quarta-feira, 13 de abril de 2011

DEIXEI DE CONTAR O TEMPO





Deixei de contar o tempo
- Para quê?
Inclusive também em conjugações verbais
(presente, passado e futuro)
Sei que tenho menos anos a viver do que os anos que eu já vivi.
“O tempo não pára/ no entanto nunca envelhece”
Decidi viver só o agora,
Se o amanhã vier, será uma consequência de meu hoje!
Mas não vou esperá-lo com ansiedade
Como fazia antes!
O esperarei sim, mas como se fosse um futuro incerto,
Que me transporta – não importa -
O tempo?
Ah, para quê o tempo?
Sem o tempo também se vive:
É só não contá-lo; nem procurá-lo...
Viver sem o tempo presente, passado ou futuro
Dá mais futuro que contar esses mesmos tempos
Porque tudo que é presente agora vai virar passado
E recomeçará a contagem de novo!
Também cansei de me dizerem que sou inteligente!
Só sei mesmo que viverei menos tempo do que os anos que vivi até agora!
Isso é o que importa para mim. E nada mais!


O TEMPO




O tempo não existe.
O passado é o hoje;
O hoje foi o ontem;
O ontem será o amanhã.
O tempo não existe.  Foi criado só para marcar os fatos da história.
Também para contar os amores, as dores, os desejos, os beijos, os choros...que se tem pela vida!
Ou para se viver eternamente sem um tempo como referência da felicidade e amor?

terça-feira, 12 de abril de 2011

QUEREM TRANSFORMAR AS ESCOLAS EM PRISÕES!


                   Ah, minha infância querida, quando frequentava o  Grupo Escolar “Adalberto Valle” com chinelos de dedo, como vários outros colegas  também o faziam!  Agora, depois da tragédia no Rio de Janeiro com o bárbaro assassinato de várias crianças, estão querendo transformar as nossas alegres e felizes escolas em uma espécie de prisão. Para quê isso? Naquela época, tomávamos bolos de palmatórias de madeiras sim, mas todos estão vivos e bem!
                   O Ministro da Justiça fala em um novo programa de desarmamento com pagamentos mais rápidos para quem entregar a arma e as munições! Proibir o poste de armas; plebiscitos. Desarmar, tudo bem, mas só isso não basta. É preciso equipar, vigiar e combater o tráfico em nossas fronteiras, por onde entram as principais armas que abastecem os bandidos! Já afirmei que bandido não entrega arma; quem entrega é o homem de bem e continuo a fazer a mesma afirmação!
                     A corrupção policial, os desvios de armas dentro dos quartéis são  outros graves problemas que  precisam também ser enfrentados!
                   As autoridades públicas de educação falam em colocar detectores de matais nas portas das escolas para barrar a entrada de armas. Mas, outros objetos também metálicos levados pelos alunos? Mas nada se fala em colocar mais armamentos nas mãos habilidosas dos policiais e Exércitos que vigiam nossas fronteiras! É uma lástima o que vêm ocorrendo hoje em dia! Entra arma até pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, por encomenda.
                   Desguarnecidas, nossas fronteiras com outros países são a principal porta de entrada de armas que chegam às mãos dos bandidos.
                   Que santa ignorância o que estão querendo fazer? Sem um policiamento eficiente e eficaz em nossas fronteiras, qualquer outra medida será totalmente inócua, porque as armas continuarão chegando até os bandidos, os que têm mente perturbada, os que querem matar e depois se matar, não importa se tiveram ou não e envolvimento externo!
                   Não é colocando detectores de metais na porta das Escolas Públicas que se vai evitar outra tragédia como a que aconteceu no Rio de Janeiro, em Realengo! Não  é discutindo soluções agora, que vai se encontrar a razão dos crimes. Nada trará as crianças mortas! É sim, dando armamentos para os policiais de fronteiras, o Exército Brasileiro, as forças de combate ao crime organizado, enfim, a tudo que representa Aparelho de Estado para reprimir essa ridícula bandidagem. Tenho afirmado em minhas crônicas esse assunto, sempre!
                   Ah, como tenho saudades de minha infância querida, que os tempos não a trazem mais! Só me restam lembranças do que foi um dia de paz em que se ia para a aula sem medo de assalto, estupros, pedofilias e quaisquer outros tipos de bandidagens. Tinha-se horário para chegar em casa; tinha-se coragem de andar sem proteção e se sabia exatamente que indo para a Escola se voltaria vivo de lá.
                   O que falta hoje para nossa juventude é a aprendizagem de Civismo e Organização Social e Política do Brasil!
                   Que saudades de minhas professoras da infância! Não as citarei pelos nomes por medo de errar!
                   Não sei o que será do futuro de nossa juventude de hoje! Mas com certeza não será o que eu tive, onde se jogava bola, comprava-se picolé no portão, ia-se para a diretoria, tinha amigos verdadeiros que até hoje  me acompanham na caminhada.
                   Cito de cabeça nomes de colegas meus nessa jornada da vida. Todos casados: Roque de Almeida Lima. Ah, que saudades do amigos..
                   Eles nem tinham medo da nossa professora de Matemática, muito menos havia tiros no nosso saudoso Grupo Escolar Adalberto Valle. Também lembro os colegas de outra Escola, Dorval Porto,  Luiz Eron Castro Ribeiro,  Eduardo Silva, um formado em Direito e o outro um competente profissional da comunicação. Maria Farias de Souza, outra colega que não esqueço. Ah, que saudades!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

