sexta-feira, 1 de agosto de 2014
BREVE HISTÓRIA DO FECANI, MINHA HOMENAGEM!
Dedicada aos inesquecíveis amigos Manolo Olímpio e Bruno Azedo, pelos 30 anos do Fecani – Festival da Canção de Itacoatiara, ao poeta e meu ídolo Francisco Calheiros e ao artista plástico Jair Jaqmont!
Usava calça jeans, óculos estilo Jonh Lennon, cabelos encaracolados e barba quase alcançando o meio do peito e trabalhava no Jornal A Notícia, em Manaus, aos 22 anos! Na verdade eu era apenas um “foca” recém-formado e já tendo a oportunidade de escrever alguns tipos de matérias em jornal em Manaus. Outras, apenas apanhava na fonte as informações e outro profissional mais experiente, a escrevia. Eu era apenas um “foca”, aprendiz ou um quase nada na redação, mas escrevia sobre cultura, principalmente, que era minha paixão!
Envolvido com área cultural desde os 17 anos, por ter sido um intérprete do personagem “Chico”, na peça de Ariano Suassuna, que nunca chegou a ser encenada, atendia aos chamados de Manolo Olímpio ou de Bruno Azedo, que trabalhavam no setor cultural da Secretaria Estadual de Educação e Cultura - Seduc, na Avenida Joaquim Nabuco, esquina com rua Leonardo Malcher, no centro de Manaus, comandado pelo artista plástico Jair Jaqmont
Cantanhede, por ruas que ainda com pouco tráfego e qul se podia andar com carro sem problemas e estacionar com facilidade.
Eles me falavam e me pediam opinião sobre a ideia de criar um Festival da Canção no Município de Itacoatiara, para transformá-lo em uma referência musical, como o Município de Parintins que se transformou em sinônimo de turismo cultural com o Festival Folclórico, hoje divulgado mundialmente, mas que também teve a coragem e a determinação do ex-prefeito Raimundo Reis, que visitava uma a uma as redações dos jornais na capital, convidando e custeava a ida de jornalistas ao município, só para assistir ao evento, mesmo que nada divulgassem, depois.
Como foi o prefeito de Parintins, Raimundo Reis, também eram determinados os dois jovens como eu também. Embarquei no sonho deles! Com muitas dificuldades e falta de patrocinadores, fundaram a Associação dos Itacoatiarenses Residentes em Manaus – AIRMA e conseguiram promover o 1º Festival da Canção de Itacoatiara. Em setembro de 2014, o Festival da Canção de Itacoatiara- Fecani completará a 30º edição seguida, mas tudo começou com o sonho de dois jovens idealistas, Manolo Olímpio e Bruno Azedo, que desejavam transformar o município em uma referência musical no Amazonas. E conseguiram!
Os dois idealizadores do Fecani queriam agregar mais coisas, além do Festival, como outros eventos culturais. Criaram concurso de poesias, quando eram convidados escritores de Manaus para escolher os melhores poetas e declamadores. Convidado para um desses eventos, conheci um jovem e excepcional poeta, Francisco Calheiros, todo vestido de branco, declamando o poema em um tablado de madeira, muito rústico, ainda. O poeta estava muito nervoso, mas surpreendeu a mim e ao poeta consagrado Jorge Tufic, que também compunha a mesa de jurados. Hoje, Francisco Calheiros é o presidente da Academia Itacoatiarense de Letras, também realizando um sonho antigo. Calheiros chegou a fazer empréstimo bancário, pegar em tinta e pincel e pintava partes do prédio! Também é um vitorioso!
Manolo Olímpio e Bruno Azedo, também criaram o Centro Cultural Marina Penalber, nome que homenageia uma antiga professora do Município, mesmo sem autorização de membros da família e, em 2013, conseguiram, realizar o 29º Concurso de Beleza na tenda cultural “Terezinha de Jesus dos Santos Castro” premiando Fernanda da Silva Costa e Elielton Araújo de Oliveira Santos como Musa e Mister Fecani, entre 10 rapazes e moças que se inscreveram na disputa. Na mesma disputa, Yan Freire de Matos, ficou em segundo lugar e Francisco Romão de Sá, em terceiro. Entre as mulheres, Tais Amaral Carvalho e Bruna Tais da Silva Oliveira ficaram respectivamente em segundo e terceiros lugares no concurso Musa Fecani 2013.
Mas nada disso teria qualquer importância, agora, se esses dois jovens determinados não tivessem tido a ideia de fundar a AIRMA – Associação dos Itacoatiarenses residentes em Manaus e terem realizado o primeiro Festival, porque tudo começou com uma ideia na cabeça e uma realização no coração. Tive o orgulho de ver minha enteada, a cantora Bella Queiroz, se apresentando em uma edição desse maravilhoso festival, hoje uma referência cultural na música do Brasil.
quinta-feira, 31 de julho de 2014
DE VOLTA AO SEST/SENAT DEPOIS DE 7 ANOS AUSENTE!
Seriam os fogos de artifício que me acordaram em comemoração pelo êxito que os ladrões tiveram no roubo da cadelinha “Princesa”, uma poodle zero branca que pulava parecendo ter mola nas pernas quando eu pegava a sua guia ao calçava a sandália havaiana aos finais de semana; ou seriam pela tristeza deixada na “Madona”, minha cachorra “pastor alemão”, que ficava quietinha no quintal, mesmo na frente de convidados e se irritava com as mordidas nas pernas, orelhas ou rabo que a “Princesa” lhe dava ou seriam só fogos de artifício dos políticos em campanha prometendo o que não cumprirão depois de eleitos? Não sei. Mas lembrei de quando políticos chegavam de motor na comunidade do Varre-Vento e eram recebidos com o mesmo barulho de fogos de artifício à margem do barranco do Rio Solimões!
