segunda-feira, 8 de abril de 2013

DECIDI SAIR DE CASA....


                                   (um city tour por Manaus)

Decidi sair de casa...Não da forma que vocês possam estar pensando, pois fui apenas acompanhar minha esposa Yara em um “city tour” até a Feira da Banana. Deixei o apartamento no Mundi, alcançando a Avenida Efigênio Sales e logo depois, dobrando à direita na Rua José de Arimatéia, hoje cercada de mato pelos dois lados, entramos pela Rua Via Láctea e seguimos para o local das compras em uma feira pública, sem estacionamento para carros de portadores de necessidades especiais, idosos ou cadeirantes, como determinam as Resoluções 303/304 do Contran.  

Devido as irregularidades do asfalto em alguns trechos, aos pulos o carro desceu por toda a Rua Maceió, até alcançar à Rua 7 de Setembro saindo quase em frente ao Palácio Rio Negro, comprado de um alemão pelo governador do Amazonas,  Pedro Bacellar, avô da mãe de minha esposa. Uns 100 metros depois, o carro manobrou à direita e passou frente ao antigo cine “Veneza” da família “Bernardino”, inaugurado com o filme “O Destino de Poseidón”, tendo na platéia meu sogro Francisco Queiroz e sua esposa, Maria Luíza. O cinema fora construído de frente para um Igarapé aterrado pelo Prosamim que circundava toda a parte dos fundos do Palácio Rio Negro. O carro de minha esposa finalmente ingressou na Rua Lourenço Braga atingindo seu objetivo: fazer compras com preços mais baratos, na Feira da Banana!

Na Rua Lourenço Braga, admirava as proas dos barcos regionais quase alcançando a parte superior da Rua, por entre pequenos espaços deixados por caminhões e carretas que, mesmo proibidos, teimam em estacionar na orla do Rio Negro, meio da rua, em filas duplas e até triplas, atrapalhando a fluidez do tráfego (e nenhum agente no local). Era uma perfeita, linda e bucólica visão de uma paisagem urbana, para mm.  A posição e altura das proas dos barcos regionais podem estar sinalizando que Manaus, este ano, poderá ter uma nova cheia igual ou superior às registradas nos anos 1953, 1969 e de 1999. À entrada da Feira, fui saudado com frase “quem é vivo sempre aparece” pelo guardador de carros Marcelo, porque tempos havia que não acompanhava minha esposa nesse tipo de tarefa.  Depois, Marcelo se virou para estacionar o veículo em uma vaga. Será que os portadores de necessidades especiais, idosos e cadeirantes eles não existem em Manaus ou de uma hora para outra se tornaram invisíveis aos olhos dos administradores públicos da cidade?

Dentro da feira, com minhas pernas cravadas de varizes devido à trombose, paralisia e derrame quase não suportavam meu peso de 73 quilos distribuídos em esqueleto de 1,68 cm. Caminhando com dificuldade, por entre bancas, cachos de bananas e carreteiros que ganham seu dinheiro, mas também atrapalham quem já tem dificuldades para andar, me espantei com os preços cobrados pelas frutas e verduras, produtos integrantes da “cesta básica”, desonerados de impostos pelo Governo Federal, mas não repassados aos clientes, com a desculpa de que “tudo sobe, por que não subiria também aqui?”.  Em todas as bancas, os preços eram os mesmos, sempre altos e pareciam cumprir uma tabela única. No retorno pela mesma rua, por culpa dos caminhões e carretas que continuavam estacionados em filas duplas e triplas, quase não me foi permitido apreciar as proas dos barcos multicoloridos! Uma pena! Será que Manaus virou uma cidade sem Lei e por isso não pude vê-los como gostaria de ter feito? Todos os barcos multicoloridos refletindo na água escura do Igarapé do 40, um ancorado um do lado do outro, em perfeita harmonia (não como os caminhões e carretas que atrapalhavam o tráfego na rua), cada um respeitando o seu espaço, de forma tranquila e intuitiva, sem necessidade de alguém que os organize ou os puna! Essa não pude ter!

