terça-feira, 15 de abril de 2014
A MORTE, O RESULTADO DO NASCER!
Em homenagem ao Sr. Alaor Ferreira, do apt, 73, torre Nassau, do Mundi, meu vizinho de prédio.
A vida caminha de mãos dadas com a morte, mas não se olham e a vida segue se desviando de obstáculos que lhes são apresentados durante a caminhada por uma estrada da vida nem sempre perfeita para alguns. A vida e a morte não querem se encontrar, mas um dia se encontrarão e. quanto esse encontro se dá de forma rápida e inesperada, só restará aos parentes que ficam a solidão e a tristeza, mas que precisarão ser enfrentadas e superadas com a união de todos em torno da continuidade das outras vidas que continuarão caminhando na estrada até o encontro definitivo com Deus!
O Sr. Alaor Ferreira ainda era uma árvore viva, cheia de folhas verdes e sonhava com novas metas. Só que essa árvore não dará mais frutos e nem ressurgirá porque caiu sua última folha, junto com a queda da escada que sofrera. Nada mais árvore plantada pelas mãos de Deus, nada restou, nem sonhos e nem projetos...mas seguiu para o céu segurando nas mãos do Criador!
Agora, ficará difícil entender como uma árvore que ainda tinha tudo para produzir frutos, pode morrer de forma tão rápida! Esse é um mistério que não nos cabe discutir e muito menos entender, porque é um mistério que só Deus poderá explicar! Mas morte rápida do Sr. Alaor Ferreira, me fez ver que vida é dual, sempre foi e sempre será: para que exista a morte, sem algum momento terá que ter existido vida. A morte e a vida só se explicam e se entendem pelo nascimento.
O Alaor era um amigo, o primeiro que fiz no Condomínio Mundi e, como todas as verdadeiras amizades, sempre chegam de onde menos se espera, ocupou espaço em minha mente e em meus sentimentos! Foi assim que conquistou a mim: chegou de mansinho, foi ocupando espaço e me encantou e, agora, será dolorido demais extirpá-lo de minha vida!
Foi uma amizade rápida, de pouco mais de um ano. Porém, foi construída pela sinceridade e não pelo interesse porque ambos éramos aposentados. Ele aparecia sempre nos momentos em que eu precisava dele e agora não será necessário explicar porque subiu na escada, caiu, bateu a cabeça e nos deixou tão cedo, ainda cheio de sonhos e metas!. As amizades não precisam de autorização para nos criticar quando erramos, mas nunca recebi qualquer crítica de meu amigo Alaor.
Tenho certeza que, agora, meu amigo está vivendo em algum lugar, em um horizonte, em um arco-íris projetando suas metas para a vida de todos os que continuará amando profundamente a todos que ele amava na terra e sentindo orgulho de todos que ficaram.
Por isso, peço, não chorem, o sr. Alaor está bem e feliz, como foi feliz na terra!
segunda-feira, 14 de abril de 2014
FATOS, "BARRIGADAS" E BRIGAS SUJAS NO JORNALISMO DO AMAZONAS
“NEGO ANGOLA ASSALTA DE NOVO”. “CHUPA CHUPA POUSA EM FAZENDA E MATA GADO;'. “MOTOR AFUNDA NO RIO SOLIMÕES E NÃO HÁ SOBREVIVENTES”. 'PESCADOR É ABDUZIDO POR LUZ FORTE”. ''MÃO BRANCA ARROMBA CASA E NÃO DEIXA VESTÍGIOS”'. “HOMEM ENGRAVIDA PORCA EM FLUTUANTE NO PORTO DA CEASA”.
Durante o fim dos anos 70 e início dos anos 80, essas eram algumas das manchetes que aterrorizavam Manaus de pouco menos de 700 mil habitantes, na mesma época em que até acidente de trânsito virava notícia. Mas quase todas as manchetes era resultado da criação dos jornalistas policiais já falecidos, Luiz Octávio Monteiro, de A NOTÍCIA e Altair Rodrigues, o “Capitari”, de A CRÍTICA, que se rivalizam na preferência de venda aos leitores e também nas mentiras que conseguiam produzir. Nesse mesmo tempo um jornalista não podia entrar na redação de A CRÍTICA porque seria considerada espião. As comunicações eram precárias, as rádios AM faziam sucesso apesar dos chiados e as FM estavam iniciando com força porque eram limpas. Na Delegacia Geral, se anotava do grande livro de registro policial, as notícias que gentilmente o Sr. Joia permitia o acesso de jornalistas copiassem dos registros policiais. A delegacia Geral funcionava em um casarão antigo, na Rua Guilherme Moreira, onde hoje funciona a sede do Banco do Brasil. Diziam que existiam muitas celas lá, mas nunca as vi.
