sexta-feira, 23 de maio de 2014
SOU INOCENTE, REPETE O PREFEITO DE COARI, ADAIL PINHEIRO,
Com fundamento no Artigo 34 da Constituição, a Procuradoria-Geral de Justiça do Estado do Amazonas protocolou no dia 19 de fevereiro desse ano, um pedido de intervenção no município de Coari, junto ao Tribunal de Justiça do Amazonas, para que os desembargadores acatem ou neguem o pedido, baseada em irregularidades na implantação dos Conselhos Tutelares e outras como a exploração sexual de crianças e adolescentes, mas até hoje não mereceu atenção ou despacho da Justiça para que o Governador decrete e nomeia um interventor. Por que será essa morosidade toda, hein? “Sou inocente”, diz sempre o prefeito Adail Pinheiro, preso desde fevereiro em Manaus, no quartel da Cavalaria da PM, sempre que consegue fazer chegar sua voz à imprensa. Mas quem condena ou absolve é a Justiça que está omissa - inclusive quanto ao pedido de intervenção - e ainda não o julgou por pelos casos escabrosos de pedofilia dos quais é acusado. A pedofilia deixa sequelas invisíveis irreversíveis nas vítimas. Mesmo sem qualquer julgamento, o mantém preso provisoriamente há mais de 81 dias e ele pode ser liberado a qualquer momento, voltar para Coari nos braços do povo, se dizer injustiçado e se declarar vítima de armações políticas que tentam prejudicá-lo. E as vítimas, como ficarão?
Só consigo ver nesse mar de lama pornográfica, muitos interesses políticos, tentáculos e muito dinheiro da Prefeitura sendo gasto com diversos advogados para que o prefeito não seja julgado, nem pela Justiça do Amazonas e nem pelo TSE. Na justiça do Estado, o prefeito responde a mais de 50 processos, na maioria acusando-o de crimes de pedofilia. No TSE tramitam contra ele, uma dezena de outras ações, por várias questões políticas, administrativas e financeiras. Todos os crimes de pedofilia pelos quais o prefeito está preso foram todos cometidos em seu município, durante o exercício de seu mandato.
Sou terminantemente contra atos arbitrários seja contra quem quer que seja, principalmente se esse ato prejudicar socialmente uma população inteira. Lembro da arbitrariedade que foi feita pelo Governador do Amazonas, Amazonino Mendes, afastando o prefeito de Manaus Manoel Ribeiro por decreto, nomeando Alfredo Nascimento para seu lugar, só porque havia divergências políticas entre quem governava o Estado e quem administrava a cidade de Manaus. A intervenção paralisou o início de vários projetos futuros e em andamento e prejudica até hoje o povo que enfrenta engarrafamentos no Porto de Manaus. Antes da intervenção, Manoel Ribeiro discutia com os empresários de ônibus, mudança e transferência do Porto de Manaus, no centro da cidade para o Porto da Ceasa, mais afastado. Também negociava a compra de lanchar rápidas para transportar o povo pelo Rio Negro até o centro de Manaus e a aquisição dos chamados “manequinhos”, que os empresários chegaram a adquiri-los.
No caso específico do município de Coari, com seu prefeito preso há meses em Manaus acusado por crimes de pedofilia, pagamentos suspeitos ao seu advogado particular, Francisco Balieiro, além com depósitos de mais de 200 mil transferidos da conta do município para o advogado, sem que ele fosse o Procurador do Município de Coari, secretários presos em Manaus e agora transferidos para Coari, além de suspeita de que os vereadores teriam recebido 60 mil reais para manterem Adail Pinheiro no cargo, contrariando frontalmente a legislação que diz que um prefeito não pode se afastar de seu município por um período tão longo assim – desde fevereiro – sem motivo de tratamento de saúde, defendo a intervenção e a nomeação de um interventor imediatamente, defendo a intervenção, mesmo que seja traumática para a cidade. Também existem outros advogados pagos com o dinheiro da Prefeitura para defender os casos pessoais do prefeito!
Coisas estranhas ocorrem em Coari e nada justifica a permanência do prefeito no cargo, a menos que seja por motivos políticos-eleitoreiros. As eleições já estão se aproximando e muitos políticos precisarão de sua liderança. O Ministério Público, que não tem nada a ver com isso, já fez sua parte e cabe à Justiça aceitar ou negar o pedido para que o mesmo seja deferido ou negado para que o governador José Melo possa decretar intervenção. Medo! Não acredito! No caso em questão a Justiça está cega e burra para analisar os fatos. Mas, quando foi no caso de Novo Ayrão, a Justiça, por seguidas liminares, tirou várias do cargo o prefeito eleito José Carlos Areosa por questões menores e transformou o município dos “botos que comem na mão do turista” e das Anavilhanas, a maior ilha fluvial do mundo, em uma terra quase sem lei. Foram quase 4 anos, entrando e saindo prefeitos por força de liminares da mesma Justiça porque cada juiz analisava o mesmo assunto, tinha uma interpretação diferente, até que José Carlos Areosa veio a falecer depois de deixar o cargo. Se chegou até ao ponto de não se saber quem era o prefeito do município, tantas foram as trocas.
