sexta-feira, 21 de abril de 2017

TIRADENTES TERIA SIDO ENFORCADO EM VÃO?


Joaquim José da Silva Xavier, dentista, tropeiro, minerador, comerciante, militar e ativista político no Brasil, nas capitanias de Minas e Gerais e Rio de Janeiro, será que foi enforcado no dia 21 de Abril em vão, lutando por uma causa perdida?

Diante de tantos escândalos políticos e revelações na operação “Lava Jato”, na qual os procuradores com a Lei do Abuso de Autoridade do ex-presidente do Senado Renan Calheiros, podem passar de investigadores à investigados, e dos bilhões pagos aos partidos e políticos para a formação de Caixa 2, “Tiradentes”, foi enforcado em vão!


Como existem hoje mais “vampiros”  políticos em Brasília, sugando o sangue dos eleitores brasileiros, que talvez “Tiradentes”, tenha sido enforcado em vão! Será que a capital da república merece receber esse presente na festa do seu aniversário?

quinta-feira, 20 de abril de 2017

^OS MAIORES BANDIDOS ESTÃO NO PODER"

  
 “Os maiores bandidos estão no poder”, uma clara alusão  a uma parte da classe política atual que transformou seus  gabinetes, hotéis, fletes e outros locais em “balcões de negócios” ilegais, li em um muro. No mesmo muro laranja,  estavam as pichadas as siglas das facções FDN- “Família do Norte”,  PCC - “Primeiro Comando da Capital”,  CV - “Comando Vermelho” .Essa  clara referência de protesto  aos 230  políticos já denunciados na operação Lava Jato e de outros que ainda poderão vir porque o ex-Ministro Antônio Palocci,  dos Governos Lula e Dilma, disse que falará tudo e entregará nomes, documentos e endereços que levará os procuradores a trabalhar pelo menos por mais um ano eram financiados pela Construtora Odebrecht. Todos negam envolvimento! As facções atuam e mandam no sistema prisional do Brasil, como a Odebrecht também faz.

Enquanto as importantíssimas leis 12.414/2011, que implantou o burocrático cadastro positivo e a 12.007/2009, que tornou obrigatória a emissão de Declaração Anual de Quitação de Débitos pelas pessoas jurídicas de serviços públicos e privados nunca chegaram a ser cumpridas em seu todo, principalmente pelos prestadores de serviços públicos, o senador Renan Calheiros, réu em vários processos na Lava Jato, apresentou seu Projeto de Lei, que pune o “abuso de autoridade”, como se fosse uma vingança contra os procuradores federais que atuam na “Operação Lava Jato”, que protestaram em vídeo dizendo que seria uma vingança contra todos eles e os  transformariam de investigador a também investigados . Não seriam as duas leis e tantas outras criadas no passado, tão ou mais importantes que punir autoridades por divergências de interpretações processuais? No caso da Lei 12.007/2009 o Credicard  emitia declarações aos seus clientes, mas deixou de fazê-lo e parece que esqueceu que a Lei ainda está em vigor!


Fiquei pensando: será que as facções que matam e decapitam presos condenados estariam se comparando aos “bandidos de paletó e gravata”, representados pelos 230 políticos denunciados de uma só vez pelo procurador da República Rodrigo Janot, envolvidos com caixa 2? Pensando mais ainda cheguei à conclusão que os “bandidos de paletó e gravata”, talvez sejam tão ou mais perigosos do que as facções que atuam dentro das superlotadas prisões do Brasil! Os políticos usam o poder de influência para corromper e serem corrompidos. Quanto mais elevado o cargo dentro do sistema política, mais extorquiam e ameaçavam e vendendo dificuldades para vender facilidades em forma de propinas, como denunciaram os executivos. No meio disso tudo, um projeto de Lei do ex-presidente do Senado, com processos em curso e denuncias no STF por vários crimes na Lava Jato, pode ser   até pior do fazem membros das facções que matam, bagunçam e se amontoam dentro das prisões do país durante suas rebeliões..

As facções matam e degolam pessoas usando armas que permitem que entrem nos presídios. Os políticos, não usam armas.  Usam seu poder de influência e, com isso, também matam as esperanças dos honestos eleitores brasileiros.


Será que essa situação não terá fim? Talvez sim. Talvez, não. Dependerá só dos eleitores que, nas redes sociais, só falam de um jogo que inventado talvez pelos políticos, chamado de “Baleia Azul” para matar mais rapidamente o povo brasileiro, mais até do que as próprias facções já matam!

quarta-feira, 19 de abril de 2017

IMORAL, MAS LEGAL E DENTRO DA LEI!


Enquanto a empresa Odebreth continua promovendo um estrago político e financeiro no Brasil e em países da América Latina, declarado naturalmente pelos seus ex e executivos da empresa em tom de deboche e muita ironia, nos Estados Unidos a ela fez acordo de  bilhões de dólares para não ser processada. No Brasil, porém, os executivos que também recebiam por contratos fraudados só querem desfrutar da boa vida que poderão levar com suas famílias depois de cumprirem as penas com usando tornozeleiras eletrônicas e pagamento de multas milionárias também. Contudo,. Todos  terão suas penas amenizadas por terem sido colaboradores da Justiça. Enquanto tudo isso acontece  alguns deputados estaduais do Amazonas decidiram aprovar e entregaram a BBB-17, Viviam Amorim um diploma de “Honra ao Mérito”.  O que Viviam Amorim fez pelo Estado para merecer tanta honra e mérito, se perguntou  o Jornalista Edivan Farias, em protesto fantástico contra isso, ressalvando que não tem nada contra Viviam Amorim. Mas com a entrega do diploma, demonstra, segundo ele, que o Amazonas ainda é Estado provinciano e não tem mais nada no que se preocupar!.

Tudo o que a Odebrecht praticou na defesa de seus interesses, fazendo conchavos políticos para aprovação de Medidas Provisórias, praticando sobre preços, reformando sítio em Atibaia para o ex-presidente Lula,  superfaturando obras públicas, fazendo doações para abastecer o caixa 2 de partidos e  mais de 230 políticos já denunciados e outros ainda poderão sê-lo, encontra respaldo legal nas Leis, principalmente na 8666/90 (LEI DE LICITAÇÕES E CONTRATOS), que permite a continuidade toda a patifaria que a empresa praticou, como continuidade de contratos sem licitações, reajustes de preços etc.. Em redes sociais, li que nos Estados Unidos as empresas fazem questão de perpetuar seus nomes investindo em Escolas, Faculdades e outras coisas mais úteis e inteligentes. Aqui, a Odebrecht decidiu investir em políticos corruptos que defendiam seus interesses e os classificava pelo grau de importância que tinham, pelo número de emendas de interesse que apresentavam, em um uma troca ridícula de favores. Dizer o que todo corrupto diz – “minhas doações foram todas declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral”. Isso, porém, não é um atestado de honestidade para político. No meio das prestações de contas aparecem notas frias e  a Justiça Eleitoral não tem o poder de investigar, embora devesse fazê-lo. A Lei 8666/90, que permite tudo isso, precisa ser discutida, melhorada e aperfeiçoada!

Durante os anos em que foi o responsável por homologar, elaborar ou prorrogar contratos nos órgãos em que dirigia, fui tentado muitas vezes a participar desse esquema corrupto, tudo dentro da Lei.. Tive um grande mestre, o já falecido Dr. Maury de Macedo Bringel. Ele, quando fez a indicação à Superintendente do Sinetran,  para substituí-lo, para cuja função não me achava preparado e nem capaz porque era só o Assessor de Comunicação do Sindicato há vários anos, respondeu:- A VERGONHA DE QUEM PEDE ESTÁ NA RESPOSTA DE QUEM NEGA! Quando se referia ao Banco do Estado do Amazonas, onde foi presidente por mais de duas décadas, dizia que “se uma pessoa fosse sua amiga mesmo, poderia escrever até em um  lenço de bar, o chamar de fdp e tudo o mais; você  receberia o bilhete, o leria, daria gargalhadas e  atenderia. Agora, se a pessoa não fosse sua amiga, poderia escrever até 30 folhas de um pedido, fundamentar juridicamente o que quisesse. Você receberia e colocaria a reivindicação na última gaveta de sua mesa  e a deixaria mofar, inventaria desculpas e não seria atendido o pleito, mesmo que fosse legal!”.  Com esses ensinamentos do meu mestre e guru, me neguei a aceitar todas as propostas de propinas e hoje deito, durmo e acordo tranquilo.  Não basta se reconhecer honesto. Tem que praticar a honestidade. Esse será o único, maior exemplo e legado que  deixaremos para nossos filhos e netos:  nosso exemplo!