Os dois profissionais eram baixos e quase da mesma estatura e eram amigos. Se reuniam sempre para discutir os furos que um daria no outro, nos dias seguintes, como se dizia na época quando um jornal publicava uma notícia sozinho, sem que o outro pelo menos imaginasse. Devido a essa rivalidade, os jornalistas de um jornal eram proibidos de entrar nas redações dos jornais! Octávio foi barbaramente assassinado supostamente pela polícia, crime até hoje não julgado e Altair Rodrigues morreu em acidente de trânsito na BR, vindo de Presidente Figueiredo, em missão profissional para o político Deusamir Pereira que era candidato ao Governo do Amazonas e agora é professor do Ciesa.
O encontro dos dois amigos se dava geralmente as sextas-feiras, depois das 20 horas no Bar da Dra. Letícia Teles Guimarães, localizado no início da Rua Tarumã, quando a advogada criminal servia caldeirada de tucunaré para aos profissionais de comunicação, sempre depois das 20 horas. Nesse encontro, algumas vezes se faziam presentes os também jornalistas Francisco Pacífico, “O Cachacinha” e Mílton Ferreira, o “Mílton Cabeça de Porco” , pelo formato estranho do corte de seu cabelo, o que lhe dava um aspecto estranho por ser sempre raspado na parte de trás da cabeça, Os dois eram repórteres policiais do JORNAL DO COMÉRCIO; O também jornalista do Jornal do Comércio, Oscar Carneiro, raramente aparecia nesse encontro, mas quando se fazia presente, eu gostava de ouvir as histórias que contava, da época em que ele chegara a dormir no Casarão da Delegacia Geral, para conseguir um “furo de reportagem”, noticiando alguma informação que ninguém mais. Me tornei amigo e admirador desse profissional que também já partiu, com o qual eu sempre nos encontrava na 5a Seção da Polícia Militar, comandada pelo tenente Alfredo Assante Dias. A temida PP2 da PM era comandada pelo tenente Ferreira Lima, a Auditoria Militar estava sob a direção da Dra. Helena Galvão, juíza que aprendi a admirar e a respeitar Era um tempo bom! Nessa época, ocorriam poucos crimes em Manaus, mas os dois jornalistas, decidiam dar nomes para os furos de reportagem e tudo virava notícia. Nessa época, foram exterminadas pela PP2, as quadrilhas mais ativas em Manaus, como as do Abílio, do Alan, do X-9, a prisão do traficante Padeirinho e outras. Também nessa época, sete motoristas foram ser assassinados e desovados em um ramal na Estrada Manaus Itacoatiara, os quais ficaram conhecidos como os “Crimes do Varadouro da Morte”. Uma cabeleireira que morava no Conjunto Jardim Brasil, Zilda Azevedo de Souza, foi presa, julgada, condenada a 47 anos pelos crimes, mas, em segundo julgamento, foi absolvida por 7 X 0 pelo Tribunal do Júri. No dia do julgamento, escrevi e publiquei matéria assinada perguntando ZILDA: CULPADA OU INOCENTE, de investigações que havia feito como repórter credenciado no poder judiciário. O advogado Armando Freitas, adquiriu vários exemplares e distribuiu aos membros do Juri. Eu remetia todos os crimes para uma participação de um ex-Chefe do Comando de Policiamento da Capital da PM, jã falecido por cirrose hepática, que seria amante da cabeleireira Zilda e a envolvera com os crimes. O promotor desse caso foi Yano René Pinheiro Monteiro, que nunca recorreu porque o processo desapareceu!
