sexta-feira, 30 de setembro de 2016

(DES)ILUSÃO...


Eles não voltarão e inútil será a espera!
Nas comunidades isoladas,
De barcos, descem e se equilibram por sob pranchas de madeira,
Foguetes estouram, bandeirolas coloridas balançam!
Os ribeirinhos que sustentam a floresta em pé
Vivendo da caça e pesca para subsistência!
Continuam abandonados!
Aguardando o cumprimento da  ilusão prometida

II

Negras fumaças das chaminés dos barcos que levam,
Confundem-se com as novas e negras promessas que fazem!
Muitos são honestos,
(Como se fosse mágico enriquece  demais!)

III

Não os esperem!
Só voltarão depois de quatro anos depois, para anunciarem
Mais uma ilusão para os próximos quatro anos!
Com mais estouro de foguetes,

As novas mentiras!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

TÚNEL DO TEMPO!



Retornar ao município e não poder rever o companheiro caboclo jornalista Roberval Vieira, seria como não ter ido à “Velha Cerpa”. Revê-lo, seria entrar em um túnel do tempo de boas lembranças. Não fazê-lo, seria o mesmo que ter ido à cidade do Vaticano não ter visto o papa Francisco, tal a importância que você representa na vida cultural da cidade de Itacoatiara, que a adotou como se fosse seu filho legítimo, esse caboclo que nasceu no município amazonense de Manicoré. “Onde mora o meu amigo jornalista Roberval Vieira?”, perguntei à professora Ester Araújo, presidente da AIL, após receber-me na bonita e limpa Rodoviária Municipal. “Não sei onde ele mora, mas o Nato Neto, que é amigo dele e trabalha com o Raimundo Silva sabe e vai leva-lo lá” e acrescentou: “ele foi convidado para integrar os quadros da Academia de Letras, mas respondeu que a saúde frágil não lhe permitia aceitar o convite”. Fiquei mais curioso para revê-lo e abraçá-lo. Como era uma sexta-feira, desejei muito que o dia passasse rápido, como passou para nós dois, só para reencontra-lo anos depois, já nos seus 70 anos de vida!

Durante a noite, sai para abraçar a cidade onde tive a certeza da gravidez de meu primeiro e único filho e lancei o primeiro e único livro de poesias, (DES) Construção...Não lembro o ano, mas lembro de que contei  com a ajuda de companheiros inestimáveis como o advogado, brilhante orador e hoje vereador e ex-presidente da Câmara por duas vezes, Raimundo Silva, também membro da Academia. Como era muito conhecido na cidade em que nasceu, pediu ao então presidente da Casa, na época, vereador José Resk, que mandou abrir as portas do prédio antigo da Câmara Municipal do Município para receber-me de braços abertos. Mas meu pensamento era logo chegar o sábado para rever Roberval Vieira e foi lendo o seu livro “Memórias de um Repórter”, que soube que o José Resk já falecera de AVC, em Manaus.

O sábado chegou e saímos para novamente respirar o ar da cidade e rever alguns amigos queridos. Estive na fazenda do João do Joca acompanhado do vereador Raimundo Silva e de Nato Neto, que dirigia o carro. Depois, fomos ao prédio da Câmara Municipal. Ele estava fechado, mas o ex-presidente bateu no vidro e o vigia o abriu. Raimundo Silva, orgulhoso, queria mostrar-me o resgate histórico feito durante suas duas gestões à frente da casa legislativa, prestando homenagens às pessoas ilustres do passado, como a primeira vereadora do Brasil, professora Raimunda Vasconcelos Dias, o deputado estadual João Valério de Oliveira e ao jornalista Aguinelo Oliveira. Senti falta de homenagem ao também jornalista Herculano Castro e Costa e a Miss Brasil, Terezinha Morango,  quase miss universo. Mas sei que ainda serão feitas.

Na volta das visitas, finalmente chegamos a sua casa. Senti-me como se também estivesse entrando em um túnel do tempo só meu. Há muito tempo não o encontrava. A cuidadora veio ver quem batia palmas com tanta insistência como se fosse um louco e disse que você estava dormindo. “Não tem problema, acorde-o e diga-lhe que é um antigo amigo do jornal A NOTÍCIA, que veio de Manaus para visitá-lo”. A cuidadora respondeu: “Ele não gosta de ser acordado quando toma remédio para dormir”. Nato Neto disse “vamos embora, depois você volta”. Insisti. Pedi que dissesse que era o jornalista Carlos Costa.  Ela abriu o portão e entrei com o Nato Neto atrás de mim. Você, Roberval, nos recebeu na cama, com dificuldades para ficar em pé!

Não esperava encontrá-lo tão debilitado, usando uma bengala para apoiar-se, devido ao AVC que sofreu duas vezes. Nem tão deprimido e se culpando pela morte de sua esposa e companheira, assassinada em Manaus. Chorando baixo, disse-me não “fiz nada para defendê-la”. Pelo carinho que você falou dela e pelo choro rápido que teve, ela fora muito importante  em sua vida, como minha Yara Queiroz também o é na minha. Abraçamo-nos muito e esqueci-me de entregar-lhe o livro científico na área do Serviço Social, “O CAMINHO NÃO PERCORRIDO – A TRAJETÓRIA DOS ASSISTENTES SOCIAIS MASCULINOS EM MANAUS” reescrito e publicado pela Editora da Universidade do Amazonas, que seria lançado logo mais à noite na Academia de Letras da cidade. A obra estava no carro do Nato Neto. A levei autografada especialmente para você e, traído pela emoção do reencontro, não lhe entreguei, companheiro! A emoção foi tanta que choramos os dois, abraçados fortemente. Eu lamentando pela vida de infectado por bactérias hospitalares que levo desde 2006 e você se culpando pela vida que passou a viver! Somos dois guerreiros pela vida e, tomando remédios como se fossem armas, prolongando o quando forem possíveis nossas vidas, amigo!

Você se abaixou e retirou um livro e autografou-o na hora para mim.  O li as “Memórias de um Repórter”. Elas remeteram-me a grandes lembranças de quando nos encontrávamos em Manaus, durante as caldeirada de tucunaré, patrocinada pela advogada Letícia Teles Guimarães, em seu barzinho na Avenida Tarumã, onde um angolano sorridente nos servia. Desses encontros, surgiram histórias hilariantes no jornalismo de então, com a criação de personagens como o “Nego Angola”, “Chupa-Chupa”, “Mão Branca”, algumas das criações geniais dos jornalistas policiais Luiz Octávio Monteiro, de A NOTÍCIA e Altair Rodrigues, de A CRÍTICA, que rivalizavam entre si. Durante as conversas, você me contava sobre as aventuras no interior do Estado do Estado, de suas viagens de barcos e lia suas belíssimas e suaves crônicas publicadas nos jornais de Manaus. De tanto defender o que  acreditava ser o correto e a inclusão do município de Itacoatiara no cenário político do Estado, fui conhecer  ainda adolescente, a terra na qual você não nasceu, mas a adotou por ser da família de seus avós.

Depois que o deixei com a alegria do dever cumprido e o reencontro sendo registrado pelo companheiro Nato Neto, deixei sua casa mais leve e me questionando porque o tempo anda tão rápido e nos envelhece tanto. Dos jovens que éramos o tempo nos transformou em dois velhos cheios de lembranças para registrar, o que estamos fazendo!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ELES VOLTARAM...!


Eles voltaram! Não como políticos voltam sempre em busca de novos votos, a cada 4 anos.  Eles voltaram e continuam cantando e gritando forte com seus frágeis pulmões.

