sexta-feira, 8 de junho de 2012
NOVO ESPAÇO
Amigos, um novo espaço se abriu para minhas crônicas no link http://www.francodarochanews.jex.com.br/coluna+carlos+costa
quinta-feira, 7 de junho de 2012
O SINO DO SILÊNCIO: UMA HISTÓRIA POR CONTAR!
Parecia uma coisa mágica: o sino puxado por uma corda, era tocado na porta da Loja Central de Ferragens S/A e todas as lojas da Rua e das mais próximas, encerraram suas atividades ao mesmo tempo. Os funcionários estavam liberados para almoçar no Restaurante dos Comerciários, no SESC, na Rua Henrique Martins, ou em suas residências, pegando ônibus de madeira e sem nenhum conforto. Todas as lojas reabriam as portas precisamente às 14 horas, com outro badalar do sino.
Trabalhando em um escritório como office-boy, muitas vezes almocei no Restaurante do SESC, quando deixei de vender jornais pelas ruas e fui jornais pelas Ruas de Manaus. Depois do almoço, subia as escadas do SESC e devorava livros, lendo livros de Neruda, com suas poesias maravilhosas, Vinicius, Cecília Meirelles, Bandeira e Rubens Braga com suas crônicas maravilhosas e Gabriel Garcia Marquez e também estudava as matérias da aula seguinte, lendo os livros da escola, além de autores espanhóis e cubanos, russos, franceses, etc! Viajava nas leituras, imaginando cenários, criando os meus e adorava aqueles momentos, também, mágicos para mim!
Eu ali parado vendendo jornais na calçada dos Correios, na esquina das Ruas Thedureto Souto com Marechal Deodoro, onde se localizava a loja onde era tocado o sino, via aquele movimento de pessoas pelas ruas e o abrir e fechar das lojas, enchendo a rua de um imenso barulho de portas sendo baixadas, seguido de um silêncio sepulcral. Muitas pessoas, minutos antes de o sino bater, já ficavam pelo lado de fora das lojas, pronto para encerrar o expediente da manhã.
Mas também sabia que, ao tocar do sino, o movimento pararia logo em seguida, ficando tudo deserto e também tinha que me deslocar até ao Tabuleiro da Baiana, na Rua da Instalação, para prestar contas dos jornais vendidos ou “boiados” ao X-9, um homem gordo, com barriga proeminente e sempre à mostra, caindo-lhe por cima do cinto da calça ou bermuda que estivesse usando no dia.
Pelas Ruas Marechal Deodoro e Theodureto Souto se esbarravam muitos turistas nacionais ou estrangeiros, ávidos em adquirir novidades no comércio pungente da Zona Franca. A maior novidade no final dos anos 70, era a importação dos primeiros grandes e pesados vídeos cassetes que, para adquiri-los, compensava aos turistas se deslocar até a Manaus para comprar pelo menos dois, dentro da cota, despachar um em mãos; o outro, como bagagem e revendê-lo em seus Estados de origem recuperando o preço gasto com passagem e hospedagem na cidade.
Os veículos ainda circulavam normalmente naquelas Ruas do centro de Manaus com um pouco mais de 300 mil habitantes. A cidade ainda era tranquila, com poucos carros trafegando nas suas pacatas ruas, no início do processo de implantação da ZFM, o que atraia turistas nacionais e estrangeiros às compras.
O sino estava exposto pelo lado de fora, na parede da Loja S. Soares Ferragens S/A, que funcionava nas esquinas das Ruas Marechal Deodoro e Theodureto Souto, este nome dado em homenagem ao jornalista e político cearense da cidade de Itui, que já havia governado Santa Catarina e que também governara a Província do Amazonas na época do Império, no curto período de 11 de março de 1884 a 12 de julho do mesmo ano. A Rua 10 de julho é em homenagem à data que Theodureto Souto assinou o decreto libertando os escravos na Província do Amazonas, em 1884, depois de um intenso movimento abolicionista iniciado em 1880, liderado pela Sociedade Emancipadora Amazonense, antes de a Princesa Isabel assinar a Lei Áurea, abolindo a escravidão no Brasil em 13 de maio de 1888.
