quarta-feira, 16 de outubro de 2013

A FÉ PÚBLICA DO AGENTE DE TRÂNSITO? ATÉ QUE PONTO?

Será que o julgador de juntas recursais infracionais de trânsito deve sempre conceder fé pública ao agente autuador, em caso de dúvida, em qualquer circunstância? Acredito que não! E já fui membro de juntas recursais várias vezes, na Polícia Rodoviária Federal, no Denitt e na extinta EMTU. A fé pública do agente autuador de trânsito, em detrimento de argumentos da parte contrária, em qualquer que tivesse sido o motivo, a fé pública não pode e não deve ser levada “a ferro e fogo” ao agente porque eles também podem cometer falhas involuntárias! Em alguns julgamentos concedendo fé pública ao agente, posso ter sido injusto; em outros agi de forma correta porque a defesa à multa era absurdamente colocada, que não tinha qualquer dúvida: negava sem pensar muito!

Mas agora questiono se essa fé pública do agente fora corretamente aplicada e quanto à responsabilidade isenta de ânimos quando está de posse de uma caneta e de um caderno de multas?  Minha esposa Yara foi vítima de um absurdo também, cometido por dois agentes de trânsito da viatura 11 do MANAUSTRANS e passei a me questionar sobre o assunto tão sensível e delicado!

Como membro da Junta de Recursos Infracionais de Trânsito da extinta Empresa Municipal de Transportes Urbanos - EMTU, da Polícia Rodoviária Federal e do DNITT, nomeado pelo Ministro dos Transportes, até o ano de 2006, sempre julgava assunto controverso, mesmo com contestação bem fundamentada e susceptível de dúvidas, mas sem documentos comprobatórios nos autos - como o uso de celular ao volante ou falta de uso de cinco de segurança e coisas do gênero - mesmo que me deixavam em dúvida, concedia o direito e razão à “fé pública” do agente autuador. Mas, agora, com o veículo de minha esposa sendo vítima de um erro estúpido e grosseiro só por eu, como passageiro, exigir um direito de forma incisiva de usar espaços definidos pelas Resoluções do Contran 303/304 em locais públicos, passei a duvidar das autuações praticadas por alguns agentes do MANAUSTRANS! Não todos, e nem posso generalizar essa prática! Depois da discussão havida, minha esposa me perguntou: “Será que eles vão nos multar em represália?”  Respondi que não! Usávamos cintos de segurança e não fazíamos uso de celular. Aliás, estávamos fora do carro naquele momento!

Recebemos a multa em casa com a alegação de que o passageiro (eu), não fazia uso do cinto de segurança. Como andaria sem o cinto depois de 11 cirurgias no cérebro desde 2006 e, ainda sofrendo convulsões que não avisam quando vão ocorrer, me fazem debater todo dentro de qualquer automóvel que venha estar usando no momento...Mesmo buscando os canais do diálogo e inúmeras negativas da MANAUSTRANS em rever o absurdo cometido, decidi recorrer contra multa e publicar a foto no  facebook, mas fui desligado da página dos amigos prefeito Arthur Neto e questionado pelo presidente do MANAUSTRANS, que  perguntando-me porque eu, entre mais de 2 milhões de carros,  seria o único a sofrer perseguição dos agentes de trânsito?

Durante os julgamentos que fiz, recebi confissões nos processos de defesa de irregularidades não mencionadas nos autos, alegações como de que o agente teria confundido óculos escuro com aparelho  celular ou confessando que no vidro do carro autuado possuía película 100%, perguntando-me:  como o agente de trânsito teria visto que o motorista ou o passageiro não usavam o cinto ou aparelho celular? Diante desses argumentos, concedia  “fé pública ao agente”. Mas em outros casos que diziam que não usavam o cinco porque estavam transportando em emergência alguém para o hospital – coisa que tem ocorrido muito comigo nos últimos tempos. Eu sei por experiência própria que, quem está em crise de saúde, em alguns casos, não deve ser colocado cinto de segurança, mas uma pessoa deve acompanhar o paciente no transporte ao hospital, com seu devido cinto de segurança! Esse fato tem ocorrido comigo muito quando entro em convulsões, quanto tenho que usar cintos para não me debater dentro do carro. Mas, se o Ministério Público negou o legítimo direito de cadeirantes, idosos e portadores de necessidades especiais terem estacionamentos demarcados e respeitados, para quem deveremos apelar, agora?


