sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
BRASIL, O PAIS DO "VOLVER" NO PENSAMENTO DE LULA!
“Volver” como posso me corromper e não ser descoberto pelas investigações do juiz federal do Paraná, Sérgio Mouro!“Volver” como posso esconder um patrimônio tríplex no Edifício Solares que não declarei ao Imposto de Renda, durante meu governo. “Volver” se posso dar um jeitinho para não ser descoberto e me livrar disso tudo em que me meti!
Assim, caminha o Brasil da atual corrupção!
De “volver” e de “jeitinho” em “jeitinho”, o país vai se afundando cada vez mais em recessão, desemprego, fechamento de postos de trabalho e economia totalmente parada e caindo no ranking que apura a corrupção no mundo. Enfim, de “volver” em “volver”, de “jeitinho” em “jeitinho”, se constrói um país que está perdendo a guerra contra quase tudo, inclusive o mosquitinho da dengue, mas que está lenta e determinadamente combatendo a corrupção.
Para complicar mais ainda e embolar o meio de campo político, “volver”, como retirar do cargo a presidente da República, Dilma Rousseff, por impeachment, eleita constitucionalmente pelo voto popular.
O ventilador da corrupção gira como metralhadora e as novas investigações continuam descobrindo mais corrupção na operação “Lava Jato” e chegou a um apartamento tríplex que estaria no nome da construtora OAS, mas pertenceria na verdade, ao ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva.
A construção foi iniciada pela Bancoop, administrada por algum tempo pelo ex-tesoureiro do PT, João Vacari Neto, preso na Polícia Federal do Paraná, por outros crimes na operação “Lava Jato”. O empreendimento faliu e foi concluída pela OAS. A empresa baiana é investigada por operações suspeitas e envolvimento direto também na operação “Lava Jato”.
Agora, “volver” como poderei me livrar dessa indigesta refeição que realizei. O conselheiro Marcos Sérgio Migliaccio, da Associação das Vítimas da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, garante que Luiz Inácio Lula da Silva mentiu ao dizer, através de seu advogado, que existiria venda de cotas habitacionais no Condomínio Solares, na Praia de Astúrias, em Guarujá.
Como o Instituto Lula desmente o conselheiro e diz que não existiam cotas e que elas teriam sido vendidas quando a OAS assumiu a conclusão do empreendimento, caberá a Polícia Federal investigar se descobrir se Lula mentiu ou se o conselheiro mentiria e por qual motivo, razão ou propósito.
E a troco de quê faria isso!
quinta-feira, 28 de janeiro de 2016
FAÇA SÓ O QUE SE PROPORCIONAR PRAZER!
Faça o que lhe proporcionar prazer. Não prometa o que não poderá cumprir depois e nunca se envergonhe de sua conduta honesta. É mais fácil viver pobre e honrado do que enriquecer desonestamente, luxar, adquirir bens e ficar pobre depois gastando tudo com advogados em intermináveis recursos jurídicos: um dia, eles acabarão e você terá que enfrentar a terrível realidade de viver preso, mesmo que por pouco tempo. É mais prazeroso uma riqueza honesta, do que uma pobreza vinda da desonra pela desonestidade.
Quem tem dinheiro não vai preso. No máximo, recebe benefício de prisão domiciliar usando uma tornozeleira eletrônica ineficiente. No Rio Grande do Sul, um ladrão conseguiu transferir a que usava para o pescoço de um galo, facilmente. Como foi feito, não sei, mas sei que foi a polícia que teria o dever de monitorá-la descobriu o inusitado porque percebeu que se o preso beneficiado se movimentava muito! Decidiu conferir e teve uma surpresa: era um galo que se movimentava e não o preso que deveria usá-la na perna.
Não faça ou deixe de fazer o que quer que seja, preocupado ou pensando no que concluirão a seu respeito: simplesmente faça o que quiser, desde que não prejudique a ninguém e seja de tudo honestamente. Você o que é; nem mais e nem menos do que aparenta ser. Não viva em função dos outros; mas, em função de si próprio. Como não está só no mundo, tenha certeza que tudo que fizer, de bom ou de ruim, afetará alguém e pense nas atitudes, ações e reações que tomará porque sempre haverá quem não goste e tente aprender com seus erros para não repeti-los.
