No horizonte de muita fumaça,
lá vai o barco fugindo apressado,
levando ilusões de sonhos não realizados na capital da tecnologia
inútil e deixando na passagem
um rastro de mais fumaça negra e tóxica.
Do precário, vergonhoso, inútil e problemático porto da cidade,
observo um lenço branco de adeus acenando
(me deprima porque já vi outros tempos bons no passado de prosperidade!)
É o sinal deixado por mais uma família que abandonou o sonho de prosperidade
e o perdeu para brutalidade de um regime quase escravo
nas fábricas do Distrito Industrial.
(Até o horário do banheiro é cronometrado!)
É a despedida da ilusão que está partindo!
II
O barco volta. Traz redes cheias de
de novas ilusões de quem busca de melhorias.
Nada há mais na cidade, além de uma triste mistura de
riqueza e miséria social e
restou apenas fumaça importada.
Fogo da incompetência e desemprego
pela destruição de seus Centros de Pesquisas Tecnológicas.
Volta para o local de onde nunca deveria ter saído!
III
O barco, que não tem nada a ver com isso,
Cumpre a rotina de ir e vir, parando em cada porto,
ao sinal de lenço branco,
agora em forma de desespero!
Cá já não existe mais nada!
IV
O barco regional
apenas cumpre sua triste rotina de ir e vir
levando ilusões antigas
e trazendo ilusões novas para se desiludirem também!
Politicamente, dois “eu`s” que mandam no Brasil não se entendem: o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, com contas abertas na Suíça em nome de seus familiares e a presidente Dilma Rousseff, trocando farpas pela imprensa. Enquanto os dois “eu`s” políticos não se entendem e se acusam mutuamente, urgentemente preciso promover o encontro dos meus dois “eu`s”, o que dirigia, ministrava conhecimentos na Faculdade, era membro de Comissão da Jari Municipal e ainda presidia a Comissão Estadual de Emprego no Amazonas, até 2006 e, hoje, meu “eu” é dirigido o pela vontade política dos outros, principalmente dos dois que não se entendm, tornando mais frágil a democracia e a economia do país!
Com a ajuda da psicóloga da Seas – Secretaria de Ação Social, Adalgisa, em crise e, agora, da psicologia, Rose Lima, no SEST/SENAT, lentamente, estou conseguindo promover o encontro de forma pacífica, sem traumas e satisfatória dos meus dois “eu`s” e desejando que os dois “eu`s” que se digladiam publicamente pela imprensa, também o façam, pelo bem do Brasil. Não estou certo que esse o encontro seja possível porque sobram vaidades e lhes faltam humildades. Os dois mandatários diretos do Brasil negam os fatos. Um que esteja envolvido ou seu governo tenha alguma coisa a ver com a corrupção que está sendo apurada pelo juiz federal paranaense Sérgio Mouro. Eduardo Cunha negando que possua ou seja beneficiário de contas na Suíça, além das foram declaradas à Justiça Eleitoral! Falta-lhes humildade. À presidente Dilma Rousseff para reconhecer que errou na condução da economia do Brasil. Eduardo Cunha, para reconhecer que possui contas no exterior e que elas não foram declaradas à Justiça Eleitoral do Brasil. Ambos, no alto do pedestal de suas vaidades pessoais, trocam farpas publicamente, enfraquecendo os alicerces da República, do Governo e da economia
Aposentado precocemente por invalidez aos 49 anos, depois de seguidas cirurgias no cérebro desde 2006, recebi de presente esse blog do colega de profissão, jornalista Marcelo Lucena e passei a alimentá-lo como distração para passar o tempo e fazendo o que me dá prazer: escrever. Recordo que assumi a Editor Geral no Jornal do Comércio, aos 26 anos, sem nenhuma experiência e formei a personalidade nas redações dos jornais. Durante todo esse tempo, fui assessor de comunicação do empresário Francisco Saldanha Bezerra, dono de duas empresas de ônibus em Manaus, cassadas por motivações políticas iniciada pelo ex-prefeito Amazonino Mendes e concluída pelo prefeito Eduardo Braga, que o sucedeu no poder. Três anos depois, me transferi para o Diário do Amazonas, com mais experiência e depois, voltei aos bancos da Faculdade, cursei Serviço Social, não pedi aproveitamento de disciplinas, tornei teórico e professor do curso. Sempre aprendi a ensinar aos outros o que fazer e agora, preciso aprender a fazer os que os outros desejem que eu faça, sem perder a dignidade, com o parco recurso cada vez mais defasado de minha aposentadoria; Os conflitos dos “eus” políticos precisam chegar a um final para que o Brasil retome sua rotina de eleições civis e possa continuar sendo dirigido por um presidente civil, sem qualquer tipo de ruptura no processo normal da democracia!
