quinta-feira, 8 de setembro de 2011

ASSALTO AO COFRE DO BANCO ITAÚ

 
Nem o tiroteio com balas traçantes usadas contra militares do Exército em morro do Alemão, no Rio de Janeiro; muito menos a  marcha contra a corrupção realizada principalmente em Brasília e em outras partes do Brasil, estranhos também,mas o  fato me pareceu mais  estranho e me chamou à atenção foi o assalto ao cofre do Banco Itaú e, posteriormente, os registros feitos em delegacias do que estavam sendo guardandos dentro dos cofres arrombadas pelos ladrões.

Na delegacia, as vítimas declararam que possuíam relógios de ouro rolex, valores vivos em euros,  em dólares,  barras de ouro e joias, mas será que isso tudo estava  também ao Imposto de Renda? Tenho dúvidas!  Será que os donos de tais bens tinham rendas compatíveis ao que declararam possuir guardados no cofre do Banco? Ou será que as coisas guardadas em cofres eram frutos de corrupção? O Banco Itaú, em nome da segurança de seus clientes, nada divulgou publicamente, nem os nomes dos possuídores de cofres na agência assaltada. Resta só saber se essas coisas foram declaradas no Imposto de Renda, portanto!

Será que a Receita Federal vai fazer cruzamento dos registros policiais  com as declarações  de Renda dessas pessoas para saber se os registros conferem e se  os objetos que informaram que possuíam e foram roubados constavam em suas declarações? Será que a mesma Receita Federal que cruza declarações, que cobra sem dó nem piedade dos pobres trabalhadores, também fará isso com quem declara possuir cofres em bancos e o que mantêm dentro desses cofres? Será que essas pessoas também pagam impostos? O banco indenizará o valor de R$ 15 mil reais para cada proprietário de cofre arrombado, mas será que esse valor cobrirá tudo que eles diziam que guardavam dentro desses cofres?
Com relação ao que comentei no início de minha crônica sobre o tiroteio com balas traçantes contra o Exército no Morro do Alemão, no Rio de Janeiro, só tenho a dizer que os policiais do Exército nunca foram preparados para fazer policiamento ostensivo, preventivo ou abordagens a moradores. O Exército não foi criado para essa função policial. Também não foi criado para tomar conta  e prolongar sua permanência dentro das Unidades de Polícia Pacificadora – UPP, processo iniciado em 2008 nos morros do Rio de Janeiro beneficiando hoje 280 mil pessoas.

Os traficantes desses morros começaram a ficar inpacientes e reagir usando o povo para isso, em forma de “inocente útil” para causar provocação contra o Exército. Tudo agora é motivo de protesto contra a permanência dos militares no Morro do Alemão: uma briga, uma revista feita pelo Exército, uma festa e um som alto em um bar. Como o Exército não foi e nem é preparado para esse tipo de policiamento, os traficantes, lentamente, estão insuflando o povo contra o Exército que ficará desgastado sem ter qualquer culpa. Ele só está cumprindo uma missão de competência da Polícia Militar do Rio de Janeiro!

Quanto à marcha contra a corrupção, não se poderia esperar  outra coisa do povo, cansado de tantas “pizzas” dos nossos legisladores pois todos sabem, vêem e lêem o que está acontecendo nos Ministérios. Sobre isso, não desejo mais me posicionar porque até minha esposa diz que escrevo muito sobre esses temas!

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

"ESQUERDA E DIREITA VOLVER"!



“...es­querda e di­reita são posi­ciona­mentos ide­ológicos em torno de ban­deiras e pro­gramas, en­quanto oposição e si­tu­ação são posições políticas con­jun­tu­rais, que se ex­pressam geral­mente em re­lação a um de­ter­mi­nado gov­erno...”. (Eron Bezerra – “Esquerda Volver”)

Diante da magistral definição dada pelo Secretário de Produção Rural do Amazonas, o ex-deputado do PcdoB, Eron Bezerra, fiquei elocubrando: quer dizer que o esquerdismo ideológico acabou e o direitismo, também? Acho que não! O que acabou mesmo foram os princípios de formação dos políticos que mudaram e que debandam para um lado e para outro, desde que fiquem sempre ao lado dos que governam, não importando suas bandeiras ou programas. O para alguns é o  poder pelo poder, não importando a trajetória política que tiveram no passado!

