terça-feira, 25 de agosto de 2015
REDUÇÃO DE MINISTÉRIOS, SERÁ UMA DIFICIL TAREFA!
Pode até conseguir, mas será muito difícil a presidente Dilma Rousseff extinguir dez ministérios e reduzir milhares de cargos comissionados, ocupados, principalmente, por indicados pelas bancadas fisiologistas de sua base de sustentação política. Ficará mais difícil agora que o articulador político e vice-presidente da República, Michel Temer, se despediu da função, porque estava achando muito difícil conciliar os interesses de todos. A Câmara Federal, como venho afirmando, deixou de legislar pelo interesse do povo e se transformou em um grande balcão de escambo: troca cargos no Governo por apoio político!
Diante da rebeldia da Câmara, que não marcha coesa com os interesses maiores do Brasil, mas somente com os interesses pessoais de muitos políticos, não será fácil a presidente Dilma cumprir o que anunciou: extinguir 10 ministérios e reduzir os gastos da máquina pública. Na época das vacas gordas e dos impostos elevadíssimos, chegando até a ser escorchantes, o Governo Federal criou cargos comissionados em excesso para atender aos pedidos de partidos que apoiavam o Governo. Agora, acontecerá uma visão alegórica: um monte de ratos pulando do navio que está afundando lentamente!
Aos interesses partidários, tudo; aos i nacionais, nada! Essa é a lógica da política e de muitos políticos! Na hora da dificuldade, a Câmara aumenta custos, em vez de diminuir e colaborar com a presidente. O Governo da presidente Dilma Rousseff, por não ter uma política de planejamento a longo prazo, não conseguiu ver a gravidade da crise financeira que atingiria o país no início de seu segundo mandato. E deu no que deu! Economia estagnou, a recessão bateu à porta, gerando menos vendas e, por consequência, menos impostos ao Governo. A desgraça da economia veio junto com a decisão de apurar toda a corrupção na Petrobras, responsável por investimentos de mais de 1% do PIB Nacional. Foi um efeito cascata e, como cartas de um baralho ou de um dominó, desmoronou um a um todos os alicerces da economia do país.
Estive várias vezes em Brasília durante os Governos de FHC e no primeiro ano do Governo Lula, em reunião com membros do Ministério do Trabalho, discutindo as novas políticas de Emprego. Trabalho e Renda e tratando de outros assuntos de interesse da Comissão Estadual de Emprego, que presidia no Amazonas. Nessas reuniões, observava em que uma pequena sala, membros sindicalistas as lotavam porque o espaço era muito pequeno para suportar tantos indicados políticos em cargos de comissão. No Governo de Dilma Rousseff, já estava aposentado e não viajei e desconheço a situação de hoje, mas devem continuar todos atendendo a pedidos de partidos políticos, políticos e até mesmo do ex-presidente Lula, que começou sua vida como sindicalista no ABC! Nessas reuniões cansativas, cheguei a discutir com membro da CUT e de outras centrais sindicais em cargos de comando, que pouco entendiam do assunto. Era eu defendendo o aumento da carga horária dos cursos realizados com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador para no mínimo 120 horas (na época cursos eram realizados como 12 horas e achava isso inaceitável porque no máximo seria considerado reciclagem ou treinamento, mais curso de qualificação) e eles respondendo que estava ótimo porque queriam quantidade e não qualidade.
Como comecei a escrever, será muito difícil a presidente Dilma Rousseff, sem seu hábil articulador político, conseguir cumprir o que prometeu e há muito tempo já deveria ter sido feito: enxugar a máquina pública! Será uma tarefa hercúlia e todos devem apoiar o esforço da presidente Dilma, porque não será uma tarefa fácil de ser cumprida!
segunda-feira, 24 de agosto de 2015
O "DIA DO FICO" SE REPETIU!
O “Dia do Fico”, ocorrido em 9 de janeiro de 1822, historicamente pronunciado pelo então príncipe regente D. Pedro de Alcântara, voltou a ocorrer de novo em 2015. Dessa vez, pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que, embora denunciado no STF, não deixará o cargo porque fora eleito por seus pares, provará sua inocência e será´absolvido! Será?