Devido ao mesmo fator de não cumprimento do que determinam as Resoluções 303/304, não quis disputar vagas na Feira do Peixe, por que não desejava disputar vagas com moto-taxista, táxi-carga e táxis, que têm estacionamentos demarcados e exclusivos, retornei. Minha esposa decidiu voltar pela longa extensão da Rua Lourenço Braga, que margeia parte do Igarapé do 40, resultado de um aterro que era conhecido em propagandas políticas como “Nova Veneza” e terminou sendo concluído anos depois pelo governo Eduardo Braga! Quem as sabe, talvez pudesse ver, mesmo de longe, os barcos multicoloridos ou quem sabe as carretas e os caminhões já tivessem partido? Decepcionei-me de novo. Continuando pela Rua que poderia ter recebido o nome de Rua Nilo Tavares Coutinho, uma justa homenagem a um grande empresário da Construção Naval, um dos pioneiros nessa atividade, que começou como torneiro mecânico em sua casa, mas depois adquiriu a “Ilha do Caxangá” e nela se estabelecera por longos anos.  Mas o nome da rua foi dada em homenagem ao procurador geral do Estado mais jovem a assumir o cargo no Governo Gilberto Mestrinho. Mas isso é história!  

Da Rua Lourenço Braga, entramos na Rua Duque de Caxias e, logo no início, observei mulheres com muitas sacolas na mão esperando o portão da Penitenciária Raimundo Vidal Pessoa ser aberto para visita às 08h30min da manhã. A fila de mulheres com bolsas, quase chegava até as últimas três árvores de seringueiras que ainda resistem bravamente à destruição e ao progresso. Estariam dentro das bolsas, apenas mercadorias de primeira necessidade, presentes e pedidos feitos pelos presidiários?

Se era somente isso que as bolsas das mulheres transportam,  como é que na Penitenciária aparecem tantas drogas, celulares, carregadores e outras coisas que são noticiados durante as rebeliões?

Mistérios a serem desvendados, apenas mistérios!


sábado, 6 de abril de 2013

A BETÂNIA COMO VI E VIVI



Um imenso cajual em meio a uma areia branca e alguns poucos pés de tucumã, foi do que se originou o bairro da Betânia, também chamado  pelo nome de “Nova Betânia” - alusão a uma terra Bíblica - local em que passei parte da infância e adolescência, me dividindo entre minha família biológica, e a casa do casal de médicos, onde fui criado: Teomário/Dulce!

O bairro da Betânia se originou de um loteamento feito pela “Família Cordeiro”, mas a casa pronta na qual nossa família começou a residir foi comprada em 1969 diretamente do famoso locutor da “Voz Praiana”, “Kimura”, com o dinheiro da venda das terras da família na comunidade de “Varre-Vento”. A “Voz Praiana” funcionava em uma casa na conhecida “Escadaria dos Remédios”, local de embarque e desembarque cargas e passageiros, até os dias de hoje, ao lado do Cais do Porto de Manaus, construído há mais de um século pelos ingleses, na época do período de exportação do látex da Amazônia. Só a “Voz Praiana” não existe mais; mas a casa ainda é a mesma, mas mudou de cor.

Em 1970, meu pai adquiriu outro terreno, no qual construiu vários quartos formando uma estância e passou a alugá-los e recebendo por mês, tudo anotando em uma caderneta os nomes das pessoas para quem alugava e o valor acertado entre as partes, tal era a confiança depositada nos inquilinos da época. A vida da família, com muito esforço e sacrifício de meu pai, começava a melhorar.  As prestações do terreno eram pagas mensalmente, diretamente na “Casinha Branca”, que não existe mais.

Com ruas parcialmente abertas sem qualquer infra-estrutura de água,  asfalto ou luz, que só chegou bem mais tarde, o bairro foi se formando.  A água era de poço no fundo no quintal ou das cacimbas construídas em uma área totalmente formada só por areia branca e fina, também conhecida como “areal” onde existia olho d’água e recebiam cadeados. Depois dos jogos de pelada na rua, coisa comum na época, os meninos desciam e se banhavam nas cacimbas, mas cada qual na sua para não “toldar” a do outro, razão porque todas recebiam cadeado, depois do uso.