“Princesa”, a poodle e “Madona”, a pastora, eram minha paixão na casa em que morei no Conjunto Campos Elíseos, em companhia de minha esposa Yara Queiroz. Nosso filho Carlos Costa Filho que, sem qualquer medo, abria a boca da “Madona”, colocava sua cabeça dentro, causando pavor à babá Miracele Ferreira, a “Mira”, que corria para salvá-lo de sua “fúria assassina”. Talvez fosse isso ou nada disso, só que meu filho ainda não possuía dentes, não sabia morder o rabo, orelha e prender-se em seu rabo. Mas era gostoso e divertido ver o pavor da Mira correndo para “salvar” meu filho. A “Madona”, só latia forte, mas era mansa e não mordia ninguém. Mas, com um pulo, pegava passarinhos que voavam baixo pelo quintal em meio a floresta de árvores frutíferas que plantei. Ela, pulava, os matava talvez de susto, mas não comia nenhum e eu os recolhia pela manhã. Mangas rosas caiam e quebravam minhas telhas brasilit.
Deixava diariamente esse maravilhoso e encantador cenário em minha Toyota Ranner/75 de cor vermelha, e rumava para cumprir expediente como Técnico no Conselho Regional Norte do SEST/SENAT; despachava e pensava logo em voltar, só para ser recebido com euforia pela “Madona”, que se agitava só o ou ouvindo o motor do carro e seguia direto para a janela da cozinha para ver-me. Como ela sabia? Enquanto eu não aparecesse para cumprimentá-la, permanecia agitada, correndo da janela do nosso quarto à janela da cozinha, porque sentia meu cheiro! Só sossegava quando me via! Ou seriam os fogos de artifício que me acordaram do porre de felicidade e emoção que tomei com água e do gardenal de 100 mg, na minha volta ao SEST/SENAT, depois de 7 anos de ausência, para participar dos festejos de São Cristóvão, padroeiro dos Motoristas? Seriam os fogos em comemoração ao meu reencontro com antigos colaboradores? Talvez, mas não tenho certeza!
Dentro do táxi conduzido pelo motorista Reinaldo, da Tucuxi Rádio Táxi, fazendo o mesmo percurso que fizera por 12 anos na direção da Toyota e depois da Blazer Turbo Diesel 4 X 4 para cumprir expediente como diretor da instituição. Enquanto o táxi deslizava pela Avenida Grande Circular, hoje quase parada, trocava whatsapp com o Coordenador do Senat, Demétrios Silva, falando de meu nervosismo e emoção por ter sido convidado pelo Coordenador do Sest, Wilton Flexa e ele respondendo-me “venha tranquilo, estaremos aqui para recebê-lo!
Lembrei do dia da inauguração da Unidade com a presença do presidente do Conselho Nacional, Clésio Soares de Andrade, do prefeito de Manaus, Alfredo Nascimento, do presidente do Conselho Regional Norte, Francisco Saldanha Bezerra e diversas outras autoridades do Departamento Executivo. Não existia rua para se chegar ao local da solenidade. O prefeito mandou abrir uma para os carros das autoridades convidadas. Também não havia telefone. A Unidade teve que gastar mais de 10 mil reais na época para poder se comunicar com o Departamento Executivo em Brasília e resto do Brasil. O Bairro Novo, loteado pelo empresário imobiliário Paulo Farias & Imóveis, tinha poucas casas. Os bairros Cidade de Deus e Braga Mendes não existiam e foram resultados de invasão de ex-funcionários da obra. Lembrava de tudo isso e dizia: “estou nervoso, ansioso e tenso” e o Demétrios me respondia “venha tranquilo, estamos aqui para recebê-lo”. Dizia: “acho que vou chorar de emoção por rever amigos”. Tranquilizou-me mais uma vez. Não chorei, mas fiquei tenso e emocionado por reencontrar antigos e novos colaboradores. Alguns da minha época e outros mais recentes.
Lembrei que quando namorava com minha esposa, mandei construir um xale com uma garagem, uma sala comprida e um quarto, que depois vendi. Não havia nada no Bairro Novo e presenciei o levantamento de muitas casas. Sentado à noite no quintal, cheguei a ver um satélite passando por cima da pequena casa, dando voltas. Será que estavam espionando ou fotografando meu amor pela Yara? Não sei dizer, mas que era lindo sentar em cadeiras no quintal e olhar para o céu e ver o satélite passando, ah, isso era sim! Lembrei de tantas coisas! Mas chega de delírios bobos, vamos ao que interessa: minha volta ao SEST/SENAT depois de sete anos afastado e aposentado!
