quinta-feira, 15 de outubro de 2015

ÁGUA PODRE!


Muita água podre ainda vai rolar pelo duto da corrupção das torneiras da Petrobras, pelas falhas nos controles financeiros do Governo, pelos eficientes cruzamentos de informações para “apertar” e cobrar impostos do contribuinte comum, sufocado por tantos tributos e contribuições e deixar livres dessa mesma rigidez ridícula, burocrática e ineficiente uma parte da classe política corrupta, até que alguém venha se conscientizar que o momento pelo qual passa o Brasil é muito grave, delicado e perigoso.

Não é, portanto, o momento de se exigir prova de honestidade de ninguém, porque quase ninguém a teria para provar, principalmente o arrogante e prepotente presidente bambu (enverga mais não quebra) da Câmara dos Deputados, o deputado federal Eduardo Cunha. É o momento, sim, de a sociedade como um todo, mesmo apodrecida, se unir e enfrentar o problema, apoiando o Governo e não permitindo novo golpe militar ou o que quer que venha a acontecer e seguir em frente. 

O Brasil vai melhorar. Mas, no momento, está passando por uma ligeira turbulência política, financeira, ética e moral e, como todo piloto em situação de risco, a presidente Dilma Rousseff precisa conduzir a aeronave chamada Brasil com muita calma e paciência para evitar que venha ao chão. É momento de união em torno de um ideal e não o de cobrar prova de honestidade, porque quase ninguém a tem. Nem no Governo ou entre alguns políticos federais e senadores! O país está com economia parada e vive uma total falta de ética, de moral institucional e de governabilidade também. Tudo isso junto, pode se transformar em nitroglicerina pura a ponto de explodir, mas não acredito em intervenção militar para restaurar o processo de governabilidade, como ocorreu no passado e durou mais de 20 anos.

Segundo os conceitos mais divulgados, a moral seria um conjunto de regras adquiridas através da cultura, educação, tradição e do cotidiano e quase nada disso conseguimos visualizar no Brasil de hoje. Traduzindo melhor, a moral seria etimologicamente usada para definir a palavra latina “morales”, que se origina do conceito relativo aos costumes de um povo. E bons consumes é o que menos temos no momento porque os valores morais da sociedade apodreceram e, como tudo o que surge a partir dessa sociedade podre, inclusive partidos políticos, já nasce podre e cheios de vícios também. A base moral da sociedade foi corroída pela corrupção em todos os sentidos Primeiro, a sociedade terá que adquirir os antigos, velhos e verdadeiros conceitos de ética e moral para que  alguém possa usá-la com autoridade.

Na atual conjuntura política do Brasil, ninguém tem moral para cobrar moral de ninguém, nem mesmo a presidente da República, como vez em seu discurso no nordeste, aplaudida em um congresso da CUT. Reivindicar moral é um direito que a presidente tem, mas teria que dar bom exemplo de governabilidade e de ações políticas em torno do projeto político do partido e não se dobrando à chantagem política de partidos políticos fisiologistas, sem ideologia, sem princípios, moral e todos falando em nome dos eleitores, mas agindo em torno de seus próprios interesses, apenas.

Muitos políticos de hoje com mandatos, se escondem por trás do véu da impunidade e da arrogância. Certo mesmo estava o ex-governador do Amazonas, Paulo Pinto Nery, quando na década de 80, ao responder à jornalistas sobre a vinda do ex-governador Gilberto Mestrinho para o Amazonas, fundar um partido e disputar as eleições, respondeu: 

“Podem existir até mais de 100 partidos políticos registrados no TSE do Brasil, com várias matizes e ideologias e recebendo verbas do fundo partidário. Contudo, na hora de disputar cargo majoritário, sem qualquer ideologia se união em torno de interesses por cargos e não por programas partidários e ideologias comuns. No final, restarão somente dois: o que está no Poder e com fome e quer continuar comendo e todos os outros que se unirão para comer o resto do bolo, se unindo por cargos e se passarão a ser todos demagogos!” 

Não é que o ex-professor da Faculdade de Direito, da Universidade Federal do Amazonas, estava certo? O problema do Brasil, em parte, reside na Constituição parlamentarista para um Governo presidencialista. Há muita troca de cargos por votos e não por programas partidários e ideologias de política de poder. Nenhum partido se salva, embora alguns se anunciem como diferentes, só porque ainda não assumiram o poder! Agora, Eduardo Cunha nega que esteja trocando a não cassação da presidente Dilma Rousseff em troca de sua não cassação na Câmara. Mas será mesmo?





4 comentários:

  1. Dessa quadrilha qualquer coisa é de se esperar

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  2. Luiz Castro/deputado15 de outubro de 2015 15:15

    Lamentável a situação de nosso país

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  3. ACREDITO QUE MUITA COISA RUIM VAI APARECER NO MEIO POLITICO,MAS ROUBOS E FALCATRUAS,AMIGOS FICO MUITO TRISTE POR VIVER COM ESTAS PESSOAS CORRUPTAS QUE MOVEM O BRASIL,A QUEDA DA PETROBRAS E A ABERTURA DO BNDES VAI SER UM GRANDE ROUBO,TOPLUS AMIZADES MUNDIAIS||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||

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  4. Bela crônica. Acho que precisamos também de moralidade. Não se pode ter políticos cuja credibilidade ninguém tem. Estamos passando imagem do que somos um povo corrupto, capaz de qualquer coisa, para enriquecer as próprias contas. Não quero estar nesse meio, porque não me considero um deles, nem quero esse exemplo para minha geração futura. Beijos

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