Ah, Dr. Maury de Macedo de Macedo Bringel, hoje, quanta falta o senhor nos faz!

terça-feira, 18 de abril de 2017

PROPINA A DELIBERY


O chamado “Departamento Estruturado da Odebrecht”, que cuidava  dos pagamentos de propinas  de contratos superfaturados com governos do país nos últimos 30 anos cresceu e se sofisticou tanto, que a empresa se sentiu no dever de criar também um serviço de “Entrega a Delivery”, aos políticos envolvidos na maior corrupção da história do Brasil. Mesmo depois da deflagração da operação Lava Jato, a empresa continuou contribuindo com o Caixa 2 de partidos e de políticos para benefício próprio. Na verdade, quem mandava e desmandava no país era a Odebrecht. Os políticos são usados apenas como marionetes nos dedos  ágeis, escrachados e debochados dos executivos da empresa. Se todo o dinheiro gasto com propinas tivesse sido aplicado no Brasil, o país já teria saído da crise ou nem teria entrado nela.

Os executivos e ex-executivos da empresa denunciavam os nomes dos políticos com tanta naturalidade o que praticavam que passei a sentir nojo de toda a podridão política do país! Na Loja Bipacell do Mundi Ressort, um paraense que estava sendo atendido me disse que nas escolas, hoje os filhos dizem com orgulho: “meu pai está preso, mas é rico. Teu pai continua é livre, mas continua pobre”, mostrando uma total inversão nos valores e decência da sociedade ainda em formação.  Mas, como não há mal que sempre dure e nem felicidade que nunca acabe, com paciência, determinação e zelosa competência, os procuradores e a Polícia Federais responsáveis por desvendar todo o grande esquema que fraudava os cofres públicos do país, foram montando um quebra-cabeça, unindo peça por mesa, até formar o mosaico completo da propina e identificar todos os envolvidos.  Alguns deles já são figuras carimbadas porque também já estiveram envolvidos no escândalo dos “Anões do Orçamento”, do Governo Collor de Melo. Depois, outros que entraram como o senador Romero Jucá que, de forma escrachada também, declarou que não é “feio ser investigado, mas é veio ser condenado pelo STF”. Um abuso e um tapa na cara contra os seus eleitores de Roraima e, contra os brasileiros que, como senador, ele passou a representar. Voltemos ao tema principal dessa crônica: entrega a delibery das propinas da Odebrecht.


Esse serviço foi criado, segundo declarações de executivos da empresa, foi criado para que não houvesse reclamações e ela criou um cronograma com nomes de times de futebol, apelidos e senhas para ter certeza que os seus “moto-propineiros”, entregariam mesmo aos destinatários!


Diante de toda a perplexidade, os deboches e naturalidades nos depoimentos dos executivos da Odebrecht, agora será muito difícil separar os políticos desonestos, dos honestos. Mesmo assim, a Câmara Federal  trabalha rápido para aprovar as reformas da previdência e trabalhista.  A melhor reforma, porém, poderia ser feita seria a da classe política. Como se fosse para aumentar a decepção dos eleitores, cada vez surgem novos nomes e, por isso o leitor Toinho Saoud,, de grupo de Wahtsapp, “MANAUS 24 HORAS”, formado por radialista e dedicado à radiodifusão, criado em 24?01/16 pelo jornalista Nonato Silva, anunciou:   “já se encontra nas bancas de todo o Brasil,  o álbum de figurinha da propina  da Odebrecht”. Ele concluiu que será muito difícil completá-lo porque cada vez aparecem novos nomes!

segunda-feira, 17 de abril de 2017

ESCÁRNIO E NOJO!



Nas gravações das Delações Premiadas dos 15 dirigentes da empreiteira   rindo e se vangloriando das propinas que a Odebrecht pagava com tanta naturalidade e deboche  em nome dos interesses presentes e futuros da empresa e de seus próprios interesses financeiros pessoais porque queriam “engordar” seus salários no final do mês, senti escarnio e nojo pela podridão que se transformou a política brasileira, com milionárias campanhas pelo país. Tudo foi mostrado nas gravações premiadas dos delatores dos executivos e ex-executivos da empresa, a maior financiadora das campanhas políticas em todos os níveis.  

Se o Brasil vivesse em um regime parlamentarista o Governo poderia dissolver as duas podres casas legislativas representativas dos Estados e da União e convocar eleições para renovar os políticos da casa! Diante do escândalo que contaminou e paralisou o Governo Federal, nada falam na CPI da Previdência e decidem que aprovarão as reformas trabalhista, previdenciária e talvez política também. Com relação à Previdência, nada falam em nada em receber os bilhões que são devidos à Previdência Social.

Por que será que o atual presidente da Câmara e ex-ministro quer esconder com a reforma, sem discutir o fato de  que ela não está falida se receber tudo o que lhe devem.   Que moral terão os deputados federais e senadores atuais  para promover qualquer reforma?  Nem uma, mas farão! O Governo Federal não pode ser contaminado pelas delações premiadas que envolvem inclusive o presidente da república Michel Temer, vários de seus ministros,  ex-ministros, governadores e ex-governadores, prefeitos e ex-prefeitos. Se o Brasil  fosse um país sério, teria banido a Construtora Odebrecht. Contudo, ela se “arrependeu”, fez acordo legal de leniência, pagará multa milionária no Brasil, Estados Unidos e Suíça para continuar prestando serviços aos Governos. Porém, não sei se suportará trabalhar honestamente sem propinas e arranjos, porque a prática ficou tão escrachada que seus executivos tiveram que ser chamados a atenção por um procurador.

Mais de 230 políticos foram delatados por executivos da Odebrecht em conversas gravadas sem autorização da Justiça como beneficiários em desvios de dinheiro público. As gravações,  não têm valor de prova e todos os denunciados passaram a sofrer de amnésia  coletiva  ou foram acometidos do Mal de Alzheimer, com todo o respeito aos honestos que sofrem desse mal incurável, mas controlável com medicamentos. Os denunciados esqueceram tudo o que fizeram antes quando ficaram milionários e esqueceram até que o povo do Brasil continua sem escolas, saneamento básico, habitações populares, saúde, hospitais e segurança pública.

 


Em muitos casos, ficou provado que a propina era para usufruto pessoal, para pagamentos de campanha via caixa 2. Na lista entregue à Justiça no Acordo de Delação Premiada por 15 dirigentes da empreiteira, inclusive o ex-presidente, Marcelo Odebrecht condenado e preso em Curitiba, constam mais de 230 nomes de deputados federais, senadores, ex-ministros, ministros, governadores e ex-governadores.

sábado, 15 de abril de 2017

OS RISCOS DA MUDANÇA!


Por menor ou maior que venham a ser as mudanças na direção de uma empresa, de um condomínio ou de um país, sempre todos a receberão com desconfiança, temor e receios, principalmente quando se trata de mudanças na estrutura política do Brasil, que poderá sair de uma democracia corrupta e entrar em uma ditadura civil pela busca desesperada de um "salvador da pátria" que seja menos envolvido em atos de corrupção ou que não esteja respondendo a qualquer tipo de processo no Supremo

 Depois da assepsia política que a operação Lava Jato está promovendo no país da corrupção,  separando com muito cuidado, cautela e determinação, o joio do trigo da corrupção, punindo os dissimulados que se julgavam espertos demais e absolvendo os realmente honestos, o Brasil corre o risco de buscar um político honesto e depois sofrer uma grande decepção, com uma ditadura civil no poder político.

Da ditadura à democracia  o Brasil que não aprendeu muita coisa e agora ainda aparece o general Heleno anunciando “Vamos fechar o Congresso Nacional.  Não existe nenhuma democracia em nosso país”, como se na época da ditadura militar existisse alguma democracia! Havia menos corrupção envolvendo militares, mas democracia não existia, general. Agora, a democracia e a liberdade caminham de braços dados com a corrupção e isso precisa ser extirpado pelo voto no Brasil e não pela ditadura! .

