Nena Inanias, de Presidente Prudente/SP
Estudar, em qualquer idade, não é vergonhoso, é preciso e imprescindível à vida; procurar desculpas para não estudar e mudar e3 condição social e sair da mesmice vergonhoso! De vendedor de picolé, jornal, saco de guardar peixe no mercado, velas e flores em porta de cemitério do bairro do Morro da Liberdade a condição de professor Universitário, depois de ter passado pelo ensino de alfabetização, 5a a 8a, todas as séries do antigo segundo grau, concluído dois cursos superiores e duas pós concluídas, só o estudo determinado e constante foi o que usei! Muitas vezes cochilei e dormi durante as aulas, por estar cansado da jornada exaustiva de trabalho. Se eu consegui, todos podem fazer o mesmo!
Do Oiapoque, no Estado do Amapá, ao Chui, no Rio Grande do Sul, (https://www.google.com.br/search?client=opera&q=Mulher+decide+voltar+a+estudar+depois+de+anos+fora+de+sala+de+aula&sourceid=opera&ie=UTF-8&oe=UTF-8), como se dizia antes dos pontos extremos do Brasil, está cheio de exemplos de mudanças de vida através da educação. Não é a condição social da pessoa, pobreza, ou as suas dificuldades em se dividir entre a casa e o trabalho, que decide pelo não estudo. É a mente. A serra do Caburai, em Roraima, é agora o ponto mais distante do Brasil, segundo anotações do Capitão De Mar e Guerra, Braz Dias de Aguiar, Chefe da Comissão Brasileira Demarcadora de Limites do Brasil..
Não é a condição de nascimento, a pobreza, as dificuldades de comunicação que faz a pessoa não frequentar uma escola. É a própria anulação e abandono de seus propósitos e objetivos de vida, que não lhe permite ver o horizonte que se descortinará à sua frente, estudando. O estudo é como uma radical mudança da idade das travas ao estado da luz. A negatividade sobre essa possibilidade é que não deixa a pessoa ver que isso é possível! Mesmo com as dificuldades existentes, escolas precárias, professores desmotivados financeira e nem sempre com muito qualificação pedagógica sobre temas como transversalidades educacionais que tem que se dar de fora para dentro de sala de aula, discutidos e devolvidos em forma crítica à sociedade, nem sempre bem entendidos, explicados e bem explorados com os alunos.
Contudo, nada disso justifica a anulação da vida em todos os sentidos com o próprio desestímulo à volta aos estudos porque cresceu o número de alunos com mais de 40 anos, de avô analfabeta que decidiu estudar para ajudar o neto, de mãe que seguiu o caminho da filha e cursou a faculdade de Direito. No link https://www.google.com.br/search?client=opera&q=Mulher+decide+voltar+a+estudar+depois+de+anos+fora+de+sala+de+aula&sourceid=opera&ie=UTF-8&oe=UTF-8, existe até exemplos reais de pessoas casadas, com filhos, que passam a frequentar sala de aula.
Como educador, sempre acreditei que o a Educação pode transformar a vida de alguém e a minha foi transformada com determinação, força de vontade e coragem, dormindo pouco, estudando muito e trabalhando sempre. Conciliar trabalho, seja qual for o tipo, com Escola, não é fácil. Mas é possível! O Governo Federal oferece muitas formas de se acessar o ensino. O mercado de trabalho fará a separação dos bons e competentes, dos maus e incompetentes.
Como empregador, entrevistei muitas pessoas com diplomas que eram analfabetas e muitos com poucos estudos, mas com determinação, coragem e dedicação. Logicamente, deixava de lado o diplomado analfabeto e ficava com preferia os que tinham poucos estudos, mas que queriam apender. Não é somente o Estudo que decide um emprego, mas competência, coragem e força de vontade em aprender. Como educador, essa era, foi e sempre será minha missão: aprender com quem quer me ensinar e ensinar com quem deseja aprender. Nunca desistirei de ensinar os que me pedem ajuda e de aprender com o que menos sabem porque o processo de educação é infinito. Por mais que se pense que se sabe, tudo, sempre pode ficar uma lacuna aberta para se aprender um pouco mais.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
terça-feira, 11 de agosto de 2015
HISTÓRIA DO FECANI DEVE CONTINUAR!
(Manolo Olímpio e Bruno Azedo)
O Festival da Canção de Itacoatiara – Fecani, não pode e não deve morrer, depois de 30 anos!
