quinta-feira, 14 de julho de 2011

VIAGEM AO MEU PASSADO NO RJ: INESQUECÍVEIS RECORDAÇÕES


Carregando meus leves vinte dois anos às costas, visitei, “sem lenço e sem documento”, a praia de Copacabana, nos anos 80, quando uma cigana me parou e pediu para ler minha mão. Disse-lhe que estava desprovido de qualquer dinheiro.
- Eu a leio de graça – respondeu-me a cigana, vestida com saia longa, típica das ciganas.
Estendi a mão e ela fez uma previsão que se confirmou:
- Você vai ter dois casamentos e dois filhos homens – previu a cigana!
Mas como? Namorava uma moça em Manaus há mais de cinco anos e nem pensava em casar-me com ela!
Em uma festa de inauguração, conheci a que viria a ser minha primeira esposa. Casei-me com ela em pouco tempo. Era uma pedagoga. Com ela, não tive filho; já tinha um filho de outro relacionamento!
Separei-me 12 anos depois e não pensava em outro casamento. Decidi morar com meu filho. Quando comecei a namorar a minha atual segunda esposa, uma advogada, ele se rebelou, não aceitou e decidiu morar com a mãe que ele convivera. Saiu de casa.
Tive um segundo filho homem com minha atual esposa, embora desejasse uma mulher!
Estou narrando isso porque assisti com muita atenção ao programa “Globo Repórter”, apresentado pela Rede Globo, que falou sobre o tema abordando-o sobre os seus vários aspectos.
Concluída a Faculdade de Jornalismo, nesse período, tinha ido fazer especialização ao Rio de Janeiro em Assessoria de Comunicação e Marketing Empresarial com bolsa de estudos oferecida pelo saudoso superintendente da Suframa, Ruy Alberto da Costa Lins. Comecei morando com oito outros alunos, mas me mudei! Sempre fui meio rebelde!
Não existia ainda a estátua de bronze de Carlos Drumond de Andrade no início da praia de Copacabana – da qual roubaram os óculos, uma maldade!
Inicialmente, morei no Hotel Brasil, um dos mais baratos, logo depois me mudei para outro hotel, onde funcionava no seu porão a Boate Barbarella. Hoje não sei ainda existe. Com amigos, frequentava  restaurante de “Prato Numerado”, no qual se podia fazer variadas combinações: era só pedir pelo número e misturar tudo em um prato só.
Nessa época, conheci muitos artistas e jornalistas, como Sérgio Souto, de origem Acreana, que acabara de ganhar o “Festival Brahma” com a música composta por Amaral Maia,  “Falsa Alegria”, ambos muito jovens ainda. Do compositor de “Falsa Alegria”, recebi um livro autografado de poemas que publicara. Com o jornalista Anibal Júnior, convivi bastante. Ele era separado e tinha um filho, que hoje deve ter um pouco mais de 30 anos! Como o tempo passa, hem, mas lembranças boas nos marcam!
Muitas vezes, com o jornalista Anibal Júnior, na sua Brasília, ia ao estacionamento da Petrobrás, onde se reuniam as “moças” que não levavam uma vida nada fácil. Quando os carros da polícia se aproximavam, fugíamos em disparada.
A outros cantores fui apresentado por Sérgio Souto, mas não lembro o nome agora e prefiro não citá-los para evitar falhar o nome de alguém. Lembro-me apenas do sambista João Nogueira, pai do hoje cantor de samba Diogo Nogueira.
Frequentei muito o “Bola Preta” e, mesmo com pouco dinheiro, que eu nunca tinha, vivi intensamente no Rio de Janeiro.
Essas lembranças que me vieram à memória depois que assisti ao programa sobre adivinhações, apresentado por Sérgio Chapelein, pela Rede Globo de Televisão. Ah, que viagem fiz em um tempo que passou tão rápido e deixou em mim tantas saudades.

O CODEFAT ERROU E QUALIFICOU MAL A MÃO-DE-OBRA

 
Excesso de oferta de vagas no mercado e falta de mão-de-obra qualificada. Esse é o drama vivido hoje pelas indústrias, área de serviços do Brasil.. Já tinha certeza que seria questão de tempo para isso acontecer. Embora sendo apenas um técnico, jornalista, assistente social e não futurólogo, por dois mandatos alternados assumi como presidente da Comissão de Emprego e, na oportunidade, me rebelei contra a prática de aprovar cursos de qualificação de apenas seis horas aulas e, agora, isso parece que foi mudada para mais de 200 horas. O resultado de qualificar pela quantidade e não pela qualidade foi um erro e as conseqüências estão surgindo agora!