Nos dois casos - Novo Ayrão e Manaus- o povo saiu prejudicado com obras e projetos não realizados, problemas que deveriam ter sido solucionados e não o foram e perduram até os dias de hoje. Refiro-me ao caso específico do Porto de Manaus, local em que os barcos regionais também atracam. Esse porto, ao lado do porto de Manaus construído pelos ingleses para exportar borracha, há mais de um século, não deveria mais funcionar mais nas proximidades da Feira da Banana e do Mercado do Peixe. Sem falar em outros projetos para o povo que deixaram de ser realizados por falta de tempo e desânimo do ex-prefeito que decidiu colocar um pé no freio de seus projetos, que seriam a solução para problemas que vivemos ainda hoje, misturando caminhões de cagas, táxis que têm vagas à falta de cumprimento da obrigatoriedade das resoluções do Contran para idosos, cadeirantes e que vivem com necessidades especiais e são portadores dos Cartões de Prioridade emitidos pela Manaustrans.
Pode ser que ocorrendo intervenção em Coari, o mesmo fato poderá se repetir como ocorreu em Manaus, em menor proporção, mas por pouco tempo porque o interventor será nomeado para sanar os problemas e convocar nova eleição já que o mandato do prefeito está no final. Espanta-me saber como foi que o prefeito preso pela Polícia Federal antes, conseguiu atestado de “ficha limpa” para se candidatar! Espanta-me também o fato de nem o TJ-Am e nem Tribunal Superior Eleitoral o tenham julgado até hoje. Se Adail Pinheiro é inocente, inocentem-no logo. Se é culpado do é acusado que o julguem e o condenem para que ele comece a cumprir logo sua pena. Mas um julgamento a favor ou contra o prefeito precisa logo ser definido porque o povo ordeiro e pacífico do município de Coari não pode e nem deve ficar refém de um prefeito que em vez de defender seu povo, abusa das crianças e adolescentes como vem sido acusado, embora insista em dizer que é inocente e que tudo não passa de armação política de seus adversários! Se forem verdadeiras ou mentirosas as escutas telefônicas divulgadas, das duas uma: ou Adail Pinheiro é um santo ou é um grande mentiroso, também!
quinta-feira, 22 de maio de 2014
REDES DE COMBATE À PEDOFILIA EXISTEM, MAS NÃO TÊM APOIO DO JUDICIÁRIO
As redes de proteção e combate aos crimes de pedofilia no Brasil existem, estão desarticuladas, individualizadas, não se comunicam entre si e quase não funcionam e pouco contam com a colaboração, apoio e ação imediata do Poder Judiciário, apesar da boa vontade de muitos que compareceram à audiência pública promovida pelo deputado Luiz Castro, do PPS, no Amazonas. Mais Delegacias e mais Conselhos Tutelares foram pedidos, bem como uma maior integração com o Judiciário do Estado e com os movimentos sociais que trabalham combatendo essa prática danosa. Hoje, o Judiciário é lento e quase não ajuda; mas atrapalha com sua omissão vergonhosa e proteção aos pedófilos, com julgamento tardios dos casos que envolvem autoridades e empresários. Enquanto isso, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei que enquadra a pedofilia como crime hediondo, para os futuros casos, a Polícia Federal fez operação no Estado de Goiás e desarticulou uma quadrilha de pedófilos envolvendo empresários, mas a Ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvati, senadora licenciada também cobrou mais agilidade e celeridade do Poder Judiciário para poder efetivar a nova Lei.
Em Manaus, o deputado estadual do PPS, Luiz Castro, usou da sua prerrogativa de parlamentar para taambém criticar duramente o Poder Judiciário que pouco faz para ajudar a combater a pedofilia no Amazonas, demorando anos e anos para julgar processos que envolvem pedófilos, embora vítimas e testemunhas existem, como é o emblemático caso que envolve o prefeito de Coari, Adail Pinheiro, preso preventivamente em Manaus há mais de 81 dias, sem ser julgado, absolvido ou condenado , mesmo já tendo sido preso pela Polícia Federal pelo mesmo tipo de crime e continua no cargo. Voltou para seu município nos braços do povo, dizendo-se perseguido político e negando todas as acusações e mereceu mais um mandato para continuar como prefeito de uma cidade rica em petróleo, mas pobre moral, social e eticamente porque quem deveria criar os conselhos de combate a exploração sexual infantil é quem lidera a rede de pedofilia, segundo denúncias publicadas a nível nacional, até pelo programa Fantástico, da Rede Globo que, com autorização judicial, teve acesso as escutas telefônicas que o incriminam diretamente.
