quarta-feira, 23 de março de 2016

OPERAÇÃO LAVA JATO x OPERAÇÃO MÃOS LIMPA


Nos últimos dias, nada escrevi sobre política,  Desejava um cenário mais claro e com menos fedor de podridão nas águas da corrupção da “Operação Lava Jato”, muito parecida e até comparada a “Operação Mãos Limpa”, na Itália. Lá como cá, as operações  abalaram a economia e, na Itália mudou o seu cenário político, com a extinção de alguns partidos políticos e a prisão de muitos corruptos. No Brasil, poderá ocorrer o mesmo ao fim das investigações da “Operação Lava Jato”, porque não sobrará pedra sobre pedra na política.

Não será, porém, podando um galho que se salvará toda uma árvore, um partido ou um país. Será tratando da raiz que se salvará tudo.: A raiz somos todos nós, a sociedade que se tornou individualista, menos solidária, mais corrupta em pequenas atitudes como não respeitando nada a menos que seja fiscalizado por câmeras ou que tenha uma pessoa física dizendo o que pode e não pode ser feito. Mesmo com avisos, pedidos, orientações, proibições, quase ninguém respeita nada. É a lógica, “se tem norma e regra, elas são para ser quebradas”. Isso ocorre em pequenos condomínios, imagine em um vasto e complexo país como o Brasil. A sociedade corrompe políticos, pessoas e partido; Vai da simples doação de dinheiro como agrado em troca de solução de interesse pessoal à milhões desviados de cofres públicos para partidos políticos

O Blog de Motta Araújo, (http://jornalggn.com.br/noticia/o-desastre-politico-e-economico-da-operacao-maos-limpas-por-motta-araujo)  escrevendo sobre a “Operação Mãos Limpa”, garante que na Itália, também houve uma profunda crise econômica como a que vive o Brasil, com as investigações da “Operação Lava Jato”. Garante que depois da limpeza moral, ética e política realizada por procuradores de Justiça Italiana, Silvio Belusconi, um ex-cantor de navios e milionário da TV, ficou no poder de 1994 a 2011. Contudo, teria sido, “o mais corrupto que os antigos corruptos” que venceu seguidas eleições. Não tinha adversários.  Estavam todos presos ou exilados pela “Operação Mãos Limpa”, que custou a vida de vários investigadores, mas não teria acabado com a corrupção. Belusconi teria criada uma nova corrupção, com outros “personagens mais rapinantes do que os antigos”.

Com a descoberta de um núcleo de contabilidade paralela dentro da Construtora Odebrecht, a prisão da contadora, a revelação de todos os códigos secretos usados para beneficiar políticos e partidos políticos que exercem ou já exerceram a presidência da República antes, a decisão do seu proprietário preso Marcelo Odebrecht se fazer “em definitivo” tudo o que ele tinha negando que soubesse, mudou radicalmente os rumos da política brasileira. O juiz federal Sérgio Moro comparou sua atuação à da operação Mãos Limpas, investigação judicial de grande envergadura na Itália, realizada na Itália. A prisão da contadora, a revelação dos códigos secretos ao lado de nomes de políticos e de partidos políticos que está ou estiveram no poder nos últimos anos os ataques do ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva, em seus contra membros do poder judiciário, o cenário da política mudou e decidi escrever essa análise que pretendo ser isenta e técnica.

A operação “Maos Limpas” ou “Mani Pulite”, foi uma investigação judicial de grande envergadura na Itália. Teve início na cidade de Milão visando esclarecer casos de corrupção durante a década de 1980. Na sequência, ocorreu o Escândalo do Banco Ambrosiano em 1982, que implicava a Máfia e também a Loja Maçônica P2. O Banco Ambrosiano pertence ao Vaticano. A investigação da operação mãos limpa começou quando Vlatimir Rukovsky, levou para a Itália, os chamados “Arquivos de Moscou”, com provas de que toda a imprensa social democrata da Europa tinha sido financiada pela KGB, durante a década de 80. A operação “Lava Jato” começou em um posto de gasolina em Brasília. No início, os “Arquivos de Moscou” não estavam despertando interesse.  Havia uma recusa generalizada movida pelo pretexto de que não se deveria reabrir “velhas feridas”. O assunto sobre a guerra fria já era um assunto superado.  Depois, os jornais passaram a dar atenção aos documentos de Burovsky e suas graves implicações políticas. Nas investigações, foi descoberto que Partido Comunista Italiano havia recebido pelo menos quatro milhões de dólares da KGB. O site (thttps://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_M%C3%A3os_Limpas) garante que parlamento italiano foi pressionado pela opinião pública a realizar uma devassa fiscal em todo o Partido Comunista Italiano.

