sexta-feira, 23 de junho de 2017

A ESPERA....


Cheguei antes das 8 horas ao consultório do neurologista Dante Luís Garcia Rivera para solicitar uma tomografia ou ressonância magnética para tentar descobrir como em uma queda doméstica, perdi o controle motor dos meus dedos das duas mãos.  Queria ser o primeiro a ser atendido e segui com minha esposa Yara rumo ao consultório. Ele, felizmente, ainda não abandonou a UNIMED como muitos médicos cooperados e laboratório já fizeram. 

O Dr. Dante ja me atende e me inspira confiança desde 2006 quando o procurei por indicação de minha irmã Ivanete Scotti. Gostei do atendimento e as explicações que dele recebi, mostrando-me do seu notebook as possíveis áreas que teriam sido afetadas e ha me operou 9 vezes. Duas delas, foram realizadas na Beneficência Portuguesa , em SP, por ter recebido do laboratório de Botucatu,  assinado pelo médico Carlos Bach, diagnóstico de câncer no cérebro, já em metástase.

Com esse diagnóstico para viajei com TFD-Tratamento Fora de Domicílio, com direito à emissão de passagem. Só recebi, as diárias quando voltei para Manaus. Mas isso é outro fato que contarei depois, quando escreverei sobre a colega Assistente Social Maria Mozzarello, que na época chefiava o setor na Secretaria de Estado da Saúde do Amazonas. 

Em SP, paguei uma consulta com um oncologista da Beneficência. Em 1986, ele disse que gastaria diploma dele se "eu retivesse com câncer mesmo" . Mesmo assim, me internou na área de oncologia no mesmo dia.  Fiquei esperando o resultado das revisões de lâminas. Deu negativo para câncer em metástase no cérebro e confirmando o diagnóstico do negro de Manaus: era mesmo só empiema cerebral subjugar crônico

Depois de receber alta com o reexame das três revisões das lâminas feitos em S do exame istoquimico nas mãos –aos prantos, a esposa Yara entregou-me aos o resultado lacrado do exame de câncer em metástase no cérebro -, a tranquilizei "não tenho câncer,  muito menos em metástase".  Como profissional que seria em 2005, eu tinha estagiado em Hospital de oncologia e via que todos os pacientes ficavam com as peles "ensebadas", meio amareladas.   Quase como sem sangue correndo nas veias deles. Voltei para Manaus e recebi o dinheiro das diárias do meu TFD.

Durante os 17 dias que passei internado no setor de oncologia e vi de tudo:   ao meu lado se urinando e se defecando ao meu lado, inclusive o pai de uma apresentadora da Globo, Liliam Vitte Fibbe, (ela tinha viajado para a China, na época). Eu a chamava de "LILIA 20 QUIBES", mas isso também contarei em outra crônica.

Cheguei cedo e fui um dos primeiros a serem atendidos. Na verdade, fui o segundo a ser atendido. "Parece que não tem ninguém aí" disse minha esposa. "Acho que cheguei cedo demais", respondi.

Alguém abriu a porta com insulfilme para mim. O médico mudou o horário de 9 para 10 horas. Fui atendido e ele pediu-me uma ressonância magnética. 



Um comentário:

  1. Luiz Celso Santos de Olivera24 de junho de 2017 11:14

    Carlos o verdadeiro escritor escreve sobre seu universo,independente, livre ,solto honesto e feliz. continue até quando puder ,demostrando a alegria de poder contar sobre seu universo de sonhos críticas e principalmente, o olhar rico do caboclo, da simplicidade de ver e narrar os fatos de forma pitoresca , que é a marca dos grandes escritores

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