Meus periquitos verdes voltaram! Não estou escrevendo sobre campanhas ou sobre políticos que, mesmo alguns mentindo para o povo, conseguem se eleger; outros,  sinceros demais, não conseguem tempos iguais nas rádios e TVs TVs,  porque não fazem alianças e  a disputa se torna  desigual na democracia do voto imposto por punições. Embora, a Constituição do Brasil diga que todos são iguais perante a lei e a Lei de Introdução ao Código Civil, determina que os desiguais devam ser tratados como iguais. Essa máxima constitucional e legal, não é cumprida em campanhas eleitorais: vence sempre quem tem mais alianças políticas, mesmo sem qualquer ideologia que as justifiquem. Os desiguais e sinceros continuam sendo tratados como desiguais  e perdem as eleições, ao contrário  dos que se juntam em grupos para alcançar o poder através de alianças. Essa prática, ainda legal, mas imoral, precisa. Ela causa com uma profunda desigualdade e exige uma Reforma Política, que muito se fala muito e a muito tempo e se faz sempre remendos com pano velho!

Muitos periquitos verdes morreram em acidentes no meio da pista da Avenida Efigênio Sales. Como se fosse uma resposta aos homens que roubam seus espaços, eles voltaram a cantar e os ouço pelo banheiro e vejo-os pela janela do apartamento no Mundi, em meio a latidos de cachorros criados no Condomínio. Mas isso é outra história que não tem nada a ver com essa crônica. Voltemos aos periquitos.  Eles só cantam e bailam para um lado e para o outro, como é de suas naturezas. Mas aguardam a divulgação oficial do laudo apontando a “causa mortis” de seus irmãos, recolhidos pelo IMPAM e Delegacia do Meio Ambiente  e enviados seus restos mortais esbagaçados pelos carros a duas universidades fora do Estado, a  de Minas Gerais e a de Pernambuco, por razões que até hoje desconheço! Embora funcionando  precariamente por falta de investimentos públicos, o IML/Am teria condições de elaborar o laudo e apontar as suas “causas mortis”: se vítimas de venenos; ou, de se de atropelamentos. Depois de cantarem todos os dias, entre 17:30 e 19 horas, voavam para o outro lado da rua e dormiam em mangueiras no canteiro central da Avenida Efigênio Sales ou nas palmeiras imperiais que ainda resistem em frente ao Condomínio Efigênio Sales, onde pelo menos algumas palmeiras imperiais faleceram. Sempre que passava diariamente em frente ao Condomínio, observava que foram plantadas quase adultas,  escoradas por madeiraras, mesmo antes da conclusão do loteamento dos terrenos e da construção de mansões. Não sei dizer se teriam falecido sufocadas pelas telas colocadas em suas copas ou se pelo efeito do veneno que teria sido colocado nelas, antes das suas colocações sobre as copas, para impedir a entrada dos periquitos que dormiam entre suas folhas. O importante em que em novembro, dois anos se completarão e até agora nada da divulgação do laudo das duas universidades.

O primeiro  e único laudo divulgado pelo IPAAM, confuso e não muito claro, não foi preciso e deixou de apontar a “causa mortis”: se vítimas de veneno  ou  se atropelados pelos carros que antes passavam pela avenida em grande Efigênio Sales, em grande velocidade. Depois da colocação de placas em toda na área e da determinação do Ministério Público em mandar retirar as telas, nunca mais aconteceu nada de mortes e os periquitos voltaram a fazer quase o mesmo balé de antes. Eles, porém, estão em número menor e já não possuem a mesma alegria e não são mais tão graciosos como antes. A Banca Independente da Confraria do Armando – BICA, um bar famoso na Praça São Sebastião, frequentado por jornalistas, advogados, intelectuais e outros “vagabundos”, como  dizia  um amigo, cujo nome preservarei, usou a morte dos periquitos para fazer uma  paródia deles com um crime de grande repercussão, ocorrido em Manaus envolvendo socialite casada que mandou matar a amante de seu amante e criou a marchinha “O Periquito da Madame”.  A autora e os executores do crime foram julgados e condenados.


De que teriam morrido mesmo os periquitos que bailavam sem parar e depois voavam e dormiam em árvores que existem no canteiro central da Avenida Efigênio Sales ou nas palmeiras que ainda existem em frente ao Condomínio Efigênio Sales! (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/11/nao-nos-calem-pai-o-que-fizemos.html(http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/12/os-periquitos-estao-livres-dos-grilhoes.html)

sábado, 24 de setembro de 2016

QUANDO ME TORNAR SAUDADE...!


https://www.youtube.com/watch?v=RGDUrKykobM&feature=youtu.be



Quando me tornar saudade,
Não chorem por mim!
E não me procurem no cemitério
Continuarei  em cada um, em forma de lembranças
(ou em forma de saudade!)
Nas estrelas no céu, do sol, de vento, das nuvens, enfim...estarei sempre!
Nas asas dos periquitos que morreram e voltaram para cantar,
Porém, não estarei no cemitério!
Sonhando com os anjos e vendo a lua mais bela
Admirado pela última vez as estrelas!
Talvez,  quando me tornar saudade,
Os amigos só encontrarão talvez flores murchas
(que algum amigo mais querido enviar, desavisadamente)
Mas não estarei lá!
Estarei em todos os lugares que você quiser que eu esteja!





sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MUDANÇA...QUE MUDANÇA?

 

Gramaticalmente, mudança” significa: o ato ou efeito de mudar, de dispor de outro modo. É um substantivo feminino. Metamorfose, ainda gramaticalmente escrevendo, é um tipo de mudança de uma coisa ou de um ser em outro, com a transformação da forma que passam os insetos e batráquios durante o período de seu desenvolvimento. No sentido figurado, metamorfose é a mudança no estado ou no caráter de uma pessoa, é a transformação física ou moral. (https://www.significados.com.br/mudanca/)

“Mudança” é a palavra mais ouvida nos discursos da maioria dos candidatos a prefeito e vereadores de Manaus, que começou morna, mas um evento de percurso na área de saúde envolvendo apoiadores de um candidato poderá mudar ou não o cenário político. Quem administra a cidade, apresenta  “uma cidade digital”, que já estaria em andamento, sendo implantada.  A “cidade digital”  interligaria os principais serviços públicos municipais (consultas médicas, horário de ônibus, serviços de energia elétrica etc..). Contudo, esquece que nem todas as pessoas possuem acesso à internet, embora usem aparelhos celulares, com cartões pré-pagos. Seria mudança?  Quase colado ao candidato que administra Manaus  correm outros oito outros candidatos.  Só dois irão para o segundo turno e só um terá condições de dar seguimento à continuidade ou realizar as mudanças que o povo tanto deseja, mas não tenho certeza se quer mesmo. Pelo menos em algumas pesquisas de intenções de votos,  um deles estaria disputando voto a voto,  também fala em mudanças e anuncia quase as mesmas coisas, mas com outro nome. Sem poder ser totalmente desprezada, não acredito em pesquisas. Elas só apresentam uma tendência do eleitor. Acredito em votos silenciosos!