Lembro-me bem como tudo começou e a crise que atingiu financeiramente o Brasil e o Amazonas, não pode e não deve servir de desculpas para o Governo do Estado não investir no Fecani porque não falta verba para o Festival Folclórico de Parintins. A Secretaria de Estado da Cultura, que tanto se empenha para conseguir patrocínios para o Festival de Parintins, não tem o mesmo empenho para a realização do Festival da Canção de Itacoatiara.
Usava calça jeans, óculos estilo Jonh Lennon, cabelos encaracolados e barba preta quase alcançando o meio de meu peito, trabalhando no Jornal A Notícia, em Manaus, aos 22 anos! Atendia aos chamados de Manolo Olímpio ou de Bruno Azedo, que trabalhavam no setor cultural, com o artista plástico Jair Jackmont. Eles me falavam e me pediam opinião sobre a ideia de criar um Festival da Canção no Município de Itacoatiara. Queriam transformar Itacoatiara em uma referência musical, como o Município de Parintins se transformou em sinônimo de turismo cultural dos bois bumbas Garantido e Caprichoso! E conseguiram, mas tudo pode morrer!
Embarquei no sonho de Manolo Olímpio e Bruno Azedo, talvez porque como eu, também usavam tênis e calças jeans, camisas de meia e eram simples. Fundaram a Associação dos Itacoatiarenses Residentes em Manaus (AIRMA) e no ano de 1994, com muitas dificuldades e falta de patrocinadores, promoveram o 1º Festival da Canção de Itacoatiara. Em 2014, o Fecani completou sua 30º Edição, mas tudo começou com o sonho de dois jovens idealistas que sonharam com o povo de Itacoatiara e conseguiram realizar o primeiro Festival da Canção de Itacoatiara, há 29 anos passados.
E pode morrer também, por falta de patrocínio e, principalmente; de interesse do Estado! Com umcusto estimado em um milhão e quinhentos mil reais, hoje, há 40 dias o Governo do Estado repassaria esse valor e não aconteceu. Em cima da hora, anunciou que Secretaria de Estado da Cultura repassaria só 500 mil reais, apenas. A Prefeitura Municipal de Itacoatiara, segundo seus organizados, não investe nada e tudo pode morrer agora! Manolo Olímpio e Bruno Azedo agregaram ao festival, outros eventos culturais e fizeram isso.
No III Fecani, fui jurado em um evento de poesias e conheci um jovem poeta excepcional, Francisco Calheiros, todo vestido de branco, declamando um poema em um tablado de madeira. Estava muito nervoso o poeta que surpreendeu a mim e ao poeta consagrado Jorge Tufic, que também compunha a mesa de jurados. Desejavam criar um Centro Cultural Marina Benalber e conseguiram. Em 2013, realizaram o 29º Concurso de Beleza na tenda cultural “Terezinha de Jesus dos Santos Castro”. Mas nada do que conseguiram fazer, parece que tenha merecio atenção do setor cultural do Estado. Esses dois jovens determinados tiveram só a ideia de criar a Associação para realizar o Festival: tudo começou com uma ideia na cabeça e uma realização no coração e pode morrer também, por falta de patrocínios e de interesse!
domingo, 9 de agosto de 2015
PAI JÁ FOI FILHO E SERÁ AVÔ! (HOMENAGEM AO DIA DOS PAIS)
Como todo pai já foi filho no passado e será avô no futuro e toda mãe foi uma filha e será uma avó depois.
De repente, pego-me vendo a foto de meu filho deslizando no escorredor na Escola de Alfabetização Floresta Encantada, presa na cabeceira da cama e lembro que me foi presenteada com um gostoso abraço no dia dos pais. Está ornamentada com pernas, mãos e moldura de cartolina feito pelas professoras,. Pego-me a pensando na foto e percebo que meu filho com dois dedos digita rápido no celular e, ainda, como foi difícil e prazeroso o curso de datilografia que fiz por um ano no Colégio Dom Bosco, promovido com recursos da Funabem. O padre Bruno Bianchini, colocava um banquinho por cima dos teclados, impedindo que os alunos vissem o que estavam datilografando durante o e ficava observando quem tentaria retirá-lo e ver as teclas da máquina. Tinha medo de me submeter à prova e recebe e fiquei um ano estudando, porque por duas vezes recusei-me fazer ser avaliado. Achava que não estava preparado e me recusava. A Escola de Datilografia era só uma das diversas atividades que se desenvolvia no Colégio Dom Bosco, no meio da década de 70, porque pelo mesmo projeto, também conclui cursos de padeiro, eletrônica, telegrafia, montagem de rádios transistorizados e outros que nem lembro mais.