Desci no portão pelo qual tantas vezes o carro Blazer Turbo Diesel 4 X 4 passara. Fui recebido com carinho por antigos e novos colaboradores que não me conheciam pessoalmente, mas só pelo que falavam sobre mim na instituição. Caminhei firme e sentei para assistir missa em comemoração do Dia de São Cristóvão, Padroeiro dos Motoristas. Por ordem médica, embora habilitado há mais de 30 anos e sem pontuação em minha CNH, decidi não renová-la, mesmo a tendo tirada com Tenente PM, Alfredo Assante Dias, já falecido, à frente do Detran-Am. O tenente PM Correia, fora meu examinador de rua junto com o então tenente PM, Henriques, que residia na Betânia, o mesmo bairro em que morava. Ver o tenente Henriques passando na frente de minha casa em seu carro Opala cupê e saber que ele fora meu examinador de rua me enchia de orgulho. Chega de delírios e sentimentalismos bobos!
Caminhando com a diretora Grece Melo, agora toda coberta, onde existiam pequenos postes de luz baixos e globos de vidros que autorizei a troca para plásticos. Mesmo não sendo de vidros, os menores dos projetos sociais “Criança Urgente” e “Serviço Civil Voluntário”, aceitei na Unidade, quebravam com frequência. A calçada era a mesma, só que as luzes todas passaram para o teto. No primeiro dia de execução do SCV, sofremos um assalto a mão armada. O então Coordenador de Finanças, Émerson Pires de Souza, em carta, acusou-me de ter aceito “delinquentes”, mas o assalto deve ter sido por infeliz coincidência. Como ninguém reagiu, levaram a renda da área médica que ainda não ficava em cofre, como hoje. Mesmo com a carta, não desisti dos adolescentes e enfrentei tudo pelo social. Procurei com olhos, mas não encontrei a pista de caminhada que autorizei ser feita para que os jovens da terceira idade caminhassem, depois dos exercícios na quadra de esportes, com o professor de educação física era meu ídolo das pistas, Wellington Nóbrega, que muito bem representou o Amazonas no Atletismo, correndo o Sul americano pela Universidade Federal do Amazonas. No meio de uma floresta, ainda consegui ver escada de cimento, sem o corrimão que terminava em um cercado de horta, telado e bem cuidado, onde os meus “vovôs” plantavam e recolhiam a produção e a levavam para suas casas, ajudando-os como terapia ocupacional. Era uma terapia para mim também, vê-los felizes! Sempre descia até a quadra e conversava e me contavam das melhoras que sentiam com aulas dadas pelo meu ídolo. Eu me realizava com a felicidade deles e era feliz por fazê-los felizes também.
Encontrei o “seu” Miguel, contratado dentro do projeto da Terceira Idade como responsável para manter a pista de caminhada limpa, mas que sempre me dava desculpas: “no verão não dá pra cortar o mato porque é muito quente e, no inverno, fica encharcado e tenho medo de alguma cobra me picar!”, embora usasse o equipamento completo de EPI. A cada desculpa, eu ria sozinho, sem que ele percebesse, e pensava muito em suas constantes desculpas e o lembrei disso. “Seu” Miguel riu e me abraçou. Fiquei sabendo pela diretora que hoje “seu” Miguel é funcionário contratado do SEST/SENAT, como auxiliar administrativo. Também fiquei sabendo que a dona Raimunda, auxiliar de limpeza, fez o supletivo e agora também é agente administrativa.
Como vi bem cuidada a área de floresta, não era mais o “seu” Miguel que cuidava da limpeza, Grace Melo me disse: “Seu Carlos, muitas coisas mudaram nos sete anos em que o senhor deixou a direção”. Licitações estão sendo realizadas e empresas foram contratadas para todos os serviços. Caminhando pelo SENAT, parei em frente a Biblioteca escritor Carlos Costa e ela disse-me novamente que já foi autorizada a construção em vidro transparente à entrada da Coordenação do SENAT, na do terreno em frente ao prédio da administração. “É aqui que será construída” e apontou o local! Quis ver e abraçar a Olendina Araújo Freire, honesta, competente, séria e sempre atendendo a todos com um sorriso no rosto, contratada a pedido de sua filha Vanessa Litaiff, minha colega na Faculdade Uninorte e hoje advogada no mercado, mas ela fora demitida em janeiro depois das férias. Mas passou 12 anos trabalhando na Instituição, embora eu tivesse dito a sua filha que a contrataria só por 90 dias dentro de algum projeto que tivesse porque seria permitido. O Dr. Rogério, o último dentista de quem tive o orgulho de assinar a CTPS, também não o encontrei porque, segundo a diretora Grece Melo, teria sofrido um acidente doméstico e tivera horário reduzido de trabalho, mas não entrou de licença médica. Fiquei triste por não poder abraçar o Dr. Rogério e por saber que a dona Olendina, não continuava mais trabalhando na instituição. Encontrei a dentista, Dra. Flávia, que me cumprimentou efusivamente e perguntou como estava minha saúde. “Vou levando como Deus quer que eu viva”, respondi. Ela me disse: “o senhor é um guerreiro!”. Agradeci e lhe estendi a mão em cumprimento.
Perguntei como estavam os serviços de oftalmologia e clínica geral e a diretora Grece Melo disse-me que foram extintas e substituídas por nutricionista e psicóloga. Perguntei de novo: inclusive a oftalmologia, tão importante para medir a acuidade visual dos motoristas? Respondeu-me “também”. Conheci as duas novas funcionárias do SEST, a nutricionista Márcia Bezerra, a quem disse que tinha que manter meu peso de 73 quilos fechando a boca e comendo de tudo um pouco e a psicóloga Rose, com quem brinquei, perguntando se no mundo de hoje, ainda poderia existir alguma diferença entre quem é normal e quem é louco? Ela riu, mas não me respondeu nada! Acrescentei, “eu sou chamado de louco quando decido defender a cidadania e o direito coletivo dos outros que não podem ou não sabem como exercê-los e fazer valer seus direitos”. Rose riu de novo!