O deputado, denunciado por envolvimento na “Operação Lava Jato” está usando a presidência da Câmara para pressionar o Governo com seguidas “pautas bombas”, onerando a folha de pagamento do Estado brasileiro, obrigando a presidente da República a seguidos vetos, deixando a popularidade de Dilma Rousseff baixíssima. Essa briga ridícula tem que acabar pelo bem do Brasil porque a instabilidade política, briga entre poderes e a crise financeira estão afastando novos investimentos, fazendo oscilar muito o valor do dólar e não permitindo confiabilidade ao país. Usando o texto constitucional que diz que todos são inocentes até que a última condenação tenha transitado em julgado, sem possibilidade de mais nenhum novo recurso, o deputado Eduardo Cunha, resiste ao pedido de renúncia ao cargo, o que permitiria mais transparência nas investigações e mais tempo para que pudesse apresentar sua defesa à Justiça. Se for denunciado pelo Ministério Público, o deputado passará de investigado a réu e mesmo assim garante que permanecerá ocupando seu cargo porque a palavra “renuncia” não existe no seu dicionário dele. Seria diferente o dicionário que ele usa na Câmara e só teria as palavras “propina”, “propina”, diversas vezes? Muito suspeito o dicionário usado pelo presidente Câmara Federal. Ele conseguiu ser mágico e transformou o prédio da casa em um lucrativo balcão de negócios escusos.
O que ficou conhecido como o “Dia do Fico”, se deu quando D. Pedro de Alcântara não aceitou as ordens das Cortes Portuguesas que exigiam sua volta a Lisboa, decidindo ficar no Brasil. Em 2015, o deputado presidente da Câmara protagoniza de novo o “Dia do Fico”, mas por outros motivos e razões”. Em 1832, as Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, segundo o site Wikipédia, defendiam a ideia de transformar o Brasil em uma colônia de Portugal e mandaram a decisão ao príncipe regente D. Pedro de Alcântara para que retornasse de imediato a Portugal. Ele dissera “digam ao povo que fico”, permanecendo no Brasil e declarando a independência do Brasil de Portugal, no dia 7 de setembro de 1822.
Mas isso é história. Voltemos à questão do presidente da Câmara Federal, que declarou não o dia do Fico, mas o dia do “permaneço”! Incrível e muito estranho esse apeto ao cargo!.
Em palestra que fez e nas entrevistas que prestara à imprensa, repetiu sempre que em seu dicionário não existia a palavra renúncia, e ele fora eleito por seus pares e continuaria até o final de seu mandato de presidente. Como um deputado investigado por corrupção pelo STF, poderia suceder a presidente da República, Dilma Rousseff em caso de ausência dela e de seu vice, Michel Temer? Que moral teria para cobrar alguma coisa de alguém?
Nos bastidores da política brasileira, ocorrem mais fatos estranhos e que se interligam, formando uma intrincada e indecifrável teia de aranha em torno dos cargos e poder, do que de coisas compreensíveis e que podem ser divulgadas e tornadas públicas conhecimento de todos os eleitores!
O deputado, denunciado por envolvimento na “Operação Lava Jato” está usando a presidência da Câmara para pressionar o Governo com seguidas “pautas bombas”, onerando a folha de pagamento do Estado brasileiro, obrigando a presidente da República a seguidos vetos, deixando a popularidade de Dilma Rousseff baixíssima. Essa briga ridícula tem que acabar pelo bem do Brasil porque a instabilidade política, briga entre poderes e a crise financeira estão afastando novos investimentos, fazendo oscilar muito o valor do dólar e não permitindo confiabilidade ao país. Usando o texto constitucional que diz que todos são inocentes até que a última condenação tenha transitado em julgado, sem possibilidade de mais nenhum novo recurso, o deputado Eduardo Cunha, resiste ao pedido de renúncia ao cargo, o que permitiria mais transparência nas investigações e mais tempo para que pudesse apresentar sua defesa à Justiça. Se for denunciado pelo Ministério Público, o deputado passará de investigado a réu e mesmo assim garante que permanecerá ocupando seu cargo porque a palavra “renuncia” não existe no seu dicionário dele. Seria diferente o dicionário que ele usa na Câmara e só teria as palavras “propina”, “propina”, diversas vezes? Muito suspeito o dicionário usado pelo presidente Câmara Federal. Ele conseguiu ser mágico e transformou o prédio da casa em um lucrativo balcão de negócios escusos.