Como estagiário no próprio Colégio Dom Bosco, produzia pães para a merenda dos alunos que aos finais de semana, frequentavam um outro projeto social: jogavam futebol! Lembro-me de minha mãe Josefa Costa, orgulhosa apontando com seus dedos calejados pelo terçado e cabo de enxada, por anos de agricultura na comunidade de Varre-Vento, a foto na primeira página do Jornal A NOTÍCIA, destacando-me no meio de outros meninos franzinos como eu: “Está vendo esse aqui na foto? É meu filho!”. Eu estava todo paramentado com avental no encerramento de um curso de padeiro! Acho que foi o primeiro e um dos maiores orgulhos com o qual presenteei minha mãe. Esse mesmo orgulho e talvez até maior, sinto quando vejo a foto de meu filho fardado descendo pelo escorregador de sua Escola de Alfabetização, presa a cabeceira da cama!
Graças ao curso de Datilografia que fiz, hoje uso e sinto os meus 10 dedos deslizando pelo teclado do computador, no qual escrevo essa crônica. Meu filho, com muita agilidade e usando só dois dedos e faz o mesmo que eu faço agora com meus 10. Incrível a agilidade que tem para escrever mensagens no celular! No dia da prova, datilografei 178 palavras em um minuto, sem erros, sendo o primeiro colocado da turma. Durante as aulas, era repetição constante de ASDFGÇLKJ, subia e descia diversas vezes, conhecendo sem ver os teclados da máquina. Depois se passava para juntar letras e, por último, formar palavras. O Dr. Maury de Macedo Bringel, dizia que datilografa tão rápido que só faltava sair fumaça da máquina que usava. Assim, graças a essa agilidade, permaneci mais de 6 anos no Jornal, escrevendo mais de 7 matérias diferntes por dia e como Assessor de Imprensa no Sinetram, até assumir à Superintendência, substituindo o Dr. Maury. Em parte ele tinha razão! Quando usava o aparelho de telex do Jornal para gravar matérias e enviá-las para outros jornais nos quais trabalhava como correspondente, terminava de digitar e o telex continuava trabalhando sozinho e registrando as letras que havia datilografado no teclado do telex, pelo qual também se recebia notícias, na época. Ao fazer isso, usava uma fita para gravar letras em furinhos e depois repassá-la aos jornais. Antes, se tinha que fazer uma ligação telefônica para enviar o texto pela fita. Era mais rápido. O demorado era completar a ligação telefônica. O Dr. Malry de Macedo Bringel foi quem pediu que o substituísse na Superintendência do Sinetram. Hoje, guardo gostosas lembranças e recordações do que ele me dizia. Aprendi muito do que sei com esse mestre da paciência, da sapiência e da filosofia que a vida lhe proporcionou com o avançar da idade! Era um mestre e assim que quero mantê-lo da memória e no coração!
Digo ao meu filho Carlos Costa Filho, hoje com 17 anos e já se preparando para se submeter às provas do ENEM, que o que aprendi em máquina de datilografia me abriu às portas para trabalhar como auxiliar de escritório e depois como “foca” e depois de formado, como jornalista no jornal A NOTÍCIA, o mesmo publicou a foto de um menino magricelo, paramentado, recebendo diploma de encerramento do Curso de Padeiro, que minha mãe guardava e se orgulhava em mostrar a quem desejasse vê-la. Nunca comentei esse fato e nem quis saber quem tinha feito a foto ou a matéria ou se ainda trabalhavam no jornal. Meu filho, que também será pai um dia e me fará avô e depois ele próprio também o será, deverá receber uma foto como a que me presenteou em sua inocência. Quando falo isso com meu filho, ele apenas ri porque nunca estudou datilografia, os tempos são outros e tenho que aprender com ele como essas mudanças se deram de forma tão rápida. Passamos da TV de tubo e válvulas à TV de Plasma e LED. Carlos Filho está estudando de manhã e de tarde, namorando e isso me deixa feliz! Não porque esteja namorando, mas porque chegou feliz da vida com um Boleto de pagamento em casa dizendo que faria o Curso de Direito, e seguiria a carreira do avô, Francisco Guedes de Queiroz, que também foi político por 26 anos no Amazonas do tio, advogado R. Rafael de Queiroz , funcionário da Petrobras e da mãe Yara Queiroz, servidora concursada da ALE/AM e em véspera de aposentadoria por tempo de serviço.