De acordo com o mesmo site, a operação “Mãos Limpa”, que durou vários anos e alterou a correlação de forças na disputa política da Itália, reduzindo o poder de partidos que haviam dominado o cenário político do país. “Todos os quatro partidos no Governo em 1992 – a Democracia Cristã, o Partido Socialista Italiano, O Partido Social Democracia Italiano, O Partido Liberal Italiano, desapareceram do cenário político”, garante o site.Será que o mesmo acontecerá no Brasil, e teria sido por isso que o juiz Sérgio Moro comparou seu trabalho na Operação Lava Jato, à Operação Mãos Limpa, da Itália?


As duas Operações estão muito parecidas, porque quando mais desdobramento ocorre na operação Lava Jato, mais podridão se descobre nos bastidores da podre política nacional e a podridão começa a feder e causar náuseas! Como escreveu a professora Janete Félix, tudo o que é trágico demais, vira comédia!

terça-feira, 22 de março de 2016

ROTINA...


Os periquitos voam, cantam e.
solitário, tomo remédios para viver!

Depois; mais remédios e vivendo
a hipocrisia da vida:
(matando bactérias que não morrem e vivendo! )

Mas, sei: só prolongo o inevitável 
encontro com a morte corpórea!

Mais remédios:
Não ouço mais canto dos periquitos. 
Nem os vejo voando...

Será que morreram ou eu, estou morto?
(ainda que vivo pareça estar!)





segunda-feira, 21 de março de 2016

POESIA DOS POROS! (21/03-Dia Mundial da Poesia) (Yara Queiroz)


(Jorge Tufic, Efraim Amazonas, Roberto Lopes, Fred Caju, Ana Bailune, Ierecê Monteiro, Luíza Bessa Lima, Aldeiza Maria e a todos os poetas do Brasil e do mundo que respiram e transpiram a poesia pelos poros!) 


Todos nascem poeta; mas, nem todos o são!
(uns aperfeiçoam; outros, não!)

A poesia surge na mente!
Os poetas deixam que as poesias invadam seus corações,
permitam que naveguem em suas veias, 
(como se fosse sangue da vida)
e as expelem pelos poros umedecidos de sensibilidade!
(inundam o mundo de poesia/poro!)

não é para ser entendida, 
Interpretada ou decifrada, a poesia!
(vivida e sentida, apenas.)

A verdadeira poesia invade
os poros que se arrepiam!

Reconhecimento todos poetas 
que se dedicam à arte da poesia!
(são muitos; não os nominarei!)

(Quanto a mim, “poeteio” de vez em quando,
(quando me falta em mim inspiração para escrever crônica!)

sábado, 19 de março de 2016

“EU NÃO SABIA QUE DOÍA TANTO!”



Para a colega Assistente Social, Paula Francinete Batista. (1971/2016)


No primeiro dia que a pessoa nasce, também representa o primeiro dia do início de sua morte. A vida já começa morrendo! Contraditório? Nem tanto. É uma realidade que constato a cada vez completo mais um ano. Sei que  terei um ano a menos para comemorar! 

Ha muito tempo deixei de comparecer a velórios e enterros. Mas como me sei também mortal, decidi comparecer a velórios de pessoas que gostava e admirava muito em vida, como o de Lúcia de Fátima e, agora, o da colega Assistente Social, Paulo Francinete Batista, ambas falecidas de câncer. Com Paula Francinete, colamos grau juntos na turma de 1995, da UFAM. Seu corpo, dentro do caixão, rodeada de flores com um crucifixo ao peito, parecia apenas dormir um sono profundo para acordar ao lado de Deus. A colega Assistente Social estava com um rosto sereno para quem sofrera tanto de dores do câncer, em vida!