Quando o jornal A CRÍTICA publicava a manchete MOTOR AFUNDA NO RIO SOLIMÕES E NÃO HÁ SOBREVIVENTES, muitas vezes vi o Luiz Octávio sendo repreendido pelo dono do jornal A NOTÍCIA, Andrade Neto, por ter levado um “furo” do jornal concorrente e ele se explicando: É mentira do Capitari, seu Andrade”! O Octávio já estava se preparando para dar o troco no dia seguinte e em A NOTÍCIA, saia uma manchete assim: “CHUPA CHUPA ATACA FAZENDA E MATA VACAS”. O “Chupa Chupa” vinha sempre antecedido de uma luz branca, muito forte de uma nave espacial. Ou então, o Luiz Octávio atacava com a manchete “Negro Angola assaltou de novo”. O temido Negro Angola, na verdade era um angolano que era garçom no bar da Dra. Letícia e ele se divertia muito ao se ver envolvido nesses boatos que eram tidos como reais.
O golpe mais rasteiro que Luiz Octávio deu no Altair Rodrigues ocorreu quando ele criou o lendário “Mão Branca” que assaltava residências e não tinha impressão digital. Outro golpe baixo foi quando Luiz Octávio publicou que um pai de santo teria revelado para ele quem teriam sido os assassinos do “Varadouro da Morte” e ainda lhe teria revelado as motivações de cada um dos crimes, inclusive de um motorista da Suframa cujo corpo nunca fota encontro. Tudo isso aterrizava a Manaus pacata do passado recém-saída dos anos 70, ainda com pouco menos de 700 mil habitantes. Mas sem querer, também aprontei das minhas.
Ficara responsável pelo fechamento da primeira página em A NOTÍCIA, mas inutilmente esperei uma notícia bombástica, como se dizia na época, para a fazer a manchete principal do jornal que circularia no sábado. O telefone da redação tocou e eu o atendi. Era um homem ligando e informando que em um flutuante no meio do rio, só ele e uma porca e que ele teria engravidado o animal, que fora levada para ao Veterinário. Chamei o fotógrafo Plutarco, que ficara na redação do plantão comigo, peguei um fusca amarelo WW e o dirigi ao local do acontecido. Chegando, não havia mais ninguém exceto alguns poucos curiosos que permaneciam comentando o ocorrido e o fato de a porca estar com uma barriga muito grande, o que sugeria uma possível gravidez do animal. Mas, como, se não havia porco no flutuante? Só o homem e a porca! Todos especulavam, anotei o nome de algumas pessoas, tomei algumas informações e retornei para o jornal porque teria que escrever a matéria e entregá-la ao jornalista Bianor Garcia, que fazia as manchetes.
No dia seguinte, saiu a manchete:
“HOMEM ENGRAVIDOU A PORCA NA CEASA”!
No domingo, a manchete repercutiu em um outro jornal sensacionalista da Inglaterra, que queria comprar os direitos da matéria e pagar muito bem. Foi designado para continuar o levantamento da matéria. Voltei para a redação e falei
- Bianor, vamos ter que matar a porca porque ela só tinha um grande mioma!
Insistindo na história e para manter a fama do jornal que na época diziam que se espremesse, sangue saía de dentro de suas páginas, o editor geral e autor da manchete sugeriu :
-Escreva a matéria, mas diga que a porca morreu ao dar a luz! Mas não informe nada sobre o que ela tinha porque se não o nosso jornal ficará desacreditado. Mesmo contrariado, escrevi a continuação da matéria, afinal, eu era recém-contratado e precisava do primeiro emprego como jornalista profissional. Não me orgulho dessa notícia que escrevi e nem da manchete dada pelo jornalista Bianor Garcia.
quinta-feira, 10 de abril de 2014
ORAÇÃO DE UM JORNALISTA/ASSISTENTE SOCIAL
Dedico a todos os jornalistas de ontem, de hoje e de amanhã, em especial a para Suelem Louize Freitas (PJC), futura jornalista.
DEUS jurei exercer a função de jornalista assumindo o compromisso com a verdade e a informação. Jurei também atuar dentro dos princípios universais de justiça e da democracia, garantindo principalmente o direito do cidadão à informação, mas agora peço-lhe, DEUS, na altura de meus 50 e poucos anos e quase senil, que guie meus dedos para não escrever contra ninguém, alguma coisa que possa ser inverdade contra quem quer que seja porque, com o tempo, aprendi que existem sempre três verdades dentro de uma mesma notícia: a minha que escrevo, a de quem vai ler o que escrevi e a da opinião pública.
