domingo, 19 de novembro de 2017

UMA PESCARIA INESQUECÍVEL...(LÚCIA/SÉRGIO)


Levado por minha esposa, atravessamos a Ponte Phillip Daou e seguimos pela estrada Manuel Urbano, entramos na pista da Cidade Universitária, dobramos em um ramal, já dentro da inconclusa, quase abandonada e sem energia na  nos postes que existetentes em toda a extensão dela.  A estrada, sem placas, inclusive na rotatória, é sinalizada apenas com “olhos de gato”, dividindo as três pistas sem nenhuma placa mesmo com tintas fosforescente. Suzamar, disse que algumas pessoas deixando o clube, chegaram a passar direto e deram no meio da rotatória sem iluminação alguma.

Dobramos à direita entramos em outro ramal bem cuidado e finalmente chegamos ao local da pescaria. O ramal é bem cuidado porque fica e  é o único acesso para o Amazon Fischi, “um tipo de hotel para turistas” como engenheiro-agrônomo o Suzamar Santos. Na companhia da colega assistente social Natasche e seu esposo, engenheiro-agrônomo Suzamar, visitamos o sítio do casal Sérgio e Lúcia, onde fizemos uma pescaria agradável, fisgando duas dúzias de peixes da região.

Das duas dúzias, contribui com 6 peixes de diversos tamanhos e qualidades. O local é bonito e me fez lembrar que morei na comunidade do Varre-Vento, até o ano de 1968. Era o “ancora” de popa da canoa de minha mãe Josefa Costa. Quando não podia acompanha-la para pescar sardinha, colocava sempre uma pedra na popa da pequena canoa e não esquecia do chapéu na cabeça e a camisa de manga longa.

Sempre assessorado pelo Sérgio apoiando-me em cajado tipo o que sua esposa pedira que me entregasse para usar me senti o profeta bíblico Moisés. Ao tê-lo nas mãos, bati no chão e disse que abriria também o Mar Vermelho da minha imaginação, mas não tinha mar! Como havia chovido muito no dia anterior, existia a mistura de água preta na nascente e barrenta mais longe, onde Suzamar e Sérgio passaram a jogar suas iscas. Os peixes batiam na água. E, sentado em uma banqueta plástica e me apoiando no cajado, fiquei assessorado pela colega de profissão Natasche Conceição, ´pescando no encontro das duas águas, enquanto minha esposa conversava com dona da casa. 

Antes de deixarmos o local, a esposa fez questão de retirar o chapéu de minha cabeça, enquanto mostrava a foto da terceira das 11 das cirurgias a que fui submetido no cérebro desde 2006. Repedi que foram 11 cirurgias no cérebro, de 2006 a 2009 e que guardava em baixo do chapéu os 175 pontos de orelha a orelha. Depois de mostrar-me sua barriga e ter-me dito que também já tinha feito cirurgias, contou-me que entre a vida e a morte, fizera uma promessa com Nossa Senhora Aparecida que se ficasse curada, distribuiria uma santa "benzida" como me informara dona Lúcia.  Recebi a minha, beijei, agradeci e pedi que minha esposa Para Queiroz a guardasse. 


Agora a imagem de NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO repousa tranquila ao meu lado, velando meu sono. Recebemos convite e prometemos voltar, mas não sei quando. 

OS PUTEIROS DE MANAUS!

Todas as interessantes informações aqui prestadas tiveram como referência, inclusive com transcrições de trechos inteiros ou parciais, a dissertação do escritor Raimundo Alves Pereira Filho e estão contidas em sua dissertação “Lupanares e Puteiros” – os últimos suspiros dos rendez-vous na sociedade manauara (1959/1969).





Nos anos 1960, quando Manaus era uma cidade provinciana, com população não superior a 176.000 habitantes, os rendez-vous – alcunhados pela imprensa baré de lupanares – e puteiros – assim vulgarmente denominados por seus frequentadores – reinaram absolutos como locais de aventuras e prazer.

O apogeu dos puteiros, que também eram conhecidos como antros de prostituição ou antros de licenciosidade, deu-se exatamente naquela década e tiveram o seu fim decretado em meados da década de setenta.

O vocábulo rendez-vous significa bordéis abertos e eram assim chamados pelos franceses porque sua prática ocorria no início das tardes. Depois passou a se caracterizar como bordel, já que as prostitutas não moravam no local do trabalho.