As Ruas Marechal Deodoro, Emílio Moreira, Guilherme Moreira e outras adjacentes, hoje se encontram interditadas ao tráfego de veículos e destinadas exclusivamente aos pedestres, sendo que a Rua Marechal Deodoro, onde se instalaram várias lanchonetes de chineses, eram abastecidas com pastéis, rizoles e coxinhas produzidas com macaxeira, pelos chineses da família Chang. Dentro das coxinhas de galinhas de macaxeira eram sempre recheados com um pedaço da coxa da galinha e uma azeitona e fritos na hora, na frente do cliente. Foram às melhores coxinhas de galinha e rizoles de macaxeira que degustei até hoje. A Rua Marechal Deodoro, de minhas lembranças, hoje toda coberta, é conhecida como Shopping “Bate Palminha”, de tanto que os vendedores chamam a atenção dos clientes batendo na palma das mãos e anunciando seus produtos aos gritos.
Era lindo ver os vendedores das lojas caminhando apressados rumo ao restaurante dos Comerciários, no SESC, na Rua Henrique Martins onde sempre existiam filas na compra de fichas para pegar o bandejão e comer uma alimentação preparada por nutricionistas, ou seguindo de ônibus para suas residências para almoçar em suas casas. Muitos ônibus, naquela época, estacionavam nos dois lados do Tabuleiro da Baiana, na Rua da Instalação vindos dos bairros ao centro da cidade pela Avenida 7 de Setembro, que corta toda a cidade.
Antes do Tabuleiro da Baiana, subindo a Rua da Instalação, pela Praça da Matriz, existia a superintendência do Banco do Brasil, local ao qual voltei muitas vezes como jornalista para entrevistar o Superintendente, o amazonense do Município de Coari, escritor Francisco Vasconcelos, hoje aposentado e residindo em Brasília.
Não gosto mais de caminhar pelas Ruas do centro de Manaus antiga e algumas adjacentes porque todas elas, antes calçadas com paralelepípedos hoje são asfaltadas. Até hoje tenho dúvidas quanto a origem dos paralelepípedos, se da Inglaterra ou de Portugal, mas sei que eram importados porque nada se produzia em Manaus, ainda. Ah, progresso infeliz!
Fiz o teste em A NOTÍCIA, convidado pelo jornalista Luiz Octávio Monteiro e iniciei meu trabalho de repórter cobrindo atividades do Poder Judiciário. Permaneci por mais de cinco anos seguidos, quando,posteriormente, fui contratado para trabalhar em rádio, TV e jornal, este último como Editor Geral, cargo que exerci aos 26 anos de minha vida pela primeira vez.
E foi lendo escritos belíssimos e mágicos artigos e crônicas na biblioteca do SESC, em revistas, livros e jornais, que me decidi pelo jornalismo. Muitas vezes designado para escrever sobre movimentos sociais que protestavam contra o Golpe Militar, coisa comum e corriqueira naquela época, deixei de ser Editor Geral de Jornal e cursei Serviço Social, profissão que exerci com muito orgulho, por doze anos, como diretor de uma instituição social e, mais tarde, como professor do curso; agora, aposentado, escrevo só o que gosto e o que me dá prazer: escrever e divulgar crônicas registrando lembranças de um passado não tão distante! Mas que dá saudades, ainda!
segunda-feira, 4 de junho de 2012
" O TROCO", UMA IRONIA FELINA CONTRA OS TELEMAMARKETINGS
Uma sala simples de uma casa, excepcionais atores, um telefone antigo, a música de Franco Alves, foi tudo o que o diretor André Rodim, precisou para produzir o vídeo “O Troco” e externar a ironia, com bom humor, em uma irreverente, atual e perfeita manifestação de revolta contra os serviços de telemarketing no Brasil, veiculado no endereço eletrônico (HTTP://www.youtube.comembebed/2eire/N7OYO1FO).