“...enquanto oposição e situação são posições políticas conjunturais que se expressam geralmente em relação a um determinado governo...” (idem)

Também acho que aqui há um outro equívoco. As “posições políticas conjunturais” fizeram apenas alguns políticos esquecerem suas origens, hábitos, manifestações e ideologias? Se perderam em originalidades em nome do poder? Mas nem todos pensam assim como o nobre secretário de Estado! Mas eu respeito! Afinal, os tempos mudaram...para pior, porque hoje não há mais críticas contra os que governam! Uma voz ou outra, em poucos momentos, se levanta para apontar um erro ou outro porque ainda tem ideologia e posicionamentos definidos e claros!

Hoje, as alianças políticas eleitorais não levam em conta programas porque se fosse assim, muitos políticos, em época de novas eleições, não passariam a apoiar abertamente candidatos que estão mais bem posicionados nas pesquisas.  Há muitos exemplos na Assembléia Legislativa do Amazonas e mais ainda na Câmara Municipal de Manaus.

O candidato vencedor geralmente chega ao poder e começa a governar com uma maioria. Depois, se cair nas pesquisas, tomar medidas impulares como ratos, os políticos começam a abandonar o navio antes que este naufraguem e todos morram afogados! Em fim de Governo, o governador que não concorrerá mais a nada, termina quase sempre sozinho!

Acredito que oposição ainda existe sim! E não tem nada a ver com programas de Governo e que direita ou esquerda não seja só uma figura de retórica, mas que ainda existe também. Não fosse assim, políticos da estirpe de um Félix Valois Coelho Júnior ainda estaria na política até hoje. Mas não a suportando, exatamente pela falta de uma ideologia, de um programa o os cumprimentos destes, políticos sérios do passado deixaram de concorrer a cargos eletivos! É uma pena!


terça-feira, 6 de setembro de 2011

O TESTAMENTO (uma novela amazônica)

Deixo para trás a saudade e alguns hectares de terra. Não bem só isso: deixo também alguns poucos amigos, umas poucas cabeças de bode que teimam em permanecer existindo, uma cabana mal construída que eu chamo de lar e uma terra miserável que nem sei o porquê de existir. Não dá nada. Não produz nada. Deixo também uma mulher que me abandonou. Os filhos vivos. Os filhos mortos. E muitas lembranças. Mas do que isso, nada tenho para deixar porque até a dignidade eu já perdi.
       
Mas não haverá ninguém para receber a herança que agora deixo.

Inicialmente, desejo apresentar meu existir a vocês, embora não tenha certeza de seja um existir, afinal, viver miseravelmente como eu vivo não é existir. É ser teimoso por natureza!

Chamo-me Juvenal, Juvenal do seu Zé do Bode porque meu pai criava bodes e assim fiquei conhecido, nascido no Nordeste.  Meu pai,  já morreu. Que Deus o tenha ou o diabo que o carregue.

Tenho poucas lembranças do meu pai, porque a morte veio buscá-lo quando eu ainda  era pequeno. Dizem que ele morreu de impaludismo. Confesso que nem sei o que é essa doença que deram o nome de impaludismo. Ela existe mesmo ou é mais um nome inventado?

Lembro-me apenas que durante a II Guerra Mundial, navios atracaram no porto de Fortaleza. Muitos nem se davam a esse trabalho e paravam no meio do mar. Soldados desciam:  “Ou você vai cortar seringa no Amazonas ou vai participar da guerra”, diziam os soldados. Diante dessa “gentil oferta do Governo Vargas” sobraria  alguma outra  opção?

Quando tinha meus seis anos, caminhava seis quilômetros até um poço de água. Era dele, do poço,  que  tirávamos a água para beber, cozinhar, dar aos bodes, tomar banho e para suprir outras necessidades também.

Cresci nessa rotina: apanhar água no poço e ver os bodes morrendo de fome ou de sede. De manhã, tirava leite de cabra para beber. Mas isso era raro. As cabras passavam tanta fome e sede que nem leite davam direito.

Como disse antes, tenho poucas lembranças do meu pai.

Mas sei que ele fez de tudo para que eu tivesse um futuro melhor do ele não pudera ter até morrer de empaludismo. Analfabeto de pai e mãe, dizia que eu tinha que aprender a ler e a escrever. Aprendi muito pouco; mas só dá para o gasto. Não tenho medo de dizer que isso que você está lendo foi revisado. O professor disse que tentaria aproveitar minhas idéias e nem sei se ele fez isso mesmo porque, embora tenha frequentado escolas, aprendi a ler muito pouco. Se ele mudou alguma coisa me desculpem, porque é culpa do revisor.

