domingo, 10 de março de 2019

MANDALA DA VIDA (FRANCISCA DA SILVA, A FRANCE


Igual uma “Mandala” que conservo na parede suíte com outros objetos, também estou juntando os cacos contaminados por duas bactérias hospitalares incuráveis para ver se consigo unir os azulejos e completa-la. Mas será que terei tempo?  Não sei!

O mosaico foi um presente foi dado à esposa Yara Marília Queiroz, pela Auditora Fiscal Francisca da Silva, a France, o quadro recebi de um pintor aposentado Paulo, Almirante aposentado da Marinha do Brasil. O soneto foi pelo inesquecível poeta Jorge Tufic, "sentado na pedra de Iracema" em Fortaleza. A caricatura de Palheta, de 1979, foi feita pela janela, enquanto entrevistava o cronista Arthur Engracio no Bar do Armando sobre seu livro "Urubu nas Alturas" e outras coisas que conservo na parede da suíte de meu apartamento e olho para eles todos os dias, recordando cada momento que já vivi. De alguma forma todos foram importantes em minha trajetória de vida.
Depois de ver a esposa Yara Queiroz, deixando o Laboratório Reunidos retornando ao carro aos prantos. Já tinha lido o resultado do exame que garantindo por que tinha câncer no cérebro e ainda ouço a voz da infectologista Silvana Lima e Silva, garantindo que as bactérias eram “tão vagabundas que não teria cura nem com “células tronco”, que em 2016 começava a ser divulgada pela imprensa e que teria que tomar remédios para o resto da vida. Ainda ouço a voz da médica me dizendo que não teria cura, mas controle, sim.  Sem dinheiro para manter-me em São Paulo, me vi entrando no avião com destino a São Paulo com TFD conseguido pela colega assistente social, Maria Mazzarelo da Secretaria de Estado da Saúde e, como sabia que  com o TFD, dinheiro das diárias demorava muito a ser depositado, me vi antes cruzando o portão  do Condomínio onde mora até hoje  o ex-deputado federal Carlos Souza para pedir um empréstimo. Já tinha sido seu chefe de gabinete em Manaus, indicado por Nicácio da Silva e aceito pelo parlamentar. Fui procurá-lo, embora não trabalhasse mais para ele, mas já era conhecido no Condomínio e foi fácil meu acesso. Nem internaram! 
Depois, lembro-me do ex-parlamentar entrando em casa e talvez no quarto e me entregando dinheiro, me desejando boa sorte e em seguida viajei sem os exames de lâminas que iria revisá-las. Mandei-as buscar a em Manaus e demoraram 17 dias, tempo em que fiquei internado no setor de oncologia da Beneficência Portuguesa. Tinha sido diagnosticado com “leomiosarcoma”(câncer) em metástase no cérebro no exame histoquímico realizado em Clínica do maior especialista, o Dr. Carlos Backer, Botucatu/SP.  O médico dos exames feitos que me internou e disse que rasgaria seu diploma dele "se eu estivesse com câncer mesmo". Tinha quase certeza que não tinha câncer: a pessoa que o tem fica quase sem sangue, como se estivesse ensebado.
Também em SP vejo-me descendo na Praça da República e seguindo rumo ao apartamento do empresário de joias Miguel Nascimento, o "Magnata" dono de joalharia em Manaus e escritório em SP. Recordo do desespero dele quando teve um filho baleado em um shopping em Manaus, com assaltantes que se passaram por clientes. Lembro-me bem das nove cirurgias feitas em Manaus, todas no cérebro e duas em São Paulo, a que fui submetido no cérebro de 2006/2009 pelo neurologista o médico Dante Luís Garcia Rivera e do médico dizendo paulista dizendo que existiam bons médicos em Manaus.  Depois da segunda cirurgia no hospital São Joaquim da Beneficência Portuguesa não precisaria mais retornar que bastaria continuar tomando as medicações receitadas pelos médicos de Manaus e ter cuidado para não ganhar peso. .Uma corretiva feita em SP foi feita, sem anestesia, na maca, sem anestesia. Aguentei, mas me urinei e defequei todo e senti dor de cabeça depois. O médico receitou remédio para dor e encachou a cabeça e me fez parecer um astronauta.
Depois que deixei o Hospital Santa Júlia, ganhei peso e fiquei com 84 e emagreci 12 quilos fazendo esteira todos os dias no Condomínio Nau Capitania, onde e depois mantive a boca fechada e controlando o peso. Em agosto de 2018, caminhando rumo a administração, sofri um princípio de aneurisma cerebral e fui socorrido por segurança do Mundi e levado ao Prontocord por uma moradora acompanhado da enteada, a hoje psicóloga e cantora Bella Queiroz que mora em Cavalcante/GO, com o esposo Valeri Cavalcante Dantas, onde fizeram os atendimentos emergenciais e, estabilizado, procurei atendimento com o neurologista que nada identificou.  Talvez estivesse cansado. Ele havia saído de um plantão no município amazonense de Manacapuru.  Fui ao consultório particular da infectologista que perguntou: "o que aconteceu "seu" Carlos?" Contei tudo         da minha própria altura. Ela constatou que estava com a boca meio torta e batido e ralado o rosto, os dedos da mão e não estava ficaram parcialmente paralisado e quase sem coordenação motora.  Escrevo essa crônica no celular, presente da esposa, usando apenas o polegar direito. Meus óculos 8,5 graus, bi-focal e quase sem visão periférica. Os óculos, precisam ser trocados porque com o Aneurisma Cerebral, os 9,5 graus ficaram fracos. Enfim, escrevo para tentar reconstruir o “A Mandala da Vida”. Enquanto não o concluo vou relembrando e registrando fatos que vivi. Estou infectado por bactérias desde 2006 e estou estabilizado desde novembro de 2009, quando sofri a última rápida convulsão. Estabilizado, recebi alta do Hospital sem fazer nova cirurgia!
A visita da poetisa e ex-colega de Magistério no IEA -Instituto de Educacional do Amazonas Silvia Grijó Cavalcante foi importante para mim porque consegui relembrar de fatos que me contou depois por zap que frequentavam na merenda a sorveteria Pinguim e os professores de matemática João Dias (meu amigo) com seu opala parado na antiga praça e o dela Leônidas. As informações da poetisa formaram mais um pedaço da “Mandala” da vida que estou montando aos poucos. 
Será que terei tempo de montá-lo toda? Só Deus saberá me dar a resposta. Não sei não me é permitido saber quanto ainda terei de vida! 