No centro do bairro da Betânia existia o campo de futebol e partidas eram disputadas, única diversão da molecada assistir e se imaginar sendo um jogador de meias, camisas e calções oficiais de um grande clube – quem sabe?  Havia poucas casas e só uma em  alvenaria de dois andares, pertencente a família de Pedro Alves da Silva, um comerciante forte daquela época e invejado pelo seu sucesso adquirido com trabalho árduo e muita dedicação por muitos anos.

O início da construção dos apartamentos Conjunto Jardim Brasil e, logo em seguida, o início da abertura da Avenida Silves, marcaram o fim do gostoso e limpo Igarapé do 40. Em determinados pontos nos bairros Morro da Liberdade e Cachoeirinha, com catraias fazendo a travessia de pessoas de um lado ao outro, adolescentes aproveitavam a época da vazante do Rio Negro , por consequência, do Igarapé do 40 também,  para, em finais de tarde, jogar bola na areia. O local preferido pelos meninos era roubar cajus era dentro do terreno do abatedouro Bordon, que fabricava carne para desfiar e para cortar, fugindo dos vigias. Mas tudo mudou. O Igarapé do 40 está hoje poluído, o bairro inchou e hoje nem sei mais caminhar por suas ruas antes de barro batido e hoje, todas asfaltadas.

De tudo que me resta de lembranças felizes, só restou bravamente  um poste de luz à altura do número 68 da Avenida Adalberto Valle, onde morei,  que os meninos usavam para brincar de manja, barra bandeira, 31 alerta, estátua, além de bolinha de gude, canga - pé, antes do asfalto e que serviu para o Jorge Lopes da Silva, bom de bola até demais, fazer uma de suas estripulias contra um rapaz que sempre se encostava no local usado para as brincadeiras, cutucando-lhe com uma grande vara com um pano embebido em fezes que respingou na camisa de seda com a qual o galanteador esperava sua namorada.

Mas logo no “nosso poste”!? Havia muitos outros para escolher, mas ele não quis e cismou de por três noites seguidas esperar sua namorada no “nosso poste”!

Que vergonha para o enamorado! E gargalhadas para a garotada!

sexta-feira, 5 de abril de 2013

O BRASIL PRECISARÁ DE CRECHES PARA CUMPRIR MUDANÇAS!




Mesmo sem qualquer preparo prévio, o Congresso Nacional, de uma vez só, aprovou a PEC das empregadas domésticas e mudanças importantes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Mas, para cumpri-las, o país terá que construir muitas creches porque as babás receberão horas extras pelo trabalho noturno, se dormirem na casa de seus patrões. Muitas já foram dispensadas, mas as mães que trabalham fora precisam de creches para deixar seus filhos em “segurança”.


A nova Lei que altera as diretrizes e bases da Educação no Brasil, também já entrou em vigor, mas onde estão as escolas para serem matriculadas as crianças a partir dos quatro anos de idade? Tanto no caso das domésticas – que sou favorável, como no caso da mudança na LDB, exigirá dos Municípios e Estados grandes investimentos em creches e mais escolas para atender à determinação da nova LDB. Mas o Brasil não se preparou antes e a LDB, poderá vir a ser mais uma lei que já nasceu morta! Em ambos os casos não sou contrário, mas as vejo com muita preocupação e cautela porque mais uma vez o Brasil decidiu coisas importantes, mexendo em toda a estrutura da sociedade para pensar e planejar depois o que fará para atender ao que as duas novas mudanças passarão a exigir!


Será que o Governo Federal destinará aos municípios mais verbas para se construir creches, e aos Estados para escolas, contratar professores ou tudo ficará só sob a responsabilidade dos Estados e Municípios que já não possuem recursos para os investimentos em infra-estrutura urbana? Embora a regra de mudança na Lei de diretrizes e bases na Educação tenha sido aprovada em 2009 e só agora incorporada ao texto da Lei e as Escolas tendo até o ano de 2016 para se adaptar, minha preocupação principal reside na liberação dos recursos para custear essas novas despesas que recairão, principalmente, sobre os municípios que já andam com o pires na mão em busca de verbas para sanear suas dívidas contraídas em administrações anteriores.