Quando meu pai morreu, lembro apenas que chorei muito e tive que assumir a casa porque eu era o mais velho. Meu pai foi enterrado no quintal mesmo. Colocaram-no dentro de uma rede e depois na cova. Nem caixão fizeram. Minha mãe chorava muito e foi amofinando, amofinando, até que morreu também. Fiquei só no mundo porque todos os meus irmãos morreram também, acho da mesma doença do meu pai. Esqueci de dizer que era o terceiro de 15 filhos de meu pai.

Bem, não é verdade que fiquei totalmente só no mundo. Conheci uma garota bonita quando ia buscar água. Maria. Ela se chamava Maria da dona Maroca. Acho esse negócio de nome uma coisa esquisita. Nome não serve para nada. O nome do pai dela eu nunca soube. Sei que ela teve um pai mas nunca o conheci. Aliás, eu já disse o nome da minha mãe? Já morreu mas se chamava Maria também, igual ao nome da Maria que conheci. Ela tinha somente 16 anos e eu 17.

Decidimos nos mudar para o Amazonas. O ano era 1906. Época boa para se produzir o látex. Não fui para guerra, mas fui produzir látex para o Exército.
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Depois de quase um ano de viagem cheguamos,  eu e a Maria. No Amazonas, e  casamos ou nos amigamos não sei. Só sei que passamos a viver juntos. Tivemos cinco filhos. Eu queria ter dez como meu pai, mas Maria dizia: "quer que eles vivam na mesma miséria que você viveu? É isso que você quer para nossos filhos?" Dois morreram logo depois do nascimento. Fiz mais dois e continuei com cinco.

Só vim conhecer um padre depois dos meus 20 anos, quando casei com Maria. Era assim: um filho morria e a gente fazia logo outro. Lembro que meu pai dizia: filho, onde come um comem dez. Mas não concordo mais com isso. Continuo porque embora trabalhe muito no corte de seringa, continuo miserável.

Aportei em Manaus sem dinheiro e com dívidas.

Procurei trabalho. Só tinha nos seringais. Estou agora com 21 anos, um de casado e já pareço velho. O seu Richard, um inglês, pagou todas as nossas despesas de viagem. Dizem que em Manaus vou melhorar de vida. Os homens andam bem vestidos, com terno de linho branco e chapéu na cabeça. Falam coisas estranhas. É uma língua que não entendo. Acho que é francês ou inglês, ou alemão não sei ao certo. Acho que é tudo junto e misturado.

Decidi enfrentar a vida e aceitar o emprego oferecido pelo senhor Richard, no seringal dele. Na hora do embarque, Maria chorou. Meus filhos também. “Vou voltar logo”, gritei, mas acho que ninguém me ouviu devido ao barulho do motor.

Navegamos vários dias. Paramos em um lugar isolado. Tudo era selva. Fiquei espantado ao saber que a maioria era do Ceará. Tinham vindo como “Soldados da Borracha”. Muitos, acreditaram nas promessas do Governo Federal. Eu não! Só acreditei no emprego do senhor Richard.

Tinha-se que caminhar para dentro da selva. Cortar pés de seringueira. Chovia muito no meio da selva. Trazíamos toda a produção para a margem do rio. O motor passava recolhendo tudo.
Passei seis anos no seringal. Muitos morreram. Nunca recebi o suficiente. Trabalhava mais de 18 horas por dia. Durante esse tempo, vi minha mulher, a minha Maria e meus filhos apenas uma vez.

Ela estava morando na casa do seu Richard e parecia bem. Estava forte e corada. Seu Richard não deixou Maria ficar comigo, deitar comigo. Disse-me que ela estava indisposta. Trabalhava muito. Seu Richard prometeu que eu a veria antes de voltar para o seringal. Não cumpriu a promessa e eu voltei.

Nem me deu um abraço. A vi de longe, apenas. Mas notei que ao lado dela tinha um menino louro. Acho que era colega dos meus filhos. Pareciam todos bem, mas estranhos.

Abandonei o seringal. Voltei para Manaus em 1912. Nesse período, não ganhei nada. Continuo devendo. A cidade, antes bonita e alegre, estava abandonada. Seu Richard tinha ido embora. Encontrei minha Maria. Ela estava morando em uma barraca imunda, no bairro dos Remédios. Culpavam os malasianos pela nossa crise.

Como iria sustentar a nossa família? A cidade, antes bem desenvolvida, estava falida!