É...tudo isso que escrevo agora é só para você saber como me orgulho de tê-lo como filho como minha mãe – sua avó materna - sentiu orgulho de mim pelo curso de padeiro que fiz no passado. Hoje podemos lhe dar o que não tive...mas sua mãe também não veio de uma família rica, morou em casa alugada na Vila Rezende, por muito tempo, mesmo seu avô sendo político de destaque no Estado, seu bisavô sendo um próspero fazendeiro e dono “Baturité”, onde seu avô nasceu e viveu até vir para Manaus, estudar, trabalhar e se destacar. Sua mãe e eu nos enriquecemos de estudo, conhecimentos e com muito trabalho. A Fazenda “Baturité” foi a maior fornecedora de melancia pra Manaus nos anos 60.
Não importa qual profissão seguirá. A honra é um legado que adquirimos e morrerá conosco. A história registrará e destacará esse feito. Não importa o dinheiro, porque esse também acaba. A honra, caráter, dignidade, humildade, inteligência e conhecimento constante, sempre, nunca acabarão e ficarão na história para destacá-lo. Seja um bom pai e não esqueça: sua foto que tenho na cabeceira de minha cama, foi o maior troféu que recebi de sua infância e sei que ainda receberei outros, que me orgulharão muito mais ainda.
sábado, 8 de agosto de 2015
CORRIDAS DE RUA EM MANAUS - "CUMPRIMOS NOSSAS PAUTAS!"
Cumprir pauta na linguagem jornalística, é quando algum profissional é designado para escrever uma matéria sobre qualquer assunto! Foi o que aconteceu! Cumprimos nossas pautas.
Eu, por ser credenciado de A NOTÍCIA junto a 5a Seção de Comunicação Social da Polícia Militar, fui designado para cumprir pauta e escrever matéria sobre uma corrida clandestina que ocorreria na Avenida Djalma Batista, nas 8 pistas, a Avenida mais larga e deserta de Manus naquela época. O jornalista Luiz Octávio Monteiro, repórter policial no mesmo jornal foi cumprir sua pauta na Estrada da Ponta Negra, cobrindo outra corrida de rua, coisas comuns naquela época e que rendiam matérias. Na década de 80, com poucos fatos, até batida de carros sem vítimas, virava notícia!
Manaus era só uma pequena cidade onde viviam 642.492 mil famílias. As mais abastadas podiam desfilar com seus carrões do ano em (Fuscas, Chevettes, Maverikes e Corcel I (e alguns poucos outros importados), pelas ruas. Em plena avenida Eduardo Ribeiro, mulheres desfilavam com bobes e lenços nas cabeças, deixando o salão de beleza da Messody's. Os jovens das poucas famílias endinheiradas “envenenavam” os motores dos seus possantes para participar e vencer as corridas de rua. O envenenamento para ganhar mais potência nos motores a combustão, era feito em uma oficina de um famoso mecânico que funcionava na Avenida Costa e Silva. As áreas da Avenida Djalma Batista e a Estrada da Ponta Negra, eram as preferidas para essas disputas. Adolescentes subiam nuas nos carros e se apresentavam perigosamente aos espectadores. Ao final, eram aplaudidas pela coragem e sangue frio que tinham e os motoristas, reconhecidos e apontados nas ruas como “fera”.
A Avenida Djalma Batista, com suas oito pistas construídas com aterros de igarapés que serviam de balneários desapropriações de parte de alguns terrenos pelo prefeito coronel Jorge Teixeira de Oliveira, serviria naquela tarde para uma disputa clandestina entre jovens. Era uma farra! Por que estou escrevendo sobre corridas de rua? Porque vejo pela TV irresponsáveis corridas de motos e carros em rodovias do Brasil e sempre relembro do que ocorria em Manaus também e guardo na memória como se fosse uma fotografia em preto e branco, precisando ser pintada. Eu estou dando um colorido na foto.