Sobre o “julgamento”, realizado pela Câmara Municipal de Coari, começaram a circular nas redes sociais denúncias ainda não investigadas, comprovadas ou desmentidas de que cada vereador de Coari teria recebido o valor de 60 mil reais para manter no cargo o prefeito do Município, Adail Pinheiro, preso desde fevereiro em Manaus, acusado justamente pelo crime de pedofilia. Esse mesmo problema deve estar acontecendo em todo o Brasil! Quem devia proteger, é o explorador. Em uma dessas informações, o Município que tem a exploração da Base de Urucu, chegou a ser mencionado como novo “oruruduto”, fazendo uma analogia com o esquema do mensalão que passou a ser conhecido por “valerioduto” devido seu principal mentor ser conhecido como Marcus Valério.
O parlamentar também criticou duramente a transferência de parte dos ex-secretários do prefeito, presos em Manaus, para o município e disse que teve conhecimento de que um deles lancharia “tranquilamente” no centro da sede do município, onde as vítimas continuam recebendo ameaças de todos os tipos. Isso é uma vergonha, como dizia o jornalista do SBT, Boris Casoi. Mais perto das vítimas da quadrilha, terão como ameaçar ainda mais as já amedrontadas e traumatizadas vítimas da exploração.
Perina Costa, Presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e Adolescente disse que era uma hipocrisia se falar de luta contra a pedofilia se o Judiciário não faz nada ou pouco faz. A Delegada Linda Gláucia, da Delegacia de Proteção a Infância e a Adolescência, a Secretária executiva da SEAS, Graça Prola e outras autoridades presentes denunciaram que as adolescentes que perambulam pela área da feira da banana e do mercado Adolpho Lisboa, no porto de Manaus, estão fazendo rifa de seu próprio corpo para o ganhador, mas ninguém consegue provar ou desmentir essa prática porque todas elas negam. A Secretária Executiva da SEAS, plantonista aos sábados em uma maternidade na Zona Leste disse que crianças de doze, treze e quatorze representam a grande maioria de mães que entram na Maternidade e, como assistente social, decidiu intervir visitando escolas da área e fazendo palestras para as adolescentes.
Diante do desanimo do deputado Luiz Castro e de todos que compõem a Rede de Combate a Exploração Sexual Infantil no Estado, o Judiciário terá que agir, mantendo os pedófilos presos e esperar que a Lei dos Crimes Hediondos seja realmente aplicado para os novos casos de pedofilia no Brasil porque para os atuais pedófilos, não os alcançará porque é princípio jurídico que diz que nenhuma lei nova virá para prejudicar o réu já em cumprimento de pena, a menos que seja para beneficiá-lo.
Nesse caso, o advogado Epitácio Almeida, presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB/AM precisará agir em defesa dos Direitos Humanos das vítimas vulneráveis e incapazes de todos os tipos, porque caso contrário, não se chegará a nenhum lugar. O disk 100 para denúncias da população contra a Pedofila precisa ficar mais visível a todos como é o serviço 0800; a única coisa que não pode continuar acontecendo é a omissão das autoridades, a inércia de quem deveria cuidar
das crianças porque, como disseram as pessoas que participaram da audiência pública, ninguém consegue apagar da memória a dor de uma violência sexual.
Será que a responsabilidade social da Petrobras a isenta dos impactos sexuais que causa onde decide explorar? Porque antes de ser só um caso de impacto sexual a presença da Petrobras foi, antes de mais nada, um grande impacto cultural, social e moral para o Município de Coari. A província petrolífera do Urucu completa 25 anos em exploração, mas será que em termos sociais o Município de Coari ganhou alguma coisa? Sim, ganhou, aumento da prostituição, do consumo de drogas entre os jovens e do aumento da exploração sexual infantil, provada e comprovada contra o prefeito, que continua usando os poderosos tentáculos do dinheiro dos royalts do petróleo e terminará saindo da prisão por falta de julgamento porque Adail Pinheiro continua cumprindo prisão provisória e nenhum preso pode passar mais do o tempo que ele já passou sem um julgamento que o condene ou o absolva!
terça-feira, 20 de maio de 2014
O "ENCONTRO DAS ÁGUAS" DA FALTA DE VERGONHA!
Moro na cidade de Manaus, que tem o orgulho de possuir como seu principal cartão-postal, um encontro de águas negras e amarelas dos rios Negros e Solimões, que nunca se misturam porque uma é mais pesada que a outra. Só que o cartão-postal está diferente!
Atualmente essas águas que nunca se misturam como se fossem água e óleo, motivo de admiração e fotos dos turistas - mas, de vergonha para mim -, porque as duas águas negras e amarela que formam o “encontro das águas”, agora também estão mais poluídas pela corrupção de alguns administradores públicos - um prefeito preso em Manaus desde fevereiro, acusado por crimes de pedofilia em seu município se manteve no cargo por decisão dos vareadores de seu município - com dinheiro dentro da cueca, bolsa, seios, acrescido por cores mais fortes de amarelo e negro e também vermelho pelo ardor, dor e sangue que escorre no corpo de pessoas inocentes que recebem tiros de balas de borracha disparadas pela polícia contra os arruaceiros, baderneiros, saqueadores e mascarados, infiltrados em movimentos sociais legítimos, mas que confundem democracia e o legítimo direito de protestar com o “direito” criminoso de roubar, vandalizar, tocar fogo em lixeiras públicas, automóveis apreendidos e deixados em pátio de delegacia, além de quebrar ônibus e caixas eletrônicos que servem a todos.