Tentei voltar para o seringal. Não deixaram. Diziam que a borracha não tinha mais compradores. Um tal de Henry Vicham havia roubado nossas seringueiras. Tudo foi parar na Malásia. Não sei se isso é verdade. Sei que agora sou chamado de arigó porque sou nordestino. Não é verdade. Sou um trabalhador e fui abandonado.

Os navios sumiram do porto. As ruas ficaram desertas. Só se vê nordestinos pela rua, perambulando. Fiquei sabendo que a minha Maria não era mais a mesma. O menino lourinho que eu vira era filho dela com o seu Richard.

Tentei me matar. Enfiei uma faca no peito. Levaram-se para o Hospital. Não tinha médico e nem remédio. Comia um dia e o outro não. Chegou o ano de 1942. O mundo estava novamente em guerra e afundaram um navio nosso: 657 pessoas morreram. Tenho certeza que haviam cearenses entre os mortos.

Não me deixaram lutar.

Voltei aos seringais. Os japoneses tinham invadido os seringais no Oriente. Eu não sabia que existia isso. Fui  contratado por uma Companhia de Desenvolvimento da Borracha. O dinheiro voltou a aparecer. Os navios também reapareceram.

Maria continua morando em Manaus. Meus filhos vieram comigo para o aeringal, só não o lourinho que era filho de seu Richard e não meu.

Hoje chegou navio. Soube que o Ceará continua seco e miserável.

Companheiros meus voltaram. Outros chegaram para cortar seringueiras. Eram os soldados da borracha. Pouco depois, a produção fracassou novamente. Uns gringos brancos vieram comandar os trabalhos nos seringais. Soube depois que eran americanos e que vieram como mandantes, mas não entendiam nada de produção em floresta.

Um tal de doutor Figueiredo Rodrigues que era inspetor de saúde no porto de Manaus se deu ao trabalho de contar os mortos por empaludismo. Manaus  tinha crescido muito, mas continuava pobre. Não haviam farmácias ou médicos. O interior estava abandonado.

Tinha um juiz que cuidava dos pobres.

Fui procurar Maria. Desejava saber notícias dela. Encontrei-a com um homem de cabelos loiros. Já tinha outros filhos. Desejava levá-la para o Nordeste. Mas cada filho era de uma cor diferente. Dos cinco filhos que tive com Maria, quatro morreram no seringal. Só ficou o mais velho. Até o Richard, nome da criança loira que eu vi quando voltava para o seringal, havia morrido também. Tinha encontrado minha Maria, não em um poço, mas nas ruas de Manaus.  Não era mais a mesma!

Decidi voltar para o Nordeste, sem nada também.

 A idade não me permite mais grandes sonhos. Foi uma viagem mais miserável ainda. Redes por todos os lados. Depois, estrada de chão batido. Homens jovens, crianças, mulheres jovens dividiam o ônibus caindo aos pedaços. Era o melhor e era o que o meu dinheiro podia pagar.

Eram todos nordestinos como eu, regressando do inferno.  A chata de rodas estava cheia de desiludidos e arrependidos. Antes eu era um migrante desiludido com a terra seca. Agora, estava desiludido com a terra, a vida e com Maria. Comi o pão que o diabo amassou. Agora volto para o começo.

Uma chuva forte alcançou a chata. O vento era forte. Muitas pessoas choravam. Morrer não deveria ser tão ruim assim.
Felizmente a tempestade passou. Pensei em Maria. Como ela teve coragem de me deixar assim? Maria foi ingrata. A vida era ingrata. Fugi da seca. Estou mais velho agora, voltando. Não matei nem roubei..
.
Enfim, cheguei. O lugar parece o mesmo, miserável como antes. Não há água, floresta ou bichos, mas homens estranhos.

Esse é meu testamento: não deixo nada para ninguém. Você não quer o meu herdeiro?

domingo, 4 de setembro de 2011

O GOVERNO QUER A MÍDIA AMORDAÇADA!!