Como colega de turma, Paula também fezia parte do grupo de trabalho formado no primeiro período do Curso. Não se conhecia ninguém e se tinha que escolher componentes para compor a equipe dos trabalhos que viriam depois. A escolhi para compor nosso grupo. A colega Ruinaltina Moraes Pires, a “Tina”, ofereceu sua casa e aceitamos, para realizar o primeiro trabalho em equipe. Pegamos o endereço e nos dirigimos para lá. A Paula, quando chegou, cumprimentou a todos lá já se encontravam e se dirigiu direto para a cozinha. Depois, chegou a colega Rosa Ney de Assis e foi ajudá-la As duas se revezaram na cozinha, enquanto, os outros da  realizavam o trabalho, deitados no chão da garagem da casa da colega Tina. Só parávamos de fazer o trabalho, quando o concluíamos, totalmente. A tarefa de revisar  cabia a mim. Depois, dividíamos quem falaria o quê, durante a apresentação em sala!

Lembranças da colega Paula ficaram e permanecerão gravadas na minha memória, corroída pelo tempo e manipulada por cirurgias no cérebro desde 2006 e de todos também. Todas as que guardo; porém, são inesquecíveis. Paula tinha um gênio forte, dizia o que pensava, na hora que queria e batemos de frente inúmeras vezes. O meu temperamento também era forte, porque desde meus 26 anos, estava acostumado a comandar jornais, órgãos e tomar decisões. Reclamava demais porque a Paula não queria fazer nada! “E fazer almoço, você acha que é não é querer fazer nada?” me perguntava. Ficava calado e concordava que era. Tínhamos que ter comida para lanches, almoços e até jantar!

No velório, emocionado, olhei para o rosto da colega Paula, passei a mão em sua testa e, ao final da celebração da missa de corpo presente, contornei o caixão  e disse alto, na posição de seus pés, fixando o olhar meio turvo, para o rosto dela: “Paula, você não morreu; apenas, dorme para despertar no céu, ao lado de Deus”. Segurei o choro. Lágrimas que reprimia, queriam a escorrer de meus olhos. Disfarcei, ninguém parece ter notado a emoção que estava sentindo, principalmente por ter quebrado a promessa mental feita a mim mesmo de não comparecer a velório e sepultamento. Sinto, ainda hoje, que deveria ser enterrado no lugar da pessoa inerte dentro do caixão.

É...a minha “Patinha”, Paula Francinete, que morava no Rio de Janeiro com seu esposo e sempre que vinha a Manaus me fazia visitas, você fará muita falta a todos seus colegas que tiveram a oportunidade de conhecê-la como tivemos, durante cinco anos de Faculdade, no Curso de Serviço Social. Vá em paz, colega. Um dia eu a encontrarei e poderemos dizer um ao outro como nos admirávamos. 

Para encerrar essa crônica de até breve, tomo emprestado a frase “eu não sabia que doía tanto”, do livro “Crônicas da Família Gosson,” escrito por Antônio Gosson, presidente da UBE de Natal, com a qual sempre encerrava suas narrativas sobre a perda de membros de sua família.

quinta-feira, 17 de março de 2016

“QUEM SABE” (“TAO LONGE, DE MIM DISTANTE”)


Na pérgula da piscina, lendo à luz do sol o excelente e agradável livro do escritor pernambucano Carlos A. Lopes, “SEGUINDO NA PROSA” e, durante a noite, passando os olhos pela cama vazia da presença de minha esposa Yara, no momento em viagem para rever as amigas Francisca da Silva, a “France” em Natal e Joseane Farias, em João Pessoa, de vez em, passavndo um olhar pelas luzes multicoloridas de LED refletidas nas águas da piscina do Residencial 1 (Ilhas do Caribe).

Nesse cenário belíssimo, senti saudades daquela que estava viajando sozinha pela primeira vez em 18 anos de casadas. Nunca havíamos passado o Dia Internacional da Mulher  “tão longe, de mim distante”, usando a frase da música composta por Carlos Gomes,  com o advogado, poeta e espírita Bitencourt Sampaio. A saudade que sentia era tamanha, que abracei o travesseiro em que ela repousava a cabeça, só para sentir o resto do odor de perfume de seu perfume, misturado com o cheiro de lavanda.  