O vídeo, que arrancou gargalhadas de mim, de minha esposa e de meu filho se inicia com a oferta de uma linha telefônica adicional gratuita, pela fictícia empresa “Enganatel”. Excelentes atores em seus papéis, representando numa sala de telemarketing, fardados e com símbolo de identificação na camisa de cor verde da fictícia operadora “Enganatel”.
O telefone toca insistentemente às 11 horas. A ligação é concluída mais de uma hora depois, com a oferta de um número de protocolo e a promessa de que a dona de casa pensará na oferta da “Enganatel” e responderá em um prazo de dez dias se aceita ou não o serviço oferecido.
Um homem, o ator Liéser Tauma de calção e camiseta, lê um jornal tomando cerveja (Gervásio). O telefone continua tocando e Gervásio pergunta à atriz Siomara Schoroder (Gertrudes), cheia de bobs no cabelo e mexendo na unha do pé, se a mesma não vai atender. Gertrudes, responde: “atenda você. Não está vendo que estou com unha encravada?” e continua no mesmo lugar.
Gervásio atende. Do outro lado da linha surge a atriz Cinira Fiúza (Jucinéia Cristina) como atendente de telemarketing, momento em que oferta em nome de uma empresa fictícia “Enganatel”, uma linha de telefone gratuita à Gervásio, que lhe faz várias perguntas e vai irritando a suposta Jucinéia Cristina, muito bem representada pela atriz Cinira Fiuza.
Em seguida pede o número de seu registro cadastral na fictícia empresa “Enganatel”. Ela dá. Depois, para ter certeza mesmo que falava com alguém da empresa “Enganatel”, pede o número do telefone. Ainda calma, ela dá: “é 003, senhor”.
Após ouvir toda a insistente oferta de mais uma linha grátis da “Enganatel”, Gervásio diz que passará o telefone para sua esposa, pois ela é quem decide tudo em casa e coloca uma música em LP, ainda. A esposa atende, repete à todas as perguntas já feita antes, irritando mais ainda a funcionária da “Enganatel”.
Depois a Sra. “Gertrudes” mente à funcionária do telemarketing e diz que irá atender a campainha, ao tempo em que pede que a pessoa do outro da linha aguarde, coloca uma música e diz que vai atender à porta quando o ator bate com a colher na garrafa de cerveja que bebe. Irrita mais ainda a operadora do outro lado da linha. Antes, tinha deixado música tocando para ver o leite que estava derramando, mas ficava dançando com Gervásio, durante a música.
Ou seja, o genial vídeo está à disposição de todos que queiram se divertir e rir um pouco com a ironia séria e responsável realizada pelo diretor André Rodim. Eu recomendo para todos os que tiveram, terão ou ainda que não sofreram os dissabores de conhecer os irritantes serviços de telemarketing promovidos por muitas operadoras. Valerá à pena assistir!
domingo, 3 de junho de 2012
A DITADURA DO SILÊNCIO CONSTITUCIONAL E A CORRUPÇÃO!
Está se tornando ridículo de ver a ditadura constitucional do silêncio na CPMI que investiga os tentáculos da corrupção de “Carlinhos Cachoeira”, que atingiram também o senador por Goiás, Demóstenes Torres, além de dois governadores, com pitorescos espetáculos para TV protagonizados por alguns de seus membros, lamentavelmente!
Antes era a ditadura militar que impunha o silêncio, pela força; agora é a Constituição da República Federativa do Brasil, que define o silêncio sepulcral dos criminosos e, por isso mesmo, precisa ser reformulada junto com o novo Código Penal.