Felizmente a MANAUSTRANS reconheceu seu equívoco e cancelou a multa aplicada no veículo de minha esposa no dia 20 de julho de 2013! Mas foi estressante, desgastante e a guerra ainda está só na metade!

terça-feira, 15 de outubro de 2013

SALÁRIO DOS PROFESSORES: AINDA UMA VERGONHA!

Minha homenagem a todos os bravos e aguerridos professores, no dia 15 de outubro de 2013:



Os professores têm o que comemorar hoje, no dia do professor?

Entendo que não, salvo poucas exceções! Explico: o Ministério da Educação reajustou e o STF confirmou para vários governadores que salário de professor, para jornada de 40 horas, fora reajustado de R$ 1.024,67 para 1,451,00  e é constitucional, confirmado pelo STF! Só que prefeitos, reunidos em Brasília, protestaram e propuseram mudança na forma de reajuste salarial porque dizem não ter condições de pagar reajuste.

 

Será que os professores têm o que comemorar, se muitos ainda não recebem nem o salário estipulado, por desvios seguidos nos recursos destinados à Educação? Entendo que não!


Que saudades de um tempo não muito distante quando a pessoa batia no peito e respondia, com orgulho: “sou professor!”. Com o salário que recebem atualmente, isso é motivo de vergonha! Nessa época, adolescente, gostava de preencher cadastros no Consórcio União, só para ouvir das pessoas a resposta: “sou mestre” ou “sou professor”.  Com orgulho, inspirado nesses mestres anônimos que atendia com orgulho, segui a carreira de magistério, um curso profissionalizante que gerava emprego aos jovens e foi extinto pelo Governo Federal e, aos 17 anos, comecei a estagiar no GAIA, como é conhecida a escola que até hoje existe ao lado do Instituto de Educação do Amazonas – IEA.

Tive excepcionais professores desde as primeiras sérias, até ao antigo segundo grau profissionalizante. Relembro com saudade das professoras Haidée, que sempre chegava com seu namorado, em um carro conversível amarelo, Rosa Eduarci Marinho, “Chiquinha”, no Grupo Escolar Adalberto Valle e muitos outros. Wilma, Manoel Veríssimo, Alice Fabrício da Silva e Sandra Brandão e muitos outros que o tempo me fez apagar seus nomes, mas que foram importantes em minha vida no Colégio Dorval Porto. O de português, Almerindo e Cristovan Luiz, no IEA que bravamente tentou a carreira política, mas sendo muito honesto e verdadeiro, nunca conseguiu ser eleito, embora tivesse excelentes ideias. Mais a inesquecível Terezinha Mangabeira, no Colégio Estadual e muitos outros que a memória me falha no momento. Peço desculpas por tê-los esquecido!

 

Contudo, lembro aos senhores prefeitos que marcharem para Brasília, e aos governadores também, que todos só assumiram seus mandatos porque algum professor, em algum momento de suas vidas, lhes ensinou pelo menos a rabiscar algumas letras, embora existam algumas exceções, os bravos professores merecem mais respeito!  É certo que há prefeitos ainda analfabetos funcionais, mas isso é outra estória, embora o Brasil caminhe rápido rumo à “analfaburrice”, para a alegria de poucos e a tristeza de muitos professores que se dedicam com afinco para ensinar as primeiras letras do alfabeto!

