quarta-feira, 15 de julho de 2015
"VAGABUNDO" FABULOSO QUEM?
Ao escritor, cronista, teórico e economista natalense Tomislav R. Feminick e a todos os aposentados
Diferente do que descreve a magnífica crônica “O Fabuloso Quem?” do cronista, escritor, teórico, contador e economista natalense Tomislav R. Feminick, (http://brasilemversos-am.blogspot.com.br/2015/07/o-fabuloso-quem-por-tomislav-r-femenick.html) não tive um final de semana prolongado porque todos eles já são prolongados desde 1999 quando me tornei um “vagabundo” sustentado pela Previdência Social, como disse o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, ao conseguir aprovar o “Fator Previdenciário”. Também sou um vagabundo porque fui aposentado por invalidez e ainda tenho descontado imposto de renda sobre o valor que recebo, cada vez ficando mais achatado!
Na crônica, o autor descreve um final de semana prolongado em Natal e seu encontro na livraria de um shopping com seu “O Fabuloso Quem?”, “Johan Maurits van .Nassau-Siegenda da Silva, chamado pelos seus amigos de “Maurício de Nassau”? E quem seria “O Fabuloso Quem?”. Talvez fosse só um “cultura axilar”, comum nas faculdades, que emprestam muitos livros de uma vez, lê apenas as suas “orelhas” e passam a se tornar questionadores com tanta convicção que até acreditam no que dizem. Mas são superficiais e qualquer professor que tenha um pouco de base e conhecimento consegue rebatê-los totalmente. Era comum ver pelos corredores da Faculdade, os “Fabulosos Quem?”.
Escrevi e publiquei livros científicos, sociais, filosóficos e literários, todos esgotados , mas nunca ganhei dinheiro com suas vendas. Depois de até cinco anos pesquisando para escrever uma obra científica consistente e sério, o autor fica com apenas 10% do valor de capa. Hoje, os livros que escrevi estão esgotados e vivo do que consegui construir enquanto trabalhava em empresas privadas, em diversas funções como jornalista e, depois, como assistente social. A Editora da UFAM republicou um livro científico na área do Serviço Social porque voltou a ser procurado e estava esgotado há 17 anos, mas foi só para distribuição em bibliotecas do curso e doação às faculdades. Hoje, quando recebo minha aposentadoria por invalidez, sinto-me um “vagabundo” mesmo e conto até o troco para ver se pago as minhas contas.
Dos livros que publiquei, recebi indicação a prêmios, recebi medalhas, troféus, comendas, diplomas e reconhecimentos literários. Mesmo assim, vivo com os proventos de aposentado por invalidez, como se um “vagabundo” fosse. Sinto-me feliz, porém, porque quem disse que eram “vagabundos” os aposentados, se tornou um “vagabundo” também recebendo todas as mordomias do cargo a que tem direito e, ao contrário de todos os outros “vagabundos” que contam trocos e moedas para pagar suas contas, depois de daram o suor pela economia do Brasil e algumas vezes, até o sangue. Mas, deixando a “vagabundagem” de lado e continuando o tema “O Famoso Quem?”, ao contrário do que narra o cronista natalense, não sai de casa com minha esposa, não li jornais ou livros porque meus óculos 7,5 graus e sem visão periférica proibiram esse meu prazer e recebi de presente duas bactérias hospitalares “vagabundas” e incuráveis, nas palavras da infectologista Dra. Silvana Lima, quando sofri empiema cerebral em 2006 e fui operado até hoje 11 vezes no cérebro. Fiquei em coma, sofri derrame, tive trombose, diagnóstico de câncer e não sofri mais do que Cristo sofreu na cruz, para cumprir toda a palavra de Deus.
Também não fui ao shopping porque minha CNH venceu e, atendendo a orientações médicas, decidi não mais renová-la. Ao contrário do natalense Tomislav R. Feminick, não precisei de um fim de semana prolongado, porque todos já o são assim: sou igual a um peixe que só faz nadar e comer. Quando. me sinto bem, frequento a Academia do Mundi, no qual também sou membro do Conselho Fiscal e Consultivo. Todos os compromissos que antes tinha de acordar cedo, deixar o filho Carlos Filho na escola, fazer feira, supermercado, foram transferidos à esposa Yara Queiroz, pelo “vagabundo” da Nação, sobrecarregando-a com as tarefas, que deixei de fazê-las. Também não saio mais cedo para despachar recursos de trânsito na junta de Recursos Infracionais da extinta EMTU, como não deixo mais as 17 horas a Direção Regional Norte do SEST/SENAT para ministrar aulas como professor universitário do curso de Serviço Social na Faculdade. Não presido mais as reuniões quinzenais da Comissão Estadual de Emprego no Amazonas, como antes fazia.
