quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
CORRUPÇÃO TAMBÉM NO GOVERNO MILITAR
Pode parecer contraditório para o Golpe Militar de 64 no Brasil, mas o Ministro do Interior, coronel Mário Andreazza, ao tomar a decisão de concorrer à presidência da República pela Arena, contra Paulo Maluf e perder a disputa dentro do partido, na Convenção, era exatamente para desejava fazer: enfrentar a corrupção que estava existindo nas “camadas subalternas” do Exército. Sem esclarecer o que seriam as “camadas subalternas”, mas como sempre se referia assim para designar patentes mais baixas do Exército, deduzi que poderiam ser nos setores envolvidos em compras dos ranchos para os pelotões militares existentes, nos quais circulavam elevados valores monetários. O candidato Paulo Maluf foi derrotado no Colégio Eleitoral por Tancredo Neves (MDB) em sessão histórica transmitida pela TV, com parlamentares votando em plenário pela família, pelo Brasil e pelo futuro, o candidato do MDB venceu porque a Arena já estava muito desgastada. O resto é história e todos já conhecem o que veio depois. Pelo jornal DIÁRIO DO AMAZONAS, publiquei crônica dizendo que Tancredo Neves fora “o melhor presidente que o Brasil não teve”.
Mário Andrezza, depois de fazer a declaração, sempre escondendo um copo de whisky atrás das costas, quando terminava de presidir as reuniões da Suframa, muito prestigiadas na época, perguntava se alguém o estava gravando e em seguida, ameaçava “se alguém escrever e publicar o que estou dizendo, vou negar e seus jornais não circularão amanhã porque serão empastelados”. Com a imprensa toda censurada, ninguém publicava nada. Mas é certo que a corrupção também existia nas fileiras do Exército que, com o Golpe Militar contra o presidente João Goulart, prometeu que combateria e também ao comunismo. A corrupção é histórica, também alcançou a época do Império e é sempre prejudicial a todos, com obras e licitações superfaturadas, aditivos permitidos pela Lei 8666/93, pela falta de escolas, hospitais, habitação, saneamento, remédios, para não citar outros problemas advindo do mesmo esquema. Hoje, com a imprensa liberada, as denúncias vem a publico mais rapidamente, inclusive pelas redes sociais e todos se apavoram, porque junto vem a denúncia de que o Governo Federal implantará o comunismo no Brasil. E é para apavorar mesmo porque nem tudo não é a verdade que parece ser! O ridículo também tem limites! Caso alguém tenha alguma dúvida da historicidade da corrupção desde a época do império até os dias de hoje, consulte o link ((http://www.crato.org/chapadadoararipe/2009/09/29/dois-casos-de-denuncias-de-corrupcao-no-brasil-imperio-–-por-armando-lopes-rafael/). No livro de Leopoldo Bibiano Xavier, “Revivendo o Brasil Império”, pode encontrar mais detalhes sobre o processo de corrupção histórica no país.
O imperador Dom Pedro II não querendo ver o Brasil se transformando em um mar de lama, removeu o embaixador Barão de Penedo, de Londres para outro país, escrevera: “Consta-me que o empréstimo contraído em Londres o foi a 85,5% e não a 88%, porque houve 2,5% de comissão. Espero que o embaixador brasileiro não tenha recebido parte dela, e de nenhum modo posso consentir que ele o faça. Já que procedo do mesmo modo.” Barão de Penedo, era o embaixador Francisco Inácio de Carvalho Moreira, nascido na Cidade de Penedo, em Alagoas, em 1815 e falecido em 1o de Abril de 1906, no Rio de Janeiro. As propinas eram menores, os tempos eram outros, mas fica provado que a corrupção não teve início no Governo do PT. É histórica! Só os valores foram aumentando junto com as denúncias, coisa que não se podia fazer no Governo Militar.