Não haveria denúncias contra o Governo de Dilma Rousseff, se corrupção não existisse. Isso é fato. A imprensa não cria fatos e nem corruptos; só divulga o que acontece e, se acontece, é dever da imprensa mostrá-los, com detalhes e direito ao contraditório.
No Amazonas, o Blog da Floresta, com suas seguidas denúncias, conseguiu provar que um empresário de um município havia sido executado durante um processo de busca e apreensão por um suposto crime de pedofilia. Policiais estão presos e um promotor de justiça está respndendo a sindicância interna no Ministério Público.
Não é factual, portanto,  a tentativa do secretário-geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, de defender a regulamentação da mídia porque a imprensa não iventa denúncias. Só as divulga fatos que acontecem e, quando há suspeita de desonestidade, de tramonias, de falcatruas, investiga e sempre prova o que escreve porque cabeças rolam sempre.
Como jornalista, sou e serei contra qualquer tipo de cerceamento do trabalho da imprensa porque se alguém se sentir prejudicado pode entrar com processo de indenização moral e material contra quem fez a denúncia infundada.
O mesmo Gilberto Carvalho diz que não quer autoritarismo contra a imprensa, mas quer proibirir as denúncias de corrupção que, repito,  não existiriam se não existisse corrupção no Governo.
Todas as denúncias de corrupção são feitas a partir de informações que a Polícia Federal ou Civil as fornecem à imprensa.
Defendo também a regulamentação para a publicação de textos jornalísticas, como fez a Rede Globo de Televisão, criando um código de conduta jornalística aos seus profissionais! Isso é bom, mas vir de cima para baixo, por imposição do Governo, isso será péssimo para todos os lados.
A presidente Dilma Rousseff está  bem intencionada, mas escolheu, indicou e aceitou de forma muito errada alguns Ministros de seu Governo e, agora, começam a cair um a um como se fossem pedras de dominó. Temos vários exemplos que prefiro não citá-los porque a mesma imprensa que agora o Ministro Gilberto Carvalho defende sua regulamentação, já deu seus nomes.
Durante o Governo Militar, existiam poucos Ministérios e o povo brasileiro sabia citar quase todos até hoje pelos seus nomes – Alysson Paulinelli, Mário Andreza, Elizeu Rezende, Golbery do Couto e Silva e outros poucos. Hoje, são tantos os ministros que a presidente Dilma perdeu o controle e deu no que deu.  A imprensa, a única que não é culpada de nada, apenas divulga o que acontece, deve ser regulamentada por quê? A imprensa tem toda capacidade de se auto-regulamentar, basta querer!

terça-feira, 30 de agosto de 2011

EDSON DE AGUIAR ROSAS, O ASISTENTE SOCIAL


   
Robert Atkins,  dizia que “se o açúcar fosse denunciado dos púlpitos” e se você tivesse tomado conhecimento desse escrito companheiro assistente social Edson de Aguiar Rosas, talvez não tivesses sido vítima da diabetes, doença silenciosa e maldita que tantos estragos causa nas pessoas.

Lembra-se Edson, da época em que ingressavas na redação de A NOTÍCIA com uma folha de papel datilografada na mão pedindo para ser publicada ao menos “uma notinha” sobre a tua luta para trazeres o CRESS para Manaus e criar uma nova Região?  Eu era apenas um jornalista tentando sobreviver!
Era o início dos anos 80 e muitas vezes nos cruzamos à porta da redação do jornal em que eu trabalhava. Mas pouco nos falávamos. Também não entendia a tua luta e nem os teus objetivos concretos.
Criticavas muito o fato de o Conselho do CRESS pertencer à 1ª Região em Belém; dizias que o Conselho Regional de Serviço Social já deveria funcionar em Manaus em razão do número de profissionais existentes na cidade; alguns atuando. Outros, não!
Na época, além de um jornalista tentando sobreviver, nada entendia de CRESS, de 1ª Região e de teu trabalho quando dizias que devia ser constutuído um Conselho próprio em Manaus.
Recordo de tua alegria quando um dia entrastes na redação do jornal dizendo que finalmente uma “delegacia” do Conselho passaria a funcionar em Manaus. A tua felicidade era tamanha e eu também não entendia o por quê. Aliás, não entendia de nada! Só do que eu fazia por dever e pelo dinheiro, que era pouco.
Hoje, Edson  de Aguiar Rosas, tenhas certeza companheiro assistente social, digo-te  que tua luta não foi em vão: o CRESS/15ª Região se tornou uma realidade!  
Ficou órfão, porém, a tua turma de 1957, com 14 homens e 11 mulheres, uma das raras com mais homens do que mulheres, considerando que à época a profissão era considerada feminina; Nesse ano, companheiro assistente social, onde tivestes como colegas de sala Álvaro César de Carvalho, Eureliano Carminé, Roberto Carvalho Leal, Ivanir Herculano Barroso, Ithuy Oliveira Lima, José Roberto Ribeiro de Araújo, João Bosco Evangelista, Edson César Mello, José Geraldo Garcia Guedes, Raimundo da Costa Santos, Rui Melo Ernando Dantas, Randolpho de Souza Bittencourt e José Luiz de Araújo  Ribeiro,  alguns ainda vivos; muitos, falecidos, Os ainda vivos ficarão com saudades de tua partida, companheiro.
Mas não quero falar necessariamente dessas lembranças do passado, companheiro assistente social.  Se soubesses que Robert Boisler, tinha escrito há muitos anos  que “a (...)  fabricação do açúcar nos trouxe doenças inteiramente novas”  porque . “o açúcar nada mais é do que um ácido cristalizado que está provocando a degeneração dos seres humanos”, talvez o amigo tivesse se cuidado um pouco melhor e não  ficasse quase cego por causa dessa maldita doença que te levou, companheiro.