Depois de assumir a “vagabundagem” oficial em novembro de 1999, pensei que teria depressão e pedi ao amigo jornalista Marcelo Bezerra, esse blog. Ele o desenvolveu e passei a alimentá-lo, inicialmente para manter a memória ativa e agora quase que por um vício diário. Agora, além de escrever quando não tenho consulta médica, sou apenas um corpo lento que passeia com dificuldades pelo condomínio Mundi, critica o que está errado, cobra o que diz o Regimento Interno e, quando se sente bem pratica esteira na Academia, isso se não tiver consultas de rotina. Sou membro do Conselho Fiscal e Conselho Consultivo, ajudando à administração do advogado e síndico Antônio Paiva! Nada mais faço além disso e assumo que sou um vagabundo de FHC ou um fiscal da natureza no Condomínio porque existem muitos pássaros que cantam em uma nesga de floresta primária que margeia um igarapé que ligando por uma ponte as Etapas R1, R2 da R3,
Ao contrário do que disse ter feito o escritor natalense que entrou em livraria e teve um encontro com “O Fabuloso Quem?” em um Shopping de Natal, foi reconhecido e deu autógrafo, não autografei nenhuma de minhas 13 obras esgotadas, não fui reconhecido, nem recebi convites convite por e-mail para participar de antologias pelo Brasil. Por puro prazer, só tenho como obrigação e quase como se fosse um dever orgásmico, escrever essa crônica, porque não recebo nada por isso e nem pelos livros que publiquei. Recebia tão pouco pelas vendas que doava os direitos autorais para instituições filantrópicas e hoje sou apenas mais um “vagabundo” que trabalhou muito, se dedicou demais.
domingo, 12 de julho de 2015
TRABALHE E NÃO SE ENVERGONHE DO QUE É...
Trabalhe honestamente.
Não se envergonhe nunca do que você é,
mas do que deixou de ser, porque em
Cristo, está em todos nós.
Nunca deixe de lutar por aquilo que acredita,
(desde que não prejudique ninguém e não vá lhe vá fazer-lhe mal)
Não perca o foco em seu horizonte, objetivos e caminho,
sua felicidade pode estar lhe esperando
logo depois da primeira curva da estrada.
Se encontrar pedras pelo caminho
(e certamente as encontrará),
remova-as e as arrume com cuidado
poderá precisar usá-las em seu retorno
Sabemos de onde viemos. Desconhecemos
para onde iremos se não
fizermos um caminho terreno perfeito.
sexta-feira, 10 de julho de 2015
O MANTO NEGRO DA INFLAÇÃO ESTÁ À PORTA
O manto negro da inflação bateu à porta, acompanhada da corrupção, políticos que aumentam seus próprios salários e se envolvem em corrupções para pagar despesas de campanha eleitoral cada vez mais elevadas e mentindo descaradamente. Se fazia acompanhar, ainda, do fim dos investimentos da estatal de petróleo do Brasil e, com tudo isso junto, me causou, raiva, acrescido de uma verdade: a dispensa vazia porque o Governo reajusta sempre para cima os preços controlados e, para baixo, o reajuste das aposentadorias, a tabela de Imposto de Renda e veta tudo o que diz respeito aos aposentados, que deram seu sangue pela economia do Brasil, principalmente os que foram aposentados por invalidez, que ainda recebem a mordida feroz do Leão, lhes causando marcas doloridas em seus bolsos e na dignidade de suas vidas. É terrível! Só quem vive fazendo contas, cortando tudo, diminuindo tudo, indo várias vezes aos supermercados, aproveitando promoções, não se espantar mais com as máquinas de remarcações de preços trabalhando a todo vapor, sabe do que falo. Só falta cortar o meu dedo para ver se dele sairá sangue contaminado por inflação ou se estará azul de raiva, como dizem ter as famílias reais!
