cor avermelhada seria resultado de partículas da terra suspensas no ar!
Na comunidade do Varre-Vento, no município de Itacoatiara, minha avó Lucila mandava se bater em latas, panelas ou qualquer coisa que produzisse barulho, para espantar o dragão que devoraria a lua. Depois, que a eclipse lunar passava, não sei se pelo barulho produzido para espantar o dragão devorador, não se podia mais bater nada para que o dragão não despertasse e, furioso, voltasse a tentar comer a lua novamente. Era quase um ritual! Um monte de menino olhando para a lua e batendo latas, panelas e outras coisas que produzissem ruído!
Hoje, se bate em tampas de panelas por razões mais nobres: espantar o dragão da inflação que está comendo o salário dos brasileiros, com toda a classe política batendo palmas para a desgraça e desviando recursos públicos para se cair nas mãos do juiz federal Sérgio Moro, que vem condenando os envolvidos com muita calma, parcimônia e cautela, para não cometer injustiças, mesmo sofrendo pressão da mesma classe política que investiga separadamente, encaminhando ao Supremo Tribunal Federal para prosseguir os trabalhos. Se cumprirá ou não seu papel, não tenho certeza!
Será que o dragão que bebe o sangue do povo, continuará a fazê-lo? Não sei, mas tudo é possível!
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
DEUS, TEMPO, O HOMEM E A VIDA!
“As dores deixadas no corpo, pela incompreensão, falta de amor e ódio, o tempo as cicatrizará; no coração, na alma e na esperança, talvez...nunca, totalmente!” (poema DOR E O TEMPO, de Carlos Costa)
De Deus que não vejo, mas sinto-o mantendo-me vivo e presente em minha vida, gosto porque o sei verdadeiro e único, embora tenha deixado ensinamentos e não criado religiões! As religiões foram criadas e divididas pelo homem, em várias épocas da história. Hoje, está tudo fragmentado, dividido e disputado.
Excetuando de Deus, não gosto de nada que não possa ver, principalmente do tempo que aprisiona a todos. Como não sei como é, nem as grades que usa para aprisionar as pessoas, não gosto dele. Apenas aceito que o tempo é responsável por envelhecer-me um pouco mais a cada dia e modifica a todos, traçando destinos para o bem ou para mal. Não gosto dessa coisa chamada tempo: ele porque também me transformou em um escravo e prisioneiro dele, através dos horários de remédios que tenho que tomar todos os dias! Também porque os horários que prometem cumprir para mim, quase nunca são cumpridos em sua totalidade.
O tempo está passando rápido para todos, mais rápido para mim, porque há 11 anos vivo infectado por bactérias hospitalares. Meu tempo é somente o hoje. O ontem já passou e o amanhã não sei se o verei. Ao completar 265 dias e 6 horas, o tempo se renova. Somo o velho e chega um novo, que vai envelhecendo aos poucos e, como se fosse em um passo de mágica, tudo se renova mais uma vez, um indo embora e outro novo surgindo, renovando a esperança de novos dias. Mas, por circunstâncias misteriosas, tudo permanece igual: o que era esperança vai se perdendo e tudo volta a ser como fora o ano que envelheceu e foi embora. Infantil e bobo, fazia buraco na rede em que dormia só para ver o “ano novo”, chegando à meia-noite, mas nunca o vi, só ouvia os foguetes estourando, festejando sua chegada e o barulho. Também não nego que muitas vezes acordei para saudá-lo também, mas nunca o vi. Por isso, não gosto do tempo que só me faz mais velho. Sinto no corpo e percebo minha fragilidade!
Não seria ótimo se a mudança que se dá no tempo, se desse também na vida humana?:Já pensou como poderia ser ótimo se a cada ano ou no fim de cada 10 anos a vida se renovasse pelo menos um? Dessa forma, estaríamos sempre jovens em corpos velhos ou seriam velhos em corpos jovens? Não sei! Uma coisa acredito que criado errado: a vida deveria começar aos 90 anos, casar aos 60 e morrer ao zero ano, com se fosse um bebê! Assim, teríamos alguém para cuidar de nossa criança-velhice! Não, acho que não seria! Temos que aceitar as coisas de Deus como elas são! Mas não me conformo!