quinta-feira, 7 de março de 2019

("MULHER À FLOR DA PELE" (SILVIA GRIJÓ CAVALCANTE)


Sílvia Grijó é um encanto de pessoa, mas  não é sobre ela que escreverei, mas sobre o seu livro de poesias "MULHER À FLOR DA PELE". É sobre o livro dela vou   escrever, não sobre a impressão da antiga colega de Magistério que concluímos juntos e que gentilmente ela me presentou. 

Na orelha de sua obra escreveu "das certezas que encerram em minha alma (...) sempre a pensar que a transformação do mundo está nas nossas mãos...". Sílvia Grijó que nasceu Zeferina e é "presença constante nas Semanas de Literatura Amazonense que acontece todos os anos nas Escolas da rede municipal, sendo homenageada pelo seu continuo trabalho literário" como diz. Além do seu primeiro trabalho solo como fez questão de frisar Sílvia Grijó é também participante da antologia "A Imortalidade Amazônica" de responsabilidade da Associação Brasileira de Escritores e Poetas Pam-Amazonicos". 

Silvia Grijó, nascida em Amori (AM), é graduada em Ciências Naturais pela UFAM e acredita que “as poesias são uma forma de salvamento; é dar luz com à alma e representa um "bom-engodo" que se torna "isca" para seduzir a vida do poeta ao longo do caminho

A ex-aluna do Colégio Dorval Porto e colega de magistério no IEA, Silvia Grijó desfila suas poesias no livro "MULHER À FLOR DA PELE"  em 175 páginas com apresentação do jornalista, escritor e poeta Almir Diniz que anuncia, "os cantos da adolescência e da puberdade sinalizam a chegada da primavera"; o professor de sociologia aposentado do IFAM José Maurício Feitoza anuncia a obra como sendo "uma viagem de carona" com a hoje professora Silvia Grijó e o escritor e poeta amazonense Paulo Queiroz garante que "saber descobrir poemas tão mágicos e deleitantes, que nos deitam sobre o capim-vivo d'Amazonia". 