Vendo os pés de cocos plantados na lateral do prédio, trazidos do sítio do pai da Grece Melo, no Município de Iranduba. Quando deixei a instituição em 2006 para ser operado, eram todos pequenos, mas estão todos produzindo, fui informado. No galho de pé de ingá, também plantado do sítio do pai da Grece, ela viu dois passarinhos juntinhos e me perguntou se eu os estava vendo. Tive dificuldades para vê-los, mas os vi. “Quando tirarmos ingá desse pé, vou mandar entregá-lo para o senhor”. Com todo cuidado, Grece foi me conduzindo e me dizendo onde havia um degrau, declive ou subida. Levou-me por trás do prédio da administração para ver como estavam as árvores, muitas cheguei a plantar depois do almoço. Fiquei espantado ao encontrar uma floresta limpa e bem cuidada com pés de azeitoneiras pretas, mangueira e de jambo. Eram todos pequenos há 7 anos. Desci a escada, fui até o local onde funcionava o restaurante, mas estava fechado. “Estão fazendo licitação para contratar uma nova empresa”, disse-me a diretora. Vi grades cercando toda a área livre. O “Capichaba”, ligava seu som e cantava aos finais de semana. Grandes festas foram promovidas pelo SEST. Os frequentadores dançavam muito e o ex-coordenador. Paulo Bendaham sentia orgulho no que fazia. Até torneios de futebol entre empresas foram promovidos na época do Coordenador Ricardo Pina, no SEST. Acompanhada por ele, a equipe de futebol do Amazonas, representando a empresa Eucatur, foi Campeã de Futebol, em Brasília! O troféu ficou por algum tempo na sala do Coordenador do SEST. Hoje não sei mais se existe! Muitas coisas realizamos na Unidade Manaus que deram certas,“proibidas” na época, repassadas para outras unidades.
O táxi chegou às 20 horas parar buscar-me e deixar-me em casa de novo. Não vi nenhuma dança folclórica que estava sendo anunciada, nenhuma apresentação musical, mas vi mais do que isso: vi que a instituição pela qual tenho muito carinho até hoje, está sendo bem conduzida pelas mãos de Grece Melo. Contudo, uma coisa me intrigou: como o SEST extinguiu o serviço de oftalmologia que era bem frequentado, se todos os motoristas são submetidos a esse exame obrigatório quando vão tirar ou renovar suas CNH. Não encontrei resposta!
Mas que tinha sido uma volta maravilhosa ao passado cheio de lembranças, ah, isso tinha, graças aos foguetes que espocavam no ar, talvez comemorando a exorcização de meus medos ou a emoção que sentia de retornar a um local onde deixei parte de minha vida!
quarta-feira, 30 de julho de 2014
"LIBERDADE! LIBERDADE! ABRA AS ASAS SOBRE NOS". MAS, QUEM?
Diante das novas escutas telefônicas autorizadas pela justiça e divulgadas pelos veículos de comunicação, a liberdade dos ativistas terroristas sociais, Eliza Quadros, a “Sininho” e seu bando, inclusive da advogada foragida Eloisa Samy, que ajudava a coordenar os ataques contra a estrutura democrática do poder, se tornou temerária. O desembargador Siro Darlan, da 7a Câmara Criminal da Justiça do Rio de Janeiro, com uma canetada, liberou os integrantes da Frente Popular Independente – FPI, organização extremista radical, criada para promover badernas e tumultuo generalizados em manifestações, porque não teria encontrado razões para mantê-los na prisão, demonstrando um grande e grave contra senso dentro da própria estrutura do Poder Judiciário, com opiniões divergentes para um mesmo fato criminoso: a destruição de bens públicos e particulares.
Como assistente social, não sou contra movimentos sociais e apoio a todos os que forem ordeiros, legítimos e que respeitem o Estado Democrático de Direito. Diante dos fatos divulgados, creio que o desembargador Siro Darlan, prejulgou todo o processo porque antes mesmo de assinar o alvará dos “ativistas terroristas sociais” e revogado os mandados de prisão contra tos membros da Frente Popular Independente – FPI, fundado liderado por “Sininho” que ainda estavam sendo “procurados” pela Justiça, inclusive da advogada que usou carro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, acompanhada de uma deputada para pedir asilo político ao Uruguai e disse que nada cometeu de errado porque o carro era da ALE-RJ. O problema é que a advogada tinha um mandato de prisão contra ela e o dever da parlamentar, como representante da sociedade, seria entregá-la à Justiça e não levá-la ao consulado para pedir asilo, o que deve merecer a atenção dos eleitores. No mínimo pode ser considerado estranha a publicação da frase “Liberdade! Liberdade! Abra as Asas sobre Nós!” pelo desembargador, inoportuna e desapropriada para um representante da Justiça e isso precisa ser apurada a sua motivação pelo Conselho Nacional da Justiça, como a conduta da parlamentar deve ser apurada pela Corregedoria da Casa Política!
