quinta-feira, 12 de novembro de 2015

CORRUPÇÃO E NEPOTISMO EM IRANDUBA


Mais do que uma simples operação de combate a desvio e corrupção, o Ministério Público do Amazonas, também descobriu que o prefeito de Iranduba, Xinsik Silva Medeiros, também praticava crime de nepotismo, nomeando a irmã para comandar o Fundo Municipal de Saúde. Ela também teve a prisão decretada na mesma operação comandada para apurar desvio de verbas públicas estimadas em 56 milhões de reais. Foram decretadas prisões temporárias do prefeito, do Secretário de Finanças do município e do presidente da Comissão Permanente de Licitação e da  tesoureira do Fundo Municipal de Saúde, coincidentemente irmã do prefeito. Mesmo sem ser cassado, a Câmara Municipal imediatamente empossou a vice-prefeita Madalena de Jesus (PSDB), mais conhecida como “Madá do Cacau Pirêra”, para comandar os destinos da cidade.

Até março de 2006, na condição de presidente não remunerado da Comissão Estadual de Emprego no Amazonas, por dois mandatos, viajei aos municípios do Estado, cumprindo a orientação do Fundo de Amparo ao Trabalhador e tentando criar, implantar e fazer funcionar Comissões Municipais de Emprego. Recebido oficialmente pelos prefeitos, percebia pelas perguntas que faziam que havia nepotismo em diversos municípios do Estado que visitei.. 

-Para que tantas Comissões? Posso nomear os mesmos membros das  comissões que já existem? Quem são os atuais membros? São meus parentes, correligionários e amigos de confiança e em quem posso confiar também! Ah, sei...! Depois, vinha a pergunta fatal: se eu criar essa nova comissão, nomeando membros novos, vem mais dinheiro para o município? Como para todas as perguntas, respondia “não”, os encontros se encerravam com a resposta “então, não tenho interesse e não entendo para que tantas Comissões. Não tenho gente suficientemente confiável no município para nomeá-las”. Deixava os gabinetes, frustrado e pensando “para que nomear as mesmas pessoas e perguntar se o município receberia mais recursos se fosse criada mais uma comissão?. Sem resposta, tinha quase a certeza que existiria algo errado. A suspeita que tive na época, foi confirmada com a prisão da Tesoureira do Fundo Municipal de Saúde, que deve também deve compor outras comissões municipais, por ser de “confiança”.

A prisão da irmã do prefeito de Iranduba confirmou a “confiança” que eu desconfiava existir: tudo ficaria mais fácil para o comando da corrupção! Contudo, não sei se o possível nepotismo em Iranduba merecerá atenção do Ministério Público do Estado para futuros desdobramentos investigativos. Se não for, será lamentável porque estamos diante de um possível caminho curto para descobrir outros desvios de verbas públicas. Deveria ser apurada essa suspeita que, se for comprovada, na maioria dos municípios pode estar ocorrendo o mesmo processo de “confiança” exagerada de prefeitos corruptos em seus parentes e correligionários de campanha!

Mais 15 pessoas incluindo funcionários públicos e empresários do município, tiveram a condução coercitiva decretada e foram obrigadas a prestar depoimentos. Foram cumpridas as prisões do Secretário de Finanças, da tesoureira do Fundo Municipal de Saúde, do presidente da Comissão Permanente de Licitação e do Secretário Municipal de Infraestrutura do município que fica a 27 km de Manaus, o maior produtor oleiro do Estado, ligado pela Ponte Rio Negro. O prefeito se apresentou depois ao Ministério Público e foi recolhido ao mesmo quartel onde ainda está o ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, cassado e sem imunidade de um prefeito no exercício da função. 