O que ficou conhecido como o “Dia do Fico”, se deu quando D. Pedro de Alcântara não aceitou as ordens das Cortes Portuguesas que exigiam sua volta a Lisboa, decidindo ficar no Brasil. Em 2015, o deputado presidente da Câmara protagoniza de novo o “Dia do Fico”, mas por outros motivos e razões”. Em 1832, as Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, segundo o site Wikipédia, defendiam a ideia de transformar o Brasil em uma colônia de Portugal e mandaram a decisão ao príncipe regente D. Pedro de Alcântara para que retornasse de imediato a Portugal. Ele dissera “digam ao povo que fico”, permanecendo no Brasil e declarando a independência do Brasil de Portugal, no dia 7 de setembro de 1822.
Mas isso é história. Voltemos à questão do presidente da Câmara Federal, que declarou não o dia do Fico, mas o dia do “permaneço”! Incrível e muito estranho esse apeto ao cargo!.
Em palestra que fez e nas entrevistas que prestara à imprensa, repetiu sempre que em seu dicionário não existia a palavra renúncia, e ele fora eleito por seus pares e continuaria até o final de seu mandato de presidente. Como um deputado investigado por corrupção pelo STF, poderia suceder a presidente da República, Dilma Rousseff em caso de ausência dela e de seu vice, Michel Temer? Que moral teria para cobrar alguma coisa de alguém?
Nos bastidores da política brasileira, ocorrem mais fatos estranhos e que se interligam, formando uma intrincada e indecifrável teia de aranha em torno dos cargos e poder, do que de coisas compreensíveis e que podem ser divulgadas e tornadas públicas conhecimento de todos os eleitores!
sexta-feira, 21 de agosto de 2015
REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL X CÂMARA FEDERAL
O que tem a ver a redução da maioridade penal com a Câmara Federal? Tudo e nada! Aprovada pela Câmara Federal, bem que poderiam os deputados ter aprovado, também, o Estatuto da Imunidade do Prédio da Câmara Federal para blindá-la de vez e torná-la imune à investigações em seu interior, para não envolver mais seus futuros presidentes em falcatruas? A redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, foi uma medida acertada, porém tardia, da Câmara Federal. Para livrar novos menores de 16 de entrar no mundo do crime, dependerá da implantação de um programa de recuperação deles, para que consigam ser tratados em hospitais públicos e, ao atingirem os 16, não entrem para a estatística do crime, mas possam dizer “eu fui drogadito e vendi o vício”, o que não é muito fácil!
A Câmara Federal, aprovou mudanças no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, aumentando a pena para alguns crimes hediondos a menores de 16 anos. Não seria o momento de o Governo Federal se unir aos movimentos sociais contrários à aprovação e investir em Educação construindo 40 mil Escolas em vez de 40 novos presídios, como chegou a anunciar o Ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, caso o ECA fosse alterado e redução da maioridade penal fosse aprovada? Não seria um momento propício para se implantar programas de tratamento químico em hospitais públicos com equipe multidisciplinar para evitar que outros menores de 16 anos se envolvam com o crack e, futuramente, a sociedade perceber e exigir que se reduza ainda mais a idade penal dos protegidos pelo ECA?