O poeta, advogado e espírita Bitencourt Sampaio, desencarnou em 1895, O maestro paraense Antonio (Carlos Gomes) faleceu no dia 16 de setembro de 1896. Depois de desencarnado,  o advogado e espírita Bitencourt Sampaio se tornou médium e continua curando e divulgando os pilares da doutrina criada por Hippolyte Léon Denizard Rivail, conhecido mundialmente pelo nome Allan Kardeck, um influente educador, autor e tradutor francês que notabilizou-se como o codificador do Espiritismo, também denominado de Doutrina Espírita. Diversas vezes escutei a música  “Quem sabe” pelo You Tub. A música que ouvia ficou popularizada com o nome mais conhecida “Tão longe, de mim distante”, pela voz de inúmeros intérpretes brasileiros, masculinos e femininos, que cantavam com a garganta e não com os atributos e rebolados dos seus corpos, nem sempre muito bonitos ou elegantes. 

Enquanto a ouvia pelo rediforme, imaginava cenas descritas no livro que lia do escritor Carlos Lopes, muitas das quai já tive a oportunidade de conhecê-las. Também, pensava na realidade que me minha esposa “tão longe, de mim distante”, veria agora, sozinha. Fui à cozinha pegar água para tomar Gardenal de 100 mg, pela manhã, depois do café. Pela janela, vi periquitos teimosos voando alegres por continuarem vivos e cantando um lamento triste pela morte de seus irmãos, sem saber porque eles teriam falecido: se envenenados ou porque se resguardarem das cantorias nas mangueiras plantadas em frente ao Mundi., Até hoje os laudos realizados pelas Universidades de Pernambuco e de Minas Gerais, não foram divulgados quando se poderia saber o real motivo da “causa mortis” dos mais de 200 que amanheceram mortos no chão negro do asfalto negro, mas que ficou um mar verde de periquitos asa branca e vermelho pelo sangue que escorriam de seus corpos inertes. Muitos ficaram esmagados pelos carros em alta velocidade. 

Depois da grande repercussão que a morte, com suspeitas de atropelamento por carretas em alta velocidade ou envenenamento proposital, colocaram placas pedindo que os motoristas tivessem mais cuidado ao passar pelo local. Depois dessa providência do IPAAM, alguns periquitos aparecem mortos pela própria disputa de espaço, mas não tantos como amanheceram na primeira ocorrência, que gerou tema da música da irreverente Banda da BICA – Banda Irreverente da Confraria do Armando.

Peguei água, tomei Gardenal depois do café e voltei a dormir. Mas antes que o sono me alcançasse, fiquei ouvindo o cantar dos periquitos teimosos e os latidos da orquestra desafinada de cachorros que residem, defecam, urinam no Mundi. Muitas pessoas, já usam saquinhos nas mãos quando passeiam com seus animais. O sono me alcançou pelo efeito do remédio. Mas continuei sentindo saudades de minha esposa Yara Queiroz e, antes de dormir, fiquei  associando ela às imagens veria pela rodovia BR-101, que lsem buracos e bem sinalizada, apesar de ainda não existir pedágio no trecho de mais de 200 quilômetros que ligam as duas cidades, que liga as cidades de Natal a João Pessoa.

Por fora, me sabia e me sentia vivo porque respirava. Estava morto de saudades por dentro.

Ah, como dói a saudade que não dói!

quarta-feira, 16 de março de 2016

O TRISTE FIM II (“diabetscorruptiva.`s”)


para Tomislav R. Fermenick, escritor, economista e professor potiguar.


As novas denúncias do senador afastado do PT, Delcídio do Amaral, injetou gasolina na veia da “diabetscorruptiva.`s” incendiando ainda mais a corrupção sistêmica que envolve políticos de quase todos os partidos, respingou até na alta corte do Brasil, o STT e deixou o Ministro da Educação e senador do PT, Aloísio Mercadante embrulhado em frágeis lençóis, que pode se rasgar a qualquer momento e seja exonerado. Pode também ter sido só uma estratégia de defesa do ex-líder da presidente Dilma Rousseff, no Senado. Mas também pode não ter sido nada disso. E tudo precisa ser investigado. Na denúncia premiada e aceita do senador sobrou para lideres políticos de diversos partidos, inclusive do Senador Aécio Neves, do PSDB, o que disputou o segundo turno com a atual presidente e se diz líder da oposição no Senado.