Muitos falaram e escreveram sobre o tempo. Cazuza cantava que “o tempo não para”, Caetano Veloso cantou também que o tempo “não para e nunca envelhece”. Outros também já falaram, cantaram e escreveram sobre o tampo. O tempo do meu relógio de pulso parou acordou parado às 4, quando já eram 6 horas. Despertei com o meu celular, avisando-me que era tempo de tomar dois remédios. Sou escravo do tempo do celular que me cobra e dos remédios que tenho que tomar, na hora certa.
Ah, não sei que isso seria bom ou ruim minha ideia que contraria à criação de Deus!
Talvez a vida tenha que seguir seu rumo como estar!
Enquanto o tempo ocorre da forma natural, continuamos todos prisioneiros de um tempo que é invisível. Não o vejo o tempo e não gosto dele, mas o sinto caminhando ao meu lado, sempre mais rápido do que meus passos lentos podem acompanhá-lo e me tornando a cada dia mais frágil, mais debilitado, mais sujeitos a novas doenças, enfim.
Do que não vejo, só gosto de Deus porque sei que Ele existe e me mantém vivo!
quinta-feira, 24 de setembro de 2015
MUITO ESTRANHA!
Comentários no link http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/…/muito-estran…
MUITO ESTRANHA!
A decisão do STF de retirar das mãos do juiz Sérgio Moro, o processo que apurava e punia com rigor corruptos e corruptores, fatiá-lo e distribuí-lo para vários juízes e fóruns.
Tudo me parece uma armação para deixar a senadora GLEISE HOFMAN, com fórum privilegiado e, talvez, impune.
Mais de 300 pessoas entre agentes públicos e privados estavam sendo investigados a partir da primeira fase da OPERACAO LAVA JATO.
Era tudo parte de uma quadrilha que agia em diversas frentes.
Agora, não sei não, porque abre brechas enormes à impunidade!
Sinto gosto de pizza, cheiro de impunidade e recebo balas que batem e voltam da blindagem dessa estranha decisão!
quarta-feira, 23 de setembro de 2015
A DOR O O TEMPO
As dores deixadas no corpo, pela incompreensão, falta de amor e ódio, o tempo os cicatrizará;
no coração, na alma e na esperança, talvez...nunca, totalmente!
no coração, na alma e na esperança, talvez...nunca, totalmente!
terça-feira, 15 de setembro de 2015
CARLOS COSTA E ROGEL SAMUEL EM DIÁLOGO SOBRE "O AMANTE DAS AMAZONAS"!
Em minha convivência com a intelectualidade baré, há muito ouvia referências a um cidadão do Amazonas, Rogel Samuel, ex-aluno de meu sogro advogado e político Francisco Guedes de Queiroz. Diziam-no ser uma referência em matéria de “amazonicidade”. Desconhecia, contudo, que nesse mundo de meu Deus da internet, o escritor também estava lendo meus modestos trabalhos no Rio de Janeiro, onde reside há muitos anos e é professor aposentado da Universidade Federal do Rio de Janeiro e autor de vários livros. De repente, “surpresado” como sempre diz o procurador de Justiça aposentado Flávio Queiroz de Paula, sobrinho do ex-professor desse mestre da intelectualidade, Rogel Samuel pede meu endereço pelo facebook e me presenteia com o seu livro O AMANTE DAS AMAZONAS (Editora Itatiaia).
Ao receber a obra, passei a ter um diálogo quase que diário com o autor, questionando-o sobre o que estava lendo com uma visão histórica, pelo papo do facebook. Rogel Samuel arquivava tudo e me devolveu para escrever esse maravilhoso e histórico diálogo que mantive com ela, ao final da leitura de cada capítulo, do primeiro ao último. A cada capítulo que lido, lhe enviava um questionamento e prontamente recebia a resposta. Foi assim todo o nosso diálogo:
CC envia para Rogel Samuel ao receber o livro pelo Correio: “Estou recebendo agora seu livro, mas só o recebi porque sou conhecido aqui no condomínio Mundi como um ”chato" morador. Não veio com o nome da Torre e aqui temos 11, amigo. Como está um dia de sol agora, degustarei seu pensamento na piscina! Obrigado e um abraço! Depois farei comentários sobre sua obra!”.
Como tenho visão prejudicada e uso óculos de 7,5 graus e só leio com claridade natural, comecei a degustar a leitura, que é uma mistura de ficção com realidade (ou seria realidade com ficção?). Fiquei na dúvida! Li o primeiro capítulo e encontrei semelhanças entre o Palácio Rio Negro e o palácio Maxinin, criado e transportado pelo autor para o meio do Seringal. Impressionado e impactado com a semelhança.