 


Não há no mundo, qualquer profissão de nível fundamental, médio ou superior que não tenha existido um professor para lhe ensinar, exceção somente a categoria de alguns poucos vereadores, prefeitos e poucos governadores, que querem integrar cadeiras nas respectivas casas em todo o Brasil. Mas os professores merecem mais respeito, dignidade e consideração! Nada contra os vereadores, porque eles também desenvolvem uma “meritória” missão de apresentar projetos de leis concedendo títulos de cidadão para amigos próximos, criando datas comemorativas, copiando projetos prontos e apresentando-os como fossem seus e muitas outras coisas! A maioria, inúteis, contudo! Mas para serem vereadores, certamente tiveram professores para lhes ensinar com certeza, ao menos saber escrever e assinar seus nomes porque não podem ser candidatos os totalmente analfabetos! Para pagar o salário dos professores – que ainda acho pouco - bastaria os prefeitos desenvolverem uma gestão mais responsável na educação, sem desvio de recursos públicos, locupletados por vereadores no famoso e manjado jogo do “toma lá, dá cá” na hora de aprovarem suas contas. Também bastaria não receberem descarada e despudoradamente propinas através de muitos mecanismos – licitação fraudada é a maior delas. Esse tipo de prática não lhes foi ensinado em nenhuma Escola! Pronto! Estaria resolvido o impasse e acabaria com todo “esse besteirol não educacional”.  

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

"NO TEMPO DAS CEREJAS": UM GOSTOSO PORRE MUSICAL!

Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=wnEkapJoI6U&feature=youtu.be

(Para meu amigo de porres musicais Claudionor Santos)

Na companhia de Claudionor Santos, dei-me de presente uma tarde de audição musical, agradavelmente ouvindo a suave voz do fadista Gonçalo Salgueiro, do CD “no tempo das cerejas, que comecei a conhecer musicalmente através da leitora, residente em Portugal, Margarida Barral. Ouvimos atentamente as músicas de todo o CD, cujo gênero musical meu companheiro de música de boleros e de tempos memoráveis de convivência familiar, disse-me que também gostava. Enquanto isso eu e meu convidado que tem pouca visão, mas uma grande coleção de CDs de diversos gêneros musicais, predominando boleros do passado, sobretudo os mais antigos e um grande coração, colocamos nossos assuntos atrasados em dia, relembrando mais do passado do qual sinto saudades e sei que não voltará jamais! Ele me contando do seu passado também!

Foi tão agradável e prazerosa a companhia  na audição, que já era noite quando ouvíamos os pássaros cantando em desespero em galhos de árvores que divide os condomínios Mundi e Florença Residencial Park e em uma pequena floresta em um igarapé  aos fundos do Mundi, preservada pela movimentação de moradores do Florença, que denunciaram o desmatamento sem autorização da Prefeitura e a obra de onze torres de concreto foi embargada!

Viajamos, literalmente, sem levantar vôo ou andar de carro, escutando a linda, melodiosa e suave voz do fadista Gonçalo Salgueiro. Também ouvimos músicas de cantores como Fátima Marques; a bela música “Sonhos”, de Peninha, que embalou meus sonhos de adolescente também, quando passou um ano em primeiro lugar nas paradas de sucesso das às rádios de Manaus; Caetano Veloso, interpretando temas de novelas e cantores de boleros agradáveis: Zezo, Walter Guimarães e muitos outros excelentes intérpretes. Para rebater o “porre musical”, mais porres ficamos e decidi levar meu convidado em casa, cambaleantes, mas feliz, eu e ele, mas ouvindo o cantar desesperado dos pássaro nas árvores, que me encheu de tristeza na volta!

Sem ainda ouvir a orquestra triste dos periquitos verdes, colocamos nossos passados em dia: ele me perguntando se não existiria no Museu do Porto de Manaus, pela qual se aposentou, alguma foto minha do tempo vendi jornais em uma banca coberta na saída do portão e atendia e conversava muito com os transportadores que faziam carreto para quem chegava ou saía de barco ou navio para navegar pelos rios Negro ou Solimões. Também falei para ele que cheguei a ver “Chatas de Rodas” navegando lentamente e soltando muita fumaça pelo Rio Solimões. Muitas com rodas com palhetas de madeira girando ao fundo fazendo movimentar o pesado barco de carga e passageiros; outras, com duas rodas nas laterais dos barcos, que eram mais rápidos, mas também queimavam madeira, que vinham de Belém. Meu convidado me contou que o pai dele também fora funcionário do Porto de Manaus e tinha por missão consertar as pás de madeira de lei que sempre quebravam durante as viagens...