O primeiro puteiro de Manaus foi o Bom Futuro, que em meados da década de cinquenta deixou de ser um “banho” familiar. Ficava à beira do igarapé que ainda hoje banha o Clube Municipal, na margem direita da Estrada Torquato Tapajós, onde hoje funciona a Frigelo.

O “Lá-Hoje”, que se localizava exatamente onde hoje está instalada a horrorosa Estação Rodoviária de Manaus, era tido como discreto e melhor frequentado. “Era um casarão enorme, em formato circular, afastado da estrada, com pista de danças […]. Nos fundos do terreno, que era grande, havia uma série de quartos destinados aos casais que desejassem folgar mais aconchegadamente. Ambiente de respeito e muito tranquilo”.

“[…] na Rua João Coelho, atual Avenida Torquato Tapajós, o puteiro “Verônica”, localizado onde hoje é o Shopping Millenium, […], localizado à margem direita do igarapé da Ponte dos Bilhares; o “Ângelus”, localizado na esquina de um pequeno ramal em frente do Hospício, onde hoje fica a IMESA, com a Rua João Alfredo, hoje Djalma Batista; o “Iracema”, que existia na rua ao lado da atual loja Solimões Veículos, também em Flores, o “Piscina Club”, que se situava num pequeno ramal atrás do atual Posto 5; o “Mon Petit”, que sucedeu o “Ângelus”, em frente à atual fábrica da Philips, na Avenida Torquato Tapajós; o “Bataclan”, um pouco mais acima; o “Rosa de Maio”, no ramal localizado após a entrada da cidade nova, onde na entrada temos o atual Motel Detalhes e, por fim, um dos mais antigos, o “Forquilha”, que se situava na atual rua que leva ao Aeroporto Eduardo Gomes. Para a zona leste, no que é hoje a Avenida Cosme Ferreira existia o “Bafo de onça”, onde funciona atualmente o Colégio Santana; o “Furna da onça”, um pouco mais adiante. Para o lado do Rio Negro existia, dentro da Cidade Flutuante, o “Cai N’água” e na zona oeste, na estrada da Ponta Negra, o “Mansão das Brumas”.

Na década de 1960, os rendez-vous situados na zona urbana de Manaus eram: Cabaré do Almeida, que se localizava no bairro do Morro da Liberdade; o Cabaré do Carroceiro, no Beco Boa Sorte e a Buate Fortaleza, no Bairro do Educandos. No centro da cidade ficavam: a Buate Odeon; os rendez-vous do Déde, Carolina e da Elisa, na Rua Frei José dos Inocentes; o rendez-vous da Rosimeire, na Rua Saldanha Marinho e a Pensão Royal, na Joaquim Sarmento. Nem todos possuíam quartos para a prática do sexo pago, serviam apenas de ponto de encontro.

A maioria dos puteiros localizados fora da zona urbana de Manaus ficavam às margens de algum igarapé. No local era regra que se fizesse um cerco de madeira, com direito a escada, a qual começava às margens e terminava na areia do fundo do igarapé. Curiosamente o Lá Hoje, o mais “refinado” dos puteiros, ficava localizado em terreno onde não passava nenhum igarapé.

Era comum o uso de trocadilhos entre os “putanheiros”, especialmente se na ocasião tivesse a presença de alguém que não era do “ramo”: “vais lá hoje? “; “está na hora do Ângelus”.

Havia ainda a figura do xodó, que era a relação que nascia dentro do puteiro quando a prostituta de engraçava de um cliente. Esse “passava a ser “propriedade” dela e, dessa forma, quando ele entrava no recinto, as outras prostitutas, na grande maioria das vezes, respeitavam essa posse e não mexiam ou davam confiança diante da “proprietária””. O xodó tinha a sua preferência na relação sexual. Este, por sua vez, a bancava parcial ou integralmente, ou era generoso na hora do pagamento.

“A transição ocorrida entre a segunda metade da década de 1970, entre esse tipo de bordel e o motel, se interpenetrando no espaço e no tempo, ocorreu claramente em Manaus com dois estabelecimentos – Selvagem e Saramandaia –, que assumiam um perfil misto, de lupanar, boate e dancing, sendo frequentados por uma nova geração que procurava outro tipo de prostituição, com características diversas daquelas anteriores”. Esses estabelecimentos se localizavam ao lado de onde é hoje o Colégio Denizard Rivail, na Estrada Torquato Tapajós.

 Ainda na década de 1970 surgiram os puteiros da Chica Bobó, localizado na Compensa e o da Chica Pacu, na Avenida Brasil, ambos na zona oeste.