Estou vivendo uma fase de muito “farta”: está “fartando” quase tudo, porque passei a diminuir a quantidade de produtos que adquiria no supermercado. Agora, só compro o essencial, pesquiso preços, mas não passo fome. De tudo que comprava antes, falta alguma coisa porque a danada da inflação, vestida toda de negro continua a minha porta, esperando que decida o que farei com ela: se a deixarei entrar para que me arrebente mais ainda ou não a receba com dignidade que o momento difícil do Brasil de mim merece. Reconheço que a inflação é resultado de uma série de fatores que se somaram e não de um só fator. Um desses fatores, pode ter sido a ganância do Governo por um novo mandato: reprimiu os preços, vendeu gasolina mais baixo do que o valor que a adquiria no exterior, assumindo um tremendo rombo que teve que ser recomposto agora, pelo arrocho fiscal, sem fim falar do imposto sobre a energia elétrica, que está subindo mais do que balão de gás depois disso. Não adiantou nada!
Confesso que estou com medo: se não a receber como acho que farei, a inflação ficará mais brava ainda e o Governo Federal reajustará os preços controlados, como as da energia elétrica, a gasolina etc. Não é nada fácil decidir! Estou com medo. Mas existem saídas: é só o Governo parar de criar cargos apadrinhados, conceder reajustes aprovados pela Câmara aos aposentados e corrigir a tabela de Imposto de Renda, defasada em mais de 60%, economizar com a redução de ministérios e fazer seu dever de casa, gastando menos e melhor a tributação que recebe dos contribuintes, poderá sair de seu enrosco em que se meteu. Caso contrário, não acredito. Também terá que deixar de aceitar as chantagens políticas, que concedem seus reajustes sem informar a origem das receitas! Enfim, estou com medo! Medo, não! Pavor mesmo, porque a inflação permanece batendo à porta e não está sozinha; mas, acompanhada de tudo o que tem de pior no Brasil e no mundo: a corrupção e alguns corruptos e corruptores, que zombam de seu poder e da Justiça lenta. Sabem que seus inquéritos prescreverão e todos continuarão impunes, sem julgamento porque ao recursos são infinitos e sempre beneficiam os infratores.
Já sei: deixarei a inflação entrar porque ela passará e talvez, o Brasil volte a crescer. Contudo usarei a metralhadora de meu olhar para fuzilarei todos os que a acompanham. Com as medidas do Governo, sei que a inflação cairá mais cedo ou mais tarde e, espero, que seja cedo. Seria um desespero esperar!
Mas quero ver mortos todas pestes ruins que a acompanham como se fossem um apêndice inútil, que nunca deveria se fazer presente na vida das pessoas honestas.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
PONTA NEGRA...!
Despiram-te em nome do progresso
e te vestiram do lado avesso,
mataram-te de morte saudosista
da retina de meus óculos bi focal, de 7,5 graus!
(e sem lateralidade de visão!)
Cadê tuas as tuas árvores e pedras naturais da prainha?
(os casais de enamorados se escondiam por trás delas),
E os teus pés cajueiros que te davam uma beleza única e selvagem?
quando caminhava em tuas areias brancas
olhando minha sombra refletida em tuas águas escuras,
(sentia vontade de mergulhar, mas estava trabalhando)
com minhas sandálias havaianas, oferecendo picolé
(um dos poucos luxos que podia me dar!)
oferecendo picolé, andando de cima para baixo e de baixo para cima!
O que fizeram de ti Ponta Negra?
Te embelezaram artificialmente, tanto
que te deixaram nua!
com as tuas costuras do avesso se deixando ver
Ah, Ponta Negra!
que engoliu e matou pessoas desacostumadas
com a tua nova profundidade,
o que fizeram de ti?
Ponta Negra!
podes até ter ficado mais bonita
para os turistas, moradores dos luxuosos prédios erguidos em tua orla,
mas ficastes horrível para mim
(Tiram tua nobreza e imponência selvagem do passado!)
Não te reconheço mais,
Ah! Ponta Negra de minha infância pobre
Eu pergunto:
Será que valeram os sacrifícios de tantas de vidas perdidas,
dos gastos, da tua atual e superficial imponência
se não poderei mais te ver em tua original naturalidade?
Ah, Ponta Negra!
Te embelezaram tanto artificialmente
que não tenho mais emoção para te ver nua!
sinto vergonha, apesar de estares bela!
domingo, 5 de julho de 2015
QUE ME IMPORTA...?
Se a saudade se esconde antes de minha porta,
Se não quis adentrá-la?
Eu me importo!
se a saudade bateu em minha porta,
e se recusou a entrar;
e como uma pluma deslizante ficou
ao vento da imaginação do poeta,
fazendo doer de forma diferente a cada movimento!
Se se fez de medo?
se fez de cinzas?
Se virou escombros ou restos queimados!?
De que me importa...?