O atual prefeito se aceitou uma estranha aliança nacional e recebeu em sua chapa um ex-“garoto propaganda” do candidato a governador da época. Depois, se aliou a um atual senador pelo Amazonas no programa em canal aberto de TV, muito popular,  “Exija seus Direitos” e foi ficando, ficando e se elegeu três vezes deputado estadual e cumpre o seu primeiro mandato de deputado federal. Isso seria mudança? Mudar é salutar, necessário e imprescindível, mas exige coragem, impõe desafios e implica em mudança comportamental na sociedade. A maior mudança deve ser feita primeiramente na mente dos eleitores. Mudar implica em variáveis e nem todos aceitam  bem os riscos da mudança desejada e necessária. Mudar para o nada é melhor não mudar nada! Essa é a questão central. A primeira coisa que precisa mudar são as coligações partidárias que prejudicam a equidade do tempo de uso da TV e rádio nos horários eleitorais gratuitos. Sem essa mudança, nunca haverá tempo igual para todos os candidatos e, portanto, será a prática de uma democracia “meia boca”. Mudanças precisam ser feitas no Código Eleitoral e atingirão o campo político: o fim dos suplentes de senadores sem voto, a criminalização do uso de Caixa 2 em campanhas eleitorais. Essas seriam, em tese,  as mudanças aguardadas pelos eleitores! Mas será que os deputados federais, vão aceita-las? No mínimo, que o tempo de TV e rádio, fossem iguais para todos, já seria um sinal de mudança verdadeira!

Manaus da era digital ainda vive em meio a alguns fantasmas históricos do passado de abandono: um porto de barcos regionais que data do século XVIII e foi ficando, ficando, enterrando dinheiro público com seguidas obras com nomes de revitalizações e outros nomes que inventaram para gastar dinheiro do contribuinte. Outra é a Estação Rodoviária de Manaus, inaugurada pelo prefeito José Fernandes de Oliveira, em pleno século XX, mas da mesma forma abandonada e uma vergonha para quem desembarca na cidade pela primeira vez. Tanto o Porto como a Rodoviária foram ficando e ficando como  provas das duas maiores vergonhas da cidade, capital da Zona Franca, a chamada capital do Norte que cresceu muito e se desenvolveu pouco em diversos campos da vida social e humana,  sem falar no excesso de ruas esburacadas nos bairros, calçadas desniveladas, esburacas e sem  muito cuidado e etc.

No dia 2 de outubro, as urnas falarão e eu acredito em uma mudança verdadeira, sem contaminação e resquícios de um passado recente do Brasil de “sargenta” PM e “oficiala” de Justiça, do TJ/Am como querem se fazer passar duas candidatas  ao posto de vereadores de Manaus que também assassinaram a gramática, como o fez por decreto,  a ex-presidente Dilma Rousseff!  As urnas silenciosas falarão, depois de abertas. Eu acredito!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"PONTE DE SAFENA" (VISÃO DE UM ITACOATIARENSE!

“Ponte de Safena” foi o nome que pronunciou o Dr. Alberto José Valério e Silva, batizando o projeto do itacoatiarense  Jeovan Barbosa que ligará o município que tanto ama ao resto do Brasil e ao Mundo por pontes, estradas e rodovias!.

A semente foi plantada  pelo caboclo itacoatiarense está crescendo como uma onda do mar que,  começa muitas vezes fraca e vai aumentando, aumentando até chegar à praia, provocando medo e pavor para muitos, mas também é a redenção dos que acreditam que elas também trazem do mar os alimentos necessários para os que buscam. A “Ponte de Safena” interligaria o município da “Velha Cerpa”,  terra do Fecani , ao resto do Brasil por pontes e rodovias, beneficiando  vários outros municípios do Amazonas e chegará  a cidade paraense de  Aveiro e de lá, para ao resto do Mundo. Com essa solução simples e original, existiria a oportunidade do empreendimento resolver a interligação da ZFM ao resto do Brasil com o exterior.  

A “Ponte de Safena” começará em Manaus, percorrerá a Am-O10 até o município de Itacoatiara, cruzará  o Rio Amazonas por uma ponte, passará pelo município de Maués e outros, continuará por estrada e chegará ao município paraense de Aveiro. Depois, seguiria pela  PA-435, se interligaria a BR-136 e demais rodovias, inclusive a BR – 320 e a Transamazônica e alcançaria  o mundo por outras estradas brasileiras crônica publicada no blog (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2016/02/de-itacoatiara-para-o-mundo-uma-solucao.html).

Durante o lançamento da revista Ita News, no hall do Cine Teatro DIB, o Dr. Alberto Valério, um dos maiores entusiastas do projeto caboclo de Jeovan Barbosa, disse que depois de cumpridos todos os trâmites burocráticos com o Congresso Nacional,  ele se empenharia pessoalmente para conseguir recursos no exterior e executar toda a obra. Garantiu que permaneceria em Brasília, até ver o projeto aprovado, quase sem  nenhum impacto ambiental. Os estudos já estão sendo feitos. 

Durante ao passeio que fiz à comunidade do Varre-Vento que me viu menino 48 anos depois, ladeado pelo Dr. Alberto Valério, observei inúmeros comboios de carretas destinadas à Zona Franca, (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2016/08/de-volta-para-meu-aconchego-varre-vento.html), vindas do Mercosul, Jeovan Barbosa apontava para todas elas e me perguntava: “já pensou um Merconorte interligando esses dois comércios?” No retorno do inesquecível passeio em minhas lembranças de menino que nasceu em Manaus e foi residir com a família na comunidade, como se tivesse entrado em  uma máquina do tempo imaginaria, Jeovan pediu que o dono da lancha, Amarildo, seguisse um pouco mais à frente do porto de Itacoatiara só para nos mostrar o local estreito de onde será construída a ponte sobre o Rio. De onde estava, observei tratores trabalhando, mas não posso garantir se já era em função da obra. Talvez não fosse, mas não perguntei!

É, Jeovan Barbosa, a vida o é resultado de uma semente em o solo fértil e certamente será o surgimento de uma árvore frondosa e de bons frutos. Sua ideia cabocla ganhou nome, começou a produzir e será a única e verdadeira saída para devolver ao município de Itacoatiara a importância econômica que nunca deveria ter perdido!




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A CEBOLA E A BARBA


Não sei se cebola crua esfregada no rosto faz nascer barba forte e dura ou não, mas comigo deu certo. Fazer uso de barba e como tê-la aprendi na juventude com os colegas de Escola. Usei barba em vários tamanhos e formas, desde meus 19 anos. Hoje todas as vezes que me pego passando um aparelho e retirando  os pelos de meu rosto, à frente de um espalho grande no banheiro, recordo-me desse fato:  esfregando pedaço de cebola crua para fazer nascer barba grossa e forte.  

Hoje, o aparelho elétrico o desliza no rosto pelo menos duas vezes ao dia, para retirá-la totalmente, do mesmo modo que fazia na adolescência de meus 17 anos desejava usá-la. Depois de esfregar cebola crua no rosto, passava com algodão embebido em creme de abacate que adquiria pelo correio. Fiz isso até ver nasceram os primeiros  pelos, que continuei a usar barba cerrada durante vários anos, em diferentes tamanhos e formas: grande até o meio do peito! Uma namorada que tive dizia que meu cabelo e barba eram tétricos, mas não ligava. Com o tempo a barba ficou branca, o cabelo ficou rebelde e foi embora e me deixou uma careca, genética de meu pai que passei a ostentar com orgulho.


Hoje, não me arrependo do que fiz no passado, mas se soubesse que a barba cresceria tão rápida no rosto, talvez não tivesse feito porque me irrita  cortá-la  duas vezes ao dia. Ela coça muito quando está crescendo. Fico incomodado.  E como cresce rápido!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

CONTRIBUIÇÃO PARA OS DEPÓSITOS DE PRESOS NO BRASIL!


