terça-feira, 9 de setembro de 2014

UMA BOMBA EXPLODE POLITICAMENTE NO BRASIL


Uma bomba atômica chamada Paulo Roberto Costa, ex-diretor da Petrobras, preso no Paraná, explodiu no colo dos políticos, chamuscou ações da empresa na Bovespa e poderá causar um tsunami político na corrida presidencial. As informações que vazaram para a imprensa, tiveram um efeito devastador porque apontam três ex-governadores, mais vinte e cinco políticos entre Câmara e Senado envolvidos em falcatruas dentro da empresa, que já foi um orgulho nacional. Nenhuma acusação direta contra a presidente Dilma Rousseff, Aécio Neves e Marina Silva foram divulgadas. Mas, contra Eduardo Campos, falecido em acidente aéreo, pesaria a denúncia de que ele estaria envolvido no esquema de propina com as obras da Refinaria Abreu e Lima, que sua ex-vice e agora candidata está pedindo para ser apurada e promete que se for eleita, ela a Polícia Federal se aprofundará nas investigações para não manchar com tinta negra a biografia do ex-candidato do PSB à presidência da República. 

Os outros dois governadores que supostamente estariam envolvidos seriam Sérgio Cabral, do RJ e Roseane Sarney, do Maranhão, Estados onde a Petrobras exerce grandes influências em seus negócios. Supostamente o esquema envolveria também um membro do PT e políticos do mesmo partido, mas nenhuma acusação direta fora feita dizendo que a presidente Dilma Rousseff também estaria envolvida no esquema. Mesmo assim, toda a corrida presidencial poderá ser afetada, mas isso só será percebido na nova pesquisa eleitoral. Políticos de vários outros partidos estariam supostamente envolvidos na denúncia, inclusive o presidente da Câmara Federal, Luiz Eduardo Alves, mas todos negam as informações e vão morrer negando como fizeram os envolvidos no escândalo do mensalão porque não serão burros para admitir, mas onde há fumaça, existe fogo também e o denunciante Paulo Roberto Costa não acusaria ninguém se não tivesse provas, pois ele receberá depois o benefício da justiça por ter colaborado com um dos mais emblemáticos casos de escândalo envolvendo a Petrobras.

Todos os políticos citados se defendem, dizem que nada fizeram e a campanha prossegue para chegar à residência oficial e ao cargo de presidente do Brasil. É estranho que tanto na corrida presidencial como em vários Estados, essas denúncias políticas só apareçam sempre em véspera de eleições. Seriam para confundir os já confusos eleitores brasileiros, ou seriam apenas manobras de advogados e marqueteiros envolvidos na campanha que viram no depoimento elementos capazes de mudar completamente os rumos da disputa política no país? Durante quatro anos não acontece nada, ninguém denuncia nada, mas se dá muita ênfase nessa época de campanha.

O depoimento, ainda sigiloso, de Paulo Roberto Costa chamuscou as ações da Petrobras na Bovespa – Bolsa de Valores de São Paulo, que fecharam em queda, apavorou os principais líderes na corrida presidencial, fez com que políticos da CPI e da CPMI, que investigam o mesmo assunto, trabalhassem, fizessem requerimentos e outros anunciassem que pode ser apenas jogo de interesse para prejudicar a campanha presidencial e por ai vão as desculpas. Mas que vai mexer com a preferência do eleitorado, ah, isso vai sim! É só esperar a próxima pesquisa! O eleitor está como bosta n´água e sobe e desce de acordo com a maré, as ondas do mar e as enchentes dos rios, que duram seis meses no Amazonas.

