sábado, 25 de agosto de 2012

SANTARÉM...SANTARÉM...!

Para o deputado estadual do PT, Sinésio Campos, filho de Santarém


A emoção tomou conta de mim, mas não chorei e nem inundei de lágrimas o encontro de águas verdes do Rio Tapajós com as do Rio Amazonas, nem atrapalhei  a pescaria  de peixes que desfilam em frente a cidade,  capturados  em bóias  de pneus que descem ao sabor da correnteza na cidade de Santarém.

A linda música “Um poema de Amor”, composição de Wilson Fonseca, interpretado na voz de um cantor local, foi a responsável por quase não me fazer chorar e poluir belezas tão enigmáticas e pouco exploradas em termos de turismo: a cultura local!

Eu e minha esposa Yara não desfrutamos como desejávamos, do belíssimo cartão postal da cidade, o Alter-do-Chão com praias que surgem como por encanto e que são beijadas pelas águas negras de um braço de rio, formando uma beleza que impressiona aos olhos e ao coração, com suas barracas fincadas na praia no meio do rio.

Mas o amigo empresário de transportes coletivos da cidade, Gonçalo Ferreira Lima Filho, também homenageado, me convidou para voltar e prestigiar a Festa do Sairé, a mais antiga manifestação popular do Estado do Pará, remetendo aos tempos da colonização do Brasil, misturando temas  religioso e  profano, com a morte e ressurreição do botos Tucuxi e Cor-de-Rosa, em um espetáculo de fantasias e alegorias, repetindo o que os índios Tupinambás fizeram para saudar aos portugueses colonizadores. A festa deverá receber mais de 100 visitantes do dia 13 a 17 de setembro.

Ficamos hospedes no hotel Amazônia Boulevard, na Avenida Mendonça Furtado,homenagem a um administrador português também conhecido por “Xunbergas”. Vieram nos buscar para a festa em um salão interno do SEST/SENAT, presente em todo o Brasil, pertencente ao Sistema “S”, comandado pelo incansável presidente Clésio Soares de Andrade, tendo como diretor do Conselho Regional Norte administrador de empresas Francisco Saldanha Bezerra e na administração local a administradora de empresas Grece Lane Melo.

Na homenagem, ouvindo a música “Um poema de Amor”, de  Wilson Fonseca, interpretada na voz de um cantor local e outras músicas de compositores nascidos em Santarém, terminando com o tradicional carimbo, a mais extraordinária manifestação da cultura artista paraense, criada também pelos índios Tupinambás, misturada com batuque de escravos e influência lusitana que contagiava até aos colonizadores portugueses, dando-lhe uma melhor perfeição, fiquei pensativo e idealizando essa crônica.

Como disse, controlei muito a emoção para só derramá-la, talvez, em minha volta para prestigiar a “Festa do Sairé”. Dessa vez, tentarei controlá-la também dentro de meu peito, brigarei com meu coração para que não me traia e me permita pelo menos aplaudir a manifestação da cultura de Santarém, que ainda não conheço. Mas  como um simples anônimo, conheci e gostei de ver a pescaria de peixes na orla da cidade que leva à Igreja Matriz e, antes, a um museu de história, onde está o registro que o município foi um dos primeiros da Região Norte a receber “O vapor de terra” de um padre Italiano, dando surgimento do ônibus no Brasil.

Adorei!  Emocionei-me, mas não chorei para não poluir com minhas lágrimas o majestoso encontro das águas verdes do Rio Tapajós com as negras do Rio Negro. Terei pelo menos a consciência de que os moradores de Santarém continuarão sendo alimentados com os peixes pescados em bóias  e malhas que deslizam ao sabor do vento e desfrutarão de suas lindas praias que todos os anos emergem como por encanto de boto do fundo do Rio Tapajós.

Ajustando a magnífica poesia da letra da música “Um poema de amor”, parodiando-a com a licença do genial autor para dizer ”...e quando  a Festa do Sairé chegar, o cronista escreverá...sua história de amor com o esplendor do lugar e a beleza de Alter-do-Chão”. 

