sábado, 10 de outubro de 2015

RITA DE CÁSSIA MONTENEGRO, A PROFESSORA MESTRA!


Por que escrever uma crônica e destacar a professora Rita de Cássia Montenegro se durante o curso de Serviço Social, a turma teve outras excelentes professoras no período de 1991/95? A professora e mestra advogada e também procuradora do Município de Manaus, não está mais presente entre nós: faleceu e não pude me despedir de seu corpo inerte, no caixão; há muito, aboli de minha vida velórios e enterros porque vivo quero ser lembrado ao morrer!

Rita de Cassia era devota da Santa Padroeira de Belém e, muito religiosa, não faltava a uma única festa do Sírio de Nazaré, do Pará, no mês de setembro. Mistura em uma mesma viagem, fé, crendices e dietas que fazia. Sempre que retornava, se apresentava  mais elegante, falava de nova dieta que tinha iniciado e perguntava a opinião das alunas. Durante suas provas, mandava os alunos colocarem as bolsas no chão, na frente e só podiam pegá-las quando terminassem a prova. Não queria ser incomodada com chamadas de celular, ainda no início de sua existência, explicava quando questionada sobre sua decisão. Durante os cinco anos de curso, a turma enfrentou greves de professores e do pessoal administrativo. Sinto saudades de todas as excelentes professoras. Mas hoje,, 10/10/2015, ao ver pela TV a religiosidade e fé do povo em relação à Padroeira de Belém, senti saudades de Rita de Cássia Montenegro. 

Sempre que a encontrava em eventos promovidos pelo CRESS/AM/RR, sob a presidência da professora Cecília Freitas, brincava explicando-lhe que havia sido escolhida para ministrar a “Aula da Saudade” da turma pela “saudades das aulas que ela deixou de dar” por viajar sempre e repor as aulas depois. Outros professores repunham aulas em razão de greves por melhores salários e melhores condição de trabalho. Em um trote que passei em uma turma em 1992, me apresentei à turma de calouros como professor de metodologia. Fui rígido com as colegas que de propósito chegavam atrasadas, não as deixava entrar.  Justificavam que o ônibus havia atrasado. “Saia mais cedo de casa da próxima vez porque em minha aula, ninguém entra atrasado”, Às alunas assustadas com o rigor falavan baixo entre elas: “que professor chato, radical, ridículo. Não sabe que o ônibus atrasa mesmo!. Só porque ele tem carro e não pega ônibus”. Fiz um libelo falando mal da Ufam, pedi para que doassem dinheiro para comprar material, rezar um “pai nosso” pela melhoria das condições de trabalho Mandei uma “colega-aluna”, apagar um cigarro que propositalmente acendera em sala para não contaminar o pulmão dos que não fumavam. Ela não disse que o cigarro era dela e que não apagaria. A coloquei para fora de sala para rumar no corredor. Tudo combinado, previamente. Quando o professor da disciplina entrou em sala, pedi que o aplaudissem e o apresentei, pedi a lista de doações e devolvi o dinheiro doado “para a compra de material”.


Durante as inúmeras greves na Ufam, de professores ou pessoal administrativo, sempre Governo acenava com salário reivindicado ou próximo a isso, a greve era paralisada, novos calendários feitos, aulas respostas. Durante os cinco anos, a turma quase não teve férias. Só recessos de final de ano, no máximo 15 dias. Acostumada com essa rotina de greve e paralisação e, reposições, a turma se acostumou. Elaborei o trote saudável às colegas em razão disso. Na época, usava apenas um bigode e parecia s um professor mesmo, rígido e chato, que me tornei depois, mas sem essas duas características. O trote saudável, sem violência, bebida ou morte, foi divertido e saudável. Poderia ser usado em outras universidades.