Enquanto isso, poucos se preocupam em dizer o que farão para tirar o Brasil do caos em que se encontra. Todos os candidatos falam genericamente do que pretendem fazer, mas será que vai dar certo? Será que dará errado? Só depois de eleitos, os candidatos poderão provar se o que prometem será cumprido. Mas uma coisa é certa: o Brasil não vai sair do lugar se os políticos carreiristas continuarem no poder e muitos devem permanecer com seus mandatos. Nada mudará se as reformas políticas, fiscais, monetárias, educacionais, em saneamento básico e em meio ambiente não foram implantadas e feitas com seriedade. Por que será que muitos candidatos prometem que se forem eleitos farão isso e aquilo e depois nada fazem? Seria a lentidão com que as casas legislativas andam no Brasil? Pode ser.

Mas, quando jovens apartidários, sem bandeiras, sem partidos, mas com ideologia de transformar o Brasil, foram às ruas, as casas legislativas rapidamente criaram agendas positivas, votaram, aprovaram, rejeitaram e excluíram propostas polêmicas que tramitavam há anos nos Poderes. Será que os jovens precisarão voltar às ruas mais uma vez porque depois que partidos políticos começaram a se envolver nas manifestações, as transformando em badernas, depredações e queima-queima, nada mais andou no país?

Jovens, a bomba atômica política explodiu nas palavras do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa. Caberá aos senhores jovens comprometidos verdadeiramente com um novo Brasil voltar às ruas no dia 5 de outubro, portando apenas o Título Eleitoral, sem máscaras, sem bombas, sem pedras e depositar nas urnas seus votos para expurgar os maus políticos, eleger os que acham bons e construir um novo país, dos respeitos que sobrarão do estrago político promovido pelo depoimento vazado para a imprensa, de forma extraoficial. Nenhum órgão público deve ser comandado por políticos ou a partir de indicação política, a menos que as pessoas já pertençam aos quadros das empresas. Caso contrário, servirão sempre como moeda de troca com partidos políticos que os indicaram e serão utilizados para formar caixa 2 para as campanhas partidárias. Os diretores devem obrigatoriamente ser executivos de carreira dos órgãos para evitar esses problemas, facilitar a apuração dos fatos e exonerar os envolvidos em desvios de condutas éticas!

Esse não seria o momento? Entendo que sim!

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

SOU UM BÍGAMO!



À Selma Calasans Rodrigues, leitora de Portugal


Sou um bígamo cultural: amo minha esposa, a crônica, mas mantenho a poesia como amante!

Sou casado com a Yara, com a crônica e tenho como amante a poesia, mas não a visito como gostaria de fazê-lo; só raramente, quando sinto muitas saudades...Hoje, me divido com  a esposa que me perdoa porque o primeiro livro foi de poesias, em 1982, (Des)Construção..., lançado no salão de espelhos do Atlético Rio Negro Clube. Era um livro escrito em minha juventude, mas que foi parcialmente censurado, republicada 23 anos depois do fim da censura militar, pela Prefeitura Municipal de Manaus, na administração do prefeito Alfredo Nascimento, no projeto “Valores da Terra”. Mas, antes, tive amantes, a primeira delas foi a máquina de escrever Olivetti línea 98,  Depois, a Toyota For Ranner vermelha,  meu vermelhinho “Toschiba” agora é um preto Lenovo. Com todas as “amantes” me abria e contava  meus segredos mais íntimos, escrevendo. Não fazia a mesma coisa com a For Ranner, que  apenas me transportava!

A primeira amante que tive, a máquina de escrever Olivetti Línea 98, adquiri depois de receber o prêmio em dinheiro, de terceiro colocado no Concurso Nacional de Contos de Paranavaí, no Estado do Paraná, com o conto “Esses Ladrões”, escrito em plena época da ditadura militar, quando não se podia criticar nada. Eu tive a ousadia de criticar os impostos e acho que foi por isso que fui classificado. Mas não tenho certeza!