Se o governo investir, agora, em um programa de tratamento para desintoxicação química de adolescentes menores de 16 anos, talvez ainda possamos ter uma sensação de tranquilidade social porque a violência está intimamente ligada aos pequenos furtos e roubos, também, principalmente de aparelhos celulares que depois são facilmente comercializados no comércio clandestino. O presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, acertou na votação do ECA embora tenha sido denunciado em inquérito no STF, envolvendo-o no esquema de corrupção da Petrobras. Alegou inocência, esperneou contra a denúncia e disse que o Governo Federal o escolheu para ser perseguido, porque ninguém do PT teria sido denunciado até agora, esquecendo que tem um vereador do PT está preso, pelo mesmo envolvimento. Só que o deputado, se disse tranquilo e que provará sua inocência durante as investigações. Durante a noite, contudo, recebeu pedido de deputados federais para que renunciasse ao cargo de presidente da Câmara Federal. Garantiu que não renunciará e provará sua inocência, muito embora existam provas contra o parlamentar paulista.
Até a ex-deputada federal Solange Cunha, também denunciada e aliada de Cunha, usou o computador pessoal da Câmara, com a senha do deputado denunciado, para redigir e protocolar requerimento denunciando outras empresas que participavam da licitação para a construção de navios para a Petrobras., como uma forma de pressionar à continuidade da “propipagem”. A Igreja Assembleia de Deus, de Campinas, também recebeu doações e precisa ser investigada, porque ninguém está acima da lei. O o senador Fernando Collor de Melo foi denunciado, entre outros 52 políticos de vários partidos, estão sendo investigados, por ter recebido 26 milhões de dólares em vários anos em que o esquema funcionou com uma subsidiária da Petrobras. Todos alegam inocência! Ou seja, a Câmara Federal foi transformada em Balcão de Negócios e deve ter sido por isso que o seu presidente tenha entrado com ação no STF pedindo imunidade ao prédio!
As mudanças e a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos, dependerá de votação no Congresso Nacional, mas pouca coisa poderá ser modificado e, se for, voltará a Câmara Federal. Não vejo com de todo preocupante a redução da maioridade penal, embora o Governo Federal tenha anunciado que teria de construir mais de 40 mil presídios para colocar os menores. Como o Governo sabe da quantidade de presídios que teria que construir e não admite que existem menores envolvidos com crack no Brasil, na quantidade que disse que teria? É melhor se omitir do que admitir? É melhor ficar quieto e brigar contra a redução, do que se preparar e determinar construção de escolas e hospitais públicos para tratar os dependentes químicos como se fosse um problema de saúde pública, na verdade já o é?
Enquanto isso, se arrasta sem julgamento, no STF ação de um preso que foi flagrado dentro da prisão com 3 gramas de drogas e alegou ser usuário! Incrível essa distorção! Um problema grave e de saúde pública, não merece atenção do Governo Federal e um preso flagrado com 3 gramas de drogas merece tanta atenção e até julgamento no STF?
Impressionante, ridícula essa omissão! Dois pesos e duas medidas, é isso que percebo! Mais cego é o que se recusa a ver o que está acontecendo e não quem não pode ver por ser cego mesmo!
quinta-feira, 20 de agosto de 2015
POLÍTICO NÃO É UMA PROFISSÃO!
Desde quando a humanidade recebeu da Grécia antiga os princípios primários da democracia, nascida nas cidades-estados de Atena e Corinto (A CIDADANIA COMO FATOR DE RESGATE SOCIAL, Carlos Costa. Ed. Scortecci, SP/2005 (in carloscostajornalismo.blogspot.com) e o governador grego Péricles (495/429 a.C, estadista ateniense, orador e chefe do partido democrático que dominou a cena política grega de 450 a.C, até sua morte), declarou em praça pública que ninguém era tão ocupado que não dispusesse de 5 minutos de seu tempo para tratar de assuntos da sua pólis e decidir coletivamente, passei a entender que ser político não é uma profissão, mas um sacerdócio em benefício da coletividade e que a remuneração deve ser relativa. Deva receber ajuda de custos e até as verbas de gabinete. Mas tudo deve ser referendado depois por quem os elegeu.