Fábio Monteiro, procurador-geral do Ministério Público disse que a investigação começou a 3 meses, a partir de denúncias de empresários do município que não aguentavam mais a corrupção no município. Em cruzamento de dados com o Tribunal de Contas do Estado e o Tribunal de Contas da União, foram comprovadas irregularidades em contratos e outras verbas recebidas e desviadas do Governo Federal.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

"NOITE ITALIANA" NO AMAZONAS GOLF RESORT

Seguimos pela rodovia AM-010 (Manaus/Itacoatiara), rumo a Zona Rural do Município de Rio Preto da Eva, no sábado dia 07/11. Eu, Yara Queiroz e Carlos Costa Filho, comparecemos para prestigiar o show “Noite Italiana”, da psicóloga e cantora Bela Queiroz. Chegamos pouco depois das 14 horas, retiramos a bagagem do veículo e a transportamos em um carrinho a porta pelo lado de fora do Amazonas Golf Resort e seguimos rumo à recepção. Depois de recepcionados, descemos pelo elevador e fui fazendo minhas observações. À porta li uma placa indicando com letras tudo o que seria encontrado em termos de lazer no local. Contudo, dentro do elevador, só existiam números e nenhuma informação com letras. Descemos ao andar menos 1.  Ocupamos o apartamento 101, também sem qualquer tipo de informação mínima aos hóspedes e nem cardápios ou número de interfones para chamar a recepção, restaurante ou outro apartamento. Enquanto rumávamos sozinhos, o casal Índio do Brasil D`Urso Jacob e Gilmara Souza, descia as escadas aos fundos do elevador panorâmico, para conhecer a piscina e nos convidou. “Estamos chegando agora”, respondeu Yara Queiroz. Tivemos dificuldades para abrir a porta magnética do apartamento, no sábado. No domingo, quando retornamos da piscina -eu, para tomar remédios e meu filho para descansar -,e não conseguimos abrir a porta. As pilhas foram trocados pela manutenção e tomei o remédio com 13 minutos de atraso. A vista da piscina da varanda de todos os apartamentos,  construídos com vista para ele, é muito bonita. 

Na “Noite Italiana”, casais convidados ocuparam uma grande mesa no restaurante para prestigiar a apresentação. Estavam presentes, eu/Yara Queiroz; Alciberto/Yana Jacob, ele médico; ela, advogada. Gílson, funcionário público do TCE; Sônia Perfeito, advogada e funcionária do Tribunal de Justiça; o casal Índio do Brasil/Gilmara Souza, ele, advogado; ela, professora de educação física; Marilda Jacob, viúva do premiado escritor e desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas, Paulo Jacob e várias outras pessoas. Em outra mesa, estavam o namorado da cantora, Leandro Pacheco, sua mãe, Raquel e Carlos Costa Filho. Outros convidados, se sentaram em outras mesas. A cantora Bela Queiroz, ao interpretar a música folclórica italiana “Nel Blu Dipinto Di Blu” (Volare), gravada por Domenico Modugno, mais conhecido com “Cantare”, em 1958, recebeu coro de vozes. Depois, ao interpretar a música “Dio Comi Ti Amo” de Gigliola Cinqueti, encerrando o show, foi muito aplaudida. No domingo pela manhã, eu e meu filho, fomos fazer um passeio pela trilha rumo ao campo de Golfe do Hotel. Yara Queiroz, não nos acompanhou. Devidamente aquecidos com orientação de recreadores, crianças seguiram por uma trilha mais curta e os adultos entraram na floresta quente e úmida, com raízes de árvores expostas, rumo ao Campo de Golf. Andando com cuidado, ouvia um canto de pássaro. Perguntava se a guia que nos acompanhava conseguiria identificá-lo só pelo seu canto. “Não entendo muito de pássaros, embora minha mãe tenha um sítio no município”, foi a resposta. Continuamos andando. Escorregando de vez em quando e sendo amparado pelo meu filho, puxando-me pela mão em alguns momentos e segurando-me pela cintura quando escorregava, seguimos em frente. Depois de uma subida, a trilha prosseguiu com uma descida. Como eu a aproveitei meu filho disse,“pai, o senhor está muito rápido. Vá mais devagar”. Diminuí os passos, mas  um galho cortou superficialmente a pele do meu pé, pouco acima do tênis.