Com dificuldades de visão navegarei e saboreai cada poema do livro "MULHER À FLOR DA PELE" da colega que lembrou que estudamos e concluímos juntos o curso de magistério no IEA e escreverei nova crônica em breve, ao sabor do vento e olhando o azul da piscina, das palmeiras onde cantam os periquitos do Mundi, na mesma varanda em que a autora me autografou o delicioso livro! Como tenho problemas de visão devido a um princípio de AVC que sofri em agosto do ano passado, vou demorar a lê-lo porque tenho o hábito de ler e reler várias vezes a mesma obra para poder degustar e sentir o sabor de cada palavra escrita nos poemas do livro! 

sexta-feira, 1 de março de 2019

EU ME APRESENTO!


Quem me lê pelo blogjornalismocarloscosta ou pelo Facebook, "não sabe nada de mim" como diz a letra da música "DENTRO DE MIM MORA UM ANJO" do compositor mineiro de Uberaba Carlos Alberto de Brito, conhecido pelo pseudônimo de "Cacaso: fui operado de 2006/2009, 11, fiquei em coma 10 dias, 45 sem memória e mais 15 sem fala e estou infectado por duas bactérias hospitalares. 

Devido a uma surdez e depois das cirurgias em Manaus e em SP, para tentar corrigir a falta de audição para frequências baixas de 250, 500 e 1.000 megarthez, fiquei com leves sequelas cerebrais quando. Estava repassando conhecimentos adquiridos na UFAM à alunos no curso de Serviço Social em Universidade Privada. Como consequência das cirurgias também passei a viver infectado por duas bactérias hospitalares incuráveis para a Medicina; não para DEUS que me mantém vivo, ativo e quase sem nenhuma sequela para lembrar-me mais do passado. 

Tomo gardenal de 100 mg e tenho necessidades de dormir todos os dias até 9 HS/Manaus, para evitar convulsões que passei a ter desde então. Tenho que tomar hidantal e rifampicina para hostiomielite (câncer) óssea adquirido durante o tratamento. 

Vivo desse 2006, sem dois lados do crânio. Eles  apodreceram e tiveram que ser removidos; já me acostumei.  Deixei de ter convulsões em novembro de 2009 e estou bem. Mas ainda tenho que tomar remédios! 

Também tive uma trombose na perna esquerda e em agosto de 2009, caminhando no Condomínio, sofri um princípio de aneurisma cerebral e tive sequelas irreversíveis na visão; no lado esquerdo do corpo e no movimento dos dedos e passei a escrever tudo usando o polegar direito, como escrevo essa crônica agora. Contudo, sempre que me perguntam pelas "redes sociais" como estou, respondo que estou ótimo porque antes sofria convulsões terríveis, mas estabilizado desde novembro de 2009! 

Afinal as palavras "me queixar", "reclamar" e outras negativas não me devolverão a saúde.  Ainda durmo diariamente até 9 horas da manhã (Manaus) e vivo sob constante controle de peso: tudo o que é excesso ou falta, me prejudicam. Mas estou bem! Me queixar de quê ou para quem além de mim mesmo que tomei a decisão de me submeter em 2006 para tratar de um empiema cerebral, que me retirou totalmente a audição. 

Não tenho do que ou para quem reclamar: estou vivo e produtivo, apesar dos problemas. Isso é o que importa!  

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A VIDA EM UMA MALETA...! (BHEATRIZ LESSA)


Cabe dentro de uma maleta toda minha atividade como escritor: são comendas, placas, medalhas e troféus que fiz questão de mostrar a Beatriz Lessa, quando nervosa, acompanhada por sua mãe Márcia, me faz entrevistava para um trabalho de literatura para o Colégio da Polícia Militar no Condomínio do Edifício Nau Capitania onde morava um ano após   ser aposentado por invalidez em 2009.  