A corrupção, também existia dentro dos Batalhões de Engenharia de Construção e quem me falava isso era o coronel de Exército e ministro do Interior, Mário Andreazza, sempre que vinha presidir reuniões da Suframa em Manaus, na época em que o Superintendente era Rui Alberto da Costa Lins. Ele me dizia isso com um copo de wiski na mão e escondendo-o nas costas para não aparecer em fotos.   Depois, certificando-se que não tinha gravado nada, ameaçava: “Se publicar que lhe revelei o Jornal A Notícia não circulará amanhã porque  o Exército irá empastelá-lo”. Logico que mesmo sabendo da confissão que me fazia sempre que vinha a Manaus, presidir as reuniões da Suframa, não publicava nada, mas comentava com o proprietário Andrade Netto. Ele sabia de tudo!


Depois do fim da operação Lava Jato, o Brasil terá que renascer das cinzas como o pássaro Fênix da mitologia Grega e esse renascimento será o início da mudança que os eleitores farão, para o bem ou para o mal, correndo o risco de elegerem um nacionalista estremado ou um possível “salvador da pátria”, que depois se torne um ditador civil.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

SERIAM OS ELEITORES SOMENTE UNS IDIOTAS?


Dizer que participou da reunião da Odebrecht, mas não falou e em dinheiro  ou valores  seria o mesmo  que o presidente Michel Temer dizer que foi à missa e não rezou.

Também o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarar que não recebeu qualquer terreno da Construtora é o mesmo que dizer que os eleitores são bobos, idiotas e andam com o título eleitoral perdidos para um lado ou para outro, só falando de flores, como escreveu o compositor e cantor Geraldo Vandré na música “Para Não Dizer que não falei de Flores”,  que de tanto proibida que foi, virou o hino de resistência contra a ditadura militar.

Não ter recebido terreno? Logico que não poderia tê-lo feito! Um terreno não é algo que se entregue dentro de uma bolsa,  maleta ou mochila se possa carrega-lo nas costas!


Seriam os eleitores brasileiros somente idiotas?  Seriam os eleitores apenas uns tolos, mesmo depois que o Ministro do STF, Luiz Edson Faquim ter homologado as delações premiadas de todos os executivos ou ex-executivos e da empresa e ainda ter disponibilizado à imprensa os depoimentos de todos os envolvida no maior escândalo de corrupção que se tem notícia no Brasil, que de escândalos e escândalos vai sobrevivendo!

quinta-feira, 13 de abril de 2017

"UM REINO NÃO TÃO TÃO TÃO DISTANTE"!


No reino “nem tão tão distante” da princesa Fiona e do seu amado Shirek, iniciado em 1808 quando o casal fugiu  da invasão de Napoleão Bonaparte  e veio se refugiar no Brasil, o rei português, D. João VI recebeu de “presente”  do traficantes de escravos Elias Antônio Lopes uma casa na quinta da Boa Vista para abrigar toda sua família, na nova capital do império. O “doador” não tinha nenhuma outra intenção que não fosse ter influência junto ao Reino. 

Depois outros reinos vieram, também surgiu um golpe militar ocorreu, mas os “agrados” continuaram entre as classes subalternas do Exército, como se referia o candidato  a presidência da República, o coronel e Ministro do Interior, Mário Andreazza aos setores de licitações dos BECs do Brasil que contratavam construtoras;

Andreazza, sabendo de tudo e querendo combater a corrupção dentro do Exército,  foi derrotado no Colégio Eleitoral da Arena pelo ex-prefeito de São Paulo, Paulo Salin Maluff. Maluff, depois, foi derrotado no Colégio Eleitoral do Congresso Nacional  que escolheu o mineiro Tancredo Neves, do MDB  à presidência da República, sendo o primeiro presidente da recente do reino da democracia brasileira. Mas isso também virou história e o reino continuou.

Durante os 20 anos de governos militares e ditatoriais as Construtoras Andrade Gutierrez, Codrasa, Camargo Correia e várias outras cresceram e comandaram o Brasil, nos Estados e em muitos municípios também, construindo  grandes estradas.. Mas isso também já virou história. Agora, quem governa o reino é a Odebrecht mais para o mal do que para o bem.

Se os trilhões que a empresa doou em propinas para políticos em campanha tivessem sido destinados à Hospitais, Escolas, Saneamento Básico ou Habitação, não existiria mais tanta miséria no “reino não tão tão distante”. Emilio Odebrecht, pai do condenado Marcelo Odebrechet, contatava sobre o Setor Estruturado de Propinas criado pela empresa rindo, como se estivesse falando de algo mais do que normal do mundo empresarial! Deve mesmo ser  normal, porque começou em 1808, portanto, há 209 anos, com a família real sendo presenteada por um traficante de escravos para ter poder de mando na família real!


Anos depois de história, a realidade pouco mudou e parece que representar só um pingo de chuva no mar de corrupção que se tornou no reino “não tão tão distante”, composto por 8 mil casas de fadinhas, ultima moda  entre as famílias do Reino da Corrupção. Ou seriam somente  8 mil casas para políticos corruptos serem guardados, após provarem suas “inocências de culpa registradas em vídeos também”? 

quarta-feira, 12 de abril de 2017

CAUSA MORTIS... (ROMANCE DE FICÇÃO)

Baixem meu primeiro romance de ficção escrito depois que me recuperei totalmente dos 10 dias em coma, 45 dias sem memória, após minha internação para  tratar de um empiema cerebral ocorrido em 2006, quando lecionava em turmas de Serviço Social na Faculdade Nilton Lins, em Manaus.

https://outlook.live.com/owa/?path=/mail/inbox/rp



TUDO BEM...(QUEM MANDAVA NO BRASIL ERA A ODEBRECHT)

Tudo bem, que quem mandava no Brasil era a Odebrecht e não os Governos que tinham sido eleitos para governa-lo, também nos Estados e Municípios.!

Agora, afirmar que algum executivo ou ex-executivo da empresa fariam delações premiadas contra quem quer que fosse sem provas e que o Ministro do STF, Edson Faquin  aceitaria,   mandaria investigar e ainda  liberaria os áudios dos depoimentos dos delatores é,  no mínimo, achar que no país só existam políticos excessivamente honestos, principalmente  ministros, governadores, deputados federais e senadores denunciados pelo procurador geral da República, Rodrigo Janot, Todos, porém, parece que sofrem de amnésia porque esquecem muito rápido do que fizeram. Seria um caso de trata-los ou interna-los em prisões?

Janot pediu a abertura de inquérito contra mais de 100 políticos, ministros e ex-ministros do Governo Michel Temer, governadores, ex-governadores, presidentes e ex-presidentes da República, todos envolvidos em irregularidades com Caixa 2 da Odebrecht. A maior quantidade de políticos envolvidos é do Estado da Bahia, sede da empresa que comandava o Brasil. Os denunciados passaram a sofrer de amnésia coletiva e  se defendem negando e garantindo  que tudo fora feito dentro da Lei, que todas as contas de suas campanha foram declaradas aprovadas pela Justiça Eleitoral. Contudo, o que precisa acabar é o Foro privilegiado para crimes comuns; Com tantos inquéritos, os foros privilegiados da  Justiça terão dificuldades para julgar em tempo hábil nas Instâncias Superiores.

Tudo bem que todos os denunciados têm direito de espernear, negar e dizer que são vítima de “caça as bruxas”, mas nenhum denunciado tem  o direito de achar que os eleitores continuam sendo teleguiados, andando como palhaços com um título eleitoral na mão! Ah, isso, não! Tudo bem, que não estamos mas na era da “caça as bruxas”, como muitos denunciados estão afirmando que vem ocorrendo. Tudo bem que o maior envolvido em todas as denúncias, o senador e líder do Governo Temer eleito por Roraima, Romero Jucá, já ter declarado que feio não é ser investigado, mas ser condenado no STF.

Tudo bem que ainda não são viraram réus no STF. São todos só investigados e no decorrer das investigações poderão provar que todos são inocentes continuarem e usando com perfeição o legítimo direito do “jus sperniend”. Nos Estados, principalmente no Amazonas, um ex-deputado estadual do PPS que anunciava que seu partido não estava envolvido em corrupção terá que mudar seu discurso e admitir que deputado federal Artur Oliveira Maia também é um dos denunciados na lista de Rodrigo Janot e pode ser um dos investigados na “Operação Lava Jato”.

Deus salve o Brasil dos corruptores e dos políticos corruptos!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

SOBRE A VIDA E A MORTE (ÍNDIO DO BRASIL E GILMARA SOUZA)

Quais mistérios esconderia a morte, seria apenas um sono profundo, um pesadelo ou seria o inicio de uma nova vida com Deus ou, ainda, seria o fim de tudo? Há mais mistérios entre a vida e a morte, do que todos possam supor!