Se os ex-presidentes militares sabiam do que ocorria nas “classes subalternas”, não tenho certeza, mas o coronel Mário Andreazza nunca escondeu que queria ser presidente da República para atacar os primeiros sinais de corrupção nas casernas. O envolvimento de ex-presidentes e autoridades em novas denúncias, negadas por todos os novos citados, me deixam a certeza que o jornalista Paulo Francis estava certo quando denunciara que bancos da Suíça estavam servindo de lavanderia para dinheiro de corrupção para diretores daa Petrobras. Se na época tivesse sido apuradas em vez de processarem o jornalista judicialmente, existiam provas da extensão da corrupção no Brasil. Exigiram provas do denunciante, mas não abriram inquérito para apurar o que ele dissera no programa “Manhatan Coletion”, gravado e transmitido de Nova York, pela Globo. A corrupção não apurada, hoje alcançou todos os governos, em todos os períodos da história, desde o descobrimento do Brasil.. Ela só vem mudando de rosto, cara e percentuais de valores envolvidos nas “negociatas”.
Hoje, o PT garante e insiste que toda doação que recebeu de corrupção foi legal e declarada à Justiça Eleitoral, talvez com notas fiscais e recibos não autênticos. Contudo o problema não reside nesse aspecto, mas na origem da doação porque se a origem foi elicita, o resto do processo contém um vício de origem primária. Como explicar e justificar as denúncias mais recentes contra ex-presidentes e o envolvimento de ex-ministros de outros países. Na delação premiada à Procuradoria-Geral da República, o ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró relatou casos de corrupção dentro da BR Distribuidora, subsidiária da Petrobras e apontou que manteve reuniões como diretor internacional da Estatal em 2008, quando foi exonerado do cargo, envolvendo políticos brasileiros e ministros argentinos em atos de corrupção. Os senadores Renam Calheiros (PMDB-AL), Fernando Collor de Melo (PTB-AL), investigados pelo STF por envolvimento na operação Lava Jato, os deputados federais Delcídio Amaral (PT-MS), preso por ordem do STF por tramar a fuga de Nestor Cerveró por “questões humanitárias”. As denúncias de corrupção envolveriam o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, ministros do antigo governo uma transação envolvendo a compra pela Petrobras de uma empresa de energia da Argentina, que também envolveriam até ministros do “pais hermano”.
A declaração foi desqualificada por todos os políticos, como já era de se esperar. Mas onde tem fumaça, existe fogo também. O jornalista Paulo Francis, morreu de depressão depois de condenado pela justiça americana a indenizar à Petrobras em vários milhões de dólares. Contudo, ele estava certo. Como escrevi nessa crônica, a corrupção é histórica e não começou no Governo do PT, mas se fez presente com maior ou menor intensidade e visibilidade na história do Brasil, mas pode ser amenizada no Governo de Dilma Rousseff. Com toda a imprensa sendo censurada durante o Governo Militar, nada era divulgado, embora os jornalistas soubessem de sua existência. O empastelamento de jornais que mencionei nessa crônica era simplesmente a destruição das rotativas que imprimiam os jornais, o que ocorreu diversas vezes no Brasil e também no Amazonas.
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
A INFLAÇÃO DE DOIS DIGITOS TAMBÉM VEIO A MINHA CASA
Acompanhada por fuzis e metralhadoras “amados ou não”, como escreveu Geraldo Vandré, na música “Para não Dizer que não Falei de Flores”, a inflação de dois dígitos bateu a porta de todos os brasileiros consumidores. Antes que a bala perdida disparada pelos que lhe acompanhavam e fosse registrada em alguma delegacia da periferia como “auto de resistência” como tem sido muito comum nas periferias, lhe abri a porta e permiti que entrasse, olhasse tudo vazio na dispensa e, ao sair, fiquei com uma certeza: como ocorria no passado, nada do que sobe no período de entressafra e baixa mais na safra, como ocorria antes. Não dizer por quanto tempo será assim ou se será apenas sonho de verão ou seria um pesadelo de inverno? Talvez sejam os dois ao mesmo tempo porque no verão, os preços sobem e no inverno sobem também. De centavo em centavo, os reajustes de preços são feitos na cara do freguês. A volta da maquineta de remarcação de preços, que fora aposentada e caiu em desuso por vários anos, a encontrei em um supermercado em Manaus, filmei e postei no facebook. É lamentável!