DEUS dai-me serenidade para buscar aprimoramento das relações humanas e sociais, fazendo crítica e análise da sociedade, visando um futuro mais digno e mais justo para todos os cidadãos brasileiros e não me permita destruir com meus críticos escritos qualquer vida digna, honrada e séria, mesmo que seja movido por um sentimento momentaneamente de raiva ou rancor. Que me seja permitido fazê-lo, só para criticar a censura que mudou de rosto, mas continua presente nas redações de jornais do Brasil inteiro!
DEUS, sei que não existe jornal isento, mas pode existir jornalista isento, sério e responsável e sou um dos que se enquadram nesse perfil, como muitos outros também se pautam pela ética. Não me permita DEUS jamais adotar qualquer outra postura em tudo o que fizer, escrever ou pensar.
DEUS permita-me ouvir e não me calar contra quaisquer que sejam as injustiças sociais; nunca me permita destruir a vida de pessoas honestas; mas me torne implacável contra os desonestos que se locupletam e enriquecem com o dinheiro público dos impostos, que iniciam obras públicas de grande alcance social, mas não as concluem, contra as construtoras de fundo de quintal e todos os que querem ficar ricos com o dinheiro que é de todos.
DEUS, dai-me serenidade para ver com serenidade, me indignar e escrever contra todo tipo de censura de opinião e permita-me pôr o que penso em tintas vermelhas cor de sangue se for preciso, para denunciar o que entender injusto contra quem quer que seja, sobretudo contra os necessitados de habitação, segurança pública, saneamento básico, saúde e educação.
Como jornalista, DEUS não me permita ficar indiferente às coisas que vejo como injustiça, porque não a entendo com parte integrante de meu cotidiano. Também não me permita continuar vendo escândalos, desvios de dinheiro de verbas públicas ou de obras que deveriam ser públicas, mas que nunca chegam a um fim, sem tentar entendê-las em toda sua profundidade, causas, razões e denunciar tudo o que venha a ser contra os princípios que adquiri no jornalismo.
Sou totalmente consciente que quando transformo fatos em notícia, estou fazendo e construindo um pedaço de minha história e da história de muitos outros. Diante disso, tenho que ser responsável em todas as etapas de meu trabalho profissional e peço, por fim, DEUS, que derrame luz de bênção sobre o amigo virtual Clóvis Ático Filho para que ele continue me enviando e-mails com a advertência logo abaixo de sua assinatura para não acreditar em tudo o que vou ler nas redes sociais porque nelas também circulam muitas mentiras que findam se transformando em verdades se não fosse seu cuidadoso trabalho de investigação consciente dos fatos.
Por atrás de toda aparente boa notícia veiculada em redes sociais, que parecem um furo de reportagem pode existir uma “barrigada” por trás, como se dizia no jornalismo do passado, como ensina sempre o amigo virtual Clóvis Ático Filho.
terça-feira, 8 de abril de 2014
DESENVOLVIMENTO SOCIAL X DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
Se o povo brasileiro passar a entender desenvolvimento social como a “evolução dos componentes da sociedade (capital humano) e na maneira como estes se relacionam (capital social),” ou se passar a entendê-lo pela simplória, mas profunda e lógica definição do pensador Augusto de Franco de que “todo desenvolvimento é desenvolvimento social”, ou ainda, se passar a considerar desenvolvimento econômico como um “processo de enriquecimento dos países” fácil e fatalmente constará que no Brasil esses dois tipos de desenvolvimento caminham um opostamente ao outro e não nunca se encontram ou se cruzam pela estrada porque se de um lado o país cresce em termos econômicos; de outro, as políticas sociais públicas encolheram, se recolhem e se apequenam diante dos grandes e urgentes necessidades de um país continental das dimensões do nosso.