Se você estiver feliz consigo, outros se alegrarão a sua volta e também se sentirão felizes: portanto, aprenda a ser feliz consigo mesmo para fazer os outros que o cercam felizes, por interesse por puro prazer de sua companhia! O maior mal que existe é não fazer nada e depois culpar outros pela sua própria inercia. Seja feliz consigo e conseguirá fazer feliz a todos os que dependem de você, direta ou indiretamente. Não se isole, não despreze quem já lhe proporcionou felicidade no passado. Perca mais tempo com a pessoa que lhe fez feliz e menos usando redes sociais viciantes e que lhe deixam conectado com o mundo virtual, mas desconectado do mundo real, com quem você precisa perder ou ganhar seu tempo.
O isolamento, o desprezo, a indiferença, as agressões verbais, são tristes demais. Todos precisam de um pouco de atenção, uma voz amiga, uma palavra de conforto, uma explicação, uma discussão na relação, mesmo que não leve a lugar algum. Se desarme das palavras e se arma com carinho: não há um coração de pedra possa resistir! Grite, ofenda e xingue menos. Desilusões provocam reações ruins e inesperadas.. Ame mais, seja mais honesto com você mesmo, não tenha medo de dizer o que pensa, o quer e deseja, mesmo que isso magoe a outra pessoa. Seja menos materialista e mais espiritualista, em tudo!
É isso que quero que façam comigo: seja sincero e honesto, mesmo que me magoe. A mágoa, a raiva e tudo o que advêm delas passam rápido; o desprezo, porém, custa a passar e a pior coisa que existe! Você pode estar magoando profundamente alguém, mesmo que não deseje e nem pense em fazê-lo conscientemente!
terça-feira, 26 de janeiro de 2016
NO TEMPO DAS...! (uma viagem no tempo de ontem)
No tempo das catraias pintadas com cores fortes, canoeiros musculosos cruzavam os muitos igarapés de Manaus, levando passageiros e mercadorias. Também no tempo das catraias, as carroças disputavam espaços com ônibus, muitos construídos nas próprias garagens sobre chassi de caminhões e ainda com muitos fuscas. Todos se respeitavam e circulavam nas vias de paralelepípedos. Era o ano de 1968. Um ano antes do deputado federal Francisco Pereira da Silva apresentar e ver aprovado o projeto de criação do projeto Zona Franca de Manaus, implantado pelo Governo Militar dez anos mais tarde, Os pouco mais de 300 mil habitantes do Amazonas, pisavam em cima dos trilhos dos bondes na praça da matriz, cheia de palmeiras imperiais. Dentro de um táxi fusca, com um bilhete na mão escrito pela minha mãe e entregue ao motorista, cheguei à casa de madrinha Natércia Calado, no Morro da Liberdade, onde passei a morar, até que a família vendesse a propriedade na comunidade do Varre Vento e adquirisse outra em Manaus, no bairro da Betânia.
No tempo das catraias, carroças, fuscas e espressos, os chamados espressinhos – kombis que trafegavam e transportavam passageiros; os ônibus não faziam linhas para todos os bairros na época. A Manaus de 68 era uma cidade quase sem pontes e as poucas que existiam, haviam sido construídas pela orientação do secretário de obras Fileto Pires, e depois substituto do governador Eduardo Ribeiro na condução do Estado. Todas as pontes eram em estrutura de ferro, importadas prontas da Inglaterra e em Manaus montadas, como se fosse um quebra-cabeça, no tempo áureo da borracha. No tempo das catraias, expressos, fuscas e carroças, circulavam também pelas ruas de paralelepípedos de Manaus, poucos ônibus das empresas Bons Amigos, Nosso Transporte. Ana Cassia. Monte Ararate e outras que o tempo não me permite lembrá-las. O Café do Pina e os Pavilhões Universal e São José, disputavam as preferências dos boêmios, escritores e outros intelectuais que os frequentavam. Vendia jornais em Manaus e passava por cima de trilhos de bondes, sobre paralelepípedos, na praça da Matriz toda vez que deixava a calçada dos Correios e seguia para prestar contas dos jornais vendidos e dos que devolvia, com o X-9, no Pavilhão Universal. Ele sentado em um banco de madeira, para aguentar seu enorme peso. De um lado e de outro do Pavilhão Universal, ônibus e táxi, estacionavam, nas ruas de paralelepípedos. Caminhava na sombra das centenárias palmeiras imperiais, em frente a praça da Matriz, derrubadas para a construção da estação central de ônibus da cidade. Embaixo da escadaria que dava a Igreja, existia um minizoológico, e os “retratistas lambe-lambe”, ganhavam dinheiro com as pessoas que frequentavam o local e depois, “batiam” fotos sentadas na grama. Ah, que saudades!