Dentro do Quartel do Comando-Geral da PM, em uma área lateral do atual Palácio Imperial, na Praça Heliodoro Balbi, funcionava a Companhia de Polícia de Trânsito- Ciatran e combatia essas corridas. Também naquela época, o livro de Legislação de Trânsito se comercializava em bancas de revistas, o aluno lia e, quando se sentia preparado, comparecia ao Departamento de Trânsito e se submetia aos exames de psicotécnico, vista e, se aprovado, marcava a prova de Legislação. Fazia exame de rua e recebia sua CNH. A Ciatran ficou sabendo da corrida clandestina na Avenida Djalma Batista e, designado para cumprir a pauta, cheguei cedo, estacionei meu fusca no meio da Avenida e comecei a fotografar tudo. A Companhia de Trânsito da PM chegou um pouco antes da hora marcada do início da corrida, às 15 horas. Fechou a rua, estacionando su Veraneios, Fuscas, Chevettes usados na PM e outros no cruzamento da atual Avenida Efigênio Sales e outras no Boularvard Álvaro Maia, para impedir a fuga de todos que estivessem no perímetro. Eu estava lá! Estava feito o cerco. O aviso foi dado e os policiais, ao mesmo tempo, caminharam nas duas direções, uns subindo do Boulevar e outros descendo a Djalma Batista e se encontrariam em frente onde funciona hoje o Amazonas Shopping,
Como se fosse um participante da corrida, fui detido também, meu fusca recolhido ao Detran e segui para a Delegacia de Polícia, para prestar depoimento, como todos os que lá estavam correndo e não tiveram por onde escapar. Tive dificuldades para retirar o fusca do parqueamento do Detran;Am, mas, felizmente fui isentado das pesadas multas e pude dirigir meu fusca mais uma vez. O jornalista Luiz Octávio Monteiro, cumprindo outra pauta, fotografou uma adolescente totalmente despida, publicou na primeira página de A NOTÍCIA, com a tarja cobrindo suas partes íntimas, mas foi reconhecida pela família, repreendida, virou evangélica, casou e mudou de vida! Ela e outras adolescentes estavam exibindo seus capus para delírio dos espectadores que as assistiam e aplaudiam a performance de cada uma e também, pela coragem em subir nuas nos capus dos carros em alta velocidade e exibir seus corpos, nem sempre tão bonitos.
Eu, estava detido na Delegacia, liguei para o jornal e pedi que um carro fosse me buscar e o Luiz Octávio vendo as adolescentes nuas.Cumprimos nossas pautas jornalísticas!
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
CONSULTORIA E "CONSULTORIA"!
Felizmente existem empresas de consultórias sérias, honestas, honradas, acima de toda e qualquer suspeita, merecendo aplausos. Infelizmente, também existem empresas de “consultorias” desonestas, geralmente envolvidas com políticos, que não servem nem como papel higiênico para ser usado em banheiros, quanto mais para prestar consultorias, uma atividade séria, competente e ética. Às sérias, aplausos. Às desonestas, seus e sócios estão sendo recolhidos à prisão, um a um, na ação determinada do Juiz Federal Sérgio Moro, que está sofrendo pressões de tudo que é lado, mas não arreda o pé de sua missão de fazer cumprir as leis e a Justiça e mereceu até elogios do Ministro Celso de Melo, do STF, que teceu comentários à liberdade da imprensa, na democracia do Brasil. A democracia tem esses percalços, mas isso fará com que o Brasil cresça mais forte e ressurja das cinzas da mitológica Fênix, para voar livre da corrupção. Nada disso ocorreria no Governo Militar, porque a imprensa era censurada diretamente pu de forma velada e nunca aconteceu antes do Governo Dilma Rousseff, quando a corrupção sempre era varrida para baixo do tapete no famoso “não sei, não vi, não me comprometa”. Agora, está sendo apurada, “doa a quem doer”.