Não sei responder e ninguém por mais espiritualizado que possa sê-lo talvez também não consiga responder com precisão e convicção. Todos temem a morte, por mais que digam que não! Não acordar no dia seguinte para mais um dia de vida, deve ser terrível. Contudo, alguns poderão dizer que seria a sabedoria de Deus se manifestando na precisão do viver, a vida teria um tempo de utilidade.  Outros poderão dizer que a vida é para ser vivida e purificada. Os espíritas e outras religiões acreditam em reencarnações sucessivas até a sétima geração em busca da perfeição espiritual. E depois nada mais existiria? Outros, céticos, dirão que é algo normal; que se vive para a morte, que a morte seria  normal e até natural. Dependendo da cultura, a morte de alguém tem um tipo de significado diferente.  Seja uma ou outra a resposta, posso garantir que  viver não é fácil e perder alguém que se ama muito, é mais difícil ainda!

Gilmara Souza, o Índio do Brasil D’Urso Jacob, a quem no dia do seu casamento lhe garantiu segurar nas mãos, você o cumpriu até o último momento da morte de seu esposo. As viagens que fizeram por vários países, as visitas que nos faziam sempre, os aniversários em que sempre nos encontrávamos, lhes ficarão como lembranças de uma convivência intensa de mais de 20 anos. O advogado Índio do Brasil lhe foi digno até na hora de sua morte e você o segurou pela mão como prometeu que faria.  Agora, Gilmara Souza, Deus o receberá em seus braços porque na maneira dele, era temente ao criador!


Por que os amigos estão partindo sem que lhes possa dizer adeus? Saibam todos os que já partiram antes de mim, todos nós nos encontraremos em breve e comemoraremos todos, o que quer que possa existir depois da morte!

sábado, 8 de abril de 2017

GOVERNO ATROPELARÁ A CPI DA PREVIDÊNCIA!


Mesmo com as 42 assinaturas necessárias à abertura da CPI proposta pelo senador Paulo Paim (PT/RS) para investigar caixa preta das contas previdenciárias, o ex-ministro da pasta e atual presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB/RN), não vê a menor necessidade de explicar porque a Previdência Social deixou de arrecadar trilhões de reais de empresas devedores como grupo JBS(1,8 bilhões), CEF (549 milhões), Bradesco (465 milhões), Construtora Mendes Junior (393 milhões) e tantos outros grandes devedores, como as empresas Vale do Rio Doce (275 milhões), Viação Itapemirim (255 milhões), Lojas Americanas(165 milhões), Banco do Brasil (208 milhões), Ford do Brasil (141 milhões), Volkswagem (111 milhões). Mercedez Benz(111 milhões), OI (126 milhões) e as massas falidas do Banco Rural, Vasp, Varig, Transbrasil e tantas outras dívidas não recebidas? Com o recebimento dos valores atrasados, cobriria o rombo da Previdência Social e depois era só não deixar acumular novas e tantas dívidas.

Qual é a razão de decidirem transferir para o povo brasileiro a conta da má gestão previdenciária?  Por que será, presidente do Senado e ex-ministro da Previdência Social, está com tanta pressa em aprovar a reforma da previdência e quer transferir o rombo da Previdência aos aposentados, pensionistas, professores etc? Por que será que o Governo Federal cedeu um pouco, só para vê-la aprovada com mais facilidade pelos políticos, antes mesmo de ser instalada a CPI do senador Paulo Paim para  investigar todas as contas em aberto? Será que o medo seria por que provaria e  mostraria que a Previdência Social não está deficitária, mas deixaram-na ficar ao longo dos anos por pura incompetência governamental ao longo dos anos?

Por que não foram arrestados bens dos  maiores devedores  e nem das massas falidas, cujos aviões das empresas aéreas liquidadas apodreceram nos pátios dos aeroportos do Brasil! A CPI é necessária, mas o rolo compressor do Governo Federal triturará os direitos dos aposentados, mutilará a expectativa de quem irá se aposentar e sufocará professores, policiais e outras categorias diferenciadas e estressantes. Senhor ex-ministro, Garibaldi Alves Silva, porque vossa excelência não exerceu o direito legítimo de a Previdência receber o que lhe era devido como gestor público, acionando a procuradoria do órgão para ingressar na Justiça contra os devedores. Não teria sido esse o caminho mais fácil, do que empurrar goela abaixo de todos os brasileiros uma reforma da Previdência desnecessária e sem sentido, só para ficar de bem com o Governo Federal?  Vossa excelência sabe ou deveria saber que todas as empresas que descontam salário dos trabalhadores e não os repassam à previdência social  cometem um crime de apropriação indébita e poderiam ter bens das empresas arrestados e penhorados para pagar o que é devido. e até de seus proprietários pessoas físicas, o que lhe era devido. Por que isso não foi feito, senhor ex-ministro?,  Agora, quase na marra, o povo brasileiro,  corre o risco ver aprovada a reforma da previdência, sepultando de uma vez por todas a CPI do senador Paulo Paim, as 42 assinaturas que não servirão para mais nada. A sociedade brasileira está apática e de braços cruzados, votando mais de 112 milhões de vezes para eliminar um BBB e  só com menos de 2 milhões de assinaturas contra a Reforma da Previdência Social e a favor da instalação imediata da CPI da Previdência Social, que o atual presidente do senado e ex-ministro da pasta considera-a desnecessária.


A previdência social não é deficitária e nem tem orçamento com déficit. Ela apenas não cumpriu seu dever e agora os trabalhadores e aposentados pagarão de novo pela incompetência administrativa de quem teria a obrigação de cobrar e receber.

sexta-feira, 7 de abril de 2017

O QUE VOCÊ FEZ POR VOCÊ, HOJE?



O que você já fez por você mesmo, hoje, pelo seu próprio mundo, vida própria, sem depender de comentários, cliques, curtidas e compartilhamentos em redes sociais? Essa pergunta aparentemente inocente, não a é. Também sou um dependente de redes sociais, por razões de trabalho. Contudo, não costumo compartilhar fotos, comentários ou curtir postagens sem qualquer qualidade e um mínimo de intelectualidade. Detesto uso de palavras “obscenas” e agressivas em  só pelo puro prazer de falar mal alguém ou por pura falta de recursos de linguagem ou  outros argumentos mais lógicos!

Sou seletivo e crítico e analiso muito bem o que faço para que todos vejam também. Porém, sempre que a recebo a quem me pede pelo facebook, escrevo sempre: “bem vindo ao blogcarloscostajornalismo. Conheça, compartilhe com seus contatos, baixe livros em e-book e comente se quiser outros trabalhos científicos, sociais, filosóficos e literários nele publicados”. Com esse meu pedido e a atenção das pessoas que recebo, o blog está sendo lido em mais de 80 países do mundo! Considero-me viciado sim, mas não compulsivo em redes sociais,

Conheço e convivo pessoas que não se desgrudam de redes sociais: curtem e compartilhem com outros qualquer tipo de postagem, mesmo de quem não conhecem, por puro capricho de fazê-lo, sem qualquer criticidade antecipada. Parecem viver mais em função de um mundo virtual paralelo do que em função delas próprias, do que sentem, pensam, se deixando envolver de tal maneira pela virtualidade e esquecendo que existe um mundo real que além do virtual, que deve ser vivido com e mais intensidade.  

Por isso, retorno à pergunta inicial de outra forma: qual seria seu mundo fora das redes sociais? Qual seria sua relação olho no olho, pele na pele, fora das redes sociais? O dependente da tecnologia virtual não consegue viver em seu próprio mundo e dependerá sempre do que as pessoas pensarão sobre ela, o que acharão de seu novo corte de cabelo, da tintura, da comida nova que fez, das unhas que pintou, da cor de seu esmalte, roupa, moda que esteja usando....enfim.  


Isso é dependência total da imagem que os outros fazem sobre você e se deixa de viver fora de seu próprio mundo interior, tornando-se cada vez mais dependente de rede social para divulgar ideias, trabalhos, opiniões, mesmo que não  mantenha coerência, qualidade e objetividade no que posta para que os outros compartilhem. O importante para o dependente virtual é o número de curtidas, compartilhamentos e outras coisas que a tornem importante, mesmo que por poucos instantes. Mas o que você já fez por você mesmo, hoje, sem depender de rede social e da opinião dos outros para se sentir aceita e for o que verdadeiramente você é? Se a resposta for nada, então, você vive em função dos outros e não de você própria e precisa repensar na sua vida além das redes sociais. 

quinta-feira, 6 de abril de 2017

NÃO SE PODE COBRAR O QUE NÃO SE OFERECE!


