sexta-feira, 30 de setembro de 2016

(DES)ILUSÃO...




Eles não voltarão e inútil será a espera!
Nas comunidades isoladas,
De barcos, descem e se equilibram por sob pranchas de madeira,
Foguetes estouram, bandeirolas coloridas balançam!
Os ribeirinhos que sustentam a floresta em pé
Vivendo da caça e pesca para subsistência!
Continuam abandonados!
Aguardando o cumprimento da  ilusão prometida

II

Negras fumaças das chaminés dos barcos que levam,
Confundem-se com as novas e negras promessas que fazem!
Muitos são honestos,
(Como se fosse mágico enriquece  demais!)

III

Não os esperem!
Só voltarão depois de quatro anos depois, para anunciarem
Mais uma ilusão para os próximos quatro anos!
Com mais estouro de foguetes,

As novas mentiras!

terça-feira, 27 de setembro de 2016

TÚNEL DO TEMPO!



Retornar ao município e não poder rever o companheiro caboclo jornalista Roberval Vieira, seria como não ter ido à “Velha Cerpa”. Revê-lo, seria entrar em um túnel do tempo de boas lembranças. Não fazê-lo, seria o mesmo que ter ido à cidade do Vaticano não ter visto o papa Francisco, tal a importância que você representa na vida cultural da cidade de Itacoatiara, que a adotou como se fosse seu filho legítimo, esse caboclo que nasceu no município amazonense de Manicoré. “Onde mora o meu amigo jornalista Roberval Vieira?”, perguntei à professora Ester Araújo, presidente da AIL, após receber-me na bonita e limpa Rodoviária Municipal. “Não sei onde ele mora, mas o Nato Neto, que é amigo dele e trabalha com o Raimundo Silva sabe e vai leva-lo lá” e acrescentou: “ele foi convidado para integrar os quadros da Academia de Letras, mas respondeu que a saúde frágil não lhe permitia aceitar o convite”. Fiquei mais curioso para revê-lo e abraçá-lo. Como era uma sexta-feira, desejei muito que o dia passasse rápido, como passou para nós dois, só para reencontra-lo anos depois, já nos seus 70 anos de vida!

Durante a noite, sai para abraçar a cidade onde tive a certeza da gravidez de meu primeiro e único filho e lancei o primeiro e único livro de poesias, (DES) Construção...Não lembro o ano, mas lembro de que contei  com a ajuda de companheiros inestimáveis como o advogado, brilhante orador e hoje vereador e ex-presidente da Câmara por duas vezes, Raimundo Silva, também membro da Academia. Como era muito conhecido na cidade em que nasceu, pediu ao então presidente da Casa, na época, vereador José Resk, que mandou abrir as portas do prédio antigo da Câmara Municipal do Município para receber-me de braços abertos. Mas meu pensamento era logo chegar o sábado para rever Roberval Vieira e foi lendo o seu livro “Memórias de um Repórter”, que soube que o José Resk já falecera de AVC, em Manaus.

O sábado chegou e saímos para novamente respirar o ar da cidade e rever alguns amigos queridos. Estive na fazenda do João do Joca acompanhado do vereador Raimundo Silva e de Nato Neto, que dirigia o carro. Depois, fomos ao prédio da Câmara Municipal. Ele estava fechado, mas o ex-presidente bateu no vidro e o vigia o abriu. Raimundo Silva, orgulhoso, queria mostrar-me o resgate histórico feito durante suas duas gestões à frente da casa legislativa, prestando homenagens às pessoas ilustres do passado, como a primeira vereadora do Brasil, professora Raimunda Vasconcelos Dias, o deputado estadual João Valério de Oliveira e ao jornalista Aguinelo Oliveira. Senti falta de homenagem ao também jornalista Herculano Castro e Costa e a Miss Brasil, Terezinha Morango,  quase miss universo. Mas sei que ainda serão feitas.

Na volta das visitas, finalmente chegamos a sua casa. Senti-me como se também estivesse entrando em um túnel do tempo só meu. Há muito tempo não o encontrava. A cuidadora veio ver quem batia palmas com tanta insistência como se fosse um louco e disse que você estava dormindo. “Não tem problema, acorde-o e diga-lhe que é um antigo amigo do jornal A NOTÍCIA, que veio de Manaus para visitá-lo”. A cuidadora respondeu: “Ele não gosta de ser acordado quando toma remédio para dormir”. Nato Neto disse “vamos embora, depois você volta”. Insisti. Pedi que dissesse que era o jornalista Carlos Costa.  Ela abriu o portão e entrei com o Nato Neto atrás de mim. Você, Roberval, nos recebeu na cama, com dificuldades para ficar em pé!