Assustado, recebi pelas redes sociais de whatsapp um vídeo dizendo ao meu “eu” racional que a Ministra do STF, Rosa Werber, concedera liminar proibindo a abertura de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Alto lá: a ministra não proibiu nada que impeça o pedido de afastamento da presidente Dilma Rousseff: apenas, colocou ordem na tramitação dos trabalhos na Câmara Federal. O deputado federal Eduardo Cunha, que parece um bambu envergando em meio a tempestade, mas não caindo e voltando à forma e postura arrogante de antes e se mantendo firme no cargo, negando que possua contas no exterior, mesmo com todas as provas materiais existentes apuradas pelos promotores da Suíça e enviadas à Procuradoria-Geral da República, que o denunciou pela segunda vez.
Esses “eus” em conflito político precisam acabar como meus “eus” estão aos poucos desaparecendo. Sei que não é fácil, mas acredito que nenhum dos dois “eus”, precisaram de psicólogos para se entenderem. Basta o deputado bambu renunciar ou a presidente Dilma Rousseff renunciar, mas ambos não querem dar esse gosto um ao outro, como eu desejo dar gosto à psicóloga Rose Lima, para que consiga promover esse encontro do “eu” que comandava com o “eu” que sou comandado pela vontade dos outros. Se Deus quiser, conseguirei. Quanto aos outros “eus”, estão renitentes e não tenho certeza de nada!
Como se fosse sangue que se espalhando pelas veias do corpo humano, o fogo está destruindo feroz e bravamente as matas dos municípios do Amazonas, se espalhando rápido ao sabor do vento e transformando o amanhecer na capital Manaus e todas cidades do interior, em uma cor leitosa e tornando cada vez mais difícil a respiração dos seus moradores de todo o Estado. Excetuando os Bombeiros que ficam de prontidão nos Aeroportos, a maioria dos municípios não possui unidades de combate a incêndio em suas sedes. Para piorar ainda mais, incêndios estão ocorrendo em lojas instaladas no centro da capital e as críticas contra a demora nos atendimentos de combate aos incêndios se multiplicam contra os Bombeiros que negam as demoras denunciadas por quem ver se patrimônio se transformando em fumaça e cinzas.
Nos municípios, com poucas bases físicas, o Corpo de Bombeiros, faz falta para combater o fogo. Eles existem e são obrigatórios para que se funcione Aeroportos para receber aviões com toda a segurança. Mas como no Amazonas existem poucos aeroportos, significa que existem também poucas unidades dos bombeiros, nesses locais. Caso essa exigência não existisse, não haveria nenhuma unidade física dos soldados do fogo existiria em nenhum município. O ex-comandante do Corpo de Bombeiros, Franz Alcântara Marinho, que fazia um trabalho excepcional de estruturação dos soldados do fogo, com várias de suas ideias se espalhando por outas capitais do Brasil, como as motocicletas socorristas para atendimento em acidentes de trânsito, com todos os equipamentos necessários, inclusive extintores de incêndios, foi exonerado por questões políticas pelo governador do Amazonas, Amazonino Mendes e, depois, acusado de desvio de recursos da sua unidade militar, cujo processo caiu no esquecimento.