Na volta, fizemos um outro caminho mais curto. Passamos por casas construídas dentro da propriedade. Ouvi e vi galos e galinhas cantando, soltas no quintal. Em  uma outra casa de alvenaria, observei um poleiro construído para as galinhas e galos descansarem e dormirem, no quintal. Chegando ao hotel, pedi para fazer curativo no pé. Ofereceram-me, mertiolate, mercúrio e iodo. “Só temos isso”. Talvez por essa razão, Yara Queiroz, decidiu socorrer Leandro Pacheco, levando-o ao município de Rio Preto da Eva, 18 km depois, para ser medicado. Ele passara parte da noite ruim, vomitou muito que passou mal depois do jantar, levando-o até a sede do município. No dia 8 de janeiro, depois do almoço, deixamos o Hotel e voltamos para Manaus direto no apartamento no Mundi Resort, com a sensação e certeza de que se houvesse mais informações aos hóspedes, o passeio teria sido melhor! Mas são  problemas que podem ser resolvidos sem dificuldade, porque a falta de informação dentro dos apartamentos, inclusive sobre como manter o cartão da porta sem desmagnetizá-lo, informação sobre os canais para se assistir filmes e outros problemas de comunicação interna, tudo teria sido perfeito, mas não foi!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

DUAS MULHERES (Á YARA QUEIROZ, MINHA ESPOSA, PELO SEU ANIVERSÁRIO, HOJE)





Tenho duas mulheres 
vivendo dentro de uma só:
uma que dorme e outra que acorda!

Dormindo tranquila ou agitada, 
observo-a em seu sono com amor e a querendo sempre mais.
A que dorme, é angelical,
a que acorda, é feroz!
(uma leoa na defesa dos filhos!)

A que fica acordada foi chamada de 
''MEU NOME É SEXTA-FEIRA,” 
na poesia de Pojucan Bacelar

A que dorme ou fica acordada 
foi descrita por mim de várias formas!

Desejo unir minhas duas mulheres em uma só
(não consigo, mas continuarei tentando)

Aprenderei a viver, 
conviver e aceitar as duas mulheres da minha vida, 
amando como elas são,
(cada uma a seu tempo!) 
porque as duas em uma só:
minha esposa há 18 anos! 

sábado, 7 de novembro de 2015

QUERO ME ESQUECER!


Quero e tento me esquecer,
mais do que o já que esqueço dos fatos recentes.
Por quê não consigo?
Nasci para escrever, 
fazer amigos,
amar e sofrer!
Se  tenho que humilde de aprendiz, 
o que posso fazer?
Nada!
Apenas continuarei fazendo o que faço,
se bem ou mal, o tempo e a história registrarão!



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

SETOR PESQUEIRO DO AMAZONAS REGREDIU!