Passei a trocar mensagens ao final de cada leitura com o autor da obra e ele sempre me respondendo.
CC comunicando a Samuel Rogel: - “Terminei de ler o primeiro capítulo do seu O AMANTE DAS AMAZONAS e adorei a mistura que vc fez de fatos reais, com criatividade ímpar, como nomes de rios, cidades, paranás, igarapés etc. Se já gostei do início, que também vivi, gostarei do resto. Magistral: não é lenda ou mito seu prestígio e respeito entre os intelectuais doAmazonas. É uma constatação de uma verdade! Ao começar a ler o segundo capítulo da obra O AMANTE DAS AMAZONAS, nas primeiras linhas, observei que vc estava descrevendo o Palácio Rio Negro. Ao final, ao ver a foto do seu Palácio Maxinin - na ânsia de me comunicar com o autor chamei de Macuxi - O autor, elegantemente me corrigiu, mas entendeu o que eu queria dizer- tive a certeza! Genial e crítica descrição da decadência econômica de uma época da borracha. O Palácio Rio Negro foi adquirido pelo bisavô de minha esposa Yara Queiroz, Coronel PM PEDRO BACELLAR, de um alemão que residia naquele local e incorporado ao Patrimônio do Estado. A mãe de minha esposa, Maria Luiza, nasceu no Palácio Rio Negro, amigo. Conhecia sua capacidade através de outros escritores do Amazonas, mas não sabia que vc era tão crítico e mordaz em suas descrições. Adorei sua criticidade e irônica como descreve e conduz as observações que faz. Como lhe disse, degusto obras e não as leio, simplesmente. É o que estou fazendo com a sua.
RS respondeu para Carlos Costa: “QUE BELEZA...SUA ESPOSA DESCENDE DE PEDRO BACELLAR... VC ESTÁ NA HISTÓRIA DESSE ROMANCE...”
CC envia para Samuel Rogel: “Ela (Yara) é neta do Pedro Bacellar de Souza, Coronel PM e governador do Estado e quem adquiriu da residência da família Shurtz, para ser o Palácio Rio Negro. Sua descrição é alegoricamente genial e suas críticas, pertinentes porque o mesmo pode ocorrer com novos 50 anos para a ZFM se o Estado não aproveitar para desenvolver sua própria vocação regional! Adorei a citação como Palácio Maxinin! Genial e irônica comparação, Rogel!
RS responde para Carlos Costa: “PALÁCIO MANIXI... EU ESTUDEI MINUCIOSAMENTE O PALACIO RIO NEGRO E O TRANSPORTEI PARA A SELVA... ELE É UM SÍMBOLO...Do período áureo da borracha!
CC envia para Rogel Samuel: “Essa transposição do Palácio para a selva, sem pagar carreto e descrevendo-o com maestria, inteligência e ironia, como símbolo de decadência também, me agradou muito.”
CC lendo o capítulo II O PALÁCIO: “Estou no segundo capítulo, ainda não cheguei nos diálogos e estou curioso para saber sobre como vc descreve isso! Como faz o encontro da ficção real da história da sua vida. Comecei a ler ao sol o capítulo.
CC lendo O Capítulo 3-NUMAS “Está cada vez mais intrigante!
O capítulo é uma magnífica viagem à cultura indígena e sua ficção navegou pelo mundo criador e pousou nas páginas de seu romance.
Vc misturou várias tribos guerreiras e as transformou em uma só.
Ao descrever o encontro com as duas indiazinhas nuas, seu delírio criador voou e ficou maravilhoso!”
CC lendo o capítulo IV – PAXIÚBA:
Até seu aniversário em 2 de Janeiro, desejo tê-lo concluído! Brilhante e suave o relato do estupro de Zilda, amigo. Lerei o capítulo 5 agora. Mas fiquei na dúvida: quem matou o marido de Zilda? Foram os Índios ou o PAXIUBA?
RS responde a Carlos Costa: “ÍNDIOS, AMIGO, OS NUMAS...”
CC envia para Rogel Samuel: “Obrigado. Só me restou essa dúvida porque poderiam ser os Índios ou o violentador da esposa A forma descrita é Genial. Parabéns! Um ou outro isso não tem importância diante do brilhantismo e suavidade como vc descreve o estupro de Zilda! Teria sido mesmo um estupro ou teria um “estupro” permissivo, tipo não quero querendo
RS responde a Carlos Costa: “PAXIUBA ERA UM DEMONIO...HIPNOTIZAVA...”