DANDO UMA INCREMENTADA NO CURRICULO!



Determinada empresa de recursos humanos, decidiu entrevistar candidatos a cargos que ela estava necessitando. A Coordenadora de Recursos Humanos chamou o primeiro candidato:
- Entre, senhor Juvenal da Silva. Juvenal, meio tímido, entrou e sentou. Embaixo de seu braço carregava uma pasta cheia de documentos e vários currículos e se apresenta:
- Eu vim concorrer à vaga de Oficial Coordenador de Movimentação Interna!”?
- Que vaga é essa? Nós não temos essa vaga e nem essa função! – responde a entrevistadora.
- Sabe como é – explica Juvenal da Silva,  como estou há muitos anos desempregado, decidi dar uma incrementada no meu currículo para ver se consigo um emprego. Tudo agora não é chamado de “oficial daquilo”, “oficial disso”. Eu  criei essa função para designar “porteiro”.
- Muito criativo o senhor foi, não é seu Juvenal!? Mas essa vaga já está preenchida, infelizmente!
- A empresa não tem uma vaga de Oficial Coordenador de Movimentação Noturna, Distribuidor  de Recursos Humanos, ou Diretora Interna de  Fluxos e Resíduos?
- O que vêm a ser essas profissões? – quis saber a entrevistadora! Como o senhor incrementou o seu currículo,  me responda.
-  Bem, gaguejou um pouco seu Juvenal e explicou: são pela ordem, vigia, motorista de ônibus ou limpador de bueiros.
- Não temos mais vagas para nenhuma dessas áreas! Mas o senhor é muito criativo seu Juvenal! Acho que tenho a vaga   certa para o senhor.  Empolgou-se a moça entrando na do Juvenal, e oferecendo-lhe:
                - Só temos uma vaga para Distribuidor Interno de Recursos Humanos!
- O que ele faz? – quis saber o pobre e quase maltrapilho Juvenal, já com vários dias sem comer.
                - É o mesmo que ascensorista!
                Ele, do modo que estava, topou o emprego na hora. Mas ainda tinha outros trunfos na manga da camisa como Especialista em Logística de Combustível, o frentista, Auxiliar de Engenharia Civil, o pedreiro, ou o Segundo auxiliar de Serviços de Engenharia Civil, o servente, peão de obra  ou “areia seca”.
Na pasta em que ele cuidadosamente carregava embaixo do braço, tinha Especialista em Logística de Documentos, ou office-boy, ou motoboy e, ainda Técnico em Marketing Direcionado ou distribuidor de santinhos em esquinas ou Especialista em Logística de Alimentos, ou garçom. Qualquer coisa Juvenal estava querendo. Menos Técnico Saneador de Ruas, ou Gari, que achava uma profissão humilhante porque as pessoas não colaboram e jogam qualquer coisa no chão. Ah, isso ele não queria não! Também não queria ser um Técnico Distribuidor de Rendas, ou ladrão, ou Técnico Saneador de Vias Públicas, o gari.  O resto podia vir que ele estava traçando, inclusive o rango!

sexta-feira, 8 de abril de 2011

CRAK, PRAGA NACIONAL OU FALTA DE POLÍTICA PÚBLICA?


