segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O TEMPO E O NADA!


Se o tudo existe, o nada também existe dentro da dualidade da vida. Para que exista uma coisa, tem que existir necessariamente outra ao contrário. Contudo, como deixei de contar a passagem do tempo, saibam que hoje fiquei apenas um ano mais chato, rabugento para com meu trabalho, além, exigente e experiente para comigo mesmo. Porém, não vi o tempo invisível passar, o senti apenas no corpo. Na mente, não!

Se observarem um par de óculos 8,5 graus transportando um corpo de 71 quilos, andando lento, olhando com seus olhos auxiliares, levantando-o para deixa-lo saibam que sou eu, caminhando lento dentro das verdes áreas do Condomínio,  olhando tudo, inclusive os periquitos, elogiando o que entendo como correto para ser elogiado e criticando e apontando soluções para  o que entendo estar errado e que precisa mudar para uma boa e correta administração condominial, na condição de presidente do Conselho Fiscal do Condomínio. O tempo me amadureceu e amadureceram os valores éticos, morais, administrativos e conceituais que já possuía.  Não me mudou em nada além da idade contada em 365 dias do ano!

Como jornalista, recebi e perdi prêmios. Perder ou ganhar faz parte da disputa. Em literatura, não pode haver empate.  Continuo o mesmo! Só mudei no humor a partir de 2006, quando perdi meu lóbulo responsável pelo riso e passei a viver com  duas infecções que se apossaram do meu cérebro. Porém, se tivesse que viver tudo de novo, mudaria poucas coisas e ajustaria outras, mas em nada mudaria a criticidade que mantenho com relação aos fatos sociais que observo, ao longo dos 57 anos de vida que completo todo ano, mesmo que não queira. Se bem ou mal vividos, pouco me importa saber por que a história marcará minha passagem e contará a história que vivi. Também teria concluído o curso de direito e depois concluiria os cursos de Comunicação Social e Serviço Social. Seria teórico social de novo e quanto ao que fiz, nada mudaria.



Obrigado de coração a todos os amigos que me parabenizaram,  antes que ficasse mais velho.  Destaco minha tia no RJ Maria Auxiliadora Costa, os membros da família, a esposa Yara Marília Queiroz,  Diniz Alexandre Pereira, o ex-presidente do CDL Amazonas a quem tive o orgulho de assessorar em sua profícua gestão ao lado do diretor de comunicação Paulo Monteiro, à poetisa sensível e maravilhosa Luiza De Marillac e tantos  outros não menos importantes, cujos nomes...foram tantas as paralelizações pelo facebook  e whatsapp. Destaco uma com orgulho o nome de Toinho Saoud, com quem tenho desavenças, mas nos entendemos, nos respeitamos, admiramo-nos mutuamente. 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

ZFM 50 ANOS, PARA QUE SERVIRAM?



Os 50 anos do modelo de Zona Franca de Manaus serviram para quê, além de produzir uma ilha de riqueza cercada de miséria na periferia de Manaus? Quase nada!

Tirou o Amazonas e a Amazônia do isolamento em que vivia pós-Fastígio da Borracha ou “Ilusão do Fausto”  como afirma a professora  da Ufam, Edneia  Mascarenhas Dias. Também  criou  um “exército de reserva” mal remunerada e deixou a Floresta em pé,  mesmo à custa da miséria de seus verdadeiros guerreiros guardiões, os homens que vivem no seu interior, isolados, pobres e muitos deles sofrendo com a falta de políticas públicas que as alcancem. Vivem sem luz, água, sem arco e flechas como os índios do passado viviam, hoje quase extintos.