Os desmandos do Governo no processo da condução econômica, admitidos pela presidente Dilma Rousseff, também atingiram outros setores da vida social, matando outros valores cotizados da sociedade plural, individualizada por cores, segregada por opção sexual e dividida como se fossem castas indianas. A sociedade ´brasileira é resultante de vários povos, culturas e etnias. Contudo, está sendo esfacelada e dividida, junto com a destruição de outros valores morais, éticos, políticos e sociais. O descaso econômico, atingiu um processo inflacionário galopante, com a volta do temido “dragão da inflação”, derrotado durante o Plano Verão criado pelo Ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso e outros pensadores. Uma parte da classe política em esferas mais elevadas, que representam seus próprios interesses mediáticos e não pensam como uma sociedade coletiva, com diferentes pensamentos e tendências ideológicas, como deveria ser. Os grupos, composições e alianças políticas são formadas unicamente objetivando alcançar o poder e nada mais. A sociedade apodreceu no pé e parece que esqueceu que está agonizante e tende a morrer pela falta de hospitais, escolas, médicos, remédios, habitação, segurança e saneamento ou simplesmente por uma bala perdida que sempre encontra alguma vítima em sua trajetória. “Dragão da Inflação”, era como se chamava no passado o processo inflacionário, que chegou ao patamar mais de 900% ao mês.
Apesar de todos os desmandos econômicos, de degradação moral, ética e política, não sou favorável à volta do Regime Militar e nem o defendo como muitos fazem pelas redes sociais. Não sofri nada físico durante o Regime que depôs João Goulart e tomou posse do Brasil em 64. O vivi, aos 18 anos, a partir de 1978, no tolimento de escritos, quando comecei a trabalhar como “foca”, em A NOTÍCIA, ainda sem ter cursado o primeiro período do curso de Comunicação Social na UA – Universidade do Amazonas e atualmente UFAM. Era a única Faculdade que existia e há 40 anos, abriu a primeira turma do curso de Comunicação Social. Não lembro se foi na primeira ou segunda turma da UFAM que ingressei. Hoje, existe uma proliferação de Faculdades particulares. Algumas, formam muito bem seus profissionais; outras, expedem diplomas para “analfabetos” de terceiro grau. Essa realidade também é muito triste. Reprovava “doutores” durante as entrevistas para empregos, passando-lhes simplesmente um “ditado” e terminava por escolher pessoas que tinham apenas o ensino médio completo e que demonstravam querer aprender. Formei uma boa equipe de colaboradores e muitos deles ocupam cargos chaves na instituição que dirigi por 12 anos, até minha aposentadoria por invalidez em 1996, vítima de empiema cerebral, seguido de duas infecções hospitalares incuráveis. Tenho orgulho do que fiz e não me arrependo de nada e faria tudo de novo! Ah, por fim, a inflação foi embora e fui à feira, com minha esposa. Constarei que também não se pode mais se usar a frase que definia o preço baixo de algum produto no passado - “está mais barato do que banana” -. O preço da banana em cacho também subiu muito, está também pela hora da morte, se é que morte tem hora para vir nos buscar para junto de Deus ou do diabo, dependendo de como se vivemos na terra.
Mesmo com todos os defeitos de falir um banco em sua reeleição, sinto saudades de quem “degolou o dragão da inflação”, porque parece que não ficou bem morto e enterrado. O “dragão da inflação” conseguiu emendar sua cabeça e voltou a sobrevoar as lembranças dos consumidores que viveram esse período e atormentar a todos, de novo! Mas não é mudando um Governo que vai se resolver o problema. É preciso mudar a mentalidade da sociedade coletiva!
segunda-feira, 11 de janeiro de 2016
TEMPO INVISIVEL
Dentro do tempo invisível,
(que aprisiona a todos, indistintamente),
a solidão caminha pelas ruas,
visita lugares, bebe em alguns, desiste de outros e
o vai passando e me envelhecendo.