O setor pesqueiro no Amazonas regrediu nos últimos 33 anos com conversas inúteis, desculpas infundas e irresponsabilidades políticas da Prefeitura e do Governo do Estado. Não se pode justificar crise econômica para essa regressão vergonhosa com relação ao Frigorifico de Manaus. Os diversos Governos Estaduais e Municipais, se tivessem dado continuidade ao projeto iniciado há 33 anos passados sem promessas não cumpridas e verdadeiramente com ações concretas, ele já estaria pronto e funcionando. O único governo que se preocupou com o problema dos armadores de pesca, como se definem, foi o de José Lindoso, filho de Manicoré, que faleceu em 1983. Depois dele, nenhum outro deu importância ao assunto tão grave. Também é vergonhosa e grave a realidade precária do Porto de Barcos Regionais de Manaus que há muito tempo já deveria ter sido transferido para um local mais apropriado, que não sofresse a influência da seca e das cheias e oferecesse mais conforto, segurança e tranquilidade aos embarcadiços que navegam dias e noites pelos Rios, igarapés e lagos do Amazonas, até alcançarem seus destinos. A mudança de local, aliviaria o fluxo de caminhões de cargas e descargas, táxis, táxis lotação, carros de fretamento e outros na área na Rua Lourenço Braga, ou Manaus Moderna, no centro de Manaus.
Em princípio, a obra seria de responsabilidade da Prefeitura Municipal de Manaus porque todo o capturado é para atender à população da cidade de Manaus, mas poderia ser compartilhada pelo Governo do Estado. Contudo, nem a Prefeitura de Manaus, muito menos o Governo do Estado enfrentam o problema que cada dia se agrava mais e ficam usando desculpas que não convencem a ninguém para justificar seus descasos e nada resolvem. Enquanto isso, a população de Manaus compra peixe caro nas bancas de feiras porque os atravessadores recebem a maior parte, mais até do que os donos de barcos de pesca e, principalmente, dos pescadores que trabalham nos lagos abastecendo os motores com frigoríficos improvisados, feitos de madeira e cheio de gelos quebrados. As primeiras camadas de peixe congeladas, quase sempre ficam imprestáveis depois de 30 dias com o motor parado no lago. Estava iniciando minha profissão de jornalista em A NOTÍCIA, em 1982, quando comecei a receber, ler e pedir destaque para tudo que dissesse respeito à Construção do Terminal Pesqueiro de Manaus. Entendia que o Amazonas seria beneficiado. O Governo do Estado, era exercido, na época, pelo governador José Lindoso. A verba vinha a fundo perdido do Banco Mundial. O presidente da Colônia dos Pescadores Z-12 de Manaus era Alfredo Jacaúna. O presidente da Federação dos Pescadores não sei quem era na época, mas acho que já fosse o hoje deputado estadual Walzenir Falcão. Não tenho certeza dessa informação e não consegui confirmar.
Meu pai, Paulo Costa e meu tio, Armando Costa, alugavam motores de pesca pequenos. Quando retornavam para Manaus, depois de dias nos lagos, navegavam tranquilamente pelas águas límpidas e transparentes do Igarapé do 40, passando pelos bairros do Educandos, Santa Luzia e Morro da Liberdade e atracavam embaixo de uma árvore, no bairro da Betânia.. Caminhavam por uma rua reta de barro. Meu tio Armando Costa, ficava um pouco antes em sua casa e meu pai caminhava um pouco mais até atingir a Avenida Adalberto Vale, dobrar à direita, e entrar em casa, onde morava com a família. Devido isso, passei a ter interesse pelo assunto Terminal Pesqueiro de Manaus. De acordo com o projeto inicial, dentro dele existiria uma fábrica de gelo para abastecer os barcos, armazenaria todos os peixes mais comuns e abundantes na época da safra e seroam comercializados na época do defeso a um preço mais barato.. Via no projeto do Governo José Lindoso, essa possibilidade. Enquanto o terminal que nunca teve uma definição concreta de local seria construído, frigóricos eram alugados para receber, tratar, armazenar e congelar todo o peixe barato adquirido na época da safra de pescado. Tudo era comercializado na época da escassez, em sacolões, em bairros de Manaus, em carretas frigoríficas que o Estado possuía. Mas tudo isso desapareceu e foi sendo dilapidado nos últimos 33 anos de governos que entraram e saíram no Município de Manaus e no Governo do Estado. Chegou a se pensar no antigo abatedouro desativado de Manaus, o Frigomasa, porque já existia frigorífico pronto. Mas tudo parou! De vez em quando se houve falar sobre o assunto quando a produção de peixe é muito grande em Manaus e começam a jogá-lo no lixo! Depois, esquecem!