Depois do Governo José Lindoso e o também  já falecido superintendente da Suframa, Ruy Alberto Costa Lins, decidiram criar Leis e oferecer incentivos fiscais às indústrias de eletrônicos instaladas no Distrito Industrial, para que desenvolvessem novos projetos e investimentos no interior do Amazonas, aproveitando o potencial que já possuía, surgiram  projetos de Dendê, em Tefé, de Palmito, em São Gabriel da Cachoeira e, mais recentemente  o “Terceiro Ciclo”, no Governo Amazonino Mendes! Contudo, não a tirou totalmente do isolamento. A BR-174,  do Governo Militar, nunca chegou a ser concluída inteiramente em pouca coisa foi útil. Durante todo o período da ZFM, não usaram recursos para investir em pesquisas biotecnológicas e a solução cabocla idealizada por Jeovan Barbosa de ligar o município de Itacoatiara ao Estado do Pará e  ao resto do Brasil e do mundo por pontes, rodovias  encontra resistências políticas. A Superintendente da Suframa, Rebeca Garcia, agora sinaliza na busca de investir em pesquisas biotecnológicas e encontrar sua verdadeira vocação, como já ocorreu no passado.  

Logo no seu início da implantação de suas primeiras fábricas,  os jornais de Manaus diziam que a ZFM seria um modelo que poderia “ser desmontado e transportado em uma pasta para qualquer lugar” como se fosse um produto descartável, principalmente próximo do fim dos seus primeiros 30 anos previstos no decreto 288/67.  Contudo, a Federação da Indústria do Amazonas,  Associação Comercial do Amazonas e o Centro da Indústria do Amazonas, lideranças empresariais que existiam na época e eram fortes no Amazonas lutaram  e conseguiram, em 1997, que o Governo Militar  o prorrogasse por mais tempo. Depois, na Constituinte, o político amazonense Bernardo Cabral, incluiu outro tempo para que o modelo continuasse existindo e, no Governo Lula, a ZFM ganhou mais 50 anos de fôlego para  respirar e viver, mas sem investir em pesquisas e encontrar sua verdadeira vocação que está na sua biodiversidade.

50 anos depois, porém, a Zona Franca resiste e transformou a cidade de Manaus em uma ilha cercado de problemas sociais por todos os lados, fazendo surgir vários estudos científicos. Um dos que mais me marcaram como aluno de Serviço Social, foi à publicação de “Zona Franca de Manaus: os filhos da era Eletrônica, pesquisa realizada por Edila Arnaud Ferreira Moura et, alii, publicada pela Associação de Universidades Amazônicas, Universidade do Amazonas, Universidade Federal do Pará ( 1993, 141 páginas, integrante da série “A pobreza e o Meio Ambiente na Amazônia, vol 2), que contou com a participação do médico e pesquisador amazonense José Maria de Castro Santana. Na pesquisa, “se procurava apenas compreender a realidade das populações pobres da Amazônia e desnudar o fato de que as crianças são os seres mais afetados pelo impacto das visões desenvolvimentistas que se impuseram na região, nas últimas décadas”.



50 anos depois, quase nada mudou e em alguns itens sociais, até piorou, porque a Zona Franca não investe em pesquisas para se tornar independente e encontrar na sua biotecnologia abundante, seu único e verdadeiro modelo de desenvolvimento sem depender do Governo Federal com suas constantes e até abusivas medidas econômicas que, uma vez tomadas no calor dos debates políticos, afetam diretamente ao modelo de desenvolvimento do Estado.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

"SOCIEDADE DE BANDIDOS SOLTOS!


“Se precisarmos de polícia para sermos, (sic) honestos, somos uma sociedade de bandidos soltos”.

De todas as frases que já li sobre a crise institucional, moral, ética e financeira no Estado de Vitória, que tem por capital o Espírito Santo, a do psicólogo e teólogo Sérgio Oliveira, foi uma das mais inteligentes, lúcidas e coerentes que já li nas redes sociais. Outros escritos sobre a mesma crise, como a de Alexandre Garcia, apresentam um Brasil antes de 64 e outras mais diretas, dizendo que em qualquer crise “chama o Exército que ele resolve”. Contudo, nesse momento, a presença do Exército no comando do Brasil, é desnecessária e poderia ser e ter uma atuação desastrada, em termos de megalomania institucional, com a imposição de novo período de censura militar e com a presença de federais nas redações dos meios de comunicação. O psicólogo, Sérgio Oliveira, com muita sensatez, se questiona sobre pessoas que se aproveitam de uma situação específica para também roubar mesmo sem serem ladrões, aumentando ainda mais a insegurança pública na linda capital e concluiu com razão que “se precisarmos de polícia para sermos, (sic) honestos, somos uma sociedade de bandidos soltos”.