Enquanto os bancos suíços devolvem dinheiro de corruptos envolvidos no Brasil, com a operação “Lava Jato” e aumentar suas fiscalizações por lá, mais me convence que a sociedade coletiva-política de um país não pode cobrar nada que não oferece como exemplo à classe política. Sendo o Brasil, um país com a formação social igualitária, democrática, o erro coletivo de poucos se reflete e obriga a todos a arcar com as consequências dos erros individuais. Como também não praticamos e damos péssimos exemplos de cidadania, todos pagam a conta em nome de poucos. Contudo, esses poucos exercem cargos de importância na política e comandam a nação sem moral para cobrar bons exemplos de ninguém.

Recordo dos japoneses com sacos na mão retirando todo o lixo deixado em um Estádio, durante a realização de um jogo da copa do Mundo de 2014. A sociedade brasileira jamais será igual à sociedade japonesa, mas poderíamos dar pequenos exemplos de respeito aos estacionamentos de demarcados para idosos e respeitar seus direitos, não furando sinal vermelho, não pagando “flanelinhas” para “reparar” carros estacionados em via pública na  rua, não dar esmolas aos mendigos. Uma sociedade justa não deve fazer nada disso e ter moral para cobrar ações honestas de políticos, que representam um extrato da sociedade que lhes cobra exemplos de honestidade. Não se pode dar o que não existe!

O embaixador da Suíça no Brasil, André Regli, garante que seu país não é mais um lugar seguro para se guardar dinheiro de origem não declarada, como já fora no passado, com contas secretas.. Segundo ele, desde 2008, sob pressão do G-20, a Suíça mudou as regras de sigilo bancário e decidiu colaborar com investigações criminais sobre corrupção. O exemplo mais eloquente seria a Operação Lava Jato. “Quem tem dinheiro sujo pode tentar buscar  em qualquer outros lugar, menos em bancos suíços”, afirmou o embaixador em entrevista exclusiva ao GLOGO. (http://oglobo.globo.com/brasil/a-gente-nao-quer-mais-dinheiro-sujo-na-suica-diz-embaixador-20625619#ixzz4dTm6u91n ). Já é um bom começo, mas é uma pena que resistiu tanto tempo à colaborar com investigações. !


Diante disso, não me sai da cabeça a frase do jornalista Paulo Frances, denunciando que os bancos suíços, estavam servindo de lavanderia para os diretores da Petrobras. Ele tinha total razão!

quarta-feira, 5 de abril de 2017

SUBIDA E DESCIDA


Suba suave pela escada da vida usando todos os degraus. Mantenha-se sempre humilde. Tudo que sobe também pode descer e a descida pode ser mais dolorida que a subida.

Nunca use a derrota dos mais fracos para poder comemorar rapidamente sua vitória. Ela pode ser efêmera, de forma rápida...e poderá ter que retornar ao início e essa volta pode ser dolorida em vários aspectos. Mantenha-se sempre com sua moral em alta.  Caso considere a pessoa ao seu lado como inimiga, faça-a a subir junto com você para comemorar seu júbilo. Não vale à pena subir destruindo ninguém; todos são iguais perante  todos, a vida e também a Deus.

Nunca esqueça que quando estiver subindo,  usar todos os degraus para tê-los como usar em seu retorno, por qualquer motivo. A vida é sempre dual: para que alguém suba, alguém terá que descer.  Duas pessoas não podem ocupar ao mesmo tempo, o mesmo local no mesmo espaço onde cabe uma só pessoa.


O caminho rumo ao sucesso deve ser sempre firme e constante. Tudo lhe poderá acontecer na subida e a escada precisará ser  forjada em cima da derrota dos outros, Esse procedimento poderá lhe custar muito  caro e você poderá ter que pagar um elevado preço caso precise descer de seu pedestal de ilusão. Caminhe sempre se voltando aos outros e depois pensando em você próprio. Troque o seu individual pelo coletivo.

quarta-feira, 29 de março de 2017

AMO OS CACHORROS QUE ME MORDEM!


Quanto mais tento
Entender e interpretar os bastidores
Políticos a política corrupta de hoje,
Mais amo os cachorros
Que me mordem
Devoram-me e destroem
Os sonhos de uma sociedade
Igualitária, mesmo utópica!
Sangrando e em pedaços
Sigo em frente,
Mesmo não conseguindo
Entender os bastidores da política rasteira

E cheia de segundas intenções.

terça-feira, 28 de março de 2017

COMANDE SUA VIDA!


Se o barco de sua vida navegar em a tempestades, segure firme ao timão, ajuste ou se tiver, peça para alguém da tribulação  ajustar as velas, aproveite o vento e navegue tranquilo rumo ao um porto. Ele será seu horizonte de chegada, de destino. Caso navegue sozinho, tome conta de sua vida e não jogue o barco em arrecifes porque poderá afundar...!

Se aportar em uma praia qualquer, conheça e explore-a bem, com tranquilidade. Se Deus permitiu que você passasse pela tormenta, aprumasse as velas, também  o levará pela mão, não deixando que  na sua volta, enfrente nova  tormenta Lembre-se sempre: Deus só dá a cruz que se pode carregar porque não gerou seus filhos para sofrerem; já sofreu pregado na cruz  por todos nós!.

Comande sua vida. Se não for cadeirante ou tetraplégico, dependente de algum tipo de ajuda, tente fazer você  mesmo o que deseja e o que outros façam por você. Contudo, em determinadas situações, a vida não lhe permitirá isso, como na debilidade mental.

Contudo,,não espere nada de ninguém, nem reconhecimento pelo seu esforço,  nem mesmo de pessoas que lhe pareçam amigas ou se dizem amigas. Seja você o barco e a vela e comande o que lhe for possível! O que não for possível que faça, dependa dos outros, mas sempre desconfiando de tudo...mas acreditando que tudo dará certo, porque nada é eterno e nem verdadeiro: eterno e verdadeiro só a certeza da morte!

Se caso o seu barco estiver vazando água, não se desespere, porque só se morre uma vez e se viverá na eternidade. Enquanto estiver vivendo sua vida corpórea e de aperfeiçoamento, faça  sempre pelos outros o que gostariam que também fizessem com você.

A felicidade é sempre seu destino final, não importa o quando ela venha a demorar. Um dia você se sentirá feliz pelo menos com você mesmo e fará feliz aos outros que só lhe desejam o bem!

Agindo assim, a felicidade estará sempre no local que você deseje que ela esteja!

domingo, 26 de março de 2017

COLOQUIO AMOROSO!


“Ah, não sabia que doía tanto,”
(como escreveu o poeta potiguar Antônio Gosson)
Recordar a lua
Penetrando o mar.
A areai branca do Morro  do Careca  olhando espantada  
Vendo-o serpentear gostosamente
Como se estivesse vivendo um gozo extasiante,
Com a lua cheia penetrando-lhe suave e lentamente.
Talvez a desejando que outras vezes os
Colóquios amorosos maravilhosos se repitam!
“Ah, como não sabia que doía tanto”
Relembrar esse espetáculo maravilhoso!

De uma mesa tomando água na Praia da Ponta Negra!

sábado, 25 de março de 2017

IMPARÁVEL TEMPO! (Ruth Marques)


Óh, imparável e apressado tempo  
Que quase tudo muda:
Envelhece-nos,
Muda-nos,
Cria moda e as faz desaparecer
(cabelos, rostos, tipos, roupas, costumes etc)
Só uma coisa o tempo não muda:
A certeza de que seremos sempre iguais

Caminhando rumo à morte!

sexta-feira, 24 de março de 2017

UMA NAÇÃO DE BOBOS OU IDIOTAS?


O Brasil é uma nação de bobos ou de idiotas em elevado grau ou seriam as duas coisas se confundindo em uma só, que chamarei de “idiobobos”, embora essa palavra não exista em nenhum dicionário!

Como cantou Geraldo Vandré, “fica de mal com Deus”, quem não sabe mentir direito e fica mal com os eleitores do Brasil quem insiste em garantir que todas as doações de campanha foram feitas dentro da lei, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral, mesmo com notas fiscais frias, frutos de esquemas previamente montados por deputados federais. A Justiça Eleitoral tem poder de fiscalização como a Polícia Federal tem? Lógico que não. Se tivesse, o descalabro da corrupção não teria chegado tão longe e a cara de pau dos “inocentes” deputados federais já teria pelo menos diminuído. Estão comprando muito óleo de peroba na Câmara Federal, para passar no rosto dos deputados que negam o óbvio e todo o Brasil já sabe: o país é um país de “idiobobos” que ainda acreditam que papai Noel existe de verdade.