Contudo, como um teimoso que sou
continuo caminhando rumo ao contro da morte!
(dentro de uma de invólucro de vidro transparente)
Nem rápido e nem lento demais, é meu caminhar.
(não marcamos nenhum algum. Temos um acordo e
nos encontraremos, apenas, como se fosse ao acaso!)
É a única cerveja que tenho porque me deixou saber disso.
(O tempo apenas se permite sentir;
não se deixando ver por completo
para não ser descoberto em sua rápida existência!)
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
ENCONTROS E DESPEDIDAS
Os encontros são maravilhosos; as despedas, não! São tristes. Deixam uma certeza: toda despedida feliz vem antecedida de uma despedida dolorosa e triste. Se não existisse essa dualidade, ns vida, defendida no livro filosófico O HOMEM DA ROSA, lançado em 1998 na Bienal Internacional do Livro. Conheci e revi o advogado Márcio Moraes. O Dr. Márcio foi um cicerone perfeito, me levando ao Centro de Convenções para o lançamento e depois me apanhando para almoçarmos juntos. Na visita, almoçamos juntos de novo, com minha esposa Yara Queiroz. Mas o que seriam os desencontros da vida se não existissem para nos fazer lembrar de momentos agradáveis devem ser guardados em fotos e, principalmente, no coração. Depois, vem o momento triste pela despedida, porque ninguém veio para ficar eternamente. A saudade que nos fica não nos deixa fácil! Fiquei assim, feliz com a chegada e triste com a partida, quando recebi no hall do Hotel Elegance, no RJ, a visita do amigo virtual que se tornou real.
O advogado Roberto Fraga Júnior, foi o primeiro a visitar-me no hotel e o único que se manifestou quando pedi ajuda pelo facebook para um tratamento psicológico para promover o encontro dos dois “eu´s” que habitam em mim. Dos 16 aos 46 anos de idade, só comandei órgãos em diversas funções, Como aposentado por invalidez 46 anos. Tenho que aprender a receber ordens. O encontro desses dois “eu´s” estava difícil e pedi de ajuda de um profissional de psicologia. Roberto Fraga Júnior, compartilhou e pediu que me ajudassem, mas foi o único. Consegui ajuda e estou em tratamento para promover esse difícil encontro.
Só lia as crônicas que escrevia e publicava no facebook, blog carloscostajornalismo e Recanto das Letras, além de outros locais em que sou republicado por pura manifestação de carinho das pessoas. Foi ao hotel e proporcionou-me um jantar no Restaurante Caramelo, de massas. Caminhamos a pé pela calçada, conversando. O restaurante ficava no mesmo quarteirão. Roberto Fraga Júnior contou-me que durante um exame de rotina, soube que possui um tumor benigno no cérebro e fez tratamento. Me chama de “mestre” e lhe respondo que já tinha sido mestre em curso de Serviço Social em Manaus, mas era apenas um aprendiz dos ensinamentos da vida como ele também o é! Seu pai, que o indicou para mim por ter se identificado com a forma que escrevo, embora desejasse conhecê-lo, continua sendo só virtual. Uma pena!
Ah, ainda teve a advogada Luana Cândido, seu esposo Ruan Madeira e o filho do casal Dimitri Madeira, os quais levamos para ver a queima de fogos na praia, no Habbib´s, em Copacabana. Luane, era amiga de minha esposa, não conhecia. Dirigiu o automóvel e nos levou à Região dos Lagos. Visitamos as praias de Búzios e Cabo Frio. Na ida e na volta, muito trânsito na BR. Muitos turistas nas pequenas cidades litorâneas da Região dos Lagos e parece que todos os automóveis decidiram retornar ao mesmo tempo e na mesma hora. No retorno, foi uma demora, maior do que na ida.