Hoje, me divido entre Yara Queiroz, que a amo, as crônicas que escrevo e publico e mantenho como amante a poesia, mas só de vez em quando a visito, embora ela cobre minha presença com mais afinco, mas sempre lhe invento desculpas...ela entende, porque não é ciumenta! Contudo, fica triste com minhas costumeiras ausências, Ela gostaria que me de tornasse mais constante. Mas não sou poeta, apenas a pratico de vez em quando essa arte que acho difícil. Explico-lhe que sou casado, sou cronista, mas como escreveu a professora e relações-públicas Ierecê Barbosa, em meu livro “CRÔNICAS COMPROMETIDAS COM A TUA VIDA”, (carloscostajornalismo.blogspot.com) “todo cronista é um poeta também”. Por isso, considero-me um bígamo cultural e não sou constante com ninguém. Amo minha esposa, gosto da crônica e mantenho como amante a poesia, Eu sempre amei a crônica e, em todos jornais em que fui Editor Geral, levava sempre cronistas para publicá-los na página de opinião, que eu escrevia. Geniais cronistas me acompanharam, o paraibano Marcelino Ribeiro e a professora Ierecê Barbosa, que os convidei para publicar no Diário do Amazonas. Ambos me procuraram e eu os aceitei porque escreviam com uma fluidez que me impressionava. Contudo, aprendi como produzi crônicas lendo os textos publicados por Plínio Valério, no Caderno VIDA, de A CRÍTICA, hoje político. Ele foi minha inspiração maior, complementada por outros autores, igualmente geniais. 

Nunca escondi minha admiração intelectual e também não escondia que no tentava imitar estilos positivos de cada autor, como também chegava a imitar estilos de cronistas como Vinícius de Moraes (PARA UMA MENINA COM UMA FLOR), Cecília Meireles, Carlos Drumond de Andrade e, principalmente de Ruben Braga, considerado um dos melhores do gênero no Brasil. Na juventude, li, reli e me diverti várias vezes com  a genial obra “O Analista de Bagé”, de Luiz Fernando Veríssimo e sua forma satírica, crítica e cômica de escrever, falando de assuntos sérios com muito humor e sátira!


Li quase todos os livros da coleção “Para Gostar de Ler”, da Editora Ática, reunindo cronistas consagrados como Paulo Mendes Campos, Afonso Romano de Sant´Anna, Fernando Sabino e Rubem Braga, que sempre me presenteava o proprietário da livraria Nacional em Manaus, José Maria, quando comecei a escrever no Jornal A Notícia, uma coluna que comentava obras literárias. A coleção era destinada a estudantes do ensino fundamental e médio. Foram livros de crônicas que marcaram uma geração e até hoje são lembrados com saudades, porque através deles, dei meus primeiros passos na crônica. A coleção surgiu na década de 70 e reuniu cronistas como Affonso Romano de Sant´Anna, que telefonou para Jiro Takahashi pedindo que telefonasse para ao cronista Rubens Braga para saber por que era tão usado em sala de aula, não se refletindo na divulgação e muito menos na venda de seus livros em livrarias. Com o estímulo de Afonso Romano de Sant´Anna, Takahashi decidiu ousar e criar o ele mesmo definiu como “uma loucura saudável”, a coleção até hoje lembrada por muitos que gostavam de ler no passado, sobretudo crônica.


Como me tornei cronista? 

Devido à censura que recebia nas poesias de jogo de palavras, descobri que os censores não entendiam nada do que seria crônica e passei criar personagens e continuar criticando e satirizando o Governo Militar que se instalou no Brasil em 1964. “Não sou eu quem está dizendo isso, mas a personagem por mim criado”, dizia sempre quando questionavam alguma coisa mais forte que escrevia e deixavam passar. No dia seguinte, me divertia muito com comentários de leitores que me paravam na rua e perguntavam: “Qual será a crônica de domingo que vem?”. Apenas dizia, “espere e lerá” porque nem eu mesmo sabia o que aconteceria com Eleutério, analfabeto casado com uma socióloga e que se envolveu em política e disputou cargo de vereador e já exigia imunidade parlamentar para entrar em festas de bailes de carnaval, além de apresentar projetos para resolver o problema da dívida interna do Brasil. “É só não pagar”, aconselhava Eleutério, sem pensar nas consequências e sem entender que vereador não podia legislar sobre assuntos de esferas federais.