Contei que havia visto trilho de bondes na Praça da Matriz; ele disse-me que chegou a ver os bondes andando nas ruas de Manaus, levando sonhos de amores e passageiros usando ternos de linho branco e chapéus na cabeça. Falei das Maçãs Geladas e o amigo Claudionor me disse que eram adquiridas em Manaus, pela importadora C.O Produtos Importados, de propriedade do empresário Ambrósio Assayag. Com isso já deu para perceberem que meu convidado tem mais idade que meus 53 anos bem vividos...mas sofridos!

Enfim, foi uma viagem musical no túnel do tempo, concluída com um pout porri de uma seleção de boleros em ritmo de fado! E voltamos mais uma vez para ouvir os versos da primeira música do CD: “Que estranha forma usou Deus/Em dar aos sentidos meus/Um sabor inesperado/Cerejas, recordo bem,/Dizias tu minha mãe/Ser o meu tempo chegado(...) “sob a luz do teu olhar...”



quinta-feira, 10 de outubro de 2013

NÃO QUERIA SER...!


Não queria ser mais eu!
uma lua branca no céu que distribui amores ao vento, talvez!
ou  a soma da lua, luz, estrelas, sol... para que cada um distribuísse o amor em justa medida...
Não descobri quem queria ser...
São tantas coisas que queria ser:
Talvez um pouco de tudo ou nada de ninguém que me enviam lindas mensagens.
Quem sabe, assim, poderei fazer uma soma de tudo e desejar voltar ser eu mesmo novamente,
(Como um retalho de pequenos pedaços de tecidos de amor).
Talvez eu queira ser apenas uma rosa para distribuir perfume com as pessoas ou talvez...for apenas espinhos. Quem saberá?
Sei lá! Qualquer coisa me faria feliz! Menos eu mesmo!
Se fosse lua, distribuiria meu amor aos poetas e distribuiria  perfume  para quem me amasse sem me conhecer;
Se fosse espinho, derramaria o sangue de quem me faz sofrer!
Mas, quem sabe, eu seria um sol, uma lua, uma estrela, um cometa, um tudo, um nada...(mas não sei!). Ou nada disso!
De mim, a felicidade plena é uma coisa tão distante
como  o horizonte que serve para nos fazer
acreditando que teremos um amanhã...

procurando o pote de ouro que diziam que existia ao final de cada arco-íris, lá aonde o sol se põe e a água e o mar se encontram!

terça-feira, 8 de outubro de 2013

PROFESSOR...


Historicamente, os professores cristãos professavam a sua fé,
ainda que isso lhes pudesse custar à vida.
Hoje, séculos depois, os professores continuam professando a fé
em um educação de qualidade, desfilando suas dores nas ruas em passeatas de protestos contra os baixos salários e péssimos administradores educacionais que nada entendem do que venha a conter no sentido literal da palavra “professar”...
São dores que aparecem, mas que não se fazem ouvir nas ruas em forma de reivindicações, passeatas e protestos que se iniciam sempre ordeiras; mas terminam sempre com o apoio de mascarados terminam e em total vandalismo; as reivindicações são reais, urgentes e envergonham a todos nós...educadores!
Proliteri – fatari” acrescido do prefixo “pro” foi a origem e o fim do fim de tudo.
Hoje, qualquer político que tenha apoiado candidato a governador ou a prefeito pode ser indicado secretário de educação, mesmo se não entender, interpretar,  justificar ou explicar o por quê ter como resultado final sempre a vinte e não vinte e um. Poderão até dizer que a razão seja pelo número exato. Mas por quê? Muitos nem sabem dizer!
Hoje, proletários, os professores são obrigados a se submeter à ajuda e apoio de “mascarados” que não estudam, que destroem tudo e que nunca tenham visto ou lido  livro, escrito em um caderno ou usado um lápis e uma borracha, para dizer somente o básico do básico!
Lamentável!
Mas os professores sobreviverão, como sempre têm sobrevivido e
Vencerão!



sábado, 5 de outubro de 2013

DE VOLTA PARA O COMEÇO. SERÁ?