Eu me importo e
busco alguma chana que possa ter restado
para tentar reacendê-la
torná-la fogueira, brasa ou cinza mais uma vez.
Sei que arderá, queimará e se tornará cinzas!
Tudo de uma vez só!
Não me importa saber o porquê
de não ter sido o que poderia ter sido!
Se não quis adentrá-la?
Eu me importo!
se a saudade bateu em minha porta,
e se recusou a entrar;
e como uma pluma deslizante ficou
ao vento da imaginação do poeta,
fazendo doer de forma diferente a cada movimento!
Se se fez de medo?
se fez de cinzas?
Se virou escombros ou restos queimados!?
De que me importa...?
Eu me importo e
busco alguma chana que possa ter restado
para tentar reacendê-la
torná-la fogueira, brasa ou cinza mais uma vez.
Sei que arderá, queimará e se tornará cinzas!
Tudo de uma vez só!
Não me importa saber o porquê
de não ter sido o que poderia ter sido!
sábado, 4 de julho de 2015
PT AVANÇA SOCIALMENTE E AFUNDA NA LAMA DA CORRUPÇÃO!
Os partidos políticos são formados por uma parcela de homens socialmente responsáveis que se inserem na política com um propósito nobre e altruísta, mas acabam por reconhecer que nem a sociedade e nem os partidos políticos são tão sérios assim. Sem uma profunda mudança nas leis, com a volta de antigos costumes morais e éticos, não podemos exigir ou querer que a política partidária mude! Impossível? Nem tanto, mas hoje, ingressar em um partido político é igual a querer se dar bem, conseguindo mandato eletivo gastando milhões em campanhas. Bons e sérios e honestos políticos que existiam no passado e os poucos que ainda existem e resistem na política, terminam por abandoná-la porque as eleições estão ficando cada vez mais caras e imorais e quem não participa de esquemas sorrateiros, mesmo com bons propósitos, ideias e propostas, terminam não se elegendo. Os pedidos de hoje só visam de vantagens cada vez mais explícitas, desavergonhadas e imorais e, se a sociedade não mudar para melhor, os partidos também não mudarão porque uma atividade é reflexo da outra.
Reconheço avanços sociais significativos durante os anos do Governo Social do Partido dos Trabalhadores. Mas reconheço também como significativas, hilárias e constantes as derrotas que sofreu no campo da economia, com constantes denúncias de desvios de dinheiro público e justificativas que “as doações foram legais e declaradas aos órgãos de fiscalização”. O problema é que os órgãos de fiscalização não têm como saber a licitude das doações. Lógico que diante das prestações de contas, se não houver flagrantes irregularidades, todas terão que ser aprovadas! Esse fato vinha sendo alertado pelos políticos, mas a presidente Dilma Rousseff não se apercebeu e se afundou ao mesmo tempo na lama da corrupção da Estatal, responsável por boa parte dos investimentos em obras públicas, se afundou também no mar revolto do pré-sal e pode sair chamuscada da fogueira econômica em que se meteu. Se foi intencional ou não esse processo, não sei dizer, e se o Brasil sairá ileso da dura recessão que passou a viver depois que a Estatal brasileira de petróleo foi devassada com esquemas milionários de propinas e diretores e empresários de construtoras presos por corrupção, também não posso garantir. Uma coisa há de se reconhecer no atual Governo do PT: tudo o que antes era varrido para baixo do tapete está sendo aspirado pela caneta do juiz federal do Paraná, Sérgio Mouro. Se as divulgações das ações tomadas pelo juiz, são intencionais, dirigidas ou encomendadas e direcionadas para atingir alguém especificamente, não posso garantir. Mas observo atentamente um golias da justiça lutando e seguidamente a serpente, com muitas cabeças, como a mitológica deusa grega Medusa. Só que Medusa se reproduz sempre de forma mais voraz e inteligente e se transforma e se funde sempre em várias formas, ficando quase impossível da Espada da Justiça cortar tantas cabeças da corrupção ao mesmo tempo!