O “bando” de ativistas terroristas que apoiava “Sininho” nas manifestações, agrediu jornalistas que foram registrar a saída deles da penitenciária, cumprindo uma pauta jornalística por se tratar de um fato relevante para o Brasil. A FPI, com esse novo ato covarde contra os profissionais da imprensa, deixou claro para que veio. São verdadeiros extremistas ou terroristas sociais. Isso só prova que com a liberdade que ganharam, a baderna voltará ao Brasil e nada acontecerá com quem os libertou como se a “Liberdade, Liberdade” que o desembargador desejava que abrisse as “asas sobre nós” poderia não acontecer com os baderneiros livres. Ela ocorrerá, mas só para os baderneiros sociais que deixaram a prisão. E talvez nem contra a deputada que deu carona a uma foragida da Justiça, invertendo seu papel de representante da sociedade!
Os membros da sociedade que pagam o salário do desembargador Siro Darlan com o recolhimento de impostos, ficarão refém dos baderneiros que o magistrado mandou soltá-los e não terão direito a qualquer liberdade porque os anarquistas impõem o terror livremente.
Ah, que saudades do tempo em que jovens foram às ruas sem badernas, sem bandeiras políticas, sem apoio de ninguém, conseguindo a redução de tarifas de ônibus em todo o Brasil. O que os ativistas terroristas sociais conseguiram até agora? Nada, além causar prejuízos ao patrimônio público -que é de todos- e patrimônio privado.
sábado, 26 de julho de 2014
^AO MESTRE" ARIANO SUASSUNA, "COM CARINHO" (NÃO SEI, SÓ SEI QUE FOI ASSIM, CHICÓ!)
Usando um óculos redondo ao estilo Jonh Lennon, de 0,5 graus de miopia, com meus 17 anos de juventude e rebeldia depositadas no bolso esquerdo da calça e uma pequena caderneta que foi companheira constante rumava para o Teatro Amazonas, entrava pela porta dos fundos, cumprimentava o seu diretor Álvaro Pascoa, encontrava o teatrólogo Álvaro Braga, com sua bolsa de couro ao lado e com dificuldades de andar por vários problemas de saúde, cumprimentava o coreografo Carlos Aguiar e iniciava os exercícios de respiração e laboratório à lá Bertolt Brecht. Dramaturgo, poeta, encenador alemão do século XX para encarnar a personagem “João Grilo”, da peça o "Auto da Compadecida", do mestre Ariano Suassuna, que faleceu no dia 23.07.14.
Mesmo não o tendo conhecido pessoalmente e nem ao gênio criador de uma cultura nordestina, tínhamos o mesmo pensamento: fazer de João Grilo um personagem alegre, engraçado, irreverente, despojado de vaidades, vivendo um pouco a cada dia. Contudo, devido à falta de pauta para a apresentação no templo da cultura e da arte no Amazonas, a magistral peça teatral irreverente, filosófica, satírica, enfim completa do advogado Ariano Suassuna, “O Auto da Compadecida”, ao mesmo tempo divertida e alegórica expondo de forma genial e magnífica a ganância existente dentro da Igreja Católica, transpondo tudo para o sertão nordestino., nunca chegou a ser encenada e nunca me tornei um ator, que talvez tivesse sido medíocre, ao contrário do excepcional ator de monólogo David Almeida, para quem escrevi o monólogo que transformei em livro O HOMEM DA ROSA. Cada frase, cada cena que escrevia era pensando em vê-lo pronunciando-as no Palco do Teatro Amazonas e eu, sentado na primeira fila de poltronas, para aplaudi-lo no final. Mas isso não ocorreu também, mas espero continuar vivendo até o dia que isso possa ocorrer, porque o livro terá que ser adaptado para monólogo. Não será difícil, mas é meu sonho, ainda não realizado!
Hoje, o idealizador e criador do Movimento Armorial, defensor da cultura do Nordeste no Brasil, ex-Secretário de Cultura de Pernambuco de 1994 a 1998 e Secretário de Assessoria do governador Eduardo Campos, até abril de 2014, partiu da vida e entrou na história, nos deixando, entre outras obras de igual importância, os romances “O Romance d´A Pedra do Reino” e o “Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta”. Ariano se foi, mas as ideias ficarão, os seus livros permanecerão sendo estudados, as suas aulas alegres e divertidas, profundas e filosóficas que ministrava farão falta aos que lhe ouviam com atenção e carinho! Mas não fui o personagem “Chicó” de sua peça e não terei mais como sê-lo!
E sabem como foi a morte de Ariano Suassuna? Não sei! Só sei que ele nos deixou um vasto trabalho em diversas áreas e que partiu com a mesma irreverência que viveu! Faleceu depois de ver completada sua vida e deixando para a história pérolas como as peças teatrais “O Castigo da Soberta”, de 1953, “O Rico Avarento”, de 1954 e o “Auto da Compadecida”, de 1955. Em 1948, havia escrito a peça “Cantam as Harpas de Sião (ou O Desertor da Princesa), encenada no Teatro do Estudante de Pernambucos, que montou logo depois a peça Homens de Barro, de sua autoria. “Não sei, só sei que foi assim, Chicó”!
Talvez tenha ido se encontrar com Nossa Senhora, talvez tenha ido ver o
Deus Negro que pensara em sua peça mais famosa! “Não sei, só sei como foi assim, Chicó”! “Ó cabra que faz tantas perguntas!”. Já disse que não sei! Só sei que ele partiu, Chicó! Querido Ariano Suassuna, aproveito essa crônica para agradecer-lhe porque se eu tivesse encenado o seu personagem João Grilo no teatro, talvez eu não tivesse me tornando um cronista persistente e chato que, como você também fazia em sua vida, escreve todos os dias para ocupar o tempo, o que talvez não fosse seu caso, porque você era muito famoso, ocupado e fazia palestras em faculdades!