O que o Brasil precisa é mais do que polícia: quer que os poderes executivo, legislativo e judiciário cumpram seus deveres e não se vendendo e vendendo sentenças para prender e soltar ninguém. Mas essa realidade está mudando, felizmente, mas não tão rapidamente quanto à sociedade deseja, porque continua podre e se vendendo também para candidatos populistas e endinheirados com dinheiro de corrupção, que fazem suas campanhas e depois, descobertos, anunciam que “minha campanha recebeu recursos legais e tudo foi declarado à Justiça Eleitoral e minhas contas foram todas aprovadas”, como se a fiscalização eleitoral tivesse o mesmo poder de investigação que a Polícia Federal tem. O mais comum é ler sobre notas fiscais falsas, só descobertas em perícias realizadas pela PF.


Alexandre Garcia, em sua crônica “Espírito Santo Nada” fala sobre as imagens dos saques praticada por bandidos “ainda não profissionais, chocam, mas não surpreendem”. Segundo Garcia, não precisaria ser adivinho para saber que o Brasil terminaria assim. Depois,  segue mais pelo lado político como se poderia esperar. O psicológico Sérgio Oliveira, porém, analisa a mesma crise moral, social e ético da sociedade coletiva pelo lado psicológico e chama a atenção para o fato de pessoas comuns “ainda não profissionais”, se envolverem em roubos de lojas e devolverem os produtos furtados  só depois  de descobertos e identificados pela polícia, nas câmeras existentes. O “arrependimento” não torna o roubo, desonestidade, falta de caráter, ética social, menos grave,  continuará sendo um roubo e, do mesmo modo, um crime de roubo!

O que falta à sociedade, também falta em políticos: compromisso com o coletivo, com o SER e não com o TER. Felizmente, está sendo resolvido, com atropelos, a crise moral coletiva da sociedade, mas continuará sendo difícil, muito difícil mesmo, se chegar a um nível aceitável de honestidade, porque o problema  da falta de moral, começa na pirâmide social e termina em que deveria ser e dar exemplos à sociedade que os elege: os políticos. Se a sociedade apodreceu, não poderia exigir que elegesse bons políticos para nos representarem. É lamentável que tudo que não presta se espalha como rastilho de pólvora na era das mídias sociais: o mesmo pode ocorrer também no Rio de Janeiro, também quebrado e com um governador Pezão e seu vice, Dornelles, cassados, com direito a recursos e ainda nos seus cargos. Será o caos e talvez o Exército assuma tudo de vez, já que está cumprindo sua  função de “Aparelho de Estado”, apagando incêndios em revoltas como a de Santa Catarina, rebeliões em presídios etc. A conclusão que chego é: onde o Estado se torna ausente, o Estado Paralelo se faz presente e se fortalece cada vez mais!


Está ficando muito perigosa a situação e parecendo com o clima que levou ao Golpe Militar de 64, mais agravado pela corrupção que envolve alguns políticos!

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

A VIDA QUE LEVO...!


Durmo

Ouvindo orquestra afinada de pássaros.
Acordo
Com matilhas desafinadas no Condomínio Mundi:

Essa é a vida que levo!
Um escravo do celular!
Que uso para anotar tudo e

Não podendo desligar!

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

QUANDO...


...o pensamento começa a voar:
O certo pasaará a ser errado;
o moral; será imoral,
A ética  virará besteira:
A honestidade será banalizada!
Depois, a bestialidade dominará tudo
E o caos social passará a ser visto por poucos:
Contudo, a escuridão intelectual se tornará prática comum!
A bestialidade coletiva será aceita,
A criticidade; considerada idiotice, cafonice, “besteirice...”