Não esperava encontrá-lo tão debilitado, usando uma bengala para apoiar-se, devido ao AVC que sofreu duas vezes. Nem tão deprimido e se culpando pela morte de sua esposa e companheira, assassinada em Manaus. Chorando baixo, disse-me não “fiz nada para defendê-la”. Pelo carinho que você falou dela e pelo choro rápido que teve, ela fora muito importante  em sua vida, como minha Yara Queiroz também o é na minha. Abraçamo-nos muito e esqueci-me de entregar-lhe o livro científico na área do Serviço Social, “O CAMINHO NÃO PERCORRIDO – A TRAJETÓRIA DOS ASSISTENTES SOCIAIS MASCULINOS EM MANAUS” reescrito e publicado pela Editora da Universidade do Amazonas, que seria lançado logo mais à noite na Academia de Letras da cidade. A obra estava no carro do Nato Neto. A levei autografada especialmente para você e, traído pela emoção do reencontro, não lhe entreguei, companheiro! A emoção foi tanta que choramos os dois, abraçados fortemente. Eu lamentando pela vida de infectado por bactérias hospitalares que levo desde 2006 e você se culpando pela vida que passou a viver! Somos dois guerreiros pela vida e, tomando remédios como se fossem armas, prolongando o quando forem possíveis nossas vidas, amigo!

Você se abaixou e retirou um livro e autografou-o na hora para mim.  O li as “Memórias de um Repórter”. Elas remeteram-me a grandes lembranças de quando nos encontrávamos em Manaus, durante as caldeirada de tucunaré, patrocinada pela advogada Letícia Teles Guimarães, em seu barzinho na Avenida Tarumã, onde um angolano sorridente nos servia. Desses encontros, surgiram histórias hilariantes no jornalismo de então, com a criação de personagens como o “Nego Angola”, “Chupa-Chupa”, “Mão Branca”, algumas das criações geniais dos jornalistas policiais Luiz Octávio Monteiro, de A NOTÍCIA e Altair Rodrigues, de A CRÍTICA, que rivalizavam entre si. Durante as conversas, você me contava sobre as aventuras no interior do Estado do Estado, de suas viagens de barcos e lia suas belíssimas e suaves crônicas publicadas nos jornais de Manaus. De tanto defender o que  acreditava ser o correto e a inclusão do município de Itacoatiara no cenário político do Estado, fui conhecer  ainda adolescente, a terra na qual você não nasceu, mas a adotou por ser da família de seus avós.

Depois que o deixei com a alegria do dever cumprido e o reencontro sendo registrado pelo companheiro Nato Neto, deixei sua casa mais leve e me questionando porque o tempo anda tão rápido e nos envelhece tanto. Dos jovens que éramos o tempo nos transformou em dois velhos cheios de lembranças para registrar, o que estamos fazendo!


segunda-feira, 26 de setembro de 2016

ELES VOLTARAM...!


Eles voltaram! Não como políticos voltam sempre em busca de novos votos, a cada 4 anos.  Eles voltaram e continuam cantando e gritando forte com seus frágeis pulmões.

Meus periquitos verdes voltaram! Não estou escrevendo sobre campanhas ou sobre políticos que, mesmo alguns mentindo para o povo, conseguem se eleger; outros,  sinceros demais, não conseguem tempos iguais nas rádios e TVs TVs,  porque não fazem alianças e  a disputa se torna  desigual na democracia do voto imposto por punições. Embora, a Constituição do Brasil diga que todos são iguais perante a lei e a Lei de Introdução ao Código Civil, determina que os desiguais devam ser tratados como iguais. Essa máxima constitucional e legal, não é cumprida em campanhas eleitorais: vence sempre quem tem mais alianças políticas, mesmo sem qualquer ideologia que as justifiquem. Os desiguais e sinceros continuam sendo tratados como desiguais  e perdem as eleições, ao contrário  dos que se juntam em grupos para alcançar o poder através de alianças. Essa prática, ainda legal, mas imoral, precisa. Ela causa com uma profunda desigualdade e exige uma Reforma Política, que muito se fala muito e a muito tempo e se faz sempre remendos com pano velho!