Sorrindo e feliz ou triste e se revirando no túmulo deve estar o jornalista Paulo Francis, por saber suas denúncias feitas contra os diretores da Petrobras, ainda no Governo de Fernando Henrique Cardoso, que usariam os bancos Suíços para lavar dinheiro desviado da Estatal, é maior e mais complexa do que denunciara. Não acompanhei as manifestações porque a frágil saúde e remédios antibióticos e dopantes que tomo há 14 anos, não me permitiram que fosse. Elas transcorreram de forma democrática, ordeira, sem incidente. Mas, se tivesse comparecido, não gritaria “fora Dilma, fora PT” ou pediria a prisão do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, nem exibiria bonecos mostrando o Lula com roupa de presidiário. Nada disso! Compareceria para protestar e exigir um Brasil politicamente ético, respeitoso e moral. Também pediria celeridade nos julgamentos contra políticos envolvidos em corrupção. Com mais de 37 partidos registrados no STF, não há mais como separar oposição ou situação, de forma clara e visível. Hoje, existe só quem está governo e em todos os outros que querem governar também. Eles se juntam sem qualquer critério ideológico, pragmático ou programático e formam dois grandes blocos no final e repartindo fatias do bolo do poder, mesmo que para isso prometam, invendem, denunciem e se envolvam em corrupção.

O Brasil ente contaminado pela “diabetscorruptiva`s”, doença incurável, que precisa ser tratada todos os dias com remédios amargos e muitas vezes doloridos, como os antibióticos que passei a tomar. Tenho consciência e seria hipócrita de minha parte se acreditasse que a “diabetscorruptiva`s” acabaria, com a “Operação Lava Jato”, comandada pelo juiz federal do Paraná, Sérgio Moro. No máximo, talvez ficasse estabilizada, como agora me encontro, mas não curada totalmente não seremos, eu e nem a  “diabetscorruptiva`s”. No artigo “O Triste Fim”, uma análise seria, profunda realizada pelo escritor professor de economia natalense,  Tomislav R. Fermenick,   ((http://brasilemversos-am.blogspot.com.br/2016/03/o-triste-fim-por-tomislav-r-femenick.html), ele garante que todas  “as revoluções são transformações radicais, que geralmente acontecem de forma violenta, alterando as estruturas políticas, econômicas e sociais de um país. Excepcionalmente, algumas ocorrem de forma pacífica. Essas, via de regra, no decorrer de décadas; poucas, muito poucas, no espaço de só alguns anos”.

No caso do PT, contra o qual os 6 milhões de brasileiros que foram às ruas pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, porque não soube dar continuidade aos programas sociais de inversão dessa pirâmide, iniciada pelo seu antecessor. Em parte, devido à crise econômica que fez ressurgir do túmulo a devoradora  inflação. Também porque a inversão foi feita de forma muito rápida e agora as elites não o querem mais o PT no comando do país. Se tivesse comparecido às manifestações pediria, também, uma profunda reforma moral na estrutura da sociedade, defenderia o cumprimento verdadeiro da palavra “cidadania”, com o princípio de que onde termina o meu direito, começa o do outro, mas isso só se dará a longo prazo, se a Educação merecer atenção do Governo Federal, com escolas voltadas à inclusão qualitativa, representados em aprovações meritórias, e não só quantitativas, contada em números, como se fosse meros números aleatórios. “Não se joga pedra contra árvore que não produz frutos”, aprendi na vida. O deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara e o senador Renan Calheiros, presidente do Senado, estão conseguindo adiar seus inquéritos. Outros deputados e senadores também.