Com relação aos depósitos de seres humanos, menores protegido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e de adultos também em todo o Brasil, existe uma solução possível. Porém, será necessário que todos os atores sociais envolvidos com o problema se desarmem e, juntos, remem suas canoas indígenas em uma só direção para evitar esbarrões de interesses menores por pura convicção individual, pragmática, conceitual ou ideológica, todas nem sempre confessáveis publicamente.

Esses depósitos de menores erradamente apelidados de Centros de Ressocialização de Adolescentes, e as Cadeias Públicas não ressocializam ou recuperam ninguém, muito menos e devolvem-os à sociedade sem cometerem outros crimes. Ao contrário, retornam  mais preparados para o crime mais graves ainda! Todos ingressam nos Centros de Ressocialização ou nos presídios públicos com o ensino básicos e deixam os locais, anos depois verdadeiros doutores nos crimes que antes nem imaginavam que pudessem existir. Os adolescentes, nos Centros de Ressocialização, aprendem a praticar mais eficazmente seus próximos crimes também.

O problema poderia ser amenizado, resolvida se tentada pelo menos esse caminho, com a união de todos os atores sociais, conjuntamente, todos remando para um mesmo lado, buscando uma saída para o grave problema prisional brasileiro.  Soltar por falta de vagas no sistema  é a solução mais simples, porém, não a mais eficaz. Se todos se unissem e remassem em busca de uma solução, seguindo todos em uma mesma direção, já a teriam encontrado. Contudo, ficam um atacando o outro e a solução não é encontrada. Os adultos e os adolescentes continuam sofrendo em Unidades Prisionais depósitos chamados de Centro de Ressocialização ou cadeias, continuam sem saber como podem ser recuperados e devolvidos à sociedade.

O que poderia ser simples está ficando cada vez mais difícil uma solução. Como cidadão, jornalista e assistente social, formado pela Ufam- Universidade Federal do Amazonas apresento algumas ideias para serem discutidas, melhoradas, aperfeiçoadas e praticadas para amenizar o  grave problema da superlotação em todos os presídios do Brasil e nos Centros de Ressocialização para Adolescentes:

1     A Justiça continuaria a cumprir seu papel de condenar conforme seus crimes  e transformaria as penas privativas de liberdade em penas de tratamento químico contra a dependência às drogas e retorno obrigatório à sala de aula para aumento de escolaridade e, se possível, profissionalização;

2  Aos adultos, cumprir integralmente toda a pena, sem redução, a menos que comprovem e sejam conferidas as condições de tratamento químico e elevação de escolaridade:  

Reduzir a idade penal para 16 anos e criminalizar atos    praticados  pelos protegidos pelo ECA , em casos de reincidência no mesmo crime, principalmente se for envolvido com tráfico de drogas, latrocínio, crimes envolvendo armas de qualquer tipo, estupros e outros crimes correlatos.


Das ideias que apresento como contribuição, porém, a mais importante seria a Justiça condenar a tratamento químico em hospitais públicos e determinar a todos a elevação da escolaridade e não simplesmente condenarem-no e os direcionarem aos atuais depósitos disfarçados de Centros de Ressocialização ou Cadeias Públicas, que não passam de humanos depósitos de adultos e menores!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

CARTA PARA RUSVEL LIARTE!


É...! Rusvel Liarte, com seus sete anos, aluno do segundo ano do ensino fundamental da Escola Municipal  Yeda Henriques, em Itacoatiara,  você me impressionou muito! Saiba meu caro Rusvel, escrever não é fácil e nem difícil: é uma paixão, que se transforma na arte de colocar as palavras certas nos lugares,  momentos certos ou  imprimir sentimento em textos, colorindo os quatros em preto e branco que você ver, ou ainda,  descrever de forma leve,  segura e colorida para um cego que nunca viu nada. Esse é o sentimento que tenho quando escrevo, meu  caro Rusvel Liarte!  Disse-me que seu nome seria uma homenagem ao presidente americano, Franklin Delano Roossevelt.  

Por isso, meu futuro e determinado escritor, lhe direi um pouco  quem era a pssoa que lhe emprestou seu nome:  Roosevelt foi o trigésimo segundo presidente dos Estados Unidos,  cumpriu quatro mandatos e morreu durante o seu último. Presidiu seu país durante Depressão Econômica  1928 e que comandou o Exército americano na Segunda Guerra Mundial. A emenda Constitucional    22 que disciplinou  a reeleição americana para apenas dois mandatos consecutivos ,foi votada e aprovada durante o mandato dele.  Em 1930 também foi primeiro presidente americano a aparecer na televisão, criada anos antes, durante o Governo do 30º presidente, Calvin Coolidge. Mas como isso é história e todos sabem, quero falar de mim e um pouco de você também, meu caro Rusvel!

Saiba um pouco mais de mim:  muito tímido, comecei a escrever e publicar versos no jornal mimeografado “O PIPIRALMPO”  no Grupo Escolar Adalberto Vale.  Durante a adolescência deixei o cabelo crescer, entrei no grupo de Teatro de Álvaro Braga, uma coisa impensada para a época – um homem fazendo teatro? Deve ser gay, era o que pensavam na década de 70 início da de oitenta. Ensaiei aos sábados à tarde, por meses a fio, o papel de Chicó na Peça o “Alto da Compadecida”. Comecei a trabalhar como “foca” aos 18 anos, em A NOTÍCIA depois de demitido da chefia de mídia da Saga Públicidade, por Alberto Castelo Branco. Ele escreveu em uma carta que era incompetente e acho que fosse mesmo.  Ficava só  ouvindo rádio para saber se as mídias contratadas pela agência tinham saído no horário previsto ou não! Depois,  fazia um relatório  à empresa, a cada 30 dias. Era  o que fazia!. Logo que conclui o curso de magistério de 1ª a 4ª séries no IEA, passei no vestibular na Ufam, para o curso de Comunicação Social, lancei o primeiro livro de poesias (DES) CONSTRUÇÃO...,  com o apoio do escritor Danilo Du Silvan, ingressei na União Brasileira de Escritores do Amazonas  e, aos 22 anos, recebi o primeiro prêmio nacional de literatura no Paraná. Ao retornar para Manaus, Rusvel  continuei me achando incompetente e sem saber o que era um escritor de verdade, como você me disse que quer seria, com tanta convicção! Essa é uma pequena parte de minha trajetória inicial de vida.  O resto está publicado no livro “DE JORNALEIRO A JORNALISTA – UMA HITÓRIA DE VIDA” (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2010/12/de-jornaleiro-jornalista-uma-historia.html). Não tenho certeza se isso consta no livro, mas saiba que nunca desisti dos meus sonhos de melhorar de vida e ser alguém, sair da condição de quase pobreza absoluta, frequentando projetos sociais financiados ao Colégio Dom Bosco, na época do padre italiano, Bruno Bianchini, pela Funabem. Meu sonho era ser alguém diferente de meus genitores, agricultores e com pouca instrução.  Estudei muito e acho que consegui, mas ainda não tenho certeza! Ainda me acho incompetente no que faço.

Ah, Rusvell, se eu ainda estiver vivo, não se esqueça de mandar um convite para que compareça e aplauda de pé o lançamento de seu primeiro livro seja lá do que for: crônicas, contos ou poesias, isso é o que menos importa e seja bem vindo ao mundo cultural que dá muito prazer em fazer, mas pouco dinheiro como resultado final. Mas isso não importa muito para quem tem um sonho, um objetivo, uma meta, não é Rusvel!