“Não sei como foi, só sei que foi assim, Chicó”, que consegui escrever essa crônica medíocre para reverenciar um gênio da cultura nordestina. Saiba: muitos vão querer imitá-lo, mas nunca ninguém o alcançará e nem será tão genial, irreverente como você foi, meu Ariano Suassuna! Vá em paz e que Deus lhe acompanhe em sua nova morada e lhe receba de braços abertos, como ficaram na terra os homens que o admiravam.
A caderneta que carregava e na qual escrevia permanecera comigo em segredo até o dia em que o escritor Danilo Du Silvan, também promotor de justiça da 7a Vara Criminal, entrou em A NOTÍCIA, onde eu trabalhava como “foca” e pediu-me para lê-la. Fiquei com medo porque não o conhecia direito e pensei tratar-se de um agente da repressão e na caderneta estavam anotados desabafos políticos. O entreguei com medo e 6 meses depois voltou ao jornal dizendo que eu era o mais novo e jovem poeta de Manaus e me entregou um pacote. Dentro dele, estava meu primeiro livro de poesias (DES)Construção, em 1978, devido a um poema que ele lera e gostara. Danilo produzira a Capa com recortes de jornais em forma de prédios desmoronando, fez a apresentação, marcou data do lançamento e custeou tudo. Fez-me na marra um poeta!
Como tudo isso aconteceu? “Não sei Chicó, só sei que foi assim!!
sexta-feira, 25 de julho de 2014
ESCREVER É UMA ARTE; SOMOS ARTISTAS!
Homenagem do DIA DO ESCRITOR
Escrever é uma arte e o escritor é um artista que precisa ser mais bem entendido, lido, aceito e compreendido em seu universo criador!
O escritor, é um transportar sentimentos para o papel e fazer pensar ou emocionar pessoas. Depois, ele próprio se emocionar com a emoção dos leitores ou se divertir com os comentários escritos que recebe, ou orais que terá ao longo do tempo, muitos suaves ou ácidos e agressivos demais! O escritor só escreve e não o faz para agradar ninguém!
Mas, ser um escritor, exige muita leitura e pesquisa porque na cabeça do escritor pulsam ideias aos turbilhões e ele só se satisfaz quando as vê publicada de alguma forma, em algum lugar.
Os pensamentos e ideias de um escritor pulsam freneticamente e vão se transformando em palavras que surgem na tela do computador, brotam em forma de letras de uma caneta como fosse uma mágica ou soltam tristes ou alegres de dentro do táblet ou de uma simples e ultrapassada máquina de datilografia, que pulsa tanto quanto o coração do ansioso escritor, para ver seu texto finalizado.
Escritores são escritores simplesmente e não há como entendê-los completamente, porque sempre deixarão mistérios a serem contados, pesquisados, narrados e escritos porque nas entrelinhas de seus pensamentos, deixa sempre caminhos a serem percorridos por outros escritores.
De uma forma ou de outra, escrever é uma arte e o escritor é um artista. Todos somos artistas, só que uns mais e outros menos. Há escritores que se manifestam por metáforas, outros por filosofia, mas todos são seres humanos que se escondem por trás das personagens que criam.
O escritor é aquele que pinta com tinta colorida da imaginação as cores em preto e branco que as vê, porque o mundo lhe oferece de graça, mas como se fosse um papel para desenhar. O escritor é um observador atento da vida, mudanças, costumes e das mazelas que o mundo lhe oferece, mas poucos percebem que tudo está posto, só precisando de cores fortes ou fracas pela habilidade do escritor/pintor. Também as cores podem ser bem-humoradas ou cheias de tristeza, dependendo estado de espírito de quem as pintará. O quadro pode sair cheio de vida ou de melancolia Esse é o escritor!
O escritor é que consegue transformar desgraças em poesias. Bombas que destroem casas e, no meio dos escombros, ainda conseguir ver rosas brotando onde ninguém imaginaria que pudesse existir vida, quando mais uma rosa! O escritor é assim. Quanto mais for a desgraça, mais o escritor tentará transformá-la em vida com sua imaginação que voa livre, leve e solta! Não há limites para o escritor! Do nada ele faz o tudo e do tudo, constrói um universo para a pessoa viajar pelas páginas de suas obras, sem ter que pagar ingresso
Escritor é quem consegue ver, sentir e viver a dor dos outros como se fossem suas próprias dores. Uma dor que explode como uma bomba em forma de protesto em um texto, uma crônica, um romance. Ser escritor é construir esperanças em meio a todas as desgraças.
Escritor produz frenética e compulsivamente todos dias, mais pelo prazer de exercitar a mente debilitada e muito manipulada desde 2006, como eu! Escrevo para externar meu pensamento e dividi-lo com os leitores. Gosto de receber comentários, que são as ações e reações dos leitores. Não serei unânime nunca. Tenho ideias polêmicas, mas as exponho com tranquila responsabilidade.
No Dia do Escritor, quero referenciar à memória de Danilo Du Silvan, que me fez poeta e foi premiado pela Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa, com sua obra fantástica O MAR DE SARGAÇOS. Danilo não viveu para ver minha transformação em cronista. Também estendo meu agradecimento sincero a todos os escritores que Deus os chamou para criar e escreveu para Ele no céu, entre eles Ariano Suassuna, que não esperou seu dia acontecer, partindo antes.