Tanto no caso das empregadas domésticas como no caso das escolas, o Brasil não se estruturou antes para receber as mudanças. Os municípios, pela lei, vão ter que incentivar à formação de professores, oferecendo bolsas de Estudos aos que escolherem cursos de licenciatura plena. Mas de onde virá o dinheiro para as bolsas? Antes, as crianças tinham que ser matriculadas com seis anos. O texto autoriza o MEC a definir uma nota mínima no Enem como pré-requisito para o ingresso em cursos de graduação para formação de professores. Mas como será feito isso?


Tanto no caso das empregadas domésticas que tiveram garantidos novos direitos, alguns ainda dependendo de regulamentação, como no caso das mudanças na Lei de Diretrizes e Bases da Educação, determinando a matrícula das crianças aos 4 anos de idade, o Brasil não se preparou para cumpri-las  em seu todo, construindo, primeiramente, creches nos Municípios e mais Escolas nos Estado e deverá acontecer com essas duas novas medidas, o mesmo que aconteceu com a determinação de implantação de bloqueadores de aparelhos celulares nas prisões, tornozeleiras nos presos em liberdade provisória para serem monitorados e outras tantas decisões boas tomadas, que não surtiram qualquer efeito prático a curto, médio ou longo prazo.  


Se houver um bom ensino às crianças desde seus quatro anos idade, espero que menos “analfabetos universitários” que não sabem ler ou escrever um “O” mesmo nus e sentados na areia de uma praia, observando e pensando nas bobagens ortográficas que escreveram em suas provas no passado, deixarão de ingressar em curso superior que estão sendo obrigados a se adaptar ao nível intelectual dos alunos que ingressam, quando deveria ser exatamente ao contrário disso!  


Mas tudo poderia ser diferente. Mas, infelizmente, não o é!

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O "DRAGÃO INFLACIONÁRIO"




A inflação continua resistindo firme por vários motivos e razões, causando graves problemas sociais à classe mais pobre. A principal é a desestruturação total do Brasil, seguindo-se da falta de uma política fiscal confiável, sem “pacotinhos”, seca no nordeste desde a época do Império de D. Pedro II, excesso de chuvas nos centros produtores, péssimas rodovias para o escoamento da produção de grãos produzidos nos Estados do Centro Oeste, principalmente.  Precisamos construir um novo Brasil a partir do nada, porque praticamente nada temos de confiável na economia que muda a toda hora, ao sabor do vento ou da maré...

Nem os Portos de Santos, em SP e Paranaguá, PR, antes eficientes e aceitos como modelos de eficiência no passado, deixaram de ter problemas e o que se vê são filas de caminhões com cargas para exportação, tudo por falta de investimentos, planejamento e preparação para receber  a carga. Hoje, no máximo, serviriam como modelo de desorganização, desestruturação do que já foi bom e, hoje, de total ineficiência pela falta de investimento em infra-estrutura no país, como um todo.  

Além disso,  alguns produtos como cebola, batata, tomate e farinha, integrantes da cesta básica, desonerados pelo Governo Federal, continuam com seus preços elevados, se tornando proibitivos aos menos favorecidos economicamente e majorados por impostos estaduais de ICMS.  O Brasil precisa também, realizar uma profunda reforma tributária e fiscal, reduzindo impostos, tributos e permitindo ao empresário investir e produzir com segurança e não apenas com atos isolados de desoneração em área e produtos pontuais. Isso não resolverá nada de imediato como deseja o Governo. Apenas aliará o voo do “dragão inflacionário”, que está batendo as asas sempre com mais ferocidade!

O mercado não está repassando aos preços dos produtos da desoneração dos impostos federais porque ainda existem os impostos estaduais, que não foram desonerados e nem está preocupando as palavras do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, que anuncia estar “monitorando a escalada inflacionária” e poderá tomar medidas para domar o antigo “dragão inflacionário”, que voltou a voar. “Dragão Inflacionário” era como se escrevia e se dizia sobre o processo de subida generalizado nos preços, mais acentuado, principalmente, durante o Governo José Sarney que ao falar em cadeia nacional de TV e pronunciar as palavras “brasileiros e brasileiras”, já se sabia que viria alguma nova bomba ou medida de combate a inflação e todos os preços subiam e não desciam mais  nem na época da oferta de produtos como, felizmente, acontece hoje, com a sazonalidade de alguns produtos quando a oferta é maior do que a procura...e os preços baixam.