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

CALL CENTER DESRESPEITAM OS FANHOS E GAGOS!



Um fanho telefona para um Call Center e a gravação atende e pede:
-Diga por que está ligando!
. O fanho diz com dificuldade e a gravação responde:
- Não entendi, repita mais uma vez!
O fanho diz tudo de novo e a gravação eletrônica responde.
- Por falta de comunicação, encerro essa ligação! - Pi, pi, pi!

E a pessoa fica com o telefone no ouvido escutando o barulho chato de seu aparelho, com cara de bobo! A gravação é uma brincadeira, mas mostra bem como uma  pessoa fanha ou com dificuldades de voz por qualquer motivo, teria de dificuldades para se comunicar hoje com os atendimentos eletrônicos de Call Center, principalmente as que pedem para a pessoa verbalizaar com palavras  o motivo pelo qual está ligando. O vídeo me foi enviado pela leitora Edjane Moura.  Depois “viralizou” e passei a receber de quase todas as redes sociais em que participo.
                                                                                
O que aparentemente engraçado, vídeo foi compartilhado por mim também. Mas ele é real, principalmente porque até hoje o Brasil desconhece o número de fanhos, gagos ou pessoas com dificuldades de comunicação, em suas comunicações com operadoras de Call Center. Elas não estão preparadas para receber esse tipo de comunicação. Não seria mais humano e menos estressante o cliente receber números para se comunicar com um operador real e não ficar perdendo tempo falando com uma máquina? A gravação fica dizendo “não entendi, repita novamente o seu pedido”?

As operadoras de  Call Center deveriam pensar no assunto e desenvolver algum tipo de ferramenta capaz de fazer com que o cliente seja atendido por uma pessoa de verdade após a primeira tentativa de comunicação não entendida pela gravação. Com uma voz humana, uma pessoa humana e não uma máquina que responde só o que está programado nele seria mais fácil e não tão complicado o processo de atendimento de uma pessoa que apresenta dificuldades de se expressar. Se na segunda tentativa de comunicação sem entendimento pela  gravação, o cliente seria passado para uma pessoa humana e não por uma máquina concluir o atendimento!  O áudio foi apenas uma gozação, mas poderia ser real porque a gravação não entende nada que o fanho diz e desliga na cara do cliente.  

Essa situação genial criada por alguém na montagem do áudio, poderá acontecer com todos os clientes de operadoras de Call Center, que usam uma máquina para tentar entender  o que as pessoas falam, principalmente a Operadora OI, mas todas as outras operadoras que usam Call Center fazem o mesmo!


É triste, mas é real! 

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

UM DIA APÓS O DIA SEGUINTE...!


Um dia após o dia seguinte da histórica cassação do mandato do deputado federal e ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, na histórica e comemorada segunda feira, 5/9/2016, o céu sobre o prédio da Câmara, em Brasília, amanheceu ainda cinzento, meio com medo do que o então parlamentar cassado tinha imposto aos membros da casa. Agora, o ex-deputado disse que não fará “delação premiada” porque não seria um criminoso. Anunciou em tom ameaçador, contudo, que escreverá um livro e revelará os diálogos que manteve com os “conspiradores” de diversos partidos para aceitar o pedido de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff. O livro, quando for e se for lançado, certamente deverá ser um “best-seller” nas livrarias de todo o país. Eduardo Cunha uma bomba ambulante, detentor de muitas informações e só ele poderá revelar. Também, um dia após o dia seguinte da decisão da histórica decisão Câmara, circularam  comparações entre a nova presidente do STJ, Carmem Lúcia e o personagem Bento Carneiro – O Vampiro Brasileiro”,  do programa humorístico de Chico Anísio.  

 

Existe sim, certa semelhança; também, muitas diferenças entre eles: uma é ministra do STJ; outro era apenas personagem criado pelo bacharel em Direito Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho, para se   transformar em um dos maiores, melhores, mais criativos humoristas do Brasil. Chico Anísio, nascido em Maranguape, no Ceará, falecido no RJ em 23 de março de 2012, era além de humorista, ator, comentarista, compositor, diretor de cinema,  escritor, pintor, radialista e roteirista. Tive orgulho de dividir com o mestre e mais Guido Fidellis, a página em A NOTÍCIA,  “Crônica de CARLOS COSTA”. Mas isso é passado!

 

Voltando à crônica, realmente Eduardo Cunha não é um criminoso.  Não matou ninguém; mas é um criminoso por tabela por ter  participado de desvios de recursos da Petrobras, ajudando a afundar a empresa no mais fundo poço de lama do pré-sal e, por tabela, foi responsável pela transformação do seu gabinete e de mais de 50 deputados federais e senadores em um balcão de negócios. Todos os parlamentares com fórum privilegiados estão sendo investigados pelo Supremo Tribunal Federal, por envolvimento na “operação lava jato”. Com relação à ministra Carmem Lúcia, presidente do Supremo, recebi diversas vezes iradas e infundadas críticas e fotos a comparando ao personagem criado pelo saudoso humorista cearense Chico Anísio.

 

Em meio as mais diversas comparações,  li um comentário criticando o Cerimonial do Supremo por ter convidado ex-presidentes da República e uma pessoa garantindo que tinha sido a própria ministra presidente que as tinha escolhido. Santa ignorância! Como respondeu em minha rede de whatsapp o doutor Alberto Valério, a responsabilidade de escolher quem se fará presente à posse é sempre o cerimonial do STJ. Hierarquicamente o Cerimonial é quem escolhe os ex-presidentes vivos.  FHC não compareceu por estar viajando, mas agradeceu pelo convite que recebera. Culpar a nova presidente pelos convidados é bobagem, uma grande falta de conhecimento do funcionamento dos órgãos. A Ministra  em seu discurso, inovou e cumprimentou ao povo brasileiro e não ao presidente Michel Temer como deveria ter ocorrido, a mais alta autoridade presente em sua posse. Ela, contudo, entendeu com razão, que o povo brasileiro é a mais alta autoridade do regime democrático: ele é quem põem pelo voto e tira pelos protestos pacíficos, quem que Lógico que Luiz Inácio Lula da Silva, como ex-presidente da República por dois mandatos, teria que comparecer também.


Mas venhamos e convenhamos, muitas coisas aconteceram na capital da república, no dia seguinte após a cassação do mandato do deputado federal Eduardo Cunha e muitas bobagens e comparações sem sentido foram feitas, acusações filosóficas foram trocadas entre o cassado e o presidente do Senado, o implantado de cabelos, senador Renan Calheiros.  Mas tudo isso são outras histórias que só acontecem na República, na qual só os protestos nas ruas fazem valer os direitos do povo brasileiro,  mesmo que de forma reprimida!

terça-feira, 13 de setembro de 2016

THAU QUERIDO...!


Comerei a escrever essa crônica pelo seu título. “Thau querido”, em vez de “thau querida”, como passaram a dizer os adversários do Governo Dilma Rousseff; porque ela  é sobre aos 410 votos contra 9  e abstenções registrados no mais longo processo de cassação política na história recente da Câmara dos Deputados e tornar inelegível por oito anos, o agora ex-deputado federal e  ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha.   Depois de manobrar por meses os trabalhos da comissão de Ética, o deputado cassado, ainda de forma jocosa, deselegante e desrespeitosa ria pelo canto da boca de forma cínica, fria  e contemplativa, quando até seus antes aliados e  aplaudidores das empáfias e das pautas bombas que criava. Ou o deputado cassado seria  um parlamentar cínico demais ou teria algum problema mental com problemas mentais que precisaria ser confirmado por médicos especialistas da Câmara dos Deputados. O parlamentar perdeu o mandado; mas não a pose e sempre virava de costas para não ouvir as graves acusações que  seus pares lhes faziam.