Isso me remeteu aos ao final dos anos 70 quando, vendia jornais na Banca de jornais coberta, no chamado “Canto do Quintela”, em frente a Ótica São Paulo, do empresário Cláudio, na esquina das Ruas Joaquim Nabuco com a Sete de Setembro. via as viaturas vermelhas do Comando do Bombeiros deixando um prédio pequeno e apertado. A banda em que trabalhava era coberta para proteger-me do sol e da chuva que antes do fenômeno do El Nino e La Nina, eram de seis meses também. Os incêndios eram raros, mas sempre ocorriam em lojas de turcos que funcionavam na Rua Marechal Deodoro, ainda totalmente aberta para o trânsito de veículos e pedestres em busca de adquirir grandes e pesados videocassetes, para revendê-los em suas cidades de origem. Os motoristas das viaturas grandes do Corpo de Bombeiros deviam ser muito bons para manobrá-las dentro de um minúsculo espaço, por isso, quase todas elas já estacionavam de ré ao chegar para facilitar as suas saídas.
Ah, como era gostoso vê-las com as sirenes ligadas e cortando a frente de todos os poucos carros nas ruas abrindo passagem, para os enormes caminhões de água passarem. A sede do Corpo de Bombeiros ficava nas proximidades do ex-Supermercado Casas do Óleo, do empresário Ambrósio Assayag. Não havia sinal que a sirene ligada do Corpo de Bombeiros não furasse para atender ao chamado. Era gostoso vê-los deixando o prédio, uma atrás da outra, dependendo do tipo de incêndio que combateriam, na rua Marechal Deodoro, geralmente na loja de algum turco. Embora com poucos hidrantes naquela época e ainda hoje, os que havia não funcionavam e, quando funcionavam, não possuem água com vasão suficiente para apagar os incêndios. Naquela época, como foca em A NOTÍCIA, tinha a missão de descobrir as causas dos misteriosos e constantes incêndios nas lojas dos turcos. Como na maioria das vezes não existia laudo conclusivo e sempre havia seguro feito dias antes, o jornal passou a chamá-los todos de “Turco Circuito”. Se era verdade ou não essa denominação, o tempo e as pesquisas futuras revelarão.
Mas voltemos ao que está acontecendo agora, os incêndios nos municípios e à falta de Unidades do Corpo de Bombeiros para atendê-los rapidamente! Os incêndios de hoje em lojas de Manaus, com prejuízos incalculáveis podem ser atribuídos ao calor excessivo e a problemas elétricos com sobrecarga em algum aparelho em tomadas. Mas não sou especialista no assunto e não posso garantir. Mas posso garantir que a não presença de unidades do Corpo de Bombeiros nos municípios do Amazonas é uma vergonha que traz prejuízos a todos. Ah, que saudades do coronel bombeiro e ex-comandante da Corporação, Franz Alcântara Marinho, que foi exonerado e acusado de desvios na corporação, tudo por questões políticas ocorridas na administração do Governador Amazonino Mendes. Talvez se ele tivesse continuado à frente dos Bombeiros e se houvesse vontade política, a maioria dos municípios já teria, pelo menos, uma base física do Corpo de Bombeiros Militar ou Civil, de forma voluntária, com treinamento e preparo para não deixar a floresta pegar fogo e combater os incêndios nos lugares mais distantes dos municípios do Estado.
O professor, na “pátria educadora”, sei que ainda ensina a transformar o impossível em razoável e, na medida do comportamento dos alunos e por puro interesse de abnegados e pessimamente renumerados profissionais que por amor ou por teimosia, se mantêm por pura vocação em sala de aula, ainda conseguem transmitir ao alunado como é possível para se viver em uma sociedade coletiva, com todos os respeitando as instituições reguladoras do viver, de forma igualitária, comunitária, sem egoismo, com respeito mútuo entre todo. Os professores da “pátria educadora”, hoje sem muita educação ética, moral, social, política e ou de planejamento a curto, médio e longo prazos, sei que não ensinam a produzir e a arremessar bomba, queimar bens públicos, invadir passeata pacífica e usar máscara para esconder o rosto das câmeras no big show de câmaras que regularam tudo no viver em sociedade. Para que isso? Não sei, mas deve ser por culpa do próprio comportamento irracional demonstrado durante a passeata de protesto pacífico contra uma mudança no modelo de educação que deseja fazer o Governo de São Paulo.