Como só isso não fosse o suficiente, ainda existe a corrupção que impõe o silêncio também, só que de forma mais ampla, em muitos poderes de Estado, envolvendo governadores e mínia impressa! É a podridão de uma ditadura legal aprovada por muitos deputados e senadores ainda atuantes, durante a Constituinte de 1988.
“É um direito seu permanecer calado! Se não fizer, tudo o que disser poderáá e ser usado contra o senhor nos tribunais. Se o senhor não puder pagar um advogado, é um dever do Estado pagar para o senhor” , dizem em filmes policiais americanos, o agente da Lei, depois de mostrar seu distintivo ao futuro prisioneiro e algemá-lo em seguida. No Brasil, isso não ocorre porque o STF decidiu que é um constrangimento à pessoa!
“Eu me reservo ao meu direito constitucional de me manter em silêncio e só falar em juízo e não responder a nenhuma pergunta”. E não respondem nada mesmo, nem com reza braba!
Na época da ditadura militar, muitos queriam falar e poucos conseguiam. Hoje, muitos podem falar e poucos exercem esse direito, principalmente os envolvidos em escândalos nacionais escabrosos.
Na época do Governo Militar os jornais de oposição possuíam censores em suas redações; hoje, a corrupção com seus braços armados com muito dinheiro, manipulam o que pode ou não ser divulgado, controlam as redações, determinam pautas e difundem coisas inverídicas em nome de uma liberdade de expressão.
Mas quando a corrupção invade meios de comunicação, como se falar em liberdade de expressão? Impossível! Plantam notas contra pessoas, produzem dossiês durante os períodos eleitorais, fazem miséria! Tudo em nome de uma liberdade de expressão hoje manipulada e não tão séria como era antes!
Antes a Ditadura Militar determinava e todos cumpriam e poucos se revoltavam; hoje, a ditadura da corrupção, manda, faz e acontece e ninguém se revolta!
Como jornalista e cidadão, defendo amplamente a liberdade de expressão, mas não a liberdade de a corrupção invadir jornais, criar pautas, decidir o que pode ou o que não pode ser divulgado, porque estaremos vivendo simplesmente na “liberdade da corrupção”. Basta! Cansei!
sábado, 2 de junho de 2012
A ARTE DE ARPOAR PIRARUCU NO RIO SOLIMÕES
Dois, três dias se fosse preciso, um pé em cima de um dos finos bancos da pequena canoa, com apenas um chapéu na cabeça, uma camisa no ombro para apoiar o arpão, ao sabor das ondas e do vento, como uma perfeita estátua de bronze, ele permanecia imóvel, olhando fixamente para os locais onde apareciam bolhas, porque sabia até quantos minutos o peixe podia permanecer embaixo d’água e depois voltar à superfície para respirar pela boca, de novo. Nesse momento, jogava seu arpão na água! Era certeiro.
O arpão pesado, com mais de dois metros de cumprimento, apoiado em seu ombro moreno e franzino, apenas protegido pela blusa que nunca a esquecia, mas também não vestia, permanecia sempre pronto para ser lançado n’água ao primeiro sinal de qualquer nova bolha e acertar mais um peixe grande, um gigante como costumava falar.
Era o senhor João Batista, o melhor arpoador de pirarucu no Baixo Amazonas, na área do Varre-Vento, aonde residi por nove anos. Ele permanecia imóvel na proa da canoa, com olhar fixo na água para identificar bolhas formadas pelo pirarucu, decidir o tamanho do peixe e, só depois, lançar o arpão – acho que nem respirava quando ficava assim.
Vez ou outra, para direcionar sua pequena canoa remava, usando apenas de leve a ponta da pá de seu remo para não produzir qualquer barulho. Assim, permanecia imóvel, na mesma posição, ao sabor do vento, balançando em sua canoa!
Durante os outros dias da semana, era só mais um agricultor cuidando da terra, da qual tirava o sustento de toda sua numerosa família. Arpoar pirarucu era difícil, exigia paciência e demorava até três ou quatro dias para arpoar um deles e tirá-lo da água.