Como se isso fosse pouco e não bastasse, ainda temos envolvimento de alguns políticos com o escândalo do mensalão, antes considerados sérios, honestos e acima de qualquer suspeita, o que tornaram as águas do cartão postal natural do Amazonas mais amareladas pela vergonha e a inércia dos políticos por não perceberem o crescimento da violência social cometida por adolescentes que aprisionam sem grades a sociedade e fazem de refém, mas insistirem em manter como está o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, protegendo-os mesmo os que matam, roubam, estupram, invadem e depredam lojas, entrando e saindo das apreensões sempre pelas portas da frente, revoltando ainda mais a sociedade porque voltam a cometer os mesmos ou até piores crimes sem que nada lhe aconteça. Com disse um amigo meu advogado, o ECA protege também bandidos adolescentes perigosos!
Ou será que o "encontro das águas” está com as águas mais amareladas do rio Solimões, por constatar a falta de vergonha na cara de quem deveria trabalhar em favor da sociedade coletiva, mas o faz a favor de seus interesses individuais, que sempre são contrários aos legítimos interesses e clamores da sociedade que os elegeu? Ou será que alguns deputados federais estão satisfeitos com a negritude social das águas do Rio Negro e não conseguem ver além do que seus interesses imediatos que apontam para dentro de seus bolsos, cuecas, bolsas e dos seios e sutiãs de algumas deputadas federais? Não é possível! Ou será que as águas estão negras e amarelas de tanta vergonha por ver a sociedade avançando aos solavancos? A politica parece que virou até um balcão de negócios inconfessáveis!
Como afirmei, os marginais mascarados estão se aproveitando de greves e manifestações sociais reivindicando salários, habitação ou protestando contra os exagerados e constantes denúncias desvios de recursos públicos na realização da construção de estádios para a Copa do Mundo e, decidiram roubar lojas, quebrar caixas eletrônicos de banco, tocar fogo em ônibus, barbarizar em estações de metrô, queimar lixeiras públicas....! Para que tanta selvageria, tantos roubos, tantos mascarados infiltrados em manifestações sociais? Agindo assim, os baderneiros tiram do foco principal a legitimidade das manifestações e terminam por chamar a atenção mais para o que ficou destruído, revoltando ainda mais a sociedade ordeira que terá que contribuir com mais impostos para tudo ser reposto nos lugares!
Desfilar ostentando cartazes dizendo “não vai ter copa” não adiantar mais, porque queiram ou não os baderneiros, arruaceiros, traficantes, os menores protegidos pelo ECA, a Copa do Mundo será realizada, sim, porque foi um compromisso internacional que o Brasil decidiu assumir, assumindo, também, a certeza que ocorreriam manifestações internas, exigindo a mesma celeridade e compromisso em obras, com calendários que nem todos serão cumpridos. No máximo, os manifestantes teriam que agir legitimamente exigindo que o padrão e celeridade Fifa de qualidade para hospitais, escolas, habitação, saneamento e tudo o que eles entendem como direito de reivindicar!
Por isso tudo, observo coloração mais escura nas águas negras e amarelas do “encontro das águas”. Podem até dizer que estou mentindo, mas um observador mais atento às questões sociais, olhando com uma vista social da mesma forma que observo, verá que as águas do Rio Negro não se misturam com as do Rio Solimões, como a corrupção pública também não deveria se misturar com a liberação de recursos pelo Governo Federal à execução de obras “padrão Fifa” de qualidade. Mesmo assim, com toda a fiscalização federal existente, algumas obras foram superfaturadas e nem todas ficarão prontas antes do início da Copa do Mundo e talvez nem depois porque passarão a se arrastar por anos e anos até serem ou não concluídas após novos aditivos e mais aposte de recursos financeiros!
Seria muito bom, aliás, que todas as construções públicas merecessem também os mesmos e seguidos testes de qualidade Fifa para constar se funcionariam corretamente, primeiro usando políticos atendimentos em hospitais, escolas, delegacias de polícia, como fizeram com todos os Estádios construídos para a Copa. Só depois de todos os testes, o povo passaria a utilizar os locais e poderiam dizer: “agora eu tenho um serviço público de qualidade padrão Fifa aqui também”.
sexta-feira, 16 de maio de 2014
O "CERCADINHO" DA HIPOCRISIA SOCIAL!
Como se fossem crianças, usuários dependentes químicos de São Paulo estão sendo obrigados a permanecer dentro de uma espécie de cercadinho de grades, sem que isso seja a melhor solução para detê-los dentro de um espaço ou para tratá-los contra a dependência química que são....É apenas um cercadinho da hipocrisia social, que os exclui e não os integra ao convívio social e que não leva a qualquer solução prática de efetividade social no tratamento da dependência química.