O primeiro dos puteiros mais tradicionais a encerrar suas atividades foi o Ângelus, em 1965 e o último a cerrar as suas portas foi o Lá Hoje, em 1974.

A mudança da sociedade de Manaus com a ruptura de valores mais conservadores, o modo de pensar o sexo – especialmente por parte das mulheres -, a proliferação dos motéis, o progresso com a chegada da Zona Franca ou o envelhecimento dos putanheiros, talvez sejam fatores que tenham concorrido para o fim dos puteiros, talvez.

Bem, esse é só um aperitivo sobre os lupanares e puteiros que existiram na cidade de Manaus na década de sessenta até meados da década de 1970.


PONTE DE SAFENA!


O Porto do município de Itacoatiara, mais profundo do Amazonas e que pode receber navios de vários calados, é a saída perfeita para escoar toda a produção do Estado isolado por rodovias, com ad BR-319, até Porto Velho e 163, que ligaria Santarém ao Mato Grosso, para escoar grãos produzido naquele Estado, apenas uma com ponte, chamada de Safena pelo seu idealizador e criador, Jeovan Barbosa, ligaria o município amazonense ao resto do Brasil e do Mundo e ainda proporcionaria pleno desenvolvimento pelos municípios de Urucurituba e Maués. Atingiria o mundo por rodovia e ferrovia, já concluídas passando por vários municípios e alcançando vários municípios paraenses, a partir de Aveiros, no Pará. 

O projeto e a maquete estão prontos para serem alavancados, mas com as eleições, deputados e futuros candidatos, decidiram percorrer toda a sua extensão de mais de 800 km até Porto Velho, parando em Humaitá e outras cidades e comunidades isoladas pelo lamaçal ao longo da BR, que era trafegável até o final de 80, depois caiu no esquecimento. Até agora, com os políticos que decidiram percorrê-la em caravana, mas que lhes possam render votos também. 

Na década de 80, como assessor de comunicação e marketing da Mineração Taboca S/A, pertencente grupo Paranapanema de Octávio Lacombe e José Carlos Araújo, devido aos constantes roubos de carregas carregadas de minérios, foi discutida a hipótese de se fazer toda exportação da cassiterita extraída do Projeto Pitinga, pelo porto do município da "Vela Serpa", que é o mais profundo do Amazonas e pode receber navios de todos os calados. Quando a ideia foi discutida no Governo José Lindoso, ele prometeu conceder licença de exploração por 30 anos ao Grupo Paranapanema.

Como o Estado não tenha recursos para mandar recapeá-la toda e devido ao peso das carretas que levariam o minério até o porto para ser embarcada em grandes navios, exigiu a construção de uma ferrovia para fazer o escoamento de todo o minério extraído nas Minas Pitinga e Jacutinga, no município de presidente Figueiredo, cujo nome é é homenagem ao primeiro governador da província do Amazonas, João Batista Terreiro Aranha e não ao último presidente militar general João Batista Figueiredo, como alguns ainda chegam a pensar!


Ponte de Safena” foi o nome que pronunciou o Dr. Alberto José Valério e Silva, durante o lançamento da Revista ITA NEWS, no hall do Cineteatro DIB. O projeto Ponte de Safena, se for executado, causará poucos impactos ambientais. Mais estudos ainda estão sendo feitos.



Trata-se de uma das alternativas para tirar o Amazonas do isolamento e verdadeira saída para o Município de Itacoatiara a voltar a te a importância econômica que nunca deveria ter perdido! A BR-319, ficaria exclusiva para ônibus e carros de passeio. 



sexta-feira, 17 de novembro de 2017

RETOQUE NA ALMA! (Rigoberto Pontes)



O engenheiro de pesca, Rigoberto Pontes, compartilhou essa linda e profunda mensagem de cunho filosófico e compartilho com todos em meu blog: SER OU TER?

Em crônica política publicada no blog questionei se o mais importante seria ter riqueza com dinheiro de impostos ou se manter honesto ainda na classe média, mas descendo ladeira a baixo.


Não se iluda com o ter e preocupe-se mais com quem você é amente e maravilhosa.

Não existe Photoshop, filtro ou maquiagem que possa cobrir ou camuflar sua alma. Independentemente das condições exteriores, nossa essência jamais pode ser retocada. Ela simplesmente é.