Da pasta preta, retirei toda  minha história de vida. Procurei identificar nomes das professoras no Curso. Não existia nada sobre essa informação. Feliz, passei a observar outras informações do histórico da Universidade Federal do Amazonas: dos 194 exigidos, obtive 198. Li que o curso foi reconhecido pelo Decreto 41463, em 7/05/57 e publicado no Diário Oficial da União, no dia seguinte. Também li que foi José Geraldo Bandeira Correa, diretor da Divisão de Registro e Controle, quem assinou o Histórico Escolar que guardo com carinho. A minha matrícula  no curso era 914440-9. Conclui o curso de magistério no Instituto de Educação do Amazonas em 1979 e no mesmo ano iniciei o curso de Comunicação Social, na Ufam. Os conhecimentos, adquiridos, todos em colégios públicos, ainda fresquinhos na memória, me foram suficientes para o ingresso via vestibular.

Lembrei das professoras se destacavam por razões diferentes: Marines, pela beleza  exótica, com cabelo grande, e cacheado que usava como marca registrada e ainda muito jovem: Iraildes Caldas, pela concentração, ética e competência que impunha, Heloisa Helena, pela mesma razão Terezinha Praia, de uma competência e conhecimento incontestável da matéria, que me presenteou ao final do curso com três exemplares da “Trilogia do Fogo”, de Eduardo Galeano; Luiz Almir, de Ciência Política, com quem fazia prova oral quando retornava das constantes viagens que fazia na Região Norte, como j Técnico do Regional Norte do SEST/SENAT. Socorro Chaves, chefe do Departamento. De Serviço Social Tivemos um uma carga horária que me levou a pensar e concluir que até o 5o  período,  subimos uma escada e no 6,7 e 8, descemos a mesma escada. Nem todos os professores consigo lembrar.

Contudo, da professora de Serviço Social mestra Rita de Cássia Montenegro lembrei com saudades ao ver que ela misturava religiosidade, crendice, supertições e muita dieta. Cada vez que voltava de Belém dizia que tinha descoberto uma dieta nova e ensinava a quem desejasse saber. Fizera dieta da lua, da água e diversas outras. Porém, uma vez, ao entrar em sala usando uma bolsa vermelha, saia preta e muito feliz, perguntou:

- Que tal estou?

- Professora, a senhora está parecendo uma puta, respondeu a colega Rosa Ney Ramos de Assis, que se dizia que já ter sido Cardoso, mas que não queria mais saber de ninguém em sua vida. Todos riram da resposta, inclusive a professora, que ficou meio sem graça com a resposta, mas sabia que a Rosa Ney, o que pensava, respondia na hora. Era sua principalmente característica: a sinceridade.

Saudades e lembranças que me fazem viajar ao passado, mesmo sem usar máquina do tempo. E precisa? É só ver documentos antigos que se volta a reviver tudo de novo!


sexta-feira, 9 de outubro de 2015

MOVIMENTOS SOCIAIS AO LONGO DA HISTÓRIA II

Em 12 de outubro de 2012 publiquei no blog carloscostajornalismo (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2012/10/movimentos-sociais-ao-longo-da-historia.html) a crônica “Movimentos sociais ao longo da história”. 
Como o trabalho mereceu atenção de mais de 300 pessoas que estudam o tema, decidi dar prosseguimento ao estudo, ampliando as discussões em torno do mesmo tema.
“Movimentos Sociais ao longo da História II”, para permitirá uma melhor compreensão dos temas abordados anteriormente, dando novo enfoque no assunto. Continuarei fazendo uso do excelente livro MOVIMENTOS SOCIAIS REPRIMIDOS, do professor Dhiogo José Caetano, também assegura que “os graves problemas (estruturais ) existentes resultaram em inúmeros movimentos sociais (pela falência dos aparelhos de Estado),
Carlos Costa
Assistente Social – CRESS
1216-CRESS-Am/RR
Um abraço a todos.