Se tivesse feito como o poeta mineiro de Itabira, Carlos Drumond de Andrade fez em respondendo a todas as perguntas feitas por alunos e colocando-o por baixo de sua porta, teria perdido a oportunidade de conhece-la e as suas colegas Fabiane a sua mãe Elionora, da mesma equipe e ter e desfrutado de sua agradável companhia em dois outros momentos, quando foi me visitar no Hospital da Unimed/Manaus e me dado uma rosa de presente e ter ido a minha casa e perguntado porque escrevia muito sobre os periquitos do Mundi, fiz questão de lhe mostrar a árvore onde os avisto pela janela de minha cozinha em seu bailado livre, leves e soltos, enquanto tantos turistas pagam para observá-los!

Recebi o primeiro prêmio nacional aos 23 anos quando fui o terceiro colocado no III CONCURSO NACIONAL DE CONTOS, na cidade de Paranavaí, no Estado Paraná. Não tendo dinheiro para comprar passagem de avião, decidi receber o prêmio de 5 milhões de cruzeiros na época. Apelei a muitas pessoas e recebi a passagem de ida e volta ao Paraná, do poeta de Maués, que exercia interinamente o Governo do Estado do Amazonas, Homero de Miranda que não esquecia de sua “Velha Mundurucânia”, como também chamava a Terra do Guaraná. Berço de grandes políticos.

Depois de ser indicado ao prêmio Jabuti, em 1999, com o livro de filosofia “O HOMEM DA ROSA”, o último livro que publiquei foi "DE JORNALEIRO A JORNALISTA UMA HISTÓRIA DE VIDA" em 2009, contando minha vida profissional. Precisei consultar a CTPS para confirmar datas e me surpreendi com o que seguida como Editor Geral do Diário do Amazonas, onde permaneci até o ano de 90 e pedi demissão, fazendo vestibular para Serviço Social. Não pedi aproveitamento de créditos e cursei 5 anos na mesma turma e me formado com 37 colegas dos 42 que iniciaram li ao saber que aos 26 anos tinha siso contratado para ser o Editor Geral do Jornal do Comércio, deixando A NOTÍCIA, do inesquecível Andrade Neto vendido mais tarde para o empresário José Moura Teixeira Lopes, quando fui dispensado, logo em seguida!


A filha do sr. Oswaldo Lessa e dona Márcia, irmã de Bruna Garcia Lessa, frequenta uma Igreja Adventista do Sétimo Dia, fez curso de Controladora de Voo na Escola de Especialistas da Aeronáutica, em Guaratinguetá é funcionária   da Aeronáutica, está cursando Direito na UEA-UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS.

Mas pela sua determinação, estudo e coragem um dia chegará a ser juíza! 

sábado, 23 de fevereiro de 2019

SILVA X SOARES E A TV A CABO!

Na casa do advogado e,  aposentado pelo TRT , virou político Raimundo Silva e por duas vezes foi presidente da Câmara Municipal de seu município, com quem viajei muito a  Itacoatiara estávamos reunidos eu e os advogados Ivo Brasil Lagos, (in meroriam), aposentado do Banco do Brasil e Flavio Queiroz de Paula, o hoje aposentado como procurador do Ministério Público do Amazonas, discutindo  planos para a posse dele como juiz do Trabalho que assumiria o cargo de juiz do Trabalho, no município de Tabatinga “desconhecido advogado do Júri” que possuía uma linda casa  casa a margem do caudaloso rio Solimões onde tive a certeza que minha esposa estava grávida. Ela tomou uma “cuba libre” e desmaiou! Fiz a viagem toda me lembrando para comprar Coca-Cola. Ela já tinha comprado a garrafa de Rum Montila. 

No início dos anos 80, os maiores e mais empolgantes embates entre acusação e defesa eram travados entre o hoje desembargador aposentado pelo Tribunal de Justiça de Roraima, o então promotor de Justiça do Amazonas, Lupercino de Sá Nogueira Filho e os advogados criminalistas e também políticos pelo MDB, por 26 anos, Francisco Guedes de Queiroz, o também político Félix Valois Coelho Junior, por quatro anos, e Milton Assensi. E esse meio surge o advogado Raimundo Silva, com boa oratória e excelentes argumentos de defesa. Foi descrito por mim em A NOTÍCIA, como sendo um “desconhecido no Tribunal do Júri”, selando nossa amizade pessoal e passei a admirá-lo e respeitá-lo muito.