Contudo, depois da assepsia que o juiz Sérgio Moro está promovendo através da “Operação Lava Jato”, comandada pelo magistrado federal Sérgio Moro, que comanda as investigações, máximo, a “diabetscorruptiva.`s”, ficaria estabilizada, como me encontro agora, depois de 14 anos de tratamento médico constante, sofrendo efeitos colaterais com dores e queimações, apesar de tomar os antibióticos com suco de couve puro, batido no liquidificador. No caso específico das transformações promovidas na pirâmide social, pelo do PT, contra o qual os 6 milhões de brasileiros que foram às ruas pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a prisão do ex-presidente Lula, que começou a invertê-la. Porém, ela ocorreu de forma muito rápida, apressada, açodada e agora a elite social não o quer mais o partido no comando do país. Se tivesse comparecido às manifestações, também pediria, uma profunda reforma moral na estrutura da sociedade porque “não se joga pedra contra árvore que não produz frutos”, aprendi ao longo da vida. O deputado Eduardo Cunha, está usando artifícios do cargo de presidente da Câmara, não muito exemplares à sociedade para protelar o máximo possível o pedido de perda de mandato que tramita contra ele, na Comissão de Ética, desde outubro do ano passado. O senador Renan Calheiros, presidente do senado, é outro denunciado e investigado pelo STF. Pediria a saída dos dois, também e de todos os outros políticos com problemas pendentes com a Justiça e os que já foram condenados e estão recorrendo de suas condenações! A sofrível condução da economia pela presidente Dilma Rousseff. A economia destrambelhada e sem rumo está massacrando os brasileiros, por ter destinado dinheiro para onde não podia e, apresentado orçamento deficitário para ser aprovado, contando com a volta da CPMF, promessa de campanha que a CPMF que não o faria. Essas contradições estão levando ao descredito do PT e pode prejudicar a todos os candidatos que pretendem disputar eleições pela legenda. Faltou habilidade política e recursos financeiros para dar prosseguimento aos programas, sem desorganizar toda a economia do país. 


Se será ético ou moral nomear o ex-presidente da República para ministro do Governo Dilma, Rousseff, lembro declaração inflamada de 1988, pronunciada pelo sindicalista Lula aos seus “companheiros metalúrgicos” em greve no ABC paulista, quando profetizou: “No Brasil, quem rouba pouco é preso; quem rouba muito vira ministro”. 

“O povo (que) votou no ex-operário na busca de um futuro melhor, em que houvesse menos desigualdade econômica e social, com os trabalhadores deixando o limbo dos excluídos e, finalmente, adentrando no campo dos beneficiados na partilha dos bens produzidos pela sociedade. O simples pensar de um representante do PT no Palácio do Planalto era, ao mesmo tempo, o temor das elites e o sonho das massas”, escreveu Tomislav R. Fermenick. 

Concluo a crônica pedindo permissão do escritor poriguar para usar a frase que escreveu no final de seu artigo O TRISTE FIM: “quem acreditou e votou no PT não merecia isso”. 

sexta-feira, 11 de março de 2016

OS ATOS, OS FATOS E A IMPRENSA!

                    Senhor Deus dos desgraçados! (Castro Alves (1847 - 1871) 


Como jornalista (SJP/Am-210/2) e Assistente Social (CRESS/Am/RR/1216) observo com grande apreensão e preocupação, os conflitos sociais existentes entre os atos, os fatos e as divulgações feitas pelos companheiros jornalistas. A imprensa não cria atos ou fatos, apenas os divulga com mais ou menos intensidade. Se de forma isenta ou imparcial, não cabe a mim discutir. Se o faz de forma parcial talvez seja para que a sociedade coletiva possa criar seu próprio juízo crítico de valor sobre o que está se passando no país. Se também inédito pedido de prisão do ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi com o desejo de fazer frear o movimento que ocorrerá no Brasil no dia 13 pedindo o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Ministério Público de São Paulo pode ter ofertado gasolina para debelar o fogo que queima de norte a sul o país, a chama dolorida da corrupção. À imprensa coube noticiar o fato durante entrevista coletiva convocada pelo Ministério Público enquanto no mesmo horário, em o hotel em Brasília, o Ministro da Fazenda de Dilma Rousseff, realizava reunião com líderes de movimentos sociais para discutir uma saída para a crise financeira pela qual passa o pais, se refletindo diretamente na política. Temo acirramento de confronto entre os que são contra e a favor do impeachment da presidente, sobrando mais uma vez para os veículos de comunicação do Brasil e os companheiros jornalistas que só cumprem as pautas que lhes dão. Se os veículos de comunicação repercutem os mesmos fatos, é porque são importantes e relevantes para a opinião pública fazer juízo crítico de valor. Culpar jornalistas por cumprir seu dever é uma total e insano ato de bestialidade. O direito à informação livre e constitucional. A pessoa assiste o que quer, no canal que quiser e pela emissora que desejar e considerar a menos parcial ou tendenciosa. A imprensa e os jornalistas não criam escândalos, nem escondem contas secretas, muito menos se recusam a receber intimação de quem quer que seja, como fazem políticos investigados e denunciados pelo STF, por envolvimento em desvio de recursos investigados na operação “Lava Jato”. Alguns advogados de defesa juram que estão certos em fazê-lo porque estariam amparados pela Constituição, que os considera inocentes, até prova final de condenação transitada em julgado, agora a nível de segunda instância. 