A cidade era calma! Alguns ladrões roupas frequentavam as casas, roubavam botijas de gás, roupas estendidas nos quintais. Além disso, nada faziam. Na época, quase sem água encanada nas casas e com novos bairros surgindo, por pura necessidade das famílias, era obrigatório a abertura de poços profundos geralmente ao lado de sanitários no quintal. A água deveria ser poluída, mas quase não se falava nisso. Atravesses de catraia para buscar água para beber no bairro da Cachoeirinha, acompanhado do Chaguinha Calado, filho da madrinha, que nascera no mesmo ano que eu. Em 1969, começaram a se instalar as primeiras fábricas no Distrito.. A sede da Suframa funcionava na rua Leonardo Malcher, onde hoje se localiza a sede do Sebrae e os times do Rio Negro e Nacional disputavam as preferências dos torcedores e enfrentavam os times grandes do Rio ou São Paulo, de igual para igual. Muitos jogos os times do Amazonas venciam e outros perdiam, mas o importante era que no dia seguinte, vendia poucos ou muitos jornais. Todos queriam saber pelos jornais os resultados dos jogos!
No tempo do futebol no Parque Amazonense e existia o jogador Campos. Depois veio emprestado do Atlético Mineiro para o Nacional, o jogador Reinaldo. Não havia um jogo que um ou outro não marcassem gol. Quando não marcavam, vendia poucos jornais na banca em frente a Ótica São Paulo, localizada nas esquinas das Avenidas 7 de Setembro com Joaquim Nabuco. O jogador Fausto, era zagueiro do Nacional. Diziam tinha um futebol elegante e que raramente quase não fazia faltas para merecer cartões amarelos ou vermelhos e ser expulso. Depois se elegeu por um mandato deputado estadual, com nome de Fausto Souza. Seu irmão Carlos Souza, com quem tive o prazer de trabalhar, era despachante de veículos, na rua Henrique Martins. Depois foi professor de biologia no colégio Militar de Manaus, apresentou programa de TV, com seu irmão Wallace Souza. Entraram em política e se elegeram deputado estadual e federal, respectivamente, por mais de um mandato. Carlos Souza, também foi vice-prefeito de Manaus. Ele, quando sabia que o Fausto jogaria, sempre assisti-lo no Parque Amazonense. Fausto era uma atração. Na véspera das disputas do Rio X Nal, havia a “guerra de bandeiras”. Pessoas desfilavam em carros abertos pelas ruas de Manaus, defendendo suas paixões. Era uma farra! Vendia muitos jornais no dia seguinte. Os jogos eram uma das maiores paixões na vida pacata dos manauaras, ao ponto de se ir aos muitos cinemas, só para ver o resultado dos jogos dos times paulistas e cariocas pelo Canal 100 de Carlos Nyemaier. Fazia fila na porta dos cinemas, o Guarany e o Polytheama, ficavam quase um do lado do outro, sendo um em uma esquina e o outro. O Guarany de frente do Café do Pinam na Getúlio Vargas e o Polytheama, na avenida 7 de Setembro. As duas ruas se cruzam e também eram com revestimento de paralelepípedos, por onde trafegavam os bondes de Manaus. Todos pertenciam a família de Adriano Bernardino, que também empresariava conjuntos musicais famosos na cidade!