Ganhei gosto pela crônica e a defino como uma produção atemporal, descrevendo uma foto, transportando o leitor para o local do acontecimento, mesmo sem nunca ter estado ou visitado o que está sendo descrito. Assim, me tornei cronista, mas não nego que sofri influências de muitos cronistas melhores do que eu porque de cada um recolhi as melhores coisas e criei meu próprio estilo que é não ter estilo algum, mas escrever o que quero, gosto e sinto vontade de registrar. Entenderam por que eu me considero um bígamo cultural? Não pratico um só estilo de literatura, mas não sei se cada um dos que pratico – científico, romances, sociais, filosóficos – os faço bem! Mas eu amo a crônica como também amo minha esposa Yara Queiroz! 

sábado, 6 de setembro de 2014

OITO ANOS DA LEI MARIA DA PENHA, O QUE COMEMORAR?


O que temos para comemorar nos 8 anos de vigência da Lei Maria da Penha? Pouca coisa!

A Lei 11.340, de 7 de agosto de 2006,(MARIA DA PENHA), considerada pela ONU como uma das mais avançadas do mundo, modificada por seguidas decisões judiciais, visando aperfeiçoá-la, ainda não ficou como a sociedade esperava. Oito anos depois cresceu com avanços pontuais, mas ainda mantém retrocessos gravíssimos, que precisa e merece a atenção das autoridades. Dados da ONU, indicam que o Brasil será um dos países com o maior índice de violência contra as mulheres no mundo, gerando nelas medo, humilhação, discriminação, preconceito e opressão! Contudo, o Ministério Público de São Paulo está recolhendo assinatura para propor à Câmara Federal colocar no Código Penal um artigo específico para punir homens que matam mulheres, a Lei do Feminicídio, criminalizando referindo assunto ainda mais. O caso mais recente aconteceu também em SP, quando a promotora de Justiça Nathalie Malveiro, do Grupo de Enfrentamento à Violência Doméstica do Ministério Público, recebeu a visita inesperada de uma mulher e sua filha, um bebê de seis meses, que foram vítimas de facadas e quase mortas pelo marido e pai da criança, na frente de várias pessoas. Ela queria dormir e tinha tanto medo de ser morta e a filha não comia bem porque ficou com várias sequelas e uma grande cicatriz no pescoço.  

Quando o STF tomou a decisão de tornar a violência contra a mulher um crime de ação pública, impedindo que a vontade prevalecesse sobre o crime cometido por seu agressor, cheguei a elogiar a decisão, publicando no blog (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/03/sera-que-lei-maria-da-panha-agora-vai.html).a crônica SERÁ QUE A LEI MARIA DA PENHA AGORA VAI...? abordando-a de forma positiva e acreditando que passando da esfera privada à pública, alguma coisa pudesse melhorar. Mas também não atingiu o objetivo que a justiça desejava porque ainda faltam estruturas para o completo cumprimento da Lei, como abrigo para mulheres vitimizadas, recursos financeiros para se manter enquanto o processo dorme nas gavetas das delegacias, exigindo mais agilidade nas providências da polícia, além de mais delegacias para atender às vítimas, com psicólogos, assistentes sociais, médicos legistas para fazerem os exames de corpo de delito nas vítimas, evitando que a mulher tenha que se expor a mais um vexame porque psicológica e socialmente a vítima de agressão se sente fragilizada. Em termos sociais disse que a decisão do STF poderia mudar alguma coisa para melhor, mas não seria tanto, porque lhe faltariam, outros complementos pois se a mulher denuncia o agressor e volta para casa para continuar residindo ao seu lado de seu agressor, fatalmente terminará agredida ou morta. O Estado deverá ter a garantia integral de proteção à vida para que a vítima não se sinta desprotegida na hora mais frágil de sua vida!