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Como afirmei na primeira crônica publicada em 12 de outubro de 2012 no //carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2012/10/movimentos-sociais-ao-longo-da-historia.html) diversos legítimos movimentos sociais ao longo da história, foram combatidos e derrotados ferozmente pelos Aparelhos Repressivos de Estado. Depois, foram criminalizados e transformados em movimentos subversivos, pelo marechal Luiz Alves de Lima e Silva, hoje o Patrono do Exército brasileiro, durante a história recente da República, porque contrariavam as ideias concentradas nas mãos do poder do Império. Legítimos movimentos sociais como a “Balaiada”, no Maranhão, o movimento autonomista “Sabinada” (1937/38), ocorrido na província da Bahia, a Guerra dos Farrapos ou Revolução Farroupilha, (1935/46) de caráter regional e republicano, na então província de São Pedro do Rio Grande do Sul, terminando com a criação da República Rio-Grandense, a revolta social, “Cabanagem” (1936/40), no Estado do Pará, marcada por um cenário de pobreza devido a irrelevância política à qual a província do Pará fora relegada. Muitos e legítimos movimentos populares-sociais foram sufocados  e transformados pelo “Marechal de Ferro” em simples movimentos políticos contra a coroa portuguesa, como já escrevi em crônica anterior, graças à imposição de decisões imperiais, que empunham suas vontades, sem ouvir o que o povo desejava. 

“Quando analisamos o processo histórico do Brasil, notamos os graves problemas com relação à própria estruturação do país, que é marcado por momentos de dor, tortura, exílio, medo e mortes. Na identidade nacional podemos encontrar o ranço negativo que contribuiu para a formação e estruturação do Brasil de hoje,” o professor, historiador, poeta, cronista e colunista de jornais em Uruana, em Goiás, Dhiogo José Cetano. Devido ao grande interesse de pesquisadores sobre o tema, volto a escrever “Movimentos Sociais ao longo da História – literatura, história e os movimentos na República Brasileira,”  para um melhor entendimento e compreensão de todos os interessados.

O professor Dhiogo Caetano atribui os sufocamentos das revoltas populares sociais aos “...graves problemas existentes...” na época imperial e ainda hoje, que teriam influenciado  “...inúmeros movimentos sociais, (...) guiados por teóricos oriundos do marxismo, sejam eles vinculados ao espaço urbano ou rural. Tais movimentos, quando se referem ao espaço urbano possuíam um leque amplo de temáticas como, por exemplo, as lutas por creches, por escolas públicas, por moradia, transporte, saúde, saneamento básico etc. Quanto ao espaço rural, a diversidade de temáticas expressou-se nos movimentos de bóias-frias (das regiões cafeeiras, citricultoras e canavieiras, principalmente), de posseiros, sem-terra, arrendatários e pequenos proprietários (...) 

Vai mais além e diz que “cada um dos movimentos possuía uma reivindicação específica, no entanto, ”todos” expressavam as contradições econômicas e sociais presentes na sociedade brasileira (...) No século XXI nos deparamos com alguns movimentos que ainda mantém uma influência importante nos meios sociais como: Movimento Estudantil, Movimento Feminista, Movimento Hippie, Fórum Social Mundial – FSM, Movimento dos Trabalhadores Sem Teto – MTST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra – MST”.

Decidi abordar esse assunto novamente quando vi pela televisão. integrantes de movimento social que defendia moradias populares em Taboão da Serra (SP), tentaram invadir o plenário da Câmara, chutaram, arrancaram, arremessaram encostos de cadeiras, chutaram as grades e arremessaram objetos contra os parlamentares, ao perceberam que o projeto de moradia popular não seria votado pelos vareadores, legítimos representantes da população que os elegeu. 

Estariam agindo contra o Estado democrático ou só estavam cansados de reivindicar uma situação que se arrasta há muitos anos, sem uma solução?

Na crônica em que abordei essa mesma questão, me perguntei se eram os integrantes mesmo dos movimentos sociais que promoviam as agressões ou eram de baderneiros envolvidos e infiltrados dentro dos legítimos movimentos sociais. Contudo, recebi críticas e as aceitei porque todos os movimentos sociais ao longo da história foram transformados em movimentos desestabilizadores dos governos constituídos e reprimidos violentamente pelo Aparelho de Estado, a PM. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

UMA VIAGEM AO PASSADO!