Ao contrário de mantê-los dentro de um cercadinho sob a alegação de que estavam fechando as ruas na capital paulista, o flagelo social da dependência química deveria ser enfrentado pelo poder judiciário com a sentença de tratamento contra a dependência para todos os adolescentes que se encontram nessa situação, sem colocá-los, como se fossem crianças ou gados para andar na mesma direção como se todos fossem seguir para um matadouro, dentro de uma “cercadinho da hipocrisia social.” Os que não aceitassem a imposição da sentença de tratamento químico em clínicas especializados, seriam recolhidos à Fundação Casa para aprenderem novas modalidades de crimes.
Será que já não é chegada a hora de se enfrentar o problema da dependência química de frente, com a união do que determina o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente ao que decidem os magistrados, trocando as penas de internação compulsória por penas de tratamento contra a dependência química aos adolescentes pelos mesmos três anos do afastamento do convívio familiar? Vive-se uma completa hipocrisia: prende-se os traficantes - que ficam pouco tempo na cadeia, mas não se trata adequadamente os dependentes químicos, geralmente adolescentes que se prostituem vendendo seus corpos, praticando violência contra a sociedade, fazendo pequenos furtos de bolsas, relógios e celulares, só para adquirem a droga?
Será que esse círculo vicioso da hipocrisia de prender o traficante e não tratar o dependente químico, vai continuar por mais tempo? Quando será que a sociedade e a política perceberão que é mais barato tratar o dependente hoje do que prendê-lo amanhã, na fase adulta, com custos elevados em alimentação e equipes multiprofissionais que os assistam? Será que não seria mais barato investir em educação de qualidade que os incluam de imediato do que construir cadeias que os abriguem depois, na maioridade? Existe o programa Braços Abertos para dar oportunidade de moradia, atendimento de saúde e assistência social aos dependentes de crack, por meio de oferta de vagas em hotéis da região da cracolândia, Mas que não seria mais eficiente e barato para a sociedade transformar tudo isso em pena de tratamento compulsório aos dependentes químicos?
O prefeito Fernando Haddad, do PT de São Paulo, deseja que os usuários de drogas fiquem na parte interna de um gradil, liberando para os carros as ruas que ficavam interditadas pelos dependentes que se concentravam em todos os lugares. Será que essa será a solução mesmo? Por quanto tempo os dependentes químicos vão caminhar dentro desse “cercadinho da hipocrisia social”, se não conseguem nem mantê-los em tratamentos hospitalares? A administração municipal de SP realiza um programa de reinserção social na área da cracolândia desde janeiro, oferecendo trabalho aos dependentes químicos, em vez de oferecer tratamento a todos, antes de oferecer-lhes emprego. Livre das drogas, teriam mais condições de recuperação e reinserção social e se manter no emprego!
A Prefeitura de São Paulo está somente varrendo para debaixo de um tapete o mais antigo, velho e grave problema social. Mas será que a solução não estaria na mudança do ECA, determinando internação compulsória para todo o que for detido por porte de drogas ou ao dependente químico?
Será que já não seria o momento de a Câmara Federal que derrotou uma mudança importante no ECA só porque politicamente não lhe interessa no momento político e reduzir a maioridade penal para adolescentes envolvidos com tráfico de drogas, latrocínio, homicídios ou que assumem crimes para proteger maiores que podem ser presos? Ou quem sabe, para punir a presença de jovens que depredam por ônibus por ordem do tráfico, matando e se envolvendo em depredação de patrimônio público só porque sabem que não podem ser presos, apenas apreendidos?
O “Cercadinho da Hipocrisia Social”, um cercado de matam em uma praça está instalado na esquina da Alameda Cleveland com Rua Helvetia, na cracolândia. Mas será que em termos sociais, isso terá alguma eficácia? Entendo que em termos sociais, melhor seria tratar todos os dependentes químicos que perambulam pelas ruas e depois, encontrar trabalho para todos e ajudar suas famílias!
Ainda dá tempo para retirar esse cercadinho e trocá-lo por internação para tratamento compulsório para todos os adolescentes ou internação na Fundação Casa, para aprenderem novas modalidades de crimes e saírem todos com certificado de conclusão do curso de criminosos profissionais, com direito a solenidade de formatura e tudo, inclusive fotos para registrar o evento.
quinta-feira, 15 de maio de 2014
O QUE OCORRE COM A SOCIEDADE?
À Letícia Dias, ,aluna do quinto período do curso de Curso de Serviço Social,, na Unicentro, na cidade de Jau/RO
Será que os pensadores Hobbes, Johan Lock e Rousseau terão que sair do túmulo onde descansam para ensinar de novo tudo sobre o que pensaram sobre o que venha a ser um Estado de Bem Estar Social? Espero que não seja preciso? Essa pergunta deixei no fim de minha última crônica e não gostaria mais de repeti-la, mas se faz necessária mais uma vez, devido ao barbarismo social em que a sociedade está vivendo no momento.