Os empresários estão inseguros e cautelosos, mas compraram máquinas e implementos para produzir, mas só o farão quando forem resolvidos problemas gerados com a concorrência estrangeira de países que possuem economia competitiva, produtiva e mais eficiente. Urge ao Brasil uma Reforma Fiscal e Tributária para equilibrar e desonerar a folha de pagamento das empresas, permitindo aos empresários fazer investimentos certos de que a política fiscal e tributária não mudará repentinamente para beneficiar setores específicos em momentos de crise.  As empresas investirão com mais segurança e confiantes no novo processo  fiscal e tributários, deixando de confiar apenas no humor dos administradores públicos ou na oscilação da produção. Mas, primeiro o Brasil deve abastecer seu imenso mercado interno e exportar o excedente, para não ficar mais dependente de preços da Argentina e de outros países produtores de trigo. Também precisará estruturar o país com boas estradas, bem sinalizadas, sem matagal em suas laterais e sem placas indicativas de sinalização furadas por balas.

O Brasil precisa construir um novo Brasil, partindo do zero.  

quarta-feira, 3 de abril de 2013

"SEXO NA VAN', UM TERROR REAL!




“Sexo na Van” era o nome de um programa exibido por um Canal fechado da NET. Eram pessoas que entravam em Van com películas escuras pelas Ruas de São Paulo e outros Estados, com vários homens dentro e terminava rolando sexo de todas as maneiras e, ao final, as mulheres eram devolvidas aos locais em que haviam sido pegas em paradas de ônibus ou em outros locais.

Mas parece que Wallace Aparecido Souza Silva, de 22 e Jonatham Foudakis de Souza, de 20 anos, moradores do subúrbio carioca de São Gonçalo, no RJ, decidiram transformar em realidade o programa  “Sexo na Van”. Usaram a Van para estuprar uma turista estrangeira na frente de seu namorado, também estrangeiro. (cujos nomes e procedência não foram revelados). Depois de presos, Wallace respondeu à polícia: “Eles não queriam pagar a passagem da van”. Mas isso seria motivo para tamanha selvageria? O delegado Alexandre Braga, confirmou que o namorado da vítima estava algemado no veículo e fora roubado e espancado também junto com a namorada. Será que as pessoas da Van queriam cobrar com sexo animalesco e roubando o casal em seus pertences pessoais, o valor de uma passagem? A ex-BBB Anamara revelou para o blog “Babado” que já teria feito sexo dentro de uma Van! Que algumas pessoas gostem de praticar esse tipo de sexo por fetiche, com o consentimento, é uma coisa. Agora, estuprar, assaltar, algemar e espancar tudo em troca do preço de uma corrida em uma Van, é demais!  

Segundo o relato na polícia, o casal de turistas estrangeiro pegou o carro Van na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, na Zona Sul. Wallace embarcou na Rua Duviver, também em Copacabana. Outros passageiros  entraram na Van, em Botafogo, mas foram obrigados a descer. Usando o carro como no Programa “Sexo na Van”, seguiram para Niterói, fizeram uso do cartão de banco da turista para comprar bebidas em um posto de gasolina e sacar dinheiro no Banco do Brasil, estourando o seu limite. Segundo, ainda, a polícia, os dois retornaram ao prédio em Copacabana onde o casal estava hospedado, obrigaram a mulher a subir no quarto e pegar mais cartões. Depois, voltaram para São Gonçalo, onde pegaram mais um estuprador e realizaram mais saques.