Também como presidente da então Comissão Estadual de Emprego, apresentei ao Governo do Estado projeto para transformar as fábricas desativadas no Distrito Industrial em Centros de Formações Técnicas que também poderiam ajudar no processo de qualificação de mão-de-obra. O projeto foi considerado muito bom. Mas, infelizmente, não foi implantado.

Hoje, o que previ como presidente, coordenador e autorizador da distribuição dos recursos financeiros do Fundo de Amparo ao Trabalhador - FAT, já está acontecendo: há vagas, muitas vagas, mas faltam trabalhadores qualificados, que tenham o mínimo de conhecimento de português, matemática e noções sobre outros assuntos. A culpa não é dos trabalhadores, mas da má qualificação promovida pelos recursos repassados pela Comissão Nacional do Fundo de Amparo ao Trabalhador, que aprovava os cursos sem critérios e os empurrava “goela abaixo” para as Comissões Estaduais executá-los. Não deu certo, como havia previsto. Hoje temos a prova dessa nefasta política de qualificação profissional da  quantidade em detrimento da qualidade.

Empregos há; mas a falta de qualificação adequada também. É uma conta que não consegue ser fechada nunca.  E o jovem é o mais prejudicado, principalmente porque procura seu primeiro emprego e não consegue. Os antigos cursos de formação técnica em escolas públicas e técnicas precisam retornar porque, para os jovens, sempre foram úteis, mas todos foram extintos.

No projeto pedindo a utilização de galpões de fábricas desativadas no Distrito Industrial e transformá-los em suporte para Centros de Qualificação Técnica direcionados especificamente para atender às fábricas do Distrito Industrial, de acordo com suas necessidades, seriam dados apenas complementos aos antigos trabalhadores dessas mesmas fábricas, altamente qualificados nas áreas que atuavam antes, mas que foram retirados das Escolas muito cedo e perderam completamente seus conhecimentos e habilidades teóricas, gerando dificuldades para que eles, hoje, resolvam simples equações matemáticas e de ortografia. A idéia, como já afirmei, morreu no nascedouro!

Tentando se redimir, o Governo criou o CETAM que tem mais ou menos 100 pessoas capacitadas em cursos de diversas áreas (auxiliar de enfermagem, informática, administração e outros) e tem um orçamento de mais de 10 milhões de reais, conta com recursos públicos e verbas das indústrias do Pólo Industrial de Manaus, mas não tem – e por isso não faz – a obrigação de informar o total de alunos empregados por esse Centro e colocados no mercado de trabalho como eram e ainda são obrigadas a fazer todas as entidades que recebem dinheiro do Fundo de Amparo ao Trabalhador. Uma vergonha!

quarta-feira, 13 de julho de 2011

TRÂNSITO, GUERRA URBANA DECLARADA COM MORTES ANUNCIADAS!


Trânsito travado nas grandes cidades, facilidade de “costurar” entre os carros, economia de combustível, baixa manutenção, além de vários outros fatores positivos, fizeram crescer o número de venda de motocicletas no Brasil. Junto com o crescimento, cresceram também os acidentes, mutilações e mortes.

E agora, motociclistas também estão tendo roubadas as motos e desmontando-as para revender suas peças para “sucateiros” que as compram e as revendem livremente.  Além das brigas de ruas por em função dos acidentes, quer por motivos psicológicos ou sociais. Motoristas estão se armando para enfrentar essa guerra urbana que é o trânsito das cidades que já não anda.  

Segundo fonte do Denatran, foram emplacas até o final de 2006, 7.990.000 motocicletas em todo o Brasil. As mortes aumentaram muito também, de motociclistas e pedestres Somando todos os tipos de motos em 2006, a Fenabrave informa que foram emplacadas 1.290.000 em todo o Brasil. O número de assassinatos de motociclistas, felizmente não cresceu no mesmo percentual 3% de emplacamentos de motos em 2006.

Se há desmonte e venda de peças de motos é porque há quem as comprem: investir na repressão nos “desmanche” para evitar essa comercialização, poderia ser um ponto positivo. Ou gravar o número do chassi das motos em todas as peças que a formam como foi feito com os carros que, hoje, têm gravação do número do chassi até nos vidros dos veículos. Os poderes públicos que expedem alvarás de licença poderiam exigir um cadastramento específico para esse tipo de comércio e, antes de liberar o alvará de funcionamento, poderia mandar fiscalizar todo o local antes.