Deve ser remunerado, sim, mas os últimos acontecimentos políticos no Brasil não permitem que eles reajustem seus salários da forma valor que desejarem. Claude Mossé (História de uma Democracia – Universidade de Brasília,1980 (in CIDADANIA COMO FATOR DE RISCO SOCIAL, de Carlos Costa) garante que tanto na Grécia do passado como no Brasil de hoje – essa afirmação é minha - “constatamos algumas distorções”. Garante Mossé que “...o povo era soberano, mas o exercia dentro de certos limites” e que teria sido nessa época que se rigorosas normas “à ordem do dia e periodicidade das sessões”. Continuo afirmando, porém, que ser político não é uma profissão, mas uma dedicação à cidade e à sociedade, pelo bem geral de todos, mesmo que remunerado para exercer seus mandatos. Toda a estrutura deve ser revista e adequada à nova ordem do Brasil.
Contudo, no Brasil, a profissão que não existe por direito e de fato, se mantém rentável e com salários cada vez mais elevados. Constitucionalmente, a redução de salários de prefeitos e dos próximos vereadores, em municípios do Estado do Paraná, por pressão da população, deveria ter partido da Câmara Federal e atingiria as Assembleias Legislativas e as Câmaras Municipais, respeitando a hierarquia das leis. As decisões dos vereadores de municípios do Estado do Paraná, podem ser facilmente derrubadas, porque não se sustentam dentro do princípio legal. Mas por que a ideia não é ampliada para todo o Brasil, permitindo que políticos possam exercer suas profissões e seus mandatos, nem que para isso tenha que se mudar tudo, inclusive a mentalidade da sociedade apodrecida e ávida de TER e não de SER? Não sei, mas foi um bom exemplo de exercício de cidadania, com moradores tomando as rédeas em suas mãos e dizendo o que querem para seus municípios!
Agora, pelas redes sociais, o PT passou a ser chamado de “Camarão”: vermelho, cego, anda para trás e tem fezes em sua cabeça. De certo modo e em alguns aspectos, sou forçado a concordar com o que dizem: o PT, no Governo Dilma Rousseff, tem sido indeciso demais, mas a culpa não é só da presidente. É de todos os membros da sociedade. Culpar só a presidente por tudo, é querer forçar a barra, como se diz na linguagem popular atual. A sociedade é tão ou mais culpada do que a presidente, porque não soube escolher e deixou se vender por promessas que nunca serão cumpridas integralmente. A presidente Dilma Rousseff tem culpa, sim! Mas quem não teria para governar um país tão complexo como o Brasil? Qualquer um!
Até mesmo o Governo Militar, que assumiu nos destinos dopais e passou a administrá-lo como bem quis, não conseguiu realizar tudo o que se propôs a fazê-lo! O maior exemplo de que nem tudo é como as pessoas pensam, querem e desejam, foi os 12% de crescimento econômico com uma taxa de inflação de mais de 800% ao ano. Adiantou crescer? A tese defendida pelo Ministro do Planejamento, Delfim Neto, de que o Brasil precisaria crescer para depois ser distribuído, não deu certo, como também não deu certo a famosa e ambiciosa estrada da integração nacional, a Transamazônica, que motivou uma desesperada, desorientada e desorganizada corrida para a Região Norte. A estrada até hoje está inacabada, com muitos problemas e conflitos de terra por onde ela passa!
Na verdade, a pecha de “Camarão” se torna propicia a sociedade também, porque ela tem o poder de mudar tudo, mas não é vermelha. É cega, anda para frente e para trás e em vez de usar o voto como arma poderosa, tem fezes na cabeça e troca o poder da sua mudança por uma casa, um rancho, uma conta de luz menor, mesmo sabendo que tudo lhe será cobrado em dobro, depois É ridícula essa cena dantesca, mas é a pura realidade. Dentro desse universo, existem ainda os partidos políticos “camarões”, que falam em nome do povo e defendem só seus próprios interesses, os melhores cargos na administração pública, as maiores fatias no bolo da corrupção praticada e combatida pelo Governo. A questão é que os corruptos e corruptores sabem que se não houver mudança nas leis, mais agilidade em seus julgamentos, os processos prescreverão por decurso de prazo, como aconteceu com o caso do chamado “Valerioduto”, quando muitas penas deixaram de ser aplicadas porque havia sido prescritas nove anos depois, quando se deu o início dos julgamentos, por pressão da sociedade.
