segunda-feira, 24 de agosto de 2015

O "DIA DO FICO" SE REPETIU!

O “Dia do Fico”, ocorrido em 9 de janeiro de 1822, historicamente pronunciado pelo então príncipe regente D. Pedro de Alcântara, voltou a ocorrer de novo em 2015. Dessa vez, pelo presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que, embora denunciado no STF, não deixará o cargo porque fora eleito por seus pares, provará sua inocência e será´absolvido! Será?

O deputado, denunciado por envolvimento na “Operação Lava Jato” está usando a presidência da Câmara para pressionar o Governo com seguidas “pautas bombas”, onerando a folha de pagamento do Estado brasileiro, obrigando a presidente da República a seguidos vetos, deixando a popularidade de Dilma Rousseff baixíssima. Essa briga ridícula tem que acabar pelo bem do Brasil porque a instabilidade política, briga entre poderes e a crise financeira estão afastando novos investimentos, fazendo oscilar muito o valor do dólar e não permitindo confiabilidade ao país. Usando o texto constitucional que diz que todos são inocentes até que a última condenação tenha transitado em julgado, sem possibilidade de mais nenhum novo recurso, o deputado Eduardo Cunha, resiste ao pedido de renúncia ao cargo, o que permitiria mais transparência nas investigações e mais tempo para que pudesse apresentar sua defesa à Justiça. Se for denunciado pelo Ministério Público, o deputado passará de investigado a réu e mesmo assim garante que permanecerá ocupando seu cargo porque a palavra “renuncia” não existe no seu dicionário dele. Seria diferente o dicionário que ele usa na Câmara e só teria as palavras “propina”, “propina”, diversas vezes? Muito suspeito o dicionário usado pelo presidente Câmara Federal. Ele  conseguiu ser mágico e transformou o prédio da casa em um lucrativo balcão de negócios escusos.

O que ficou conhecido como o “Dia do Fico”, se deu quando D. Pedro de Alcântara não aceitou as ordens das Cortes Portuguesas que exigiam sua volta a Lisboa, decidindo ficar no Brasil. Em 2015, o deputado presidente da Câmara protagoniza de novo o “Dia do Fico”, mas por outros motivos e razões”. Em 1832, as Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, segundo o site Wikipédia,  defendiam a ideia de transformar o Brasil  em uma colônia de Portugal e mandaram a decisão ao príncipe regente D. Pedro de Alcântara  para que retornasse de imediato  a Portugal. Ele dissera “digam ao povo que fico”, permanecendo no Brasil e  declarando a independência do Brasil de Portugal, no dia 7 de setembro de 1822. 

Mas isso é história. Voltemos à questão do presidente da Câmara Federal, que declarou não o dia do Fico, mas o dia do “permaneço”! Incrível e muito estranho esse apeto ao cargo!.

Em palestra que fez e nas entrevistas que prestara à imprensa, repetiu sempre que em seu dicionário não existia a palavra renúncia, e ele fora eleito por seus pares e continuaria até o final de seu mandato de presidente. Como um deputado investigado por corrupção pelo STF, poderia suceder a presidente da República, Dilma Rousseff em caso de ausência dela e de seu vice, Michel Temer? Que moral teria para cobrar alguma coisa de alguém? 

Nos bastidores da política brasileira, ocorrem mais fatos estranhos e que se interligam, formando uma intrincada e indecifrável teia de aranha em torno dos cargos e poder, do que de coisas compreensíveis e que podem ser divulgadas e tornadas públicas conhecimento de todos os eleitores! 

10 comentários:

  1. Luiz Celso Santos de Oliveira24 de agosto de 2015 08:05

    Meu caro, o Brasil não tornou-se colonia porque o índio nunca eacravizou-se.

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  2. ( Eu Fico ) e, enquanto isso, o País fica sem confiabilidade!!!

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  3. Luiz Castro/deputado24 de agosto de 2015 10:59

    Verdade...

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    1. Atitudes talvez iguais, mas em circunstâncias bem diferentes. Acreditar que vai dar em alguma coisa, essas apurações, não mesmo. Só decepção com a política e com os casos apurados de corrupção dentro dela. Uma vergonha! Hoje ouvi falar no jornal do meio dia, sobre a construção de um monumento, num bairro da capital, em homenagem a uns bandidos mortos pela polícia. Pasmem! Monumento em homenagem a bandidos. Coisas do nosso governo que infelizmente, faz parte dos PeTralhas. A que ponto chegamos. Também o que vem de cima, serve de exemplo e faz escola por todo país. Beijos

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  4. Pérola Maria Oyeh24 de agosto de 2015 15:17

    Excelente, Jornalista Carlos Costa. Estou compartilhando com amigos.

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  5. Tudo farinha do mesmo saco rs

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  6. Isso é uma verdade na política do Vale tudo!!!

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  7. Sim, eh bem verdade Carlos Costa. Sabem que querendo aceitar ou nao, os poderes estao interligados a corrupçao. Ninguem viu,ninguem sabe de nada, outros vao se reunir as escondidas no exterior... O parlamento com seu ciclo vicioso esta comprometido com esses malfazejos. E, fingindo esta tudo bem a populaçao, uns enxergando alem dos erros cometido por este governo pe-de-chinelo, outros aguerridos ao movimento acefalo-maniaco,que eh esse movimento "pao com mortadela". Ja este senhor presidente da camara federal, nao eh de hoje que se envolve com corrupçao,o curriculum dele ja eh bastante extenso desde o governo Collor. O outro que preside o senado eh a mesma coisa. Abraços!

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  8. Magrão do Planalto25 de agosto de 2015 15:55

    Não sei vou ou se eu fico; ou se eu chuto o penico... Para alguns (ou muitos), o mote para Dilma é Tomara que Caia, como o texto DILMA, POR FAVOR, NÃO SAIA, DISSE O BANQUEIRO AFLITO, de Rangel Alves da Costa.

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  9. Parabéns pela abrangência de seu texto. O sistema Republicano completará 126 anos; historicamente tem sido uma sucessão de "crises", "avanços" e retrocessos; antes se criticava os que viviam as benesses do poder, e agora? As evidências demonstram que exercer um cargo político é sinônimo de privilégio; governadores que se aposentam com quatro anos de mandato, com valores bem maiores ao contribuinte do INSS, cuja soma deve ser 35 anos, não importando se contribuiu, bem acima do "teto", ao aposentar-se terá um ganho limitado ao valor máximo, que hoje deve ser um pouco mais de quatro mil reais... Fique em paz. Walmor(Saul)

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