O Dimitri Madeira ficou sentado em sua cadeira de viagem. Eu, minha esposa demos mamadeira, brincamos, demos brinquedos para ele. Muito queto e rindo o tempo todo, parecia se divertir também. Um dia antes de retornarmos a Manaus, recebi a visita no hotel de minha tia Maria Auxiliadora Costa, da minha prima Rosilne da Costa Martins, “a Rose” seu esposo Alexandre Cavalcante Maranhão, suas filhas Isabelle Martins Araújo e Maria Clara Martins Maranhão.
Isabelle, a vi engatinhando pela casa da tia, há 22 anos, na primeira viagem que fiz ao RJ para cursar especialização em Assessoria de Comunicação e Marketing Empresarial. A emoção foi tanta, nos abraçamos tanto, a saudade era tanta que desse encontro tão significativo para mim e para minha tia, que me presenteou com o primeiro dicionário que tive na vida pelo dia do meu aniversário, em fevereiro, nada registrei em foto. Fiz o registro apenas no coração, lembrança e guardarei para sempre na retina de meus olhos: minha tia chegando aos 70 anos, os recebendo na porta do hotel e levando-os ao apartamento 521 do Elegance. Depois fiquei me lamentando e comentei com a Rose por whatsapp que “com vários celulares no local, ninguém havia se lembrado de registrar o reencontro”. “Teremos outras oportunidades, ainda”. “Não sei se teremos”!
A viagem ao RJ para assistir ao Reveillon, começou a ser programada em março com a compra das passagens e o pagamento do hotel. Na praia, pelo gesto emblemático das mãos das pessoas de branco, mandando o ano de 2015, cheio de problemas, embora e chamando com gestos também nas mãos como se fosse de “vem” para o 2016, os 16 minutos de fogos de artifício disparados de balsas no meio do mar, em um lindo e emocionante espetáculo, fiquei triste porque os problemas estruturais, políticos, econômicos e de falta de ética que se abateu sobre uma parte da classe política brasileira, envolvida em corrupção na Petrobras, recomeçarão iguais ou piores depois do carnaval.
Naquele momento, tive a certeza: a ano de 2015 já foi tarde! Os problemas foram transferidos e começarão depois do Carnaval de2016 porque tudo no Brasil só começa e termina depois das folias do Rei Momo. Mesmo assim, alguns reajustes de tarifas públicas começaram a ser cobradas no primeiro dia útil do ano novo, com velhos e conhecidos problemas morais e imorais de 2015!
O advogado Roberto Fraga Júnior, foi o primeiro a visitar-me no hotel e o único que se manifestou quando pedi ajuda pelo facebook para um tratamento psicológico para promover o encontro dos dois “eu´s” que habitam em mim. Dos 16 aos 46 anos de idade, só comandei órgãos em diversas funções, Como aposentado por invalidez 46 anos. Tenho que aprender a receber ordens. O encontro desses dois “eu´s” estava difícil e pedi de ajuda de um profissional de psicologia. Roberto Fraga Júnior, compartilhou e pediu que me ajudassem, mas foi o único. Consegui ajuda e estou em tratamento para promover esse difícil encontro.
Só lia as crônicas que escrevia e publicava no facebook, blog carloscostajornalismo e Recanto das Letras, além de outros locais em que sou republicado por pura manifestação de carinho das pessoas. Foi ao hotel e proporcionou-me um jantar no Restaurante Caramelo, de massas. Caminhamos a pé pela calçada, conversando. O restaurante ficava no mesmo quarteirão. Roberto Fraga Júnior contou-me que durante um exame de rotina, soube que possui um tumor benigno no cérebro e fez tratamento. Me chama de “mestre” e lhe respondo que já tinha sido mestre em curso de Serviço Social em Manaus, mas era apenas um aprendiz dos ensinamentos da vida como ele também o é! Seu pai, que o indicou para mim por ter se identificado com a forma que escrevo, embora desejasse conhecê-lo, continua sendo só virtual. Uma pena!