Mas, em Brasília, os açougueiros de plantão, querendo o piorar ainda mais o Brasil, voltaram a defender o impeachment da presidente Dilma Rousseff, depois da prisão do ex-ministro e fundador do PT, José Dirceu, condenado no “Mensalão” e investigado e preso na Operação Lava Jato pela prática do mesmo. Na Câmara dos Deputados, o presidente Eduardo Cunha (PMDB), rompido com o governo do PT que tem como vice-presidente Michel Temer, membro de seu partido, anuncia uma “pauta bomba”, porque também foi denunciado por um corrupto arrependido e que apresentou provas já aceitas e confirmadas na Justiça. O corrupto arrependido denunciou Eduardo Cunha, por também ter recebido dinheiro do esquema de corrupção na Petrobras. Como tentou fazer um acordo com o Governo para não prosseguir sendo investigado pela denúncia e não foi aceito, se rebelou, virou beicinho e declarou-se de oposição ao Governo PT. Só ele e o senador Color de Melo estariam envolvidos na corrupção, já que a Câmara Federal virou um grande balcão de negócios, acredito que tenham mais envolvidos.
Como diz a música de Raul Seixas, “tudo isso acontecendo e eu aqui na praça”, pensando nas famosas e muitas inescrupulosas empresas de “consultorias”. Alguém já fez uma análise detalhada dos fatos: sempre por trás de uma nova corrupção descoberta, está sempre uma empresa de consultoria de um ex-membro do elevado escalão do Governo Federal envolvida! Com tantos órgãos de controle financeiro que o Governo possui, espanta-me saber que vendi um apartamento em Manaus onde resido, depositei o dinheiro no banco pela manhã e, no horário da tarde, recebi uma ligação do banco, questionando-me sobre a origem do dinheiro que havia depositado, para ser informado à Coaf - Conselho de Controle de Atividades Financeiras porque ele queria saber a origem da movimentação “estranha na conta”. Santa paciência!
Tive que informar que a origem era da venda de um imóvel que comercializei financiado pela CEF para adquirir um outro à vista e tive que responder a outras perguntas sobre o mesmo assunto. Como, então, uma empresa de consultoria consegue receber milhões e até bilhões de reais, depositá-lo exterior, em paraísos fiscais e não ter nenhum tipo de controle sobre isso?! Será que a Coaf, que se apresenta como “Unidade de Inteligência Financeira do Brasil”, só quer saber da origem do dinheiro de trabalhadores honestos que ganham pouco para tributá-lo? Por que as empresas de consultorias não merecem um maior controle em suas movimentações financeiras?
Órgãos de controle financeiro no Brasil existem, mas parece que não funcionam de forma adequada e coordenada porque a corrupção está cada vez mais inteligente e sofisticada. Se continuar assim, pessoas com competência e seriedade pensarão duas vezes antes de decidirem criar empresas de consultórias porque poderão ser confundidos com pilantras também!
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
JUVENTUDE PERDIDA (BUSCA INÚTIL)
Vocês estão vendo
aquele velho chato, rabugento,
olhando-me fixamente pelo espelho da vida
buscando encontrar resquícios da
juventude que se foi rápida demais?
(usando de um óculos 7,5 graus!)
Se também viram como
vejo de forma míope, saibam: não sou eu!
Era apenas um velho
que viveu muito, sofreu muito,
trabalhou muito e não
aprendeu quase nada da vida.
Está aprendendo agora com a juventude conectada
(ou seria desconectada do mundo real?).
O velho que vejo tem cabelos e barba
cor de prata aos 55 anos!
Foi embora, me deu adeus com as mãos frágeis
sem encontrar nada!
Permanecerei procurando-a,
Sei que a encontrarei
algum lugar por onde andei,
esquina de rua que cruzei,
Ou a teria perdido algum banco de Escola, Faculdade
ou a teria abandonado entre os livros que li?
Sei que a deixei por lá,
mas não sei em qual lugar!
sábado, 1 de agosto de 2015
PRECE OU DELÍRIO AO RIO ANDIRÁ
(Dra. Iraildes Torres Caldas e ao poeta Alcides Werk)
Andirá, as belezas naturais que
escondes e preservas muito bem
não exista mais cá!
Destruíram que era belo
transformaram tudo
em asfalto e concreto!
Ah! Andirá! De Barreirinha,
dos poetas Thiago de Mello e Walcides Werk
(descreveram tua negritude e teus mistérios)
que se confunde em simbiose com a floresta e tuas águas
(simbiose perfeita!)
Ah, Andirá, do poeta! Da lua!
Das estrelas e dos cunhantãs que remam
refletindo em tuas águas a sombra das canoas,
deslizando sob as águas como
se fosse pluma ao vento!
Ah, Andirá!
Te permita ser estudado e preservado e
Permaneças assim, intocável e belo!
e não venhas para cá meu Andirá!
Não te exponhas tanto, tá?!
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