Tinha decidido a parar de escrever, não me envolver com assuntos sociais ou políticos, mas sinto-me obrigado pela minha formação de Assistente Social, compromisso profissional e obrigação como educador, a retornar a um tema que me faz sempre muito mal para mim, porque o EU sempre se faz presente em detrimento do TODO, sendo a tônica atual da sociedade. O faço porque fui motivado por um comentário positivo deixado pela aluna e futura profissional Letícia Dias, do 5o período do curso na Faculdade Unientro, em Jaru/RO, do professor Locimar Massalai, que ministra a disciplina “Processo de Trabalho em Serviço sobre o que leu de conteúdo positivo no livro científico de minha autoria (O CAMINHO NÃO PERCORRIDO – A TRAJETÓRIA DOS ASSISTENTES SOCIAIS MASCULINOS EM MANAUS: 2013, Editora da UFAM, in carloscostajornalismo.blogspot.com), que o mestre recomendara para consulta, parabenizando-me pelo conteúdo lido.
Estou presenciando uma sociedade em transformação, com fenômenos ocorrendo e se espalhados pelas redes sociais. É um fenômeno social novo na sociedade e precisa ser estudado e explicado pelos estudiosos do assunto, como os rolezinhos em shoppings, por falta de outro espaço onde os jovens possam se encontrar. Percebo uma revolta barulhenta dentro da estrutura da sociedade como a conhecemos há séculos porque essa revolta nada silenciosa deve contra os aparelhos de Estado, quer por motivos justos ou injustos e precisamos pensar em um novo modelo de sociedade a ser construído, extirpando o que está ruim e criando novos modelos, que possam dar certo.
Mesmo sendo apenas um observador dos fenômenos sociais, arrisco-me a dizer que o maior problema está na demora em ver o judiciário sentenciando uma pessoa, por pior que seja o tipo de crime que tenha praticado – homicídio, latrocínio, estupro, tráfico de mulheres ou exploração sexual infantil ou, ainda, motoristas que dirigem embriagados, pagam fiança e respondem como se tivessem cometido só um mero acidente de trânsito e não um homicídio, usando o carro e mais o álcool como arma para cometer o crime.
Também vejo muitos casos puramente sociais, que poderiam ser resolvidos em Delegacias com uma simples conversa e entendimento técnico com um Assistente Social, são transformados em BO e encaminhados ao poder Judiciário, entulhando as prateleiras com inquéritos que, quando julgados, não passam de uma sentença que no máximo se transformam em entrega de cestas básicas. Percebo que há uma total falta de credibilidade nas instituições públicas. Essa verdade é grave porque é o primeiro sinal de podridão nos alicerces da sociedade coletiva. Hoje, prevalece o EU em detrimento do TODOS e individualismo, selvageria, barbarismo que foi abolido há muitos séculos quando o homem abriu mão do Estado de Natureza, elegendo um sistema piramidal para suprir-lhe as necessidades individuais, deixando de praticar o “olho por olho e o dente por dente”, está voltando e poucos estão percebendo isso. Lamentavelmente, estamos retornando ao barbarismo que pensava já ter sido extinto da sociedade moderna...
A revolta social contra a Justiça, esteio integrante dos aparelhos de Estado, parece ser o alvo dos integrantes de uma sociedade coletiva que não se mobilizam não para mudar o que possa estar errado, mas erraram muito mais com assassinatos de inocentes, presos que mandam no coletivo ônibus que são quebrados, comerciantes que ficam presos, hospitais que não funcionam, saneamento básico que não existe e outros problemas sociais que poderiam ser resolvidos dentro das Delegacias de Polícia. Mas é uma pena que esses profissionais não existem dentro desses espaços de trabalho, como em muitos outros locais que também decidem problemas sociais sem a presença de um profissional qualificado.
Será que precisaremos de um padrão Fifa para resolver os graves e preocupantes problemas sociais? Espero que não! Basta ação pública ao estilo Fifa como fez Conselho Federal de Medicina que tomou a decisão de fechar consultórios, hospitais, clínicas que não se adequarem às normas padronizadas por ele, mas transferiu a fiscalização aos Conselhos Regionais de Medicina, que não terão como cumpri-la, por falta de equipes de fiscalização e tudo, mais uma vez, dependerá da sociedade coletiva e não da sociedade individual para que aos Conselhos possam tomar alguma
providência....
segunda-feira, 12 de maio de 2014
MAIS UMA MULHER É MORTA PELA FÚRIA E A BARBÁRIE!
Como um ou mais aparelhos de Estado estão falhando seguidamente, uma nova mulher foi agredida e morta por espancamento, por causa do roubo de um pacote de biscoitos. Isso é lamentável! Foi a terceira vítima inocente em menos de um mês, a morrer por espancamento pela fúria assassina de membros da sociedade, mas sem culpa ou apenas por culpa social, como foi no último caso mais recente. Essa reação da sociedade fazendo justiça pelas próprias mãos é uma barbárie e precisa urgentemente ser interrompida por ação mais ágil de quem investiga e de quem julga. Caso contrário, novos linchamentos de inocentes ainda poderão ser registrados.