Ah, ainda teve a advogada Luana Cândido, seu esposo Ruan Madeira e o filho do casal Dimitri Madeira, os quais levamos para ver a queima de fogos na praia, no Habbib´s, em Copacabana. Luane, era amiga de minha esposa, não conhecia. Dirigiu o automóvel e nos levou à Região dos Lagos. Visitamos as praias de Búzios e Cabo Frio. Na ida e na volta, muito trânsito na BR. Muitos turistas nas pequenas cidades litorâneas da Região dos Lagos e parece que todos os automóveis decidiram retornar ao mesmo tempo e na mesma hora. No retorno, foi uma demora, maior do que na ida.
O Dimitri Madeira ficou sentado em sua cadeira de viagem. Eu, minha esposa demos mamadeira, brincamos, demos brinquedos para ele. Muito queto e rindo o tempo todo, parecia se divertir também. Um dia antes de retornarmos a Manaus, recebi a visita no hotel de minha tia Maria Auxiliadora Costa, da minha prima Rosilne da Costa Martins, “a Rose” seu esposo Alexandre Cavalcante Maranhão, suas filhas Isabelle Martins Araújo e Maria Clara Martins Maranhão.
Isabelle, a vi engatinhando pela casa da tia, há 22 anos, na primeira viagem que fiz ao RJ para cursar especialização em Assessoria de Comunicação e Marketing Empresarial. A emoção foi tanta, nos abraçamos tanto, a saudade era tanta que desse encontro tão significativo para mim e para minha tia, que me presenteou com o primeiro dicionário que tive na vida pelo dia do meu aniversário, em fevereiro, nada registrei em foto. Fiz o registro apenas no coração, lembrança e guardarei para sempre na retina de meus olhos: minha tia chegando aos 70 anos, os recebendo na porta do hotel e levando-os ao apartamento 521 do Elegance. Depois fiquei me lamentando e comentei com a Rose por whatsapp que “com vários celulares no local, ninguém havia se lembrado de registrar o reencontro”. “Teremos outras oportunidades, ainda”. “Não sei se teremos”!
A viagem ao RJ para assistir ao Reveillon, começou a ser programada em março com a compra das passagens e o pagamento do hotel. Na praia, pelo gesto emblemático das mãos das pessoas de branco, mandando o ano de 2015, cheio de problemas, embora e chamando com gestos também nas mãos como se fosse de “vem” para o 2016, os 16 minutos de fogos de artifício disparados de balsas no meio do mar, em um lindo e emocionante espetáculo, fiquei triste porque os problemas estruturais, políticos, econômicos e de falta de ética que se abateu sobre uma parte da classe política brasileira, envolvida em corrupção na Petrobras, recomeçarão iguais ou piores depois do carnaval.
Naquele momento, tive a certeza: a ano de 2015 já foi tarde! Os problemas foram transferidos e começarão depois do Carnaval de2016 porque tudo no Brasil só começa e termina depois das folias do Rei Momo. Mesmo assim, alguns reajustes de tarifas públicas começaram a ser cobradas no primeiro dia útil do ano novo, com velhos e conhecidos problemas morais e imorais de 2015!
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
MUSEU DO AMANHÃ OU DA PRÉ-HISTÓRIA?
Museu do Amanhã ou museu da pré-história?
O pomposo título de Museu do Amanhã, um projeto do arquiteto espanhol Santiago Lalatrava, ergjuído na Praça Mauá, zona portuária do Rio de Janeiro, pode também ser considerado museu da pré-história ou museu da Pré-História. Já recebeu mais de 25 habitantes em longas, demoradas e quase intermináveis filas! A Fundação Roberto Marinho, que bancou o projeto e gastou de 230 milhões no projeto, deixou de pensar que o Museu do Amanhã poderia ser também digital na hora de se adquirir o ingresso pela internet. O Museu faz pensar sim, principalmente no contraste entre o futuro e o passado, a evolução e a burrice tecnológica! A inauguração pela presidente Dilma Rousseff, ocorreu em 17 de dezembro de 2015.