O que ocorreu? Uma infindável oferta de bônus para quem merecia, tributando só os trabalhadores e não quem mais deveria ter sido a fonte de arrecadação para a fonte dessa distribuição: os bancos, as grandes fortunas, cobrança das milionárias dívidas para com a previdência social, o FGTS e o Imposto de Renda. O que o Governo Federal fez na verdade, foi tapar não com papel, o ralo da corrupção, arrochando os aposentados, não concedendo reajustes aos funcionários, achatando o poder aquisitivo da classe média e deixando de fora quem deveria participar do esforço. Ou seja, faltou fazer todo o dever de casa, cobrando de quem tem e repassando para quem não tinha antes do Governo do PT, como o Hobbin Hodd dos filmes, que roubava dos ricos para doar aos pobres. Como não fez isso, agora sofre acusações de todos os lados – se verdadeiras ou mentirosas, isso não tem muita importância diante do avanço de igualdade social que passou a viver o Brasil. Mas voltando ao tema inicial da crônica, a sociedade como instrumento político precisa dar o exemplo para cobrar dos partidos políticos a mesma coisa! Como a cobrança de quem lhe devia não foi feito a tempo, o Governo está passando por uma tempestade de grandes proporções e pode se afundar, mesmo sem navegar no Triângulo das Bermudas, com muitos mistérios e navios afundados, muitas teorias e nenhuma explicação científica convincente.
Nada tenho contra o Governo do PT que soube distribuir, mesmo de maneira desigual, os impostos que recebe da população, mesmo faltando saúde, médicos, postos de saúde e sobrando programas de investimentos políticos que começam e nunca terminam. Para piorar um pouco mais a economia do Brasil, a Petrobras anunciou cortes de investimentos em vários setores e decidiu priorizar a exploração do pré-sal, que pode afundar o que ainda resta do Governo do PT e enterrar no sal que protege os peixes, para tentar proteger os tubarões do dinheiro público.
Mas gostaria que apodrecessem e fossem comidos pelos urubus, para livrar de vez o Brasil da corrupção!
quarta-feira, 1 de julho de 2015
PARA QUANDO EU ME TORNAR SAUDADE...
Quando o véu da noite vier definitivamente cobrir meu rosto, impedindo-me de ver a lua e as estrelas que tanto amo, as admiro pela beleza que possuem e os mistérios que as envolvem, não verei mais, também, famílias em locais públicos sentadas com aparelhos celulares nas mãos, teclando pelas redes sociais sem interagir, dialogar como ocorria no passado e sem viverem a não ser por trás de uma máquina, tela de telefone ou computador, falando o que quer e fazendo o que desejam, muitas vezes mentindo e se passando por uma outra pessoa, com perfil falso. Tudo virou tecnologia, com internet cara e de péssima qualidade e um governo regulamentando para baixo os péssimos serviços oferecidos ao povo. Ah, isso não verei mais!
Quando meus olhos se cerrarem, meu corpo inerte for trasportado e depositado para o início de minha nova morada, peço aos meus amigos verdadeiros que partirem antes de mim e não compareci aos seus sepultamentos que não chorem por e não lamentem minha partida. Vivi o tempo que DEUS quis que vivesse infectado por duas bactérias hospitalares incuráveis, desde 2006 e acho que vivi além do que deveria. Se fui admirado pelo que fiz, respeitado pelo que produzi e julgado pelo que escrevi, podem me aplaudir ou chorar. Meu modo objetivo e sincero, me fez perder amigos que gostava, idolatrava e admirava pelo que eram, mas não me arrependo de ser assim desejam que sejam felizes. Aos que me abandonaram, com ou sem motivo ou explicações, sinto pena, mas não me conheceram completamente. O verdadeiro amigo não precisa justificar ou explicar porque veio ou porque partiu. Isso é perda de tempo, mas todos, por respeito ao que foram no passado, merecemos ao menos uma justificativa para que não sejamos julgados, condenados, executados sem direito de defesa. Mas isso é passado e já passou também e não insistirei. Será página virada!
Sei, mesmo não sendo um gato que dizem ter sete vidas, tive onze chances de melhorar a minha que recebi e se Deus ainda quis não morresse é porque tem um grande propósito esperando por mim ou uma grande tarefa querendo que a execute junto Dele, em algum lugar, em algum momento. Seria somente continuar escrevendo, o que Ele quer? Não sei! Mesmo que seja, jamais conseguirei produzir uma obra tão completa e perfeita, inspirada pelo Espírito Santo, como a que Ele deixou para todos nós: a Bíblia! Depois que me tornar saudade e as lembranças de minha vida terrena se fizerem presentes, estarei no céu em forma de uma estrela, lua, sol, vento, sei lá como, mas tenho certeza que olharei por todos os que ficarem! Meus escritos falarão por mim e contarão toda verdade sobre o que tentei ser, sem ter a certeza se consegui sê-lo. Mas, pelo menos, sei que tentei. Vivi a vida como se fosse em um palco, chorando quando necessário, sorrindo fácil, largo e farto quando foi preciso. Contudo, o sorriso que enfeitava meu rosto até 1996, talvez tenha ficado em alguma sala de cirurgia, UTI, sorrindo para alegrar a dura rotina dos médicos e enfermeiros em seus plantões, massacrantes e mal pagos. Sorri quando me foi permitido, chorei quando era necessário., mas não chorem por mim, meus amigos. Consegui reconstruir a vida com os cacos infectados que me permitiram que recolhesse. Deus me permitiu que os colasse com carinho e contei tudo em crônicas, livros e romances de ficção que escrevi freneticamente em romance de ficção e a biografia que deixarei.