Leitores, depois de uma semana sem escrever, por sentir forte dor nas costas que me deixaram travado na segunda e na quinta-feira, eis a primeira crônica que consigo escrever sem sentir dores lombares, travamentos e dormência nas pernas e nos braços. Um abraço a todos que torceram e rezaram pela minha recuperação. Ainda sinto dores e inspiro cuidados, mas estou melhor:

DE VOLTA PARA O COMEÇO. SERÁ?

Usamos a frase de volta para o começo, sempre que iniciamos uma nova jornada, voltamos para os antigos caminhos, sonhos, amigos, lembranças que tínhamos de um passado ou voltamos a residir em um mesmo bairro, mesma cidade, mesma rua, enfim. Mas até que ponto isso pode ser verdade?

Como afirmara um filósofo pré-socrático, que ninguém poderia se banhar na mesma água de um rio duas vezes, por não ser mais a mesma e estar sempre em movimento e nem o homem seria o mesmo, pois também não seria mais o mesmo, porque alguma coisa já seria diferente, não existe a fantasia de a volta para o começo que sempre desejamos, esperamos e gostamos de dizer!

Diante disso, não podemos voltar ao começo, porque haverá sempre alguma coisa diferente, embora pareça ser igual aos nossos olhos, mas nunca será. Haverá algo diferente, embora não aparente, porque as aparências sempre enganam aos olhos. Assim como a água corre, a vida também corre, embora pareça igual, nunca será. Também como a água que corre, enfrenta obstáculos e vence, a vida é igual e sempre vence desafios, supera obstáculos que lhe são impostos, mas sempre os vence. Embora muitos afirmem que estão dando voltas sempre no mesmo lugar, como se fosse uma rotina já conhecida e costumeira, isso não é uma verdade porque a vida é uma constante evolução, mas nunca se pode recomeçá-la como gostaríamos de fazer, porque estamos sempre em movimento.

Os dias não são sempre iguais. As noites também não! As dores lombares que senti nas costas por uma semana, muito menos! Nada é igual ou se repete! Há sempre algo diferente nos dias e nas noites; embora pareçam ser. Nem a rotina é igual todos os dias, nem os aborrecimentos, frustrações ou desejos e tudo o mais que desejaríamos que fossem nada será igual! É como o tempo que, embora não exista como pensamos, ele simplesmente o é e não se discute, por ser aceito como uma convenção!

Assim é o homem, assim é a vida, assim será a morte: nunca serão iguais para todos. Talvez por isso sempre escreva sobre meu Varre-Vento que imagino que ainda seja calmo e tranquilo, cheio de árvores, de campo, de plantações de pés de cacau, mas sei que ele não é mais igual ao que guardo no coração como lembrança preciosa de uma época feliz e despreocupada, quando usava apenas calções costurados com restos de sacos de açúcar, tomava banho na chuva e brincava correndo como se o amanhã nada fosse me cobrar.

Confesso que nunca mais tive coragem de voltar à paisagem que tenho como fonte de inspiração, com suas águas do Rio Solimões correndo fortes, derrubando terras e fazendo-as desaparecer e aparecer em outros lugares. Confesso meu medo de ter uma decepção por ter outra visão do lugar que guardei no coração como se fosse uma joia rara. Mas precisamos nos preparar para essas mudanças porque os dias também não se repetem igualmente, embora pareçam se repetir, como um dèjá vu. Mas nem mesmo o sol nasce todos os dias de forma igual, como a chuva, o vento, o frio e a vida não são sempre iguais, embora pareçam ser.


Como a água que se movimenta em um rio, o homem também não poderá ser sempre igual. Que loucura seria a vida, se tudo fosse sempre igual? Que ridículo seria viver assim!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

COMUNICADO

LEITORES (AS):

Informo a todos que continuo travado, com dificuldades para andar, com dores fortes na coluna, na parte inferior. Nada existe na coluna, detectado por Raio X. Pode ser nos nervos, mas aguardo o resultado do exame de ressonância magnética para o dia 8, porque passei a sentir também dormência nas pernas e nos braços, o que me impede de sentar, escrever e raciocinar, mas fora isso, estou bem. A dormência no braço erradia para as mãos e atinge a ponta dos dedos também, o que dificulta teclar.
Um abraço a todos e até minha volta.

Carlos Costa
Jornalista/assistente social/escritor.