Diante de tudo isso, poucas coisas temos para comemorar nos oito anos de vigência da Lei Maria da Penha, exceto o esforço da sociedade em melhorá-la! A própria Lei em si tem em seu bojo princípios alvissareiros, positivos e altruístas, mas só isso não será o bastante porque outras formas de violência contra a mulher continuam ocorrendo, como, por exemplo, o pagamento de baixos salários para um mesmo tipo de formação, além de outras. Só porque a contratada é do sexo feminino, o salário a ser pago será menor, inclusive no Serviço Público. Lourdes Maria Bandeira, secretária-executiva da Secretaria Nacional de Política para Mulheres, garante que uma grande quantidade de mulheres deixaram de correr risco por estarem em situação de violência e garante que 42% dos casos registrados foi identificado risco de morte. 

Os casos mais graves podem ser feitos diretamente ao Ministério Público, que também não possui nenhum programa específico para proteger mulheres vitimizadas por violência doméstica. E o pior é que poucos Estados conseguiram implantar casas de acolhimento. No Brasil, quando a mulher denuncia seu agressor, se não houver reação imediata da polícia e da justiça para afastar o agressor de casa, a vida da agredida mudará para pior. 

Se tivesse estrutura completa para garantir o cumprimento total da Lei, seria “maravilhoso”, como disse uma vítima que denunciou e passou a se sentir livre e  “feliz”. Lamentavelmente, isso não ocorre para todas as mulheres, porque 50% dos homens conhece pelo menos uma mulher vítima de violência doméstica e 56% dos homens reconhecem ter cometido algum ato de violência contra suas parceiras.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

OS PERIQUITOS E OS POLÍTICOS!

Os periquitos que ouço cantando, não diferem muito dos candidatos a cargos eletivos que ouço fazendo promessas. Prometem o céu, mas o Brasil poderá sofrer quatro anos de inferno! Tem até candidato prometendo governo dos trabalhadores e sem patrões, mas esquece que os patrões sustentam o Brasil que lhes cobram pesados impostos. Pensem bem, antes de votar e votem conscientes. Outro candidato promete fazer reforma política – necessária – se for eleito, outra diz que não tentará reeleição depois de seus quatro anos. Será mesmo? Como saber?

Pela TV, ouço cantos e promessas de candidatos a cargos eletivos que talvez nunca venham a ser cumpridas. O sabiá em minha janela, me avisa que não devo confiar em todas as promessas, mas escolher o melhor entre os piores. Foi difícil, mas entendi porque ele bicava tanto. Acredito que os poucos periquitos que cantam em uma árvore, querem também dizer que existem poucas opções políticas para se escolher. Como se reduzem os blocos não ideológicos para disputar as eleições, os eleitores ficam se entender direito o que pretendem. Mas, o sabiá me alerta que preciso ter cuidado com as promessas, sobretudo as que foram feitas no passado e são repetidas como se fossem uma novidade aos eleitores.

Banda Larga a 94% dos brasileiros, manter o Programa Bolsa Família, um Brasil para frente, são algumas das promessas, umas já feitas e outras o óbvio, mas tudo é para receber votos. Caberá ao eleitor, de forma democrática, decidir o que deseja para o Brasil porque, em campanha, candidatos prometem até o céu, mas o país pode sofrer quatro anos de inferno. O que preocupa é falta de qualidade política nos atuais postulantes, como diminuiu a quantidade de periquitos que cantam na árvore atrás de minha janela.. Dilma Rousseff, governa bem, mas está impopular para muitos, mas  pode se recuperar, embora as pesquisas mostrem ao contrário; outra está sendo enxovalhada pelas mídias sociais, porque pulverizou a campanha. O outro está despencando em cada pesquisa. Porém, em todos, lhes faltam ideias de nação, do todo, indispensáveis para comandar um país tão complexo como é o Brasil, cheio de problemas de difíceis soluções porque quando existe cheia no norte, há seca no sudeste e racionamento de água. Falta-lhes projetos para pensar em um Brasil para um futuro que desejamos ter e viver.