Depois de muitos planos e conversas Dr. Silva decidiu transformar o seu "faz tudo", o pedreiro Humberto em juiz classista e levou o Soares como seu guarda-costas pessoal. Naquele dia pediu ao seu "faz tudo" que matasse um pato para comermos guisado. Pegou uma faca e cortou a cabeça dele. Só que o pato, mesmo sem a cabeça, espirou muito sangue no  muro branco da casa dele. Nos anos 80 o Tribunal do Júri era presidido pelo juiz Arnaldo Carpinteiro Peres, da 7ª Vara Criminal, o hoje desembargador aposentado como do Tribunal de Justiça do Amazonas Ele queria ver mais uma vez a atuação do advogado criminalista Milton Assensi e sugeriu os jornalistas que admirava - eu, Fernando Ruiz e o falecido Altair Rodrigues - para convidá-lo a voltar a atuar de novo. Apresentou recurso de à favor de um crime famoso e levou-o ao Júri, prometendo absolvê-lo, mas pegou mais um ano de pena. Na hora que esperava para ser levado a Penitenciária o réu no segundo andar do corredor do antigo prédio do Tribunal de Justiça puxou a toca do advogado e reclamou: "Dr. Assense, o senhor me encheu de expectativas pela absolvição e me devolve a prisão com mais um ano de pena a cumprir." - "A culpa foi desse juiz que errou na dosimetria da pena" apontando para o Dr. Arnaldo Peres que vinha logo atrás. “Mas por mim, você merecia era Cadeira Eletrica”, complementou o advogado de defesa ao que ficou conhecido na imprensa para “O Monstro da Colina”, por ter matado  com uma faca e jogado o corpo da criança, filha de  companheira dentro de um poço no quintal da casa

Voltemos à crônica de novo e ao assunto que me remeteu a lembranças inesquecíveis!

Uma vez, enquanto assistia o programa da GLOBO "VOCÊ DECIDE", deixou a rede e vociferou "onde já se viu um programa em que apresenta três finais para a mesma história. É um absurdo. Nós que estudamos um processo e muitas vezes ainda decidimos errado .Como esse programa pode apresentar três finais para a mesma história e as pessoas podem escolher qual o final que querem que seja exibido, pelo telefone?"

No dia seguinte decidiu comprar uma televisão nova e deu a que usava ao saudoso Soares, mas avisou: "essa TV é a cabo". O saudoso Soares, percorreu 40 quilômetros pela estrada rumo a Manaus e voltou para devolver o presente dizendo "contei a distância e vim devolver a TV porque não terei dinheiro para comprar 280 quilômetros de cabo para levar sinal de Itacoatiara até Manaus". O Silva riu e não aceitou a devolução do presente!

Dias depois o Soares, que prepara muito bem um bicho de caça, nos convidou para comparecer a casa dele no bairro de São Jorge, de onde se ia a pé para o Bar Zero Grau, para degustarmos seu belo guisado que preparara. Nesse dia também esteve presente o também juiz do trabalho Djalma Almeida. E fez questão de me chamar para mostrar a TV funcionando!

Abandonou a política com uma frase emblemática, porém, verdadeira: "QUANDO O PREFEITO ACERTA, SOLTAM FOGUETES; MAS QUANDO OS VEREADORES ACERTAM NÃO ACONTECE NADA, MAS POR TUDO DE RUIM NA CIDADE,  A CULPA É SEMPRE DOS VEREADORES"!

domingo, 17 de fevereiro de 2019

PÓ BRILHANTE DE GARRAFAS DE VIDRO!