Para Plínio Valério, Pedro “Bala”e Baby Rizatto 

As lembranças têm um poder mágico de levar para passado e proporcionar emoções fortes no presente, mas não sei o por quê e não quero que ninguém me responda! Tentarei responder! 

Seria por que teria vivido momentos bons no passado ou por que não teriam sido momentos não tão bons assim? Não sei e nem quero saber, mas sei que a emoção forte me arrebatou na noite do dia 7/09/2015 quando o jornalista Plínio Valério me enviou pela rede de whatsapp a comunicação informando-me que estrearia um novo programa de entrevistas na retransmissora da Rede Bandeirantes de Televisão, do médico e empresário Francisco Garcia Rodrigues.

Dia 8, outro vídeo recebido por whatsapp do advogado ìndio do Brasil D´Urso Jacob, filho do premido escritor e desembargador Paulo Jacob, também me levou ao passado. Imagens de Ferro de Engomar antigo que minha mãe usava, biotônico Fontoura que nunca tomei, pote de água de barro, conhecido como  “Bilha d´Água” na comunidade do Varre-Vento, onde morei, sinto saudades e nunca mais voltei, pomada Minâncora, que cheguei a usar no rosto na década de 80,  quando participava em programas de TV, convidado para debates, só para esconder o suor do rosto, Nescau, que escrevi crônica e o tomei por mais de 30 anos sem parar. Uma máquina de Escrever Remington, que existia na Redação do Jornal do Comércio e outras maravilhas que o tempo esqueceu, mas a internet me força a lembrar! Em A NOTÍCIA, todas as máquinas eram da marca Olivetti, línea 98! Em uma delas, escrevi a crônica MINHA AMANTE!, aos 23 anos e até hoje, atual porque cumpriu sua função de transcender o tempo!

Retornei ao passado e recordei que, como jornaleiro, caminhava pelas ruas de paralelepípedos de Manaus. Quando parava na banca do chamado “Canto do Quintela”, na esquinas das Avenidas 7 de setembro com Joaquim Nabuco, lia tudo o que o jornalista Plínio Valério, escrevia em suaves crônicas no o Caderno VIDA, de A CRÍTICA, encarte que só circulava aos domingos, do qual fora Editor Geral. Depois entrou em política, se elegeu vereador, virou suplente de deputado federal, assumiu e voltou a ser vereador na Câmara Municipal de Manaus. O caderno editado pelo jornalista, sempre publicava belíssimas fotos em preto e branco. Ficava deslumbrado com esse novo universo e desejei conhecê-lo. Se raramente o Caderno Vida, não viesse encartado, os exemplares do jornal A CRÍTICA tinha fraca venda. Anos mais tarde, na década de 80, como jornalista, trabalhei ao lado de Plínio Valério em um programa de debates políticos, “Câmera Aberta”, criado pelo publicitário Heron Rizatto, que também o produzia. 

A TV fora criada e dirigida por vários anos pelo empresário José Airton Pinheiro e sua esposa Leonor Pinheiro, hoje falecidos (atualmente é Rede Calderaro de Comunicação).

Recordo que no dia em que Umberto Calderaro Filho se apresentou como o novo dono da TV, houve uma festa com muita bebida. Todos beberam juntos, inclusive eu que era chegado a um wiski com gelo. O Programa entraria no ar uma hora da manhã e o produtor Heron Rizatto bebeu nada produziu para esse dia.”1,2,3, no AR” era a senha para a entrada do programa “Camera Aberta”. Todos com miniâncora no rosto para esconder o suor do rosto. Na década de 80 não havia maquiagem como hoje.  O publicitário Heron Rizatto, também um dos apresentadores abriu o programa com voz embriagada e disse: “Como hoje não tivemos tempo de preparar nada para o programa, vamos ficar conversando”. O programa foi retirado do ar e nunca mais voltou!