                 Combate aos drogados na conhecida cracolândia, em SP, foi mais uma pirotecnia montada para ser mostrada na televisão, mas inútil e desnecessária na prática, porque os outros aparelhos de Estado não se envolveram.  Está certo que prenderam alguns gatos pingados; que a Polícia fez o papel dela que é prender. Acontece que isso é um caso de Saúde Pública e não de Polícia!
                 Mas enquanto o Estado brasileiro não criar uma política pública de enfrentamento a esse mal que vai de Norte a Sul do Brasil, de nada adiantará. Prende um hoje, solta  e amanhã voltam mais dez a ocupar as ruas. Isso é uma constante: a polícia não pode prender menor; mas somente apreender. O juiz solta e ele volta para a rua, para o crak de novo! É um círculo vicioso.
                Não estou afirmando que investigações são inúteis, estou garantindo que esse é um problema social e estrutural que deve ser enfrentado em todo o Brasil com a criação, implantação e funcionamento de clínicas de reabilitação para viciados de qualquer natureza, principalmente o crak. Hoje, infelizmente, só as Igrejas enfrentam o problema. O Governo Federal parece que está cego e não consegue ver esse mal  tão grave para os nossos jovens.
                A maioria dos usuários prefere  fumar crak; uma minoria prefere injetá-las no corpo. É mais fácil fumar do que injetar. O usuário aspira esse vapor para dentro de seus pulmões. A partir daí, a droga é levada à corrente sanguínea; quando chega no corpo, o crak age em uma parte do cérebro chamada “área tegmental ventral”, ou VTA.
                Portanto, é uma epidemia nacional que precisa ser enfrentadas com políticas públicas sérias e responsáveis e não com demagogias e promessas; muito menos cenas pirotécnicas em televisões.
                Essa droga interfere com um neurotransmissor químico chamado dopamina, que está envolvido nas respostas do corpo ao prazer. A dopamina, segundo os especialistas, é liberada por células do sistema nervoso durante atividades prazerosas, como comer ou fazer sexo. De acordo com estudos já comprovados cientificamente, a dopamina viaja através das lacunas existentes entre as células nervosas, fazendo uma sinapse e se liga a um receptor em célula nervosa vizinha, ou neurônio. Isso envia um sinal à celula nervosa vizinha, ou neurônio, produzindo um sentimento de bem estar.
                O crak interrompe esse ciclo e se liga ao transportador de dopamina, impedindo o processo normal de reabsorção. Depois de liberada a sinapse, a dopamina continua estimulando o receptor, criando um sentimento permanente de empolgação ou euforia no usuário.
                Com o crak inalado na forma de fumaça, sua viagem chega ao cérebro muito mais rápido do que a cocaína em pó, segundo os especialistas do assunto, e leva um tempo de 10 a 15 segundos para produzir efeito, enquanto a cocaína em pó inalada leva de 10 a 15 minutos para surtir o mesmo efeito.
                 É por isso que, como Assistente Social e Jornalista, afirmo que o crak é um problema de saúde pública no Brasil e no Mundo, mas no Brasil é preciso de uma política pública séria, com instalações de clínicas especializadas em todos os Estados para o seu enfrentamento. Junto com as clínicas, combater os traficantes!  Não é possível só fazer pirotecnia para televisões e ficar por isso mesmo! Atrás têm que vir os outros serviços públicos. O efeito do crak dura de 5 a 15 minutos e o efeito na mídia não dura mais de 30 segundos na divulgação de um fato, pois como Jornalista, sei o que estou afirmando!



quinta-feira, 7 de abril de 2011

TRÂSITO, UMA CARNIFICINA!


                       
Uma verdadeira carnificina. É assim que posso definir o trânsito no Brasil. Motoristas mal preparados, imprudentes, drogados, bêbados, alguns sem CNH e a quase total falta de fiscalização em estradas estaduais, rodovias federais, além da corrupção confirmada dentro de algumas corporações da Polícia Rodoviária Federal e Militar!

Dos mais de 160 acidentes registrados diariamente hoje no Brasil, 31% são causados por motoristas imprudentes, irresponsáveis, muitas vezes conduzindo drogados ou bêbados, e 61% são causados por motociclistas que sempre têm pressa em efetuar uma entrega porque são cobrados, e costuram o trânsito congestionado das grandes capitais do país, sem contar que nesses 13 anos de vigência do Código de Trânsito Brasileiro, o mesmo se encontra falido face à total falta de fiscalização das autoridades competentes.