Tudo isso de vandalismo e sandice ocorreu na manifestação dos professores contra mudanças no processo de ensino/aprendizagem proposta pelo governo paulista. O protesto começou às 8 horas no Largo do Batata, criticando a gestão do governador Geraldo Alckmin. Portando cartazes de protestos, a manifestação pacífica teve início às 10 horas. Estudantes saíram em caminhada e fecharam a Avenida Faria Lima, meia hora depois interditaram a Marginal Pinheiros, que foi liberada pela PM 30 minutos depois. As 12:15 chegaram ao Palácio dos Bandeirantes, sede do Governo estadual. Ás 13 horas, mascarados começaram a jogar pedras e rojões contra a sede do Palácio e contra os policiais militares, que revidaram com bombas de gás lacrimogênio. Depois, “alunos marginais”, seguiam reunidos em frente a portaria 2 do Palácio, na Avenida Morumbi e começaram a chutar e balançar os portões.
Não tenho elementos suficientes para afirmar ou negar se o que o Governo do Estado esteja certo ou errado no que está desejando fazer, o que está propondo fazer no setor educacional do Estado, ou se a medida causará fechamento de Escolas ou não. Não tenho elementos para analisar as medidas, mas versões conflituosas do Sindicato dizendo que sim; do Governo, dizendo que não, foi o motivo da passeata pacífica que terminou em baderna.. De uma coisa, porém, estou certo: os professores da “pátria educadora” sem muita educação, respeito, condições de trabalho não ensinam em sala a produzir e arremessar bombas, muito menos usar máscaras para esconder seus rostos das câmeras. Ah, isso não. São todos supostamente alunos “marginais mascarados” que arremessaram bomba no jardim do Palácio do Governo..
Os mestres, que já foram respeitados no passado, tanto no aspecto salarial como moral e eticamente, hoje trabalham mais amor ao ensino e nem sempre muita competência. Todos são pessimamente remunerados, enfrentam violência e ameaça direta em sala de aula. Exercem suas atividades em muitas escolas com piso de barro, sem muita ventilação, com falta de diversos itens. Ah, tempo bom em que se usava mimeógrafo para imprimir provas usando álcool. Mesmo fazendo cotas para compra de papel A-4, os alunos não reclamavam porque tinham prazer em estudar.
Depois das provas impressas, os professores tinham o maior cuidado para a prova não vazasse aos alunos. Tudo era destruído, queimado inclusive a prova datilografada no papel do mimeógrafo. Não se podia descartá-la no lixo porque os preguiçosos alunos vasculhavam-no em busca de “alguma pista” para se dar bem na prova. Ah, tempo bom quando o aluno entrava em sala só para estudar! Esse tempo não volta mais, ficou no passado. A realidade agora é outra: muito direito e poucos deveres e responsabilidades aos alunos. A cópia, o ditado, a tarefa para casa desapareceram, foram abolidos não sei por qual razão ou motivo didático que justifiquem sem extermínio sem dor nem piedade.
Hoje, os alunos reclamam e protestam contra tudo, até contra o que não conhecem profundamente, exercendo seu protagonismo juvenil, simplesmente. Lembro-me o episódio de um professor do Solon de Lucena, fora preso, levado para a antiga DOPS. O advogado e deputado estadual respeitado até os dias de hoje, Francisco Guedes de Queiroz, ao retirá-lo da prisão perguntou ao mestre, descendo a imensa escadaria do prédio onde se localizava a extinta polícia política chamada de Delegacia de Ordem Política e Social, se alguma vez ele já tinha lido a Lei de Segurança Nacional, contra a qual discursava na Praça da Matriz: “ainda não a li. Mas como todos são contra, eu também sou”. Queiroz apenas riu e continuou descendo a escadaria, levando o professor e recomendando-o: “vá para a casa e esqueça tudo porque eu cuido disso!”