Esse é um sinal claro de que a sociedade brasileira não confia mais em suas instituições chamadas de “aparelhos”, principalmente os de repressão, a polícia e o de punição, a justiça, no qual são permitidos seguidos e infindáveis recursos protelatórios ou procrastinatórios em alguns processos simples, como foi o caso do ex-deputado paranaense Carli Filho que, embriagado e em alta velocidade, atropelou e matou dois jovens no Estado do Paraná. Carli Filho renunciou para evitar a cassação, mas até hoje não foi julgado e talvez nem o seja. O mesmo ocorre com motoristas bêbados que nunca são autuados como tal e seus advogados sempre encontram brechas na lei para alegar suas inocências.
Os aparelhos de Estado foram criados nos séculos XV, aprimorados no Século XVI e aperfeiçoados - como permanecem até hoje - no século XVII para manter o controle da sociedade coletiva e zelar pelo bem-estar de todos desde quando o homem abriu mão de viver no Estado de Natureza para viver em uma sociedade gregaria, com um Contrato Social. Mas hoje, parece que algum desses aparelhos deixou de funcionar, ao ponto de a sociedade voltar a praticar a justiça pelas próprias mãos, evidenciando um novo e preocupante cenário social de que alguma coisa está errado.
Definitivamente, os aparelhos reguladores da ordem social estão ficando desacreditados, suas instituições quase não funcionam e, quando funcionam, são lentas demais e, a sociedade tem pressa. Mas não será a justiça pelas próprias mãos que resolverá a questão. Talvez uma implosão social sim, porque as coisas devem surgir de dentro de cada indivíduo, transformando-se e mudando seus valores para se alcançar um todo desejado e a paz social. A Justiça pelas próprias mãos, com linchamentos por bobagens, por boatos espalhados em redes sociais, não é, nunca foi e nunca será a solução para resolver os conflitos sociais, embora os meios legais sempre demorem demais porque alguma coisa está falhando em alguma parte.
Depois de uma página em Guarujá ter publicado a foto de uma suposta sequestradora de crianças, uma inocente dona de casa foi linchada impiedosamente e o autor da página, embora diga agora que não mandou matar ninguém, no mínimo foi irresponsável e gerou um clamor público de medo, de revolta e de desconfiança para que se chegasse ao desfecho e a proporção que se chegou, ao ponto de se tirar a vida de uma doméstica trabalhadora, que aliás fora filmado inclusive na presença de crianças.
O autor da página de Guarujá deve responder pelo crime porque se ele não tivesse publicado a suposta foto, nada teria acontecido. Concordo que ele não mandou matar ninguém, como alegou seu advogado, mas com esse fenômeno novo de se fazer justiça pelas próprias mãos, três pessoas mulheres já foram linchadas impiedosamente no Brasil. Só que no último crime ocorrido, três pessoas foram presas e admitiram ter levado a vítima, uma manicure de 26 anos, da favela de Assucará, em Osasco e ter participado de seu linchamento. Já a manicure foi assassinada por ter furtado um pacote de biscoito.
Mais do que nunca, prova que a sociedade não confia mais nos aparelhos de Estado que foram constituídos para dirimir os conflitos sociais entre as pessoas, desaparecendo por completo o que foi pensado nos séculos XV, XVI e XVII pelos pensadores do modelo social. Mais do que isso, esses eventos comprovam apenas que há um fenômeno social novo e que o Governo terá que enfrentá-lo com pesquisa e mudar o que precisará ser mudado, ajustar o que deve ser ajustado e melhorar o que está ruim.
Será que os pensadores Hobbes, Johan Lock e Rousseau terão que sair do túmulo onde descansam para de novo ensinar tudo sobre o que pensaram sobre o que venha a ser um Estado de Bem Estar Social? Espero que não seja preciso!
domingo, 11 de maio de 2014
MINHAS DUAS MÃES!
As minhas mães Josefa Costa e Dulce Costa, minha gratidão.
Comentários no link do blog: http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/05/minhas-duas-maes.html
MINHAS DUAS MÃES!
As minhas mães Josefa Costa e Dulce Costa, minha gratidão.
Enquanto minha mãe biológica Josefa Costa abria as portas de um pequeno comércio mantido no bairro da Betânia, para vender pão fresquinho, ovo em unidade, óleo em copo e manteiga em peso, e tudo era anotado em caderneta que ficava de posse do comprador e não do vendedor, eu lavava o corcel I amarelo de meu pai adotivo, Theomário Pinto da Costa e, de cabeça baixa, via quando uma mulher elegante, bem-vestida, usando brincos grandes, peruca montada, deixava o portão da casa, atravessava a Avenida Joaquim Nabuco, entrava no Hospital Infantil Dr. Fajardo, onde era diretora, para cumprir mais um dia de trabalho, sob os olhares severos para mim da Walkiria, a governanta da casa. Quase sempre tomava café da manhã em uma área coberta aos fundos da casa, passando por um pátio vermelho.