II


(o abismo e destruição moral tomará forma, invadirá  tudo
se tornará normal e natural junto com o resto.
O bom passará a ser ruim e o perfeito
Será imperfeito!)

sábado, 4 de fevereiro de 2017

INVERDADES E MEIAS VERDADES NAS REDES SOCIAIS!



“Compartilhe porque o Brasil inteiro precisa conhecer essa manobra aprovada na calada da noite...”. Esse é principal apelo de notícias mentirosas ou com meias verdades que circulam pelas redes sociais, para sensibilizar aos incautos úteis. 

Notícias fantasiosas, sem nexo, lógica entre causa e efeito e nem fonte confiável, hoje enganam mais do que conseguiam enganar no passado, sem redes sociais. Como jornalista, depois de concluído o curso de Assessoria de Comunicação Social Integrada no RJ ,retornado para Manaus, e sendo considerado tarimbado por jornalistas mais jovens  por já  ter exercido os dois lados da mesma notícia, como Assessor de Imprensa e Editor Geral de Jornais também assumo que plantava  “balões de ensaios políticos” e cheguei a escrever e que “plantei notícias falsas” propositais para  .sentir no dia seguinte o que ocorreria na opinião pública e orientava melhor com quem trabalhava.  Contudo, os tempos mudaram, as mentiras se sofisticaram e até leis já foram criadas e publicadas no “Diário Oficial da União” para parecer ainda mais verdadeiras e aumentar o apelo pelo compartilhamento. Foi assim que o prefeito Manoel Ribeiro conseguiu implantar a cobrança do Imposto Sobre Serviço em Manaus, quando era Editor Geral no Diário do Amazonas.

No dia da reeleição de Dilma Rousseff, um áudio matando o doleiro Alberto Yousseff, durante um exame em um hospital, o que foi desmentida pela Polícia Federal do Paraná, onde estava preso, dando início à “Operação Lava Jato”, durante o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff áudios anunciaram que os “vermelhos” estavam na fronteira  do Brasil, prontos para iniciar uma guerrilha para impedir o impedimento da presidente impopular, áudios de, supostos membros do Serviço Reservado do Exército, a PP2, pediam que a população do Brasil estocasse água, alimentos e remédios porque o país entraria em guerra, áudios de generais da reserva perguntavam pela Liberdade, que foi negada aos brasileiros durante sucessivos anos dos Governos Militares. Deram várias fazendas à Dilma Rousseff, no Pará, em nome de sua filha e contas secretas na Suíça teriam sido descobertas e insistentemente acusavam todos os simpatizantes, eleitores e membros do partido de PTrabalhas, etc.

De tudo que li de mentiras em redes sociais, uma delas foi uma suposta reforma da Lei Orgânica da Magistratura que beneficiaria filhos dos juízes e ministros em idade escolar até os 24 anos, depois  que o Ministro do STF Teori Zavascki,  já  havia convocado a senhora Marisa Letícia para depor, quando o viúvo Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que os que os órgãos da primeira dama seriam doados, profissionais da área de saúde se manifestaram em redes sociais garantindo que ela seria alcóolatra, sugeriam que o cérebro fosse doado a ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff e criaram uma tabela de idade para doação de cada órgão,  só que a Ex-primeira dama faleceu antes de completar seus 70 anos. Foi muita falta de respeito à esposa falecida do ex-presidente Lula.