Infelizmente, muitos carros piratas também trafegam como serviço de Van que, embora combatidos, continuam circulando. Não são todos os veículos Vans que tem bandidos ao volante porque em viagem de férias ao RJ, fiquei hospedado com minha esposa no Edifício Pedra Bonita, à entrada da Rocinha. Como estávamos em grupo grande, decidimos contratar uma Kombi lotação que nos pegava e deixa e apanhava nos locais em praias que frequentávamos, em horários combinados. Todos os dias era o mesmo motorista!

Em uma dessas idas e vindas, o motorista revelou que morava na Favela da Rocinha e nos convidou para conhecer. Decidimos aceitar e encontramos motocicletas com passageiros andando com fuzis nas costas, mas também encontramos muita solidariedade humana, apesar de termos sido recebido com foguetórios no dia em que chegamos à Rocinha. A favela ainda não tinha sido pacificada, por isso os traficantes ainda comandavam na Rocinha!

terça-feira, 2 de abril de 2013

O SOCIAL, O NECESSÁRIO E O RIDÍCULO!




Um país só pode ser considerado socialmente justo quando  consegue distribuir suas riquezas a todos seus cidadãos, acaba com a pobreza e a miséria extremas.  Mas não é exatamente isso que está acontecendo no Brasil, embora em pronunciamentos, as autoridades públicas anunciem o fim da pobreza e da miséria. Mas no discurso a realidade é totalmente outra. Um exemplo claro do que afirmo é a continuidade da inflação, muito embora esse fato não possa mais atribuído somente à presidente Dilma Rousseff que,  por decreto, desonerou os impostos federais, mas caberia aos governadores dos Estados, independentemente de qualquer reforma tributária, reduzirem também a incidência de impostos estaduais de ICMS sobre os produtos da cesta básica e contas de energia elétrica, que continuam com alíquotas elevadíssimas!

Mas, estou me referindo precisamente ao caso das casas que foram construídas  com dinheiro público repassado pelo erário federal do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no município de Imperatriz, a 600 km ao sul da Capital a segunda cidade mais importante do Estado do Maranhão, destinada à moradores vítimas de alagações, mas embora prontas, até hoje não foram entregues aos desvalidos da sorte e só são visitadas por bois que comem o mato que se formou dentro da cidade- fantasma-floresta.

A denúncia foi veiculada em reportagem pela Rede Globo de Televisão, no Jornal Nacional, mas segundo pesquisei pela internet as denúncias contra esse descaso são antigas porque as casas e toda infra-estrutura necessária – poço artesiano, luz elétrica, asfalto, talvez rede de esgotos, escolas e centro social – estão só aguardando para serem entregues, mas exigirá mais investimentos públicos porque estão com portas e janelas enferrujadas e, muitas, sem telhados, tornando-as inabitáveis.

No jornal pessoal de Eri Castro, “informação do Maranhão do Brasil e do Mundo”, como o autor se apresenta, chega a ser irônico escrevendo: “Um prefeito vistoso tucano, Madeira, reeleito o ano passado, prometeu ao telespectador que até maio estaria entregando as casas a quem de direito, o conjunto da população que mora em áreas de risco de enchente. O articulista prossegue com sua ironia felina e inteligente: “A promessa de entrega e a denúncia são velhas. “Ademais (além) das casas (também) estão abandonados os prédios para a Escola o Centro Comunitário do local”.


Mencionando também o “blog Direto da Aldeia”, de Frederico Luiz, “o ribalta da informação”, diz: “Aqui, as casas de Imperatriz-MA – Casas do PAC entregues pela prefeitura (em 6 de agosto de 2011) ameaçam desabar”. Logo depois um vídeo com um discurso da presidente Dilma Rousseff, (atrás dele havia uma faixa a frase anunciando “Um Sonho Concretizado para os Brasileiros que mais precisam) no ato da inauguração das obras do PAC, dizendo: “Estou preocupada porque tem algumas ruas aqui que não foram incluídas no PAC e essas ruas estão intrafegáveis”. Dizia ainda a presidente: “temos 24 casas feitas pelo projeto e entregues pelo prefeito de Imperatriz, (um) serviço de péssima qualidade, (com) fossas estouradas e falta d’água tanto no Parque Amazonas como nas 24 casas”.