Investimentos em Educação, saúde, segurança, habitação e saneamento básico deveriam ser assumidos como bandeira por todos os candidatos. Se o ensino técnico profissionalizante tivesse sido incluído no currículo do ensino fundamental, como fora no passado, talvez muitos jovens tivessem trabalhando com carteira assinada hoje, dispensando o Programa Nacional de Ensino Técnico (Pronatec) e não se envolvessem tanto com o uso de drogas e nem no elevado índice de violência que o Brasil vive hoje. 

Os eleitores serão os responsáveis pelo Brasil em que desejam viver nos próximos quatro anos. Mas, muitos, mesmo impedidos de disputar eleições para os Governos dos Estados, continuam em campanha e recorrendo judicialmente, como é o caso de José Roberto Arruda, em Brasília, que está em campanha para receber mais um mandato de governador e Paulo Maluf, que tentava a reeleição para deputado federal. Está na hora de a política ser renovada, retirando políticos carreiristas que têm experiência, mas também esperteza para desviar recursos públicos dentro da Lei 8666/93, só negociando antecipadamente todos os contratos das emendas parlamentares direcionadas por pessoas que apoiam e investem em suas campanhas políticas milionárias.

Chico Pinheiro, âncora do Bom Dia Brasil, não se cansa de dizer: desconfie de todas as campanhas milionárias  e não votem nos candidatos que agem assim porque por trás de todas as milionárias campanhas, tem sempre um grande investidor que depois voltará para receber o dinheiro investido com juros e correções monetárias. Defendo o ensino de política em sala de aula, como transversalidade. 

Uma educação de qualidade e inclusiva é o que realmente o Brasil precisa para poder se achar e ser incluído no grupo dos países desenvolvidos porque só a educação pode desenvolver um país, com alicerce e base sólidas. O resto é ilusão e conto da carochinha!

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

ENSINAMENTOS DE VIDA E DE MORTE!


Sou prisioneiro de minha própria liberdade! Não sei quando partirei porque só a Deus é dado o direito de saber quando isso ocorrerá. Mas sinto-me pronto para acompanhá-lo nessa nova caminhada! 

Mas, quando acontecer meu encontro com a morte, da qual venho me desviando com remédios, visitas a médicos, exames, controles e tudo o que posso fazer com medicina para manter minha vida terrena - com Deus viverei a vida eterna - não procurem decifrar-me pelo que fiz e, sim, pelo que deixei de fazer por falta de tempo. Também não quero ser conhecido por uma única obra, mas pelo conjunto de tudo o que produzi de forma desesperada, terna, revoltada, filosófica, poética ou introspectiva. Não fui um homem de uma obra só, mas poderei ficar conhecido na história por uma delas ou por todas elas, ou poderei ser também esquecido porque nada do que fiz em minha vida, possa ter servido para alguma coisa. Com essa dúvida cruel seguirei para o túmulo porque não terei como saber o que vai me acontecer depois de morto. Em vida, tenho recebido homenagens, de várias formas!

Deixarei, talvez, alguns amigos tristes ou comemorando, como poderei saber? Talvez chorem ou comemorem, quem saberá? Nunca ninguém voltou do túmulo para se saber sobre dessas coisas! Sei que irei dentro de um caixão, mas nada! Partirei como todos partes porque esse é o destino natural da vida: nascer, crescer, viver e morrer. A árvore da vida está perdendo suas folhas. Tento colá-las, mas é impossível. Não se pode receber de volta o que já se perdeu. O passado não volta. Ele nos ensina com os erros e acertos, como devemos caminhar para frente, rumo a um horizonte que desejei que fosse diferente, com uma velhice tranquila e sem remédios. Isso não aconteceu, infelizmente: sobrevivo com remédios e passo a maior parte do tempo dopado! Sem eles, morrerei mais rápido, embora saiba que todos morrerão um dia também. Sou feliz, porque a felicidade sempre morou ao meu lado, na minha família. Eu a buscava sempre onde ela não estaria. A dor é só doida para quem apanha; não, para quem bate. Vou vivendo minha dor porque carrego a cruz que mereci! Todos os seres humanos apodrecem sempre da mesma forma: de dentro para fora, independente de riqueza ou pobreza!