Ah, Manaus, como sinto saudades de você nessa época. Ficava sentado no sofá, ouvindo músicas que precediam a entrada no ar da TV Ajuricaba, da família Abdul e Sadie Hauache Anos depois, vim a saber que toda a seleção musical era feita por Mágida Hauache, Ah, minha Manaus, você tinha tudo para se transformada na nova Veneza brasileira, como Recife foi. Não permitiram e lhe modificaram. Aterraram seus igarapés de água doce. Hoje é uma cidade bonita. Sem memórias do que fora seu passado. A minha está para partir e não terei mais como registrá-la em tod sua plenitude e belezas bucólicas que me fascinaram quando avistei suas primeiras luzes do motor que me transportou para a capital, deitado em uma rede armada em cima do motor. Desci no porto que permanece o mesmo até hoje e fui abraçado pelos ouvidos doloridos do barulho da embarcação, pela voz potente e prazerosa do locutor Kimura, ex-lutador e proprietário da “Voz Praiana”, que anunciava avisos de chegada e partida dos barcos regionais.
Ah, quanta coisa mudou para pior em minha Manaus, mas elegeu políticos e, isso, embora não seja o mais importante, rendeu dividendos para muitos e a cidade não é mais a mesma, infelizmente! Não condeno o progresso que é inevitável, mas poderia seguir sempre ao lado da preservação das memórias do passado que hoje quase ninguém sabe que um dia existiram e me fizeram feliz, mesmo na pobreza em que vivia!
segunda-feira, 25 de janeiro de 2016
LUA NUA! (22.01.15)
Lua, por que te arreganhas
também para mim ao ficar cheia
se só posso admira-te e não te ter?
Na tua luminosidade indecente e desejada
(Mostras as tuas entranha).
O teu assanhamento de desejo orgásmico,
Por que também revelas para todos,
até o lendário e imaginário cavalo de São Jorge?
Se não podes ser só minha
prefiro não ver-te em tua nudez total
Isso faz aumentar
meu ciúme. A tristeza me consome
por te ver bela, cheia e arreganhada,
sem tê-la só para mim,
em meus braços para um colóquio amoroso!
beijar-te no corpo iluminado.
quero acariciar com a mão o dorso do cavalo que hospedas!
(Sem sentir ciúmes)
Como és dos poetas e amantes
que te olham e desejam
Sei apenas que és a lua, (toda nua).
Não sei por que me causa tantas tristezas
com tua nudez e tamanha beleza!
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
COMISSÃO PARA DESBUROCRATIZAR O BRASIL
O vice-presidente da República, Michel Temer, discursando na TV, para uma comissão de juristas, admitindo que o Brasil seria um país muito burocrático, confesso que senti saudades do último Governo Militar, do general João Batista Figueiredo, que confessou gostar mais do cheiro de seus cavalos do que do povo que não o elegeu. Antes que alguém pense que desejo a volta da Ditadura, da Censura à Imprensa, do AI-5 e outras coisas iguais ou piores, como o extermínio da Guerrilha no Araguaia, no Pará, enfrentamento de estudantes na Praça da Sé ou no Largo do São Francisco e em outras partes do Brasil, cobrando o fim da ditadura e exigindo à volta da democracia do voto livre e muitas controvérsias, explico minha nostalgia momentânea: foi só uma lembrança repentina. Mas é real: o Brasil é muito burocrático para algumas coisas e muito “finançocrático” para outras, como ocorreu no terrível e maior desastre ambiental ocorrido no país com o rompimento da barragem da Mineradora Samarco, aprovado em tempo recorde e de forma atabalhoada, sem uma minuciosa inspeção dos órgãos, faltando documentos fundamentais para uma melhor análise. Quando o poder do dinheiro fala mais alto, a burocracia que estrangula e sufoca o país é rapidinho colocada de lado.