Nascido no município amazonense de Manicoré em 1928 e falecido em fevereiro de 1983, o governo José Lindoso se preocupou com o setor primário e contratou através da Secretaria de Estado da Produção Rural-Sepror, frigoríficos para armazenar o peixe pescado e depois revendê-lo depois. Um deles ficava na Rua Ponta Grossa, no bairro da Colônia Oliveira Machado, gerenciado por Jaith de Oliveira Chaves, outro era o da Federação dos Pescadores do Amazonas, no bairro da Betânia e se tinha mais algum, desconheço. Mas desses dois, tenho certeza, porque conheci pessoalmente naquela época o hoje deputado Walzenir Falcão e o depois diretor do Detran/Am, Jaith Chaves, porque os entrevistava para complementar informações recebidas do Governo do Estado através de “presas release” distribuídos iguais para todos os jornais e publicados em A NOTÍCIA. Dizia-se na época que o frigórico da Rua Ponta Grossa, pertenceria Grupo CCE da Amazônia. Depois, Jaith Chaves assumiu outros cargos políticos em diversos governos e falavam que era indicação do empresário Marcílio Junqueira. Se era verdade ou não, isso não importa agora. O deputado estadual Luiz Castro foi nomeado e tentou estruturar a Sepror com engenheiros e outros especialistas em pesca etc. Não conseguiu fazê-lo e pediu exoneração. Foi substituído pelo também deputado estadual, Eron Bezerra. Tudo parou de novo!
Trinta e três anos depois de todos esses episódios, existe apenas uma balsa encalhada servindo para atracação dos barcos de pesqueiros, no bairro de Educandos, no antigo local onde paravam os hidroaviões da Panner do Brasil, uma das primeiras e maiores empresas de aviação comercial na época. Foi nesse local que dois motores, afundaram com uma tempestade de raios e muito vento que ocorrera em Manaus na noite do dia 2 de novembro de 2015. Os proprietários perderam. No dia 1o de Maio dia do trabalhador, pescadores atracaram de uma só vez, 50 barcos na balsa que seria o Terminal Pesqueiro Inacabado de Manaus, reivindicando uma atitude séria por parte das autoridades e protestando contra sua retirada por falta de pagamento por parte do Governo do Estado. Como hoje não existe dinheiro para pagar o aluguel de uma balsa? Durante o Governo José Lindoso, muito mais pobre, não faltava dinheiro para pagar o aluguel dos frigoríficos!? O Estado sofria uma grave crise financeira com a elevada sonegação de ICMS, nas vendas de mercadorias sem emissão de notas fiscais, ainda preenchidas à mão e numeradas sequencialmente A Secretária de Estado da Fazenda da época, implantou um arcaico sistema e fez ampla divulgação e incentivando aos clietes a pedir a Nota Fiscal, e as trocava por cupuns para concorrer a sorteios de geladeiras, fogões e até automóveis. Um deles um automóvel “Santa Fé”, construído todo em vibra de vidro sobre um chassi de fusca chegou a ser queimado durante um sorteio ocorrido no Estádio Vivaldo Lima. O automóvel que estava em exposição para ser sorteado foi, queimado e foi destruído rápido. O presidente Itamar Franco, já falecido, que tinha adoração por fusca, os chamou de “verdadeiras carroças”. Depois disso, outros modelos e marcas começaram a ser produzidos no Brasil, mas a abertura para fábricas de automóveis estrangeiros produzirem no Brasil, ocorreu na presidência de Fernando Collor de Melo.
Lamentável e vergonhosa a regressão que ocorreu na construção do Terminal Pesqueiro de Manaus e pior ainda foi é a situação em que vive hoje todo o setor primário do Amazonas. O Estado é um dos maiores capturadores de peixe da Região Norte. O visionário senador pelo Amazonas, Evandro Carreira (1975/83), também filho do interior, decidiu lançar seu famoso “Recado Amazônico”, denunciando que o peixe estava acabando nos rios com a pesca predatória e defendia a criação em confinamento de tambaquis, jaraquis e matrinxãs e outros tipos. Foi incompreendido na época. Onde já se viu dizer que o peixe do Amazonas acabaria? Ele estava certo. O hoje deputado estadual Walzenir Falcão, eleito para representar e lutar pela categoria, discursando durante o lançamento de um Plano de Safra, disse que esperava que o programa ajudasse na busca de mercados internacionais e esperava o fim do desperdício de peixe no Amazonas
Hoje, toneladas de peixes são descartadas diariamente em lixeiras da cidade por falta de compradores, de frigorífico para armazená-los.
Sem frigoríficos para armazená-los, os preços são elevados. Isso tem que mudar!