Mas, que graça teria a vida soubéssemos ser eternos na terra também?  Terei a eternidade para viver ao lado de Deus! Sempre que vi a morte e estava viva em forma de  luz branca e intensa, com anjos de branco cuidando de mim. Talvez isso tenha me mantido vivo até hoje, mas não descuido dos remédios que tomo e nem dos médicos Dr. Dante Luis Garcia Rivera, infectologista e da médica infectologista Silvana Lima e Silva, que sempre me orientam, receitam medicamentos e me cobram exames a cada seis meses. Os dois são meus anjos da guarda na terra e minha esposa Yara Queiroz é meus olhos, braços e cuidados quando vou a banco. Nada mais sei fazer sem minha esposa, nem de caso saio se ela não me levar. As vezes reconheço que me tornei um chato, outras vezes ela se torna briguenta e assim, vamos construindo nosso encontro das águas de amor, no qual as águas negras do Rio Negro nunca se misturam com as águas barrentas do Rio Solimões, mas se amam e se entrelaçam no encontro e nas diferenças.

Não me arrependo do que fiz, mas do que deixei de fazer, do que quis realizar e não consegui fazê-lo porque minha vida está sendo encurtada por bactérias incuráveis desde 2006. Também não levo mágoas porque a vida me terá sido curta demais para  sentir mágoas de alguém. Tenho muito a agradecer, mas não sei a quem porque são amigos que fiz na era da internet, outros que os mantendo.. Os que só passaram pela minha vida e nada deixaram, os perdoarei por terem sido insensíveis. Os que me acompanharam, gostaria de tê-los abraçado um por um até meus braços cansarem, tantos foram os anônimos e leais amigos que ajudaram, especialmente a minha mestra, Iraildes Caldas Torres, orientadora de pesquisa em Serviço Social, hoje doutora e pós doutoranda,  com várias obras publicadas. Contudo, tenho consciência e humildade para saber que ainda não sou nada porque aprendemos com o tempo, a vida, os erros, as tentativas de acertos e burrices, porque a vida é um eterno aprendizado que nunca acaba.

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O FANTASMA QUE ESTÁ VIVO (os mortos vivos da Previdência Social!)


No balcão de atendimento da Previdência Social, um homem se apresenta com seus documentos. O atendente, olha o morto, faz consulta, volta a olhar o vivo, consulta mais uma vez e sai gritando:
-Socorro, Socorro, estou vendo um fantasma! Esse homem aparece como morto na tela de meu computador e está agora aqui na minha frente!

São tantos os casos de aposentados dados como mortosl, que essa cena descrita seria cômica se não fosse real: os zumbis da Previdência Social! Em Santo André, Mato Grosso, RJ outro e mais outros casos iguais pelo Brasil afora. Enquanto vivos têm que provar que continuam vivos, milhões e milhões de reais conseguem ser desviados dos cofres da previdência social, muitas vezes por quadrilhas que envolvem funcionários do órgão. Outros, como foi o caso da advogada Georgina de Freitas, ela própria, que era procuradora do INSS, desviou milhões de reais. Presa anos depois, tinha investido em imóveis de luxo e a Previdência teve dificuldades para reaver os valores desviados. Será que por essas e mais outros casos, os aposentados ou em vias de se aposentar, em caso de homônimos, terão que sempre provar que estão vivos, embora, em muitos casos, os nomes das mães não são os mesmos e os dados não são os mesmos também? Será que não existe uma forma mais confiável e com mais segurança para ser implantada  na previdência?