Onze cirurgias depois, 10 dias de coma, 45 sem memória, 15 sem fala, diagnosticado com câncer em metástase no cérebro, passei a ser uma pessoa mais irritada, gesticulando muito quando falo e sem muito controle emocional e meu tom de voz desequilibrado, baixo alto demais, principalmente quando estou chateado. Também me tornei um cronista compulsivo e um crítico chato, mordaz, felino, irônico, mordaz muitas vezes que saio de perto de mim para não ler o que escrevo e não aguentar minha chatice. Mas, por dentro, sou um anjo! Choro e me emociono fácil demais quando relembro o passado e sou transparente e sincero: ou agrado ou desagrado, sem meio termo! Não sei ser fingido porque a vida me ensinou a não sê-lo. Hoje, tento ser verdadeiro em tudo o que faço, porque as coisas do passado ficaram no passado e só o presente me interessam porque não sei se voltarei a viver amanhã.
Dos muitos amigos que pensei que tivesse, sei que deixarei saudades em poucos, que hoje conto-os nos dedos das mãos e ainda me sobram alguns, tão poucos e verdadeiros ficaram depois de 1996. Serei aplaudido por poucos na minha partida. Contudo serão palmas sinceras, choros sentidos, carinhos espontâneos porque os críticos e com sinceridade extrema sempre incomodam e quase nunca são aceitas. Os poucos amigos que me restaram, quero-os bem e os tenho como presentes de Deus, mesmo que não saibam ou não possam ir ao meu último adeus porque também deixei de ir a velórios e enterros de muitos que se irão antes de mim, desde que eliminei de minha vida, velórios e enterros porque sinto como se estivesse sendo sepultado junto com meus amigos verdadeiros. Sei que não fui perfeito e nem serei unanimidade, porque digo sempre o que precisa dito sem me importar se magoarei ou desagradarei alguém. Essa preocupação deixou de me pertencer há muito tempo. Já era assim, antes. Fiquei pior depois de 2006 porque aprendi com as duras lições da vida o valor da verdade, da sinceridade e do amor. Não sei e não consigo ser falso com ninguém. Gostem de mim ou não, sempre direi a verdade!
Da história de vida que me restou, estou juntando os cacos para reescrever uma nova. O que ficou para trás é passado. O futuro a Deus pertence e não sei se estarei vivo amanhã. O que me importa é o daqui para frente. O passado nunca retornará e meu futuro estou tentando reconstruí-lo passo a passo, colando o que ainda é possível ser colado, arrumado e descartando tudo o que não me serve mais. Pode-se até tentar juntar e colar os cacos despedaçados, mas nunca serão tão perfeitos, igual ou parecido ao que já fora antes de quebrar. Meu passado se quebrou e tento fazer um futuro diferente, amando a quem me ama, respeitando a quem me respeita, admirando a quem me admira. Só vivo meu hoje, meu agora e sempre faço planos a curto prazo porque posso esquecer o que prometi algo para alguém porque esqueço mais facilmente do que consigo lembrar e, se lembro, tenho que falar na hora porque corro o risco de esquecer do que lembre, depois. Não projeto nada para meu amanhã porque posso não estar mais vivo ou nem lembrar que tinha projetado alguma coisa para fazer depois. Mas vivo com garra de viver porque tenho família para cuidar.
Ah, a saudade não mata de morte morrida, mas o tempo matou as lembranças do meu passado e nunca mais verei em minhas retinas alquebradas pelo tempo, sem visão periférica, usando óculos bifocal de 7,5 graus no rosto, privando-me das paixões que tive desde os 14 anos: a leitura prazerosa dos livros que comprava da Roader´s Digest e que eram entregues pela ECT! Hoje, infelizmente, só consigo ler com a luz do sol e mesmo assim, de forma lenta, degustando as palavras para entrar no universo do autor e sentir o paladar que ele estava sentindo ao escrever sua obra!
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