Contudo, apesar do crescimento de mortes de motociclistas, os pedestres continuam sendo as maiores vítimas do trânsito. Em 2008, atropelamentos mataram pelo menos 9.474 pessoas. Os motociclistas - com 8.939 óbitos - ficaram em segundo lugar, seguidos pelos motoristas e passageiros de carros (8.120 mortes), informa o blog do coronel da PM/RR,BM,  Bengocheia, do Rio Grande do Sul. Além de isso representar um flagelo com proporções e custos altíssimos para o Sistema Público de Saúde e para o INSS. É pior do que uma guerra declarada mais pode ter volta.

 

Basta que os Departamentos de Trânsito do Brasil invistam um pouco o mais em campanhas de conscientização e repressão. As escolas públicas e privadas poderiam ser os alvos escolhidos haja vista elas possuírem os condutores futuro. Motorista que aprende a respeitar as regras desde pequeno pode educar seus pais ao volante de seus carros, também!

 

Também poderia ser revestido o Seguro de Acidentes, diretamente para a Previdência Social e esta arcaria com os custos dos acidentados e as despesas de internações hospitalares de vítimas de acidentes, embora esses valores sejam baixos. Mas compensaria. Outra forma, poderia ser calcular o seguro para motos de acordo com o número de acidentes que a pessoa pudesse ter sofrido ao longo do ano anterior.

 

São idéias para visar melhorar o trânsito do Brasil! E evitar as mortes!

terça-feira, 12 de julho de 2011

LIXO, UMA LUTA SEM TRÉGUA!



Excesso de lixo lançado pela população urbana em igarapés, córregos e vias públicas obriga os administradores em todo o Brasil a um trabalho hercúleo e quase inútil para recolhê-lo e depositá-lo em lixeiras apropriadas. No dia seguinte, o mesmo trabalho tem que ser feito novamente.

A falta de consciência ecológica e cidadania das nossas populações urbanas estão matando e sufocando o planeta Terra e nada restará depois que o homem for destruído pela sua própria inconsciência.

Toneladas e mais toneladas de lixo são recolhidos diariamente e despejados nas lixeiras públicas. Esse trabalho torna-se infindável  porque a população urbana torna a colocá-lo nos mesmos lugares, transformando o trabalho em uma verdadeira e campal batalha de “gato” e “rato”: de um lado, vassouras e pás são utilizadas na limpeza. Do outro, braços, pernas e falta de consciência e cidadania para sujá-los de novo.

A Associação Brasileira de Supermercados entrou no STF para derrubar a Lei aprovada em São Paulo e outros municípios do interior, que proibia e multava os supermercados que insistissem em distribuir sacolas plásticas à população. O STF derrubou a Lei porque previa multas; mas a essência da Lei está corretíssima! Só a aplicação de multas é que não estava!

Durante as chuvas, bueiros entopem, casas alagam, muros são destruídos, mas a população urbana das cidades não se conscientiza de andar alguns metros apenas para colocar o lixo nas lixeiras públicas. É uma autêntica batalha onde não há vencedor e só há um perdedor: a população mais carente! É triste ver isso!

Está na hora dos administradores públicos pensarem outra maneira de fazer com que voltem os antigos hábitos de um passado não tão distante quando cada pessoa que fazia compras fracionadas de pão, ovos, manteiga etc., recebia tudo o que comprava em sacos de papel e, no máximo, em papel manteiga, que se decompunham com o tempo.

O plástico, ao contrário, não se decompõe com a mesma facilidade! Até peixe, em passado recente, era colocado dentro de sacos de cimento, colados do lado do avesso e cuidadosamente fechados. Por que não incentivam o retorno a isso em vez de aplicar multas? A Educação é o caminho; não punição e aplicação de multas!






segunda-feira, 11 de julho de 2011

EM DEFESA DA ECOLOGIA



Tempos bons e lindos aqueles em que tínhamos que levar nossas próprias sacolas para trazer os peixes, dentro de sacos produzidos artesanalmente, dobrados e colados do lado do avesso; quando comprávamos nossos pães e os recebíamos dentro de sacos de papel; quando comprávamos manteiga “cabeça de touro” em latões e a recebíamos embrulhada em papel manteiga. Éramos felizes naquele passado não tão distante, que não resistiu ao progresso tecnológico e logo se rendeu à produção do plástico, que não se decompõe facilmente na natureza.