Era 1974, no Grupo Escolar Adalberto Vale no bairro Morro da Liberdade, uma professora passou um trabalho em equipe para à turma de 4ª serie primária. Formamos a equipe, catamos garrafas, lavamos e apresentamos o com pó brilhante feito à partir de garrafas de vidros. Como fizemos isso? Contarei nessa crônica! Depois de terminar a 4ª fomos todos transferidos.  Sem a era digital de hoje, no dia marcado o nome estava no recém-inaugurado Ginásio Dorval Porto e fiz amizades com outros colegas, dentre eles o Luiz Eron Castro Ribeiro, hoje formado em Direito e ex-Cartorário de que o conservo como amigo no facebook. Ainda tendo convulsões, com perda da lateralidade da visão e atendendo a recomendações médicas, deixei de dirigir, não renovei a CNH e vendi a Bleizer 4x4 DLX Turbo Diesel que me levava e trazia por 12 anos para o trabalho todos os dias.  Mas retornemos à crônica, sobre o trabalho em equipe.



Formamos a turma com o Ronaldson, os irmãos Willian e Wyilliana   chamavada de "Willy" e o hoje engenheiro e advogado Roque de Almeida Lima, com o qual, ele desenhando a imagem de uma Santa, vencemos um concurso da Polícia Rodoviária Federal e deixamos uma vitrola amarela, no Grupo Escolar. Escrevi a frase pedindo “PAZ NO TRÃNSITO”. Comemorávamos a Semana do Trânsito, naquela época.

Como ninguém levou dinheiro no dia que marcamos para a coleta, decidimos em comum acordo apresentar o nosso mapa do Brasil desenhado pelo RAL em papel cartolina, com pó brilhante feito de garrafas coloridas, com o Amazonas sendo destacado no mapa com a cor verde.

Formamos a equipe de novo e decidimos catar garrafas de vidro coloridas que antes existiam em abundância. Hoje, infelizmente deixaram de existir. Catávamos muitas garrafas petas, levávamos e vendíamos no “Café do Pina”, para entrar ingressos e assistir filmes no Guarany. Contávamos com a colaboração financeira de Ronaldson, que chegou a jogar profissionalmente pelo Libermorro e dos irmãos Willian, filhos de “comerciantes fortes” no bairro, como se dizia no passado para quem possuísse casa de alvenaria e os colegas tinham. Uma vez, como jornalista em A NOTÍCIA, fui entrevistar o diretor na época e encontrei a Willy, trabalhando como secretária e ela teria confidenciado que seu irmão já teria ou estudava em Seminário para ser padre. Estava muito elegante como secretária a “Willy”. Não a reconheci; ela me reconheceu e fiquei feliz!

Enfim, decidimos catar garrafas coloridas, lavá-las, pilá-las e transformá-las em pó brilhante! Nosso trabalho foi apresentado destacando a cor verde para o Amazonas.

Ficou pesado e, talvez, até hoje, ninguém tenha descoberto até a “fraude" infantil de adolescentes que tinham muita imaginação, começaram a trabalhar cedo e quase todos conseguiram ingressar em curso superior!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

SOU DE UM TEMPO...!



Em que a TV era em preto e branco; Minâncora também servia para base para tirar o brilho e o suor do rosto dos apresentadores e entrevistados, nos antes quentes bastidores dos estúdios de televisão.
Sou do tempo em que se usava sapólio para limpar os banheiros; Salsar no chão era a única higienização e creolina dissolvida na água servia para curar várias doenças nas galinhas. Ainda se vendia Iodo Cromo e Crisol nas farmácias para combater doenças de pele.
Se usava fotos 3 x ,4 nas carteiras e anel no dedo e ainda se andava de mãos dadas com as namoradas e tudo era diferente! Os rádios e TVs ainda eram em válvulas que precisavam ser aquecidas 
Hoje, tudo mudou. Alguns produtos foram substituídos por outras, as Coca-Cola, antes evasadas em garrafas de vidro, agora; em garrafas de plásticos de 2 e 3 litros que descartadas em qualquer lugar, entopem ralos, bueiros e vão parar nos igarapés e gerando as enchentes.
O romantismo está morrendo na era do WhatsApp e agora basta bloquear a namorada no celular. Antes era tudo na agenda de papel e agora é tudo no celular! Ninguém grava número de mais ninguém porque os celulares já possuem aplicativos para quase tudo, menos para educar a juventude como escrever corretamente sem reduzir as palavras.
Quero saber se estamos evoluindo ou incluindo? Não sei a resposta!