De uma coisa, contudo, estou certo: no calor das discussões, há exaltações de parte a parte, mas não é caminhando rumo ao confronto, ao enfrentamento, à baderna, que se chegará a uma conclusão: os dois lados podem estar certos ou errados. Implantar o que o Governo estudou por técnicos burocráticos nem sempre com muito esmero, deve merecer ponderações dos professores que estão na ponta do processo educacional, para não existir confronto e ninguém depois venha dizer “viu como estava certo”, ou “viu como eu disse que não daria certo”.
O diálogo é o melhor caminho!
Muita água podre ainda vai rolar pelo duto da corrupção das torneiras da Petrobras, pelas falhas nos controles financeiros do Governo, pelos eficientes cruzamentos de informações para “apertar” e cobrar impostos do contribuinte comum, sufocado por tantos tributos e contribuições e deixar livres dessa mesma rigidez ridícula, burocrática e ineficiente uma parte da classe política corrupta, até que alguém venha se conscientizar que o momento pelo qual passa o Brasil é muito grave, delicado e perigoso.
Não é, portanto, o momento de se exigir prova de honestidade de ninguém, porque quase ninguém a teria para provar, principalmente o arrogante e prepotente presidente bambu (enverga mais não quebra) da Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Cunha. É o momento, sim, de a sociedade como um todo, mesmo apodrecida, se unir e enfrentar o problema, apoiando o Governo e não permitindo novo golpe militar ou o que quer que venha a acontecer e seguir em frente.
O Brasil vai melhorar. Mas, no momento, está passando por uma ligeira turbulência política, financeira, ética e moral e, como todo piloto em situação de risco, a presidente Dilma Rousseff precisa conduzir a aeronave chamada Brasil com muita calma e paciência para evitar que venha ao chão. É momento de união em torno de um ideal e não o de cobrar prova de honestidade, porque quase ninguém a tem. Nem no Governo ou entre alguns políticos federais e senadores! O país está com economia parada e vive uma total falta de ética, de moral institucional e de governabilidade também. Tudo isso junto, pode se transformar em nitroglicerina pura a ponto de explodir, mas não acredito em intervenção militar para restaurar o processo de governabilidade, como ocorreu no passado e durou mais de 20 anos.
Segundo os conceitos mais divulgados, a moral seria um conjunto de regras adquiridas através da cultura, educação, tradição e do cotidiano e quase nada disso conseguimos visualizar no Brasil de hoje. Traduzindo melhor, a moral seria etimologicamente usada para definir a palavra latina “morales”, que se origina do conceito relativo aos costumes de um povo. E bons consumes é o que menos temos no momento porque os valores morais da sociedade apodreceram e, como tudo o que surge a partir dessa sociedade podre, inclusive partidos políticos, já nasce podre e cheios de vícios também. A base moral da sociedade foi corroída pela corrupção em todos os sentidos Primeiro, a sociedade terá que adquirir os antigos, velhos e verdadeiros conceitos de ética e moral para que alguém possa usá-la com autoridade.
Na atual conjuntura política do Brasil, ninguém tem moral para cobrar moral de ninguém, nem mesmo a presidente da República, como vez em seu discurso no nordeste, aplaudida em um congresso da CUT. Reivindicar moral é um direito que a presidente tem, mas teria que dar bom exemplo de governabilidade e de ações políticas em torno do projeto político do partido e não se dobrando à chantagem política de partidos políticos fisiologistas, sem ideologia, sem princípios, moral e todos falando em nome dos eleitores, mas agindo em torno de seus próprios interesses, apenas.