Surgiu a palavra ecologia, do grego “oikos”, que significa casa e “logos”, que é estudo. Por extensão, ecologia seria o  “o estudo da casa”ou, de forma genérica, do lugar onde se vive, segundo a definição clássica.  Ecologia, na essência pura da palavra, seria a ciência que estuda as interações entre os organismos e seu ambiente, ou mais precisamente ainda, é o estudo científico da distribuição e abundância dos seres vivos e das interações que determinam a sua distribuição. Essas interações podem ser entre seres vivos e/ou com o meio ambiente, ainda de acordo com a definição clássica da palavra.

Deixando um pouco o classicismo de lado e voltando à realidade, sinto saudades do tempo em que tudo se embrulhava em sacos de papel e o peixe era vendido aos gritos, assim: “peixeiro, peixeiro!”, quando um monte de vendedores corria ao mesmo tempo para tentar vender um, chamava-se “saqueiro”, “saqueiro”. Os sacos eram construídos no dia anterior, a partir de saco de cimento virado do avesso e colados de forma firma para não se saltarem!  Por que hoje tudo tem que ser colocado dentro de sacos plásticos que não se decompõem e enchem os lixões das cidades?

Por que hoje tudo tem que ser acondicionado em sacos plásticos? Qualquer compra, em qualquer supermercado, sai embalada em sacos plásticos!

Será que é tão difícil se voltar um pouco no tempo e, nesse caso, não aceitar esse “progresso” tão irresponsável, que destrói o meio ambiente? Será que é mais fácil ser irresponsável em nome do progresso ou responsável em nome de um progresso que destrói as coisas boas de um passado tão recente?

domingo, 10 de julho de 2011

Twitter

Bom dia, Aqui é o mantenedor do Blog Jornalismo Carlos Costa.

Só um comunicado rapido.
Hoje, Criamos a primeira conta do twitter, aonde será dito o dia-a-dia do escritor, e será atualizado com previas do seus proximos textos.

Porfavor, Siga-no

https://twitter.com/#!/CarlosCosta60

sábado, 9 de julho de 2011

"NESTE GOVERNO, OS SISTEMAS DE CONTROLE INTERNO FUNCIONAM". E ANTES...?


Uma pergunta óbvia fica no ar: antes não funcionava por quê? O próprio ministro do Controle e da Transparência, declarau isso em página publicada na página da CGU no último dia 22. O próprio Ministro oferece-nos a resposta: “realmente, nos governos anteriores o controle do Poder Executivo jamais funcionou”. É uma pena o ministro admitir isso porque ele já foi Ministro dessa mesma pasta por mais de uma vez! O reconhecimento público de “ingerências políticas estranhas para que a CGU não funcionasse”, pelo menos já é um alento!  

O importante é que o Controlador Waldir Pires está fiscalizando e cobrando metas dos administradores públicos.


Na Revista Isto É, (N° Edição:  2173   os jornalistas  Alan Rodrigues, Lúcio Vaz e Luiza Villaméa mostram que os prefeitos  Antônio Teixeira de Oliveira,  (do PT,  Senador Pompeu,  CE);  Marcos Alberto Martins Torres (PSC – Nova Russas – CE); João  Batista dos Santos (PMDB – Santo Inácio – PR); Welinton Fernandes Rodrigues (PR – de Campinaçu –GO); Marcos Airton Alves de Araújo (PR- Lençóis – BA); Joyusson Vieira dos Santos (PSDB – Utinga – BA); Everaldo Caldas (PP – Elíseo Medrado – BA) e Roberto Goés (PDT – AP), estão ou já foram presos por malversação de dinheiro público, todos acusados pelo Ministério Público. Alguns, junto com seus Secretários de confiança; outros, sozinhos. 

Como se vê pela lista, há corrupção de prefeitos em quase todos os partidos, inclusive no do PT, que deveria ser um exemplo de transparência! Afinal, foi com esse discurso, que Lula venceu as duas disputas para a presidência.

 O prefeito mais idoso do Brasil, Suzumo Itimuro, da cidade paranaense de Uraí, no norte do Paraná, japonês de nascimento, mas naturalizado, foi cassado pela Câmara de sua cidade  acusado por fraudes e pagamentos não realizados. A Polícia Federal diz saber como agem essas quadrilhas – tudo passa por fraude nas licitações e superfaturamento de contratos com fornecedores de produtos e serviços para saquear os cofres públicos e depois dividirem o dinheiro desviado.