Como comentarista de notícias na mesma TV, o jornalista Plínio Valério, decidiu gravar um comentário para o jornal de sábado, do qual era repórter. No meio da gravação, errou e soltou um palavrão. Pediu ao produtor do jornal Gilberto Piranha para cortar e editar sem o palavrão. Contudo, não se sabe por qual razão, foi ao ar exatamente o palavrão dito pelo jornalista, sem qualquer edição. O jornalista Plínio Valério, deixou de comentar as matérias do jornal. O que aconteceu, não sei! Mas o irmão do Plínio, Dissica Valério Thomaz, diretor do jornal A CRÍTICA, foi designado na transição do comando para ser diretor da TV Baré, retransmissora do SBT em Manaus. Como os repórteres tiveram que passar a usar gravata e não tinha como comprá-la, recebi uma vermelha, de croché das mãos do Dissica Valério Thomaz,  como presente pelo profissionalismo que exercia na emissora!. Da emissora, sinto saudades do auxiliar de câmera ou cabo main, Pedro Augusto, o “Pedro Bala”, o excelente cinegrafista Mário César Dantas, com os quais trabalhava diretamente e outros que o tempo me fez esquecer! Pedro Bala por quê? Brincava que ele era tão rápido para ligar os pesados e difíceis equipamentos que se usava na época, que ao fazer os caracteres, Gilberto Piranha, perguntou qual era o nome do Pedro. Eu, sentado em um sofá assistindo ao jornal, respondi põe “Pedro Bala”. O Pedro estava na mesma sala e ao ver os caracteres subindo com os créditos, gritou, “Pedro Bala?Meu nome é Pedro Augusto”. Tive que explicar para ele que seria seu nome artístico, que ele nem sabia o que era. Continua trabalhando na mesma emissora e continua sendo conhecido como Pedro “Bala”. 

Ah, tempos bons! Hoje dia 8/10/, o advogado Índio do Brasil D´Urso Jacob, me enviou por whatsapp um vídeo que me emocionou mais ainda porque vi os produtos que usei na minha adolescência de menino pobre, mas criado com princípios de honra, estudando  no Grupo Escolar Adalberto Vale, depois no Colégio Dorval Porto, em seguida no Colégio Estadual e concluindo magistério de 2o no Instituto de Educação do Amazonas. E sempre trabalhando para me sustentar! 

Ah, lembranças que não me deixam...!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

CONSELHO TUTELAR X PARTIDOS POLÍTICOS


“Os artigos 131 a 140 da Lei Federal 8.069/90, dispõem sobre o Conselho Tutelar, conceituam o órgão e dispõe sobre sua composição, requisitos à candidatura, atribuições, competência para aplicação de medidas de proteção, processo de escolha dos conselheiros tutelares e impedimentos para exercício em mesmo Conselho Tutelar”, diz uma publicação da procuradora do Município de Porto Alegre, Vanêsca Buzelato Prestes, ao estudar e definir juridicamente os requisitos à candidatura de Conselheiros Tutelares e competência municipal para legislar sobre o assunto.


Li e analisei, analisei todo o documento escrito e publicado pela procuradora (https://www.mprs.mp.br/infancia/doutrina/id118.htm) e não vi  qualquer referência implícita ou explícita ao envolvimento de  partidos políticos participando no processo eleitoral dos Conselhos Tutelares, como correu no Amazonas, seja direta ou indiretamente, quer com apoio ou algum tipo de logística. Urna emprenhada com mais de 100 votos em favor de quatro candidatos e mais outras denúncias de irregularidades, todo o processo eleitoral foi anulado pelo Ministério Público. Outra data será marcada, após a assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta – TAC.

Ao se envolverem em processo eleitoral nos Conselhos Tutelares, de forma direta ou indireta, com apoio logístico ou financeiro, os candidatos e futuros candidatos eletivos em todos os níveis eletivos, os transformam em cabides de empregos para seus auxiliares e usarão os conselheiros eleitos que apoiaram como seus futuros cabos eleitorais em seus redutos eleitorais. Esse embricamento é no mínimo um processo simbiótico do toma lá, dá cá imoral e indecente e totalmente desnecessário. Esse envolvimento direto, no mínimo é atípico e já ocorreu em passado recente em diversas outras eleições realizadas no Estado, em eleições de representantes de outras categorias profissionais.