Durante o tempo de protelação do pedido de cassação, provas contra ele foram conseguidas por investigações da Comissão de Ética e por documentos oriundos de bancos suíços onde mantinha contas. A demora excessiva no julgamento do processo também causou irritações aos seus aliados e, principalmente, aos eleitores brasileiros, que passaram a exigir nas ruas o mesmo caminho sem volta para quem foi o responsável pela cassação pelo ”conjunto da obra” de Dilma Rousseff, sob acusação de crime de responsabilidade fiscal.   Não entrarei nesse mérito porque não há razão  para fazê-lo, pois como a maioria do povo, também defendo eleições gerais para presidente. Não sou contra Dilma e nem contra Temer: defendo só a continuidade da democracia do Brasil como eleitor consciente! Eduardo Cunha não foi cassado pelo “conjunto da obra”, mas pelas mentiras que contou aos seus colegas para se manter no poder!

O, antes o todo poderoso, conhecedor e exímio  manobrador,  o agora  ex-deputado federal Eduardo Cunha,  não manda mais, não é mais nada, não falou e tá falado, mas haverá discussão, como escreveu na década de 70 a letra da música “APESAR DE VOCÊ”, de Chico Buarque de Holanda. A música, dizem que teria  sido composta como um protesto contra o falecido presidente militar Ernesto Geisel, por ter proibido a circulação de um LP anterior do artista por conter uma foto em preto e branco do autor da letra e de sua então esposa Marieta Severo nus de costas um para o outro. Se é verdade ou não isso a história negará ou confirmará, mas é uma música emblemática, da qual me socorrei a partir de agora.

Durante a presidência de Eduardo Cunha, os deputados federais falavam de lado e olhavam para o chão para não encarar seu olhar frio, ameaçador e amedrontador do deputado cassado com votos até de seu próprio partido, o PMDB. O agora ex-Vossa Excelência, ...”inventou esse estado/inventou de inventar”...desculpas e mentiras sobre a sua participação no esquema de corrupção na Petrobras ou sobre a origem do dinheiro de suas cinco contas secretas em bancos Suíços. Também “inventou” a escuridão democrática que tornou mais negras as nuvens que pairam sobre o céu limpo da Câmara dos Deputados, na capital da República. O parlamentar chegou a inventar até o “pecado” da mentira. Porém, o ex-todo poderoso manobrador da Casa parlamentar, “esqueceu-se de se inventar”  novas mentiras e desculpas e se discursou como uma vítima de perseguição política, por ter aberto o processo de cassação contra a agora ex-presidente Dilma Rousseff. Em momento algum se defendeu das acusações que lhes pesavam às costa e não esclareceu a origem do dinheiro que garantia a farra de membros de sua família em viagens internacionais. Ao contrário, preferiu atacar seus antes aliados e recebeu o troco na forma de vaias e pedidos de “fora Cunha, “fora Cunha”, ao final da votação em plenário..


Sem Eduardo Cunha, “amanhã há de ser outro dia/Eu pergunto a você, onde vai se esconder/Da enorme euforia” do povo brasileiro que  também exigia  cassação de seu mandato parlamentar, não por vingança, nem por ter aberto o processo conta a ex-presidente, mas pelas suas próprias mentiras contadas e recontadas aos seus pares. Agora, “agua nova brotará e será” um novo dia na democracia do Brasil   “ com a gente se amando/sem parar...” Thau, querido, vá com Deus  porque chegou ...”o momento/e o meu sofrimento...” de ver a democracia e suas manobras regimentais se arrastando por mais de 11 meses com “todo esse amor reprimido” que seus antigos aliados lhe tinham,  você pagou dobrado com lágrimas de crocodilo ao  renunciar ao  mandato de presidente da  Câmara. “Cada lágrima rolada/nesse meu penar /Apesar de você/Amanhã há de ser  outro dia” sem Eduardo Cunha na política do Brasil. Com tantas mentiras, negações e processos indeferidos contra a votação no plenário, o agora vossa excelência se iria se “dar mal, etc e tal”. Não existe bem que sempre dure e nem mal que nunca acabe! Mais cedo ou mais tarde, o bem sempre vencerá o mal porque o mal é construído sobre mentiras e o bem é construído sob verdades irrefutáveis. Mas não jogarei pedra em ninguém e desejo boa sorte ao ex-todo poderoso e vossa excelência Eduardo Cunha. Não costumo tripudiar sobre pessoas derrotadas por si próprias, pelo simples desejo de destruir o sonho de uma nação! 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

O TSE É O CULPADO...!

  
Caso o Superior Tribunal Eleitoral tivesse julgado a representação e cassado a chapa da ex-presidente Dilma Rousseff com o atual presidente Michel Temer, muito provavelmente o Brasil não estaria sofrendo protestos e passeatas pedindo “fora Temer” que terminam sempre em baderna, vandalismo, depredações e repressões da polícia para conter os “mascarados” que se infiltram nos movimentos, à priori, legítimos e democráticos. Cassada a chapa, teriam ocorridas novas eleições com vários candidatos à presidência e o país hoje, poderia estar navegando em águas mais tranquilas.

A ação contra a Chapa Dilma/Temer foi intentada pelo PSDB. Na época, o partido chegou a disputador com o senador Aécio Neves o segundo turno contra a presidente eleita  e cassada. O partido e o próprio senador entendiam que a chapa teria se valido de abuso de poder político e econômico durante as eleições de 2014 com a “campanha financiada com dinheiro ilegal, desviado da Petrobras”.  Eleita, a presidente em segundo mandato, não conseguiu governar e o Brasil parou por vários fatores que se juntaram e, mesmo sem qualquer prova concreta contra a mandatária da nação, ela foi cassada pelo “conjunto da obra”, alicerçada na Lei de Responsabilidade Fiscal, que a maioria dos senadores que a “derrubaram” do poder, também praticou em seus Estados, mas tinham os deputados sob seus comandos e, e muitos, em seus bolsos.

Contudo, em abril o TSE pediu novas perícias e documentos que ainda deveriam ser juntados ao processo. A perícia e juntada de documentos talvez não aconteça mais., Hoje, talvez a representação do PSDB seja engavetada.   A presidente Dilma Rousseff  já foi cassada pelo Senado. O vice foi empossado e os protestos “fora Temer” estão ficando cada vez mais violentos. Os protestos  são minimizados pelo novo mandatário do país – com razão -  que os considera atos de vandalismo com destruições  e vandalismo de toda  ordem porque o TSE não conseguiu até hoje concluir a análises de documentos e talvez não o faça mais. O fato desejado desde a reeleição em segundo turno de Dilma Rousseff de tirá-la do poder já foi alcançado: de  a presidente foi cassada. O seu então vice foi empossado e não ocorreram novas eleições como os eleitores desejavam.