O Brasil não merece continuar presenciando sequestros, prisões, mortes ou quebra de equipamentos de trabalhos da imprensa, necessários ao discernimento em uma verdadeira democracia. No dia 13 de março, os brasileiros irão às ruas. Não somente contra o PT, mas a favor de um Brasil livre da corrupção, pela democracia e pela volta da ética moral no serviço público. Em rede social alguém que disse “no dia todos contra o PT”, respondi que era a favor do Brasil e não contra o PT, porque o Partido dos Trabalhadores represente representa uma parcela radical ou não dos movimentos sociais do Brasil e o Brasil era uma nação ordeira, que deveria ter e receber a união de todos para fazer voltar ao seu ritmo de crescimento que existia e sair da terrível recessão que, como se fosse um câncer violento, que corroei as suas  forças políticas e destrói e as estruturas moral, social, ética e política do país. Temo pelo futuro de muitos deputados sérios, honestos e éticos que militam dentro do PT em todo o país. A crise econômica atual pode derrubá-los como se fossem pedras de dominó enfileiradas em pé, uma ao lado da outra e fazer surgir líderes que venham a se tornar depois, piores do que está sendo o PT. Só um ou uma presidente pior do que a atual Dilma Rousseff, para reabilitar o partido e colocá-lo no cenário político que jamais devia ter perdido.'

O radicalismo nas redes sociais deixou cego os críticos que só vêm problemas no Partido dos Trabalhadores e não em todos os outros partidos . A razão é simples: o PT já fora pedra, as atirava no telhado de vidro do PSDB de Fernando Henrique Cardoso. Agora o PT é vidro e todos jogam pedras contra ele. Contudo, queiram ou não os críticos, o PT também já foi uma árvore que produziu frutos. Infelizmente, a cegueira do radicalismo de uma grande parcela da sociedade  não querer admitir isso, negando os avanços sociais recentes do Brasil. Para conseguir a inclusão quantitativa e não qualitativa de alunos nas Universidades e vários outros programas sociais, o Governo Lula aproveitou muitos criados  no Governo de FHC e  os uniu em um só se aproveitou e pegando uma carona na estabilização da inflação brasileira ocorrida durante a presidência de Itamar Franco, que fez o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, seu sucessor. FHC, deu continuidade ao processo de ajustes econômicos no Plano Real criado por ele. Isso foi importante para que Lula pudesse realizar os programas sociais.

Se o ex-presidente Lula escondeu patrimônio em nome de laranjas ou não, caberá à Justiça investigar de forma isenta, imparcial, se atendo aos fatos, aos autos e não só o que a mídia divulga. Como já anunciaram os órgãos que representam os rádios, jornais e TVS, mais a ONU e a Fenaj e a Associação de Jornalistas Investigativos que não é exime de receber críticas. Mas o que não se pode e nem se deve é sequestrar jornalistas, fazer protestos à frente de uma emissora, depredar outras pelo Brasil à fora. Edinho Silva, Ministro da Comunicação do Governo, recebeu o protesto da categoria e prometeu providências, mas não senti muita força de vontade do Ministro em atender ao que lhe estava sendo pedido e teremos a oportunidade de notar se no Dia 13, na marcha em favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, alguma coisa se terá conseguido fazer para garantir que os colegas jornalistas possam exercer suas atividades com tranquilidade. O Brasil está sofrendo radicalização dos movimentos sociais e uma grande perda de identidade moral, social, ética e política no serviço público, com respingos na imprensa brasileira, cujo país passou a ser o quinto mais perigoso para o exercício profissional, mesmo representando na pirâmide social,  o quarto poder da democracia e nada mais. Basta!

Com a frase do poeta baiano Castro Alves, peço a Deus dos Desgraçados que proteja a todos os “desgraçados” jornalistas que cobrirão com orgulho e amor ao Brasil a passeata do dia 13 de março pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff. Se sairá ou não o impeachment, isso será outra questão a ser divulgada pelos companheiros jornalistas