No Brasil, o direito diz que o ônus da prova cabe a quem acusa, mas para o INSS essa lógica do direito não é cumprida, ou quando é, demoram muitos anos. Já não seria o momento de se criar uma vara específica na esfera federal, que fosse ágil e competente, para dirimir os conflitos dos “zumbis”, dos mortos-vivos?

Citarei apenas alguns desses casos: o do montador de móveis Vitor Amado, em 1988, que tentava se aposentar na agência da Previdência, em Santo André e não conseguia porque ele estaria morto e sua  suposta viúva já recebia seu benefício, há 14 anos. No Maranhão, João de Deus, um vigilante da Universidade do Estado passou pelo mesmo problema de ser um morto-vivo. Em Barra do Garças, o defensor público Milton Martini, enviou ofício ao INSS e teve o pedido de João Borges de Souza negado também porque estaria morto, mesmo após ter passado por uma perícia médica. Teria sido um defunto que os peritos atenderam ou seria só uma alma penada que estava se passando pelo atendido?

Em comum, em todos esses casos: o nome da pessoa era o mesmo, os CPFs eram diferentes e os nomes de suas mães também. Pai, a pessoa pode ter vários, mas mãe a pessoa só pode ter só uma e, mesmo que tenha o azar de ter o mesmo nome de outra mãe, alguma coisa será diferente: o número do CPF, a Identidade, o número do benefício junto à previdência, local de nascimento e outras coisas mais que são usadas para diferenciar homônimos. Já não seria o momento de o INSS rever seu conceito de morte e se deter a uma análise mais profunda dos casos negados? Ou será que porque desviam tanto dinheiro na previdência, por fraudes, os vivos terão que pagar pelos roubos?

Esses são alguns casos apenas, mas podem existir diversos outros que não chegam ao conhecimento da imprensa. Ainda existem os que sofrem para marcar uma perícia médica, outros que marcam, mas não são atendidos por falta de peritos ou, pior, são analisados por peritos que não entendem suas doenças e negam seus benefícios. Será que não teremos uma solução para tanta incompetência administrativa? O INSS tem se modernizado, é verdade. Será que a prova de vida junto ao banco não seria suficiente para a continuidade de um pagamento? Talvez não seja porque existem vendas de documentos falsos, certidões de óbitos, carteira de identidade e CPFs falsos, inclusive no meio da rua.

Todos os esforços tecnológicos estão sendo feitos para detectar fraudes contra a previdência social, que mais parece mais um poço sem fundo porque se combate uma quadrilha e logo outra se forma dentro da instituição. Mas o que não pode é um juiz declarar em sentença em um processo demorado que uma pessoa está viva e a Previdência continuar dizendo que o juiz também está errado porque ele seria só mais um morto-vivo  ou seria só um vivo morto? Não sei!

Até eu já não sei mais se estou vivo ou estou morto! Epa, sei sim: sou um vivo morto que está escrevendo. Virei um fantasma que escreve, usa computador, do céu, posta na blog próprio, no facebook,  na Academia Virtual de Poeta e Escritores, no Recanto das Letras, no blog Gandavos, de Pernambuco e em vários outros blogs do Brasil e do mundo e em lugares que desconheço, mas que, como eu, acreditam todos eles que ainda esteja vivo, mas estou mortinho da silva, escrevendo do túmulo!




segunda-feira, 1 de setembro de 2014

A PEDRA DA RAZAO




Encontrei na pedra, um poema de Drumond
Encontrei a pedra que matou Golias,
Encontrei a pedra das esculturas de Michelangelo.

Tropecei na pedra de Drumond,
Tombei para o lado dos mortos, acomodados no seu bolso esquerdo
(Mas não matei Golias com a funda e a pedra)

Acordei, vi o passarinho na minha janela, bicando-a com força.
Não a vi pedra dos meus sonhos.

Eu estava sonhando:
(um sonho “petrificado”)