segunda-feira, 10 de outubro de 2016

VOTO DEMOCRATICAMENTE IMPOSTO!


Na democracia do voto imposto aos eleitores brasileiros, com penas punitivas e outras restrições na sua vida civil para quem não cumprir seu dever, o resultado dos votos brancos, nulos e abstenções surpreendeu até o  TSE- Tribunal Superior Eleitoral que, como se fosse mesmo uma surpresa e novidade, prometeu descobrir as razões  que estariam por trás do grande desinteresse dos eleitores pelo exercício de sua cidadania quase imposta também. O exercício da cidadania plena antes de ser um direito é um dever e uma obrigação de todos os cidadinos. Os votos talvez fossem de protesto silencioso talvez fossem contra a péssima qualidade da classe política hoje no poder dos diversos Estados do Brasil.  Ou talvez não fosse nada disso! Contudo,  os votos inúteis foram  maiores do o total da população de muitos países europeus.  Uma das causas poderia ser a péssima qualidade dos políticos que se apresentam como “defensores dos interesses e causas sociais”,  mas outras causas e fatores também podem se esconder por trás do desinteresse político.

Como disse o filósofo e matemático grego Platão, fundador da primeira instituição superior do Mundo Ocidental juntamente com Sócrates e seu pupilo Aristóteles,  “ não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governador por aqueles que gostam”.

Em pesquisa feita pela empresa Nexo ((https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/10/03/O-que-votos-brancos-e-nulos-as-absten%C3%A7%C3%B5es-e-a-queda-da-participa%C3%A7%C3%A3o-dos-jovens-t%C3%AAm-a-revelar). e analisada  pelo cientista política da UFRJ, Jairo Nicolau, dos dados coletados pode ser observado que “há sinais de desinteresse e de afastamento do eleitor. A desilusão pode ser maior agora do que era antes”. Ele ressalva, porém, que os dados, por si só, não poderiam ser conclusivos, mas já seria um indício forte de que alguma coisa precisaria mudar no modelo democraticamente imposto do voto no Brasil, para gerar o interesse do eleitor em participar do processo eleitoral.

Os “votos brancos e nulos” são quando o eleitor vai à urna, mas decide não eleger ninguém. As Abstenções são quando o eleitor simplesmente não comparece à urna no dia da eleição (e precisará justificar sua ausência depois para não pagar multa ou ser proibido de fazer matrículas em faculdades, tirar passaporte etc.).

No meio do bolo também desencantados com o processo eleitoral, estão os jovens entre 16 e 18 anos,, que deveriam ser mais interessados no futuro do Brasil, mas também demonstraram total desinteresse político e deixaram de depositar votos em qualquer candidato. Nas capitais onde existirá segundo turno, os candidatos vão correr atrás desses eleitores.


9 comentários:

  1. Está só no início. Se continuar toda essa imundice de corrupção, muitos mais irão deixar de acreditar em nossos políticos e assim de deixar de exercer sua cidadania

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  2. Acho que o problema está na imposição, porque toca no que há de mais precioso no ser humano, que é a liberdade; ainda mais em clima de tantos pensamentos negativos diante da crise política. Adorei a sua crônica, Carlos Costa! O momento de sua publicação é bastante oportuno. PARABÉNS!!!

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  3. Gostei da matéria, meu amigo. Abraços.

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  4. Prezado; ao abrir a capa do Recanto, sua crônica chamou-me a atenção. Isso porque sou professor de História no Ensino Médio e, apesar disso, estou extremamente cético quando à política e aos políticos brasileiros. Há excesso de legendas, a votação proporcional impede que elejamos quem queremos, a maioria da população não é filiada a partido algum, levando-nos à conclusão de que esse sistema não representa os anseios da população. Na minha opinião, falta um projeto verdadeiramente distributivista no Brasil, como "Terceira Via". O velho e razoável Welfare State dos europeus. Deveria haver deputado distrital ao invés do quociente eleitoral, que elege o majoritário de tal ou qual coligação. Enquanto isto, é como você disse: vou anulando meus votos por protesto ativo. Abraço!

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  5. Hyerohydes Gonçalves11 de outubro de 2016 08:20

    Acho que o problema está na imposição, porque toca no que há de mais precioso no ser humano, que é a liberdade; ainda mais em clima de tantos pensamentos negativos diante da crise política. Adorei a sua crônica, carlos da costa! O momento de sua publicação é bastante oportuno. PARABÉNS!!!

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  6. Para não trocar 06 por meia dúzia por aqui vou anular meu voto. Não é indiferença...é protesto, posição ideológica. Abraços

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  7. Carlos, é tudo muito complicado mesmo. Pela primeira vez vou anular o meu voto. Imagina só = aqui em Fpolis, a eterna briga entre ARENA e MDB. Falo assim porque esses partidos não evoluem mesmo. Dois partidos golpistas, como votar? Um abraço e parabéns pelo texto muito oportuno.

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  8. Sinceramente gostaria muito que o voto fosse facultativo, mas como ainda não é, temos que fazer a melhor escolha.... Parabéns pela crônica! Grande abraço

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