Tudo o que a sociedade fez em municípios do Paraná pode ser derrubado por uma questão técnica: foi feito de baixo para cima e não de cima para baixo, da Câmara Federal para que as outras Casas Legislativas se adequassem a ela. Ao contrário como ocorreu, a cidadania dos moradores pode se derreter ou ser atropelada pela Lei Constitucional, na próxima esquina. Mas não deixará de ser um ótimo exemplo a ser seguido como exemplo positivo!
quarta-feira, 19 de agosto de 2015
LENHADOR!
Dedico a todos que partiram e, em especial, ao Sr. Lélio Castro de Andrade, (SP) pai do deputado Luiz Castro, que passou a ser mais uma estrela brilhante na da constelação criada por Deus
Lenhador, sei que
lenhas a dor de todos
que partiram e ainda partirão!
Todos os bons e justos
aumentarão a constelação
criada por Deus e sorrirão felizes!
Mas também, lenhas a dor que sinto
por me saber caminhando
angustiado rumo à inevitável morte terrena!
Cortas, a árvore e tirarás dela também
a tábua para todos os caixões, inclusive a do meu!
Ah, dor!
Indisfarçável dor me causas agora!
Como prometeu Deus,
Queria viver pelo menos 120 anos!
Mas me sei enfraquecido, bacterícido,
caminhando ao encontro da inevitável
dor que causarei a todos os que me querem bem!
Ah, lenhador!
Por que contribuís com teu trabalho
para que esse momento se antecipe?
Ah, lenhador!
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
IMPEACHEMENTE TAMBÉM DA SOCIEDADE!
Confesso que senti saudades de viver em uma sociedade honesta, harmônica, coesa e decidida. Isso me ocorreu ao ver uma pequena parte da sociedade consciente, exigindo mudanças para o Brasil. Senti saudades do tempo em que a política surgia do povo, para o povo e em seu nome era exercita. Do tempo em que havia fidelidade partidária. Da época do bi partidarismo e dos embates entre MDB e ARENA, dos comícios e das campanhas modestas, com médicos, advogados, poetas, escritores se expondo seus nomes pelo bem comum de todos! Ah, como sinto saudades, mas não desejo o retorno do Governo Militar. Uma mudança nos valores morais da sociedade para que ela volte a escolher bem seus candidatos e cobre trabalho deles no decorrer do exercício do mandato, já seria mais do que o suficiente!
Hoje tudo mudou, a sociedade apodreceu e nada é mais inútil do que gritar “fora Dilma, fora Dilma”. A presidente saiu fortalecida das manifestações que transcorreram de forma pacífica, sem incidentes, badernas, mascarados ou black “bostas”, como chamei as pessoas que se infiltram no meio dos manifestantes para tumultuar, agredir, insultar, queimar, destruir, enfim, gerndo balbúrdia onde não cabe, destruindo tudo. É preciso pedir o impeachment de toda sociedade que se vende na hora de votar, acredita em promessa de papai noel, em fantasmas, em boatos, em delírios noturnos e até em programas eleitoreiros! A sociedade se corrompeu e corrompe as pessoas!
Foi no domingo, ao assistir “indecisos cordões”, marchando, pedindo e gritando pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff como cantou Geraldo Vandré. E pensei, não seria melhor pedir o impeachment da sociedade apodrecida, sem valores, ética, moral e deixar descer tudo pela latrina do vaso sanitário de uma vez só? Talvez do cheiro fétido que exalasse, talvez possa surgir alguma coisa melhor, uma sociedade mais moral, ética e justa, pensando mais no Ser do que no Ter. O jornalista e articulista Diogo Maianard em publicação em uma rede social, disse que “o impeachment, na minha visão, funciona como um botão que se aperta para dar descarga na privada. Você já fez...o que precisava ser feito e não precisa olhar mais os seus dejetos, misturados ao papel higiênico usado”. Seria mesmo, tão simples assim?