Com a atual lei 8666/93 (Lei de Licitações Públicas), o próprio prefeito ou um de seus assessores mais diretos exige que o prestador de serviço fixe um sobrepreço; também ocorre o conluio entre as empresas, pertencentes a políticos com mandatos, mas em nome de “laranjas”, para obrigar a Prefeitura comprar por um preço acima do mercado. Há, ainda, a possibilidade legal de se fazer um aditivo em até 25% do valor global de um contrato, sobre qualquer pretexto.  Isso também permite à fraude.

Com a descentralização das verbas, os órgãos de controle público esperavam que houvesse um maior controle sobre os recursos por parte da própria sociedade. Mas como, se o Estado nunca se aparelhou para isso de forma eficiente e eficaz?! Conselhos não têm poder! No máximo, denunciam e o denunciante é perseguido na cidade. São raros os Conselhos de pais de alunos, por exemplo, que denunciam a falta de merenda escolar e a baixa qualidade de carteiras e de material didático, porque são pressionados pelos prefeitos que os nomeiam. Era o que deveria acontecer; mas não acontece! “A expectativa otimista, e até romântica, de que os Conselhos locais dessem conta de evitar os desvios se mostrou um equívoco”, afirma o ministro-chefe da CGU. Se os Conselhos não atingiram seus objetivos, por que não pensar em outra forma de controle ou dar mais autonomia aos membros dos Conselhos? Hoje, eles não têm nenhuma!

Como ex-presidente por dois mandatos na Comissão Estadual de Emprego no Amazonas respondi a muitas manifestações da CGU, questionando-me sobre assuntos de gestões anteriores, das quais não tinha conhecimento ou qualquer responsabilidade!  Na prática, a maior transparência na distribuição dos recursos dificultaria a vida dos prefeitos corruptos, mas não impediram os desvios; mas, ao contrário,  aumentaram.  Esse modelo de Conselho não deu certo e nem dará porque os corruptos indicam pessoas para compô-los. “Implantar mais um Conselho! Já não aguento mais! Podemos ser os mesmos membros dos outros Conselhos que já funcionam? Para quê mais um Conselho?”, Era o que me questionavam os prefeitos das cidades do interior no Amazonas para tentar, inutilmente, implantar e depois fazer funcionar as Comissões Municipais de Emprego, sem as quais a Comissão Estadual não poderia  liberar recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador – FAT.

Conforme escreveram os jornalistas na revista “Isto É” já citada, “para aprimorar as ferramentas de controle e investigação, a própria Polícia Federal precisaria criar uma unidade especializada apenas nesse tipo de crime”. Eles acrescentam:  “atualmente, as fraudes contra a administração pública são investigadas pela Coordenação-Geral de Polícia Fazendária, que apura muitos outros crimes, como contrabando e sonegação fiscal”. Outro entrave no combate aos desvios que os jornalistas da “Isto É” apontam  “é o fato de os processos não culminarem na devolução do dinheiro desviado.  

O Ministro Waldir Brito, meio que desolado com a roubalheira nacional, diz: “como prevalece à presunção da inocência, os réus têm tantas possibilidades de recursos que os processos não caminham para a condenação final”, reclama. O delegado Souza, da Polícia Federal, concorda e acrescenta: “se não há punição, outras pessoas se sentem encorajadas a praticar o mesmo crime. Há a percepção de que o Estado não está presente.”

A boa notícia, em tese,  é que, na terça-feira 28, a presidente Dilma Rousseff assinou um decreto essencial para a fiscalização. Agora, todas as transferências obrigatórias por lei – caso do SUS e da merenda escolar – só poderão ser movimentadas em contas específicas, por meio eletrônico, mediante crédito na conta do fornecedor ou prestador de serviço.

Mas só isso ainda não elimina a fraude; melhorará, provavelmente! “Acabou o saque na boca do caixa”, comemora o ministro-chefe da CGU. Ao mesmo tempo, a presidente prorrogou por 90 dias o decreto de liberação dos restos a pagar de 2009. São recursos de obras que já estavam contratadas, mas havia faltado dinheiro para a execução. Com a medida, os prefeitos ganham mais R$ 3 bilhões para fazer pequenas obras nos municípios, ou "desviar" mais R$ 3 bilhões e dar mais trabalho aos auditores e policiais.