CC envia a Rogel Samuel: “Percebi pelo seu maravilhoso relato. Por ser um demônio cheguei a pensar que teria matado o marido de Zilda, depois de violentá-la, parece que de forma consentida porque vc a descreve como uma mulher carente, inorgânica e sem ter tido filhos.”
CC envia para Samuel Rogel: “Estou lendo o quinto capítulo de seu livro. Na página 61 vc diz que Manaus deve ter sido uma das primeiras cidades brasileiras a ter eletricidade e foi mesmo! Os candeeiros das ruas funcionavam com óleo de baleia. Na verdade, Manaus foi a terceira cidade brasileira a ter luz elétrica: a primeira foi CAMPOS, no RJ, a segunda não lembro e Manaus foi a terceira. Maravilhosa sua descrição com mistura de ficção e realidade. Desconhecia, porém, que o projeto do Mercado Adolpho Lisboa tinha sido de Gustav Eiffel. Estou viajando! O prédio da Cervejaria Miranda Corrêa ainda resiste ao tempo, apesar de o progresso destruidor. Continua do mesmo modo! Produziu uma das cervejas mais exportadas na época, a XPTO! Acredito que em determinado capítulo de seu livro, vc faz uma menção alegórica à dona de um Jornal - seria por acaso à senhora AMELIA ARCHER PINTO, companheiro, que teria salvo da falência o comendador GABRIEL GONÇALVES DA CUNHA? E de forma alegórica ABRÂAO GADELHA não teria sido HENRIQUE ARCHER PINTO, amigo? Ou o amigo se refere a outro tempo
R.S. esclarece a Carlos Costa: “NAO É ACHER PINTO, É INVENÇÃO...”
CC envia para Rogel Samuel: “Maravilhosa, mas pensei ser uma alegoria de algum fato real! Todo seu livro é uma mistura de realidade com alegorias criativas. Terminei de ler o capítulo em que o amigo descreve o fim do Palácio Maxini, consumido por ratos e a morte por veneno de uma personagem e do sumiço na Mata da Índia que vivia com ele. Terrível, mas real porque isso pode se repetir com a ZFM, companheiro! Parabéns! OBRIGADO Genial seu trabalho! Uma pesquisa e tanto!”
R.S. explica para Carlos Costa: “MAIS DE 10 ANOS DE TRABALHO....”
CC lendo o capítulo V: “De um fôlego, li todo o capítulo sobre o FREI LOTHAR! Marquei várias passagens do capítulo. Maravilhoso e crítico relato sobre a dualidade FE X FALTA DE FÉ E DESEJO DE SER VIOLONISTA. Genial! Li tudo com avidez!
R.S. envia para Carlos Costa: - OBRIGADO!!!!!!!!
CC envia para Samuel Rogel: “Adorei a mistura, só observei que o amigo escreve que o desejo dele seria descansar no bairro de Aparecida. Naquele ano, o hoje bairro Aparecida era chamado e conhecido como Barro dos Tocos. Isso, porém, não altera em nada sua bela descrição do FREI LOTHAR, amigo. Existiam, na época histórica de seu romance, poucos bairros em Manaus, mas se destacavam BAIRRO DO CENTRO, O BAIRRO DOS TOCOS E O BAIRRO DOS REMEDIOS. Depois começaram a surgir outros bairros porque os pobres não podiam viver na área do Centro porque não tinham poder aquisitivo para construir casas caiadas (in Eloína Dias -A Ilusão do Fausto). Mas em nada muda seu precioso trabalho. Estou adorando a leitura da obra O AMANTE DAS AMAZONAS. Parabéns!”
R. S. admite para Carlos Costa: “VOCÊ TEM RAZÃO... ERRO HISTÓRICO...”
CC envia para Samuel Rogel: “Não muda a genialidade de sua criação, esse ”deslise histórico” Falo dessa dualidade e conflito de forma mais poética na minha obra O HOMEM DA ROSA (Litteris Editora -RJ, 1998). O amigo não é historiador,(nem eu) mas observei esse equívoco histórico, que não considero um erro histórico; no máximo, diria que foi um pequeno deslize, a que todos nós estamos sujeitos! Nada que perde na qualidade de seu trabalho, afinal poucos sabem desse fato, amigo. O bairro da Aparecida sempre foi conhecido pela religiosidade que carrega e ficou ótimo como Aparecida. É que estou lendo com uma visão histórica!
