terça-feira, 1 de novembro de 2016

REFORMA E NÃO REMENDO POLÍTICO!


Na era da desconfiança e da péssima qualificação dos candidatos a cargos eletivos que se apresentam falando em nome e dizendo que defenderão os interesses do povo,  declarando amor às cidades e escondendo seus reais e próprios interesses mediáticos de poder , resultantes de estranhas alianças,  coligações  impostas goela abaixo aos eleitores, sem qualquer ideologia que as justifiquem de forma ideológica, programática ou pragmáticas, o Brasil necessita, urgentemente de uma Reforma Política séria e não de remendos sempre costurados em  panos velhos, podres e inúteis para ser tudo refeito em uma próxima campanha política quando surgem novos cenários e desenhos de interesses para enganar os eleitores que se prontificam a ser usados como maça de manobra dos candidatos, na democracia do voto obrigatório e imposto a todos. Nenhum Aparelho de Estado do país escapa das críticas, do maior ao menor. Todos são vistos com muita desconfiança pelos eleitores do Brasil do tudo junto e misturado em dois blocos: dos que  governam e o dos pretendem governar!

Concluído o segundo turno das eleições municipais com um dos mais elevados índices de abstenções, brancos e votos nulos da história recente na  brasileira do voto “democrocraticamente” imposto a todos, começa a circular nas redes sociais uma proposta de mudança do número de deputados e senadores e, consequentemente, a provável moralização das duas casas legislativas.  O Congresso Nacional colocou  à consulta popular aprovada em 2013,  Resolução 26 que propõe mudança nos Artigos  45 e 46 da Constituição Federal, reduzindo o   número de  Deputados Federais dos 513 parlamentares para somente 386  e  eleição de apenas dois por cada Estado via  PEC – Proposta de Emenda Constitucional  106/2015, de autoria do senador do PT do Acre, Jorge Viana e outros. Se aprovada, em tese,  haveria redução no número dos atuais 27 partidos desapareceriam algumas legendas de alugueis, usadas sempre em períodos eleitorais.  O Brasil precisa de uma Reforma Política seria e não de remendos eleitoreiros.

Sob os efeitos da operação “Lava Jato”  e o Superior Tribunal Eleitoral ficou de elaborar um “estudo” para saber a razão da insatisfação dos eleitores como os rumos de sua democracia do voto imposta , com penas de multas irrisórias à restrições na vida civil e etc.  A insatisfação do eleitor também está respingando da classe política  as estruturas de aparelhos de Estado constituídos porque alguma coisa está errada e o STE já alerta para isso, chuta a bola para o Congresso Nacional. Este, por sua vez, está promovendo uma consulta pública para reduzir o número de senadores e outras medidas moralizantes que a partir disso, adviriam. Como a situação política é grave, a proposta de reforma política talvez dessa vez saia do papel e não fique dormitando para ressurgir só nas próximas eleições em forma de remendo em pano velho que se rasga rápido, movido por novos interesses.

Qual a lição que fica de tudo isso? A de alguma coisa precisa mudar urgentemente antes que todo o sistema brasileiro eleitoral, um dos mais modernos e ágeis do mundo, com urnas eletrônicas e biometria, caia no descrédito também!



6 comentários:

  1. Maniel Cabral Bessa1 de novembro de 2016 12:20

    Verdade!
    Agora é a vez do povo diser o que querem e como querem! O Poder emana do Povo! Boa tarde a todos!

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  2. Contem comigo para motar uma força tarefa para debates com a população e elaboração de proposta para essa Pec e outras!

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  3. Marcelo Shell Shell/ poeta1 de novembro de 2016 21:02

    O cidadão comum está com medo, deste povo político inapto....Nos ralos da corrupção, o político de então, carimbado pela Lava Jato...

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  4. Daroni Haldembergui2 de novembro de 2016 10:59

    Grande verdade. É preciso uma reforma concreta para que o povo volte a se sentir respeitado .

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  5. Valeu Carlos Costa

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  6. Luiz Fernanfo Araujo6 de novembro de 2016 05:34

    Bem Vinda sua cronica.
    Muito pertinente!

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