Se mensalmente, os brasileiros contribuem com mais de 37% em impostos, o mínimo que poderiam exigir e esperar, era um retorno social próximo ao valor que pagam, em forma de serviços públicos de qualidade. Só que isso não acontece e o povo quando vai às ruas exigir direitos sociais, quebra tudo. No Brasil de hoje, o que mais se denuncia são obras públicas paradas, que começam, mas nunca terminam, outras que começam sem projetos básicos detalhados e são embargadas por órgãos de fiscalização do dinheiro público, muitas que nem começam porque o dinheiro foi desviado para fins particulares. Escolas e hospitais, que deveriam ser prioridades públicas são onde mais se desviam verbas públicas ou em construção, ou em compra de equipamentos ou em aquisição de remédios.
Como exemplo, cito a questão da seca no Nordeste que se arrasta desde de a época do império de D. Pedro II e não se resolve nunca. Mais recentemente, vi, li e ouvi que os interesses de programas como PAC, PAC I e PAC II nunca saíram do papel porque os recursos foram desviados, as construtoras faliram e muitas outras desculpas. Mais recentemente, ainda, vi que o programa social “Minha Casa, Minha Vida”, para resolver a terrível falta de habitação popular no Brasil, começou a ser utilizado como cabo de guerra por políticos, com fins puramente eleitoreiros, sem contar com a total ausência do Estado Nacional com oferta de serviços sociais junto com esse programa. Aonde ele existe, não funciona ou funciona eleitoralmente!
O que está faltando é uma gestão pública e vontade política porque o povo brasileiro está farto de promessas que nunca serão cumpridas.
Para a leitora Keyla Maria Oliveira Silva, de Brasília, desenvolvimento social e desenvolvimento econômico tem início quando também se muda a mentalidade e se volta tudo para a educação, mas passando por uma conscientização do povo e escolha de seus representantes. Reconheço que também passa por isso, mas tem mais coisas porque só entendo desenvolvimento econômico quando ele caminha junto com a distribuição dessa riqueza ao povo, em forma de benefícios em saúde, habitação, segurança pública, saneamento e tudo que está garantido na Constituição da República.
Para Kal Marx, o desenvolvimento econômico também ocorre quando o crescimento da produção nacional é recebida pelos que participam da atividade econômica, ou seja, o desenvolvimento econômico seria um processo pelo qual a renda real de uma economia aumentada ao logo de um período de tempo mais a renda nacional do produto do país de bens e serviços finais, expresso em termos monetários, também chegam em qualidade de serviços sociais ao povo. Mas não é exatamente isso o que vem ocorrendo no Brasil porque se por um lado temos a inclusão de uma nova classe de consumo pelos programas de Transferência de Renda a uma população carente, por outro lado faltam condições mínimas de segurança, habitação, educação, saúde e saneamento.
Em recente pesquisa entre os 30 países que tem a maior carga tributária do Mundo, o Brasil foi o que teve a pior colocação em termos de retorno dessa mesma carga tributária ao povo, em forma de serviços públicos, por vários motivos e razões. Esse ranking foi feito com base no Índice de Retorno de Bem Estar à Sociedade, criado pelo Instituto com resultado de cálculo que levou em consideração a carga tributária, segundo a tabela da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 2010 e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), conforme dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com a previsão do índice para 2011. Quanto maior o valor do IRBES, melhor será o retorno da arrecadação dos tributos para a população, segundo os dados da pesquisa.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
O DESVELAR DO MUNDO DE UM ESCRITOR
A vida de quem escreve se esconde por trás outro mundo a ser descoberto e revelado porque tudo o que a autor pensa e expõe tem uma razão de ser, um motivo, uma causa e um desejo e objetivo a atingir. Se não se conhecer esse mundo e a época em que foi desenvolvida uma teoria, rever o momento político e histórico que o autor a criou e desconhecer a motivação do porque escreveu, não contextualizando perfeita e historicamente a época em que foi escrito o texto, criada a teoria, os motivos que se escondiam por trás de cada coisa, suas causas ou razões que qualquer escrito, a leitura de um conto, romance, crônica, resenha ou qualquer outro gênero escrito, digo que terá sido um mero exercício para passar o tempo, mas não se conheceu nem a obra e nem o autor. No máximo, pode se ter assimilado alguma coisa da leitura, mas nunca vai poder dizer que leu o livro A ou B porque desconhecerá completamente motivações que o levaram a fazê-lo.