R.S, para Carlos Costa “OK. ÓTIMO!”
CC para Samuel Rogel: “Quero descobrir o que o amigo não escreveu, mas quis dizer! Minha missão parece que será mais difícil do uma investigação de Cherlok Holms, amigo, mesmo contando com seu companheiro inseparável, o Dr. Rsss Na página 106 de sua obra, quando cita uma badaladíssima pessoa que pintava unhas, o companheiro faz a mansão de uma cabeleireira MEZZODI? Seria uma alusão à Messody Sabbá que tinha um salão na parte inferior do prédio Maximino Corrêa? O salão da Messody Sabba foi um dos mais famosos e frequentados pela sociedade de Manaus na década de 70 e, dessa época, guardo na memória, mulheres descendo pela Avenida Eduardo Ribeiro com bobes na cabeça cobertos por um lenço. Isso era chique! Vendia jornal na porta do Edifício Cidade de Manaus e via tudo! Ou apenas foi uma feliz coincidência do nome de Messody? Se foi, mirou para onde não viu e acertou na memória de minha adolescência com meus 12 lutando para sobreviver com dignidade!
Rogel Samuel responde para Carlos Costa: “É ISSO MESMO, EU NASCI NO PRÉDIO AO LADO DA Messody, eu me lembro disso..”
CC envia para Samuel Rogel: “Então não foi uma coincidência! Muito bem lembrado Nessa época, vendia jornal na porta do Edifício Cidade de Manaus. Mais uma vez, palmas! Se escrevia MESSODY e se pronunciava MEZZODI! Caro Rogel Samuel: hoje li vários capítulos de sua obra. Um livro de Lourenço e Amazonas, que cita em dos capítulos, eu o tenho comigo.
Atentei para algumas misturas ficcionais que o companheiro fez está o de um intelectual que tinha erudição, apesar de beber demais. Teria sido uma referência à FABIO LUCENA, ou não?”
Rogel Samuel explica para Carlos Costa: “NÃO É FABIO LUCENA...”
CC envia para Samuel Rogel: “Pensei que fosse uma alusão à FABIO, pelas características: bebia demais, era erudito, fazia citações sem abrir ou consultar livros, por isso pensei que tivesse sido uma alusão por que de Fabio Lucena, de quem diziam que ele só estava bom quando estava bêbado. Maravilhosa narrativa. Estou empolgado para saber quem seria O AMANTE DAS AMAZONAS, mas tudo me leva a crer que será o rapaz desaparecido, mas posso ter uma surpresa também!
Carlos Costa, inicia a depois de ler o último capítulo O FIM, do livro O Amante das Amazonas e comunica ao autor: “Conclui agora a leitura de sua narrativa, meio ficção, meio real, meio dramática e uma autêntica saga amazônica. Parabéns. O final me surpreendeu e terminou com desejo de lê-lo de novo, não mais buscando relacionar fatos históricos e reais com sua criação, mas pelo simples prazer de entrar nesse mundo desconhecido e mágico retratado em sua obra fantástica! Adorei! Surpreendente e atualíssimo. Um grito de alerta para futuras gerações! E terminar sua com um poema A NOITE, de Álvaro Maia, lido por Benito Botelho, melhorou ainda mais sua obra!
Adorei. Vou relê-lo de novo, mas sem o compromisso da historicidade. O farei agora de forma mais leve e centrado na narrativa e menos nas confabulações da magnífica mistura do real com a ficção.
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
POEMA DO MEU DESESPERO
Deitado com a solidão
Acordo com a ilusão de felicidade em minha cama;!
(pensei que me acompanhasse e fosse verdadeira
e era só uma miragem
que meus olhos quase cegos
não me permitiram que enxergasse!)
Estou morrendo aos poucos em vida!
Meu trabalho resistirá e viverá na história!
II
Dormo com a solidão em minha cama,
Acordo com a ilusão que carrego no peito (felicidade)
me chamando para tomar café, sozinho
III
Passará!
É só a turbulência em um voo de 18 anos.
O tempo cicatrizará e não deixará feridas!
Mas dói, machuca: o silêncio é pior do que um tapa!
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