terça-feira, 22 de março de 2016

ROTINA...


Os periquitos voam, cantam e.
solitário, tomo remédios para viver!

Depois; mais remédios e vivendo
a hipocrisia da vida:
(matando bactérias que não morrem e vivendo! )

Mas, sei: só prolongo o inevitável 
encontro com a morte corpórea!

Mais remédios:
Não ouço mais canto dos periquitos. 
Nem os vejo voando...

Será que morreram ou eu, estou morto?
(ainda que vivo pareça estar!)





7 comentários:

  1. Achei seu poema melancolico, mas gostei!

    ResponderExcluir
  2. Eu sei sinto todas as emoções que vc passa no que escreve.

    ResponderExcluir
  3. Frases que me serviram. De consolo. Para enfrentar. Minha chegada . Ao fim da. Vida neste mundo

    ResponderExcluir
  4. Carlos, posso levar este poema para a nossa coletânea "Algazarra Poética"? Abraços

    ResponderExcluir
  5. J. Estanislau Filho24 de março de 2016 12:40

    Assim você me emociona Carlos. A vida é um sopro, vamos vivê-la o melhor que pudermos. Mas é triste não poder ouvir o canto dos pássaros, sentir a brisa no rosto. Força, amigo. Enquanto respirar, viva o que te cabe. Abraço fraterno.

    ResponderExcluir
  6. A rotina,mata tudo.Procuro ve os dias diferentes para nao atingir o celebro.Agora mesmo,fui no supermecado e comprei tinta para pintar a sala.Mas como aqui temos diferentes climas,me distrai a teoria.Porque quando estou ai chuva e sol,tambem vejo muita diferença ao meu redor.

    ResponderExcluir