Tudo é verdadeiro no mundo de qualquer escritor, por mais que ele transforme seus escritos em obra de ficção, mesmo assim, restará sempre algo a ser clarificado por trás do que for escrito. Com relação á qualquer teoria histórica, sem embasamento em uma contextualização da época social ou política de suas origens, pouco se saberá como ou porque se seu deu a transformação da teoria. Isso vale para todo tipo de ensino, inclusive a mudança da teoria teocêntrica em heliocêntrica, só para citar um exemplo. Tudo tem uma razão, uma origem, uma motivação ideológica, enfim, que direcionaram um texto, crônica ou romance, mesmo que de ficção. O autor sempre escreve para esconder ou clarificar um problema que passa, vive ou viveu, porque, mesmo de forma inconsciente, passará para seus textos um pouco do que ele é. Em qualquer momento da história, a vida muda, as teorias mudam e a forma de escrever também.
Esses ensinamentos passava aos meus alunos na faculdade de Serviço Social, antes de me afastar do trabalho em 2006 e nunca mais voltar porque fui aposentado por invalidez. Dizia a eles que todo bom livro se pode conhecer apenas lendo a apresentação, o índice e lendo as orelhas da obra. Se poder, conheça um pouco outras obras do autor e um pouco de sua biografia se for possível. Ainda vale para hoje, para agora, para todos os professores realmente compromissados com a Educação, porque não existe professor e não pode existir aluno sem professor – embora essa realidade seja quase uma exceção e não uma regra.
Escrevi e publiquei alguns livros despretensiosos.
Em alguns deles, escrevi uma ou outra crônica que se eternizaram pelas suas atemporalidades, como “O Dia em que a terra parou”, sobre o filme do mesmo nome, narrando a falta de luz no bairro da Betânia, em que morei até meu casamento aos 22 anos. Porém, mas não recordo se publiquei essa crônica em que ou se foi publicada apenas no jornal A NOTÍCIA. Essa crônica até hoje citada em alguns livros em que me faço presente mais pela bondade de seus autores do que por merecimento. O texto narra a falta de luz no bairro, no exato momento em que a pousava na terra e o alienígena começava a sair de dentro dela. Faltou a luz e todos os meninos correram para rua olhando para o céu, procurando ver a tal nave espacial.
Na época da Censura Militar, ironizei no conto “O Assalto”, narrando um fato hipotético em uma loja localizada em Manaus, no qual o proprietário exigiu até a identidade sindical do assaltante porque dizia que os “únicos ladrões que conheço são os fiscais da RF, INPS (atual INSS), Sefaz e todos se identificavam com suas carteiras de identificação funcional, além de outros que não tem a cara de pau de vir aqui pessoalmente como você teve, mas mandavam boletos de cobrança de impostos e tributos todos os meses”. No final do assalto, pela sua “honestidade”, o ladrão foi convidado a virar sócio da loja. Com esse conto, ganhei um prêmio na cidade de Paranavaí, no Estado do Paraná, no início da década de 80.
Mais recentemente, em 2006, sobressaiu a crônica A MINHA AMANTE, incluída no livro “Crônicas comprometidas com a tua vida”, magnificamente apresentado pela também escritora, cronista e poetisa, prof. Ierecê Barbosa, que escrevi para uma máquina de escrever Olivetti, línea 98. Mas tudo que estou narrando aqui é porque vivo uma nova fase de minha vida e desejo que as pessoas entendam o que escrevo e porque escrevo para que um dia, eu possa ser entendido em minha época, com as dificuldades que a vida me ofereceu, mas que transformei todos meus amargos limões em uma gostosa limonada.