Nesse período, o caboclo ficava abicorando o pirarucu vir à tona para respirar e lançar seu arpão. Sabia que o peixe sempre voltava e respirava no mesmo loca ou em local próximo, novamente produzindo bolhas e rastros na água e produzindo um rastro que o guiava para lançar seu arpão. Não podia perder o foco, nem a concentração porque só queria lançar seu arpão na água, se fosse para acertar em um dos grandes e sempre conseguia, mesmo que demorasse.
Depois que arpoou o enorme peixe, ficou com medo de não conseguir puxá-lo e colocá-lo em sua canoa, que balançava para cima e para baixo ao banzeiro do rio, temendo ser alagada e perder o peixe que observava pacientemente! Depois de muita luta, porque o peixe estrebuchava, como que não querendo ceder ao arpoador para matar a fome de várias famílias, conseguiu puxá-lo.
Com mais de dois metros de tamanho e 180 quilos de peso, decidiu puxá-lo até a pequena canoa com muita dificuldade. Em terra, carregava o peixe nas costas e convidava pessoas conhecidas do Varre-Vento e pedia ajuda na retirada de suas escamas e a língua. A língua servia para lixar coisas mais duras como Castanhas do Brasil, por exemplo. As escamas; para lixar unhas!
Do pirarucu, nada se perdia, costumava dizer, nem mesmo a cabeça que, assada na brasa, servia a várias pessoas, inclusive a mim, um voraz devorador de cabeça de qualquer tipo de peixe, menos o dos lisos.
Será que ele sabia que estava agonizando e que morreria logo em seguida e seria devorado por um monte de pessoas, como urubus em carniça? Talvez não!
COMO ENTENDO UMA SOCIEDADE JUSTA E PERFEITA
Uma sociedade só pode ser considerada justa, perfeita e harmônica quando seus membros possuírem educação, civilidade, ética e moral condizentes; quando alguns membros componentes dos aparelhos de Estado não usarem o direito constitucional legítimo de ficar em silêncio, garantidos muitas vezes por liminares; quando investigados em crimes não adiarem suas presenças em interrogatórios; quando membros que representam o Estado não deixam de cumprir suas obrigações e que esse mesmo Estado os legitime também, enfim; quando os “cidadãos da cidade” passem a receber uma retribuição justa aos impostos que pagam, em forma de bons serviços como saúde, habitação, saneamento, educação, tudo se transformando em qualidade de vida digna.
De que adianta o Brasil arrecadar muitos impostos e redistribuí-los mal? De que adianta ter um Brasil rico, próspero, se ainda existe uma população socialmente miserável, vivendo de lixo e sobrevivendo do que cata no lixo?
De que adianta CPMI para os depoentes usarem o “direito Constitucional” do silêncio? Para que adiantam investigações para tudo ser concluído com desculpas e penas leves para aos envolvidos – quando existem!
De que adiantam os aparatos milionários de Estado para cobranças de impostos se não conseguem identificar de forma confiável as movimentações financeiras atípicas, feitas geralmente por pessoas consideradas suspeitas?
De que adianta tudo isso? De nada!
É melhor fechar o Brasil para um balanço, contabilizar saldos, dividendos e devolver tudo ao povo, em forma de serviços prestáveis, livres de corrupções e, depois, começar um novo Brasil, estruturado em balizas sólidas, confiáveis e não com greves de professores por descumprimento de acordos firmados, policiais rodoviários federais presos por se envolverem em contrabando, senador e outras pessoas envolvidas em crimes de quadrilha usando o direito constitucional de ficar em silêncio.
É melhor, para o bem de toda a sociedade brasileira, criar uma nova Constituição junto com a Reforma do Código Penal, harmonizando uma coisa com a outra.