O Brasil continua “caminhando e cantando e cantando”, com voto na mão. Porém, não sabendo usá-lo com inteligência elege e reelege sempre quem gasta mais dinheiro de caixa 2, quem consegue receber mais e mais, mesmo que ilegal. Somos um país de analfabetos políticos e não mudamos nada. Também não sabemos votar: as opções são poucas para à Presidência da República.  Vários do que se apresentaram como presidenciáveis  respondem a inquéritos no STF e na Justiça Federal por algum motivo e podem ser condenados ou absolvidos, mas não serão confiáveis para exercer nada.


Somos uma nação de povos ou seríamos todos idiotas? 

quinta-feira, 23 de março de 2017

PELO FIM DO FORO PRIVILEGIADO!


Além dos políticos brasileiros serem os mais caros do mundo, muitos ainda usam a “imunidade parlamentar” e o “foro privilegiado” para desviarem recursos públicos e serem julgados pelo STF. Todos são “Vossas Excelências”  devem ser tratados, mesmo os corruptos e os que estão presos. Dentro da Reforma Política, está na hora de acabar o Foro Privilegiado para crimes comuns e mantê-lo única e exclusivamente para pronunciamentos em plenário ou para desdobramentos  em razão deles. Não deveria existir Foro Privilegiado para crimes de corrupção, tráfico de drogas, homicídios e outros delitos comuns. 

O deputado estadual e advogado Francisco Guedes de Queiroz defendia o fim do foro privilegiado para crimes comuns. Exerceu o mandato de deputado estadual pelo MDB por 26 anos e se transformou em sinônimo de honra e caráter e defesa intransigente do erário público. Na condição de presidente e com a eleição de Manoel Ribeiro para ser o primeiro prefeito eleito de Manaus após o os 21 anos de Governo Militar se tornou o vice-governador de Gilberto Mestrinho. Amazonino Mendes, primeiro prefeito de Manaus, foi nomeado pelo governador por Gilberto Mestrinho. Seguiu carreira política depois e se elegeu várias vezes prefeito e governador do Amazonas. Toda sua vida de Francisco Queiroz até à morte foi pautada pela honra, caráter e respeito ao erário público e aos seus eleitores. Faleceu vivendo financeiramente mais de sua atividade judicante do que de sua atividade parlamentar que dizia que não “enriquece ninguém”, contrariando os políticos milionários de hoje. Ao falecer em uma cirurgia cardíaca em SP, quitou uma casa adquirida pelo inexistente Sistema Financeiro da Habitação. Ele pagava carnê da casa ao adquirida Construtora Coencil, do empresário José Moura Teixeira Lopes, o “Mourinha”, ao Banco Nacional de Habitação – BNH, que também não existe mais.

O advogado e parlamentar sempre militou no MDB, na época do bipartidarismo ARENA/,MDB, representou o Amazonas  e ajudou a eleger no Colégio Eleitoral, Tancredo Neves (MDB),  tornando-o  o primeiro presidente civil da República, depois do Golpe Militar que demorou 21anos. Ah, que falta você faz ao Amazonas e ao Brasil, deputado Francisco Guedes de Queiroz, diferentes de sua vida parlamentar como José Belo Ferreira, Damião Ribeiro, Homero de Miranda Leão, José Cardoso Dutra, Felix Valois Coelho Junior, Waldir Barros, Samuel Peixoto, José Costa de Aquino, José Maria Monteiro, Brth Azize, Natanael Bento Rodrigues. Ah, se a qualidade política voltasse...


Enquanto isso, a Câmara Federal aprovou a terceirização em todas as etapas do processo produtivo de empresas, votará e poderá aprovar  as Reformas da Previdência Social, Política e, pior do que isso,  o parlamento fez ressuscitar do sepulcro o projeto de Lei do senador Renan Calheiros  punindo abuso de autoridades. Se aprovado, sepultará de vez as  investigações da Lava Jato, da Carne Fraca e todas que ainda poderão vir a surgir no futuro. O projeto é de Renan Calheiros, ex-presidente do Senado, investigado por várias suspeitas de crimes de corrução no STJ.  Enquanto isso, Alexandre de Moraes assume como Ministro do STF e poderá vir a defender o fim da Imunidade parlamentar para crimes comuns, mantendo-a só para pronunciamentos em plenário como já foi e sempre deveria continuar sendo, como anunciou que faria quando foi sabatinado no Congresso!

terça-feira, 21 de março de 2017

"BOI SEQUESTRO"


Nas redes sociais, o assunto  mais comentado em tom de gozação foi sobre a “Operação Carne Fraca”, realizada pela PF, que desbaratou uma quadrilha que atuava dentro de alguns frigoríficos como JBS e BRF e escritórios de advocacias. Pedido de prisão preventiva para fiscais sanitários, gerentes de frigoríficos e servidores públicos da área de fiscalização sanitária foram expedidos.  Uma conversa interceptada pela Polícia Federal, foi apresentada como prova duvidosa, a gravação de uma conversa, na qual que supostamente um gerente autorizaria misturar carne com papelão. Muitas informações ainda continuam sendo apuradas e poderão vir a se tornar públicos de forma bombástica ou discreta. Contudo o estrago já está feito no maior exportador para os 28 países da União Europeia. Depois da “bombástica” divulgação de que existiria até carne sendo triturado junto com papelão, o país perdeu alguns contratos de exportação e outros cancelados, foram revistos.  

A Operação, contorno de gozações nas redes sociais, com muitas publicações de fotos de churrascos de papelão, vídeo com presunto da Sadia com plástico dentro, o ator Tony Ramos veio à publico garantir que não sentia vergonhado de ter feito a campanha divulgando a Carne a vácuo da Frigoi, o Governo chamou embaixadores e ofereceu um churrasco para todos eles em Brasília. Mesmo assim, não conseguiu convencer totalmente os importadores de carne.  No meio de toda a balbúrdia, a gravação em áudio de uma ex-funcionária que diz ter trabalhado 10 anos em Frigorífico, LX, hoje Friboi, do grupo JBS, garante com detalhes que o Brasil sempre consumiu  carne do “Boi Sequestro” como ela chama. O que seria “Boi Sequestro”?

 No áudio a ex-funcionária garante que de 80 a 100 bois morrem  de fome, calor, sede, de raiva por estar seguindo para o abate etc antes de chegar aos frigoríficos para o abate. Esse seria o “Boi Sequestro”, que  mesmo com  1, 2, 3 ou 4 horas e com sangue totalmente podre, seguiria para a inspeção, onde existiria uma pessoa própria só desse boi que morre antes de ser morto.  Desossado, seguiria para um tanque com água quente e corante vermelho e sairia como se fosse carne nova e de boa de qualidade. Depois, partiria para embalagem a vácuo, a selovax  e toda a  carne seria consumida há muito tempo no Brasil, comercializada nos supermercados do país inteiro. Ela mesma diz que já trabalhou com esse “Boi Sequestro”, que já estaria desfigurando e dá uma pista de onde pode ter sido gravado o áudio: “se esse boi chega aqui em Mato Grosso, é consumida aqui mesmo”. E conclui: “os brasileiros sempre consumiram podre porque ela não pode ser exportada”!


Como os novos acontecimentos, sepultam e enterram velhos e importantes acontecimentos em marcha na vida nacional, os eleitores brasileiros tiveram desviado o foco para duas coisas importantíssimas votações na Câmara Federal, que podem mudar o Brasil para melhor ou para pior:  as Reformas Previdenciária e Política!

segunda-feira, 20 de março de 2017

REFORMA OU REMENDO POLÍTICO COM PANO VELHO?



O Brasil tem muito cacique para pouco índio, ou muitos partidos para eleitores pouco esclarecidos e sem quase nenhuma cidadania!.

Com 35 partidos registrados no TSE e mais 34 sendo formados para “mamar” nas tetas do Governo. Se forem todos aprovados e registrados, passarão a receber financiamento público de campanha e direito em espaços em rádios e televisões e terão o direito de continuar praticando novas modalidades de corrupção, iniciada em 1808, com a chegada da família real ao Rio de Janeiro. A reforma política anunciada acontece quando o Procurador Geral da União, Rodrigo Janot,  pede a abertura inquéritos contra políticos envolvidos “Operação Lava Jato”. Os deputados federais se apressam em fazer a Reforma Política, talvez costurada com pano velho e podre para não mudar nada. Tiveram tanto tempo para fazê-la e só agora a decidiram-na. Por que só agora e não antes?

