sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

IMUNIDADE OU IMPUNIDADE PARLAMENTAR?:



 “Em uma democracia, a política é um gênero de primeira necessidade”. Contudo, a  corrupção, sonegação, lavagem de dinheiro passou a ser a espantosa regra” a modificaram e  “o errado virou a regra e todo mundo passou a operar nessa regra”, garantiu o Ministro Luiz Alberto Barroso em palestra  e propôs ao STF restringir a imunidade parlamentar ao estrito desempenho de suas atribuições ou para atos praticados em função dela.

O advogado e deputado pelo MDB do Amazonas, Francisco Guedes de Queiroz também sempre dizia que um dia a “imunidade parlamentar” seria confundida e se transformaria em “impunidade parlamentar”.  A política e a democracia se uniram a um caminharam juntas e se transformaram em um “indutor da criminalidade”, como garantiu o ministro do STF. Barroso advoga a separação entre Imunidade Parlamentar da Impunidade do Parlamentar.  As duas coisas tem andado lado a lado ultimamente e a “imunidade” deveria ser aplicada só para pronunciamentos feitos em plenário ou em razão dele, como defende o Ministro do STF.  

O advogado e deputado estadual pelo MDB do Amazonas, Francisco Guedes de Queiroz, também defenderia em livro a mesma ideia.  Faleceu antes que terminasse a obra.  Durante vários Governos Militares, o advogado e parlamentar combativo e combatido pelo regime de exceção, já percebia que mais cedo ou mais tarde, as duas coisas se confundiriam e virariam uma coisa só. Ao ouvir o ministro do STF defendendo o mesmo pensamento do parlamentar amazonense já falecido, comentei com minha esposa Yara Queiroz, filha do parlamentar da oposição.

Nas várias oportunidades que os deputados federais Ulisses Guimarães e Pedro Simon, visitavam Manaus, o convidavam para ser candidato a deputado federal. Francisco Queiroz recusou a todos os convites porque dizia que não saberia viver longe de seus familiares, de sua esposa já falecida Maria Luiza de Souza Queiroz e de seu círculo de amigos do Amazonas. Dos filhos que o casal deixou, dois são advogados, uma é assistente social, outra, que exerceu a sua chefia de gabinete quando foi presidente da ALE-Amazonas,  é mãe de um advogado e outro é professor particular de informática.  

Para o Ministro do STF, uma das razões para a banalização da corrupção seria a impunidade ou a quase total certeza dela.  Os parlamentares que roubam, desviam, destroem a moral de toda a sociedade coletiva, possuem “imunidade parlamentar” que lhes dada nas urnas pelos eleitores. Essa é a razão garanto que todos nós coletivamente somos responsáveis pelos políticos sem muita qualidade e com muito dinheiro de corrupção que elegemos a cada quatro anos!

A imunidade parlamentar se transformou em impunidade parlamentar como já dizia no passado o deputado estadual pelo MDB do Amazonas.  É por isso que parte da classe política atual está tão desacreditada.


5 comentários:

  1. Elaine Lopes da Silva17 de fevereiro de 2017 14:00

    Impunidade eu acho

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  2. Josnilson Fernandes Pereira17 de fevereiro de 2017 14:49

    Carlos ... E uase impunidade pela morosidade dá justiça a cargo do STF ...

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  3. Parabéns Carlos Costa pela crónica que resgata uma parte da nossa politica durante o bi-partidarismo!

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  4. Tudo "IGUAL não fossem as" PEQUENAS" diferenças... TIRARAM UMA SENHORA HONESTA BOTARAM UM BANDIDO,SUPREMO ENTROU NO ACORDO, ASSASSINARAM UM MINISTRO,POVO PERDEU O DIREITO A SE APOSENTAR, O ENSINO MÉDIO AGORA É SEM HISTÓRIA, TRABALHADOR NÃO PODE FAZER GREVE, UNIVERSIDADES SÃO FECHADAS, PROGRAMAS SOCIAS ENCERRADOS, INVESTIMENTOS NA SAÚDE PÚBLICA EDUCAÇÃO E MORADIA SÃO CONGELADOS POR 20 ANOS, e tem TROXA dizendo que tá tudo igual !!!

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  5. Foi profético.
    Sábio.

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