Muitos periquitos verdes morreram em acidentes no meio da pista da Avenida Efigênio Sales. Como se fosse uma resposta aos homens que roubam seus espaços, eles voltaram a cantar e os ouço pelo banheiro e vejo-os pela janela do apartamento no Mundi, em meio a latidos de cachorros criados no Condomínio. Mas isso é outra história que não tem nada a ver com essa crônica. Voltemos aos periquitos.  Eles só cantam e bailam para um lado e para o outro, como é de suas naturezas. Mas aguardam a divulgação oficial do laudo apontando a “causa mortis” de seus irmãos, recolhidos pelo IMPAM e Delegacia do Meio Ambiente  e enviados seus restos mortais esbagaçados pelos carros a duas universidades fora do Estado, a  de Minas Gerais e a de Pernambuco, por razões que até hoje desconheço! Embora funcionando  precariamente por falta de investimentos públicos, o IML/Am teria condições de elaborar o laudo e apontar as suas “causas mortis”: se vítimas de venenos; ou, de se de atropelamentos. Depois de cantarem todos os dias, entre 17:30 e 19 horas, voavam para o outro lado da rua e dormiam em mangueiras no canteiro central da Avenida Efigênio Sales ou nas palmeiras imperiais que ainda resistem em frente ao Condomínio Efigênio Sales, onde pelo menos algumas palmeiras imperiais faleceram. Sempre que passava diariamente em frente ao Condomínio, observava que foram plantadas quase adultas,  escoradas por madeiraras, mesmo antes da conclusão do loteamento dos terrenos e da construção de mansões. Não sei dizer se teriam falecido sufocadas pelas telas colocadas em suas copas ou se pelo efeito do veneno que teria sido colocado nelas, antes das suas colocações sobre as copas, para impedir a entrada dos periquitos que dormiam entre suas folhas. O importante em que em novembro, dois anos se completarão e até agora nada da divulgação do laudo das duas universidades.

O primeiro  e único laudo divulgado pelo IPAAM, confuso e não muito claro, não foi preciso e deixou de apontar a “causa mortis”: se vítimas de veneno  ou  se atropelados pelos carros que antes passavam pela avenida em grande Efigênio Sales, em grande velocidade. Depois da colocação de placas em toda na área e da determinação do Ministério Público em mandar retirar as telas, nunca mais aconteceu nada de mortes e os periquitos voltaram a fazer quase o mesmo balé de antes. Eles, porém, estão em número menor e já não possuem a mesma alegria e não são mais tão graciosos como antes. A Banca Independente da Confraria do Armando – BICA, um bar famoso na Praça São Sebastião, frequentado por jornalistas, advogados, intelectuais e outros “vagabundos”, como  dizia  um amigo, cujo nome preservarei, usou a morte dos periquitos para fazer uma  paródia deles com um crime de grande repercussão, ocorrido em Manaus envolvendo socialite casada que mandou matar a amante de seu amante e criou a marchinha “O Periquito da Madame”.  A autora e os executores do crime foram julgados e condenados.


De que teriam morrido mesmo os periquitos que bailavam sem parar e depois voavam e dormiam em árvores que existem no canteiro central da Avenida Efigênio Sales ou nas palmeiras que ainda existem em frente ao Condomínio Efigênio Sales! (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/11/nao-nos-calem-pai-o-que-fizemos.html(http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2014/12/os-periquitos-estao-livres-dos-grilhoes.html)

sábado, 24 de setembro de 2016

QUANDO ME TORNAR SAUDADE...!


https://www.youtube.com/watch?v=RGDUrKykobM&feature=youtu.be



Quando me tornar saudade,
Não chorem por mim!
E não me procurem no cemitério
Continuarei  em cada um, em forma de lembranças
(ou em forma de saudade!)
Nas estrelas no céu, do sol, de vento, das nuvens, enfim...estarei sempre!
Nas asas dos periquitos que morreram e voltaram para cantar,
Porém, não estarei no cemitério!
Sonhando com os anjos e vendo a lua mais bela
Admirado pela última vez as estrelas!
Talvez,  quando me tornar saudade,
Os amigos só encontrarão talvez flores murchas
(que algum amigo mais querido enviar, desavisadamente)
Mas não estarei lá!
Estarei em todos os lugares que você quiser que eu esteja!





sexta-feira, 23 de setembro de 2016

MUDANÇA...QUE MUDANÇA?