Por trás dessa reforma política anunciada, tudo continuará igual.  O político que mais responde a acusações  e investigações na “Lava Jato”, deputado federal por Roraima, Romero Jucá, disse que não “é feio homem público ser investigado.  Feio será se  for condenado”. Ele, Jucá, anunciou que  apresentará quatro projetos distintos de Reforma Política. Por que só agora e não antes teve a ideia de elaborar quatro projetos e não fez antes? Deve ser para se proteger das acusações que pesam contra ele junto ao Supremo Tribunal Federal. O atual líder do Governo Temer, não é confiável e deixou a chefia da Casa Civil quando surgiu a primeira denúncia contra ele. Agora, são muitas, todas, graves e precisam ser apuradas.

O ex-deputado federal Roberto Jefferson, denunciou que será casuísmo fazer uma reforma política agora e disse que por trás se escondem interesses de blindar deputados pelo uso do Caixa 2, que envolve 26 partidos e muitos políticos. O ex-deputado federal foi cassado, preso e condenado por envolvimento no escândalo do mensalão. Ele só  denunciou o esquema de propinas e pagamentos mensais a parlamentares de vários partidos  que votavam em favor do Governo. Contudo, o parlamentar só denunciou o esquema de compra de votos  por divergências  políticas e pessoais com o então chefe da Casa Civil de Lula, José Dirceu, preso e também condenado no Estado do Paraná pelo “Mensalão” e  por diversas outras acusações  que o ligam à  “Operação Lava Jato”.

Em meio às desconfianças de que os deputados federais estejam querendo aprovar projetos para anistiar os Caixas 2, o presidente Michel Temer dizer que vetará qualquer tentativa de anistia caso seja aprovada   é no mínimo estranha e  duvidosa essa Reforma Política. Também é estranha a atitude dos políticos na Câmara Federal queiram  fazê-la agora, se já tiveram tanto tempo e não a fizeram. Talvez a aprovem, mas será  apenas um remendo em pano velho para que tudo continue como está, permitindo empréstimos de empresas em forma disfarçada de  “doações” legais para partidos políticos  bancarem suas campanhas políticas e, depois,  se tornarem “amigas do rei”  e se banquetearem com dinheiro público, cobrando-o com ágio, juros, corrupções, como se tivessem feito empréstimos aos partidos.

No final, todos pagarão a conta, principalmente se os novos 34 partidos que estão sendo formados no Brasil forem todos aprovados e registrados junto ao TSE!  Enquanto isso  obras que comecem e  nunca terminem em hospitais, médicos pessimamente remunerados, escolas inconclusas e com professores  mal pagos, infraestrutura de rodovias para escoar a produção principalmente de soja, saneamento básico inexistente na maioria das cidades e falta de dinheiro para investir, além de continuar a corrupção. Mudou o Governo do PT para o PMDB, mas continua quase tudo igual como antes.

domingo, 19 de março de 2017

PAULO FRANCIS, SUA MORTE NÃO FOI EM VÃO!


Paulo Francis, colega jornalista, sua morte em Nova York em 4 de fevereiro de 1977,  nos Estados Unidos  não foi em vão!

Se o Governo FHC= Fernando Henrique Cardoso tivesse acreditado quando você denunciou que os bancos da Suíça estavam sendo usados por diretores da Petrobras, como lavanderia e mandados apura-la e não processá-lo exigindo provas, talvez o Brasil não estivesse mergulhado no mar de lama de corrupção, o PT talvez não tivesse ganhado a eleição e tudo estaria  melhorado ou parcialmente resolvido. A corrupção é questão de falta de caráter, de cidadania e não depende de educação ou formação acadêmica. Contudo,  começou  no Brasil  em 1808,  quando Dom João VI deixou a Bahia com a  família e  desembarcou  no Rio de Janeiro,  recebendo de “presente” de um traficante de escravos a melhor casa da cidade, no mais belo terreno na Quinta da Boa Vista.

A partir desse aparente e inocente presente aceito pelo Rei,  todos os governantes a partir de então continuaram aceitando inocentes “presentes” em troca de alguma coisa no Governo. No caso emblemático do presente recebido por Don João VI, foi à maneira que o traficante de escravos encontrou para tornar-se “amigo do rei” e, segundo registra a história, encontrar facilidades no Governo Real e ter seu visto de entrada  na área comum dos confusos e imbricados negócios públicos e privados da época imperial, quando os dois que devem ser sempre separados,  já se confundiam no Brasil Colônia  e o presenteador passou a ganhar muito dinheiro público de impostos!

O “toma lá dá cá” no Império continuou e o traficante de escravos ganhou títulos de nobreza.  Lopes, o traficante, não estava só comum que “senhores de engenheiro, fazendeiros e traficantes de escravos estabeleceram também o mesmo regime do “toma lá da cá” com o rei, que o Brasil praticamente ficou falido”. Contudo, a primeira corrupção para ser amigo do “rei” não começou com o Governo do PT e nem com os “PTrabalhas”.  Durante o processo de deposição contra  a ex-presidente, presentearam- pelas redes sociais  com fazendas no Pará em nome de sua filha, com dinheiro em bancos suíços também etc.  Nada apareceu depois que foi cassada pelos senadores.

Paulo Francis, você foi um dos primeiros a denunciar a diretoria da Petrobras em 1986 no  programa Manhattan Connection e a morrer de depressão em Nova York em 1997,  sem ver o resultado de sua denúncia sendo comprovada. Em nome dos homens de bem do Brasil, peço-lhe desculpas e perdão, jornalista  Paulo Francis. Você estava certo. Apenas morreu de depressão por não ter conseguido pagar os milhões de dólares a que foi condenado pela Justiça porque não revelou sua fonte, mas dignificou a profissão do jornalismo mundial.

Você estava certo e mais do que certo, Paulo Francis.



sábado, 18 de março de 2017

O TESTAMENTO (UMA NOVELA AMAZÔNICA)


Deixo para trás a saudade e alguns hectares de terra. Não bem só isso: deixo também alguns poucos amigos, umas poucas cabeças de bode que teimam em permanecer existindo, uma cabana mal construída que eu chamo de lar e uma terra miserável que nem sei o porquê de existir. Não dá nada. Não produz nada. Deixo também uma mulher que me abandonou. Os filhos vivos. Os filhos mortos. E muitas lembranças. Mais do que isso, nada tenho para deixar.  Até a dignidade eu já perdi.
       


Mas não haverá ninguém para receber a herança que agora deixo.

Inicialmente, desejo apresentar meu existir a vocês, embora não tenha certeza de seja um existir, afinal, viver miseravelmente como eu vivo não é existir. É ser teimoso por natureza!

Chamo-me Juvenal, Juvenal do seu Zé do Bode porque meu pai criava bodes e assim fiquei conhecido, nascido no Nordeste.  Meu pai,  já morreu. Que Deus o tenha ou o diabo que o carregue.

Tenho poucas lembranças do meu pai, porque a morte veio buscá-lo quando eu ainda  era pequeno. Dizem que ele morreu de impaludismo. Confesso que nem sei o que é essa doença que deram o nome de impaludismo. Ela existe mesmo ou é mais um nome inventado?

Lembro-me apenas que durante a II Guerra Mundial, navios atracaram no porto de Fortaleza. Muitos nem se davam a esse trabalho e paravam no meio do mar. Soldados desciam:  “Ou você vai cortar seringa no Amazonas ou vai participar da guerra”, diziam os soldados. Diante dessa “gentil oferta do Governo Vargas” sobraria  alguma outra  opção?

Quando tinha meus seis anos, caminhava seis quilômetros até um poço de água. Era dele, do poço,  que  tirávamos a água para beber, cozinhar, dar aos bodes, tomar banho e para suprir outras necessidades também.

Cresci nessa rotina: apanhar água no poço e ver os bodes morrendo de fome ou de sede. De manhã, tirava leite de cabra para beber. Mas isso era raro. As cabras passavam tanta fome e sede que nem leite davam direito.

Como disse antes, tenho poucas lembranças do meu pai.