Podemos ter todo o dinheiro do mundo, fama, poder, mas se não ainda tivermos aprendido os verdadeiros valores, aqueles que nos diferem dos animais irracionais, seremos eternamente pobres. E não existe nada mais triste do que um espírito pobre, uma alma vazia e uma essência forjada.

Não se iluda com o ter e preocupe-se mais com quem você é.

Porque as coisas tangíveis são temporárias e o nosso ‘ser’ permanece na eternidade. O nosso ser pode influenciar gerações, deixar legados, inspirar, fazer diferença, e quem sabe até mudar o rumo da história.

Devemos viver com um propósito, devemos estar conscientes e entender que o mundo, a vida, vai muito além da nossa compreensão.

Seja fiel a sua essência, não se esconda atrás de máscaras. Não deixe que as frustrações da vida o transformem em uma pessoa amarga, não sinta inveja, inspire-se e faça melhor.

Não tenha medo, seja corajoso

Valorize o ser mais do que o ter, use a gratidão como arma, use o amor como escudo. Para ter tudo o que desejar, é preciso antes aprender a ser o seu melhor, a dar o seu melhor.

Seja.

Simplesmente seja quem você quer ser, custe o que custar, doa a quem doer.

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

LICENCIOSIDADE OU IRRESPONSABILIDADE? (Roberto Brasil, professor)

Depois de assistir atentamente o vergonhoso vídeo, postado no PORTAL DO ZACARIAS, de duas alunas se digladiando dentro da Sala de Aula na Escola Estadual Dorval Porto, onde tive o prazer e orgulho de ter estudado depois de ter concluído a 4" série primário no Grupo Escolar Adalberto Vale e ler o comentário do professor e leitor e professor da rede municipal de ensino, Roberto Brasil, integrante do grupo de zap “PORTAL DE NOTICIAS”,  garantindo que via hoje muita licenciosidade e permissividade nas Escolas, passei a me questionar sobre se valeu a pena ter estudado tanto para mudar de vida, deixando a vida de adolescente vendendo  picolé, cascalho, jornal e ter sido vendedor de velas em porta do cemitério Santa Helena, no Morro da Liberdade, acompanhando minha mãe Josefa Costa, que também fazia saco que vendia dentro do mercado Adolpho Lisboa, na década de 70. Hoje sou jornalista e assistente social, teórico em Serviço Social e exercido a função de professor da alfabetização à Faculdade até 1996, quando foi aposentado por invalidez depois de 11 cirurgias no cérebro. Mas, será que valeu, tudo esse esforço intelectual?

Respondo que sim, valeu.  "Tudo nos vida vale a pena quando a a alma não é pequena" e como escreveu um pensador. E a minha continua não sendo, embora cultura no Brasil nunca tenha sido levada a sério no Brasil! Mas será que valeu a pena mesmo, me pergunto de novo e novamente respondo de novo que SIM! Embora reconheça problemas pontuais envolvendo professor/aluno, aluno/professor etc. Me chocou muito assistir ao vídeo das alunas praticando MMA ou BOX na Escola Estadual Dorval Porto, onde estudei, sem poder fazer nada, a não ser sentir vergonha do Estado a que chegou a educação! O vi várias vezes, não querendo acreditar que era mesmo na escola que que estudamos eu, o hoje advogado e ex-cartorário LUIZ EROM CASTRO RIBEIRO, o fiscal do Ibama, residente em Macapá, André Fonteine , Jucinei de Souza Pinto e sua irmã e outros, que o tempo já fez esquecer, tantos bons alunos e onde passavam conhecimentos.

Tivemos como professores Alice Fabrício da Silva, Manuel Veríssimo, nomeado mais tarde Secretário de Estado da Educação Vilma, Sandra. Mas era verdade!  E ninguém afastava as duas lutadoras de MMA ou Box.  Só filmavam tudo pata postar em rede social e ter seus 5 minutos de fama negativa. Embora o professor Roberto tenha chamado "a mãe de um aluno que estava gritando nos corredores da escola e gritando na sala de aula" chegando a atrapalhar as aulas. Isso fora na semana passada. A mãe teria comparecido à escola e chamado de "besteira" e considerado a presença dela "uma palhaçada"! 

Esquecendo a mãe que constitucionalmente a EDUCAÇÃO um dever da Escola (educar) e da família (impor limites). Conclui o professor Roberto que "se fosse numa escola militar, a conduta da mãe seria outra". Contudo, nesse ponto, discordo do professor.