 

Gramaticalmente, mudança” significa: o ato ou efeito de mudar, de dispor de outro modo. É um substantivo feminino. Metamorfose, ainda gramaticalmente escrevendo, é um tipo de mudança de uma coisa ou de um ser em outro, com a transformação da forma que passam os insetos e batráquios durante o período de seu desenvolvimento. No sentido figurado, metamorfose é a mudança no estado ou no caráter de uma pessoa, é a transformação física ou moral. (https://www.significados.com.br/mudanca/)

“Mudança” é a palavra mais ouvida nos discursos da maioria dos candidatos a prefeito e vereadores de Manaus, que começou morna, mas um evento de percurso na área de saúde envolvendo apoiadores de um candidato poderá mudar ou não o cenário político. Quem administra a cidade, apresenta  “uma cidade digital”, que já estaria em andamento, sendo implantada.  A “cidade digital”  interligaria os principais serviços públicos municipais (consultas médicas, horário de ônibus, serviços de energia elétrica etc..). Contudo, esquece que nem todas as pessoas possuem acesso à internet, embora usem aparelhos celulares, com cartões pré-pagos. Seria mudança?  Quase colado ao candidato que administra Manaus  correm outros oito outros candidatos.  Só dois irão para o segundo turno e só um terá condições de dar seguimento à continuidade ou realizar as mudanças que o povo tanto deseja, mas não tenho certeza se quer mesmo. Pelo menos em algumas pesquisas de intenções de votos,  um deles estaria disputando voto a voto,  também fala em mudanças e anuncia quase as mesmas coisas, mas com outro nome. Sem poder ser totalmente desprezada, não acredito em pesquisas. Elas só apresentam uma tendência do eleitor. Acredito em votos silenciosos!

O atual prefeito se aceitou uma estranha aliança nacional e recebeu em sua chapa um ex-“garoto propaganda” do candidato a governador da época. Depois, se aliou a um atual senador pelo Amazonas no programa em canal aberto de TV, muito popular,  “Exija seus Direitos” e foi ficando, ficando e se elegeu três vezes deputado estadual e cumpre o seu primeiro mandato de deputado federal. Isso seria mudança? Mudar é salutar, necessário e imprescindível, mas exige coragem, impõe desafios e implica em mudança comportamental na sociedade. A maior mudança deve ser feita primeiramente na mente dos eleitores. Mudar implica em variáveis e nem todos aceitam  bem os riscos da mudança desejada e necessária. Mudar para o nada é melhor não mudar nada! Essa é a questão central. A primeira coisa que precisa mudar são as coligações partidárias que prejudicam a equidade do tempo de uso da TV e rádio nos horários eleitorais gratuitos. Sem essa mudança, nunca haverá tempo igual para todos os candidatos e, portanto, será a prática de uma democracia “meia boca”. Mudanças precisam ser feitas no Código Eleitoral e atingirão o campo político: o fim dos suplentes de senadores sem voto, a criminalização do uso de Caixa 2 em campanhas eleitorais. Essas seriam, em tese,  as mudanças aguardadas pelos eleitores! Mas será que os deputados federais, vão aceita-las? No mínimo, que o tempo de TV e rádio, fossem iguais para todos, já seria um sinal de mudança verdadeira!

Manaus da era digital ainda vive em meio a alguns fantasmas históricos do passado de abandono: um porto de barcos regionais que data do século XVIII e foi ficando, ficando, enterrando dinheiro público com seguidas obras com nomes de revitalizações e outros nomes que inventaram para gastar dinheiro do contribuinte. Outra é a Estação Rodoviária de Manaus, inaugurada pelo prefeito José Fernandes de Oliveira, em pleno século XX, mas da mesma forma abandonada e uma vergonha para quem desembarca na cidade pela primeira vez. Tanto o Porto como a Rodoviária foram ficando e ficando como  provas das duas maiores vergonhas da cidade, capital da Zona Franca, a chamada capital do Norte que cresceu muito e se desenvolveu pouco em diversos campos da vida social e humana,  sem falar no excesso de ruas esburacadas nos bairros, calçadas desniveladas, esburacas e sem  muito cuidado e etc.

No dia 2 de outubro, as urnas falarão e eu acredito em uma mudança verdadeira, sem contaminação e resquícios de um passado recente do Brasil de “sargenta” PM e “oficiala” de Justiça, do TJ/Am como querem se fazer passar duas candidatas  ao posto de vereadores de Manaus que também assassinaram a gramática, como o fez por decreto,  a ex-presidente Dilma Rousseff!  As urnas silenciosas falarão, depois de abertas. Eu acredito!

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

"PONTE DE SAFENA" (VISÃO DE UM ITACOATIARENSE!

“Ponte de Safena” foi o nome que pronunciou o Dr. Alberto José Valério e Silva, batizando o projeto do itacoatiarense  Jeovan Barbosa que ligará o município que tanto ama ao resto do Brasil e ao Mundo por pontes, estradas e rodovias!.

