sexta-feira, 4 de novembro de 2016

VIVER... ou sociedade “farta de tudo” (Talciney, de Coari/Am)

                                               

Existem diferenças sutis entre viver e achar que vive, entre ser crítico, irônico, debochado ou ridículo com o trabalho de uma pessoa, pensando que a ridicularizará o autor, mas não sabendo que ele próprio está se ridicularizando. Viver nunca foi e jamais será fácil, na era das redes sociais, cada vez mais sendo utilizadas para expor vaidades, exibir fotos no espelho fazendo biquinhos com um celular na mão, exaltando os seus egos pessoais. O que menos importa é o conteúdo, mas curtidas recebidas.  Viver é possível, mas não é fácil! As vaidades são sempre superiores à qualidade e isso incomoda!

Mesmo no complexo e incrível mundo digital, a sua  caminhada  você terá que se desviar de pedras que lhe atirarão diante de suas posições firmes e educadas. No fim do caminho, se for possível, recolha as que forem possíveis e construa um local para chamar de seu, mesmo que seja no cemitério onde você viverá sua eternidade. Também terá que se desviar de balas perdidas que sempre encontram e matam  inocentes no mundo real. Se puder, também junte as que não lhe matarem, derreta-as,  transforme-as em uma obra de arte de protesto contra a violência e a exponha em algum lugar com destaque. No mínimo, chamará a atenção da mídia.  É possível caminhar sem rancor de ninguém, ódio no coração ou soberba de quem quer que seja. É só não se achar melhor ou pior do  ninguém. Afinal, somos todos iguais e diferentes ao mesmo tempo, depende do ponto de vista de cada um!

Os bandidos de hoje foram às crianças de ontem e foram seres humanos, mas todos destruídos pelo vício das drogas e precisam de tratamento. Mas a   justiça não lhes condena à pena de tratamento contra suas dependências químicas e não os encarceram pura e simplesmente em prisões superlotadas,  sem qualquer possibilidade de ressocialização. Quando a Justiça passar a aplicar penas de reabilitação social, moral e humana aos marginais, devolvendo-lhes à dignidade que perderam, alguma coisa vai melhorar na sociedade coletiva e poderá ser registrada redução no índice de criminalidade. Mesmo assim, a vida continuará sendo um exercício muito difícil e  perigoso! Existe falta saúde, educação, segurança pública e habitação, sem falar no dinheiro que também está muito faltando nas carteiras dos brasileiros.

Também falta um salário mínimo e aposentadorias dignas. Faltam outras coisas também.  Na verdade a sociedade política está com muita “farta” de quase tudo. “Fartam” políticos honestos e comprometidos com as coisas realmente públicas, não com interesses pessoais. “Farta” dignidade na hora de votar na democracia da eleição democraticamente imposta aos braileiros. “Fartra” consciência, responsabilidade e seriedade para mudar o que deve ser mudado e manter nos cargos só quem merece por mérito e honra para permanecer.  Na sociedade “farta” que se vive hoje,  a manutenção da dignidade  adquirida pelos bons  exemplos do passado e está sendo perdida pelos péssimos exemplos de hoje. A pessoa desonesta  é considerada  mais esperta e inteligente, principalmente se conseguir nunca ser julgado, condenado e preso. Também “farta”  respeito dos jovens  a quem já viveu muito! Os jovens, com algumas exceções, só porque usam deliberadamente e sem controle até em trabalhos universitários os famigerados Ctrl C e Ctrl V, acham que sabem de tudo e conhecem tudo como se fossem as únicas verdades existentes!

Com a “farta” deseducação que se vive hoje, falta vergonha na cara, respeito e o cumprimento de cidadania plena, principalmente, para  poder cobrar direitos depois. “Farta” moral principalmente de órgãos do Poder Judiciário que, em um mesmo caso, proíbem e depois liberam candidatos para disputar cargos eletivos em diversos municípios brasileiros. Por fim, “farta”,, cultura geral. Com ela, a pessoa seria capaz de diferenciar corretamente o que seria uma crítica a um trabalho, de uma opinião pessoal, de um deboche, de uma palhaçada ou de um simples “achismo” ignóbil


Por isso, digo de novo, viver nesse mundo tecnológico do absurdo,  filtrando o que é verdade do que não é, é possível. Mas é para poucos e não para todos!

13 comentários:

  1. Muito bom o texto!

    ResponderExcluir
  2. Texto magnífico. Obrigada por dividi-lo.

    ResponderExcluir
  3. Texto magnífico. Obrigada por dividi-lo.

    ResponderExcluir
  4. Fernsnfo Franscatti4 de novembro de 2016 18:20

    belíssimo, bom e fantastico.

    ResponderExcluir
  5. belissima crónica!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Joaquim Antonio de Almeida4 de novembro de 2016 18:45

      sim vou ler e passar para frente obrigado Carlos Costa

      Excluir
  6. Boa noite querido muito bom Obrigada feliz Sábado mil beijos <3

    ResponderExcluir
  7. Muito bom. Me fez pensar

    ResponderExcluir
  8. Adeline Marie Freitas5 de novembro de 2016 09:56

    É companheiro na era das redes sociais onde alguns expõe suas caixa de e seus egos pessoais o que menos importa e o conteúdo. Mas nem todo mundo pensa assim, é possível sim, concordo que podemos caminhar sem rancor de ninguém, sem ódio no coração ou soberba de quem quer que seja. Não somos melhor ou pior do que ninguém. Somos todos iguais. E saiba que quando agimos assim incomodamos muito outras pessoas, sei bem o que é isso.
    Realmente "farta "tudo. Tá fartando a muito tempo: consciência, responsabilidades, lealdade entre homens e mulheres, comprometimento. Não temos segurança, a saúde pelo amor de Deus ! Um descaso, uma vergonha gente! Políticos comprometidos com seus próprios bolsos. Bandidagens! Sacanagem! Roubalheira! Falta de vergonha na cara. Gente com esses péssimos exemplos que acabam entrando na nossa casa pela Impresa televisiva, onde nossas crianças e jovens assistem pessoas desonesta que são consideradas as mais espertas , isso São exemplos de valores invertidos. Isso é muito sério gente, São as novas gerações futuras. Se continuar assim o que vai ser? Devemos ficar calados? Não! Apesar da farta de tudo de vergonha na cara, de cidadania, de respeito de amor uma para com os outros, acredito que podemos fazer a diferença, começando dentro de casa, na sala de aula, diferenciando o que é verdade to que não é, não podemos é desistir.

    ResponderExcluir
  9. Bonito texto, parabéns.

    ResponderExcluir
  10. esta cronica merece meu click gold fantastic magnific.

    ResponderExcluir
  11. João Batista Filho/MG7 de novembro de 2016 12:33

    Oi Carlos,
    Como disse um politico durante uma entrevista ....
    Estamos vivendo num país onde foi implantado a cultura dos DIREITOS e não se preocuparam em implantar também a cultura dos DEVERES....."

    ResponderExcluir