Em Brasília, durante os sucessivos governos militares, dizia-se à boca pequena, que quando se pensava fazer alguma coisa, criava-se um grupo de trabalho; quando se queria fazer, editava-se um Decreto/Lei e quando não se queria fazer nada, constitua-se uma Comissão de Trabalho para discutir o problema e, pelas posições divergentes, nunca chegava a um final. O Governo Figueiredo, então, criou o Ministério Extraordinário da Desburocratização e nomeou para comandá-lo, Hélio Beltrão, porque já existia muita contra a burocracia do Estado, que vende dificuldades para cobrar propinas em forma de facilidades. Depois de estudos realizados pelo Ministério Extraordinário da Desburocratização, o Congresso Nacional aprovou e o presidente sancionou a Lei que dispunha sobre prova documental, como declaração para fazer prova de vida, residência, pobreza, dependência econômica, homonimia ou bons antecedentes, quando “firmado pelo próprio interesse ou procurador. A lei 7.115, de 29 de agosto de 1993, sancionado no 162o Ano da Independência e 95o Ano da República, dizia que se a declaração fosse considerada falsa, o declarante sofreria às sanções civis, administrativas e criminais e seria de responsabilizado por tudo.
Assinada por João Figueiredo, seus ministros da Justiça, Ibrahim Abi-Ackel e extraordinário da Desburocratização, Hélio Beltrão, a lei nunca foi revogada. Então, não seria melhor reeditá-la com novos aperfeiçoamentos em vez de se nomear uma comissão para saber de novo o que os brasileiros contribuintes honestos, já sabem? Depois de pressões dos donos de cartórios do Brasil – como tudo ocorre com outras leis que desagradam a uma parcela minoritária do país, a lei Hélio Beltrão, como era conhecida, caiu em desuso e ficou sendo uma letra morta nas gavetas empoeiradas de novas burocracias criadas., Na prática, ela tirava dos Cartórios a sua galinha dos ovos de ouro: as autenticações e reconhecimentos de firmas e dava fé pública ao agente servidor público. Nenhuma pessoa seria obrigada a que reconhecer assinaturas e pagar por isso. A Lei Hélio Beltrão nunca chegou a entrar em vigor, totalmente! O poder lobista dos donos de Cartórios venceu a luta e a burocracia documental continuou como antes. Se fossem feitas na frente um servidor público ele próprio teria um carimbo e reconheceria, as assinaturas por ter fé pública, sem precisar pagar as elevadas taxas de cartório. A lei nunca, nunca revogada, ainda está em vigor. Mas reside esquecida em alguma das tantas “favelas”, existentes nas cidades satélites da capital federal e esquecida na gaveta dos burocratas de Brasília. Agora volta-se a discutir tudo de novo, mas para quê?
Que o Brasil é um país burocrático demais, isso ninguém duvida. Essa burocracia excessiva do Estado brasileiro, é a porta de entrada para se vender facilidades em forma de propinas. Também é o início de qualquer processo de corrupção! Sei que as discussões não serão fáceis, embates existirão e lobbes também, mas o país não pode e nem deve continuar com tanta burocracia inútil, ao ponto de se ter que declarar prova de vida em cartório a órgãos públicos.
A vida em si, não seria uma prova de vida? Só bastaria o agente público conferir um documento com foto e estaria resolvido o problema. A Lei entrou em vigor no dia 30.08.1993 e nunca foi revogada. Apenas, esquecida e engavetada, mas ainda existe
quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
BEBER, DIRIGIR E MATAR!
A antes temida, “Lei Seca”, para punir com mais rigor, motoristas que bebem, dirigem e matam, controversa e cheia de tentativas de burla por parte de juízes e outras autoridades, a “Lei Seca”, para punir com mais rigor, motoristas que bebem, dirigem e matam, aos poucos está sendo diluída em copos de álcool e interpretações equivocadas de delegados da polícia civil, membros do Ministério Público e, juntos, acabam induzindo a erro os juízes que julgam os inquéritos controversos e nem sempre bem tipificados como deveriam ser.