Muitos políticos de hoje com mandatos, se escondem por trás do véu da impunidade e da arrogância. Certo mesmo estava o ex-governador do Amazonas, Paulo Pinto Nery, quando na década de 80, ao responder à jornalistas sobre a vinda do ex-governador Gilberto Mestrinho para o Amazonas, fundar um partido e disputar as eleições, respondeu:
“Podem existir até mais de 100 partidos políticos registrados no TSE do Brasil, com várias matizes e ideologias e recebendo verbas do fundo partidário. Contudo, na hora de disputar cargo majoritário, sem qualquer ideologia se união em torno de interesses por cargos e não por programas partidários e ideologias comuns. No final, restarão somente dois: o que está no Poder e com fome e quer continuar comendo e todos os outros que se unirão para comer o resto do bolo, se unindo por cargos e se passarão a ser todos demagogos!”
Não é que o ex-professor da Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Amazonas, estava certo? O problema do Brasil, em parte, reside na Constituição parlamentarista para um Governo presidencialista. Há muita troca de cargos por votos e não por programas partidários e ideologias de política de poder. Nenhum partido se salva, embora alguns se anunciem como diferentes, só porque ainda não assumiram o poder! Agora, Eduardo Cunha nega que esteja trocando a não cassação da presidente Dilma Rousseff em troca de sua não cassação na Câmara. Mas será mesmo?
Perguntar não ofende. Apenas incomoda, irrita e maltrata muito: quando é que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, renunciará seu mandato, atendendo ao pedido feito por deputados de 7 partidos diferentes na Casa? No caso do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff e de seu vice Michel Teme, quem assumiria, Eduardo Cunha? Que moral teria Eduardo Cunha para comandar o Brasil? O presidente da Câmara quer entrar para a história como o todo poderoso corrupto denunciado pelo Supremo, que cassou a presidente Dilma Rousseff, pelas chamadas “pedaladas fiscais” - empréstimos em brancos públicos e privados para financiar o Governo. É um corrupto comprovado em inquérito realizado por procuradores da Justiça da Suíça querendo cassar o mandato por “pedalada fiscal”, só porque a presidente Dilma Rousseff, para perder peso, aderiu o uso da bicicleta em Brasília!
E os 5 milhões que o presidente da Câmara, nega ter recebido de propinas da Petrobras? O desvio do valor está comprovado pelo envio de suas contas mantidas “secretas” na Suíça em nome da esposa e filhas! Esse comportamento não seria mais grave do que as “pedaladas fiscais”, realizadas também por outros presidentes antes de Dilma Rousseff, durante seu governo? E por que o TCU não observou isso antes e alertou ao Governo, já que era uma prática rotineira? Não estou minimizando o que foi realizado e nem querendo justificar nada, muito menos defendendo a presidente!
Perguntar não ofende, Incomoda e irrita muito aos que defendem a teoria do “quando pior, melhor”, porque entendem que pior do que está o país não pode ficar, mas pode sim! O Brasil vive uma grande crise política, ética, moral, institucional, governamental e financeira. Estamos afundando em um mar de areia movediça e as vaidades pessoais continuam ficando acima dos interesses nacionais. Nada mais se fala sobre o Pré-Sal, educação, habitação, saneamento básico, enfim, não se pensa mais no futuro do país, Cada um quer salvar sua própria pele, Isso é ridículo!
Ao observar e analisar atentamente as últimas pedras retiradas e incluídas no tabuleiro do xadrez político e as movimentações de liminares no STF, estou quase certo que tanto o impeachment da presidente Dilma Rousseff como, a renúncia do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, terminarão em uma grande pizza que se degustará com refrigerante! Elementos para retirar o deputado da presidência da Câmara Federal existem até demais. A presidente Dilma Rousseff não vive um bom momento político, Muito menos o deputado Eduardo Cunha tem moral para determinar como se dará o processo de cassação contra a mandatária da Nação. Dilma já gritou em discurso que retirá-la do cargo agora, seria um Golpe!