A semente foi plantada  pelo caboclo itacoatiarense está crescendo como uma onda do mar que,  começa muitas vezes fraca e vai aumentando, aumentando até chegar à praia, provocando medo e pavor para muitos, mas também é a redenção dos que acreditam que elas também trazem do mar os alimentos necessários para os que buscam. A “Ponte de Safena” interligaria o município da “Velha Cerpa”,  terra do Fecani , ao resto do Brasil por pontes e rodovias, beneficiando  vários outros municípios do Amazonas e chegará  a cidade paraense de  Aveiro e de lá, para ao resto do Mundo. Com essa solução simples e original, existiria a oportunidade do empreendimento resolver a interligação da ZFM ao resto do Brasil com o exterior.  

A “Ponte de Safena” começará em Manaus, percorrerá a Am-O10 até o município de Itacoatiara, cruzará  o Rio Amazonas por uma ponte, passará pelo município de Maués e outros, continuará por estrada e chegará ao município paraense de Aveiro. Depois, seguiria pela  PA-435, se interligaria a BR-136 e demais rodovias, inclusive a BR – 320 e a Transamazônica e alcançaria  o mundo por outras estradas brasileiras crônica publicada no blog (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2016/02/de-itacoatiara-para-o-mundo-uma-solucao.html).

Durante o lançamento da revista Ita News, no hall do Cine Teatro DIB, o Dr. Alberto Valério, um dos maiores entusiastas do projeto caboclo de Jeovan Barbosa, disse que depois de cumpridos todos os trâmites burocráticos com o Congresso Nacional,  ele se empenharia pessoalmente para conseguir recursos no exterior e executar toda a obra. Garantiu que permaneceria em Brasília, até ver o projeto aprovado, quase sem  nenhum impacto ambiental. Os estudos já estão sendo feitos. 

Durante ao passeio que fiz à comunidade do Varre-Vento que me viu menino 48 anos depois, ladeado pelo Dr. Alberto Valério, observei inúmeros comboios de carretas destinadas à Zona Franca, (http://carloscostajornalismo.blogspot.com.br/2016/08/de-volta-para-meu-aconchego-varre-vento.html), vindas do Mercosul, Jeovan Barbosa apontava para todas elas e me perguntava: “já pensou um Merconorte interligando esses dois comércios?” No retorno do inesquecível passeio em minhas lembranças de menino que nasceu em Manaus e foi residir com a família na comunidade, como se tivesse entrado em  uma máquina do tempo imaginaria, Jeovan pediu que o dono da lancha, Amarildo, seguisse um pouco mais à frente do porto de Itacoatiara só para nos mostrar o local estreito de onde será construída a ponte sobre o Rio. De onde estava, observei tratores trabalhando, mas não posso garantir se já era em função da obra. Talvez não fosse, mas não perguntei!

É, Jeovan Barbosa, a vida o é resultado de uma semente em o solo fértil e certamente será o surgimento de uma árvore frondosa e de bons frutos. Sua ideia cabocla ganhou nome, começou a produzir e será a única e verdadeira saída para devolver ao município de Itacoatiara a importância econômica que nunca deveria ter perdido!




quarta-feira, 21 de setembro de 2016

A CEBOLA E A BARBA


Não sei se cebola crua esfregada no rosto faz nascer barba forte e dura ou não, mas comigo deu certo. Fazer uso de barba e como tê-la aprendi na juventude com os colegas de Escola. Usei barba em vários tamanhos e formas, desde meus 19 anos. Hoje todas as vezes que me pego passando um aparelho e retirando  os pelos de meu rosto, à frente de um espalho grande no banheiro, recordo-me desse fato:  esfregando pedaço de cebola crua para fazer nascer barba grossa e forte.  

Hoje, o aparelho elétrico o desliza no rosto pelo menos duas vezes ao dia, para retirá-la totalmente, do mesmo modo que fazia na adolescência de meus 17 anos desejava usá-la. Depois de esfregar cebola crua no rosto, passava com algodão embebido em creme de abacate que adquiria pelo correio. Fiz isso até ver nasceram os primeiros  pelos, que continuei a usar barba cerrada durante vários anos, em diferentes tamanhos e formas: grande até o meio do peito! Uma namorada que tive dizia que meu cabelo e barba eram tétricos, mas não ligava. Com o tempo a barba ficou branca, o cabelo ficou rebelde e foi embora e me deixou uma careca, genética de meu pai que passei a ostentar com orgulho.


Hoje, não me arrependo do que fiz no passado, mas se soubesse que a barba cresceria tão rápida no rosto, talvez não tivesse feito porque me irrita  cortá-la  duas vezes ao dia. Ela coça muito quando está crescendo. Fico incomodado.  E como cresce rápido!