No fim, o motorista infrator, continua entrando e saindo pela porta da frente das delegacias, mesmo com o teste do bafômetro não lhes sendo favoráveis, simplesmente porque erraram na tipificação do crime ou pela falta de tipificação, talvez Todo motorista que bebe, dirige e mata, é um criminoso com menor potencial ofensivo do que quem usa outro tipo de arma. Ele assumiu o risco de matar, mesmo não o querendo fazê-lo, mas assumiu! Se foi intencional ou não, isso é outra discussão, mas a princípio todo o motorista que bebe, dirige e mata, assumiu o risco de matar e deve ser punido com pena que ultrapasse aos 4 anos previstos atualmente pelo Código de Trânsito Brasileiro. Também que não seja considerado um crime de homicídio tipificado no Art. 121 do Código Penal! Um meio termo já seria suficiente para que não existisse a sensação real de falta de punibilidade como ocorre hoje.
A sensação de impunidade no trânsito precisa acabar. Quem pode pagar bons advogados nunca vai preso, mas o crime de trânsito não prescreve. A prescrição só se dá para outros delitos previstos no Artigo 109 do Código Penal, como a ação contra a administração pública. Esse tipo de crime está ficando muito comum na atualidade, porque ninguém vai preso. Recorre até a última instância até que o crime prescreva. A Justiça e excessivamente morosa pela burocracia, recursos e muito lenta em suas decisões, que permitem sempre um novo recurso. Como os Detran´s são estaduais e ainda não existe um sistema nacional interligado para essas punições administrativas decididas no âmbito dos Departamentos Estaduais de Trânsito, um motorista que matou uma pessoa por dirigir pode se habilitar normalmente em outra unidade da Federação. Não existindo a interligação nacional para proibir essa prática, isso é perfeitamente possível! Por que ainda não existe esse sistema interligado? Não é tão fácil, mas é possível fazê-lo. O jogador de futebol Edmundo, quando pertencia ao time profissional e era ídolo do Palmeiras, foi o único beneficiado com a aplicação da prescrição por dirigir bêbado, atropelar e matar um ser humano. O ex-deputado paranaense Dali Filho, bêbado, dirigindo com excesso de velocidade, renunciou ao mandato, mas continua recorrendo e está impune há 7 anos. Tem dinheiro, influência e prestígio político!
Enquanto juízes absolvem quem dirige bêbado e mata ao volante por uma série de razões recursais, juristas paulistas querem aproveitar a revisão do Código Penal para tornar mais rigorosa a punição para esse tipo de crime de trânsito. Dois dos 16 convidados para integrar a comissão de reforma da legislação instituída no Senado Federal, a procuradora Luíza Nagib Eluf e o professor de Direito Penal, Luiz Flávio Gomes, defendem pena mais dura para motoristas bêbados, até quando não há acidentes. No Código de Trânsito, dizem eles, dirigir embriagado já leva punição. Mas, em caso de acidente que provoque lesão corporal ou morte, a pena tem que ser mais severa do que a prevista para crime culposo (sem a intenção). “É isso que a sociedade espera de nós da Comissão de Reforma Penal. A população quer que o Código proteja da irresponsabilidade, da bandidagem, da violência”, garante a procuradora Luiza Nagib Elub.Uma pena que nem tudo que a sociedade quer, seja cumprido com a rapidez que a sociedade necessita.
Entre o querer, fazer e o cumprir, leva algum tempo, principalmente no caso do acidente de trânsito com a pessoa embriagada: enquanto sua vítima fatal é transportada para o cemitério, ainda dará tempo de o atropelador assistir ao enterro de sua vítima, se quiser!
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
COM A ECONOMIA PARADA, OS POLÍTICOS JOGAM "XADREZ"!