Talvez se não fossem registradas tantas denúncias e a escolha dos conselheiros tivesse sido séria, o Ministério Público não pediria a anulação do pleito. Todos os Conselhos Tutelares, começando com a própria presidente do Conselho de Defesa da Criança e do Adolescente, devem ter formação de nível superior e mais do que isso devam ser envolvidos com as áreas social, sociológica, antropológica ou psicólogos. Estes, porém, sempre se escusam a participar do processo eleitoral cada vez mais caros e politizados, porque sabem que não será um pleito justo e tudo não passará de jogo de carta marcada para dar empregar cabos eleitorais de candidatos derrotados que os usarão depois, como cabos eleitorais em suas áreas de atuação junto às famílias carentes e analfabetas que ainda trocam votos por promessas que nunca serão cumpridas, em futuras disputas que venham a tentar!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

GOVERNO ACENDE BOMBA E A ENVIA AO CONGRESSO


A presidente Dilma Rousseff, acendeu a bomba, jogou-a para ser detonada no Senado. 

Mesmo antes de explodir em forma de novos impostos que serão criados, os estilhaços do petardo já atingiram algumas áreas. Diretamente matou o sonho de mais de 40 mil  “concurseiros", que esperavam entrar no serviço público pela porta da frente e não pelas brechas das janelas que estão sempre abertas e estão sempre prontas a apaniguar mais e mais cargos comissionados. De quebra, futuramente atingirá também os cursinhos, os professores por tabela e, no final, atingirá o Brasil como um todo porque pessoas estão se aposentando por idade e não está havendo reposição dessa mão de obra, nem sempre especializada, com analfabetos diplomados com nível superior que estudaram só para se submeter ao concurso. Com o tempo, produzirá efeitos negativos e desastrosos e atingirá diretamente os setores vitais para o Governo Federal. É uma lástima!

Se o Senado aprovar as medidas se tornará impopular perante o povo eleitor. Se recusar, se tornará contra o “projeto Brasil de Governar”. Se apresentar propostas e ideias para que a bomba dos impostos não exploda, será acusado de não estar de aprovando medidas que poderão salvar o buraco financeiro do orçamento do Governo Federal, mas poderão ser sepultados pelos eleitores. De quebra, os governadores dos Estados, também quebrados devido a última eleição recente, fizeram coro para aumentar o imposto sobre movimentação financeira, dividindo-o o resultado entre todos e a Previdência Social, se é que haverá esse investimento mesmo! O novo ministro da saúde do PMDB, foi mais além e sugeriu cobrança em “cascata”, do IOF. Se por um lado a possível recriação do jogo do bingo no Brasil e nos Estados possa ser uma saída para tapar o rombo, por outro poderá também ser uma porta de entrada para a lavagem de dinheiro ilícito.

De uma forma ou de outra, a bomba acesa pela presidente Dilma Rousseff explodirá no Congresso, causando mais estragos do que benefícios. Já causou estragos perante a opinião pública, à classe política e aos empresários que rejeitam qualquer acréscimo de impostos. Permanecem de fora das taxações, todas as grandes fortunas, os lucros exorbitantes e quase extorsivos dos bancos, os elevados impostos cobrados pelos créditos rotativos dos cartões de crédito, o repatriamento de todo o dinheiro desviado da Petrobras, a exclusão da possibilidade de empresas envolvidas concorrerem, ganharem e assinarem novos contratos com o Governo Federal. Isso poderia ser salutar para o país, mas em alguns aspectos éticos e morais, muito perigoso! 

Ou seja, a bomba explodirá de qualquer jeito no congresso nacional e quem for podre que se quebre ou proteste de forma ordeira, pacífica e não depredando mais ainda o patrimônio público. Nessa enrascada que o Governo Federal meteu a todos, só não se aprende mesmo o que é fundamental para o Brasil: se voltar a ter a ética, a moral,  bons costumes e, principalmente, a vergonha na cara!