 No blog de Ari Castro, ele ironiza mais ainda, citando uma manchete do Jornal: “A Aldeia comparou o programa em Juazeiro, na Bahia com a execução de Imperatriz no Maranhão, (do Correio Popular).

Ari Castro conclui: “Ah! Esperto, ao Jornal Nacional, o prefeito Madeira deixou de citar o ano... da entrega das casas. O mês será o das noivas: maio”. Eu também espero! Mas como sempre diz o apresentador Boris Casoy: “Isso é uma vergonha!”, fazendo biquinho na boca na frente das câmeras! Nesse vergonhoso cáos, nada pode ser atribuído à presidente Dilma Rousseff, que demonstra querer resolver os problemas crônicos do Brasil e liberou 25 milhões para a construção das 24 casas no Conjunto “Jurivê de Macedo”!  

segunda-feira, 1 de abril de 2013

O BARBEADOR DE MEU PAI!



(ao meu pai e a todos os que usaram esse tipo de aparelho)

Era lindo e demorado todo o processo!

Meu pai Paulo Torres da Costa, com calma, paciência e muito cuidado colocava água em uma pequena vasilha, dissolvia parte de um sabonete dentro do recipiente, introduzia um pincel de pelo que ele conservava muito bem - feito, acho que com pelos de rabo de cavalo - e o levava ao rosto na direção de sua barba, toda lambuzada de sabão, que a deixava com seu rosto todo branco. Depois, cuidadosamente também afrouxava um aparelho de barbear em forma de um “T”, abria uma tampa superior e dentro dele, introduzia em uma lâmina e, depois de fechá-lo novamente com cuidado, começava a deslizar por toda a parte ensaboada. Seu  rosto, que ficava lisinho que nem bumbum de neném novo.

Eu olhava tudo espantado, mas admirado também, porque me imaginava reproduzindo em meu rosto todo o ritual de meu pai, quando crescesse. “Pai, será que eu vou ter barba?” perguntava. “Vai sim, mas só quando você for adulto” – respondia ele, em meus pensamentos, porque nunca tive coragem de fazer essa pergunta.   Eu ficava apenas olhando todo o processo, admirando tudo que meu pai fazia, talvez para imitá-lo depois!

Depois que terminava de fazer a barba, lavava o aparelho em forma de “T”, o pincel e guardava tudo, para um novo ritual que viria a realizar em outro dia, com toda certeza. Ao contrário de meu pai que mantém seu rosto liso como bumbum de criança quando nasce,  uso barba fechada porque passava cebola cortada em meu rosto para que a fizesse nascer de forma mais rápida e forte! Se iria fazer algum efeito ou não, não queria sabe, mas eu continuava esfregando cebola no rosto, escondido para ninguém ver.

No Brasil, os barbeadores em forma de “T” eram genericamente conhecidos por giletes, tal referência à marca Gillette. O pincel que meu pai usava era de pelos, mas também comercializavam os com cerdas, fios ou outros filamentos de qualquer material usado manualmente para limpeza, escovação, pintura ou maquiagem. Na indústria moderna, é possível se encontrar muitas configurações de pincéis, tais como retorcidos em arame, usados para limpar frascos ou os utilizados em laboratórios químicos.

Mas o barbeador que meu pai usava na comunidade de “Varre-Vento” era de modelo rústico, mas comprado. Ah, como meu pai tinha cuidado com seus equipamentos de pincel e o barbeador em forma de “T”.  Hoje, os aparelhos são descartáveis, com pouco uso e são e são jogados fora depois porque as lâminas de corte cegam. Por isso, tenho o meu próprio aparelho de barbear elétrico e com regulagem de corte!

Mas acho que naquele tempo de meu pai os aparelhos eram melhores, mais duráveis, só havia a necessidade de trocar as lâminas!  Acredito que seja por isso que uso barba desde meus 20 anos, mas já embranquecida pelo tempo e pintada pela cultura (que dizem que tenho) do jeito que minha esposa Yara sempre me pede para cortá-la! Também durante 13 anos, fiquei sem cortar o cabelo que chegou ao meio da costa e não tinha a calvície que ostento com orgulho hoje, como se fosse uma referência de localização!