Os políticos retomam aos trabalhos legislativos, em fevereiro. Durante o recesso parlamentar, um novo partido político surgiu,.a economia do Brasil continuou paralisada e os políticos jogam um ridículo xadrez, com o propósito de derrubar por impeachment a última pedra do tabuleiro para concluir o jogo com um “cheque mate”, como se a presidente Dilma Rousseff fosse a única culpada por todos os problemas,
Os problemas do Brasil são maiores e mais profundos do que se possa pensar e a culpa não é de uma pessoa só: é de todos. Não será trocando a chefe da nação que da noite para o dia todos os problemas serão resolvidos como o uso uma varinha de condão usada pelo mago Harrt Potter personagem criado pela escritora britânica J. K. Rowling, que, com um simples movimento, recolocava tudo em ordem de novo e também criava ilusões! Mais do que simplesmente derrubar a liminar que mantinha suspenso o reajuste de mais de 42% no reajuste no valor do consumo da energia elétrica no Amazonas, a decisão do desembargador federal Néviton Guedes, do Tribunal Federal da Primeira Região, expôs o total descontrole do Governo nos quesitos de planejamento a longo prazo, ação de fazer na hora certa e outros problemas estruturais, morais e éticos também da sociedade que se escusa em admiti a culpa. A decisão do desembargador federal, expôs, ainda, todo o jogo político de interesses para vencer as eleições a qual custo mesmo que venha a ser com o uso da demagogia, promessas que nunca serão cumpridas em seu todo e outros problemas correlatos.
Com a economia brasileira totalmente estagnada por questões pessoal, Imoral e desnecessária, respingando na vaidade política, nada anda! A inflação de dois dígitos já se faz presente na sociedade. O reajuste da energia, agora, foi resultante de aumentos que deveriam ter sido repassados desde 2005. Por que nada foi reajustado antes em forma de não impactar tanto no bolso dos brasileiros e na economia como um todo? Os empresários e a sociedade não merecem isso!. Com a decisão de revogar a liminar que mantinha a energia sem reajuste tão elevado, a conta de luz terá um reajuste retroativo a janeiro, com índice de 38,8% para residência e de 42,55 para locais onde o abastecimento seja de média ou alta-tensão. O custo desse reajuste será fatalmente repassado aos clientes, na compra dos preços dos produtos vendidos pelo comércio. Todo o custo financeiro será repassado aos clientes, gerando uma bola de neve com pressão na inflação, a maior dos últimos anos, pós período de hiperinflação, combatida e parcialmente derrotada no governo Itamar Franco, pelo seu ministro da Fazenda e depois também presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e equipe de economistas. Os movimentos de defesa do consumidor, liderados pela Secretária Executiva do Procon, advogada Rosely Assis Fernandes, continuam lutando para impedir o reajuste ou que ele seja um pouco menor.
Todos os preços poderiam ter sido reajustado aos poucos como ocorria antes e não de uma única vez como ocorreu agora com elevação nos valores da energia, gasolina, remédios. No caso do preço da gasolina, o governo a manteve no mesmo valor por longos anos, mesmo a comprando mais caro a no exterior e vendendo nos postos por valores artificialmente manipulado, causando um rombo nos cofres da Petrobras, Na energia elétrica, retirou os impostos federais incidentes sobre as contas e fez malabarismos para vencer as eleições. Conseguiu, mas agora a sociedade está pagando um elevado preço. A política objetiva apenas formar alianças para se manter no poder. É o que todos os partidos querem: alcançar e se manter no poder, mesmo sem ideologia partidária, programas coincidentes ou similares, se corrompendo ou sendo corrompidos em seus princípios ideológicos, morais, éticos e em todas as promessas que fazem de defender a sociedade coletiva.
Como se não bastasse, surge agora usando o Espaço Eleitoral Gratuito, uma nova agremiação – O PARTIDO DA MULHER BRASILEIRA. Muito coerente no nome, nas promessas, na incoerência de dizer que lutará para melhorar o Brasil. Por que mais um partido político? Só para receber verbas partidárias e servir de sigla de aluguel? Muito provavelmente sim! Enquanto todos os políticos prometem que seus partidos são bons, são diferentes em sua formação, ideologia, princípios éticos, todos terminam sendo exatamente iguais: mudam os nomes, prometem, prometem e não cumprem.
No mês de fevereiro, começará o novo “baile de máscara” da política brasileira, porque termina o recesso parlamentar. Na Câmara e no Senado, não sei quem usará a melhor delas, Mas todos a usarão em forma de novas denúncias, pedidos de novas CPIs etc. Enquanto a economia do Brasil continua estagnada, os políticos estão maquinando suas próximas jogadas de mestre em silêncio, para derrubar a última pedra e concluir o “cheque mate”, do tabuleiro de xadrez!.Mas não será a solução!
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