segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

A HISTÓRIA DE "PEDRO BALA", O CINEGRAFISTA! (a Islla Pessoa e Raqueline)


Enquanto respondia perguntas ao repórter da TV A Crítica, José Augusto,  para o programa de Daniele Assayag, em um microfone sem fio, observava o cinegrafista Carlos César, usando uma filmadora pequena, com um tripé leve, quase portátil, com uma luz  nela e fiquei pensando como tudo era diferente no passado. Queriam saber sobre um acidente ocorrido com um ônibus da Solimões Transportes - Soltur, ocorrido em 14 de novembro de 1978, 40 anos antes, com 39 mortos.  Vendi a passagem para um casal que passaria lua de mel no município de Itacoatiara/Am e, ao embarcar em viajei em outro ônibus sem ar.  Ajudei a tirar os corpos do casal pela janela, quando o ônibus foi retirado de dentro do Rio Urubu, por um trator D-4.   Fui repórter do primeiro jornalismo da ex-TV Baré, na equipe do competente cinegrafista Mário César Dantas e seu auxiliar de câmera, Pedro Augusto, responsável por carregar um equipamento que pesava uns 30 quilos e ligar tudo: microfone, câmara, luz, etc.

No dia da estreia do primeiro jornal da emissora, o funcionário Gilberto Piranha era o responsável pelo jornalismo e pelos caracteres que subiam ao fim do programa. A TV Baré pertencia ao casal Airton Pinheiro e Eleonor Pinheiro.  Com os caracteres já subindo, o funcionário perguntava pelo corredor o nome do auxiliar de câmera Pedro Augusto. Brincando, respondi é “Pedro Bala”, põe “Pedro Bala” nos caráteres que já subiam com todos os nomes. O Pedro Augusto logicamente protestou e eu ponderei. “Pedro Bala será seu nome artístico e você ficará famoso”. -Ah, então deixa “Pedro Bala”.  Não sei nem se o Pedro Augusto sabia o que era um nome artístico.   O cinegrafista Mário César Dantas tinha que “bater branco”. Segurava um papel branco da frente e o cinegrafista fazia os ajustes. “Hoje ainda é preciso fazer a mesma coisa, mas é tudo em um botão”, disse-me o cinegrafista, que se transferiu da TV Amazonas para a TV A Crítica. Ele trabalhou com o equipamento que comentava. Ah, que saudades  daquela época em que pensava que não ficaria velho! Hoje, sou considerado da “Velha Guarda da Imprensa”. O repórter que me entrevistava disse “todos ficarão velhos” e também serei um dia da “Velha Guarda”. Concordei.


Hoje, “Pedro Bala” adotou o nome que lhe dei. Ele é o competente cinegrafista do programa de Beby Rizzatto na TV A Crítica e está famoso. Eu troquei a função de Editor Geral no Diário do Amazonas,  conclui o Curso de Serviço Social, segui carreira. Fiz pós em docência de terceiro grau na Faculdade Candido Mendes/RJ. Como professor universitário em Manaus um “empiema cerebral” me encontrou em 2006 em sala de aula. Fez-me perder totalmente a audição, submeti-me a 11 cirurgias no cérebro. Estou estabilizado, mas ganhei de presente duas bactérias hospitalares incuráveis para a medicina. Passei a tomar remédios diariamente, desde a segunda operação.  Do empiema estou estabilizado e sem crises desde novembro de 2012. As bactérias são incuráveis, mas controláveis com remédios diários.

10 comentários:

  1. Bela história!!

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  2. Para quem teve problemas com empiema cerebral, tens uma memória muito boa, parabéns poeta!

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  3. Muito bom Carlos Costa

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  4. Lropoldina Folhadela5 de dezembro de 2016 17:56

    Nosso Pedro Bala é um grande profissional é um amigo querido !!

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  5. O tempo é impiedoso. Você me fez lembrar Paulo Pinto Nery, meu Professor de Direito Penal, certa feita alguém falou sobre politica e ele prontamente respondeu: Hoje, dizem, que sou uma reserva moral.

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  6. Joap Gomes Cavalcante6 de dezembro de 2016 02:33

    Bonita história,grande narrativa.Na vida muita das vezes um apelido ou nome artistíco,tem mais impacto e sobre o nome original.O pedro sem dúvida na hora ficou constrangido,hoje tenho certeza que lhe agradecido,veja a razão,Pedro tem os montes por aí,mas pedro bala na aréa,sem dúvida é sui-genesis.Caro amigo voce é um mestre em criar história,e adora escrever,não é atoa a profissão e profional que é.Pedro bala seu rápido ta pecorrendo o Brasil,fazendo jus ao nome,pois és bala mesmo.

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  7. Graça Guerreiro/Natal6 de dezembro de 2016 02:57

    BOM DIA!! QUE ESTÓRIA MAS LOUCA!! VOCÊ CONTANDO ESSA SITUAÇÃO É EMOCIONANTE. BOM DIA.

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  8. Ricardo Kptulo Cabral6 de dezembro de 2016 09:32

    Muito bom!!!! HISTÓRIAS COMO ESSA ENRIQUECEM...o "Facebook"....

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  9. gostei da historia

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