Caso contrário, continuaremos a ver o total descompasso entre a Constituição e o Código Penais, com advogados bons, espertos e contratados a peso de ouro, entre o que é para ser moral e o que alguns membros do judiciário e de outros aparelhos de Estado entendem como ético e moral, com liminares derrubando liminares, delegados não aprovados em concurso público sendo empossados em detrimento dos realmente aprovados. Só pelo cometimento de erros formais e perdas de objeto da causa! Isso aconteceu no Amazonas!
Enfim, muita coisa precisa melhorar no Brasil para ele poder se declarar justo, honesto, sério e confiável! Mas algumas coisas já estão mudando, menos os terríveis embates pré-eleitorais em uma CPMI do silêncio...!
De que adianta o Brasil arrecadar muitos impostos e redistribuí-los mal? De que adianta ter um Brasil rico, próspero, se ainda existe uma população socialmente miserável, vivendo de lixo e sobrevivendo do que cata no lixo?
De que adianta CPMI para os depoentes usarem o “direito Constitucional” do silêncio? Para que adiantam investigações para tudo ser concluído com desculpas e penas leves para aos envolvidos – quando existem!
De que adiantam os aparatos milionários de Estado para cobranças de impostos se não conseguem identificar de forma confiável as movimentações financeiras atípicas, feitas geralmente por pessoas consideradas suspeitas?
De que adianta tudo isso? De nada!
É melhor fechar o Brasil para um balanço, contabilizar saldos, dividendos e devolver tudo ao povo, em forma de serviços prestáveis, livres de corrupções e, depois, começar um novo Brasil, estruturado em balizas sólidas, confiáveis e não com greves de professores por descumprimento de acordos firmados, policiais rodoviários federais presos por se envolverem em contrabando, senador e outras pessoas envolvidas em crimes de quadrilha usando o direito constitucional de ficar em silêncio.
É melhor, para o bem de toda a sociedade brasileira, criar uma nova Constituição junto com a Reforma do Código Penal, harmonizando uma coisa com a outra.
Caso contrário, continuaremos a ver o total descompasso entre a Constituição e o Código Penais, com advogados bons, espertos e contratados a peso de ouro, entre o que é para ser moral e o que alguns membros do judiciário e de outros aparelhos de Estado entendem como ético e moral, com liminares derrubando liminares, delegados não aprovados em concurso público sendo empossados em detrimento dos realmente aprovados. Só pelo cometimento de erros formais e perdas de objeto da causa! Isso aconteceu no Amazonas!
Enfim, muita coisa precisa melhorar no Brasil para ele poder se declarar justo, honesto, sério e confiável! Mas algumas coisas já estão mudando, menos os terríveis embates pré-eleitorais em uma CPMI do silêncio...!
sexta-feira, 1 de junho de 2012
O SILÊNCIO E A SAUDADE
Quando o silêncio veio em mim habitar, consegui ouvi-lo e estava em total silêncio;
Quando a saudade veio a mim pedir habite-se, senti uma forte emoção a concedi;
Mas senti saudade de todos os amigos que amo profundamente, incluindo os que nunca vi fisicamente, mas imagino-os como sejam ou que estejam;
Quando o desespero em mim chegou para também exigir morada em meu coração, mandei-o embora;
Seria muita gente residindo em meu coração e não aceitei.
Insistiu, mas não permiti sua entrada!
Só não deixei que o silêncio e a saudade, que já me habitavam em meu coração, partissem junto com o desespero, porque os dois são necessários a manter-me vivo e produtivo.
Com o primeiro, aprendi a ouvir o vento, as folhas caindo no campo, o barulho das rosas se abrindo em cheiro no jardim da minha imaginação e até minha própria voz.
Com a saudade em mim habitando, aprendi a valorizar mais os verdadeiros amigos, a escolhê-los melhor e dar-lhes o valor que merecem!
O silêncio e a saudade são vitais hoje em minha vida.
No silêncio, relaxo agradavelmente.
Na solidão, escrevo e só escrevo o que sinto, ouvindo apenas meu silêncio e as batidas de meu próprio coração!
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