Como âncora do projeto de revitalização chamado “Porto Maravilha”, o museu é belíssimo em sua proposta. Ele contem em seu espelho d´água, uma escultura permanente a céu aberto, do artista norte-americano Frank Stellia. A escultura foi exposta na cidade de Nova York e doada para o Museu do Amanhã e consiste em uma estrela de vinte pontas e seis metros de diâmetro em frente a Baia de Guanabara. Para o acesso ao Museu, depois da primeira fila para entrada, uma nova fila se forma para a compra do ingresso. Depois, dentro, mais uma fila para ver um filme projetado em ângulo de 360 graus. Em seguida, as outras atrações do museu, com um véu que se movimenta ao sabor do vento soprando de baixo para cima e outras tecnologias para se conhecer a proposta de todo o trabalho. O “Museu do Amanhã”, conta com parcerias com importantes universidades brasileiras, instituições científicas globais e coleta de dados em tempo real sobre o clima e a população de agências espaciais e das Nações Unidas. Será nenhuma das parcerias pensou em facilitar o acesso dos visitantes?
Devido a falha que ainda pode ser corrigida, a proposta da instituição, divulgada pela internet pode ser atingida em seu todo. A ideia principal era ser “um museu de artes e ciências”, contando também com mostras que alertassem sobre os perigos das mudanças climáticas, degradação ambiental e do colapso social. O museu é de uma beleza estética que impressiona! O edifício “conta com espinhas solares que se movem ao longo da claraboia, projetada para adaptar-se às mudanças das condições ambientais”, como informa a https://pt.wikipedia.org/wiki/Museu_do_Amanhã e constatei em minha visita ao local. A exposição principal é “majoritariamente digital e foca em ideias em vez de focar em objetos”. Só esqueceram de informar que o museu se destina aos visitantes e, que, também poderia ser chamado de “Museu do Passado”, ou “Museu do Tambor” ou simplesmente “Museu dos Sinais de Fumaça Indígenas”! Na Praça Mauá, na fila esperando para entrar às 12 horas, conseguiu me fazer pensar muito nas longas filas de turistas!
Os ingressos ainda não são vendidos pela internet, como ocorre em dias de jogos de futebol nos caros e superfaturados Estádios construídos no Brasil para a Copa do Mundo, que deixaram como legado da Copa, prejuízos financeiros aos Governos dos Estados às empresas privadas que os administram! Rebatendo as construções, seguidas denúncias de superfaturamento, o Governo Federal respondia sempre que os estádios ficariam como “legado da Copa do Mundo”. E ficaram mesmo: dando prejuízos enquanto falta dinheiro para áreas saúde, habitação, saneamento , segurança e educação, para não citar outras...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
DA COMIDA DE BORDO À VENDA DE SANDUÍCHES NOS AVIÕES
Comentários no link http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2016/01/da-comida-de-bordo-venda-de-sanchiches.html
DA COMIDA DE BORDO À VENDA DE SANDUÍCHES NOS AVIÕES
Esqueçam as altas, elegantes e desejadas aeromoças que serviam refeições quentes a bordo dos aviões da Cruzeiro do Sul, Vasp, Varg e, mais recentemente, da Transbrasil, desfilando seus corpos esguios por entre poltronas espaçosas e confortáveis aos passageiros. Nada disso existe mais nas atuais companhias aéreas que cruzam os céus do Brasil. Tudo mudou para pior na aviação brasileira. As refeições quentes do passado, antecipadas por lenços de pano quentes, cheirando a lavanda, foram substituídas por barras de cereais em alguns voos ou pela venda de sanduíches a um preço exorbitante, acompanhados de lenço de papel e suco de lata, também vendido a um elevado preço. Só lenço de papel ainda é de graça, por enquanto, mas não sei até quando será assim!
