terça-feira, 25 de novembro de 2014

CRÔNICA PARA DALVA AGNE LYNCH


Obras da autora no link http://www.dalvalynch.net 


Dalva Agne Lynch é uma escritora autêntica, sensível, inteligente e consegue transmitir isso em obras maravilhosas e intrigante como o livro O HERÓI, que tive o prazer de degustar, palavra por palavra, sentindo o sabor de cada uma delas. Senti um sabor intrigante, fascinante e que nos faz imaginar o que acontecerá no prato seguinte que a autora nos servirá em forma de um capítulo novo. 

A autora tem uma leveza na escrita e gravita entre a ficção, poesias e temas religiosos hebraicos com a mesma sensibilidade que garante que dentro de cada um de nós mora um herói e que vale a pena buscá-lo e encontrá-lo.  Para que isso ocorra, Dalva Agne Lynch diz que “teremos que entrar em um  novo mundo e expandi-lo, para encontrar um outro mundo além desse mundo” e garante “não é porque você não acredita numa coisa que ela não exista”. A autora tem razão: tudo existe e é possível! 

O nada também existe e é o que atrapalha a vida, muitas vezes, porque ficamos pensando muito no “nada” e esquecemos que o “tudo” também existe um mundo dentro de outro mundo. O mundo imaginário, um mundo insencível, real, um  mundo que não permite se ouvir o barulho do vento, o cair das folhas e do balançar das flores ao vento.  Esse mundo imaginativo pertence aos  criadores de literatura, que despem-se da vida dos adultos e entregando-se à credulidade das crianças e da crença dos jovens em que poderá existir um mundo melhor.

Dalva é divina, até quando fala de temas sensíveis como a morte. Em sua página, avisa: “não busque em meus textos o ritmo, a rima, a originalidade. / O que digo sai da disritmia da vida / da desigualdade do destino / do lugar-comum que é o sofrimento /que, como o Eterno / não faz distinção de pessoas”. Mas, ao contrário do que a própria escritora diz, em seus escritos se em seus textos se encontram ritmo, rima, leveza e originalidade, mas não encontrará lugar-comum, porque Dalva transforma tudo em suaves palavras, até quando escreve sobre temas tristes.

A suavidade e a perfeição da escritora, em seu livro O HERÓI, lhe permite dizer que “tem gente que vê a morte como se fosse mesmo só uma passagem. E tem outras que não estão nem aí, de repente dão a vida por alguém, e daí se redimem de qualquer coisa ruim que tenham feito”. Dalva, em seus escritos você transmite muita paz, sabedoria, inteligência e perfeição.


Dalva Agne Lynch, não desista de escrever, não aceite críticas e, se aceitá-las, não as leve-as tão a sério, afinal, santo de casa não faz milagre e nem escreve palavras tão lindas, coerentes e que nos faz pensar como as transcritas de seu livro O HERÓI, uma obra para adolescentes, mas que faz adultos pensarem no valor da vida e da morte, como a transposição de um universo para outro, com a força da imaginação, se torna possível

Você tem talento, é criativa e muitas pessoas admiram seu trabalho e sou uma delas! Não pare de criar, escrever, exercitar seus medos, criar seu mundo e vivê-lo com leveza e orgulho. Eu sinto orgulho de tê-la como amiga e recebo com muito carinho seus comentários em meus trabalhos. Escritor também vive de elogios, mas deve suportar as crônicas porque somos apenas pensadores que insistem em praticar literatura em um país de poucos leitores e muitos críticos.

Conheçam o trabalho de Dalva Agne Lynch que chegou chegando, como se diz e se instalou dentro de mim e hoje ocupa espaço dentro do meu coração e em meus pensamentos! Por favor, não prive seus leitores dessa sua capacidade de criar universos paralelos, de transpor seu personagem só com a força do pensamento. Dalva, seu “O HERÓI”, é meu herói e de muitos outros leitores também, mesmo que você não queira! Continue!


3 comentários:

  1. Jose Roberto Barbosa25 de novembro de 2014 11:21

    or esta razão, nós também, desde o dia em que ouvimos, não cessamos de orar por vós, e de pedir que sejais cheios do pleno conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e entendimento espiritual; Cl. 1:9 - Ó SENHOR JESUS AMÉM!!!

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  2. obrigada, querido amigo, pelas gentis palavras!

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