terça-feira, 3 de novembro de 2015

A SECA NO AMAZONAS E NO RIO SÃO FRANCISCO!



Depois da cheia excessiva em seus rios Negro e Solimões e a decretação do Estado de Calamidade Pública, os municípios do interior Amazonas voltaram a ter decretado Estado de Calamidade Pública, Agora, pelo motivo inverso: a seca, que expôs o lado mais triste e perverso de seres humanos, o de descartar lixo que nos igarapés, rios, oceanos, contaminando suas águas, matando os peixes e toda a vida que depende delas para existir. Depois, cobram providências dos municípios que também precisam de ajuda, em forma de consciência, cidadania e civilidade para não terem que recolher TVs, sofás, sapatos, geladeiras e outros objetos de seus leitos! O cenário é preocupante vergonhoso, também, mas não ocorre só no Amazonas. O Rio São Francisco, o mais importante do Nordeste, sofre do mesmo comportamento irracional do ser humano! 

O desbravador solitário Lu Marini,  pousou e decolou com seu paramotor do leito seco do Rio, carinhosamente chamado de “O Velho Chico”. A reportagem exibida em capítulos também agonizantes no programa Fantástico, da Rede Globo. Parece que da forma que fizeram com o Rio que banha o Nordeste e expôs o que está ocorrendo nos quase 3 quilômetros de sua extensão, também fizeram com os Rios Negro e Solimões, no Amazonas. Mata vida e a esperança de todos os que dependem de suas águas para sobrevivência. Lu Marini, deixou no ar uma pergunta intrigante e bem racional para ser digerida, analisada e talvez sem que mereç uma resposta plausível: “como será feita a transposição de suas águas do Rio São Francisco se já existe água para correr pelos seus canais artificias?”, resultado de ação humana, com investimentos públicos são do PAC! No Amazonas, que começou a chover no dia 2 de novembro e pode ter iniciado o inverno de 6 meses, mas o “Velho Chico” se encontra agonizante! O Rio São Francisco não é o maior em extensão ou em volume de água: o Rio Solimões, continua sendo. Mas até quando? Não sei!


Se não existe mais água também nos Rios Negro e Solimões, é porque alguma coisa está errada com a ação do homem sobre a natureza, que lhe produz consequências inimagináveis. Muitos foram contra a execução da transposição das águas do Rio São Francisco e talvez estivessem certos. O fenômeno de cheias e secas é um processo natural que está sendo agravada ano após ano.


Adolescente, na comunidade de “Varre-Vento”, do município amazonense de Itacoatiara, do alto do barranco observava no horizonte de meus olhos, observava o sol engolido pelo Rio Solimões e esperava que suas águas borbulhassem. Minha frustração era não ver que minha imaginação de adolescente sendo frustrada. Agora, depois de estudos e saberes adquiridos em Escolas e dua graduações universitárias em instituições públicas, sei que o sol quente também contribui, não é o único responsável por tudo. A cheia ocorre dos Rios decorre do degelo nos Andes e agravado agora por dois fenômenos que não existiam na minha adolescência: o “El Nino” e a “La Nina”. Será que eles estariam tanta raiva da humanidade e sentiriam tanta sede ao ponto de aquecerem o sol e depois beberem toda a água do rio para matar suas sedes, provocando as secas? Não acredito! Ou seria o homem com sua ganância de lucro que está poluindo tudo e descartando o lixo nos igarapés, que terminam indo para rios, mares, oceanos e matando todas as formas de vida! Nunca saberei a resposta porque estou para completar meu “Laborium Vita” e vivererei em algum lugar em minha morada eterna.

Por que será que eles não existiam na minha adolescência e hoje possuem tanta sede, ao ponto de fazerem secar as águas dos Rios Negros e Solimões, em Manaus e do Rio São Francisco, nos 5 Estados do Nordeste? 

Não sei a resposta, mas desconfio de quem possa ser a total responsabilidade:  o ser humano que é desumano demais com a natureza que lhe alimenta!



sábado, 31 de outubro de 2015

A BUROCRAIA DA ANVISA TAMBÉM MATA!


O câncer, doença que ainda não tem cura, mas tem a possibilidade de um tratamento mais humano e digno com as cápsulas de fostaetolamina. Porém, a doença  não pode esperar a pressão, burocracia ou a incompetência da Agência de Vigilância Sanitária do Governo – ANVISA para aprovar ou negar a produção em larga escala desse medicamento que só está sendo conseguido junto à Universidade de São Paulo, no município de São Carlos, através de liminares da justiça. 