Não quero falar dessa maldita e silenciosa doença chamada diabetes que te levou de nós, companheiro, de nosso convivo, mas das tuas qualidades de honradez, persistência, tenacidade e determinação quando lutavas por uma “delegacia” do nosso CRESS no Amazonas. Tu que exercias o Direito, ficou quase esquecido no seio de teus pares, mas eu te reconheço como um grande guerreiro companheiro!

DIGO NÃO!

Digo não à falta de políticas sociais públicas e perenes;
Digo não à corrupção;
Digo não à qualquer tipo de droga lícita ou ilícita.
Digo não agora para não dizer não mais tarde
Quando já será tarde demais e a sociedade já
tiver sucumbido em meio ao cáos!
E as famílias estiverem se matando
com as armas que a sociedade lhes passa como exemplos!
Digo não ao ter,
Digo sim ao ser
porque ainda podemos fazer alguma coisa para salvar
o resto de nossas famílias quase destruídas!

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

JAPÃO, UM BELO EXEMPLO DE HONESTIDADE!



Mesmo depois das tragédias que quase varreram do mapa várias cidades do Japão devido a um  Tsunami,  o 7º maior dos terremotos já corridos no mundo, depois das explicações e busca de causas e estratégias capazes de amenizar esse terrível acontecimento, o Governo da Província de Fukushima, devolveu o equivalente ao valor de 180 milhões de reais à Cruz Vermelha Mundial, doado às famílias que perderam suas casas em um dos maiores terremotos registrados em março de 2010, pois o valor foi superestimado ao número de casas e à destruições causados.
O Tsunami causado pelo terremoto de 8,9 na escala que mede esses tremores, pareceu até cena do filme 2012 como se fosse resultado de efeitos especiais catastróficos com terror, pânico e desespero, nos mostrou o exemplo proporcionado pelo Governo da Província de Fukushima, que só merece ser aplaudido de pé pelo mundo inteiro, porque o Governo da “terra do sol nascente” mostrou ao mundo um dos maiores exemplos de honestidade que se teve notícia nos últimos anos.
O governo tomou decisão de devolver o dinheiro porque recalculou o número de vítimas e concluiu que era menor do que se pensava, e por isso vai o devolveu. Sem contar com o excepcional capacidade de superação do povo jáponês.
Se isso fosse em um certo país da América do Sul, os governantes e administradores públicos de norte a sul – com raríssimas exceções - teriam inventado vítimas, mais casas a serem “construídas” e embolsariam o que sobraria.  Alguém tem  alguma dúvida? Eu não tenho!
Segundo o site de buscas wikipédia, o Jápão é um país insular da Ásia Ocidental, localizado no Oceano Pacífico, formado por 6.852 ilhas, com montanhas e muitos vulcões, como o Monte Fuji. O Japão possui a décima maior população do mundo, com cerca de 128 milhões de haitantes.
Apesar de tudo isso, a terra do “Sol Nascente” de milenar cultura, mandou devolver o dinheiro que recebeu a maior da Cruz Vermelha  para a reconstrução de suas cidades. Se isso fosse no Brasil, jamais devolveriam o dinheiro. O teriam embolsado e ninguém ia ficar sabendo. Parabéns ao povo japonês pelo Governo honesto que tem, como pela capacidade e o exemplo de superação!
 Os governantes japoneses, em quaisquer níveis, quando são pegos mesmo em pequenas corrupções, chegam até a se matar pela vergonha a que serão expostos publicamente. No país da América do Sul a que me refiro, os corruptos se vangloriam do feito, abrem seus sigilos fiscais e telefônicos e posam de honestos, recorrem até a última instância possível e impossível na esperança de postergar sua já provada culpabilidade, mesmo que sejam mais sujos que “pau de galinheiro”.