O que se discute agora é a legitimidade ou não do desmembramento da cassação de Dilma Rousseff com a manutenção de seus direitos políticos intactos, mas até nesse ponto entendo que o TSE também foi culpado, tanto por omissão como por conivência de seus próprios interesses corporativos. Constitucionalmente, a decisão da casa não poderia à priori poderia ser contestada, garante um ato da presidência do Senado.  Essa, porém, será  outra discussão para quem faz e aplica as leis do Brasil, que estão cada vez sendo mais desrespeitadas e deixando professores de Direito Constitucional de cabelos em pé por não saberem o que ensinar para seus alunos, como muito bem se manifestou o ex-professor Raimundo Silva, da Ufam, que depois de muito estudar e ser um dos brilhantes oradores, se perguntou se ele teria perdido a aula que determina constitucionalmente que a perda do mandato eletivo implicaria também e diretamente na perda dos direitos políticos para exercer cargos públicos.

Diante de tudo isso, o TSE seria culpado por todos os atos de baderna que ocorrem no Brasil. O seu presidente Gilmar Mendes afirmou que dificilmente o julgamento a representação do PSDB contra da chapa Dilma Rousseff/Michek Temer seria julgado pela corte no primeiro semestre do ano de 2016 e talvez não seja mais  também no segundo....embora a Nação espere uma resposta do Tribunal Superior Eleitoral, que dificilmente terá porque um silêncio sepulcral se criou sobre o assunto e ninguém fala mais nada, infelizmente.


Então, os protestos ordeiros pedindo  “Fora Temer” são legítimos porque a troca de um pelo outro não resolveu os problemas estruturais deixados pela ex-presidente em seu segundo mandato...

domingo, 11 de setembro de 2016

NESCAU DA MAMÃE (MEMÓRIAS DE UM PASSADO)


                                              Junho/2012, reescrita e reposicionada.


- Faz só morno, mãe! – dizia eu para mãe Josefa Costa, que acordava sempre comigo!
  
Um copo de Nescau morno, um sanduiche de pão com ovo, ingerido sempre apressado. Depois, caminhava até a parada, com o frescor da madrugada e o deslocamento em um ônibus de madeira da empresa Ana Cássia, linhas Santa Luzia/Educandos ou Santa Lucia/Beco do Emboca, era tudo o que eu fazia para deixar minha casa, cochilar um pouco mais durante a viajem, descer ao lado do Colégio Militar de Manaus, seguir à pé e  vender jornais nas ruas de Manaus no final da década de 70 e início da de 80. A escolha das linhas não fazia diferença alguma.  Ambas me deixavam no local que queria ficar. A diferença é que uma vinha cortando por dentro e a outra fazia um percurso mais longo, pela Rua Branco e Silva, no final da qual ficava “meu outdoor com um avião da Cruzeiro do Sul”.

Do bairro da Betânia, de onde saia para “apanhar” exemplares nas redações dos jornais A CRÍTICA, na Rua Lobo D’Almada, JORNAL DO COMÉRCIO, na Avenida Eduardo Ribeiro e A NOTÍCIA, na Praça Tenreira Aranha, e vendê-los. Colocava-os embaixo do braço e seguia para a Rua Marechal Deodoro, os espalhava no chão, em frente à sede central de dos Correios e atendia aos fregueses. Ficava admirado com o grande número de pessoas portando sacolas cheias de artigos importados vendidos pelo comércio da Zona Franca, principalmente os vídeos cassetes que eram novidades e tinha muita procura.

Acordava sempre às 4 horas da manhã para pegar o primeiro ônibus. Caminhava pelas ruas de um bairro que estava surgindo fruto de um loteamento, em meio aos pés de cajus e areia, muita areia branca! Não tinha nada: água, luz, asfalto. O ônibus que pegava fazia sua estação em frente ao Batuque da “Mãe Zulmira”, no Bairro Morro da Liberdade. Era um pouco distante e fazia o percurso a pé, subindo por uma ladeira íngreme.

De madrugada, ouvia minha mãe sempre dizendo: “Vá com Deus” e “Deus te abençoe, meu filho”.  Josefa Costa sempre foi muito religiosa. Respondia: “Fique com Deus a senhora também, mãe”, mas não sei se ouvia.  E ela me deixava à porta de casa até que eu seguisse caminhando pela Avenida Adalberto Valle, onde morava no número 68, subisse a ladeira que se iniciava no chamado “Buraco da Vovó”, que terminava quase em frente ao Batuque da “Mãe Zulmira”, já no Bairro Morro da Liberdade.

Conduzido por um motorista sonolento  eu também, tirava cochilos vez ou outra, tombando de um lado para o outro em cada curva e tomando sustos a cada freada. Costumava sentar nas últimas cadeiras do ônibus, até que conheci uma moça que trabalhava no Supermercado Agromar e passei a sentar-me ao lado dela só para conversar e “espantar o sono”.  Ela sentava sempre um pouco mais à frente e quando me via, tirava uma flanela amarela da bolsa, limpava a cadeira e pedia para sentar-me ao seu lado. Aceitava e ficávamos conversando. Quando não encontrava no ônibus, passei a sentir a falta dela.  Estava mal acostumado, tal a constância desses “encontros” no ônibus. Ela seguia para trabalhar no supermercado e eu vender meus jornais.


Tinha a sorte de sempre pegar o coletivo de um motorista que tinha o nome João não sei do quê. Ele sentava sempre meio de lado no banco.  Era um moreno forte e diziam que já tinha sido policial, teria recebido um Aposentado e por invalidez, dirigia ônibus para sobreviver. Mas nunca soube se isso era verdade. O certo é que depois dos solavancos que levava, descia todo serelepe com uma bermuda e uma sandália no pé em na parada na Rua Luiz Antony e rumava até a Rua Lobo D’Almada para “pegar” o Jornal A CRÍTICA,  por uma pequena janela que existia, aberta só para esse fim, das mãos de uma pessoa que atendia pelo sugestivo nome de “Buraco”, talvez porque ele entregasse os jornais por uma espécie de buraco mesmo, na parede de cimento e tijolo do jornal! Também nunca tive coragem de perguntar como era o nome do “Buraco” porque todos os jornaleiros mais antigos do que eu, o chamavam assim e eu passei a chamá-lo também pelo mesmo apelido.  O “Buraco” ainda está vivo e é motorista na Prefeitura Municipal de Manaus!   A Crítica era o primeiro jornal que pegava. Ficava mais próximo à Rua Lobo D’Almada. Depois, caminhava à Avenida Eduardo Ribeiro e pegava poucos exemplares do JORNAL DO COMÉRCIO.    Embora muito bom na época, vendia pouco.  Vendia bem aos domingos, mas não sei explicar a razão ou por quais motivos isso ocorria. Naquela época, O Jornal e Diário da Tarde não existiam mais. Depois descia até a Praça Tenreiro Aranha e apanhava exemplares do Jornal A NOTÍCIA, sobre o qual, diziam que “se espremesse saíria sangue de suas páginas”. Essa expressão se devia às manchetes alarmantes que o genial jornalista Bianor Garcia, conseguia escrever na sua primeira página.

Os jornais A CRÍTICA e A NOTÍCIA disputavam a preferência dos leitores final dos anos 70 e início dos 80 na pacata Manaus  e se rivalizaram por longos anos na preferência dos leitores da capital. Como jornaleiro  sempre vendia bem igualmente aos dois! Mas lia tudo antes, principalmente o Caderno VIDA, um encarte que existia em A CRÍTICA. Quando o Caderno VIDA não saía, o jornal vendia pouco, tal era a importância que tinha na época para a venda do periódico aos domingos.

Era a vida do ex-jornaleiro Carlos Costa, hoje jornalista, assistente social e professor universitário aposentado por invalidez aos 49 anos  de idade que se dedicou apenas a escrever crônicas contando suas memórias ainda existentes! 


sexta-feira, 9 de setembro de 2016

LONGE É UM LUGAR QUE NÃO EXISTE!