Essa mulher elegante era a mãe que eu adotei, Dulce Fernandes Neves Pinto da Costa, por quem fui criado por alguns anos, desde que parei na porta de sua casa, apertei a campainha e uma pessoa veio me atender. Eu, mais tarde, vim a saber que tratava-se do médico Theomário Pinto da Costa e, meio seu jeito diante de uma pessoa toda vestida de branco, perguntei se ele desejava comprar um jornal. Como eu insisti muito, o médico me disse: “estou vendo que você quer mesmo trabalhar e eu tenho um emprego para você aqui. Você sabe o que é uma picareta?” Respondi que sabia, mas nem sabia o que era! Pediu-me que entrasse, me colocou de frente a uma picareta e eu fiquei olhando para aquele troço que nunca tinha visto e para o rosto do médico. “Ah, estou vendo que você nem sabe o quer é uma picareta. Além do mais, qual é a sua idade?” Respondi que tinha 12 anos. Acrescentou: “mas você pode morar comigo aqui, se quiser, desde que frequente a Escola!” Respondi que eu estava matriculado e estudava.
- Vá em casa hoje e volte amanhã cedo, traga algumas roupas e diga que você vem morar comigo. Depois, pedirei para a Maricota ir até sua casa, acompanhada por alguém, para conhecer sua família. Aqui você lavará meu carro, baterá os tapetes, aguará o jardim e fará outros pequenos serviços como dar banho na cachorra Leika e dormirá cedo para acordar cedo e colocar comida para os bichos.
Como ele e a esposa eram médicos, recebiam muitas galinhas, porcos, perus e outros bichos de seus clientes em troca do atendimento. Maricota, veio de Roraima com uma freira que se hospedava sempre na casa de minha mãe do coração que ficava hospedada. Maria Merdeces, a Maricota era uma índia da etinia roraimense Macuxi, Estado para o qual minha mãe do coração decidiu ir trabalhar porque seu irmão era o Governador do então Território, e se tornou enfermeira e é casada. Algumas vezes, tomavam café da manhã ou almoçavam todos juntos com a família, Luiz Augusto, afilhado-filho adotivo que a chamava de “Dinha”, no diminutivo de madrinha, Thelma Castelo Branco, engenheira, filha biológica, ex-esposa do empresário Djalma Castelo Branco, aposentada do Governo Federal, pela Controladoria Geral da União e os sobrinhos Reinaldo Fernandes Neves Filho, o “Nadinho”, dentista que mora em Roraima, Carlos Alberto, o Cacau, médico ortopedista, que também mora em Roraima, Eliane Neves, médica ginecologista, casada com o médico Francinete Teixeira, que reside em Manaus, na Ponta Negra. Na época de meus 11 e 12 anos, eram todos estudantes e tentavam passar no vestibular e isso me inspirou e incentivou muito para continuar os estudos, menos o Luiz Augusto que estudavam em escolas particulares e eram adolescentes.
Com exceção de Thelma, todos os sobrinhos, filhos do ex-governador do Território Federal de Roraima, residiam subindo por uma escada lateral para alcançar a chamada “Sala Branca”, onde existiam os quartos. O local foi especialmente construído pelo Dr. Thomário, de origem alagoana, para poder recebê-los. Na parte inferior existia um grande salão com uma mesa ao centro, no qual eram servidas as refeições e o café da manhã e um banheiro embaixo de uma escada pela qual todos subiam para seus quartos. Embaixo dessa mesma escada existia um local onde ficava a cachorra Leika, que eu tinha que dar banho todos os dias e acho que ela adorava. Dormia em um quarto na parte dos fundos da casa e a Maria Meireles, cozinheira da casa, tinha que me chamar pela manhã. Raramente eu acordava sozinho!
Mas o que quero dizer é que tive duas mães: uma biológica e outra que adotei e a passei a chamá-la de mãe do coração!. E da Dona Zizi, que tinha paciência para olhar meu caderno de tarefas do Grupo Escolar Adalberto Valle e dizia: “você pode melhorar nessa matéria, nessa aqui, aqui você tirou nota baixa. Eu só quero que você tire dez em tudo”. Eu tentava, me esforçava, mas nunca tirei dez em matemática, porque nunca gostei dessa matéria porque sempre a achei complicada. Todas foram importantes em minha vida e na construção do que eu sou hoje, além do que nada sou!
Com as duas aprendi a ter moral, determinação, respeito aos mais velhos e a alegria de viver. Meus pais biológico e o adotivo, este já falecido talvez porque fumasse demais o seu cigarro Carlton, que sempre me pedia para comprar e faleceu devida a um linfoma histiocítico difuso, são e serão meus ídolos. Mas tenho dificuldades para escrever sobre mãe porque não quero magoar nenhuma das duas mães ainda vivas, com saúdes perfeitas, bonitas, e elegantes, mesmo depois de seus 70 anos.
Eu as amo igualmente!
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