quinta-feira, 20 de novembro de 2014

O CASTELO DO PREFEITO ADAIL DESABOU, MAS NÃO FOI DESTRUÍDO!


O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, preso há mais de 8 meses no Batalhão da Cavalaria em Manaus e ainda no cargo por “beneplácito” de vereadores da Câmara do Município que não o cassaram, foi condenado a 11 anos de prisão por pedofilia, mas seu poder e influência não foram encerrados. Seus advogados entraram com recurso no STJ, mas tiveram seu pedido de liberdade negado. O desembargador do Tribunal de Justiça do Amazonas Rafael Romano, na opinião do deputado Luiz Castro considerou que ele foi extremamente “eficiente”.


Mesmo com algumas testemunhas que o acusavam tendo voltado atrás em seus depoimentos e negando que ter sofrido estupro ou assédio sexual, o deputado Luiz Castro, da Comissão da CPI da Pedofilia na Ale-Am, comemorou com os movimentos sociais que lutam contra a pedofilia no Amazonas, declarando “estamos num momento importante na história da luta contra o esquema de pedofilia em Coari”. Segundo o parlamentar, os advogados do prefeito estão tentando libertá-lo junto ao STJ, em Brasília, desmoralizando a decisão da Justiça do Estado do Amazonas, se conseguirem. 

Quem teria pago os horários advocatícios do jurista Délio Lins e Silva, que veio ao Amazonas só para fazer sustentação oral em favor do prefeito, teria sido o próprio acusado ou teria saído dos cofres da Prefeitura Municipal de Coari, como vem ocorrendo sempre com os vários advogados que o defendem em mais de 30 processos por improbidade administrativa, desde que foi preso pela primeira vez na Operação Vorax da Polícia Federal, transportando mais de 7 milhões de reais? O Deputado Luiz Castro precisa ficar atento a esse detalhe que, para muitos, não tem a menor importância, mas é de extrema importância para os moradores do município, rico em petróleo e em pedofilia exercida pelas autoridades que deveriam proteger os mais vulneráveis.! O deputado diz que há fortes indícios que o dinheiro saiu dos cofres da Prefeitura, mas não quis adiantar mais detalhes.


Caso isso ocorra, o grupo criminoso de Coari não ficará mais à vontade para intimidar e cooptar as vítimas e testemunhas, que não temerão mais a impunidade dos delinquentes”, garante o deputado Luiz Castro, ao comemorar a decisão da condenação e pediu que os movimentos sociais fiquem atentos e não permitam que a liberdade do prefeito condenado junto com vários de seus assessores, se destacando o seu Secretário Adriano Salan, caso isso venha a ocorrer, temendo pela total desmoralização da Justiça do Estado do Amazonas, que vem protelando indefinidamente os julgamentos dos mais de 60 processos administrativos e por crimes de pedofilia a que ele responde. Dos processos administrativos já julgados, alguns o prefeito foi absorvido por prescrição processual e em outros foi condenado a penas mínimas, capazes de o livrarem da prisão.


Segundo o parlamentar, de dentro de seu “Hotel Batalhão”, o prefeito Adail Pinheiro “continua no comando direto de sua equipe de cooptação de vítimas, coagindo-as com ameaças de morte ou generosas ofertas de dinheiro para as famílias das vítimas desmentirem tudo na CPI Federal, ao MPE e à Justiça Estadual e até a própria CPI da Assembleia Legislativa do Estado. Duas testemunhas vítimas negaram tudo e outras, mesmo ameaçadas, continuam resistindo e confirmando seus depoimentos iniciais”. Incrível! 

Quanto poder tem o dinheiro e quanta relação de promiscuidade tem entre autoridades e a vida dos munícipes de Coari! Só falta agora o prefeito Adail Pinheiro, deixar o seu “hotel”, dar voz de prisão ao comandante da Cavalaria, acusá-lo de abuso de autoridade e processá-lo, determinando o encarceramento em seu lugar, mesmo depois de mais de 7 anos de ter cometido os crimes de pedofilia e a quase completa conivência entre membros da Justiça do Amazonas e o poder do dinheiro dos royalties do petróleo do Município da Bacia Petrolífera e Gás de Urucu, na bacia do Rio Solimões, a 650 km de Manaus, que produz diariamente 11 milhões de metros cúbicos de gás e 54 mil barris de óleo e condensado, em uma área de 350 km2. Todo o transporte dessa produção acontece através de dutos que ligam o complexo ao terminal do Solimões, onde o mineral é embarcado para refinarias em Manaus e deveria estar chegando a Manaus por gasodutos.

Como presidente da Comissão Estadual de Emprego no Amazonas e quase no fim do Governo Eduardo Braga, assinei vários projetos que visavam o transporte do gás até a capital, cruzando municípios onde seriam gerados mão de obra. Nessa época, as ruas de Manaus, viraram tábua de pirulito de tantos buracos para distribuir gás as indústrias e condomínios, mas passados mais vários anos, nenhum benefício trouxe à Manaus em termos de economia de preços para o setor industrial, muito menos residencial. 

Mesmo assim, o prefeito Adail Pinheiro, preso em operação da Polícia Federal por crime de pedofilia, ganhou liberdade, teve um processo por pedofilia julgado, se candidatou e venceu as eleições para administrar o município mais uma vez. Não seria estranho se ganhasse liberdade e retornasse nos braços do povo de Coari,  reeleito mais uma vez e ainda anunciasse que tudo teria sido resultado de uma armação política para prejudicá-lo em “sua imagem” de bom moço que nunca deve ficar próximo a uma adolescente!

4 comentários:

  1. Josef Marcio Tavares20 de novembro de 2014 10:02

    Abaixo Adail! prefeito de .... ah sei lá. rs

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  2. Arai Santos/escritora20 de novembro de 2014 11:38

    Oi amigo, Carlos! A história sempre se repete que a corta arrebenta para o lado mais fraco ainda que coberto de razão. É lamentável que se humilhe, que se diga que foi equívoco, que se volte atrás por causa de dinheiro. Livrando a cara de alguém que depois saem com um riso de deboche dos menos favorecidos. Porém, perante o dinheiro até se pode relutar, mas quando o ameaço é morte, aí tem que se render mesmo, ainda que se sinta um covarde, pois quem quer ir antes do tempo? Ou então será que sua morte mudará alguma coisa, visto provir de um lado que se diz soberano? Os inocentes se acuam mesmo!

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  3. Paulo Rego/escritor21 de novembro de 2014 15:40


    Meu companheiro de letras e audaz jornalista, Carlôs. Mais um exemplo de impunidade! Está ficando difícil impedir que a justiça seja desmoralizada! Exemplos e mais exemplos de decisões judiciais absurdas, só para não usar palavra mais forte, pois, aí sim, acabo entrando em cana, culpado de crime hediondo!. Mas, amigo, o pior mesmo é que o cara foi REELEITO! Nesse caso, o que pensar? Será que a gente é que está errado? Como o que tudo que sobe tem que descer, só nos cabe aguardar e, enquanto isso, baixr o malho com peso maior. Um gde abç

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  4. Enquanto o povo,que tem o 3° ano primario,poder votar.E que o Brasil em todas as faixas,esta no ultimo lugar.Somos ridiculos e ainda achamos graças,Sempre aprendir que a uniao faz a força,mais,nunca vi isso ai.

    Maria Hirschi
    Suiça

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