Como educador que fui da alfabetização no GAIA, à Universidade, me alternando entre exercer o jornalismo e ministrar aulas de literatura amazonense e, eventualmente, de gramática, sou contra a militarização da educação. Não se trata de disciplinar o alunado, mas de impor o regime do medo ao educando. Contudo, não sou a pessoa mais apropriada para interpretar e apontar os rumos do magistério em quaisquer séries do ensino médio, fundamental ou superior. Digo, porém, que Educação, como afirmou o professor Roberto, com muita “licenciosidade e pouca objetividade. ” A educação foi transformada mera em estatística o que deveria ser em qualidade. 


É na Faculdade que se encontram todos os vícios da má formação em todas as séries anteriores, infelizmente! Isso posso garantir porque atuei do antigo ensino "primário", até o terceiro grau!

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

A ONÇA, O JACARÉ E O GOVERNO MICHEL TEMER! (ao professor José Ribamar Bessa Freire)


Conta a tradição oral, segundo o professor da UFAM, José Ribamar Bessa Freire,  em belíssimo artigo publicado no Diário do Amazonas, do dia 19/03/2027, compartilhado no grupo de ZAP, pelo engenheiro de pesca Rigoberto Pontes,   quando a onça ataca o jacaré, ele permanece quieto e impassível enquanto ela começa a devorá-lo pelo rabo. Esse comportamento passivo do Jacaré, teria intrigado pesquisadores como Bernardino de Souza, que o registrou no livro e aos "Lembranças e Curiosidades do Vale do Amazonas" (1873) e os naturalistas ingleses do século XIX, Henry Bates e Alfred Wallace, que registraram no livro “Viagens pelos rios Amazonas e Negro" (1853). Intrigados, todos queriam saber como “um réptil tão poderoso, que acumula histórias de luta, se entregava à voracidade de outro, que tem um volume e um peso menor”? Os cabocos também não encontram explicação.

Diz o professor “parece uma metáfora do que está acontecendo no Brasil. O jacaré somos nós. A onça é o poder. São quatro onças rugindo de forma ameaçadora: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a Mídia” Por que o jacaré não se defenderia, não lutaria? Essa é a pergunta que fazem alguns cientistas sociais intrigados com a inércia do movimento popular diante da corrupção do governo Temer e dos ataques para eliminar as conquistas sociais, tornando a vida dos brasileiros mais insegura e angustiada, acrescenta o mestre de uma geração de alunos.

“A onça ataca agora com a reforma da Previdência para acabar, na prática, com a aposentadoria. Precisamos cortar na própria carne" - justifica o ministro da Fazenda Henrique Meirelles. A carne que ele quer cortar é a do jacaré para alimentar as quatro onças vorazes, subservientes ao sistema financeiro”, diz o professor e acrescenta “A onça come a metade do orçamento do governo federal no pagamento de juros e refinanciamento da dívida pública, que já ultrapassa os 4 trilhões. É uma caixa preta que nunca foi auditada de forma séria e transparente. Os especialistas garantem que a revisão das normas de pagamento permitiria que o Estado brasileiro não sacrificasse a população, investindo em saúde, educação, segurança social”, garante o professor Beça Freire

"O Poder Judiciário, chamada metaforicamente do que está acontecendo no Brasil. pelo professor de “onça gorda” . O jacaré seríamos nós, o povo. A onça é o poder junto com as quatro outras onças rugindo de forma ameaçadora: o Executivo, o Legislativo, o Judiciário e a Mídia - vai receber em 2017, de acordo com a proposta orçamentária, R$ 44,2 bilhões para despesas de pessoal, encargos sociais, benefícios e pensões de pessoal, construção e reformas de prédios. Créditos adicionais de R$ 1,1 bilhão foram aprovados pelo Conselho Nacional de Justiça para despesas não programadas ou insuficientemente dotadas do Poder Judiciário.

A outra onça, a do Executivo, está quase toda na lista do procurador-geral Rodrigo Janot, que enviou ao STF o pedido de abertura de 83 inquéritos para investigar a corrupção praticada por políticos com foro privilegiado, entre eles vários ministros. Nela estão também as onças do Legislativo. Foi encaminhado ainda para outras instâncias do Judiciário pedido para investigar mais 211 pessoas sem foro privilegiado: vereadores, deputados estaduais, prefeitos e governadores. 

"Sob o pretexto de lutar contra a corrupção, um grupo de "apostadores" - tomou de assalto o poder, ao som das panelas, do grasnido estridente do pato da FIESP e de um esgoto verde enferrujado da TV Globo por onde escoava a grana da corrupção. Bastava a compra de um pedalinho para o esgoto televisivo derramar rios de dinheiro com ruídos assustadores."