Golpe ou não, as “pedaladas fiscais” ficaram comprovadas pelo Tribunal de Contas da União. Bancos oficiais e privados financiaram gastos públicos do governo, o que é proibido, mas ocorreu! Contudo, temo que a permanência do deputado Eduardo Cunha conduzindo o processo contra Dilma, como pensou que poderia fazê-lo, é prejudicial ao processo político do Brasil. É um sujo querendo cassar um mal lavado.
Ainda bem que decisão do STF freou a ganância do parlamentar, contra quem a Procuradoria-Geral da União pediu a abertura de inquérito como um dos envolvidos em corrupção no esquema de desvios de recursos da Petrobras. Mesmo Eduardo Cunha mantendo toda sua arrogância, prepotência e achando-se o dono do cargo que ocupa por enganar seus pares prontificando-se a mentir de livre e espontânea vontade na CPI que investigava desvios na Estatal, antes mesmo que seu nome fosse citado e negando a existência qualquer conta secreta sua em qualquer outro país. As contas apareceram. E agora? O deputado federal, como fez Paulo Salin Maluf, continua negando suas existências. As contas, antes secretas, não tão secretas assim! Ele se eleger presidente da Câmara e quer cassar o mandato da presidente
Ah, ia esquecendo de fazer um pedido ao todo poderoso presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha: já que vossa existência nega a existência de qualquer conta no exterior, as transfira só a metade do valor que V. Excia. nega possuir em nome de sua família para a conta não secreta que a mantenho sempre com saldo devedor de aposentado por invalidez na agência 1300 da Caixa Econômica, por favor!
No dia 24 de outubro, Manaus completará 355 anos!
A história da cidade esconde vultos históricos,
jogados no lixo e conhecidos apenas por pesquisadores)
enaltece políticos populistas de ocasião
(autopromoção proibida por lei).
Para onde estamos caminhando?
O que passou virou história mal contada!
Ah, que saudade da grafia correta da rua Theodureto Souto!
Ah, que saudade de Fileto Pires Ferreira!
Thaumaturgo Azevedo, Antônio Bitencourt,
de Agnelo Bitencourt, de Waldemar Sholtz,
(espaços culturais “El Dorado” “Édem-Teatro,
da sala de teatro na Beneficência Portuguesa,
Mais recentemente, dos cine teatro Ypiranga, Guarany e Polytheama (Saudades de Adriano Bernardino, dono de cinemas que funcionavam em Manaus e empresário de grupos musicais famosos no passado). O que virá no futuro? Não sei!
Ah, que saudades do Igarapé do 40!
do Balneário do Parque 10,
do garapé do Mindu, serpenteando toda a cidade,
e desaguando limpidamente no Rio Negro!
Ah, que saudades das catraias ligando os bairros!
Ah, que saudades da cidade que vi morrer em meus olhos!
Ah, que tristeza pela nova cidade que vi surgir:
rica e miserável em torno do Distrito Industrial,
(palafitas ao lado de imponentes fábricas!)
Ah! A tristeza alcança olhos e deles, brotam lágrimas de dor!
(em forma de sangue derramado para construir as riquezas, que fizeram gerar a miséria de hoje!). Infectado por bactérias hospitalares incuráveis,
viverei por mais algum tempo e, depois,
como a cidade de Manaus, parecerei e não sei se serei pelo menos
lembrança na mente dos que sonharam ao meu lado!
Ah, não sei nem se viverei tempo suficiente para ver corrigida a placa de rua
Theodoro Souto para “Theodureto Souto”, (nome correto do libertador dos Escravos no Amazonas três anos antes da assinatura da Lei Áurea!)
Sou um escravo de mim mesmo: não fui alcançado
pela Lei Áurea e nem pelo Decreto de Thedureto Souto!
Sou um prisioneiro livre para pensar,
sofrendo decepcionado por pensar demais,
com a cidade vi surgindo na retina de meus olhos corroídos pela retina do tempo (usando óculos 7,5 graus bi focal
para poder ver melhor a Manaus que surgiu à minha volta!)