As redes sociais, hoje no Brasil e no Mundo,  estão sendo usadas para o bem e para o mal, para fins sexuais e de chantagens virtuais, para extorquir incautos e também para promover encontros e protestos que mudam os rumos de um país, derrubam governo e fazem surgir piores ou melhores, como foi o caso do Brasil, que promoveu o impeachment de uma presidente eleita, que quis nomear um ex-presidente Lula para a Casa Civil. Não o fez porque  a população foi às ruas alegando que a nomeação de Lula seria para blindá-lo contra as investigações da Lava Jato. Contudo, o presidente Michel Temer, “promoveu” Moreira Franco e deu-lhe blindagem contra as mais de 30 acusações de executivos da Oderebrechet, que apura a Lava Jato.  Michel Temer, defendendo sua atitude, explicou que havia diferenças entre o que Dilma Rousseff queria fazer com Lula e fez com Moreira Franco, dando-lhe status de Ministro, blindando-o também. Agora, ele passa a ter fórum privilegiado e só poderá ser investigado pelo STF, como seria feito com o chefe da Casa Civil.  As redes sociais, agora  quase não  repercutiram esse fato, ninguém foi às ruas, como fizeram contra o Governo desgastado e impopular da ex-presidente Dilma Rousseff. Isso é difícil de entender, como uma situação mereceu revolta e repulsa da sociedade e outra exatamente igual, não passou de uma mera explicação da promoção e blindagem de Moreira Franco.



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

HIPOCRISIA, APENAS!




Hipocrisia, apenas, é o que está sendo com a falsa sensação de segurança e de tranquilidade que as Forças Armadas impuseram aos presos!

Se fossem usar detectores de metais por tempo indeterminada em todas as revistas que realizassem nas prisões encontrariam armas, drogas e celulares. Contudo, serão por tempo determinado de 90 dias e somente resolverão problemas pontuais e não será a solução do problema principal: o livre comércio e consumo de drogas dentro das prisões, além de uso de celulares e redes sociais. Com o trabalho das Forças Armadas, haverá redução no número de rebeliões, aliviando a pressão, mas continuará sendo uma falsa sensação de solução dos problemas, ou hipocrisia, apenas. Depois do fim do trabalho das Forças Armadas, as facções retornarão com mais força e poder e outras medidas precisarão ser implantadas para matar a raiz do problema no complexo, dominado e explosivo sistema carcerário do Brasil. Hoje, as facções mandam e desmandam nos Estados que as obedecem sem demora e sem discussões: elas matam e degolaram pessoas em Manaus, Roraima, Natal, MG e outros Estados. Pode voltar a acontecer de novo!

O Brasil precisa urgentemente a Justiça optar pela aplicação de pena social destinada ao tratamento dos condenados dependentes de drogas e outros membros da sociedade mais carente, que também sofre do mesmo drama e não podem custear prolongados tratamentos em clínicas particulares. Com a ausência do Estado, os tratamentos de dependentes químicos estão sendo realizados, principalmente, por Igrejas Evangélicas. Os tratamentos para livrá-los do vício são demorados, caros e famílias mais carentes não podem custear. Se para que isso venha a ocorrer se for tiver que mudar Leis, Constituição e tudo o que for preciso, que se faça, inclusive mudando também os políticos que criam as leis. Enquanto a sociedade não mudar sua maneira de pensar, agir e votar, o problema prisional continuará existindo. Felizmente, o Brasil está mudando aos poucos, mas está!

Qualquer vício é uma doença adquirida depois do nascimento. Livremente ninguém admitirá que seja viciado e deseje voluntariamente e sem imposição legal, se livrar dele, a não ser por medida coercitiva de um juiz e controlada pelo Estado. Além disso, outras medidas precisam ser implantadas depois para manter o controle dos que forem tratados, como já existiu no passado em Manaus, com uma ala destinada a um hospital penitenciário. Isso deveria ocorrer em todo o Brasil, mas até em Manaus o hospital de custódia para detentos foi desativado e nunca mais nada ocorreu. Notícias do Governo anunciaram um hospital só para tratar dessa doença que está dizimando a juventude. Contudo, a SEMASH, secretaria municipal que cuida dos problemas, inclusive de viciados em drogas, continua enviando-os para clínicas particulares, mesmo com o hospital anunciado inaugurado e entregue.  Para cada caso será um caso a ser visto com olhar de estranhamento e preocupação porque a questão social da droga precisa ser enfrentada urgentemente, dentro e fora das prisões.


Hoje, a atuação das forças armadas nas prisões não passa de uma ação de enxugar gelo e fazer chover no que já está molhado. Depois, tudo voltará com mais força depois do fim do trabalho do Exército nas prisões.