quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ZFM COMPLETA 46 ANOS, MAS SEM SEGUIR UMA DIREÇÃO!




Criada historicamente dez anos antes pelo projeto do deputado federal Francisco Pereira da Silva, a Zona Franca de Manaus, completa hoje seus 44 anos, com avanços e retrocessos,  passando por sucessivas prorrogações em governos diferentes, recebendo sua perenidade, pelas mãos do senador amazonense Bernardo Cabral relator da elaboração da Constituição de 1988, mas só foi efetivamente implantada dez anos mais tarde, em 1967 pelo Governo Militar. Contudo, será que o modelo ZFM atingiu a todos seus objetivos e metas para os quais foi implantado? Sim e não!  O modelo ZFM  não é o mais apropriado para o Amazonas, embora o Estado tenha se desenvolvido muito!

Ao mesmo tempo em que a ZFM produziu riquezas no Amazonas, particularmente em Manaus, socialmente o governo do Estado não redistribuiu e nem fez criar mecanismos capazes de fazer com que as riquezas se transformassem em investimentos na área social em forma de novos hospitais, garantia de segurança, melhoria na área de saúde , nem criou mecanismos que garantisse às empresas fazer diretamente os investimentos em forma social, apoiando programas e projetos visando a desenvolver jovens e adolescentes envolvidos com tráficos, prostituição e crimes. O modelo ZFM serviu também  para encobrir as grandes mazelas sociais que ainda hoje são visíveis na periferia de Manaus.

O Golpe Militar de 64 no Brasil, aliado ao medo do comunismo, se espalhou pela América Latina com o sucesso alcançado por Fidel Castro na Ilha de Cuba apressou à implantação do modelo ZFM, local de “mão de obra barata e abundante”, como garante os livros “Zona Franca de Manaus: os Filhos da Era Eletroeletrônica”, da pesquisadora Edila Armaud Ferreira Moura, publicado pela Universidade Federal do Pará, 1993, integrante da série “Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia, vol. 2 e o livro O CAMINHO NÃO PERCORRIDO – a trajetória dos assistentes sociais masculinos em Manaus, 1995, Imprensa Oficial, Manaus, de Carlos Costa (in carloscostajornalismo.blogspot.com).

A obra da professora paraense resgata questões como crianças da periferia, o crescimento urbano e a ocupação de Manaus, as condições sócio-econômicas da população e traça um perfil do trabalho na Feira da Compensa, e constata que em relação à escolaridade, não existe “escolas para todos”. No livro de Costa, ele relata um pouco sobre o processo social do modelo e faz um arrazoado histórico sobre o desenvolvimento do comunismo na ilha comandada à mão de ferro pelos irmãos Castro, Fidel e Raul.

Independentemente de qualquer interpretação que se faça ou se dê ao modelo da ZFM, é inegável que ao mesmo tempo em que o Amazonas se desenvolveu, a perenidade do modelo foi garantida e também mascarou o seu real destino de desenvolvimento voltado ao que de melhor existe na Amazônia, que é sua biodiversidade que, se bem explorada, poderá lhe render tantos frutos e com menos desgastes aos empresários que se aventurarem a investir em um novo enfoque que não fique dependendo exclusivamente de incentivos fiscais.

Afinal, começa a surgir uma luz no fim do túnel negro da ZFM: foi iniciado e autorizado a instalação de um polo naval no Estado que, como sempre afirmo, tem em seus rios como rodovias, e os barcos como ônibus que transportam pessoas e sonhos que poderão surgir  no futuro, quando perdermos a mania da dependência política.

6 comentários:

  1. Concordo com o texto e Infelizmente não ha mecanismo que permitam um desenvolvimento econômico real para a cidade de Manaus enquanto isso o crescimento econõmico (Inchaço da cidade) é visivel e precisamos voltar com os projetos das industrias nas ZFs onde desenvolviam o interior do Estado gerando emprego e renda.

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