quinta-feira, 16 de outubro de 2014

A CHUVA CAI...


...lava o solo, corre pela sarjeta, cria vida
Eu a vejo pelo vidro da janela - coberta por película 
que dá para a piscina.
Acho estranho: 
seus pingos caindo nas águas 
azuis da piscina, 
lavando o solo, criando e germinando novas vidas..
Sinto uma tristeza,
A chuva faz renascer plantas, 
vidas quase mortas; mas, não a minha!
Aumenta minha tristeza.  
Não gosto de chuva!
Ela não restitui a saúde, não me permite renascer..
Mas vivo como Deus me permite que eu viva!

10 comentários:


  1. Lindo poema amigo Carlos, adorei parabéns. Abraços e felicidades

    ResponderExcluir

  2. Restitui a plantação na película fina do solo e leva ao sulco a semente ou a muda.Acho que escorre vida na veia-saudável das criaturas humanas,terrenas. Permitiu quase germinar estranhezas na sarjeta do sujeito.Pingos criam o ressurgimento,o renascimento,o ressuscitamento.A saúde restitui permite renascer.Quase mortas as plantações desta vida seca.Acho solo em teu corpo para germinar e ressuscitar.Pingos estranhos quando corre a película.A cria levemente escorre pela sarjeta.Vejo piscinas e as novidades aumentam.Olho-de-vidro e lágrimas petrificadas eu sinto Deus entristecido.Permita gostar da chuva ao abrir a janela azul.Viva a chuva e o renascimento lavando da cobertura a superfície.Viva Deus,viva a permissão.Se aumentar a tristeza pelo menos goste mais da chuva.Sinto novidades se aproximarem quando a chuva lava.Piscinas de lágrimas cobertas de azul-cobalto.Vejo janelas de vidro e cacos no asfalto.

    ResponderExcluir

  3. Aqui está uma sequidão danada... E o que restabelece saúde é fé e harmonização. Paciência aí, Poeta e pé na tábua. O meu abraço,,

    ResponderExcluir

  4. Aqui ela ainda não caiu, parabéns.

    ResponderExcluir

  5. Muito bom.
    Abraço.

    ResponderExcluir
  6. Maria do Carmo Fraga/BH17 de outubro de 2014 03:48

    Oi, Carlos. Saudade de você. Tenho lido, mas não tenho comentado. Não fique triste. Eu também já tive medo de chuva. Fiquei muito triste porque eu adorava chuva. Pensei que nunca mais voltaria a gostar de chuva. Aprendi a entender que tudo passa. É só aquietarmos a mente. Tudo muda nada é eterno. Até a tristeza. Vai passar. Tenho uma amiga que está /teve problema semelhante ao seu, tem mesma idade sua, talvez mais nova um pouquinho. Como eu adoraria que ela tivesse pelo menos a metade da vitória, a metade do potencial de vida mesmo, a metade da saúde. Compreendo e compartilho com você essa tristeza, mas pessoas que estão cheias de vida não fazem o que você faz e fez. Qualquer um cem por cento sadio pode de repente ir embora. Tudo muda, a ciência, a medicina, enquanto isso não acontece a contento, faça como você faz, sorria, diga besteira, fale sério, faça a diferença como você faz. Conte com os amigos que você tem - creio que não sejam os mesmos em quantidade, mas mesmo assim vejo que os tem. Você é querido, tem bela história. E, vamos lá, cadê as histórias divertidas do Varre-vento. Adoro-as. Fofoca: tem aparecido em sua escrivaninha uma recantista que parece que andou aprontando com meu nome, etc. Então evito estar onde ela está. Isso também vai passar, porque não agrada nem um pouco a Deus nem a mim. rs Abraços, Carlos. Dialogue com a chuva, use-a seu favor. Tudo vai passar. Fique com a força, a energia, o poder de Deus, meu amigo. Não me esqueço de você, mesmo ausente. A Amiga mineira, Maria do Carmo (Mariana Mendes - minha saudosa vó)

    ResponderExcluir
  7. Carlos, o que para você causa tristeza, para nós, aqui no Sudeste, causaria - caso houvesse - uma imensa alegria. Alegria e esperança de dias melhores, com mais saúde... porque água é vida, sem ela tudo fica insuportavelmente seco e inóspito. Mas sua poesia é sensível e bela, retratando o que lhe vai na alma...
    Um abraço.

    ResponderExcluir

  8. Desculpe, amigo, mas seus versos são fracos e colocados num momento muito inoportuno. Espero que produza algo mais consistente.

    ResponderExcluir
  9. Maria Auxiliadora Paula Ribeiro17 de outubro de 2014 19:55

    Jornalista Carlos, seu poema é muito triste, sem deixar de ser pérola de Literatura. Não consigo imaginá-lo, com uma grande revolta assim....

    ResponderExcluir

  10. Muito singelo... adorei!

    ResponderExcluir