quarta-feira, 2 de abril de 2014
CPI DA PEDOFILIA FOI ENTERRADA NA ALE
“Justiça tardia nada mais é do que injustiça institucionalizada”. Essa frase não é minha, mas do grande pensador Rui Barbosa, político que também defendia o fim do regime de escravidão no Brasil, que também disse: “De tanto ver crescer a INJUSTIÇA, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos MAUS, o homem chega a RIR-SE da honra, DESANIMAR_SE de justiça e TER VERGONHA de ser honesto”
A CPI da Pedofilia que seria instalada na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas está seguindo no caminho da injustiça, na falta de vergonha na cara dos políticos e já naufragou nas águas dos rios da região amazônica, porque adiaram-na para depois das eleições. Não haverá tempo hábil para instalá-la porque requer 120 dias de prazo regimental para sua instalação e a indicação de seus membros. Mesmo que os deputados consigam fazer mágica, mudando o regimento para reduzir esse prazo, o tempo restante depois das eleições em primeiro e segundo turnos, só será de 110 dias, sem contar com o recesso branco de Natal e Ano Novo que ocorrem na ALE, sempre. Com isso, praticamente a CPI da Pedofilia morreu antes mesmo de ter nascido, sendo mais uma vitória para do prefeito pedófilo de Coari, Adail Pinheiro e uma derrota para todas as adolescentes que foram exploradas por ele e a mando dele em Coari. Mas agora, com novas revelações, inclusive de empresários e políticos, ela não pode mais esperar. Agora, apareceu um deputado estadual, também envolvido no mesmo tipo de denúncia.
Isso não é justiça e nem injustiça. É impunidade, mesmo! Não que A CPI não fará parar a sanha animalesca de empresários, do prefeito de Coari e um político de deputado estadual recente, depois de ter sido vereador. Todos exploram garotas de até 10 anos de idade, mas, pelo menos, a CPI deverá servir para conhecer, identificar e processar todos os que agenciam e aliciam garotas menores de idade.
Na nova denúncia nacional veiculada pelo programa FANTÁSTICO, deu para perceber que são homossexuais, mulheres e ex-garotas de programa que também que conhecem empresários e políticos e mantém com eles uma estreita e imoral relação de envolvimento e favorecimento à prostituição. Todos precisam ser punidos igualmente e não só quem contrata e paga pelos “serviços” imorais e condenáveis em todos os sentidos.
Exceto os homossexuais que optaram por não ter filhos, as mulheres agenciadoras poderiam oferecer a virgindade de suas filhas, o que também seria condenável em vez de oferecer meninas carentes, pobres, as tirando de sala de aula só porque “ficarão ricas” como diziam os aliciadores com um ou outro programa que faziam.
O prefeito Adail Pinheiro, permanece recolhido no Batalhão de Cavalaria e vários de seus assessores e secretários municipais tiveram suas prisões decretadas e se encontram na cadeia pública. Mesmo assim, está conseguindo seguidas vitórias no Poder Judiciário e agora na ALE, com a manobra regimental correta, mas imoral. O deputado estadual está exercendo seu mandato, um empresário mora hoje em Miami, nos Estados Unidos.
Enquanto isso, todo o trabalho hercúleo desenvolvido pelo deputado estadual e envolvido com movimentos sociais desde seu primeiro mandato, Luiz Castro, para que a CPI instalada viesse a ser instalada, poderá ser jogado no lixo da “pedofilocraia” e poderá ser enterrada junto com as adolescentes de Coari que choram e pedem Justiça.
A CPI afundará nos leitos alagados dos rios da Região Norte, porque os parlamentares na ALE manobraram e deixaram para depois das eleições a instalação, mas, na prática, nada vai acontecer. Ou tudo poderá servir para não acender o mato que queima em Roraima devido a seca, ou seja, todo o trabalho pessoal do deputado poderá resultar em uma grande frustração não só para as vítimas como também para a sociedade e os movimentos sociais que exigem uma apuração rigorosa.
terça-feira, 1 de abril de 2014
CPI DA PETROBRAS CHEIRA A PEIXE PODRE!
À Clóvis Ático Filho
Como um peixe que já se pesca podre, fede e tem que ser jogado fora depois, assim poderá a ser a CPI da Petrobras, mais pela necessidade de mídia pelas eleições que se aproximam do que por necessidade e brasilidade dos políticos e, servirá, no máximo, também como holofotes eleitoreiros e vaidades pessoais, para ser jogado fora tudo o que vier a ser apurado pelos parlamentares. Lógico que toda a compra da refinaria de petróleo adquirida em 2006, nos Estados Unidos, por 370 milhões de dólares e concluída por mais de 1 bilhão de dores, um valor absurdo e suspeito para a época, precisa ser investigada e apurada - o que já estão fazendo os órgãos competentes do Governo, inclusive com a presidente da Estatal, Graça Foster, constituindo uma comissão -, além do que será apurado tecnicamente pelo Tribunal de Contas da União e o Ministério Público Federal. No máximo, a CPI, que entendo necessária, servirá para desfila posições pessoais de oposicionistas e de alguns descontentes do PT.