"Uma vez no poder, a onça começou a devorar o jacaré pela cauda. O senador Jucá propôs estancar a sangria da Operação Lava-Jato. Rola uma proposta de anistiar o Caixa 2 das campanhas políticas. O ministro do STF, Gilmar Mendes, garante que corruptos eram os adversários políticos que precisavam ser apeados do poder, os cupinchas, que assaltaram a nação, são apenas "apostadores"."

O antigo e o novo presidente do Senado figuram na lista dos propineiros, assim como o presidente da Câmara de Deputados, Rodrigo Maia e muitos parlamentares que vão votar a reforma da Previdência, todos eles com polpudos salários e aposentadoria garantida, conclui o mestre.

"QUEM É MALANDRO JÁ NASCE PRONTO" ( Drª. Ida Márcia Benayon)


Com esse nada sugestivo título, “quem é malandro já nasce pronto”, minha esposa Yara Queiroz recebeu de sua colega de profissão, a também procuradora da ALE/AM, Ida Márcia Benaiyon um vídeo muito interessante! O vi várias vezes e observei uma mãe filmando e querendo ensinar ao filho a uma determinada tarefa de três folhas. Ele chorando e argumentando para não a fazer. Pedi que me passasse para escrever essa crônica. O filho se negando a fazê-la, dizendo que se a fizesse morreria do coração, lhe secaria o sangue.   Sua mãe o incentivando, dizendo-lhe que não queria ser isso ou aquilo. A todos os argumentos da mãe, o filho os rebatia sem muita lógica e dizendo sempre que secaria e morreria sem sangue porque todo ele viria do seu coração, o que é verdade!

E por que mais uma vez decidi escrever de novo sobre educação, essa profissão formadora de todas as outras profissões, mas que nunca foi levada à sério no Brasil? Recebe os mais baixos salários frente à outras profissões de nível superior e algumas que nem precisa tê-las, como as dos políticos, por exemplo, que muitas vezes não tem qualquer formação para sê-los. Mas deixa isso para lá!

Adolescente com sete anos, também respondia a minha primeira alfabetizadora Terezinha da Costa Amaral, a quase todas as perguntas que me fazia em sala, que sabia, mas havia esquecido a resposta da pergunta ao cruzar igarapé pelo qual passava que todos os dias para chegar à Escola após deixar o cacaual do meu avô paterno.  O chamava de "furo" que recebia sem prazer ou com tristeza tarefas que não fazia e que deixava cair dentro de suas águas ao cruzá-lo equilibrando-me em cima de uma “tora” de pau que o ligava ao outro de um lado. Depois caminhava mais um pouco e chegava à Escola improvisada de minha tia, depois de deixar o “cacaual” nativo do meu avô paterno.

Ao cruzá-lo, olhava para baixo para ver se começava a entrar água do Rio, que se encontrava com às águas negras do lago, que ficava atrás da casa na comunidade do Varre-Vento, do município de Itacoatiara, no Amazonas. Fazia isso quase sempre! Mas não sei se minha tia e alfabetizadora acreditava nas desculpas que dava para não responder as perguntas em sala ou para as tarefas que me mandava fazer em casa. As vezes fazia e as vezes não! “Pai, começou a entrar água no furo”, dizia ao meu pai Paulo Costa, se visse algum sinal de água, por menor que fosse. Ele sabia que depois, começariam a entrar peixes do rio rumo ao lago.
  

Contudo, através da educação que mudei de vida, vendendo picolé, jornal, vela na porta do cemitério Santa Helena, no bairro do Morro da Liberdade, vendendo cascalho e fazendo tarefa à luz de lamparina em casa de minha família e depois à luz elétrica, na casa de minha madrinha Natércia Januário Calado, em Manaus. Também fiz ditado e cobri letras, desenhei, apanhei de palmatória em sabatina de leitura e de matemática.

Não morri e nem me faltou sangue no meu coração. Entendi que apenas a educação é capaz de proporcionar a mudança de uma pessoa e migrar rumo ao que deseja alcançar. Não existe outro meio. Por isso, minha criança não perca a oportunidade que sua mãe está lhe dando.

Além da Educação, só existem outras duas maneiras de se aprender: ou pelo amor ou pela DOR QUE O MUNDO VAI LHE ENSINAR!