Longe é um lugar que só existe para a pessoa que não luta pelo que deseja, em todo e qualquer campo da vida humana! Mas quem luta com vigor, determinação, coragem e objetivo para alcançar as metas traçadas para sua vida,  certamente as alcançará, mesmo que o caminho lhe pareça difícil e complicado, ou quase impossível!

A meta traçada, o desejo de vencer de mudar a vida para melhor, mais facilmente se dará se tiver muito estudo, trabalhar com honestidade, fizer um trabalho responsável, determinado e juntar todo seu conhecimento empírico com o acadêmico ou o científico. Ninguém muda ninguém à priori. Só a educação, o estudo, fará uma pessoa mudar de um patamar a outro da vida social, sem ser desonesto, enriquecer rápido demais. O estudo não enriquece ninguém, mas facilitará a obtenção de recursos financeiros. Se tiver conhecimento empírico, junte-o ao acadêmico e a outros que possuir e transforme-os em conhecimentos críticos, mas seja um crítico social responsável, coerente e firme em suas posições. A certeza absoluta sempre terá três verdades: a sua, a minha e a do outro! Não arrede de sua meta. Se conseguir chegar aonde almeja, a sua vitória será melhor! Se não conseguir, não  desista de tentar: a vitória esperada talvez o espere logo depois da próxima esquina. Talvez, também,  você diga que não precisa mudar nada, porque sabe como fazer tudo mais facilmente, sem muito esforço. Tudo, porém,  poderá ser efêmero e desmanchar como se fosse um castelo de areia. Faltar-lhe-á um alicerce firme que só na educação se pode conseguir. Ela deve ser crítica e responsável! Mesmo que ache que sabe, ainda saberá menos ainda. O conhecimento é infinito.  Quando mais se conhece, mais e mais se deseja conhecer para mudar a si e aos outros que lhes rodeiam.

“Ah, isso é muito longe,  inalcançável” . Essa expressão muito comum e  usada como desculpa   por quem se deixou derrotar antes de tentar, por quem também se entregou à melancolia e não teve coragem de dar um primeiro passo por  força de vontade de mudar alguma coisa! Isso se soma ao atual individualismo, egoísmo, egocentrismo da sociedade que pensa só no si e não no coletivo.  Essa  atitude  tem sido a tônica em muitas pessoas que não fazem nada para mudar coisa alguma e se contentam com a desculpa que tudo é longe. Digo: nada é longe.  Longe é um lugar que não existe ou só existe na mente dos que já nasceram derrotados. Digo, tudo é perto, inclusive a more, que pode nos encontrar em qualquer esquina, a qualquer momento, Ela chega sempre sem avisar e não inventa desculpas para alcançar indistintamente a todos.


Vivendo sem meta ou projeto de vida, por menor que posa ser, cedo ou tarde a derrota lhe alcançará, a menos que decida sair do imobilismo e dar um primeiro passo rumo à vitória, mesmo que ela lhe cause medo.  Medo é o inverso da coragem e todos nós temos medo, inclusive eu. Só não tenho medo da morte porque sei que viverei ao lado de DEUS!

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

A BATALHA PELAS FLORESTAS!


Não é só uma Guerreira Amazonas, empunhando arco e flecha e sem um lado do seio como são descritas em livros, as lendárias índias guerreiras do Amazonas, que lhe emprestam o nome ao Estado. Contam os livros que tinham que extrair os seios para ficarem mais confortáveis com seus instrumentos de guerra. Sem arco e sem flecha e portando seus dois seios, Sarah D A Lynch  é mais do que isso, do que uma guerreira da ficção. Ela usa a mistura de uma ficção e torna realidade, a guerreira que luta com a pena e a  inteligência que possui  para protestar em defesa dos índios do Xingu e  da Floresta Amazônica, tão cobiçada pelos estrangeiras quanto desconhecida pelos brasileiros.  “A BATALHA PELAS FLORESTAS”, é uma obra de ficção/real  e em breve  deverá lançado também no Amazonas.

Como se fosse um “Encontro das Águas” negras e barrentas dos rios que embelezam a cidade de Manaus, descritas no livro OS SETE SEGREDOS DO RIO AMAZONAS, ao final da BR-319, a guerreira Sarah D. A. Lynch se agiganta no embate das águas e luta com as palavras, sem usar arco ou flecha para matar ninguém; mas denunciar, apenas. Em nome de um ideal, a autora usa a sua obra para destruir, com argumentos lógicos, fantásticos e também fantasiosos, a ganância das madeireiras, dos destruidores da Floresta Amazônica, através das palavras de seus personagens Marcos, a namorada Airumã e seu pai, o Senador Paraguaçu e o adolescente Cauã.

A BATALHA PELAS FLORESTAS” se desenvolve entre a ficção histórica, mística e o real, ambientado em Mato Grosso, entre os índios que vivem entre a ganância dos fazendeiros, plantadores de soja para exportação e para manter a sua cultura de pesca e caça,  que está ficando cada vez mais difícil   pela presença   de ONGs trabalhando no meio deles e destruindo o pouco que ainda lhes resta da cultura que ainda preservam.  

De forma surpreendente, a escritora se vale de seus conhecimentos e pesquisas, e os usa  em uma linguagem misturada com o tupi-guarani e o hebraico, prometendo concluir a toda  história, iniciada na sua magnífica obra O HEROI, no terceiro livro já em andamento dessa trilogia maravilhosa  no com seu próximo livro já titulado de “Gehinnom”. No livro  “A Batalha Pelas Florestas”, a autora revela os mistérios que existem em torno dos personagens de sua primeira obra, O HERÓI e segue a mesma linha temática suave e leve da primeira. Enfim, ela é uma verdadeira guerreira do Amazonas com seios normais, fazendo uso apenas da pesquisa, a inteligência e a sua sensibilidade para construir um enredo maravilhoso sobre um fim cantado e decantado. Ela deveria ser agraciada como o título de Cidadã do Amazonas, quando vier lançar sua obra em Manaus, ao contrário de muitos que nada fazem em favor da Floresta Amazônica  ou de qualquer outra coisa relacionada ao Amazonas, com seu o grito em favor dos animais, dos índios, da cultura...enfim do seu povo que mantém a floresta em pé, mas vive de forma ainda muito primitiva e desolada.


A jornalista Terezinha de Jesus Soares, minha colega em A NOTÍCIA, em matéria publicada na imprensa, recebeu o prêmio Esso de Jornalismo anunciando que “primeiro destruirão as florestas e depois morrerão os homens”. Na mesma linha, em outro tom, o jornalista do mesmo jornal que não existe mais, se questiona para quê preservar a floresta se o homem que vive nela não poder ser preservado e conclui que se o homem não existir, a floresta também não existirá e morrerão as matizes de todas as cores que a compõe e serão extintos Roberval Vieira de Freitas, é mais incisivo ainda em seu livro de memórias, garantindo que pouco adiantará manter a floresta em pé se os seres que nela vivem não forem preservados, porque tudo também morrerá com o homem.



Ao final de A BATALHA DAS FLORESTAS, Sarah D. A. Lynch presta uma homenagem ao ex-presidente da Sydney Possuelo, indigenista, ativista social e etnógrafo, nascido em uma família espanhola e lhe inclui na obra. O indigenista é considerado a maior autoridade com relação aos povos indígenas isolados do Brasil. O Parque Nacional do Xingu foi criado por Jânio Quadros, em 1961, depois de décadas de lutas em favor dos donos do Brasil.