Quem quiser compra e paga no cartão de crédito que segue na mão das atuais aeromoças, que podem ser baixas, altas, gordas ou magras acompanhadas de homens também gordos, barbados, parecendo mais garçons transitando com seus carrinhos entre apertados corredores das aeronaves e cada vez mais apertadas e desconfortáveis poltronas dos passageiros. Quem quiser compra, quem não quiser passa fome porque não se pode pode descer de 14 mil pés de altura em pleno voo para adquirir um lanche bom, barato e mais gostoso lanche. Ninguém desce, é óbvio! Ou compra ou passa fome no voo. Os carrinhos de servir continuam os mesmos, mas é só o que restou do glamour que havia no passado! Quem controla e aprova os preços da venda dentro dos aviões? Quem aprova e fiscaliza a tabela de preço? Um sanduíche frio custa 15 reais! Caro demais para quem já adquire uma passagem caríssima! Em poucos voos de companhias aéreas ainda servem barras de cereais dentro de alguns aviões, mais confortáveis, espaçosos e com passagens mais caras também.
A Transportes Aéreas Marília – TAM, mesmo com proibição da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), decidiu cobrar de 20 reais a mais no valor das passagens em voos nacionais e de 30 a 70 dólares em voos internacionais pelo chamado “Assento Conforto”, nas primeiras fileiras dos seus aviões, embora, essas vagas só podem ser utilizadas por clientes que tenham problemas de locomoção, deficiência auditiva, idosos, gestantes e clientes que não conseguem ler ou entender as instruções de segurança, como define a ANAC. A TAM foi a primeira empresa a cobrar valor mais caro pelo assento confortável!
Hoje, homens fardados, com baixa altura, barbas no rosto por fazer - o que não se via antes - lhes emprestando um ar de sujeira -embora não seja exatamente isso – como se fossem garçons de bordo, desfilam carrinhos cheios de sanduíches e sucos em latas entre os apertados corredores dos já apertados aviões, acompanhados de aeromoças também de baixa estatura e bem-vestidas. Em viagem ao Rio de Janeiro para assistir à queima de 16 minutos de fogos de artifício na barraca do Habib´s, pensei nesse assunto e passei a observar tudo atentamente. No restaurante japonês Origame, lembrei dos antigos lenços umedecidos dos serviços de bordo, porque os ofereceram para limpar as mãos, antes de chegar o pedido. Recordo que no ano de 1982, viajei a Natal pela primeira vez, em um voo noturno. Como o valor das passagens aéreas eram muito caras, a empresa aérea Transbrasil criou e implantou o “Voo Econômico Noturno”, com passagens com menor valor e as pessoas começaram a voar pela companhia aérea que o tinha criado. Depois, outras também criaram e passaram a precarizar os serviços de bordo, até que todas desapareceram e só restaram alguns aviões em Aeroportos do Brasil
Chamava-os de “Voo Miserável Noturno” porque nada era servido e os horários eram sempre a partir de zero ou no início da madrugada. Como jornalista, em 1982, embarquei em uma aeronave Arbas 400 da Transbrasil, com destino a Natal para fazer cobertura para os jornais de Manaus,, de um congresso promovido pelo CDL no recém-construído Centro de Convenções de Natal. Na hora que começaram a servir a refeição, na hora em que as aeromoças estavam servindo o jantar o avião desceu mais de 400 metros de altura. Como era assessor de comunicação de entidades do comércio de Manaus, viajei acompanhado os empresários, Aramis Mafra Castelo Branco, gerente da TV Lar e ex-proprietário de loja de roupas de griff; José dos Santos Azevedo, proprietário da rede de lojas TV Lar, na época, exercendo a presidência do CDL/Manaus, que estava em pé colocando gelo e wiski em seu copo, bateu com a cabeça no teto e sofreu um corte pequeno, sem maiores consequências. Na mesma hora, caminhava para o banheiro. Também me assustei, tombei para um lado e para outro, mas não sofri nada. Estavam no mesmo voo outros empresários do comércio de Manaus, como o dono da ourivesaria Ouro e Hora Novellino Meneguinne (in memória) e vários outros que não lembro mais...Os que cito nessa crônica me marcaram muito por diversas razões ou motivos!
Foi uma viagem inesquecível e mantenho-a na memória até hoje. Nada existe mais como fora antes na aviação brasileira. Tudo mudou para pior!
https://www.youtube.com/watch?v=NpfvQRcbOgY
Poema escrito em outubro de 2012 que mereceu essa apresentação feita pelo leitor Ondine Miller
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