Mas sei que ele fez de tudo para que eu tivesse um futuro melhor do ele não pudera ter até morrer de impaludismo. Analfabeto de pai e mãe, dizia que eu tinha que aprender a ler e a escrever. Aprendi um pouco; mas só dá para o gasto. Não tenho medo de dizer que isso que você está lendo foi revisado. O professor disse que tentaria aproveitar minhas idéias e nem sei se ele fez isso mesmo porque, embora tenha frequentado escolas, aprendi a ler muito pouco. Se ele mudou alguma coisa me desculpem, porque é culpa do revisor.

Quando meu pai morreu, lembro apenas que chorei muito e tive que assumir a casa porque eu era o mais velho. Meu pai foi enterrado no quintal mesmo. Colocaram-no dentro de uma rede e depois na cova. Nem caixão fizeram. Minha mãe chorava muito e foi amofinando, amofinando, até que morreu também. Fiquei só no mundo porque todos os meus irmãos morreram, acho da mesma doença do meu pai. Esqueci de dizer que era o terceiro de 15 filhos de meu pai.

Bem, não é verdade que fiquei totalmente só no mundo. Conheci uma garota bonita quando ia buscar água. Maria. Ela se chamava Maria da dona Maroca. Acho esse negócio de nome uma coisa esquisita. Nome não serve para nada. O nome do pai dela eu nunca soube. Sei que ela teve um pai mas nunca o conheci. Aliás, eu já disse o nome da minha mãe? Já morreu mas se chamava Maria também, igual ao nome da Maria que conheci. Ela tinha somente 16 anos e eu 17.

Decidimos nos mudar para o Amazonas. O ano era 1906. Época boa para se produzir o látex. Não fui para guerra, mas fui produzir látex para o Exército.
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Depois de quase um ano de viagem chegamos,  eu e a Maria. No Amazonas e  casamos ou nos amigamos não sei. Só sei que passamos a viver juntos. Tivemos cinco filhos. Eu queria ter dez como meu pai, mas Maria dizia: "quer que vivam na mesma miséria que você viveu? É isso que você quer para nossos filhos?" Dois morreram logo depois do nascimento. Fiz mais dois e continuei com cinco.

Só vim conhecer um padre depois dos meus 20 anos, quando casei com Maria. Era assim: um filho morria e a gente fazia logo outro. Lembro que meu pai dizia: filho, onde come um comem dez. Mas não concordo mais com isso. Continuo porque embora trabalhe muito no corte de seringa, continuo miserável.

Aportei em Manaus sem dinheiro e com dívidas.

Procurei trabalho. Só tinha nos seringais. Estou agora com 21 anos, um de casado e já pareço velho. O seu Richard, um inglês, pagou todas as nossas despesas de viagem. Dizem que em Manaus vou melhorar de vida. Os homens andam bem vestidos, com terno de linho branco e chapéu na cabeça. Falam coisas estranhas. É uma língua que não entendo. Acho que é francês ou inglês, ou alemão não sei ao certo. Acho que é tudo junto e misturado.

Decidi enfrentar a vida e aceitar o emprego oferecido pelo senhor Richard, no seringal dele. Na hora do embarque, Maria chorou. Meus filhos também. “Vou voltar logo”, gritei, mas acho que ninguém me ouviu devido ao barulho do motor.

Navegamos vários dias. Paramos em um lugar isolado. Tudo era selva. Fiquei espantado ao saber que a maioria era do Ceará. Tinham vindo como “Soldados da Borracha”. Muitos, acreditaram nas promessas do Governo Federal. Eu não! Só acreditei no emprego do senhor Richard.

Tinha-se que caminhar para dentro da selva. Cortar pés de seringueira. Chovia muito no meio da selva. Trazíamos toda a produção para a margem do rio. O motor passava recolhendo tudo.
Passei seis anos no seringal. Muitos morreram. Nunca recebi o suficiente. Trabalhava mais de 18 horas por dia. Durante esse tempo, vi minha mulher, a minha Maria e meus filhos apenas uma vez.

Ela estava morando na casa do seu Richard e parecia bem. Estava forte e corada. Seu Richard não deixou Maria ficar comigo, deitar comigo. Disse-me que ela estava indisposta. Trabalhava muito. Seu Richard prometeu que eu a veria antes de voltar para o seringal. Não cumpriu a promessa e eu voltei.

Nem me deu um abraço. A vi de longe, apenas. Mas notei que ao lado dela tinha um menino louro. Acho que era colega dos meus filhos. Pareciam todos bem, mas estranhos.

Abandonei o seringal. Voltei para Manaus em 1912. Nesse período, não ganhei nada. Continuo devendo. A cidade, antes bonita e alegre, estava abandonada. Seu Richard tinha ido embora. Encontrei minha Maria. Ela estava morando em uma barraca imunda, no bairro dos Remédios. Culpavam os malasianos pela nossa crise.

Como iria sustentar a nossa família? A cidade, antes bem desenvolvida, estava falida!

Tentei voltar para o seringal. Não deixaram. Diziam que a borracha não tinha mais compradores.  Henry Vicham havia roubado nossas seringueiras. Tudo foi parar na Malásia. Não sei se isso é verdade. Sei que agora sou chamado de arigó, só porque sou nordestino. Não é verdade. Sou um trabalhador e fui abandonado.

Os navios sumiram do porto. As ruas ficaram desertas. Só se vê nordestinos pela rua, perambulando. Fiquei sabendo que a minha Maria não era mais a mesma. O menino lourinho que eu vira era filho dela com o seu Richard.

Tentei me matar. Enfiei uma faca no peito. Levaram-se para o Hospital. Não tinha médico e nem remédio. Comia um dia e o outro não. Chegou o ano de 1942. O mundo estava novamente em guerra e afundaram um navio nosso: 657 pessoas morreram. Tenho certeza que havia cearenses entre os mortos.

Não me deixaram lutar.

Voltei aos seringais. Os japoneses tinham invadido os seringais no Oriente. Eu não sabia que existia isso. Fui  contratado por uma Companhia de Desenvolvimento da Borracha. O dinheiro voltou a aparecer; os navios,  reapareceram.

Maria continua morando em Manaus. Meus filhos vieram comigo para o seringal, só não o lourinho que era filho de seu Richard e não meu.

Hoje chegou navio. Soube que o Ceará continua seco e miserável.

Companheiros meus voltaram. Outros chegaram para cortar seringueiras. Eram os soldados da borracha. Pouco depois, a produção fracassou novamente. Uns gringos brancos vieram comandar os trabalhos nos seringais. Soube depois que eram americanos e que vieram como mandantes, mas não entendiam nada de produção em floresta.

Um tal de doutor Figueiredo Rodrigues que era inspetor de saúde no porto de Manaus se deu ao trabalho de contar os mortos por impaludismo. Manaus  tinha crescido muito, mas continuava pobre. Não havia farmácias  ou médicos na capital e o interior estava abandonado.

Tinha um juiz que cuidava dos pobres.

Fui procurar Maria. Desejava saber notícias dela. Encontrei-a com um homem de cabelos loiros. Já tinha outros filhos. Desejava levá-la para o Nordeste. Mas cada filho era de uma cor diferente. Dos cinco filhos que tive com Maria, quatro morreram no seringal. Só ficou, o mais velho. Até o Richard, nome da criança loira que eu vi quando voltava para o seringal, havia morrido também. Tinha encontrado de novo minha Maria. Não em um poço, mas nas ruas de Manaus.  Ela não era mais a mesma!

Decidi voltar para o Nordeste, sem nada também.

A idade não me permite grandes sonhos. Foi uma viagem mais miserável, ainda. Redes por todos os lados. Depois, estrada de chão batido. Homens jovens, crianças, mulheres jovens dividiam o ônibus caindo aos pedaços. Era o melhor e era o que o meu dinheiro podia pagar.

Eram todos nordestinos como eu, regressando do inferno.  A chata de rodas estava cheia de desiludidos e arrependidos. Antes eu era um migrante desiludido com a terra seca. Agora, estava desiludido com a terra, a vida e com Maria. Comi o pão que o diabo amassou. Agora volto para o começo.

Uma chuva forte alcançou a chata. O vento era forte. Muitas pessoas choravam. Morrer não deveria ser tão ruim assim.
Felizmente a tempestade passou. Pensei em Maria. Como ela teve coragem de me deixar assim? Maria foi ingrata. A vida era ingrata. Fugi da seca. Estou mais velho agora, voltando. Não matei nem roubei..
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Enfim, cheguei. O lugar parece o mesmo, miserável como antes. Não há água, floresta ou bichos, mas homens estranhos.

Esse é meu testamento: não deixo nada para ninguém. Você não quer o meu herdeiro?