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

A VOLTA DO "FEBEAPÁ"!



(Em memória de Sérgio Porto - “Stanislaw Ponte Preta”)

É a seca, é a cheia,é a geada, é o excesso
é a falta (de planejamento) é o descaso (com o dinheiro público)
são os prefeitos (ostentações),  os aumentos de gasolina, as péssimas estradas, os roubos, os desvios (do dinheiro público)
são os políticos (desonestos), as mesquinhas disputas, 
o egoismo, o individualismo e a idiotice! 
o deputado “bambu” e o senador “cabelo implantado” se duelando
(por objetivos diferentes), as obras públicas 
(superfaturadas, iniciadas, e 
sepultadas com milhões inutilmente gastos)
Além de todos os contribuintes, quem pagará por esse desperdício?
São os infindáveis ralos por onde somem o dinheiro!
Enfim, são tantos os fatores que justificam 
os aumentos de impostos: ICMS, IOF, PIS,  COFINS, CPMF...
(Mais e mais dinheiro saindo do bolso dos contribuintes
e se perdendo no ralo da incompetência, da ganância, da usura!)
Quer saber?
Parem o Brasil !
(Como não ppercebo ninguém preocupado com os destinos do país)
que quero descer dessa nave louca,
descontrolada na política, no social, na ética e na moralidade.
Ficarei na primeira parada e sigam todos em paz
se é que conseguirão viajar com tanta
idiotice com a volta do “Festival de Besteiras que Assolou o País”
(volta Sérgio Porto,
Ah, que saudades sinto do “Stanislaw Ponte Preta”!)

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

BRIGA: DEPUTADO "BAMBU" x SENADOR DE CABELO IMPLANTADO


Enquanto prossegue a briga dos dois “grandes” do PMDB, o deputado federal e presidente “bambu” da Câmara Federal, Eduardo Cunha, e o senador do cabelo implantado, Renan Calheiros, presidente do Senado, disputando os holofotes dos jornalistas por razões e causas diferentes, o Ministério Público da Suíça enviou ao Brasil, as informações com as contas secretas do presidente da Câmara e toda a documentação se contra nas  está nas mãos do Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, com o bloqueio de valores milionários recebidos como propina na operação “Lava Jato”, pela compra da Refinaria de Passadina, da Petrobras, nos Estados Unidos.

Mesmo com dois delatores arrependidos tendo citado o nome de Eduardo Cunha e o envio do processo da Suíça para o Brasil, o parlamentar continua dizendo que não renunciará e que permanecerá no cargo até o final de seu mandato, em respeito aos seus pares, como se fosse um pé de “bambu” em uma tempestade, envergando, mas não quebrando. Será que Eduardo Cunha não renunciaria para cuidar de sua defesa em respeito aos pares ou seria porque simplesmente não quer deixar o poder e continuar exercendo sua influência em benefício próprio? 

Enquanto os dois cachorros grandes latem, se mordem ferozmente, o PMDB, dividido nas duas casas luta no Senado pela manutenção dos vetos feitos pela presidente Dilma Rousseff em troca de cargos em Ministérios e na Câmara para derrubá-los, por puro prazer em jogar gasolina na fogueira e ver o circo chamado Brasil perder completamente a sua governabilidade e naufragar de vez em sua frágil economia e paralisia total em todos os setores da produção! Depois, ainda não querem que digam que o PMDB é um partido fisiologista. Nunca foi governo, nem oposição, mas sempre foi a base de sustentação de todos os Governos, pós democracia, como já foi o PFL no Governo FHC (PSDB), com Marco Maciel como vice-presidente e fiel da balança. 

Certo mesmo estava o ex-governador do Amazonas, Paulo Pinto Nery que no final da década de 80 declarou que os 37 partidos atualmente registrados no TSE com 15 milhões de eleitores, só ficam dois: os que estão no poder e todos os outros que querem chegar ao poder. Para quê, não sei, mas suspeito que seja para comer o resto do fígado dos contribuintes brasileiros!