O medicamento deve estar sofrendo pressões de laboratórios para que não venha a ser produzido no Brasil, porque ganham muito dinheiro com a doença e, uma simples possibilidade de cura, incomoda aos poderosos laboratórios que dependem de doenças para conseguir sobreviver. A simples alegação de que a fostotanolamina sintética ainda não foi testada em humanos cai por terra e acredito mais em pressões de laboratórios estrangeiros para não aprovar a sua produção em larga escala a um preço bem inferior ao que eles comercializam no Brasil. 

A notícia da produção do remédio se espalhou pelo Brasil pelas redes sociais. Segundo a divulgação, a fostotanolamina sintética curaria diversos tipos de câncer, sem afetar a imunidade dos pacientes e não causaria queda de cabelos. Diante da burocracia, pressão de laboratórios internacionais ou pura incompetência da Anvisa em decidir aceitar ou negar o registro da produção em larga escala do remédio já é uma coisa estranha; Diante disso, a justiça vem dando ganho de causa em todas as ações que solicitam o remédio sintético como última esperança aos pacientes, mas ampliou-a de cinco para 20 dias o prazo para que a Universidade de São Paulo, faça a entrega das cápsulas do novo remédio sintético aos pacientes. Se não produzisse efeitos amenizadores à doença, não haveria tanta procura pelo medicamento e tantos testemunhos de eficácia no tratamento? 

Recentemente, um extrato produzido a partir da folha da maconha, que servia para tratamento de convulsões em crianças também passou pela mesma situação: por falta de registro na Anvisa, não era aceito o pedido dos médicos, até que uma família conseguiu importá-lo e provou que produzia eficácia.. Só que o remédio era caro demais e os pacientes adquiri-los para seus, A prudência da ANVISA deve continuar existindo ao aprovar registro de qualquer novo tipo de medicamento para produção em larga escala, mas não pode se curvar a uma burocracia excessiva e nem ao poder dos laboratórios internacionais para criar obstáculos à concessão ou recusa de uma nova patente. Por não ter registro na Anvisa – como o extrato produzido a partir da filha de cocaína também não tinha e talvez ainda não tenha, não pode servir de desculpas para justificar que não produz efeitos nos setores humanos. Prudência e cuidado são necessários, mas a burocracia dentro da Anvisa está muito estranha e pode se tratar de uma pressão externa para que não se produza remédios no Brasil. Os laboratórios estrangeiros detém muitas patentes de remédios que se originam no país. 

Novas pesquisas devem ser feitas com relação à fostoatenolamina para que se tenha certeza da dosagem adequada aos seres humanos, a fim de não lhes causar problemas. Mas a doença não espera 10 ou 15 anos para se ter uma solução. A contadora e comerciante Mariani Goulart Sobue, de Barrinha (SP), é uma das pessoas que aguardam as cápsulas. Ela entrou com o pedido na Justiça e recebeu a primeira leva do composto no dia 25 de setembro, antes de o Tribunal de Justiça (TJ) suspender as decisões e do Supremo Tribunal Federal (STF) analisar o assunto, mas está preocupada com a segunda remessa. Sobue, que cuida de sua mãe de 73 anos diagnosticada com câncer no pulmão e está ficando bem melhor, resume o sentimento que tem com relação à demora no recebimento do remédio: “Tenho medo de não chegar e ele ter que parar o tratamento”.

Quando será que a ANVISA passará a entender que a saúde é um direito constitucional do povo e que ela não pode se dobrar aos laboratórios estrangeiros, se no Brasil se pode produzi-lo a um preço bem inferior? Os necessários cuidados da ANVISA, estão chegando a uma margem de tempo que gera desconfiança. Mais  coisas  devem estar existindo por trás dessa burocracia excessiva em aprovar ou negar a produção de um medicamento descoberto por um pesquisador brasileiro. Ou seriam coisas inexplicáveis e inconfessáveis durante os anos em que o pedido de produção do remédio deu entrada para produção do medicamento?! 

Depois que o descobridor da fórmula foi ouvido no Congresso Nacional, será que agora sairá a autorização? 

Talvez sim. Talvez, não!