Logo depois da compra da refinaria, longe da época eleitoral e dos poucos rebeldes sem causa, porque não havia necessidade da criação de um factoide político, a oposição chegou a se movimentar para instalar uma CPI da Petrobras e apurar a compra da Reginaria de Passadena. Agora, com mais descontentes na base e as eleições se aproximando, a oposição conseguiu as assinaturas necessárias para dar início a uma CPI. Tudo voltou à tona mais uma vez, porque estão querendo passar aos brasileiros a imagem e a ideia de que a ex-presidente do Conselho de Administração da Petrobras, a hoje presidente Dilma Rousseff - com reeleição praticamente garantida,- não teria competência para gerir o país como tantas complexidades como o Brasil. Tenho restrições ao Governo Dilma, mas não vejo necessidade de explorar de forma ostensiva um problema que já virou passado. A fila anda, inclusive para o Brasil, só que muitas vezes anda para trás e não para a frente.
O que a CPI da Petrobras, devido ao excesso de luz e de vaidade pessoal que recairá sobre ela, será um retrocesso e já nasceu podre como o pescado que se tira de um rio e se deixa dentro de uma canoa pegando a claridade da lua cheia. Os políticos que assinaram à instalação dessa CPI desnecessária, mas oportuna no momento político que se vive no Brasil, buscam desesperadamente espaço para aparecer na mídia, principalmente em uma época eleitoral, porque isso também rende votos - um parlamentar vai querer aparecer mais do que o outro, principalmente se for um candidato em seus Estados à reeleição, só para mostrar serviço no apagar das luzes.
A maior empresa brasileira, referência de capacidade em prospecção em águas profundas, a Petrobras surgiu e se manteve representando o Brasil no exterior, a partir da campanha nacional “O petróleo é nosso”, frase famosa que teria sido pronunciada por ocasião da descoberta de petróleo na Bahia, pelo presidente Getúlio Vargas. O Centro de Estudos e Defesa do Petróleo, tanto promoveu essa frase, que terminou fazendo surgir a Petrobras, anos maias tarde a história desmente que a frase que se tornou famosa tenha sido criada originalmente por Getúlio Vargas e dá crédito de autoria a um professor e diretor do Colégio Vasco da Gama, no Rio de Janeiro e marqueteiro casual, Otacílio Rainho. Mas isso pouco importa nessa crônica, embora seja importante para a história.
No momento em que a Petrobras descobre e começa a explorar petróleo no pré-sal, depois de os pesquisadores terem vindo ao Brasil dizer que não existia petróleo no país, no momento em que as coisas começam a melhorar, fazendo surgir uma CPI desnecessária, só por questões políticas. Será que a CPI vai querer descobrir as duas “Cartas a Getúlio”, escritas por Monteiro Lobato em 20 de janeiro de 1935 e no dia 19 de agosto de 1937, endereçadas ao presidente Getúlio Vargas denunciando “manobras da Standard Oil para senhorear-se das nossas melhores terras petrolíferas. Ou será que descobrirão que decorreram 89 anos da primeira concessão à exploração de petróleo no Brasil até a criação efetiva da Petrobras. Ou ainda, não querer descobrir na CPI que a Petrobras foi originária da Cia Petróleos do Brasil?
Talvez queiram saber que a Petrobras nasceu cercada de pressões de argentinos, americanos e de outros países que já se aventuravam pelo caminho do petróleo e diziam que no Brasil esse tipo de produto que virou moeda de troca de disputadas territoriais e até de guerras, não existia em nosso território, ou, será, por último, venham descobrir que a CPI da Petrobras, cuja necessidade e oportunismo os políticos a estão explorando, seria desnecessária uma vez que outros órgãos do próprio governo estão fazendo o mesmo tipo de investigação que também farão os parlamentares nessa oportuna exploração política. Como garantiu o amigo virtual: a CPI já nasceu fedendo a tucunaré podre e não surtirá nenhum efeito prático porque tudo já está sendo apurado sem necessidade de holofotes e câmeras. No máximo, poderá surgir da CPI da Petrobras um relatório para que os mesmos órgãos que já investigam o assunto continuem investigando.
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