Mas será que no céu existe computador, máquina de datilografia, internet, tablet, essas coisas que os escritores usam hoje para expor seus pensamentos e colocá-los no papel, como pensam?
Dentro de todos os escritores, reside uma pessoa humana e por trás do ser humano, vive uma personagem anônima de sua própria história a ser contada depois, pelos pesquisadores.
quinta-feira, 24 de julho de 2014
OS NOVOS 50 ANOS DA ZFM FOI BOM E RUIM, TAMBÉM!
Em termos econômicos foi ótima a prorrogação do modelo ZFM por mais 50 anos, mas, em termos sociais, foi um desastre porque nada do que é produzido em termos de economia no polo industrial de Manaus, chega aos moradores do entorno das fábricas, que continuam vivendo em casebres horríveis, muitos sem água, luz ou saneamento básico, além da falta de escolas de qualidade, hospitais decentes e segurança eficiente. Com os lucros das indústrias, poderia ser criado um Fundo de Investimento Social, por exemplo, para suprir essas carências do povo pobre, usado como mão de obra dócil e barata, para não dizer semiescravidão porque qualquer movimento para ir ao banheiro, por exemplo, tem que ser fiscalizado e anotando.
Diante disso, a prorrogação por mais 50 anos do modelo de desenvolvimento econômico Zona Franca de Manaus tem que ser analisado com cautela, porque existem pontos positivos na economia, mais negativos em termos sociais. Hoje, a população de Manaus que não vê ou sente os milionários e dolarizados resultados econômicos do trabalho realizado por mão de obra mal paga e sendo subjugada de todas as formas e muito menos vê ou sente que estejam buscando novas alternativas, investindo em desenvolvimento/inovações voltadas aos recursos naturais, como petróleo, mineração (funciona fábrica de calcário em Manacapuru e outras serão instaladas em Nova Olinda do Norte e Itacoatiara) capazes de gerar outra matriz econômica de desenvolvimento ao Estado e deixar de depender do Governo Federal, pleiteando daqui a 50 anos uma nova prorrogação. Toda euforia que vejo agora é apenas um filme em preto e branco, repetindo o que ocorreu no ano de 1995, com o fim dos primeiros 28 anos do modelo Zona Franca, mas, agora, também usado politicamente pelos candidatos a todos os cargos, como se fossem os salvadores do modelo que poderá fracassar depois de mais 50 anos, se nada for feito para mudar a realidade de hoje. Estamos vivendo hoje um Polo Industrial com ruas esburacadas, população pobre vivendo no entorno das fábricas e poucas indústrias sendo incubadas para gerar produtos biotecnológicos da floresta, além da total passividade dos administradores públicos em buscar alternativas de novos modelos de desenvolvimento para o Amazonas fora do que foi prorrogado, deixando embriagados os políticos em campanha, sem olhar para outros horizontes possíveis, como se a todos tivesse chegado a cegueira e atingindo seus olhos.
De um passado pujante no comércio, na indústria e incipiente em serviços, a Zona Franca de M anuas, criada pelo decreto 288/67, de autoria do deputado Francisco Pereira, foi implantada 10 anos depois, após a vitoriosa guerrilha liderada por Fidel Castro e seus comandados e quando assumiu o poder em Cuba com a derrubada do presidente democrático Fulgêncio Batista. Em 1995 era jornalista em A NOTÍCIA, e presenciei quando terminou o período dos 28 anos inciais do Modelo ZFM. Devido a muita e forte pressão de políticos do Amazonas e de empresários paulistas que tinham fábricas instaladas em Manaus, liderados pelo presidente da Federação das Indústrias do Amazonas, empresário João de Mendonça Furtado, o modelo foi prorrogado e vem sendo assim até os dias de hoje. Naquele ano, ao Governo Federal foi alardeando que sem a ZFM, Manaus voltaria a ser um “porto de lenha”, alusão à música com o mesmo título, composta pelos jornalistas Aldizio Filgueiras e Wandler Cunha, gravada pelo cantor Torrinho, retratando Manaus como se fosse mesmo um “porto de lenha”, que jamais seria uma Liverpol, em Londres.. Naquela época e ainda o e hoje, é considerada uma das letras de músicas mais reais, porque conseguiu produzir Manaus pós-exploração do látex, retratando uma parte da história, quando Manaus queria ser londrina.
Durante os primeiros 28 anos de existência, o Governador José Lindoso criou uma lei que tentou interiorizar o modelo, fazendo com que indústrias instaladas em Manaus, passassem e investir e desenvolver em poucos municípios. Mas o tripé comércio/indústria/agropecuária nunca chegou a ser concretizado totalmente porque o Distrito Agropecuário, na BR-319, não é propício para o desenvolvimento da pecuária e foi esquecido com o tempo. O Governo Amazonino Mendes criou um modelo que chamou de “Terceiro Ciclo” sem nunca ter ocorrido nem o primeiro porque a exploração do látex era nativo e foi também foi abandonado, o Distrito Industrial, que seria o segundo, foi imposto pelo Governo Militar para empregar a mão de obra dócil, abundante e barata que existia no Amazonas, com medo da expansão do Regime Comunista na Amazônia, a partir de Cuba. Mas nunca se buscou um modelo real de desenvolvimento para o Amazonas que não seja o criado e imposto em 1967 pelos Militares.