Aliado a tudo isso, ainda têm os juízes que liberam os motoristas, porque “nunca tiveram a intenção de matar”, embora muitos não tenham habilitação ou estejam bêbados na hora da prisão em flagrante. Mas como não se pode, constitucionalmente, produzir prova contra si próprios, muitos se recusam a fazer exame de sangue ou bafômetro. E só a palavra do policial não é suficiente na lavratura do flagrante porque o juiz arbitra uma fiança de pouco mais de R$ 300 reais e o acusado sai pela porta da frente das delegacias, afrontando aos familiares do que está  morto, e sujando o nome da Justiça.

A Lei 9.503, de 23 de setembro de 2007, no início de sua implantação, causou uma redução no número de acidentes de trânsito, é verdade. Com o relaxamento das fiscalizações, as brechas na lei, a questão da Constitucionalidade, a lei foi ficando no esquecimento e hoje poucos motoristas se preocupam com bafômetro. É lamentável!

Motoristas fazendo ultrapassagem em locais proibidos,  com duas faixas amarelas na pista, motociclistas cruzando o trânsito de um lado para outro porque são cobrados, a corrupção das policias Federal e Militar, já provadas e comprovadas, a falta de balança para pesagens de caminhões, estradas em péssimas condições, imprudências diárias, a falta de educação de muitos pedestres,  motoristas que não respeitam as faixas de pedestres, todos esses fatores contribuem para o aumento da escalada de acidentes de trânsito. Com tudo isso ainda, os juízes das Varas Especializadas em Trânsito, usando de um artifício previsto em lei de trânsito e um outro na própria Constituição, liberam os criminosos para continuarem matando nas ruas de nossas capitais brasileiras.

Assim, nunca existirá o motorista “legal no trânsito”, por mais que se gastem milhões em campanhas publicitárias!

CHACINA EM ESCOLA NO RIO DE JANEIRO!


                Psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, assistentes sociais, analistas em segurança pública,  especialistas em balísticas e todos os outros profissionais da área forense terão que se debruçar em pesquisas profundas para explicar a razão pela qual um ex-aluno de uma escola entra dizendo que iria fazer uma palestra e dispara tiros certeiros  nas cabeças e peitos de outros alunos, no Rio de Janeiro.
                  Mães e pais desesperados sem obter informações concretas. Em uma hora dessas, as pessoas se preocupam mais em socorrer os feridos do que dar explicações!
                   Só não fez mais disparos porque um terceiro sargento PM deu-lhe um tiro na perna e o autor dos disparos, caído em uma escada, deu um tiro em sua cabeça, terminando com sua própria vida.
                   Mas, por que isso aconteceu?
                   É a resposta a que todos os especialistas terão que dar!
                   Treze crianças de uma Escola Pública receberam tiros, disparados por um ex-aluno!
                   Mas por que isso aconteceu?
                   Pelas notícias iniciais divulgadas, temos uma certeza: o governador Sérgio Cabral errou ao considerá-lo um psicopata! Isso  ele não era.  Para a Organização Mundial da Saúde (os psicopatas têm uma doença, ou uma deficiência que não tem cura. O nome mais conhecido é psicopatia, mas também se usam os termos sociopatia ou transtorno de personalidade anti-social. A psicopatia é uma doença que atinge cinco milhões de brasileiros, dentre eles profissionais liberais, magistrados, políticos, líderes religiosos e executivos.
                   Não sou médico, nem analista; apenas um professor aposentado de Serviço Social. A maioria dos psicopatas não é assassina. Eles andam pela sociedade como predadores sociais, rachando famílias, destruindo as suas famílias, embora sempre ponham a culpa nos outros, se aproveitando de pessoas vulneráveis, em especial daquelas que buscam o poder e a fama a qualquer custo. Isso, segundo definições de especialistas da área.
                   O terceiro sargento PM Alves foi um herói e disso não tenho qualquer dúvida, pois se o rapaz atingisse o terceiro andar, não tenho qualquer dúvida que ele mataria mais alunos. Foi atingido pelo terceiro sargento antes de conseguir seu intento. Em seguida, atirou em sua própria cabeça e morreu.
                   O governador Sérgio Cabral chamou o PM de herói e ele foi mesmo! Nisso o governador está certo! O terceiro sargento, falando para a TV, disse que não fez mais nada além de cumprir o seu dever. Isso é que ser um herói em todos os sentidos porque muitos colegas PMs não cumprem o dever e ainda entram para o crime!
                   Têm os especialistas o dever de explicar como o rapaz tinha tanta experiência em recarregar a arma? Como ele estava tão consciente e preparado para matar? É o que nos intriga!