12 comentários:

  1. caríssimo amigo
    o reconhecimento é uma forma maravilhosa de expresssar a importância que o senhor tem.
    fiquei feliz, profundamente feliz com tudo isso que lhe aconteceu.
    Receba meu abraço com carinho neste dia.

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  2. Boa noite Carlos!
    Fiquei super feliz com sua visita.
    Vim conhecê-lo e gostei do que encontrei aqui.
    Amei te ler! Estarei passando sempre pra uma visita.
    Abraços e uma semana abençoada pra ti.

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  3. Carlos, meu querido amigo, você é tão amado que merece todas as homenagens que lhes são conferidas...
    Lembro da sua viagem a Santarém no ano que passou e da sua alegria por todos os momentos de carinho que desfrutou!
    Párabéns, mais uma vez!
    Adelaide Reys

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  4. deve ser um show da natureza este magnifico encontro.

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  5. José Coelho Maciel8 de outubro de 2015 07:21

    técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária, destinado a fazendeiros criadores de gado. Fiquei lá cerca de dezoito dias hospedado no hotel Mocorongo, que segundo tive informação não existe mais. Era um hotel muito simples e dava com os fundos para o Rio Tapajós. A cidade dividias em três partes: prainha, remanço e ... Visitei alguns dos maiores fazendeiros da região, como os Correias, por exemplo, e conheci na ocasião o historiador Raimundo dos Santos, que deixou uma obra em seis volumes sobre a cidade de Santarém. Tive a oportunidade de conversar com ele algumas vezes sobre a cidade. Também visitei o Colégio Dom Amando (?) e o Convento onde fui visitar a Irmã Marília de Menezes, filha do poeta Bruno de Menezes, que tem um busto feito pelo pintor e escultor Afrânio Castro na Praça da Polícia. Atualmente ela está em Manaus e é uma grande poetisa. Conheci os irmãos Bororó, músicos, cantores e compositores, que trabalham à época no Banco do Brasil. E mais uma dezena de pessoas amigas que me receberam bem naquela cidade. Há um senhora que trabalhava com artesanato e pintava os patos que criava (não me lembro do nome dela agora), mas há poucos dias a vi em um documentário sobre a região, significando dizer que ainda está viva. Foram sem dúvida dezoito dias de trabalho tranquilo e de muita beleza natural. A cidade é bonita e a paisagem também. Grande abraço por trazer-me a recordação de Santarém. jm

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  6. Luiza Bessa Lima/poetisa15 de junho de 2016 15:30

    Parabéns

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  7. Amo Alter do Chão a natureza ali é emocionante, parabéns por vc ter sido homenageado naquela natureza viva. A beleza de Alter do Chão é uma das mas lindas do Brasil. Aquela água verde garrafa, a Praia do Cururú, Praia Ponta de Pedras, a famosa Praia do Amor enfrente da cidadezinha, e mts outras...Me hospedei no Belo Alter, e no Belas Praias, sei q todas viagens q fiz pra lá foram maravilhosas.

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  8. Suelen Luize Freitas15 de junho de 2016 19:45

    Lindíssima crônica.

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  9. Francisco Ferreira17 de julho de 2016 13:23

    Carlos, sou filho de Santarém. Escritor e Poeta. Com certeza inspirado nessa e noutras tantas canções do rico repertório mocorongo.
    Parabéns pela sensibilidade artística de suas percepções. Você captou a essência balsâmica que inspira tantos por lá. Como sempre digo, eu sou cá um Manauareno, lá um Santarenaura. E em ambos os estados um Paramazonense de coração.
    _Nunca vi praias tão belas_
    _prateadas como aquelas_
    _do torrão onde eu nasci_
    ������������

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  10. Hildeberth Vasconcelos17 de julho de 2016 13:52

    ��muito bom...parabéns sr. Carlos

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  11. Santarém realmente eh um lugar digno de aplausos pelos seus encantos naturais. Tenho uma relação muito intima com aquela terra

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