Desconhecia que o articulista Diogo Maianard jogava papel no vaso sanitário para obstruí-lo em algum momento, mas isso é outra coisa que não pensei, mas fiquei sabendo que o jornalista também faz, infelizmente, para desespero dos seus vizinhos do prédio. Mas isso não vem ao caso! Senti saudades, sim, de um tempo em que a sociedade respeitava a ordem, cultivava a ética e a moral, cantava o hino nacional com a mão no peito na Escola, mesmo que forçado, tinha disciplinas de Moral e Cívica e estudava a Organização Política Social do Brasil – OSPB -, respeitava professores em sala de aula e a Escola era local para se aprender em processo de ensino-aprendizagem quase perfeito e não local para desaprender, como ocorre hoje. Senti saudades do tempo em que a imunidade parlamentar era apenas para o político discursar na tribuna da oposição sem medo de sofrer represálias e processos pelo regime militar e, não, também para o prédio da Câmara Federal. Enfim, senti vontade de voltar ao passado e voltei para ver apenas professores, médicos e a sociedade humana sendo mais valorizadas e não desrespeitada como está ocorrendo hoje!
Como parte integrante da sociedade que também precisa descer pela descarga como sugeriu Diogo Maianard, os partidos políticos são formados por essa mesma sociedade apodrecida. Os partidos políticos vivem brigando pelo poder, sem se preocupar com mais nada em torno do coletivo, da sociedade que os deu origem e lhes dá guarida e voto para que existam os vereadores, deputados estaduais, federais e senadores. Todos os partidos políticos, sem exceção, também precisam desaparecer. Em todos os partidos políticos, como também na sociedade existem boas ou más pessoas, honestas e desonestas, corruptas e incorruptíveis. Mas tudo precisa mudar e o o início da mudança está na sociedade que precisa escolher melhor os candidatos e não só no Governo que administra o Brasil, que é apenas um reflexo da sociedade, Se o partido existe e o político se elegeu, o parlamentar não se auto elegeu, não foi via golpe. Alguém votou nele para que esteja lá, mesmo sem representar a sociedade que caminha para um lado e o político caminha diametralmente em sentido oposto!
De tudo que vi dos “indecisos cordões” marchando com bandeiras na mão e gritando pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, de positivo mesmo, só algumas coisas: uma democracia mais fortalecida, o juiz Sérgio Moro recebendo mais apoio e força e uma proposta do Ministério Público para reunir assinaturas e desengavetar projetos de Lei das prateleiras da Câmara dos Deputados, punindo com mais rigor corruptos e corruptores. Hoje, como está, ainda é mais vantagem ser corrupto do que ser honesto no Brasil porque as penas são menores do que a de um crime de homicídio. Mais é um crime também e mata a educação, os sonhos de alunos, pacientes em hospitais etc. Os corruptos e corruptores terão tempo de sair da cadeia e viver com o dinheiro que desviaram porque a pena é baixa, menos do que quatro anos e ainda recebem beneficios!
A presidente Dilma Rousseff saiu mais fortalecida das manifestações. Ela é como madeira mole que enverga ao vento, mas continua firme, mesmo com sua popularidade quase chegando ao chão. Depois que se puxar a descarga e descer a sociedade apodrecida pelo vaso sanitário, olharei para trás e verei se dos restos que devem ficar, poderá surgir uma nova sociedade forte, unida, determinada e menos alienada politicamente como a que temos hoje no Brasil! Os milhões de brasileiros, integrantes da sociedade, que foram as ruas e “marcharam em indecisos cordões”, talvez tenha esquecido de puxar a descarga para que também descerem juntos com o Governo do PT, PSDB, PSTU, PRONA, PSOL, PT, PP, PT do B e outros que existirem. Como disse, em todos os partidos, existem políticos honestos e desonestos e a Câmara Federal se transformou em um grande balcão de negócios escusos e negociatas inconfessáveis!
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
TOURADAS NA ESPANHA
Touradas?
Nada!!
Não!
É só um Miúra
sangrando no chão
um toureiro aplaudido
com o pano cor de sangue nas mãos!
pura diversão!
(fazendo referências mil)
Touradas?
Não!
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