É verdade que ajudou a desenvolver Manaus, mas a empobreceu também em termos sociais porque a riqueza de poucos não é a mesma riqueza da maioria de favelados que construíram casebres no entorno das fábricas, como ocorreu no início da Revolução Industrial na Inglaterra. Manaus é uma cidade inchada de favelas em torno das fábricas e nenhuma coisa foi pensada para resgatar da miséria essas famílias, como a criação de um Fundo de Investimento Social, com parte da riqueza gerada pelas indústrias, voltando aos seus verdadeiros produtores de toda essa riqueza, em forma de melhoria de ruas, saneamento básico, escolas e saúde de qualidade, tudo bancado por esse fundo. Como nada se pensou ou se projetou em busca de alternativas, o Governo Federal terá que prorrogar de novo a Zona Franca daqui a 50 anos porque, como aconteceu durante a exploração da borracha, Eduardo Ribeiro construiu pontes, aterrou igarapés, construiu o Teatro Amazonas e realizou calçamento com paralelepípedos nas principais ruas de Manaus, porque os exploradores e colonizadores ingleses exigiam saneamento básico, luz elétrica, navios da Companhia de Visconde de Mauá, telégrafos para saber a cotação da borracha na bolsa de Londres, mas não pensou em toda essa “ilusão do fausto”, como diz o livro da professora da Ufam, Edinéia Mascarenhas Dias.
Esse sonho dourado que nunca existiu. morreu junto com a produção do látex, como pode morrer aos 50 anos a ZFM se não for buscado e desenvolvido uma matriz econômica, talvez um polo de biotecnologia urgentemente. Caso contrário, voltaremos a estaca zero e andaremos de gabinete em gabinete, de mistério em ministério em Brasília, mendigando uma nova prorrogação de um modelo que desenvolveu a cidade de Manaus, mas empobreceu os municípios porque nunca se buscou a satelitização do modelo.
Ah, que saudades sinto do superintendente Rui Alberto da Costa Lins que determinou que todos os produtos produzidos na ZFM, fossem lançados no Cecomiz, hoje mais um Shopping no Amazonas. Depois de lançados, os produtos produzidos com a marca ZFM poderiam ser negociados para o resto do Brasil ou com os quem desejasse adquiri-los.
quarta-feira, 23 de julho de 2014
SONHAR E REALIZAR!
Todo sonho só é impossível de ser realizado para quem não sonha!
Ou como disse o professor de administração de empresas Émerson Pires de Souza, aposentado da Ufam e atualmente na Nilton Lins: “o sonho é importante movimento na direção de um porto seguro”!
Sonhar, se esforçar e realizar o sonho é o primeiro caminho para se alcançar qualquer objetivo em todos os campos vida!
Foi o que conseguiu provar de forma positiva, o caixa brasiliense João Ricci, que decidiu vender brigadeiros feitos por ele para mesmo, para poder viajar e ver de perto a arbitragem do Campeonato Mundial de Basquete na Espanha, de bar em bar, de mesa em mesa, durante a noite. João Ricci, vendeu quase 10 mil brigadeiros e, sem medo de nada. Com uma lata de leite condensado, três colheres de chocolate e uma coragem, queimando as panelas da mãe e tomando gosto pelo que estava fazendo, que me causou impacto positivo porque conseguiu realizar o que chegou a acreditar que seria apenas um sonho impossível: viajar para a Espanha e tentar se tornar um árbitro internacional de basquete.
João Ricci, foi jogador de basquete por algum tempo, depois foi técnico, mas sonhou e decidiu entrar no basquete de alto nível. Sonhou sozinho e colocou na cabeça a ideia e a pôs em prática, provando que quem quer sonhar e realizar, consegue, basta ter vontade e determinação para concretizar seus sonhos. Vendeu brigadeiros nos jogos da copa do mundo, que os estrangeiros passaram a chamá-lo de “docinho brasileiro”.
A história de João Ricci, a usei só para dizer que o sonho impossível é somente aquele que não se sonhou e, por isso, nunca o colocou em prática. Parafraseando Francis Bacon que disse que “quem tem o saber, detém o poder”, eu digo, quem sonha, detém o poder também, desde que não tenha vergonha do que faz honestamente. Conseguiu contrariar até Karl Marx, que determinou quem “sonha só, não passa de um sonho. Quem sonha junto, transforma em realidade”. Ricci sonhou e executou sozinho todo seu sonho,
João Ricce diz que “apareceu uma oportunidade boa de eu estar envolvido no basquete de alto nível (…) porque para ser lembrado você tem que ser visto e você tem que teimar uma coisa que você quer. E eu quero muito ser árbitro de categoria internacional”. Nesse caso, para ser visto, em setembro ele juntou dinheiro vendendo brigadeiro de mesa em mesa e vai acompanhar em Setembro o Campeonato Mundial de Basquete na Espanha, embora o seu salário como caixa de restaurante não tenha suprido as necessidades para a sonhada viagem. Na internet, encontrou a receita do brigadeiro, queimou panela e concluiu que (….)“o máximo que vai acontecer, eu não vou vender e eu vou comer esse brigadeiro”.
João Ricci está decidido a ser árbitro internacional de basquete e, contagiado pelo que fez para viajar a Espanha, deseja fazer faculdade de Gastronomia para expandir os negócios. Os leitores têm dúvidas que João Ricci conseguirá atingir também seus novos projetivos?
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